Showing posts with label Black Metal. Show all posts
Showing posts with label Black Metal. Show all posts

Thursday

Hoofmark "Stoick Winds" CD (Ultraje, 2017)


Hoofmark é um projecto de onda “one-man lo-fi Black Metal”. Só isto já é suficiente para alguns o proclamarem como “trve”, enquanto para outros é motivo para arrumar de lado e não voltar a pensar no assunto. Nuno Ramos é o homem por detrás deste projecto e “Stoick Winds” é o primeiro disco de longa duração. Originalmente lançado no ano passado apenas em formato cassete e digital, vê agora uma edição oficial em CD. Deveria confessar que, dos dois grupos atrás mencionados, eu pertenço ao segundo. O que me assusta nessas “one man band” de Black Metal é a ineptidão dos “músicos”, falta de produção disfarçada de trve (gravações caseiras são baratas) e a escassez de ideias. Não é o caso de Hoofmark, pois nota-se que estamos a lidar com um músico capaz, com as suas notórias influências, sem dúvida, mas com boas ideias, concretizadas da melhor maneira. Embora não seja um nome que irei seguir com afinco no futuro, não me desagradou o que ouvi. Há pontos que me agradam e outros que desagradam mas, como qualquer outra crítica musical, isto é apenas uma opinião pessoal e não a verdade absoluta. Como se costuma dizer, gostos não se discutem. Se é a vossa onda, experimentem e poderão gostar. Eu ouço ideias interessantes, tal como a influência de Metal épico dos 80s, algum Doom tradicional, Anarcho Punk britânico e inclusive algum Country e Blues. Para terem uma ideia, as influências são tão diversas como Bathory, Motorhead, Amebix, Manilla Road, Darkthrone, Primordial ou Johnny Cash. A voz é que falha de vez em quando e me faz alguma confusão (principalmente nas partes mais limpas / épicas). Se o Nuno transformar isto numa banda completa (e com um vocalista diferente), a coisa talvez se transforme em algo digno de relevo. Para já ficamos com a potencialidade (que não lhe falta). RDS 65%

https://www.facebook.com/ultrajept
https://www.facebook.com/hoofmarkofficial
https://ultraje.bandcamp.com/album/stoic-winds

Wednesday

Fénix #1041 – 03 / November / 2013


Benediction - Agonised (Grind Bastard 1998)
Entombed - Stranger Aeons (Entombed 1997)
Edge Of Sanity - Of Darksome Origin (Purgatory Afterglow 1994)
Hypocrisy - Reborn (The Fourth Dimension 1994)
Dismember - On Frozen Fields (Massive Killing Capacity 1995)
Gorefest - Fear (Erase 1994)
Obituary - Find The Arise (Cause Of Death 1990)
Morgoth - Unreal Imagination (Cursed 1991)
Convulse - Putrid Intercourse (World Without God 1991)
Death - Open Casket (Leprosy 1988)
Napalm Death - Cleanse Impure (Words From The Exit Wound 1999)
Carcass - Incarnated Solvent Abuse (Necroticism Descanting The Insalubrious 1991)
Paradise Lost - Eternal (Gothic 1991)
Amorphis - Warriors Trial ( The Karelian Isthmus 1992)
Pestilence - Malleus Maleficarum Antropomorphia (Malleus Maleficarum 1988)
Possessed - Evil Warriors (Seventh Churches 1985)
Atheist - On They Slay (Piece of Time 1990)
Cannibal Corpse - Born in a Casket (Eaten Back to Life 2002)
Bolt Thrower - When Glory Beckons (...For Victory 1994)
At The Gates - Terminal Spirit Disease (Terminal Spirit Disease 1994)
Celtic Frost - Circle Of The Tyrants (To Mega Therion 1985)
Samael - Black Trip (Ceremony of Opposites 1994)
Massacre - From Beyond (From Beyond 1991)
Six Feet Under - Suffering In Ecstasy (Haunted 1995)
Exumer - Destructive Solution (Possessed by Fire 1986)
Sadus - Powers Of Hate (Swallowed In Black 1990)
Pungent Stench - Sputter Supper (Been Caught Buttering 1991)
Suffocation - Infecting The Crypts (Human Waste 1991)
Vomitory - Forever In Gloom (Redemption 1998)
Dissection - Unhallowed (Storm Of The Light's Bane 1995)

