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Saturday

Fénix #1024 – 24 / February / 2013 - Playlist

·         Killing Joke - The Wait - Killing Joke (1980)
·         Killing Joke - The Fall Of Because - what's THIS for...! (1982)
·         Fields Of The Nephilim – Moonchild  - Revelations (1993)
·         Fields Of The Nephilim – For Her Light - Revelations (1993)
·         New Model Army - The Hunt - The Ghost Of Cain (1986)
·         New Model Army - No Rest - No Rest For The Wicked (1985)
·         The Mission - Wasteland - Gods Own Medicine (1986)
·         The Mission - Severina - Gods Own Medicine (1986)
·         The Mission - Beyond The Pale - Children (1988)
·         The Sisters of Mercy - Temple Of Love (1992) - A Slight Case Of Overbombing (1993)
·         The Sisters of Mercy - More - A Slight Case Of Overbombing (1993)
·         Type O Negative - My Girlfriend's Girlfriend - October Rust (1996)
·         Lacrimosa - Schakal (Edit Version) - Schakal (1994)
·         Lacrimosa - Alleine zu Zweit - Elodia (1998)
·         Gene Loves Jezebel - Josephina - Heavenly Bodies (1993)
·         Pailhead - Man Should Surrender - Side Trax (2004)
·         Ministry - Just One Fix - Psalm 69 (1992)
·         The Young Gods - T.V. Sky - T.V. Sky (1992)
·         Lard - Drug Raid At 4 Am - The Last Temptation Of Reid (1990)
·         Lard - War Pimp Renaissance - Pure Chewing Satisfaction (1997)
·         The Nefilim - Pazuzu (Black Rain) - Zoon (1996)
·         Einstürzende Neubauten - Feurio! - Haus Der Luege (1989)
·         Scraping Foetus Off the Wheel - Street of Shame - Hole (1984)

[F.E.V.E.R.] “Resurrection” CDS (Raging Planet, 2010)

Os Fever nunca pararam de me surpreender desde o início, tanto musicalmente como em relação a todo o conceito artístico que envolve a banda. Só há um problema em relação à banda, e é o facto de termos de esperar imenso tempo entre lançamentos. São EPs, singles, concertos esporádicos, etc. Os Fever gostam de levar o seu tempo a fazer as coisas, preparar tudo, deixar as arestas bem limadas, e têm sempre ideias diferentes e conceitos inovadores que não falham. Mas essa longa espera entre edições é até prejudicial para os mesmos; pelo menos nestes tempos em que a informação passa a voar e bandas aparecem e desaparecem a cada segundo. Os Fever vão passando despercebidos e nunca chegaram propriamente a ter o impacto, a aceitação e o respeito que bem merecem.

Deixando estes desabafos de lado e passando ao registo que tenho em mãos, o que temos é apenas um tema novo, 5 remisturas do mesmo, assim como uma remistura de “Questions And Answers” dos Sci-Fi Industries feita pelos Fever em 2007, uma pequena faixa multimédia e outro material ao qual não tive direito neste promocional (óculos 3D e outras cenas que não percebi bem). Serve apenas como aperitivo para o novo trabalho “Behold A Pale Horse”, supostamente a editar agora em 2010 e que será composto por CD, DVD e livro. Tudo isto leva imenso tempo a preparar e, como já referi, os Fever querem tudo perfeito. Por isso mesmo, temos de esperar e desesperar. O que aqui está é bom. Desculpem. Está é mesmo soberbo! Mas é muito pouco. Quero mais. E já! Tenho de ir buscar todos os outros lançamentos da banda para matar esta fome. www.fever.web.pt / www.myspace.com/feveronline / www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal / www.ragingplanet.pt
85%
RDS

