Showing posts with label CD. Show all posts
Showing posts with label CD. Show all posts

Monday

Morkobot – Morto (2008) – Supernaturalcat

O trio Morkobot (constituído por Lin, Lan e Len) encera a sua primeira trilogia (que inclui ainda “Morkobot” e “Mostro”) com este novo trabalho, “Morto”. É constituído por um único tema instrumental (dividido em 3 faixas ou partes) que atinge quase os 40 minutos de duração. Metal experimental de contornos drone, com toques psicadélicos e industriais, é o que nos apresentam. Pesado, intenso, sufocante, psicadélico, é assim este “Morto”. E não há guitarras! É isso mesmo, apenas dois baixos, bateria e sintetizador. Há já muito tempo que não ouvia algo do género que me agradasse imenso como este disco (quando ouço as palavras “drone” ou “post” assusto-me logo). Um trabalho absolutamente genial! Para fãs de John Zorn, King Crimson, Jesus Lizard, Melvins, Sunn O))), Guapo, Zu, Isis ou Neurosis. 95% http://www.morkobot.com/ / www.myspace.com/morkobot / http://www.supernaturalcat.com/
RDS
-
Morkobot - Zorgonllac (Live @ Roma)

Born From Pain – Survival (2008) – Metal Blade

Os Holandeses BFP estão de regresso com o novo de estúdio intitulado “Survival”. São 11 novos temas em pouco mais de 34 minutos que não trazem nada de novo. São os mesmos BFP de sempre, o mesmo estilo, as mesmas letras (ainda estão agarrados à cena 9/11, terrorismo, “new world order”, USA, etc), as mesmas influências (Sick Of It All, Biohazard, Agnostic Front fase 90s, Sepultura fase “Chaos A.D.”, Strife ou Hatebreed). A linha é, portanto, a mesma dos inícios da década de 90 e do Crossover que se fazia entre o NY Hardcore e o Thrash Metal. Até a imagem de tipos musculados acabados de sair do ginásio, os braços completamente tatuados, e a pose de durões está lá. E isso é mau? Em certa parte é, mas por outro lado, a música está bem feita, é potentíssima, tem peso, groove, rapidez, riffs bem sacados às 6 cordas, secção rítmica demolidora, voz áspera reminiscente de A.F. ou Strife (o que agrada). Uma excelente banda de Hardcore / Metal mas que, infelizmente, ficou presa num “loop”. Ou talvez seja essa mesma a intenção deles! Um álbum sem qualquer carácter relevante na música pesada mas que se curte muito bem (faz abanar a cabeça de início ao fim, e isso já é um feito). Para se curtir em casa e ir assistir à devastação ao vivo. 70% http://www.bornfrompain.com/ / www.myspace.com/bornfrompain / http://www.metalblade.de/
RDS
-

Sam Alone – Dead Sailor (2008) – Raging Planet

Apolinário “Poli” Correia (Devil In Me, For The Glory) deixa de lado o Hardcore por momentos para se munir de uma guitarra acústica e uma harmónica, e assim enveredar pelos mesmos caminhos dos “songwriters” Norte-Americanos e a Country / Folk-Rock de nomes como Bod Dylan, Johnny Cash ou Bob Seger. A ideia chama a atenção e o primeiro tema, “Too Cold, Too Dark”, apesar de não ser nada de transcendental, agrada. Mas essa sensação de estar perante algo interessante desvanece-se rapidamente. A partir daqui, e até ao fim do disco, é um repetir de fórmulas, já por si, com pouca substância, tornando “Dead Sailor” monótono, insípido e perfeitamente dispensável. E, sinceramente, a voz de Poli começa a mexer com os nossos nervos passado um bom bocado. Além disso, a versão descaracterizada de “Instinct”, dos Strike Anywhere, deixa muito a desejar. Eu dispenso. 20% www.myspace.com/samalone / http://www.ragingplanet.pt/ / www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal
RDS

