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Sunday

Jack Foster III – Jazzraptor’s Secret (2008) – Progrock

O músico Norte-Americano Jack Foster III (voz / guitarra; Mojophonic, Full House) regressa com o 4º disco de originais, “Jazzraptor’s Secret”. Neste faz-se acompanhar por Trent Gardner (teclas; Magellan) e Robert Berry (bateria, baixo). São 10 temas de Symphonic Rock o que nos apresentam estes 3 músicos. Composições geniais, fantásticos riffs e solos de guitarra, uma secção rítmica segura e competente, teclados ambientais bem encaixados, tudo encimado pela fabulosa voz de Foster. Ora mais roqueiros, ora mais introspectivos, mas sempre com muita melodia (tanto a nível instrumental como vocal). Gostei muito. Irá com certeza agradar a fãs de nomes como Genesis, Yes, Asia, Pendragon, Kansas ou Magnum. 85% http://www.jazzraptor.com/ / http://www.progrockrecords.com/
RDS

Wednesday

Diesel-Humm! – Stop The War (2007) – Radical Records

“Stop The War” é a estreia em longa duração dos Diesel-Humm! O disco foi editado em 2007 mas só agora me chega às mãos um exemplar do mesmo. Ao todo são 13 temas que percorrem o caminho do Hard Rock clássico, mas com uma roupagem moderna. A produção é a habitual no género, limpa e perceptível, mas um som algo mais cheio poderia beneficiar a banda, principalmente na bateria que ficou “limpa” demais (e um pouco alta), na minha opinião. De qualquer modo, o som está muito acima daquilo que se ouve noutras produções nacionais. Quanto à música em si, o disco torna-se algo repetitivo a meio caminho, mas mesmo assim temos temas muito fortes como a abertura “Harmonic Pain”, “(Stop) No More War”, “Strange Soul” ou “Diesel What?”. Apesar da corrente velha escola dos Diesel Humm! a banda não tem medo de experimentar coisas diferentes como o violino em “Harmonic Pain” ou os samplers electrónicos em “Strange Soul” e “Looking For Promise Land”. A balada “One More Time” é algo frouxa e melosa e poderia ter ficado melhor, mas “Falen Deep Inside” já soa mais a “power ballad” roqueira e a voz feminina ajuda muito ao produto final. A passagem rap em “Monster Of Silence” está algo desenquadrada, mas em “Devils Woman” já está melhor enquadrada. “Stop The War” tem os seus altos e baixos mas, no geral, é um disco agradável de se ouvir. Recomendado a fãs de Hard Rock dos 80s, Glam Rock e bandas Alemãs e Nórdicas do género. 65% http://www.diesel-humm.com/ / www.myspace.com/dieselhumm
RDS

Thursday

Adam West – ESP: Extra Sexual Perception (2008) – People Like You

Os Adam West estão de volta com mais uma descarga de Rock ‘N’ Roll / Punk / Hard Rock. São 12 novos temas rápidos, groovy, enérgicos, crus, agrestes, barulhentos, selvagens, puros. O som dos Norte-Americanos continua na mesma, portanto. E isso é óptimo! Para quem ainda não conhece (o quê?), imaginem uma fusão de 60s Psychedelic Rock, 60s Garage Punk, Punk ‘77, 70s Heavy Rock, Hard Rock / Punk da cena Australiana dos 70s e bandas como Motörhead, AC/DC, Rose Tattoo, MC5, Misfits, Black Sabbath, Stiff Little Fingers, Vibrators, Radio Birdman e Iggy & The Stooges. A produção crua e suja, tipo ensaio na garagem, ajuda muito ao espírito “old-school” e pureza da música. Riffs fabulosos, ritmos que convidam ao movimento, voz rouca, atitude a rodos. Nunca os vi ao vivo mas deve ser uma festa! Punho fechado no ar, cerveja na mão, cara de mau (com um sorriso a escapar pelo canto da boca), muito suor e “headbanging”. Estão vivos e recomendam-se! 80% www.fandangorecs.com/adamwest / www.myspace.com/adamwestrocks / http://www.peoplelikeyourecords.com/
RDS
-
Adam West - You´re My Solar Flare