Wednesday

V/A – Echoes Of A Morbid Death – Tribute To Morbid Death (2008) – Bit9

Como o título indica, este é um disco de tributo aos Açorianos Morbid Death, uma das bandas da região com mais longevidade e actividade nos espectros do Metal e do Underground. 11 bandas Açorianas (Neurolag, Hatin’ Wheeler, Anjos Negros, In Peccatum, Duhkrista, Crossfaith, A Dream Of Poe, Zymosis, Spank Lord, Spinal Trip, Violent Vendetta) fazem a sua interpretação dos temas de Morbid Death. Aliás, é mesmo esse o ponto forte do CD pois, além de se falar de diversas vertentes estilísticas (Heavy, Thrash, Crossover, Death, Doom, Gótico, Black), as bandas conseguiram adaptar o original à sua própria sonoridade. Sendo assim, é difícil destacar nomes pois, de certa forma, todos cumpriram com a sua obrigação (mais do que uma obrigação, um prazer, com certeza). O livrete inclui informação sobre as bandas envolvidas e breves apontamentos de cada uma das mesmas acerca dos tributados. Longe de ser uma obra-prima é, acima de tudo, um honesto e merecido tributo por todos estes anos de perseverança. Recomenda-se a fãs “diehard” de Metal nacional. Download autorizado disponível neste link. 75%
RDS

Monday

Magenta – Art And Accidents (2009) – AT&MT

Magenta é um projecto de Anders Odden (Apoptygma Berzerk, Cadaver, músico de sessão para Satyricon, guitarrista ao vivo de Celtic Frost), no qual se faz acompanhar pela voz de Vilde Lockert e pela guitarra de Daniel Hill. Embora a sonoridade de Magenta seja perfeitamente homogénea, aqui não há fronteiras ou limitações de qualquer género, misturando-se influências de quadrantes tão diversos como darkwave, gótico, metal, rock, new wave ou pop, por exemplo. Uma hora de orientação Goth / Dark / Electro dividida em 10 temas, 2 remisturas e uma versão original de uma das faixas anteriores é o que nos apresentam. Destacam-se ainda participações especiais de membros de Apoptygma Berzerk, Gothminister e Gluecifer. Longe de ser algo de novo ou refrescante, passeando-se até perigosamente pelos clichés do género, “Art And Accidents” é, mesmo assim, um disco interessante e agradável de se ouvir. Já se ouviu isto algures, é verdade, é essa a sensação ao ouvir este disco, mas está bem feito e destaca-se perfeitamente. Eu gostei e recomendo a fãs de Sisters Of Mercy, Apoptygma Berzerk, Depeche Mode, Assemblage 23, De/Vision ou L’Âme Immortelle. 80% http://www.magentamagenta.com/ / www.myspace.com/magenta
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Wednesday

Autumn – Altitude (2009) – Metal Blade Records

Os Holandeses Autumn regressam com um novo trabalho de estúdio intitulado “Altitude”. A estreia “My New Time” foi bem recebida pela imprensa e fãs e eu, particularmente, gostei muito da sonoridade da banda. Esta continua na mesma linha, fusão de Hard ‘N’ Heavy, Gothic Rock, algum Progressivo, samplers electrónicos bem encaixados e certa ideias do Pop / Rock mais tradicional, tudo encimado por uma voz feminina suave, melódica, mas segura. Não é das bandas mais originais ao cimo da Terra mas o que fazem, fazem-no bem. Alguns dos nomes que se podem referir, tal como no disco anterior, como linhas de orientação são The Gathering (segunda fase menos pesada), Paradise Lost (fase mais Rock), Tiamat, Porcupine Tree, Ayreon, After Forever ou até, porque não, ABBA. Recomendo. 80% http://www.metalblade.de/ / www.autumn-band.com / www.myspace.com/autumnband
RDS

Tuesday

CineMuerte – Aurora Core (2008) – Raging Planet

Este é o novo trabalho para o duo CineMuerte, o segundo disco de longa duração após a estreia “Born From Ashes” em 2006. São 9 novos temas, em pouco mais de 38 minutos, com a habitual fusão de elementos Pop, Rock, Metal e Góticos. Sophia Vieira e João Vaz fazem-se acompanhar em “Aurora Core” por Pedro Cardoso (F.e.v.e.r.) na bateria e Ricardo Amorim (Moonspell) na guitarra. Há ainda uma letra escrita por Fernando Ribeiro, vocalista dos Moonspell, cedida à banda, para a faixa “The Night Of Everyday”. Há também uma parte multimédia que inclui o vídeo promocional do tema de apresentação “Air” e um curto “making of”, além de informações técnicas sobre o disco. O disco foi misturado e masterizado por Waldemar Sorychta (Moonspell, Tiamat, Samael, Lacuna Coil, The Gathering) o que, por si, já é sinónimo de qualidade. Mas não são os nomes aliados a um disco que o fazem ser o que é. A música contida na rodela cinzenta é o principal. E aqui isso não falha. Som forte e potente quanto baste para agradar aos ouvintes de sonoridades mais “pesadas”, mas com muita melodia e uma cristalinidade que permite apreciar todos os elementos em jogo. Não há grande diferença entre este “Aurora Core” e a anterior proposta. É apenas um passo em frente para o duo que, com apenas dois discos, já conseguiu criar a sua sonoridade e identidade. Os CineMuerte continuam na mesma e isso é bom, muito bom. 85% www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal / www.myspace.com/cinemuerte
RDS
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CineMuerte - Air