Monday

Transcending Bizarre? – The Serpent’s Manifolds (2008) – DissonArt Productions

Segundo longa-duração para os Gregos Transcending Bizarre?. 10 temas em cerca de 47 minutos fazem a fusão de um Black Metal orquestral com ideias vanguardistas e ambientes cinematográficos da área do terror e fantasia. As influências provêm de quadrantes tão distintos como Dimmu Borgir, Danny Elfman, Nightwish, Solefald, Arcturus, Laibach ou Amorphis. Pesado e brutal quanto baste mas com muita melodia; ideias interessantes bem executadas que mantêm o ouvinte atento; e os bem encaixados ambientes épicos e sinistros que dão outra dimensão ao som Transcending Bizarre. Não é uma obra-prima mas está bem perto disso. A banda apresenta muitas potencialidades e o próximo álbum pode mesmo vir a ser algo genial. É esperar para ver. Para já, este “The Serpent’s Manifolds” irá manter-vos bem ocupados. Aconselho vivamente! 90% http://www.transcendingbizarre.com/ / www.mysace.com/transcendingbizarre / www.myspace.com/dissonartproductions
RDS

Transcending Bizarre? - Cell (Live)

Saturday

ATMF

Svarti Loghin – Empty World (2008) – A Sad Sadness Song / ATMF
“Empty World” é o disco de estreia deste trio Sueco e é também a primeira edição da recém fundada A Sad Sadness Song. São 5 (+ outro) faixas que perfazem cerca de 44 minutos de um Black Metal com contornos atmosféricos, depressivos, obscuros e frios. O disco ouve-se bem de início ao fim, até mesmo para quem, como eu, não é grande apreciador de Black Metal (pelo menos na sua vertente mais selvagem e extrema). Isto deve-se ao facto de os Svarti Loghin enveredarem por um estilo mais atmosférico, de ideais quase Doom, em detrimento do típico Black Metal nórdico mais cru e selvagem. Torna-se algo repetitivo a certa altura mas, dentro do estilo praticado, isso é algo quase inevitável e até obrigatório para poder criar um efeito hipnótico. Poderá agradar a fãs de Black, Doom, Post-qualquer coisa e até mesmo Dark Ambient. 70% www.myspace.com/svartiloghin / http://www.atmf.net/ / www.myspace.com/atmfoundation
RDS

Janvs – Vega (2008) – ATMF
Já por aqui falei nos Italianos Janvs, a propósito do seu anterior trabalho “Fvlgvres”. Sem perder muito tempo, a banda regressa às edições com este “Vega”. Sete novas faixas em pouco mais de 49 minutos percorrem a mesma linha do antecessor. Black Metal ora rápido ora a meio tempo, com alguma melodia, passagens acústicas e ambientais. Uma nova faceta progressiva, experimental, com extremo cuidado nas ambiências e melodias parece ser o factor de evolução na música dos Janvs. Melodias de proveniência oriental / étnica ajudam também a manter “Vega” interessante. Por vezes aproximam-se de uma versão Black melódico de Amorphis. Outros nomes como Arcturus, Solefald, Orphaned Land, Misanthrope ou Septic Flesh podem ser mencionados também. Estão no caminho certo, na minha modesta opinião. 85% www.myspace.com/janvsdotit / http://www.atmf.net/ / www.myspace.com/atmfoundation
RDS

Tronus Abyss – Vuoto Spazio Trionfo (2008) – ATMF
Novo álbum, já o quarto, para os Italianos Tronus Abyss. Treze temas, que ultrapassam a hora de duração, percorrem um Industrial Black Metal repetitivo, monótono, desinspirado e demasiado pretensioso para o seu próprio bem. Há algumas ideias interessantes mas estão diluídas no meio do “ruído” industrial que funciona como uma faca de dois gumes, acabando por disfarçar tanto as más como as boas ideias. É pena, porque no meio de toda a repetição de bases simplistas, repetitivas e ambientes industriais até há potenciais factores de interesse. As letras em Italiano ajudam a dar outra cor e atribuem um certo atractivo exótico. Prometem muito mas ficam a meio caminho. Mas, como sempre, uma crítica destas apenas reflecte a opinião pessoal de um indivíduo. Nada melhor do que ouvir e tirar as vossas próprias conclusões. 60% http://www.tronusabyss.net/ / http://www.atmf.net/ / www.myspace.com/atmfoundation
RDS