Monday

Paganini – Medicine Man (2008) – PaZouZou / GerMusica

Marco Paganini já foi vocalista dos Britânicos Tygers Of Pan Tang e dos Alemães Viva. Depois de deixar os Viva, embarcou numa carreira solo, na qual já trabalhou com diversas nomes da cena Hard Rock. Hard Rock melódico de influências Glam e Blues Rock é o que ouvimos nos 11 temas de “Medicine Man”. Nada de original por aqui, soa até datado. Parece que ainda há pessoal que ficou agarrado aos 80s. Não que isso seja mau mas, uma modernização do som não fazia nada mal ao senhor Paganini. A voz faz-me lembrar uma fusão entre Alice Cooper, Tom Keifer (Cinderella) e Jesper Binzer (D.A.D.). Isto já foi feito nos 80s. Para efeitos de saudosismo, eu prefiro ouvir os originais. Para trintões fãs de Alice Cooper (fase Trash / Hey Stoopid), D.A.D., Cinderella, Ramones, Guns ‘N’ Roses, Poison, Quiet Riot ou White Lion, por exemplo, e que viveram a era Glam Rock. 50% http://www.paganini.ch/ / http://www.germusica.com/
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Charing Cross – We Are… Charing Cross (2008) – Metal Heaven

Apesar de terem tido uma breve existência nos 80s e, após isso, uma reformulação em 1993, só em 2008 é que estes Suíços vêem a sua estreia em disco. Produzido pela própria banda, este “We Are… Chring Cross” inclui 12 temas de Hard ‘N’ Heavy com muito Groove, forte, melódico e com boa onda. Infelizmente, o que nos oferecem não é muito original e já foi feito inúmeras vezes por outras bandas. E com resultados bem mais positivos. Mas não me interpretem mal, o que aqui está é bom, mas não atinge a meta do genial. Nem de longe. Alternam entre os temas de Hard Rock mais melódicos e groovy e os temas mais rápidos de Heavy Metal (com algumas tendências Power). Como não podia deixar de ser, a famigerada “power ballad” também marca presença. Pretty Maids, Stratovarius, Europe, Victory, Ratt ou Edguy são nomes a ter em conta quando se fala dos Charing Cross. Ouve-se bem mas acaba por se esgotar rapidamente. Para os completistas e fãs “diehard” do género. 65% http://www.charing-cross.ch/ / http://www.metalheaven.net/
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Dreamtide – Dream And Deliver (2008) – AOR Heaven

Este é já o terceiro disco dos Germânicos Dreamtide e o primeiro para a AOR Heaven. A banda inclui músicos que tocam ou tocaram com Fair Warning, Scorpions ou Uli John Roth. Hard Rock melódico de tendências AOR é o que nos oferecem nestes 14 temas (são 70 longos minutos de música). Excelentes músicos, uma voz fantástica, melodias cativantes, refrões cantaroláveis, tudo faz as delícias do amante deste tipo de sonoridade. Os Dreamtide apostam naquele típico formato de canção que já fazia falta. Hoje em dia todos querem demonstrar uma técnica instrumental exacerbada, com aquelas tendências progressivas, e acabam por se esquecer do mais importante: a canção em si. Gostei do que ouvi mas, como já disse, o álbum é muito longo e peca por isso mesmo. Os “velhinhos” 40 minutos servem o seu propósito. É mesmo necessário encher o CD ao máximo? Então incluam alguns extras em formato multimédia, se a intenção é agradar o consumidor (leia-se: os desgraçados dos fãs que pagam balúrdios por um CD em detrimento de o “baixar” da net). São muitos temas que acabam por saturar e, principalmente, porque a maior parte dos temas alinha na power ballad melosa. Queremos mais “rockers” e menos “ballads”! Para fãs de Scorpions, Whitesnake, Europe, Pretty Maids, Survivor ou Helloween (na sua faceta mais Hard Rock). 65% http://www.dreamtide.de/ / http://www.aorheaven.com/
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Sunday

