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Saturday

The Vision Bleak – The Wolves Go Hunt Their Prey (2007) – Prophecy

Mais um trabalho, o terceiro, para os The Vision Bleak. Esta nova proposta está mais pesada e “metaleira” que as anteriores mas as orquestrações, guitarras acústicas, citaras e passagens mais atmosféricas ainda fazem parte da sonoridade da banda. Para quem não conhece este duo germânico, estes praticam uma espécie de banda sonora de bases Metal e góticas para uma novela de terror gótica de finais do século IXX. A voz algures entre Type O Negative, Sisters Of Mercy e Danzig, é monocórdica e torna-se algo monótona. Um pouco de variação na voz, assim como a adição de vozes femininas mais operáticas acrescentariam outras tonalidades à música, já por si sombria mas épica, dos The Vision Bleak. Tirando este pequeno senão o disco é fabuloso e aconselha-se vivamente a seres noctívagos! RDS
80%
Prophecy: www.prophecy.cd
The Vision Bleak: www.the-vision.bleak.de

Thursday

Samuel Jerónimo – Rima (2006) – Thisco

Já li várias críticas a este disco (e ao anterior de Samuel Jerónimo) e todas elas são verdadeiros ensaios filosóficos. Os críticos de música dão o gosto ao dedo e escrevem e descrevem o que o comum dos mortais não quer, nem consegue perceber. A sensação que dá ao ler esse tipo de críticas é que, a música em revisão, não está ao alcance de qualquer um. Como se os discos e a música neles contidos fossem representados por essas mesmas palavras. A música (como outro tipo de arte) é uma linguagem universal e não é necessário nenhum tipo de explicação racional e/ou filosófica para a entender e sentir. Todas as pessoas têm a sua reacção única à arte, seja ela música, pintura, escultura, literatura, etc. Posto isto, passo a fazer a minha crítica, simples e directa, apenas para dar a conhecer ao leitor o que é que está contido em “Rima”, em termos musicais e de temática geral. Assim, o leitor fica logo a saber se está no seu território no que diz respeito aos gostos musicais, ou não! E se não é seu género musical, pode ser que fique curioso com o conceito inerente à obra.“Rima” é a segunda parte de uma trilogia (Trilogia da Mudança) iniciada em “Redra Ända Endre De Fase” (Thisco 2004) e que terá fecho com o próximo “Ronda” (título provisório). Em “Rima” temos 4 faixas, todas intituladas “Verso” (e numeradas de 1 a 4), em cerca de 44 minutos de duração. As faixas ímpares são exercícios de minimalismo electro-acústico / ambiental / industrial que contrastam com as faixas pares, as quais são peças clássicas executadas ao órgão. Existe portanto, em primeira análise, uma rima alternada, isto pensando no sentido de um poema escrito, no qual os versos ímpares fazem uma rima, assim como os versos pares também o fazem entre si. Numa segunda análise existe uma certa dicotomia entre o passado, a herança cultural / musical, as tradições (representadas pelas faixas pares) e o progresso, a sociedade moderna, a evolução (representadas pelas faixas ímpares). No livrete que acompanha o CD, Samuel Jerónimo explica o sentido desta dicotomia musical e “temporal”, a qual, se adquirirem o CD, poderão ler. Depois de lida a explicação do Samuel, ouvido o disco, e tirado as minhas conclusões, a minha simplista análise e resumo da ideologia de “Rima” pode resumir-se do seguinte modo: a interligação do passado com o presente, e do presente com o futuro (e este por sua vez ao passado), sem apagar o que se fez no passado com a criação da nova arte, incorporando-a isso sim, e acumulando numa mesma obra várias estéticas distanciadas entre si pelo tempo (e pelas próprias diferenças inatas). Isto daria muito mais “pano para mangas” mas, como já referi, leiam a explicação incluída no livrete do CD, depois ouçam o disco e tirem as vossas próprias conclusões. Gostei muito mais da música e conceito deste disco do que do anterior (também com os seus pontos de interesse), o qual é, a par com a faixa “Fuga Transfigurada”, o meu trabalho de eleição de Samuel Jerónimo. Uma obra avantgarde / modernista / pós-modernista, criada por um jovem músico Português que já deu provas da sua genialidade musical, e que recomendo vivamente a mentes abertas. RDS
90%
Thisco: www.thisco.net
Samuel Jerónimo: http://jeronimosamuel.no.sapo.pt

