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Tuesday

Villebrad – Ultrarapid (2009) – Transubstans

Um Dark Rock de contornos progressivos é o que nos oferecem estes Suecos Villebrad. O novo trabalho intitula-se “Ultrarapid” e contém 13 temas em cerca de 54 minutos e meio. Uma das particularidades é a banda cantar na sua língua materna. Imensas bandas fazem este tipo de sonoridade. Algumas bem, outras mal. Os Villebrad sabem o que fazem, mas não fossem as vocalizações em Sueco, “Ultrarapid” soaria banal. E instrumentalmente é o que acontece. Há boas ideias mas no geral deixa aquela sensação de “déjá vu”. Apenas para os fanáticos do género e nomes como Pink Floyd, Muse, Coldplay, Katatonia, Anathema, The Gathering e similares. 60% www.villebrad.com / www.myspace.com/villebrad / www.recordheaven.net / www.transubstans.com / www.myspace.com/transubstans
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Kronos – Ubi Est Morbus (2008) – Edição de Autor

Gostei da maquete anterior e, embora estivessem ainda muito ligados às suas influências, demonstravam enorme potencial. “Ubi Est Morbus” é a nova aventura em disco e contém 7 temas que seguem a mesma linha, Rock Industrial de ambientes góticos, electrónica e 90s Dark Rock. Ainda longe de ser algo transcendental, é sem dúvida, um passo em frente à anterior proposta. No cenário nacional podem-se citar como referência Mão Morta, Bizarra Locomotiva, Poetry Of Shadows, Capelas Das Almas ou Nihil Aut Mors. Nomes internacionais no universo Kronos podem muito bem ser Depeche Mode, Laibach, Sisters Of Mercy ou Joy Division, apenas para citar os mais óbvios. São 33 minutos que irão agradar com certeza a fãs do género. 70% www.myspace.com/kronosrock
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Monday

Nocte Obducta – Sequenzen Einer Wanderung (2008) – Supreme Chaos Records

Dois temas apenas fazem este disco. “Teil 1” tem 23m06s e “Teil 2” tem 20m53s. Metal vanguardista é o que nos apresenta esta banda Germânica no activo desde 1995. Infelizmente, este é o “canto do cisne” pois a banda separou-se oficialmente durante o ano de 2008. Mas, antes de morrer, o cisne canta por uma última vez, e esse é o mais belo de todos os seus cantos. Nestes 44 minutos de arte no seu estado mais puro, os Nocte Obducta levam-nos numa viagem inesquecível. Atmosférica, psicadélica, hipnótica, melódica, depressiva, intensa, experimental. É assim a música do extinto sexteto teutónico. Uma verdadeira obra-prima! Para os amantes de cenas Avantgarde, Post-Rock e Progressivas. 95% http://www.nocte-obducta.de/ / www.myspace.com/nocteobducta / http://www.s-c-r.de/
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Sunday

Der Blutharsch – Everything Is Alright! (2008) – WKN / Tesco

Esta é uma antologia de raridades e remisturas gravadas entre 2002 e 2008. Temas de compilações, edições limitadas em vinil e outros similares compõem o alinhamento desta nova proposta dos Der Blutharsch. “Everything Is Alright!” abrange todas as facetas do grupo Austríaco, desde o Dark Folk ao Martial, passando pelo Gothic Rock ou Industrial, e até uns pós de Punk e Rock. Mas, mesmo tendo em conta essa heterogeneidade musical e o facto de as faixas pertencerem a variadas edições e períodos de tempo, não é por isso que o disco soa desconexo, muito pelo contrário, a identidade Der Blutharsch já está bem definida há muitos anos. As 17 faixas (cerca de 58 minutos) que compõem o disco podem agradar tanto aos fãs de longa data que pretendem completar a discografia como, ao contrário do que este tipo de edições pode sugerir, atrair novos fãs. Recomendo vivamente. 85% http://www.derblutharsch.com/ / http://www.tesco-germany.com/ / www.myspace.com/tescogermany
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Monday

Snarling Adjective Convention – Bluewolf Bloodwalk (2008) – Unicorn

Este é o disco de estreia dos Canadianos Snarling Adjective Convention. Sete temas, na sua maioria instrumentais, fazem a fusão de Jazz Avantgarde, Rock Progressivo experimental, ambientes negros e sinistros que remetem para o universo do Dark Ambient ou das bandas sonoras do terror dos 40s/50s e “film noir”, assim como de algum Metal e Rock Psicadélico. Apesar da sua orientação maioritariamente jazzística, não deixam de soar roqueiros, fortes, intensos. Muito mais negros e densos do que as habituais bandas de Prog / Fusion, por natureza mais alegres e espirituais, estes SAC conseguem imprimir ambientes bem sinistros às suas composições. Apenas o tema título foge um pouco a esta fórmula tendo uma forte orientação Funky mais alegre. Gostei muito e recomendo a fãs de material Avantgarde mais negro. Um disco que irá agradar a fãs de nomes tão díspares como John Zorn, King Crimson, Miles Davis, Ornette Coleman, Bernard Herrmann, Carl Stalling, Franz Waxman, Angelo Badalamenti, The Mahavishnu Orchestra, Taal, Kayo Dot ou Shub Niggurath. 85% http://www.snarlingadjectiveconvention.com/ / www.myspace.com/snarlingadjectiveconvention / http://www.unicorndigital.com/
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Wednesday