Stonefuze – Stonefuze (2008) – CM Sweden / Rivel Records

Desde 1989 até hoje, estes Suecos Stonefuze passaram por diversas mudanças a nível de denominação (Cornerstone, Cornerstone SWE, Stonefuze) e de sonoridade (desde os inícios Southern Rock com algum material acústico, passando por um Blues Rock, até ao som Heavy / Hard Rock de hoje em dia). Este é o primeiro disco sob esta denominação Stonefuze e o mais pesado da banda. Hard Rock com tomates, pesadão, duro, com muita melodia, atitude e alma é o que podemos ouvir nestes 11 temas (40 minutos de duração). As influências do seu passado notam-se muito bem, desde o Southern ao Blues Rock, passando pelo Heavy Rock dos 70s. Há até alguns toques de Heavy / Doom clássico que me agradam muito. Gostei muito do que ouvi. Para fãs de AC/DC, Thin Lizzy, Black Sabbath, Deep Purple, Saxon, Rose Tattoo, Tygers Of Pan Tang, Trouble, Candlemass, Witchfinder General, Saint Vitus, Iron Maiden (inícios), Judas Priest (inícios), Godsmack, etc. 85% http://www.stonefuze.com/ / www.myspace.com/stonefuze / http://www.cmsweden.com/ / http://www.rivelrecords.com/ / http://www.germusica.com/
RDS

Monday

Dark Sky – Empty Faces (2008) – AOR Heaven

Este é já o 4º disco de estúdio para os Alemães Dark Sky. Um grande discaço de Hard Rock com uns tomates do tamanho do mundo é isso que temos aqui meus senhores! São 11 temas, entre as quais uma fabulosa versão hard-rock de “Maniac” de Michael Sembello, de puro Hard Rock com muitos elementos “old school” mas com uma orientação bem moderna. Boas ideias, guitarradas do caraças, melodias “catchy”, solos fabulosos, secção rítmica bem potente e segura, voz forte mas com muita melodia. A grande virtude dos Dark Sky é conseguirem escrever grandes malhas, com identidade, com muito potencial radiofónico mas sem perder aquele “feeling” Hard Rock puro. A maior parte dos temas tem refrões bem orelhudos, daqueles que ficam bastante tempo na cabeça após a audição do CD, tais como “Hand Up”, “Empty Faces” ou ainda a já referida “Maniac”. Recomendo vivamente! 85% http://www.dark-sky.de/ / http://www.aorheaven.com/
RDS

Em retrospectiva:
Dark Sky – Living & Dying (2005) – AOR Heaven
O gozo com que ouvi o novo trabalho deste Germânicos fez-me ir procurar a sua anterior oferta no meio do pó do armário dos CDs. “Living & Dying” soa mais 80s do que o novo disco, é mais melódico e tem uma certa aproximação AOR. Contém também grandes malhas com refrões memoráveis como “Save Our Souls”, “Living & Dying”, “Back Again”, “Play The Game” ou “Cute Little Lies”. Prefiro o novo trabalho mas, de qualquer modo, este não fica muito atrás da novidade “Emtpy Faces”. A (re)descobrir urgentemente.
70%
RDS