Sci-Fi Industries – Drafts And Crafts (2007) – Thisco

Para quem ainda não conhece o projecto, ou não está ao corrente das novas sonoridades electrónicas que se vão fazendo em Portugal, este é o projecto individual de Luis van Seixas, membro fundador da Thisco. “Drafts And Crafts” é, e não é, o 4º álbum de Sci-Fi Industries. Passo a explicar. Esta rodela prateada feita de acrílico, alumínio e policarbonato inclui temas novos e remisturas de temas de discos anteriores e serve o lançamento para comemorar 10 anos de Sci-Fi Industries. Além dos temas novos / originais, temos aqui as colaborações / remisturas de Xotox, Shhh…, [F.e.v.e.r.], Ah-Cama Sotz, Mimetic, Mikroben Krieg, Flint Class e Structura. Lida-se aqui com electrónica de cariz “artesanal” ou “old-school” em termos de composição e gravação (nada de PC ou Mac) mas contemporânea, moderna, actual, urbana, em termos de ambiência, expressão e resultado final. Ao longo das 16 faixas e dos 77 minutos de duração passa-se pelas várias vertentes da música electrónica, desde Ambiental, Minimal, passando por Power, Noise, algum Electro-Industrial e até mesmo algum Electro-Rock. As influências passam tanto pela electrónica mais primordial, experimental e pioneira de nomes como Iannis Xenakis (p.ex.), a década de 80 e nomes tão díspares como Gary Numan ou Throbbing Gristle, e as tendências mais modernas da década de 90 e século XXI. Tudo isto se deve ao facto das remisturas terem sido feitas por músicos e projectos das mais distintas proveniências geográficas e musicais, com diversas influências e aproximações nos seus trabalhos. O próprio Luís van Seixas deve ter diversas influências de várias décadas e géneros / sub-géneros da música electrónica, o que se reflecte na sua música. Gostei muito desta heterogeneidade que não deixa o disco cair na monotonia habitual neste tipo de registos. Há um pouco de tudo para os apreciadores de boa música de base e/ou inspiração electrónica. Gostei também muito da apresentação, a caixa, a capa, diferente da habitual caixa de CD e livrete interno. Porque não inovar também neste sentido? Não é obrigatório que os CDs venham nas mesmas caixas de sempre! Um registo interessantíssimo e que deve fazer parte da discografia de todo apreciador de música electrónica / avantgarde. RDS
90%
Thisco: http://www.thisco.net/
Sci-Fi Industries: www.myspace.com/scifiindustries

P.S. Também na comemoração dos 10 anos de Sci-Fi Industries, foi lançada uma compilação de 12 temas nunca antes editados chamada "Laocoonte", através da netlabel Enough, a qual podem baixar gratuitamente: ftp://ftp.scene.org/pub/music/groups/enough_records/enrmp115_sci_fi_industries_-_laocoonte.zip
Enough Records: http://enoughrecords.scene.org/

Saturday

Thisco - Entrevista

1 – Em primeiro lugar apresenta-te a refere as tuas funções na Thisco.
Luís van Seixas e desempenho as funções de A&R dos artistas nacionais, trato da logística dos eventos da Thisco e masterizo grande parte das edições.
Fernando Cerqueira e sou basicamente o promotor nacional / internacional e trato dos assuntos com os artistas estrangeiros.

2 – Podes fazer um pequeno resumo da história da Thisco, como, quando e porquê surgiu, quem é que está envolvido, o que é que já editaram, actividades paralelas.
LvS: A Thisco comemora presentemente os cinco anos de existência, tem o envolvimento de todos os músicos nacionais até agora editados, uma vez que colaboram financeiramente com as edições, e paralelamente desenvolve eventos com outras editoras / associações / projectos / DJs / VJs / etc. designados por Samizdataclub.

3 – Qual é o objectivo principal da Thisco?
LvS: Fazer chegar e um número maior de pessoas a música e as ideias de artistas nacionais, fundamentalmente lá para fora.

4 – A Thisco não é uma editora propriamente dita mas sim uma associação cultural. Como é que se transformou a Thisco numa associação cultural?
LvS: Penso que é um passo natural. A estrutura da Thisco promovia sem lucros o seu catálogo, a Thisco Associação Cultural consegue pequenos apoios para edições, promove ainda mais artistas, e chega um pouco mais longe na divulgação e promoção.