Wednesday

Gitane Demone – Life After Death (2DVD+CD) (2008) – Cult Epics

“Life After Death” é um duplo DVD que reúne gravações vídeo de Gitane Demone, a loira de tipo “femme fatale” que foi em tempos vocalista de Christian Death. As gravações datam de 1989 a 1998 e incluem videoclips, entrevistas, actuações ao vivo, reportagens de TV, performances “fetish”, entre outros. Entre estas pérolas incluem-se gravações com o malogrado Rozz Williams, tanto em dueto com G.D. como uma actuação da já referida banda Death Rock / Post-Punk / Goth. As gravações não têm imagem ou som perfeitos, pertencendo todas elas à geração VHS e HI8, exibindo as reportagens de TV, inclusive, os logótipos das estações e até legendas embutidas. Mas isso não é o mais importante neste registo, servindo o seu propósito maior de antologia visual e sonora desta senhora ainda no activo. Aliás, esse aspecto visual, ao qual podemos chamar retro, atribui ao conteúdo de “Life After Death” um certo ar “old school” e “undeground” que me agrada particularmente. E se 210 minutos de vídeo não bastassem, a caixa limitada a 2500 exemplares inclui ainda um CD intitulado “Times” e um livrete de 12 páginas com memórias contadas na primeira pessoa. “Times” inclui 40 minutos de versões, na sua maioria de “standards” do Jazz, inéditas até à data, e que abraçam um período que vai desde 1989 até 1996. Um documento indispensável para os amantes da cena Death Rock, Goth, Dark e Avantgarde Jazz. 90% http://www.cultepics.com/ / http://www.gitanedemone.com/
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Rozz Williams & Gitane Demone - Sleepwalk

Sunday

Factory Of Dreams – Poles (2008) – Progrock

Factory Of Dreams é o novo projecto de Hugo Flores, guitarrista de Project Creation. Em 11 temas faz-se a fusão de sonoridades Progressive / Symphonic Rock, electrónica (vertentes trip-rock e ambiental) e elementos do universo Gótico. Ao Hugo Flores juntam-se a vocalista Sueca Jessica Letho e o baixista Chris Brown (com uma breve participação). Tenho sentimentos contraditórios em relação a este projecto / disco. A música de F.O.D. não anda muito longe daquilo que fazem certos nomes da cena Symphonic / Gothic Metal com voz feminina como The Gathering, Leaves Eyes, Sirenia, Theatre Of Tragedy ou Within Temptation, embora com uma aproximação mais “calma” e ambiental ao género (o nome do projecto pode dar algumas pistas). Está bem feito, contém boas ideias, a voz é fantástica mas… há aquela constante sensação de “déjà-vu”. E no entanto não consigo deixar de ouvir. Basta estar no estado de espírito certo e “Poles” pode ser uma agradável companhia. Está, no entanto, longe de ser uma peça indispensável. 70% http://www.sonicpulsar.com/ / http://www.progrockrecords.com/
RDS
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Poles - Exclusive Album Preview