Capitão Fantasma – CF720 (MCD+DVD) (2008) – Raging Planet

Os míticos Capitão Fantasma regressam em 2008 com uma nova edição discográfica e a comemoração dos seus 20 anos. “CF20” é um conjunto de dois discos, um EP e um DVD. No CD encontramos 7 novos temas de estúdio na habitual linha Psychobilly / Rockabilly com influências de Punk e Garage. O DVD inclui os 3 vídeos promocionais do anterior álbum “Viva Cadáver” (“Cidade Suja”, “Se Eu Enlouquecer” e “Nem 20 Anos”), e 60 minutos em palco divididos por 3 actuações distintas (no Culto Bar como banda de abertura para os Meteors; no MusicBox aquando do lançamento de “Viva Cadáver”; e finalmente no Festival Optimus Alive 2007). Quanto ao CD, nada de novo a apontar, os temas seguem a mesma linha do anterior registo; apenas posso dizer que é um prazer ver que desta vez os C.F. estão a apostar na continuidade, não nos deixando muito tempo sem material novo. São apenas 22 minutos, mas servem muito bem o seu propósito e, tendo em conta a recente actividade da banda, não tardará muito a termos novo longa duração na rua. Além disso, temos também o formato vídeo para nos entreter. O único senão no DVD é o facto de o menu não ter as ligações identificadas. Não se sabe se estamos a aceder a um registo ou outro, funcionando um pouco ao acaso. Pelo menos e tivesse uma função de “play all”, o problema ficaria minimizado. Os promoclips são fáceis de identificar assim que os estamos a visualizar; quanto às actuações ao vivo, a prestação do Alive é fácil de assinalar (palco maior, mais público), mas as outras duas não (pelo menos para quem, como eu, nunca visitou o Culto ou o MusicBox). Fora este pormenor do menu, a imagem está muito boa, o som está bombástico, o trabalho de câmara está muito bom, recomenda-se portanto. Mais um lançamento essencial na carreira destes rockers tugas. Agora só falta mesmo a reedição dos dois primeiros trabalhos (ai esse “Hu Uá Uá”, quando é que eu vou encontrar um exemplar?!). 80% http://www.capitaofantasma.com/ / www.myspace.com/capitaofantasma666 / http://www.ragingplanet.pt/ / www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal
RDS
-
Capitão Fantasma - Cidade Suja

Sunday

Tadashi Goto – Innervisions (2008) – Progrock

O teclista / baterista Japonês Tadashi Goto regressa em 2008 com um novo trabalho de originais. Este é já o segundo disco e inclui 12 temas instrumentais de orientação progressiva com sério enfoque nas guitarras e teclados. Uma enorme lista de ilustres convidados presta o apoio nas guitarras (Ty Tabor, Sean Conklin, Chris Poland) e baixo (Tony Levin, Tony Franklin, Randy George). Mais Hard Rock que Progressive Rock, este disco faz lembrar os discos solo de guitarristas nos já longínquos 80s, mais centrados no formato canção do que nas longas e aborrecidas demonstrações de virtuosismo. Guitarras fortes, teclados omnipresentes, alguma experimentação quase obrigatória no género, perfeito balanço entre a vertente mais roqueira e a mais ambiental / experimental, estes são alguns dos elementos que compõem, “Innervisions”. O único senão é som mecânico de bateria programada. Não irá salvar o género mas, se já perderam a fé em discos instrumentais de Hard Rock / Progressive Rock, esta é uma boa aposta. 70% www.myspace.com/soundscape50 / http://www.progrockrecords.com/
RDS

Seven Steps To The Green Door – Step In 2 My World (2008) – Progrock

Este septeto Alemão já conseguiu algum reconhecimento aquando da edição da estreia “The Puzzle” em 2006, tendo vencido nas categorias de Progressivo e Experimental nos German Rock and Pop Awards. Não conhecia o seu trabalho antes de me ter chegado este disco às mãos mas, pelo que ouço aqui, o referido prémio faz algum sentido. A fusão de progressivo, sinfónico, Pop, Jazz, Hip Hop e Rock é condimentada pela harmonia de 3 vocalistas distintos, músicos competentes, boas ideias, poder de composição e um sentido de canção Rock que faz falta a muitas destas bandas. O único senão é a longa duração do disco e ao fim de algumas músicas parece que está fechado num “loop” a reciclar as mesmas ideias. Fora isso, um disco fantástico. Para fãs de nomes como Genesis, Marillion, Pain Of Salvation, Porcupine Tree, Evergrey ou Ayreon. 85% www.sevenstepstothegreendoor.de / www.progrockrecords.com
RDS