Heavenwood – Redemption (2008) – Recital

Finalmente temos direito a um novo trabalho dos Heavenwood. Depois de uma promissora estreia com “Diva” em 1996 e a confirmação com o fabuloso “Swallow” em 1998, seguiu-se um interregno que durou quase 10 anos. No ano passado surgiu um novo trabalho promocional e alguns concertos esporádicos. Em Dezembro desse mesmo ano a banda assinou contrato com a Portuguesa Recital, nascendo agora em Setembro de 2008 o fruto dessa colaboração. Os Heavenwod estão de volta com toda a força e “Redemption” traz 10 novos temas de Dark Rock / Gothic Metal que em nada ficam a dever às anteriores propostas. Conseguem até fazer a ponte entre o registo Gothic / Doom / Death melódico de “Diva” e o registo mais limpo de Dark / Gothic Rock / Metal de “Swallow”, balançando na perfeição todas as vertentes e facetas da banda. À semelhança deste último, “Redemption” tem também participações especiais, neste caso de Jeff Waters (Annihilator), Gus G (Firewind) e Tijs Vanneste (Oceans Of Sadness). Com produção, mistura e masterização de Jens Bogren nos Fascination Street Studios na Suécia, assim como uma ajuda do baterista de sessão Daniel Cardoso (Head Control System, ex-Sirius), o disco tem um som forte, cheio e pesado, mas limpo o suficiente para se conseguir perceber todo o trabalho instrumental e de vozes. Excelentes riffs/solos/melodias de guitarra, secção rítmica forte e coesa, voz versátil, boas ideias bem executadas, ambientes ora negros ora melódicos, o disco tem um pouco de tudo para agradar os fãs do género. O estilo é o mesmo de sempre mas não soa datado, podendo ser considerado o sucessor natural de “Swallow” e, sem dúvida alguma, o passo em frente em relação a essa proposta. Gostei muito do disco e estou ansioso por os voltar a ver ao vivo, agora com este novo material. 90% www.www.myspace.com/heavenwood / http://www.recitalrecords.com/ / www.myspace.com/recitalrecords / http://www.avantegarde-mngt.com/ / www.myspace.com/lachispadelamuerte
RDS
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Heavenwood - Obsolete

Monday

50 Frases Assacínicas

Assacínicos:
1 - Assacínicos: vivem numa cave e de vez em quando saem e regressam
2 - Ninguém Sabe Mas Tenho Medo…: de não regressarmos um dia
3 - … Foi Tudo Por Tua Culpa: que te auto-editámos
4 - Música: a próxima que vamos construir, é sempre a melhor
5 - Letras: o martírio de, só por vezes, ter imaginação para tal
6 - Estúdio: um stress muito bom
7 - Ao vivo: fumo ou não fumo? Bebo ou não bebo?...
8 - Rastilho: se não arder a bomba não explode
9 - Edição de Autor: dá mais gozo

Universos Musicais:
10 - Punk: è pena existirem poucos
11 - Hardcore: poucas ou nenhumas bandas, quando as há verdadeiramente o movimento “hardcore” da moda critica-as
12 - Metal: faz mais barulho que a madeira
13 - Gótico: movimento fantasioso, bom para fugir à merda da realidade
14 - Industrial: metal sem distorção
15 - Underground: só existe dissociado do mainstream, portanto para aqueles que se convencem de alternativos, o underground é será sempre uma miragem.

Bandas / Artistas:
16 - Mão Morta: se cantassem em inglês não nos comparariam, banda portuguesa de maior qualidade na actualidade
17 - Zeca Afonso: bom cantor, ficava apenas mal de capa e batina
18 - Sérgio Godinho: grande poeta e um dos primeiros rappers portugueses
19 - Mata Ratos: não aprecio, mas admiro a persistência
20 - Censurados: conheço-os apenas de “vista”
21 - Peste & Sida: afinal, mesmo que preferíssemos ECU´S… tivemos que levar com os euros
22 - Mler Ife Dada: a melhor banda portuguesa de sempre
23 - É M’as Foice: foice e ainda bem que não voltou
24 - Bizarra Locomotiva: banda de culto - bom
25 - Nihil Aut Mors: saudades de movimentos do género
26 - Belle Chase Hotel: não tenho pachorra para eles
27 - Alien Squad: a referência da terra – malta humilde e generosa - candidatos a Velha Guarda
28 - The Birthday Party: Nick Teenager
29 - Nick Cave & The Bad Seeds: Nick Senhor
30 - Bauhaus: na escola um rufia deu-me um estalo por lhe dizer de um modo invejoso que os betinhos é que gostavam dessas bandas (aquelas t-shirt´s eram caras e as calças elásticas justas também), mais tarde ao conhecer Bauhaus vim a adorá-los
31 - Tom Waits: o gajo quando era miúdo já tinha aquela voz?!!...se tinha, cresceu na solidão…gosto muito.
32 - Diamada Galás: women power
33 - Lydia Lunch: fala bem e canta mal.
34 - Nina Hagen: bela mulher de tomates, descarada.
35 - Einsturzende Neubauten: inovadores