Wednesday

Heavenwood – Redemption (2008) – Recital

Finalmente temos direito a um novo trabalho dos Heavenwood. Depois de uma promissora estreia com “Diva” em 1996 e a confirmação com o fabuloso “Swallow” em 1998, seguiu-se um interregno que durou quase 10 anos. No ano passado surgiu um novo trabalho promocional e alguns concertos esporádicos. Em Dezembro desse mesmo ano a banda assinou contrato com a Portuguesa Recital, nascendo agora em Setembro de 2008 o fruto dessa colaboração. Os Heavenwod estão de volta com toda a força e “Redemption” traz 10 novos temas de Dark Rock / Gothic Metal que em nada ficam a dever às anteriores propostas. Conseguem até fazer a ponte entre o registo Gothic / Doom / Death melódico de “Diva” e o registo mais limpo de Dark / Gothic Rock / Metal de “Swallow”, balançando na perfeição todas as vertentes e facetas da banda. À semelhança deste último, “Redemption” tem também participações especiais, neste caso de Jeff Waters (Annihilator), Gus G (Firewind) e Tijs Vanneste (Oceans Of Sadness). Com produção, mistura e masterização de Jens Bogren nos Fascination Street Studios na Suécia, assim como uma ajuda do baterista de sessão Daniel Cardoso (Head Control System, ex-Sirius), o disco tem um som forte, cheio e pesado, mas limpo o suficiente para se conseguir perceber todo o trabalho instrumental e de vozes. Excelentes riffs/solos/melodias de guitarra, secção rítmica forte e coesa, voz versátil, boas ideias bem executadas, ambientes ora negros ora melódicos, o disco tem um pouco de tudo para agradar os fãs do género. O estilo é o mesmo de sempre mas não soa datado, podendo ser considerado o sucessor natural de “Swallow” e, sem dúvida alguma, o passo em frente em relação a essa proposta. Gostei muito do disco e estou ansioso por os voltar a ver ao vivo, agora com este novo material. 90% www.www.myspace.com/heavenwood / http://www.recitalrecords.com/ / www.myspace.com/recitalrecords / http://www.avantegarde-mngt.com/ / www.myspace.com/lachispadelamuerte
RDS
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Heavenwood - Obsolete

Thursday

Beyond The Void – Gloom Is A Trip For Two (2008) – Endzeit Elegies / Avasonic / Rough Trade

Este é já o terceiro trabalho deste banda Germânica de Dark Rock / Gothic Metal, mas é apenas o meu primiero contacto com eles. “Gloom Is A Trip For Two” contém 12 novos temas em cerca de 50 minutos. É mesmo esse o problema deste disco, a sua duração. Retirando 2 ou 3 temas que estão a “encher” um bocado, o resultado final seria muito mais satisfatório e não maçaria tanto. O que aqui está, está bem feito, embora um pouco cliché do género, mas bem conseguido. A banda consegue criar temas com refrões memoráveis e melodias cativantes, e isso distingue-os, de certa maneira, dos seus pares. As associações a nomes como The 69 Eyes, Charon, Lacrimas Profundere, Sisters Of Mercy, Type O Negative ou The Cult são mais que obrigatórias. Muito derivativo e cliché, mas não consigo deixar de ouvir. É viciante. Para quem não gosta do género, afaste-se o mais rapidamente possível. Para quem gosta, esta é uma boa proposta, enquanto aguardam pelo novo disco da vossa banda de eleição. 70% http://www.beyondthevoid.com/ / www.myspace.com/bevoid / http://www.endzeitelegies.com/ / http://www.sureshotworx.de/
RDS

Wednesday

The Pussybats - Promotional CD (2007)

Este é um CD promocional com 5 temas dos Alemães The Pussybats. Além dos 5 temas áudio, o CD inclui uma faixa multimédia com mais algumas faixas em mp3, vídeo para um dos temas, entrevista em vídeo e algumas informações adicionais. Gothic Rock bem forte, roqueiro, melódico, com toques Glam e Hard Rock. A primeira banda que vem à cabeça é mesmo The 69 Eyes, tanto a nível instrumental como vocal. A banda aponta ainda nomes como Backyard Babies, AC/DC, The Sisters Of Mercy ou Johnny Cash. Refiro ainda passagens que remetem para Fields Of The Nephilim. Na vertente estética há uma fusão de The 69 Eyes com Mötley Crüe. Gostei do que ouvi, mas a descarada colagem à já referida banda Finlandesa é demasiado forte para o seu próprio bem. Pode ser que num próximo trabalho consigam uma identidade própria. O potencial está lá. Aguarda-se o disco de estreia e o que de bom (ou mau) nos poderá trazer. 65% http://www.thepussybats.com/ / www.myspace.com/thepussybats / http://www.extratours-konzertbuero.de/booking/thepussybats.html
RDS