Rewiring Genesis – A Tribute To The Lamb Lies Down On Broadway (2008) – Progrock

O produtor / engenheiro de som Mark Hornsby e Nick D’Virgilio (voz / bateria; Spock’s Beard) juntaram esforços para reproduzir, na totalidade, o mítico álbum dos Genesis. Juntam-se a Nick D’Virgilio os seguintes músicos: Dave Martin (baixo), Jeff Taylor (teclas) e Don Carr (guitarras). Além da clássica formação voz/guitarra/baixo/bateria, o disco conta com arranjos orquestrais e outros pormenores interessantes proporcionados por violino, trombone, saxofone, piano, flauta, violoncelo, etc. Não suplantando, como é evidente, o clássico disco conceptual, este tributo consegue levar a música dos Genesis a outro nível, dando-lhe uma roupagem nova e trazendo uma obra-prima musical com 30 anos para o século XXI. Serão até capazes de conseguir “converter” mais algumas pessoas e leva-los a procurar o original. Eu gostei do que ouvi e recomendo-o a todos os fãs do original e meros curiosos. 85% http://www.ndvmusic.com/ / http://www.progrockrecords.com/
RDS

RC2 – Future Awaits (2008) – Progrock

Actualmente encontra-se radicado na Espanha mas o projecto RC2 tem origem na Venezuela, tendo-se formado após a dissolução dos Radio Clip, uma popular banda Rock desse país (e o país de origem deste vosso escriba). “Future Awaits” é o segundo disco de originais, após um longo hiato de 5 anos (“RC2” data de 2003), e contém 8 temas de Rock Progressivo com toques de Jazz e influências latinas. Não é nada de novo, soa cliché, e revela falta de ideias. Os temas parecem ter sido escritos em sessões de improviso e que não tiveram direito a uma reavaliação antes de entrar em estúdio. Poderá agradar a fãs acérrimos deste tipo de sonoridades de descendência Genesis, Yes ou Pink Floyd. Eu prefiro ouvir os originais, foram os pioneiros e são melhores. 50% http://www.rc-2.com/ / http://www.progrockrecords.com/
RDS

Presto Ballet – The Lost Art of Time Travel (2008) – Progrock

O projecto paralelo de Kurdt Vanderhoof (Metal Church) volta à carga com o 2º disco e 7 novos temas da linha Progressiva. As influências vão todas para a década de 70 e os nomes clássicos mas, em oposição aos seus pares, os Presto Ballet conseguem dar uma roupagem Hard Rock bem forte à sua música. Esqueçam a típica banda progressiva com material muito calmo, introspectivo, espiritual. Aqui o que podemos encontrar é o melhor dos dois mundos: o ambiente e características instrumentais do 70s Progressive Rock aliado ao peso a balanço do Hard Rock. Gostei muito e recomendo vivamente! Para fãs das bandas como Yes, Genesis, Kansas, Magnum, Deep Purple, Savatage ou Dream Theater. 90% http://www.prestoballet.com/ / http://www.progrockrecords.com/
RDS

Jack Foster III – Jazzraptor’s Secret (2008) – Progrock

O músico Norte-Americano Jack Foster III (voz / guitarra; Mojophonic, Full House) regressa com o 4º disco de originais, “Jazzraptor’s Secret”. Neste faz-se acompanhar por Trent Gardner (teclas; Magellan) e Robert Berry (bateria, baixo). São 10 temas de Symphonic Rock o que nos apresentam estes 3 músicos. Composições geniais, fantásticos riffs e solos de guitarra, uma secção rítmica segura e competente, teclados ambientais bem encaixados, tudo encimado pela fabulosa voz de Foster. Ora mais roqueiros, ora mais introspectivos, mas sempre com muita melodia (tanto a nível instrumental como vocal). Gostei muito. Irá com certeza agradar a fãs de nomes como Genesis, Yes, Asia, Pendragon, Kansas ou Magnum. 85% http://www.jazzraptor.com/ / http://www.progrockrecords.com/
RDS

Factory Of Dreams – Poles (2008) – Progrock

Factory Of Dreams é o novo projecto de Hugo Flores, guitarrista de Project Creation. Em 11 temas faz-se a fusão de sonoridades Progressive / Symphonic Rock, electrónica (vertentes trip-rock e ambiental) e elementos do universo Gótico. Ao Hugo Flores juntam-se a vocalista Sueca Jessica Letho e o baixista Chris Brown (com uma breve participação). Tenho sentimentos contraditórios em relação a este projecto / disco. A música de F.O.D. não anda muito longe daquilo que fazem certos nomes da cena Symphonic / Gothic Metal com voz feminina como The Gathering, Leaves Eyes, Sirenia, Theatre Of Tragedy ou Within Temptation, embora com uma aproximação mais “calma” e ambiental ao género (o nome do projecto pode dar algumas pistas). Está bem feito, contém boas ideias, a voz é fantástica mas… há aquela constante sensação de “déjà-vu”. E no entanto não consigo deixar de ouvir. Basta estar no estado de espírito certo e “Poles” pode ser uma agradável companhia. Está, no entanto, longe de ser uma peça indispensável. 70% http://www.sonicpulsar.com/ / http://www.progrockrecords.com/
RDS
-
Poles - Exclusive Album Preview