5 – Como é que surgiu a colaboração com a Fonoteca Municipal? Com essa ligação as vossas edições tornam-se mais baratas para vocês e, por conseguinte, para as pessoas que as compram. Como é que funciona essa colaboração?
LvS: Há cerca de sete anos conheci a Fonoteca Municipal de Lisboa e o Paulo Brás. Falei do meu desejo de editar, mesmo que por conta própria os Sci Fi Industries. Ele disse-me que a Gráfica da C.M.Lisboa poderia disponibilizar-se para fazer as capas. Assim começou o apoio que tem sido fundamental para a continuidade das edições.
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6 – As pessoas têm a hipótese de se inscreverem como sócios e têm direito a todas as edições desse ano da Thisco, assim como a outros bónus. Podes esclarecer as pessoas como é que isso funciona?
LvS: Pelos 30 euros de quotização anual o associado recebe as edições desse ano (nunca menos de 8, e já chegaram a ser 12...), a t´shirt oficial do ano correspondente, e restante material promocional (pins, crachás, cartazes, flyers, catálogos...). As inscrições são feitas, regra geral por mail, os pagamentos por NIB e o associado recebe em casa as edições à medida em que vão saindo.

7 – Esse método não é prejudicial financeiramente para a Thisco?
LvS: Prejudicial seria ficarmos em casa a ver televisão, ou a fazer música que nunca ninguém ouviria! Actualmente a auto edição de 1000, 500 ou 200 CDs é acessível à bolsa de quase todos os projectos e bandas nacionais. Pela Thisco tem-se a mais valia de estarem criados canais de divulgação internacional. Podemos dizer, em jeito de confissão, que a expedição de material / CDs promocionais para o estrangeiro é o gasto mais relevante nas finanças da Thisco!

8 – A Thisco é relativamente recente mas já tem no seu catálogo nomes como Merzbow, KK Null ou Von Magnet. Como é que surgiram estas colaborações?
Fernando: Por estranho que pareça dou-me mais facilmente com artistas estrangeiros do que com os portugueses que muitas vezes colocam obstáculos a colaborações e com os estrangeiros, aqueles que mencionas chegam ao ponto de incentivar as edições, as edições foram sugeridas por eles e alguns deles conheço-os de outras andanças.

9 – O aspecto gráfico das vossas edições é muito cuidado, a apresentação dos discos é excelente. Quem é que se trata desta parte das edições, que é responsável pelas capas e livretes?
LvS: Temos tido vários colaboradores: Carlos Proença e Carlos Galvão (autores das primeiras edições), João Diogo e Paulo Brás (os mais solicitados e atentos colaboradores) e recentemente Mig "Flat Opak" que como ilustrador que é, tem feito um trabalho gráfico muito interessante (Shock of This Light, Sloppy Seconds). Alguns músicos apresentam já a parte gráfica como foi o caso do Merzbow, (F.E.V.E.R.), Ghoak, Ryiaz Master,...

10 – Além das vossas edições em CD, também têm algum merchandising e também distribuem material de outras editoras. Que editoras é que têm e que tipo de merchandising?
Fernando: Não propriamente, de outras editoras o que fazemos é a promoção de editoras estrangeiras em Portugal e em casos especiais fazemos alguma distribuição, mas de somente das suas produções discográficas.

11 – Quais são as próximas edições e actividades da Thisco para a segunda metade de 2006 / início de 2007?
LvS: Prestes a sair estão In Tempus "Luna Sapiens" um projecto muito sério de David Reis (ex-Phantom Vision, ex-Trauma); a compilação "Ryiaz Master" com grandes nomes da electrónica mundial às voltas com uma caixa de ritmos de tablas, o split cd "Seek an Thistroy!" que junta o veterano TatsuMaki (dos VortexSoundTech de Braga) com os estreantes Devhour (Santo Tirso) e City of Industry (Barreiro), que como o título indica aponta para uma atitude mais combativa e agressiva, musicalmente falando. O Slow Soldier (Coimbra) irá sair também em breve, bem como a banda sonora do espectáculo "Deadline Now" por Phil Von (dos franceses Von Magnet). Está prevista uma compilação com artistas da região de Tomar que confirmará os talentos emergentes – Beeper, Urb, U-Clix, Katsumoto, Waste Disposal Machine,...