Tuesday

DANCING FERRET DISCS

Information Society – Synthesizer (2007) – Hakatak / Dancing Ferret Discs
Information Society é um proejcto Norteamericano que se move nas linhas do Electropop dos 80s com toques de EBM e Electrogoth. Este trabalho reúne 13 temas na linha já referida e as influências variam desde o Electropop de Depeche Mode ou De/Vision, passando pela vertente dançante de Assemblage 23, Apoptygma Berzerk, VNV Nation, Covenant, Icon Of Coil ou NamNamBulu. Não é mau de todo mas soa muito lugar comum e até algo kitsch (leia-se: electrónica dos 80s já fora de moda). Mas isso até lhe dá um certo ar de graça. De qualquer modo, fãs dos nomes já referidos podem encontrar pontos de interesse neste “sintetizador” encontrado algures no sótão lá de casa, já cheio de aranhas e com um forte cheiro a mofo. Falta ainda referir que este é um licenciamento da Hakatak International à Dancing Ferret Discs para o mercado Norteamericano e Europeu. 70% http://www.hakatak.com/ / http://www.informationsociety.us/ / www.myspace.com/informationsociety / http://www.dancing-ferret.com/

Carfax Abbey – It Screams Disease (2007) – Dancing Ferret Discs
Mais um projecto Norteamericano. A capa é logo a primeira cosia que chama a atenção. OK, o que é que vai sair daqui? Pensei logo eu. Pensei logo em aproximações ao Metal Gótico, mas não, estava enganado, ou pelo menos em parte. Os Carfax Abbey (belo nome!) tocam uma fusão de Rock Industrial com Gótico e algum Metal (pelo menos em algum do peso que marca a sonoridade banda). Uma toada roqueira marca todo o disco que, além da toada Electro / Industrial, tem um ambiente marcadamente negro e denso. Quase todas as bandas que tentam fazer este tipo de sonoridade, e que eu tenho ouvido nos últimos tempos, falham redondamente nos seus intentos. Não é este o caso, conseguindo os Carfax Abbey criar um disco forte, coeso, negro e agressivo. Não é uma obra-prima do estilo, é até bem cliché, mas safa-se muito, muito bem. Ao todo são 13 temas em cerca de 55 minutos que irão agradar a fãs de nomes como Ministry, Nine Inch Nails (antigo), Front Line Assembly, Killing Joke, Revolting Cocks, KMFDM, Marilyn Manson (antigo), Die Krupps ou Das Ich. 75% http://www.carfaxabbey.com/ / www.myspace.com/carfaxabbey / http://www.dancing-ferret.com/

Irfan – Seraphim (2007) – Prikosnovénie / Noir / Dancing Ferret Discs
Irfan é um projecto da Bulgaria que assenta a sua sonoridade numa fusão de Ethereal e música étnica e ancestral. A música dos Irfan é carregada de emoção, intensa, bela e com muita alma. Aos diversos instrumentos tradicionais alia-se uma voz angelical que nos transporta para outros tempos e locais exóticos. Um disco que me agradou imenso e que eu recomendo vivamente a amantes deste tipo de sonoridades e não só. A edição original é da Prikosnovénie, tendo eu em mãos um licenciamento para o território Norteamericano da responsabilidade da Noir Records, uma subsidiária da Dancing Ferret Discs. Para fãs de Loreena McKennitt, Dead Can Dance, Louisa John-Krol, The 3rd And The Mortal, Ataraxia, In The Nursery, Black Tape For A Blue Girl, Gor ou Dwelling, entre outros. 90% http://www.irfanmusic.com/ / www.myspace.com/irfantheband / http://www.prikosnovenie.com/ / http://www.noir-records.com/ / http://www.dancing-ferret.com/