Lantlôs – Lantlôs (2008) – De Tenebrarum Principio / ATMF
Álbum de estreia para o duo Alemão Lantlôs. Black Metal vulgar, simples, cru e com ocasional melodia. Ocasionais toques de Pagan Metal e passagens ambientais e acústicas dão o ar de sua graça, mas só isso não chega para salvar o disco. Sinceramente não vejo nada de apelativo aqui. Muito Bathory dos inícios e muitas ideias da 1ª vaga da cena Black Metal Norueguesa. Derivativo, sem inspiração, monótono, mais um no meio de tantos. 25% http://www.lantlos.de/ / www.myspace.com/lantlos / http://www.detenebrarumprincipio.eu/ / http://www.atmf.net/ / www.myspace.com/atmfoundation
RDS

Thursday

Verzivatar – In The Shadow Of Sombre Clouds (2008) – Old Temple

Os Verzivatar são da Hungria e esta é a sua estreia em longa-duração. Cerca de 31 minutos, divididos por 4 temas, preenchem este CD. Black Metal cru, agreste, frio, agressivo, brutal; é isto que nos propõem. Mas, e originalidade? Pouca ou nenhuma. Mas também já se torna difícil, em qualquer género musical, e então em um tão limitado com é o Black Metal, ainda pior. Mas talvez não seja esse o propósito dos Verzivatar. A voz é irritante, quase sempre gritada e com um tom agudo insuportável. A bateria parece ter sido gravada no local de ensaio, pois tem algum eco e aquele som “choco” sofrível. As guitarras também não vão muito além do básico no género. Não sei, talvez seja a minha aversão a este tipo de Black Metal mais “raw” mas, não gostei nada disto. Próximo! 30% www.myspace.com/verzivatar / http://www.oldtemple.com/
RDS

Monday

Toxic Holocaust – An Overdose Of Death… (2008) – Relapse

Esta é uma one-man-band da responsabilidade de Joel Grind. O novo trabalho “An Overdose Of Death…” é o primeiro através da Relapse e contém 13 temas em pouco mais de 36 minutos e meio. A base do som Toxic Holocaust é o Thrash Metal dos 80s, mas descortinam-se por aqui elementos Punk / Core / Crust que lhe dão um ar mais cru e sujo. A isto alia-se ainda uma roupagem Rock ‘N’ Roll mais descontraída. Algures entre Motörhead e Venom, Slayer (inícios) e Discharge, Celtic Frost (inícios) e Exploited, Bathory e D.R.I. As influências são mais que notórias e assentam exclusivamente na velha escola. Apesar de não ser nada de transcendental, gostei do que ouvi e está a dar-me um gozo enorme “voltar atrás no tempo”. A salientar a produção crua e suja a fazer lembrar as produções de antanho, cortesia de Jack Endino (Nirvana, Soundgarden, Zeke, High On Fire, Dwarves). Para os amantes do som retro Metal / Thrash / Black / Punk / Crust dos 80s. 75% http://www.toxicthrashmetal.com/ / www.myspace.com/toxicholocaust / http://www.relapse.com/
RDS

Toxic Holocaust - Wild Dogs

Sunday

Trancelike Void – Destroying Something Beautiful (2008) – De Tenebrarum Principio / ATMF

O disco é composto por 3 temas de Black Metal lo-fi, arrastado, depressivo. Um prelúdio, um epílogo e dois interlúdios, todos na linha ambiental, ajudam a perfazer 41 minutos e 21 segundos de duração. A música dos Trancelike Void é, já por si, sofrível, e o som lo-fi da gravação não ajuda mesmo nada. Repetitivo, monótono, sem motivo de interesse. Dispenso. 5% http://www.detenebrarumprincipio.eu/ / http://www.atmf.net/
RDS

Empty – The Last Breath Of Thy Mortal Despair (2008) – De Tenebrarum Principio / ATMF

Novo trabalho para os Espanhóis Empty, no activo desde 1995. Lembro-me de uma vez ter ouvido uma maquete (“Eternal Cycle Of Decay”, 2000) que me chegou às mãos e de ter gostado da banda. Este é já o segundo disco deste Black-Metallers, editado originalmente em 2005 e agora reeditado pela De Tenebrarum Principio, editora irmã da ATMF. E que disco que aqui temos! Rápido, agressivo, brutal, negro. É assim o som destes Empty. Passagens ambientais, frias e sinistras dão uma dimensão inumana a este “Tbe Last Breath Of Thy Mortal Despair”. Embora não seja a minha sonoridade de eleição para o dia-a-dia, gostei do que ouvi. 75% http://www.emptyhorder.com/ / http://www.detenebrarumprincipio.eu/ / http://www.atmf.net/
RDS