Soul Doctor – That’s Live! (2008) – Metal Heaven

Primeiro disco ao vivo para os Alemães Soul Doctor. “That’s Live!” é composto por 13 temas, retirados dos 4 discos de estúdio da banda, gravados entre 2005 e 2007, supostamente na Europa (apenas se ouvem apresentações de temas em Alemão). Não sou particularmente fã deste tipo de “manta de retalhos”, preferindo a gravação de um único concerto, no entanto, o disco está feito de modo a parecer um único espectáculo, e o som foi retocado em estúdio para dar essa sensação. Não gosto deste tipo de discos semi-live. A interacção com o público na sua língua materna também corta algum do feeling para quem não fala alemão. Hard Rock de linhagem tradicional e roqueira, longe das tendências mais pesadas do género é o que nos apresentam. Há algum peso, isso é verdade, mas a melodia e o feeling roqueiro é que comandam. Não sei porquê, este tipo de bandas faz-me lembrar uma concentração motard. Não é bem o meu estilo mas, para os apreciadores de nomes como AC/DC, Rose Tattoo, Scorpions, Whitesnake, Tygers Of Pan Tang, Saxon, e outros que tais, vão gostar com certeza. Fica ainda a informação de que existe uma edição dupla na qual se tem direito a um 2º disco com raridades. 65% http://www.souldoctorrocks.com/ / www.myspace.com/souldoctorrock / http://www.metalheaven.net/
RDS

Saturday

Silent Planet Promotions

Chegou-me às mãos, recentemente, mais um pacote promocional com vários discos de Hard Rock e Heavy Metal, na linha mais tradicional, por parte da Silent Planet Promotions (http://www.silentplanetpromotions.com/). Alguns destes não são recentes mas, como a boa música não passa do prazo de validade, ainda vêm a tempo e são mais que bemvindos. Passo então a escrever umas breves considerações acerca de cada um dos registos.

Lanfear – Another Golden Rage (2005) – Nightmare Records
Enquanto não chega o novo trabalho de estúdio, os Alemães Lanfear apresentam aqui 11 temas de Heavy Metal tradicional na veia US Heavy / Power, puro, verdadeiro, sentido. Toques de Progressive Metal dão também o seu ar de graça e apimentam a coisa. Nomes como Helstar, Metal Church, Queensryche (inícios), Fates Warning, Iced Earth ou Dream Theater não serão estranhos a quem ouvir os Lanfear pela primeira vez. Grandes riffs e solos de guitarra, uma secção rítmica segura e competente e, acima de tudo isto, uma voz surpreendente. Já se fez melhor é certo, mas também já se fez pior. Longe de ser uma obra-prima, é um excelente disco de Heavy tradicional como já (quase) não se faz. Tem garra, tem alma, tem força, tem o verdadeiro espírito metaleiro. Querem melhor? 85% http://www.thelanfear.com/ / http://www.nightmare-records.com/

Madmen & Dreamers – The Children Of Chidren, An Original Rock Opera (2000)
Este é já de 2000 mas só agora tenho a hipótese de o ouvir. Trata-se, como o título indica, de uma “rock opera”. Disco duplo, 33 temas (intros e interlúdios contabilizados), Rock Progressivo de orientação tipicamente white rock / prog / metal (leia-se: cristão). O conceito lírico é algo rebuscado, lamechas, cheio de mensagens de vida, demasiado “bonitinho” e mundano para agradar ao comum apreciador de rock. Eu dispenso. Fica a música, e essa, até agrada. Mas até certo ponto. Rock Progressivo de ambientes sinfónicos, muito calminho, cliché quanto baste, nada de extraordinário. Original como clama o subtítulo? Nem pensar. Apenas para apreciadores “diehard” do género. Os outros afastem-se rapidamente. 40% http://www.madelf.com/ / http://www.madmen-and-dreamers.com/

Saint – Crime Scene Earth (2008) – Armor Records
Novo disco de estúdio para os veteranos Saint, no activo desde meados da década de 80. Hard ‘N’ Heavy duro, cru e com melodia quanto baste. As inspirações Judas Priest são mais que notórias. Ao ponto de cópia descarada, pode dizer-se. Aliás, temos até direito a uma versão de “Invader” da mítica banda Britânica. Black Sabbath (fase 80s), Iron Maiden (fase 80s), Accept e Saxon são outros nomes que podem vir à memória. Há aqui algumas ideias boas mas a colagem aos Priest não lhes dá muita margem para manobra. A produção crua, primitiva e caseira também não ajuda muito. Vale a pena por temas como “The Judas In Me” ou “Lost”. Pouco acima da média. Apenas para fãs e completistas deste tipo de Metal mais old-school e in-your-face. 55% http://www.saintsite.com/