Evolve IV – Decadent Light (2008) – Progrock

É já habitual hoje em dia, na cena Progressiva pelo menos, músicos de diversas nacionalidades criarem projectos musicais. Neste caso temos o Britânico Peter Matuchniak (guitarra / teclas; Mach One, Janysium) e o Norte-Americano Michael Eager (voz / guitarra; Vitamin Funk, Mind Expansion, HED). A estes juntam-se ainda o baterista Paul Sheriff e o baixista Jim DeBaun, os quais conheceram através de anúncios na internet. Habitualmente este tipo de projectos deixa muito a desejar; são pessoas que nunca se conheceram pessoalmente antes do projecto (sem contar a interacção via internet), e não existe, na maioria dos casos, aquela empatia e amizade que se encontra numa banda “normal”. A música acaba por soar mecânica, fria e forçada. É o que acontece aqui? Em parte, mas também há ideias interessantes que até resultam. Mas, no geral, não há nada que não se tenha feito antes, e de melhor forma. As influências passam tanto pelas bandas clássicas como Genesis, Pink Floyd, Yes, Beatles ou projectos Pop / Rock recentes como Coldplay ou Radiohead. 50% http://www.musicevolve.com/ / http://www.progrockrecords.com/
RDS

Wednesday

Orplid – Greifenherz (2008) – Auerbach Tonträger / Prophecy

O duo Germânico Orplid regressa com o seu 4º disco de originais intitulado “Greifenherz” (coração de grifo). Os 14 temas que compõem este novo trabalho vagueiam entre o Dark Folk e o Martial, com elementos de Neofolk, Industrial, Neoclassical e até Gótico. Som depressivo, obscuro, sinistro, intenso e sufocante é o que marca a música dos Orplid por um lado. Pelo outro lado temos a vertente melódica, épica, orquestral que estabelece uma dualidade interessante. Ao trabalho de base de Uwe Nolte (letras, visuais) e Frank Machau (instrumentos, composição, vozes), alia-se ainda a voz crua, fria e sinistra de Sandra Fink nos temas “Totenesche” e “Traum von Blashyrkh”. Entre universos tão díspares como os de Death In June, Current 93, Sol Invictus, Fields Of The Nephilim, Das Ich, Elend, Nick Cave, Nina Hagen, Dornenreich, Empyrium ou In Slaughter Natives, a versatilidade musical dos Orplid poderá agradar a fãs de várias vertentes da música mais negra. Não conhecia e fiquei a gostar. Segundo parece, os álbuns anteriores são mais agressivos e industrializados. Fiquei curioso mas, para já, não largo este “Greifenherz”. 90% http://www.orplid.de/ / http://www.noltex.de/ / http://www.auerbach.cd/
RDS
-
Orplid - Der Letzte Ikaride (Sterbender Satyr, Auerbach 2006)

Magnolia – Falska Vägar (2008) – Transubstans

No activo desde 1994, esta banda Sueca, com nome inspirado num tema dos Blue Cheer, tem em “Falska Vägar” a segunda proposta de estúdio. Esta rodela inclui 10 temas em pouco mais de 42 minutos de Bluesy Hard Rock com inspiração nos finais dos 60s e inícios dos 70s. As influências passam por Cream, November, Mountain, Free ou Blue Cheer. É retro mas não soa forçado como o resto das propostas que por aí andam nos tops, sendo o som dos Magnolia puro, pleno de alma e espírito (e outra coisa não se poderia esperar de uma edição Transubstans). Estes tipos bem poderiam ter crescido no intervalo temporal acima mencionado que não ficariam nada deslocados. As letras em Sueco ainda ajudam a dar outro colorido à música da banda. Gosto quando uma banda canta na sua língua materna, seja qual for o estilo musical. Além disso, a gravação num estúdio analógico ajudou a conseguir aquele som cheio mas cru, bem necessário ao estilo. Vale a pena a audição. 80% www.myspace.com/magnoliarock / http://www.recordheaven.net/ / www.myspace.com/transubstans / http://recordheaven.blogspot.com/
RDS
-
Magnolia - Stanna Till! @ Tantogården/Stockholm 7/12-2007