Melencolia Estatica – Letum (2008) – ATMF

O que esperar da ATMF (Aeternitas Tenebrarum Musica Foundation)? Black metal do mais puro, cru, duro, agressivo, negro, sombrio. E é isto mesmo que ouvimos em “Letum”, o segundo disco dos Melencolia Estatica. “Letum” é a designação para uma criatura do submundo da mitologia romana, cujo nome significa “morte”. Este é um disco conceptual que descreve uma experiência de quase-morte na fronteira entre a vida e o além. Black Metal sombrio e frio, com toques ambientais e sinfónicos é o que nos oferecem nestes 5 temas, que não ultrapassam os 38 minutos de duração. Na minha modesta opinião, não é nada do outro mundo, mas tem os seus pontos de interesse. Talvez uma pessoa mais versada no subgénero poderá encontrar aquele “je ne sais quoi” que eu não encontrei, e que poderá pôr os Melencolia Estatica acima dos seus pares. Apenas para fãs do Black Metal mais extremo. 70% http://www.atmf.net/
RDS

Wednesday

The Battalion – Stronghold Of Men (2008) – Dark Essence / Karisma

The Battalion é uma nova banda Norueguesa que inclui ex-elementos de bandas como Old Funeral, Taake, Borknagar, Grimfist, Bombers, etc. Depois de um 7” eis que surge o disco de estreia através da Dark Essence. 36 minutos e meio de Black / Death / Thrash bem old-school é o que nos apresentam nestes 11 temas. Ruidoso, cru, sujo, agressivo, sem regras. É assim o som deste Battalion. Nomes como Iron Maiden, Motörhead, Venom, Possessed, Celtic Frost, Discharge, Amebix, GBH, Sodom, Kreator (inícios), Sepultura (inícios), Destruction, Nuclear Assault, e outros que tais, não são estranhos a estes senhores. Gostei do som, gostei da atitude, gostei da alma (bem negra., como se quer!). Muito bom! Recomendado a fãs do Thrash / Death da velha escola. Realce ainda para uma participação especial de Abbath dos Immortal. 85% www.myspace.com/thebatallion666 / http://www.karismarecords.no/ / http://www.darkessencerecords.no/
RDS

Saturday

Sathanas – Crowned Infernal (2008) – Pulverised Records

Estes veteranos do Underground Norte-Americano, no activo desde 1988, estão de volta com um novo disco. 11 temas de Black Death Thrash na linha old school, negro, demoníaco e intenso é o que nos apresentam em 41 minutos. Os riffs, os solos, a secção rítmica, a voz, tudo remete para o Underground mais negro dos finais dos 80s e meados dos 90s. Fantásticos riffs, melodias bem negras, secção rítmica potente e imaginativa, voz bem demoníaca, são os ingredientes que fazem o todo. A aliar à música temos ainda a fabulosa capa da autoria de Kristian Wahlin, responsável por capas de Emperor, At The Gates, Therion, Bathory, Edge Of Sanity e até King Diamond. Para fãs de bandas como Venom, Possessed, Slayer (inícios), Usurper, The Chasm, Acheron, Necrophobic, Hypocrisy (inícios) e outros que tais. 85% http://www.sathanas.net/ / www.myspace.com/sathanasmetal / http://www.puverised.net/
RDS

Gloria Morti – Eryx (2008) – Cyclone Empire

Depois da estreia em 2004 com “Lifestream Corrosion”, através da Japonesa World Chaos Productions, os Finlandeses Gloria Morti mudam-se para a Cyclone Empire e lançam o novo trabalho intitulado “Eryx”. “Eryx” é composto por 9 temas de base e 2 bónus em pouco mais de 40 minutos e meio de música verdadeiramente extrema. Black / Death com toques sinfónicos, bem brutal, técnico e épico é o que os Gloria Morti nos oferecem nesta proposta. O som é cristalino mas cheio e bem poderoso, cortesia da produção e gravação do guitarrista Juho Räihä no seu próprio estúdio. Quanto à masterização, esta ficou a cargo de Mika Jussila nos seus Finnvox. Há já algum tempo que não ouvia um disco tão extremo que me chamasse a atenção desta maneira. Em dois dias já o ouvi 3 vezes na sua totalidade. Aconselho vivamente. A salientar ainda a participação especial de Destructhor dos Zyklon com um solo no tema “Sands Of Hinnom”. Para fãs de bandas como Zyklon, Emperor, Red Harvest, Naglfar, Dimmu Borgir, Behemoth, Vader ou Cannibal Corpse. 90% http://www.gloriamorti.com/ / http://www.cyclone-empire.com/ / www.myspace.com/cycloneempire
RDS