Sandalinas – Living On The Edge (2005) – Nightmare Records
É a segunda vez que me chega às mãos (e ouvidos) este fabuloso disco de Sandalinas. Da 1º vez foi a edição Europeia por parte de Massacre. Ora, esta é a edição Norte-Americana por parte da Nightmare. A diferença está apenas no selo que acompanha o disco, pois de temas extra nada. O Espanhol Sandalinas alia-se aqui ao vocalista Apollo Papathanasio (Firewind) e a músicos de sessão mais que competentes para criar 10 temas de Heavy Metal melódico, forte, intenso. As guitarras estão em clara evidência, mas a voz de Papathanasio está ao mais alto nível e encaixa perfeitamente na música de Jordi Sandalinas. A secção rítmica segura, forte e extremamente flexível ajuda muito a segurar os elementos atrás evidenciados e, pode-se dizer, eleva-los e outro nível. Temas como “All Along The Everglades”, “Follow Me”, “If It Wasn’t For You” ou “The Conqueror” ficam na cabeça muito tempo após a audição. Fãs de Iron Maiden, DIO, Rainbow, Yngwie Malmsteen, Helloween, Europe, Whitesnake, Deep Purple, Masterplan, Jorn ou outros do género vão adorar cada segundo destes 38m30s. Aconselho vivamente. 85% http://www.sandalinas.com/ / http://www.nightmare-records.com/

Stairway – The Other Side Of Midnight (2006) – Self Released
11 temas compõem este disco dos Britânicos Stairway. Heavy Metal de inspiração Britânica (leia-se NWOBHM) com som cru e forte mas melódico quanto baste. Saxon e Iron Maiden (fase Somewhere In Time / Seventh Son) são as duas influências mais fortes. DIO pode ser outro nome a ter em conta. O que aqui está, está bem feito, tem garra, espírito, e soa sincero, lá isso é verdade. Mas será que apenas isso o poderá safar da mediania? Não me parece. Guitarras, voz, secção rítmica, tudo parece estar no ponto certo. Mas falta qualquer coisa que nos leve a abanar a cabeça com mais força e nos faça sacar da nossa “air guitar”. Falta aquele “je ne sais quoi”, como se costuma dizer. De qualquer modo, fãs deste estilo “velha escola” vão gostar. Experimentem e depois digam qualquer coisa. 65% http://www.stairwayonline.co.uk/ / www.myspace.com/stairway

RDS


Friday

Incrave – Dead End (2008) – Ulterium Records / Metal Heaven

No meu primeiro contacto com a banda, fui induzido em erro em relação à sua orientação musical. A estética e apresentação geral da banda podem confundir. Cabelo curto, camisa branca, fato e gravata. A primeira ideia que me veio à cabeça foi: Metalcore / Hardcore com orientações melódicas e/ou Emo. Depois é que peguei na nota de imprensa e descobri as andanças deste sexteto Sueco. Nomes como Morgana Lefay, Tad Morose, Nocturnal Rites ou Dream Evil são apresentados. Ainda fiquei mais confuso. Ok, agora tenho mesmo de ouvir isto. E não é que é os jovens sabem o que fazem?! A música enquadra-se perfeitamente nos territórios de acção das bandas atrás citadas. Heavy / Power da linha Europeia, de contornos melódicos, com ideias da velha escola, mas com uma orientação mais moderna. Algumas ideias de Hard Rock, AOR e até Metal Gótico, assim como alguns samplers electrónicos, dão o ar de sua graça ao todo. Não é nada de novo ou original, mas é bem tocado, contém boas ideias, riffs direccionados essencialmente para a melodia, secção rítmica competente e uma voz fenomenal. Gostei muito disto. Mais informações essenciais: este é o segundo disco, foi misturado e masterizado por Per Ryberg (Morgana Lefay, Tad Morose, Bloodbound) e a capa é da responsabilidade de Kristian Wahlin (At The Gates, Emperor, Therion). Recomendo aos amantes de um Heavy Metal mais melódico. 70% http://www.incrave.se/ / www.myspace.com/incrave / http://www.ulterium-records.com/ / http://www.metalheaven.net/ / http://www.germusica.com/
RDS