Literatura:
36 - Kafka: retratou ao máximo a insegurança e a descompensação psíquica que (ainda) somos levados a viver nos tempos que correm
37 - Fernando Pessoa: urbano-depressivo iluminado
38 - J.R.R. Tolkien: não me consigo concentrar na leitura das suas obras, não nutro qualquer interesse por fadas, gnomos, hobbits e todos essas criaturas imaginárias
39 - Jules Verne: conheço relativamente as suas boas obras, nunca me despertou muito interesse
40 - Henry Miller: um escritor sincero, aquilo que todos os outros gostariam de ser, falta-lhes a coragem

Cinema:
41 - David Lynch: ver um dos seus filmes é sempre um bom exercício ao raciocínio interpretativo
42 - David Cronenberg: em miúdo passei muitas noites sem dormir por causa de “A Mosca”
43 - Alfred Hitchcock: adoro!
44 - Tim Burton: estilo único que apesar de conhecer bem consegue sempre surpreender-me
45 - Emir Kusturika: o verdadeiro Underground
46 - Quentin Tarantino: grandes diálogos quotidianos filosóficos. Realizador assumidamente feminista. Adoro esse seu lado.
47 - Monty Python: na comédia quando não se produz mais cai-se na saturação e já não me riu quando os vejo.

Geral:
48 - Portugal: Portugal…do que é que estás à espera?!...País de saloios que não trocava por outro
49 - Política: os nossos patrões existem, mesmo para quem pensa que não os tem, é deprimente.
50 - Religião: aquilo de que o país menos precisa para sair da ignorância


Assacínicos: www.myspace.com/assacinicos / http://www.assacinicos.blogspot.com/

Saturday

Transit - Bleed On Me (Karmakosmetix 2008)

Transit – Decent Man On A Desperate Moon (2008) – Karmakosmetix

Mais um projecto saído das cinzas dos In The Woods… Desta feita temos Jan Kenneth Transeth (In The Woods…, Naervaer, Stille Opprör, Green Carnation) e os seus Transit. Este trabalho de estreia de Transit, gravado entre 2004 e 2006 mas só agora editado, inclui 10 temas de Rock pintado de tons Americana, Country, Pop e 80s Gothic / Dark Rock. Ora mais roqueiro, ora mais experimental. Ora mais directo, ora mais introspectivo. Não sendo nada de transcendental, “Decent Man On A Desperate Moon” tem os seus momentos altos. E são muitos. Tem boas ideias, tem ambiente, tem garra, tem pujança. Usualmente, não vou muito nestas linhas songwriter / americana / rock experimental, mas estes 37m25s ouvem-se muito bem. Gostei muito do que ouvi, e cada vez gosto mais. Este é daqueles álbuns que cresce dentro de nós com sucessivas audições. Para fãs de Birthday Party, Nick Cave & The Bad Seeds, The Creatures, Johnny Thunders, Frank Zappa, Madrugada, Portishead, Green Carnation, etc. 85% www.myspace.com/jktransit / http://www.karmakosmetix.com/ / www.myspace.com/kkxrex
RDS

Thursday

Beyond The Void – Gloom Is A Trip For Two (2008) – Endzeit Elegies / Avasonic / Rough Trade

Este é já o terceiro trabalho deste banda Germânica de Dark Rock / Gothic Metal, mas é apenas o meu primiero contacto com eles. “Gloom Is A Trip For Two” contém 12 novos temas em cerca de 50 minutos. É mesmo esse o problema deste disco, a sua duração. Retirando 2 ou 3 temas que estão a “encher” um bocado, o resultado final seria muito mais satisfatório e não maçaria tanto. O que aqui está, está bem feito, embora um pouco cliché do género, mas bem conseguido. A banda consegue criar temas com refrões memoráveis e melodias cativantes, e isso distingue-os, de certa maneira, dos seus pares. As associações a nomes como The 69 Eyes, Charon, Lacrimas Profundere, Sisters Of Mercy, Type O Negative ou The Cult são mais que obrigatórias. Muito derivativo e cliché, mas não consigo deixar de ouvir. É viciante. Para quem não gosta do género, afaste-se o mais rapidamente possível. Para quem gosta, esta é uma boa proposta, enquanto aguardam pelo novo disco da vossa banda de eleição. 70% http://www.beyondthevoid.com/ / www.myspace.com/bevoid / http://www.endzeitelegies.com/ / http://www.sureshotworx.de/
RDS