Mightiest – Bloodyssey 1994-2003 (2CD 2008) – Cyclone Empire

Os Mightiest são Alemães e têm orgulho em manter-se Underground desde os seus primórdios até à data. Este “Bloodyssey” contém, segundo a nota de imprensa, todos os temas gravados pela banda até hoje, todos eles devidamente remasterizados e alguns até remisturados. A discografia inclui ainda mais títulos do que estes embora, imagino eu, deverão conter os mesmos temas, mas provenientes de sessões de gravação distintas. O duplo CD é composto pela Demo “The recreation Of Shadowlands” de 1995 (a única gravação que deixa algo a desejar, não gostei), a Demo “Eden’s Fall” de 1999 (o som não é o melhor, mas contém algumas ideias boas) e o EP “Whatever Ground We May Roam” de 2003 (o melhor de todo o pacote). Ao todo são 19 temas (entre os quais uma versão de “Outbreak Of Evil” dos Sodom) em cerca de 100 minutos de Black Metal old school com alguns toques Thrash, Death e Viking. O livrete inclui um texto escrito por Jan Jaedike (Rock Hard), letras e alguma informação sobre os registos originais. A capa e layout são da responsabilidade do guitarrista / teclista Ral. O livrete e apresentação em geral poderiam estar melhor, mas também não desiludem. Não sou grande apreciador de Black Metal, como alguns de vós devem já saber, mas estes Mightiest têm atributos suficientes para me agradar (à excepção da demo de 1995. como já referi). Técnica musical, algumas ideias bem executadas, ambientes old school, bons temas, atitude, espírito. Não se trata de uma one-man-band de um tipo fechado no seu quarto, não são extremistas em ideologia, não se auto-proclamam “true”, não são seguidores de modas e, principalmente, não são NSBM. Heavy Metal do mais puro na sua essência mais negra, segundo nos diz Jaedike, e eu concordo. Por tudo isto e por muito mais, recomendo esta edição a aficionados e completistas do Underground e da música extrema. 70% http://www.mightiest.eu/ / www.myspace.com/mightiestmetal / http://www.cyclone-empire.com/ / www.myspace.com/cycloneempire
RDS

Thursday

Panchrysia – Deathcult Salvation (2008) – Karisma / Dark Essence

“Deathcult Salvation” é já o terceiro álbum para os Belgas Panchrysia e o primeiro através da Dark Essence. Participações especiais de Mortuus (Marduk, Funeral Mist) e Leen De Haes (Bint) marcam presença. Black Metal denso, negro, com ambientes gélidos e fantasmagóricos. Toques de Thrash dão o seu ar de graça. Este tipo de Black Metal consigo ouvir e apreciar em toda a sua plenitude, em contraste com a linha blastbeat infinito / caixa de ritmos / guitarrista em início de aprendizagem / one-man-band / etc. O som, como mandam as regras no género, é cru, sujo, agressivo, mas poderoso e nítido o suficiente para se poder ouvir na perfeição tudo o que se vai passando a nível instrumental. Também como habitual no género, estes 9 temas nada trazem de novo. Como se costuma dizer “vira o disco e toca o mesmo”. Mais do mesmo, mas do bom. Sim, porque este álbum está bem acima da média do que se vai fazendo hoje em dia no cenário Black Metal. Prefiro “Deathcult Salvation” do que 100 discos de Trve Black. Mas isso é a minha modesta opinião, que pode ou não contar para alguma coisa. Gosto de pensar que sim. Não quero influenciar ninguém com a minha inexistente infinita sabedoria, apenas dar umas dicas. E esta é uma boa dica, acreditem! 70% http://www.panchrysia.be/ / www.myspace.com/panchrysia / http://www.karismarecords.no/ / http://www.darkessencerecords.no/
RDS

Dead To This World – First Strike For Spiritual Renewance (2008) – Karisma / Dark Essence

Depois de uma maquete e dois 7”s, eis que Iscariah (ex-Immortal, Necrophagia) assina com a Dark Essence e edita o disco de estreia do seu projecto solo Dead To This World. Conta com a ajuda de Kvitrafn (ex-Gorgoroth) na bateria, tendo ainda como convidados especiais Stud Bronson (na voz, ex-Old Funeral, The Battalion) e Jason Healey (letras, Atomizer). “First Strike For Spiritual Renewance” foi gravado nos Conclave e nos Eartshot Studios com o produtor Bjornar E. Nielsen. Contém 9 temas linha Black / Death / Thrash de contornos old-school, som cru, arranhado, mas límpido e poderoso o suficiente. O que se pode esperar de um álbum do género? Uma descarga descomprometida de Metal negro e sujo da velha escola, inspiração directa de Venom, Bathory, Hellhammer, Possessed e outros que tais. Nada de novo. Nada de original. Nem é esse o propósito. Gostei do que ouvi embora, como já referi, não seja nada de novo. Tudo isto já foi feito antes e de uma forma melhor até. Mas também já se fez muito pior. Black / Thrash bem acima da média para os fanáticos do género. 70% www.myspace.com/deadtothisworld / http://www.karismarecords.no/ / http://www.darkessencerecords.no/
RDS