12 – Como é que vês o estado actual da cena da música electrónica, em Portugal e no geral?
LvS: Muita gente a fazer, menos gente a ouvir, a vertente dançavel é a mais notabilizada e a vertente experimental eclético-fashionista detêm notoriedade efémera. Lá fora existe uma perspectiva mais abrangente da música electrónica e estamos trabalhar para que a electrónica Portuguesa ganhe o seu espaço por mérito próprio.

13 – O que é que tens ouvido ultimamente e que recomendas ao leitores da webzine?
LvS: Os dinamarqueses Spleen United, os velhinhos belgas Klinik, Lightning Bolt, Foetus, Boy Kill Boy, o último maxi dos (F.E.V.E.R.), e muitas demos e edições de autor que chegam à Thisco....

14 – Queres deixar uma última mensagem aos leitores da webzine?
LvS: Não neguem à partida uma Sciencia que desconhecem....

Entrevistador: RDS
Entrevistados: Luis van Seixas / Fernando Cerqueira

Thisco: www.thisco.net

Wednesday

Underworld: Entulho Informativo #22 / #23 + Entulho Sonoro #1 / #2 CD

A revista Underworld – Entulho Informativo tem mais dois exemplares na rua, trata-se dos números 22 (Fevereiro 07, só agora é me chegou às mãos mais ainda vem a tempo!) e 23 (Maio 07). Desta feita a revista traz um atractivo, um CD intitulado “Entulho Sonoro”, o qual será agora uma constante, vindo a fazer parte das futuras edições da revista. Quanto aos números que tenho em mãos, e seus respectivos CDs, passo a apresentar o seu conteúdo. No #22 temos Born A Lion, Hills Have Eyes, Tara Perdida, The Evens / Fugazi, Converge, Isis, Opeth, Íon, The Texabilly Rockets, [F.e.v.e.r.], Rose Tattoo, Orange Goblin, The Angelic Process, um artigo / entrevista sobre a editora de livros Saída de Emergência, outro sobre o Necronomicon, além do material habitual numa publicação deste género. No “Entulho Sonoro #1” temos, na grande maioria, bandas Portuguesas e temas inéditos ou “advance” para o próximo trabalho da banda. Alinhamento: Mão Morta (com uma regravação de um tema dos primórdios da mítica banda Bracarense), [F.e.v.e.r.], Ho-Chi-Minh, Jazz Iguanas, Born A Lion, Spincity, MQN, Phazer, The Ladder, Namek, Twentyinchburial, July 13, Albert Fish, Target 35, Equaleft, Cinemuerte, Men Eater, Process Of Guilt, Budhi, Íon, Euthymia & Kenji Siratori.
No novo número #23 temos Capitão Fantasma, Neurosis, Apse, Mad Caddies, The Hidden Hand, Porcupine Tree, Scarve, Celtic Frost, The Real McKenzies, Men Eater, Clutch, Machine Head, uma entrevista com Francisco (Atomic Tattoos), um especial Fantasporto, além das habituais rubricas. No “Entulho Sonoro #2”, mais uma vez privilegia-se a música feita em Portugal, e o alinhamento é o seguinte: Moonspell (com o tema exclusivo para a edição Portuguesa do seu último álbum), Apse, Capitão Fantasma, The Poppers, Murdering Tripping Blues, Moléstia, Wako, Damien’s Trail Of Blood, Blacksunrise, Fiona At Forty, Larkin, Waste Disposal Machine, Kronos, Dr. Salazar, Hyubris, Clockwork Boys, Ervas Daninhas, Barafunda Total, Partisan Kane.
Para passar a receber a Underworld e respectivo CD (limitado a 2000 exemplares) confortavelmente em casa, basta apenas fazer a devida assinatura, pela módica quantia de 5€ (para 4 revistas e 4 CDs!). Para mais informações visitem o website. E venham muito mais edições! RDS

Underworld Magazine: www.underworldmag.org

Monday

Xtreme Music Sampler

O meu caro amigo Justin Sanvicens, da XtremeMusic da Nova Zelândia, lançou uma compilação online gratuita, a qual conta com diversos nomes do cenário Rock mais avantgarde, alternativo e experimental.
Vale a pena baixar esta compilação para descobrir outro tipo de sonoridades que se vão fazendo por esse mundo fora, por gente que não se rege pelas habituais regras do Rock, querendo ir sempre mais longe nas suas criações artísticas. Para mentes abertas!
Outro atractivo da compilação é que esta é recheada com temas novos, raridades ou temas nunca antes editados. Material sempre apelativo para os coleccionadores.
O download pode ser feito aqui:
E este é o website principal: www.xtrememusic.org
RDS