Sunshine Blind – Rewind 2CD (2007) – Dancing Ferret Discs
Sunshine Blind foi uma banda de Rock Gótico dos USA que existiu entre 1991 e 1997, fazendo ainda algumas digressões com diferentes membros entre 97 e 98, gravando um terceiro disco em 2003, acabando a sua carreira definitivamente em 2004. Ora, este “Rewind” não é mais do que a recuperação dos dois primeiros discos, “Love The Sky To Death” de 1995 e “Liquid” de 1997. Além dos álbuns originais incluem-se aqui algumas faixas bónus tais como sobras de estúdio, temas ao vivo e temas de compilações, assim como um vídeo. O belíssimo livrete contém uma extensa biografia da banda e fotografias, mas peca pela falta de informação sobre as faixas extra. Quem já leu algumas das minhas críticas sabe que eu tenho alguma apetência para este tipo de reedições e recuperações de material esgotado e raridades. É este o caso, não só pelo carácter histórico da edição mas também pela música em si, 90s Gothic Rock da mais alta qualidade.
Já agora pode-se referir que esta foi mais uma das inúmeras bandas que foi “vítima” das já conhecidas manias de Andrew Eldritch dos Sisters Of Mercy, algo que porventura, iria ditar o fim precoce do projecto.
São 30 faixas em 2 horas e 20 minutos de pura negridão, saudade e melancolia que eu recomendo a góticos e coleccionadores em geral. 95% http://www.sunshineblind.com/ / http://www.dancing-ferret.com/

Críticas por RDS

Wednesday

MISCELÂNEA

Battlelore – Evernight (2007) – Napalm Records: Novo trabalho para os incansáveis seguidores de Tolkien. O novo trabalho “Evernight” segue a mesma linha musical dos anteriores, um Metal de proporções épicas e orquestrais, com certas influências góticas, pesado mas melódico, com vozes guturais masculinas intercaladas por vozes melódicas femininas. As letras seguem a mesma orientação e influência, o mundo criado pelo mestre da fantasia literária, Tolkien. Não é o melhor disco da banda, isso é certo, mas é um bom disco de Epic Metal. 75% http://www.napalmrecords.com/

Intense – As Our Army Grows (2007) – Napalm Records: Quando li no promocional a designação Power Metal fiquei logo desconfiado, pensei que o que me iria sair aqui era mais do mesmo, com certeza. Estava enganado. Isto é Heavy / Power do melhor, bem old-school, pesado quanto baste, boas ideias, bons riffs, solos fantásticos, melodias e ambiências épicas cativantes, secção rítmica competente. Influência directa do Heavy / Power Norteamericano da década de 80 e de bandas como Helstar, Metal Church, Iron Maiden, Iced Earth, Cloven Hoof, Manilla Road, Omen, entre outros. Para os fanáticos do US Power Metal dos 80s. 80% http://www.napalmrecords.com/

Anaal Nathrakh – Eschaton (2006) – Season Of Mist: Os fãs da facção mais extrema do Metal não necessitam de introduções aos Anaal Nathrakh. Para quem não conhece, passo a apresentar. Este novo disco (o terceiro) traz 9 novos temas de Black / Death / Grind do mais extremo possível cuspidos em pouco mais de 35 minutos de pura devastação demoníaca. Aqui e ali há introduções de alguma melodia musical e vocal, a qual apenas ajuda a aumentar a intensidade da música do AN. Participações especiais de Shane Embury (Napalm Death) e Attila Csihar (Mayhem). Ficam já avisados: isto é apenas aconselhável aos fanáticos do extremo da música! 85% http://www.season-of-mist.com/

Red Harvest – A Greater Darkness (2007) – Season Of Mist: Este é já o décimo(!) lançamento da nada Norueguesa. Apocalyptic Industrial Paranoia Metal é uma das descrições sugeridas pela própria banda. Metal Industrial para simplificar, diria eu. 10 novos temas em pouco mais de 51 minutos de Metal Industrial bem pesado, intenso, obscuro, apocalíptico, experimental. Se acham que conseguem aguentar…! 90% http://www.season-of-mist.com/

Jesus On Extasy – Holy Beauty (2007) – Drakkar / Focusion: Os Jesus On Extasy apresentam um Rock Industrial de contornos góticos e electrónicos, influência directa de nomes como Marilyn Manson, Assemblage 23, KMFDM, Tiamat, Evereve, entre outros. E de onde são os JOE? Alemanha, pois claro! Isto é tudo tão “cliché”, está tudo tão certinho e tão limpinho, as partes electrónicas / dançáveis são “catchy”, as influências góticas estão na dose certa, as letras são do mais simples possível (chegam a ser infantis até). E não digo isto tudo no sentido positivo, muito pelo contrário! Parece que foi tudo orquestrado para dar certo, está tudo tão bem estudado para vender. Isto chega a ser tão “kitsch” (ou “apimbalhado”, se quiserem) que até pode dar certo! Nem sei se estou a odiar ou se isto se está a entranhar aos poucos. Resta ouvirem e tirarem as vossas próprias conclusões. Resta ainda referir que o disco fecha com uma remistura de “Assassinate Me” (um dos temas mais “kitsch” que já ouvi neste género!) pelos KMFDM. 75% http://www.focusion.de/