Saturday

Flagellum Dei - Entrevista

1 – Fala-me um pouco da história dos Flagellum Dei desde a sua concepção até à data.
Sepulchral Winds: Antes de mais quero agradecer à Fénix pelo apoio e interesse em Flagellum dei. Ok, vou deixar aqui a nossa bio para que tu e os nossos fãs possam ficar a conhecer um pouco melhor FD.
Bem, Flagellum dei nasceu no fim do ano de 1998 por Nefastus (vocals) e eu, naquela altura com o nome D.Sabaoth (guitars) e logo no início 1999 juntaram-se ao círculo Vulturius (bass) e Byleth (drums).
Depois de dois anos em ensaios exaustivos, e alguns concertos, foi então que no ano de 2000 cometemos o primeiro pecado ao lançar a primeira promo-tape intitulada “Thy PLague…” e consequentemente, seguiram-se algumas devastações ao vivo…
No ano de 2001 Empress (guitarrs) juntou-se a FD e foi por essa mesma altura que Byleth decidiu sair…sendo substituído logo de seguida por Kako Daemon. Dando assim continuação à marcha de destruição… (Como vez, os problemas de line-up surgem desde muito cedo e estão longe de acabar…) Bom, no decorrer do mesmo ano o segundo pecado foi cometido, ”Victory of Tyranny” é o seu título, desta feita em formato demo-CDr. Passado pouco tempo também Empress saiu.
Durante o ano de 2003 FD entrou em dois discos, um split cd com Lux Ferre e Sterkvind intitulado: “Kult of the Black Flame”, que saiu pela War Prod. Entrámos também numa compilação de bandas Portuguesas denominada: ”Lusitânia Dark Horde” que saiu por outra editora portuguesa chamada Nightmare prod. Poucos meses depois também Vulturius saiu, ele que só viria a ser substituído uns tempos mais tarde…
No fim de 2003 juntou-se a FD mais um membro, Adon Chrisaor (Guitarrs), ele que sem dúvida foi um dos melhores guitarristas na cena Black Metal Undergrund Portuguesa…e crucial no caminho para o primeiro álbum intitulado: “Tormentor Of the False Creator…” que chegou no ano de 2004 pela editora espanhola Bloody Prod. Seguido também de algumas versões em cassete tais como: Incoffin prod. (Thailand) -Alastorex rec (Brasil). Também no mesmo ano foi registada a maior perda… Nefastus, por razões pessoais também deixou a banda, criando um vazio que custou muito a superar, mas como tudo nesta vida miserável tivemos de ultrapassar isso substituindo-o pelo antigo Baterista Byleth.
No fim de 2004, foi finalmente preenchido por Vagantis (Bass) o vazio deixado por Vulturius.
No princípio do ano de 2005 foi feita mais uma alteração, eu (Sepulchral winds) passei para a voz, substituindo assim Byleth na sua última curta passagem por FD. Logo percebi que o meu papel na banda passaria a ser outro e então que decidi alterar o meu nome anteriormente conhecido por D. Sabaoth.
No decorrer do mesmo ano saiu “Victory of a Tyrant Agression” uma reedição da Victory of Tyranny incluindo 6 temas ao vivo em Barroselas em 2003.
No ano de 2006 decidimos chamar mais um Guitarrista, M.v.K foi o escolhido mas como já é costume ele acabou por sair ao fim de alguns messes…
Finalmente no ano de 2007, depois de um ano e meio sem dar um único concerto, e tendo ficado apenas com três na banda (o que para mim é o que está a resultar em pleno) ficámos concentrados apenas e exclusivamente no próximo álbum. Este foi finalmente gravado em Setembro/Outubro de 2007 intitulando-se “Under The Might…”este também saiu pela mesma editora que editou o “Tormentor…of the False Creator”.
As alterações de line-up continuaram… dois meses mais tarde, a última saída foi a de Kako Daemon (Drums) que por razões pessoais decidiu deixar FD. Mas como já é um costume fomos à procura de mais um Guerreiro para o substituir. Sculkrusher (drumer), também membro de outras Bandas como: Panzer Frost e Motorpenis, concordou em juntar forças para levar para a frente esta banda que de momento tem como objectivo gravar o terceiro disco de originais e se tudo correr bem para o ano que vem já haverá novidades…ate lá só há uma coisa a fazer, muito trabalho.