Friday

Chris Caffery – Pins And Needles (2007) – Metal Heaven

“Pins And Needles” é o terceiro álbum a solo de Chris Caffery, guitarrista de Savatage e Trans-Siberian Orchestra. Caffery faz-se acompanhar por Nick Douglas (Doro) no baixo, Paul Morris (Rainbow) nas teclas e Yael (Fireball Ministry, My Ruin) na bateria, além de diversos convidados no violoncelo, violino, piano, saxofone, vozes, etc. Este novo disco vem na mesma linha dos anteriores Faces” (2004) e “W.A.R.P.E.D.” (2005), e o que temos aqui são mais 13 temas (e um bónus na edição digipack) de um Heavy Metal bem pesado com toques progressivos / sinfónicos e muito experimental. Para quem gosta do seu Heavy Metal mais tradicional certamente não irá gostar de todo o experimentalismo que Caffery introduz na sua música mas para quem gosta de ouvir este tipo de inovações, este é um prato bem cheio, acreditem! Muitos solos, riffs, passagens de ritmos, vozes, orquestrações, instrumentos “clássicos”, etc. Quem já conhece os anteriores discos, tem aqui mais do mesmo e, para quem não conhece, imaginem uma fusão entre Savatage, Franka Zappa, Alice Cooper dos 70s, Danny Elfman e System Of A Down. Na verdade, se Frank Zappa tivesse nascido alguns anos mais tarde e formasse uma banda de Heavy Metal, com Alice Cooper (era 70’s) na voz e Danny Elfman nas teclas / sintetizador, por certo soaria assim! Soa um bocado estranho, mas depois de ouvir o disco vão dar-me razão! Não é um disco para qualquer pessoa e não é um disco para qualquer altura do dia! As devidas condições têm que se reunir para poder apreciar “Pins And Needles” na sua plenitude! Para fãs de Savatage, Trans-Siberian Orchestra, Frank Zappa, Danny Elfman, Dream Theater e Heavy / Power Norteamericano dos 80s/90s. RDS
80%
Metal Heaven: www.metalheaven.net
Chris Caffery: www.chriscaffery.com

Zombi – Surface To Air (2006) – Relapse Records

Zombi é um duo dos USA e “Surface To Air” é o seu Segundo álbum (após o sucesso que foi a estreia “Cosmos”). A música dos Zombi é baseada em paisagens sonoras bem obscuras e tonalidades cinemáticas criadas por sintetizadores analógicos sobre um a fundação de baixo e ritmos de bateria. Há muito tempo que eu não ouvia algo tão interessante e refrescante. Os sintetizadores lembram-me imenso o trabalho dos Italianos Goblin (responsáveis pelas bandas sonoras dos filmes do mestre Dario Argento). Há aqui também algo de Tangerine Dream, Jean Michel Jarre, Trans Am e algumas influências de 70s Symphonic Rock. São apenas 5 temas mas que perfazem cerca de 45 minutos. Todo o disco é fabuloso mas o ultimo tema, um épico de 18 minutos e 34 segundos, é a melhor faixa do disco. Estamos a falar aqui de música instrumental mas, não chega a ser aborrecida, é extremamente interessante e há sempre algo a chamar-nos a atenção e, se fechar-mos os olhos, podemos imaginar o nosso próprio filme artístico da década de 70, com muito suspense e escuridão. Segundo parece, apesar de ser um projecto relativamente novo, a banda já tem fãs entre os membros de bandas como Trans Am, Dillinger Escape Plan, Mastodon, Melt Banana, Dälek, Isis, etc. Fortemente recomendado a fãs de Rock sinfónico instrumental da década de 70, bandas sonoras de filmes artísticos da década de 70, Goblin, Jean Michel Jarre, Vangelis dos inícios, Tangerine Dream, Trans Am, Isis, Pelican e a todos os fãs de música com o mínimo de abertura de mente; até mesmo fãs de música experimental electrónica irão gostar deste trabalho. RDS
100%
Relapse Records: www.relapse.com
Zombi: www.relapse.com