RDS

The Danse Society International – Looking Through (2007) - Anagram / Cherry Red

Esta é uma re-edição do terceiro e último disco dos Goth Rockers Britânicos The Danse Society International (denominação neste disco pois anteriormente tinham a simples designação Danse Society). O disco foi originalmente lançado em 1986 e vê agora uma re-edição na Goth Collectors Series da Anagram / Cherry Red. Apenas o álbum original, nada de temas extras, o que é pena mas, de qualquer modo, só o facto de termos novamente acesso a esta pérola do Rock Gótico Britânico dos 80s já é muito bom. Destaque para o livrete que contém um interessante e esclarecedor texto sobre a banda escrito por Alex Ogg, além de discografia completa e detalhada. Essencial! 90% http://www.cherryred.co.uk/
RDS

Thursday

Blood & Roses – Same As It Never Was: The Collection (2007) – Anagram / Cherry Red

Mais um excelente disco por parte da Cherry Red que recupera material perdido no tempo. Esta faz parte da sua colecção Goth Collectors Series e estamos a falar dos Britânicos Blood & Roses. Ao todo são 21 temas de Gothic Deathrock que abraça diversas fases da banda. Inclui-se aqui o álbum “Enough Is Enough”, na sua totalidade, junto a temas de EPs, compilações e raridades. Entre as faixas encontram-se ainda duas versões de temas de bandas sonoras de John Carpenter. Típico Rock Gótico Britânico da primeira metade da década de 80, com uma forte componente roqueira, ambiente negros e densos, tudo complementado por voz feminina. A complementar a música temos ainda um texto escrito pelo guitarrista Bob Short, discografia e fotos. Mais uma descoberta que acabei de fazer e que me agradou imenso! Goth Rockers por esse mundo fora, esta é uma compra obrigatória! RDS
85%

Thursday

Cinemuerte – Born From Ashes (2006) – Raging Planet Records

Cinemuerte é um duo que surge das cinzas dos Nua que nem Fénix renascida (tinha mesmo que usar a brincadeira!). Fusão de Rock, Pop, Gótico, Metal e alguma electrónica. Influências, é difícil dizer pois estão bem assimiladas e dissimuladas. São cerca de 49 minutos divididos em 12 temas, entre os quais uma particular versão de “Entre Dos Tierras” dos extintos rockers Espanhóis Heroes Del Silencio. É este o único ponto fraco do disco, pois o tema esta irreconhecível. Claro, as versões têm que ter sempre o cunho da banda que a faz, mas aqui, só mesmo a letra é do original, não se vislumbra nem uma pequena réstia da melodia original. É um tema dos Cinemuerte com a letra do referido tema dos Heroes Del Silencio. Podia ter ficado para outra edição, single, compilação ou até mesmo como faixa escondida. Há ainda uma parte multimédia a mencionar mas apenas tem umas fotografias, podia estar mais completa, as fotos podiam vir no livrete do CD, faltava era um video ou dois. Tirando esta versão e a faixa multimédia, todo o disco está soberbo! Os Cinemuerte abordam a sua música como a arte que é, logo no formato da banda (um duo) isso é notório, também o é nas letras, na apresentação do disco, assim como em todo o conceito e pequenos pormenores que rodeiam a banda no geral. Um disco de músicos / artistas / performers que pode agradar tanto a mentes mais abertas a este tipo de liberdades e conceitos artísticos como também ao comum ouvinte, pois todos os temas têm uma abordagem muito Pop e de formato de canção com melodias e refrões orelhudos. Dá gosto ver que ainda há gente que se preocupa com o lado artístico da música e tenta criar algo de si e não uma mera cópia pálida do que os outros fazem ou fizeram. Uma excelente surpresa e uma pedrada no charco do marasmo musical e cultural do qual padece Portugal actualmente. RDS
90%
Raging Planet Records: www.ragingplanet.web.pt
Cinemuerte: www.cinemuerte.net / www.myspace.com/cinemuerte