2 – Desde o disco anterior até à edição deste novo houve algumas mudanças de formação. Fala-me um pouco destas atribulações no seio dos Flagellum Dei.
Sepulchral Winds:
Bom, não foi só desde o disco anterior, como vês em cima há alterações de line-up desde o princípio da banda. São este tipo de situações que nos levaram a tal atraso entre o “Tormentor…of the false creator” e o novo “Under the Might…”. São três anos sem novos trabalhos e poucos concertos (o que não é bom para nenhuma banda) e como consequência vem a instabilidade e falta de coesão, como se vinha a demonstrar nos últimos concertos da banda. Bom, mas mesmo com tantas saídas e substituições de membros conseguimos sempre manter um line up, o que foi muito importante para nós, mas sem dúvida que com a actual formação estamos a conseguir uma coesão que à muito não sentíamos, o que é excelente e motivador para o futuro dos Flagellum dei.

3 – Descreve os processos de composição e gravação deste novo disco “Under The Might…”.
Sepulchral Winds:
Bem, a composição dos novos temas foi um pouco demorada, visto que passámos muito tempo modificar os temas até serem gravados pois queríamos que fosse algo mais diversificado a nível musical e não com uma estrutura sempre igual, não! Desta vez quisemos fazer algo melhor e com mais qualidade (pelo menos na nossa perspectiva está bem melhor). Também a nível de gravação foi muito bom para nós, uma vez que nunca tínhamos gravado nada naquelas condições… mas no final ficámos satisfeitos com o resultado, embora a nível de arranjos pudesse ter ficado um pouco melhor. Penso que valeu bem pelo esforço e mediante as condições monetárias que possuímos não se podia esperar muito melhor… É sem duvida um disco com outra qualidade que até à altura nunca tínhamos feito e penso que a aceitação esta a ser positiva.

4 – Sobre que assuntos incidem as letras contidas neste disco?

Sepulchral Winds: A nível de letras é simples, falam basicamente em anti-cristianismo, blasfémia, ocultismo, morte, etc. são estes os temas que utilizamos. Pelo menos até agora são…

5 – Quais são as vossas influências musicais, assim como outro tipo de influências externas à música?
Sepulchral Winds:
Bom, Os Flagellum dei, foram desde o princípio influenciados muito pelo estilo nórdico de BM. Essa é uma verdade e não adianta fugir disso, há que aceitá-lo. Foi com bandas como: Bathory, Mayhem, Dark Throne, entre outras… que FD assentou a sua estrutura musical e lírica, dando também um toque pessoal que é fundamental e dando também personalidade à banda.
Não quero com isto dizer que vamos estar eternamente agarrados a estas influências, muito pelo contrário… estamos cada vez mais a tentar por isso de parte e tentar dá um toque cada vez mais personalizado a FD, alias, penso que com este novo disco já se vai começando a notar isso…
Quanto a outras influências fora da música, peso que partilhamos os mesmos ideais. Por isso, não acrescentarei muito mais.

6 – A banda edita novamente pela Espanhola Bloody Productions. Como é que surgiu o contacto com a Bloody Prod, em primeiro lugar, e como é a vossa relação com eles?
Sepulchra Winds: Nós conhecemos o Dani da Bloody prod. Em 2000, ainda na altura da promo tape “Thy Plague…” num concerto em Braga, foi desde então que mantivemos relação.
No entanto gravámos a demo “Victory of tyranny” e foi a partir dessa altura que se acentuou mais a nossa relação.
Começámos a trocar correspondência durante algum tempo e daí veio o convite para o lançamento do primeiro álbum. Para nós foi muito bom visto que não foram muitas as bandas que tiveram oportunidade de lançar o primeiro disco por uma editora estrangeira… bom, a relação manteve-se até agora, embora a Bloody Prod seja pequena e sem muitos recursos para suportar as bandas, fizeram o melhor que puderam para que este álbum saiu novamente pela Bloody.
Se a Bloody mantiver o trabalho que tem vindo a fazer com FD, não teremos quaisquer problemas em voltar a trabalhar com eles. Acho que fizeram e estão a fazer um bom trabalho.