Barr – Skogsbo Is The Place (2008) – Sakuntala / Transubstans

Esta é a estreia em longa duração dos Barr. Depois de um bem recebido EP em 2007, os Suecos assinam com a Sakuntala, uma recém criada sub-etiqueta da Transubstans, e representam a 1ª edição da mesma. Barr é um sexteto acústico que pratica um interessante Folk psicadélico de descendências Fairport Convention, Popol Vuh, Pentangle e Heron. Sete canções de embalar psicadélicas, segundo a denominação da banda para as suas composições, resultaram de uma sessão de dois dias e duas noites. São cerca de 44 minutos de música inspirada, pura, plena de espírito. É pena o som ter ficado muito “moderno”, limpo e com uma orientação quase Pop em alguns momentos; uma certa crueza e toque 70s lo-fi poderiam ter resultado muito melhor. De qualquer maneira, gostei do que ouvi e recomendo. Para fãs das bandas acima mencionadas ou outras mais recentes como Circulus, Porcupine Tree ou Pain Of Salvation (na sua faceta mais calma). 65% http://www.barrmusic.se/ / www.myspace.com/barrmusic / http://www.recordheaven.net/ / www.myspace.com/transubstans / http://recordheaven.blogspot.com/
RDS
-
Barr - Sound And The Fury @ Stockholm Café

Saturday

Nailed – Hatred, Failure & The Extinction Of Mankind (2008) – Anticulture

Este é o segundo álbum de estúdio dos britânicos Nailed. São 8 temas em pouco mais de 30 minutos de duração. Death Metal old-school, com toques de Grindcore e Gore, brutal, rápido, intenso, é o que nos apresentam. As influências passam por bandas Norte-Americanas, tanto da velha escola como da nova, tais como Suffocation, Malevolent Creation, Dying Fetus, Nile, Deicide, Cannibal Corpse, etc. A secção rítmica é competente mas nada de extraordinário, das guitarras saem bons riffs de Death Metal mas que deixam uma certa sensação de déja-vú, a voz tem um tom Gore mas acaba por saturar pois não há grande versatilidade. Não me interpretem mal, isto é um disco potente, mas que soa igual a tantos outros. Mediano. Talvez para curtir ao vivo. 55% www.myspace.com/naileddeathmetal / http://www.anticulture.co.uk/
RDS
-
Nailed - Hatred, Failure & The Extinction of Mankind (Live)

Blindead – Autoscopia: Murder In Phazes (2008) – Foreshadow

Eu adoro notas de imprensa. São tão presunçosas! Esta que acompanha “Autoscopia: Murder In Phazes”, o segundo disco dos Polacos Blindead, é inacreditável. Com afirmações do género “um disco de grandiosas proporções, paralelo a Panopticon ou The Eye Of Every Storm”, “Cult Of Luna… poderia pensar-se que o trono do Post-Metal já estava conquistado, mas os Suecos vão ter de partilhar os louros com os Blindead” ou ainda “predestinado a tornar-se um dos mais importantes álbuns da história do Post-Metal”, como é que se pode levar a sério uma banda ou um disco? Isto, claro, numa rápida análise do que me chegou às mãos, antes de ouvir o disco propriamente dito. Este é, como já referi, o segundo trabalho em longa duração dos Polacos, mas é o meu primeiro contacto com a sua música. E a banda satisfaz as expectativas? Sem dúvida alguma! O disco é intenso, sufocante, brutal, negro. Os Blindead fazem o balanço perfeito entre o lado mais lo-fi, cru, obscuro, denso, pesado e o mais melódico, suave, aberto, iluminado. À vertente Post-Metal de inspiração Neurosis, Isis ou Cult Of Luna aliam-se ainda toques industriais que me fazem lembrar bandas como Godflesh, Fudge Tunnel ou Head Of David, assim como umas pitadas de Doom, Psychedelic, Prog e até Viking. Uma hora dividida em 7 temas (apelidadas de “Phaze”, de I a IV) que me agradaram imenso e que recomendo a fãs, como é óbvio, de todas as bandas anteriormente mencionadas neste texto. 85% http://www.foreshadow.pl/ / http://blindead.net/ / www.myspace.com/blindead
RDS
-
Blindead - Phaze I: Abyss (Live in Warsaw 18.06.2008)