Saturday

Tempestt – Bring ‘Em On (2008) – Metal Heaven

Os Brasileiros Tempestt iniciaram o seu percurso como banda de versões de Journey, Kansas, Europe, Queen, Bon Jovi ou Dream Theater, entre outras. Em pouco tempo conseguiram oportunidades de ouro como tocar com Billy Sheehan ou como banda de suporte de Jeff Scott Soto na sua digressão Brasileira. Deixaram as versões de lado e passaram e compor originais. Este “Bring ‘Em On” é o resultado desse trabalho. Uma das atracções desta estreia é um dueto do vocalista BJ com Jeff Scott Soto em “Insanity Desire”. Aliás, algo que me chamou a atenção nestes Tempestt foi mesmo a pronúncia do vocalista. Um inglês perfeito, coisa rara nas bandas de origem latina (Brasileiras, Espanholas, Sul-Americanas, Italianas e Gregas) que têm uma pronúncia horrível que arruína a parte instrumental, por muito boa que esta seja. Aqui isso não acontece. Quanto à parte instrumental, estamos a falar de um Hard Rock melódico com alguns toques de AOR, Heavy Metal e Progressivo. A influência dos nomes acima citados prevalece e as 9 faixas (mais 2 bónus) que constituem o disco assim o comprovam. Aliás, um dos temas bónus é uma versão de “Don’t Stop Believin” dos Journey, resquício dos seus tempos de banda de covers. Além desses nomes podemos incluir aqui também Jeff Scott Soto e Queensryche como referências. Tens bons riffs, melodias e solos; uma secção rítmica competente; uma voz é perfeita para o género. Simples, directo, apenas com alguns apontamentos mais técnicos para “adoçar” a coisa, mas sempre com muito “feeling”. Há aqui muitos temas fantásticos mas posso destacar “Insanity Desire” (com JSS), “Enemy In You” (com um refrão bem “catchy”), “Lose Control” e a versão de “Don’t Stop Believin”. Gostei do que ouvi nestes 59 minutos. Longe de ser um disco essencial, é uma boa opção para quem gosta de Hard Rock melódico. 80% http://www.tempestt.com.br/ / www.myspace.com/tempesttbrasil / http://www.metalheaven.net/
RDS

Ancara – Beyond The Dark (2008) – Metal Heaven

Este é o disco de estreia para os Finlandeses Ancara. Pelo país de origem já podem ter uma ideia da linha musical da banda. Heavy / Power Metal bem melódico, alegre, certinho, ora a meio tempo, ora mais rápido. Estes Ancara têm as suas influências na linha oitentista, Hard Rock melódico, AOR e Heavy tradicional de nomes como Rainbow, DIO, Europe, Whitesnake, Journey, Survivor, Stratovarius, Edguy, Royal Hunt ou os Portugueses Tarantula. O disco foi lançado originalmente em 2006 pela própria banda e vê agora uma edição Europeia pelas mãos da Metal Heaven. Além dos 8 temas originais, temos ainda direito a 2 temas e 2 vídeos como bónus. A capa do disco é algo obscura para o género, mas não se deixem enganar. O que aqui encontram é Heavy Metal bem. Gostei particularmente de “Deny” e “Just For Me” (os dois temas de apresentação em formato vídeo). Longe de ser um dos grandes discos de 2008, “Beyond The Dark” demonstra já algumas capacidades por parte da banda. Aguardemos pelo segundo trabalho para a confirmação, ou não, destes Ancara. Para fãs de Hard ‘N’ Heavy mais melódico e tradicional. 65% http://www.ancarasite.com/ / www.myspace.com/ancara / http://www.metalheaven.net/
RDS