Zaar – Zaar (2006) – Cuneiform Records

Esta é a estreia do quarteto Francês Zaar, formado por dois ex-membros da extinta banda Sotos (dois álbuns e uma banda sonora). Os Zaar usam na sua música o usual trio guitarra / baixo / bateria mas, também incorporam o realejo, instrumento milenar que soa como uma fusão de um violoncelo esquizofrénico e um órgão eléctrico. O seu som devem imenso a actos de improvisação e exeperimentalismo como o são King Crimson, Magma ou até mesmo experimentalismo avantgarde da música de John Zorn a algumas das edições da sua editora Tzadik. “Zaar” inclui 9 faixas (desde a mais curta com 0:37 até à mais longa com 20:06) em cerca de 54 minutos de Rock Progressivo avantgarde, Jazz, música de improvisação e até alguns elementos neo-clássicos mas, sempre com uma orientação Rock que torna a música dos Zaar extremamente dinâmica e interessante, ao contrário das aborrecidas bandas e projectos que abundam (e sobrecarregam) esta área musical em particular. Gostei mesmo de ouvir este CD e, em cerca de 54 minutos de música, não me cheguei a aborrecer um segundo sequer, o que acontece imenso com este tipo de material instrumental mais experimental e de improviso. As minhas faixas favoritas são “Sefir” (a mais longa com 20:06), “Tougoudougoum” (com apenas 1:28) e “Scherzo # C” (com um certo aroma oriental / folk / rock à la John Zorn’s Masada). Recomendado a todos os fãs de King Crimson, Magma, Univers Zero e John Zorn (solo e Masada). RDS
95%


Yan Hazera R.I.P.

Dysrhythmia – Barriers And Passages (2006) – Relapse Records

Este é o novo trabalho para este trio instrumental dos USA. A sua música incorpora diversas influências desde o Rock Progressivo dos 70s até ao Mathcore, passando pelo Avant-Jazz e o Metal, misturando tudo em cerca de 37 minutos divididos em 10 faixas. A maioria das pessoas pensa que a música instrumental é aborrecida e que é mais difícil manter a música apelativa mas, os Dysrhythmia conseguem manter a sua música extremamente interessante com as já referidas influências, com cada tema variando desde as secções instrumentais caóticas até passagens ambientais. É impossível destacar temas em particular porque tem de se ouvir o disco do início até ao fim para se compreender em toda a sua magnitude, no entanto tenho alguma simpatia por “Sleep Decayer” (com uma certa vibração de Meshuggah), “Bus:Terminal” (Jesus Lizard vem logo á mente) e “Will the Spirit Prevail?” (talvez o tema mais pesado do disco). O álbum tem um som fantástico, cortesia de Martin Bisi (Sonic Youth, Dresden Dolls, Swans, Helmet) e uma bela capa que transmite na perfeição o som contido nesta peça de arte em forma de rodela digital. Um album instrumental muito interessante que eu recomendo vivamente a fãs de Mr Bungle, Don Caballero, Mastodon, Isis, Fugazi, The Dillinger Escape Plan, etc. RDS
90%
Relapse Records: www.relapse.com
Dysrhythmia: www.dysrhythmiaband.com

Thursday

Elend – A World In Their Screams (2007) – Prophecy

“A World In Their Screams” marca o regresso do agrupamento Franco-Austríaco Elend e o fechar do ciclo “Winds” iniciado em 2003 com o disco “Winds Devouring Men” e com continuação no ano seguinte em “Sunwar The Dead”. Mais de 30 músicos e vocalistas contribuíram para este novo trabalho que demorou 3 anos a ser desenvolvido. Classical, Avantgarde, Martial, Industrial, Dark e Filmscore são estilos ou denominações que se poderão utilizar para descrever os 11 temas que compõem este disco. Ambientes obscuros, extremos, sufocantes, violentos, inquietantes, depressivos e com um grande sentido épico, mas apesar de tudo belos, é o que podem esperar. “A World In Their Screams” é uma experiência inquietante mas recompensadora se conseguirmos apreciar o lado obscuro da música, do som, da mente e dos sentimentos e natureza humana. Para ouvir bem alto, com as luzes apagadas, os olhos fechados e confortavelmente (ou não!) instalado no sofá ou cama. Uma obra-prima! Não aconselhado a espíritos fracos. RDS
100%