7 – Como é que estamos de concertos de promoção ao disco? E em relação a outro tipo de promoção, tais como entrevistas, rodagem em programas de rádios, etc?
Sepulchral Winds:
Bom. Foram só dois os concertos desde a concepção do novo álbum. O primeiro com Corpus Christii e o outro com Enthroned (este já com o novo baterista). Vamos também participar no Extreme Metal Fest na Covilhã dia 22 Março e também na Marinha Grande (Leiria) dia 19 de Abril Com Panzer Frost e Infernum( ambos PT). Estamos à espera de mais propostas e depois logo se vê mediante as condições. Quanto a zines e revistas, o Dani da Bloody prod. Esta a tratar disso, embora nós tenhamos de procurar por nós próprios alguma promoção…como é óbvio. Também vamos respondendo a algumas Entrevistas, mas nada de muito abusivo…Quanto a programas de rádio. Bom, isso é outra coisa…a seu tempo, sim. Porque não? Até ao momento a única ligação que temos com rádios é somente para anunciar concertos e lançamentos… nada de mais.

8 – Como vês a evolução da cena Underground nacional desde que nela entraste até hoje? Que bandas, editoras, promotores de concertos, revistas e outros da cena musical podes realçar?
Sepulchral Winds:
Bem, a cena actualmente não tem nada a ver com à 6 / 7 anos atrás. Perdeu-se muito a coesão que existia nessa altura, e então com o aparecimento da net, pior… agora é que o pessoal não sai mesmo de casa…
Antigamente as bandas ainda conviviam e partilhavam ideias umas com as outras (Bebedeiras Colectivas…há há), agora isso só acontece quando há concertos ou algo do género, era outro espírito sem dúvida.
Também com a nova geração já instalada…. É bom sinal! É sinal que o Black Metal veio para ficar. Sinceramente é bom ver novos grupos de pessoas a com vontade de fazer algo nesse campo, um pouco à sua maneira mas pronto… (Putos…). Não esquecer que também nós o fomos, em tempos…e acredita que já vi muita coisa ridícula desde que ando no Metal…Bom, mas tudo tem de começar por um princípio.
Que assim seja. Que apareça muitas mais bandas, de BM principalmente. Portugal ainda tem muito para dar a nível de Black Metal.
Bom, como o apoio a FD tem sido quase nulo… tenho poucos nomes a salientar… posso dizer que algumas bandas que nós tínhamos em consideração estão de fora dos nossos olhares, por isso aqui vai uma ou duas: Celtic Dance pelo apoio brutal que nos têm dado ao longo dos tempos (Idealismos à parte), N.H. de Corpus Christii e da Nightmare prod., o Dani Da Bloody prod. Rui da War Prod., Blaspher dos alchoholocaust e Infernum, os irmãos Veiga do Steel Warriors Rebellion( Barroselas metal fest) Entre outras… desculpem se me esqueci de alguém.

9 – Tens agora espaço para deixar uma última mensagem aos leitores da Fénix.
Sepulchral Winds: Bom, não há muito mais para dizer. Quero apenas deixar aqui uma palavra de agradecimento para todos os que nos têm apoiado ao longo dos tempos e que não deixem de acreditar no BM, pelo menos da nossa parte vamos tentar dar sempre o melhor.
Obrigado mais uma vez à Fénix pelo apoio.

A CHAMA DE FLAGELLUM DEI ACIMA DE QUALQUER DEUS…

www.myspace.com/flagellumdei / http://www.bloodyprod.com/

Questões: RDS
Respostas: Sepulchral Winds

Thursday

Zero Tolerance #22 – Mar/Apr. 2008

Já se encontra disponível o novo número da revista Britânica Zero Tolerance. Este número 22, respeitante aos meses de Março e Abril, faz capa com os Suecos Meshuggah. Além da banda Sueca, a ZT #22 inclui Death Angel, Cavalera Conspiracy, Children Of Bodom, Bauhaus, Diamanda Galas, CCCC, Porcupine Tree, Dismember, Jarboe & Justin Broadrick, entre muito outros. As habituais críticas a CDs, DVDs, livros, jogos e as secções técnicas, ajudam a preencher as 128 páginas. Desta feita não temos direito a 1 CD bónus, mas sim a 2! Ao todo são 33 bandas / temas que incluem, entre outros, Meshuggah, Cavalera Conspiracy, Septic Flesh, Corporation 187, Aghast, Warpath, Destructor 666, Isole, Averse Sefira ou Dismember. O preço é de £3.30 (preço original, não sei ao certo em Euros, é só fazer o câmbio).
http://www.ztmag.com/
RDS