Monday

LoudLion "The Hills Have Eyes" (The Hills Have Eyes II OST 2007)

The Black Halos – We Are Not Alone (2008) – People Like You Records

Ah, mais um álbum de originais destes Canadianos! Toda a sua discografia é fabulosa. Este novo “We Are Not Alone” não foge à regra. O estilo é o mesmo de sempre, não há nenhuma mudança em relação ao passado, não há experimentações. E isso é não é propriamente mau. Pelo contrário. Para uma banda destas, mais do mesmo significa mais do melhor. Fusão Punk, Rock ‘n’ Roll, Glam e Hard Rock. Sex Pistols, Vibrators, New York Dolls, Social Distortion, Johnny Thunders, AC/DC, Tattoo Rose, Motörhead, Ramones, Kiss, Johnny Cash, MC5, Backyard Babies, Rancid e Bouncing Souls, tudo no mesmo caldeirão. São 12 novos temas sing-a-long, descontraídos, divertidos, cheios de alma, divididos em cerca de 41 minutos produzidos pelo conceituado Jack Endino (Nirvana, Soundgarden). Aconselhável a fãs do género. Rock ‘N’ Roll Up Your Ass! 75% http://www.blackhalos.net/ / www.myspace.com/blackhalos / http://www.peoplelikeyourecords.com/
RDS

Thursday

Terry Bogus – Promo EP (2007) – Self released (English Translation)

Facts: Terry Bogus is from the Netherlands. Terry Bogus was born from the ashes of Fake No More, just like the mythogical Phoenix. Fake No More was a Faith No More tribute band. The FNM phantom is here to haunt them. This is their debut EP. The EP is available for free download in their official website.

I. Locked: Energic Rock. Reminiscent of the FNM’s King For A Day / Album Of The Year era. It doesn’t hits the 2 minutes long. Simple but effective. 85%
II. Candy Smile:
More melodic but with some experimental touches. Tomahawk comes to mind. Voice with megaphone. Great chorus. 80%
III. Sospecha De Tu Muerte:
Interlude. Sampled base. Spanish spoken-word. It is so kitsch that it may even work. 60%
IV. One Single Bite:
The Patton phantom. A fusion of Tomahawk from the self titled record and FNM era The Real Thing. Another great chorus. 85%
V. Quaere:
It begins with vinyl scratchings. Softer tune. Lead vocals kinda out of tune. Sci-fi and Hawaiian sounds. Once again, it sounds so kitsch that it functions well. 70%
VI. Running Home:
More experimental oriented tune. The FNM ghost haunting them once again. Reminiscent of their early Funk Rock. The final segment is awesome! Love the final result. 90%
VII. Today Is The Day:
Trip Hop oriented Pop / Rock song. Love the main idea but they didn’t managed to accomplish such a great tune. It lacks something. 65%
VIII. 54321:
The heaviest and most experimental tune in this EP. Epic and orchestral keyboards in the good old fashioned FNM style. I really loved this one. 90%

Final Percentage: 80%
Review: RDS
Connection in the web: www.terrybogus.com

Terry Bogus – Promo EP (2007) – Edição de Autor

Factos: Os Terry Bogus são Holandeses. Os Terry Bogus renasceram das cinzas dos Fake No More, tal como a mitológica Fénix. Os Fake No More eram uma banda de versões de Faith No More. O fantasma FNM está presente para os assombrar. Este é o EP de estreia. O EP está disponível para download gratuito no website oficial.