Monday

Bison B.C. – Quiet Earth (2008) – Metal Blade Records

Este é o segundo disco para os Canadianos Bison e o primeiro para a Metal Blade. 8 temas em cerca de 44 minutos fazem uma fusão brutal de Thrash, Sludge, Stoner e Crust. Som ultra pesado, sujo, agressivo, sem concessões, é assim que os Bison se apresentam. A secção rítmica é devastadora, os riffs de guitarra são bem pesados, a voz é grave e arranhada (faz lembrar o Xico dos Portugueses Dawnrider), e é tudo descarregado a um ritmo alucinante. Mas não é só peso e brutalidade porque sim, porque tem de ser, pois há muitas ideias fantásticas que mantêm “Quiet Earth” fresco até ao fim. Além de não haver um único momento de descanso também não há um momento “morto”, mantendo-se o disco interessante de início ao fim. Rapidamente passamos de uma secção “groovy” com tendências Stoner a uma mais rápida linha Thrash / Speed, ou de um compasso arrastado Doom / Sludge a uma Lina mais melódica com fortes influências NWOBHM, sempre com aquela crueza Punk / Crust / Sludge. Altamente recomendado a fãs de High On Fire, Mastodon, Buzz-Oven, Melvins, Soilent Green, Bongzilla, Logical Nonsense ou Today Is The Day. 90% www.myspace.com/bisoneastvan / http://www.metalblade.de/
RDS
-
Bison B.C. - Live

Bison - Interview Hardtimes.ca

Unearth – The March (2008) – Metal Blade Records

Novo trabalho de estúdio para os Unearth. São mais 10 faixas de Metalcore em pouco mais de 44 minutos. E é isso mesmo, mais 10 faixas, nada de novo, nada de fresco, nada de interessante. Não é que os Unearth não tenham boas ideias ou não as concretizem, mas o estilo já está mais que saturado e, por muito que se façam as coisas bem, não chega. Acontece com todas as correntes musicais: tornam-se populares, chegam a um ponto de saturação, muitas bandas cessam funções, ficam apenas as melhores bandas (que acabam por fazer adaptações à sua sonoridade). Os Unearth ainda não estão na fase da progressão musical (no sentido de incorporar novas ideias). Balanço perfeito entre as costelas Hardcore e Thrash, as partes mais rápidas e as mais “groovy” com os típicos “breakdowns”, a faceta mais agressiva e a mais melódica. Mas… falta aquele “je ne sais quoi”. É um disco bom mas igual a tantos outros, tanto da discografia Unearth como da corrente Metalcore. Apenas para fãs acérrimos que ainda não saturaram do estilo. 65% http://www.unearth.tv/ / www.myspace.com/unearth / http://www.metalblade.de/
RDS
-
Unearth - The March" - Trailer

Friday

Report Suspicious Activity – Destroy All Evidence (2008) – Alternative Tentacles

Novo trabalho para a actual aventura musical de Vic Bondi (Articles Of Faith). A este juntam-se membros de Jawbox, Burning Airlines, Kerosene 454. O disco anterior tinha alguns pontos de interesse mas estava mais direccionado para um Rock simples e directo, nada que se destacasse e fizesse valer o passado musical de Bondi. Neste novo “Destroy All Evidence” os Report Suspicious Activity voltam à carga com 15 temas de fusão Rock, Punk e Hardcore com influências de Rollins Band, Fugazi, Minor Threat, Black Flag, Jesus Lizard, Articles Of Faith, etc. Entre temas mais roqueiros, outros rápidos de inspiração Hardcore e alguns mais experimentais (linha Washington Post-Punk), os RSA descarregam cerca de 44 minutos bem intensos, enérgicos, inspirados e apelativos com letras baseadas, na sua maioria, nos actuais cenários socio-políticos Norteamericano e mundial. Gostei da variedade de sonoridades incluídas no disco, que nos podem levar de um tema rapidíssimo a um acústico sem se notar uma heterogeneidade absurda, muito pelo contrário, o disco soa bem homogéneo. Gostei também da apresentação geral do álbum em digipack, a representar uma carteira de fósforos (e uma verdadeira como bónus) dentro de um plástico de provas forenses. Nada politicamente correcto, portanto. Recomendo vivamente. 90% www.myspace.com/reportsuspiciousactivity / http://www.vicbondi.com/ / http://www.alternativetentacles.com/
RDS
-
RSA - Lisptick On A Pig