I. Locked: Rock enérgico. Reminiscente da fase King For A Day / Album Of The Year dos FNM. Não chega aos 2 minutos. Simples mas eficaz. 85%
II. Candy Smile: Mais melódica mas com toques experimentais. Tomahawk vem à cabeça. Voz com megafone. Grande refrão. 80%
III. Sospecha De Tu Muerte: Interlúdio. Base samplada. Spoken-word em espanhol. É tão kitsch que até é capaz de resultar. 60%
IV. One Single Bite:
O fantasma Patton. Fusão Tomahawk do 1º disco com FNM fase The Real Thing. Mais um grande refrão. 85%
V. Quaere:
Inicia com crispar de vinil. Malha mais ligeira. Vocalização meio fora de tom. Sons meio sci-fi meio hawaiano. Mais uma vez, é tão kitsch que até resulta. 70%
VI. Running Home:
Mais experimental. O fantasma FNM mais uma vez a aparecer. Reminiscências dos primórdios Funk Rock da extinta banda. A parte final é fantástica! Gostei do resultado final. 90%
VII. Today Is The Day:
Pop / Rock de contornos Trip Hop. Gostei da ideia mas não conseguiram um resultado satisfatório. Falta qualquer coisa. 65%
VIII. 54321:
A malha mais pesada e experimental do EP. Teclados orquestrais e épicos bem ao estilo de FNM de antanho. Gostei muito desta. 90%

Percentagem Final: 80%
Crítica: RDS

Ligação na rede: http://www.terrybogus.com/

Wednesday

Crown Of Glory – A Deep Breath Of Life (2008) – Metal Heaven

Os Crown Of Glory são Suiços e “A Deep Breath Of Life” é o seu disco de estreia através da Metal Heaven. O disco é composto por 11 temas de Power Metal com influências de AOR / Hard Rock e alguns toques (poucos) neoclássicos. São cerca de 62 minutos do mais puro Power Metal Europeu, hiper-melódico, pomposo, épico. Todos os tiques do género estão cá. Mas está muito bem feito e muitos pontos acima da média. É até muito melhor do que os últimos trabalhos de Stratovarius, por exemplo. A referida banda Finlandesa é uma das inúmeras influências destes Transalpinos, a par de Sonata Arctica, Edguy, Royal Hunt, Rhapsody Of Fire, Pretty Maids ou Europe. A produção mais “pesada”, em especial na bateria que está potente, o som bem nítido e alguma heterogeneidade (que falta a algumas bandas) ajudam muito ao resultado final. Peca apenas por ser algo longo. Um par de temas a menos, que estão apenas a “encher”, e ficaria muito melhor. Longe de ser a salvação de um género preso às suas restritas fórmulas, “A Deep Breath Of Life” é um disco que se destaca das inúmeras edições da mesma área musical que nos invadem hoje em dia. Falta ainda referir que o disco foi misturado por Dennis Ward dos Pink Cream 69. Apenas para os fãs deste tipo de Heavy / Power mais melódico. Os detractores do género mantenham-se a milhas porque vão odiar! Fica o aviso feito. 70% http://www.crown-of-glory.ch/ / http://www.metalheaven.net/
RDS

Wednesday

The Pussybats - Promotional CD (2007)

Este é um CD promocional com 5 temas dos Alemães The Pussybats. Além dos 5 temas áudio, o CD inclui uma faixa multimédia com mais algumas faixas em mp3, vídeo para um dos temas, entrevista em vídeo e algumas informações adicionais. Gothic Rock bem forte, roqueiro, melódico, com toques Glam e Hard Rock. A primeira banda que vem à cabeça é mesmo The 69 Eyes, tanto a nível instrumental como vocal. A banda aponta ainda nomes como Backyard Babies, AC/DC, The Sisters Of Mercy ou Johnny Cash. Refiro ainda passagens que remetem para Fields Of The Nephilim. Na vertente estética há uma fusão de The 69 Eyes com Mötley Crüe. Gostei do que ouvi, mas a descarada colagem à já referida banda Finlandesa é demasiado forte para o seu próprio bem. Pode ser que num próximo trabalho consigam uma identidade própria. O potencial está lá. Aguarda-se o disco de estreia e o que de bom (ou mau) nos poderá trazer. 65% http://www.thepussybats.com/ / www.myspace.com/thepussybats / http://www.extratours-konzertbuero.de/booking/thepussybats.html
RDS