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Friday

Evergreen Terrace - Entrevista

- Evergreen Terrace (meaning of the name, short bio, discography, highlights, …):
Our name is from the Simpsons. We have been around a long time and seen a lot of shit. It has and still is fun. We have released a bunch of records but the only one you need to know about is Wolfbiker. The highlight of this band is when we hung out with Vanilla Ice, my life has not been the same since.

- “Wolfbiker” (rehearsing / writing process, recording process, label, …):
We practice a few times a week and worked on writing when we had new material. We wrote about 8 songs and then realized that they sucked ass so we started the writing process over. It took about 4 months to write and record Wolfbiker. Theses songs seemed to pour out of us for the most part, nothing was really forced, we just wrote what we liked and hopefully others will be into as well.

- Lyrics (influences, subjects, ideas, messages, …):
The lyrics are written about life and how we feel about life. From politics to religion to relationships to struggling in this world; they are all real and straight from the heart.

- Album frontcover / artwork (who, why, meaning, …):
Shaun Thurston did the artwork, he is a rad local artist in our town and it was a pleasure working with him. He did a great job capturing the feeling that they music produces.

- Live tour to promote the new record:
We are about to head out with August Burns Red, The Warriors, and Casey Jones. Then in Sept go out with Strung Out and then in December hit up Europe with Hatebreed, Agnostic Front, Ignite and more on the Persistence Tour. Then in Jan/Feb we will be out with As I Lay Dying.

- Musical (and other) influences:
Willie Nelson

- Final Message:
Leave it at the beep.


Entrevistador: RDS
Entrevistado: Joshua James (Guitar)
-
Evergreen Terrace: www.evergreenterracehxc.com / www.myspace.com/evergreenterrace
Metal Blade: www.metalblade.de

METAL BLADE RECORDS - Julho / Agosto 2007

The Red Chord - Prey For Eyes (2007): Segundo disco para estes Norteamericanos. Grind / Hardcore / Noisecore e alguns apontamentos Thrash / Death, muito técnico, mudanças bruscas, ritmos esquizofrénicos, riffs inventivos, ora rápido ora lento, letras perfeitamente insanas sobre os mais variados temas, misto de inteligência e humor sarcástico. Participações especiais de Nate Newton (Converge), John Davy (Job For A Cowboy) e Mirai Kawashima (Sigh). Gostei muito mais deste do que do primeiro lançamento, o qual não me tinha chamado muito a atenção. 90% www.theredchord.com / www.myspace.com/theredchord

Evergreen Terrace - Wolfbiker (2007): Mais uma Norteamericana. Novo trabalho, o primeiro para a Metal Blade. Para quem não conhece a banda, estes praticam um Hardcore de influências Punk Rock, Screamo e Metal. Já tinha ouvido outros trabalhos da banda antes e a base era mais Punk Rock, tingido por outros estilos, aqui a base é mais Hardcore e o resto dos estilos servem para "colorir" o resultado final. Está mais pesado, mais brutal, mais Hardcore, mais Metal, mas mantém a faceta mais melódica do Punk Rock. Está mais interessante do que o que eu já tinha ouvido. Apesar de não ser o meu estilo do dia-a-dia, gosto de algumas ideias contidas nesta rodela. Um interessante cocktail molotov de puro Crossover. 80% www.evergreenterracehxc.com / www.myspace.com/evergreenterrace

The Absence - Riders Of The Plague (2007): Outra vinda dos USA, mas esta com sonoridades mais Europeias. Este é o segundo trabalho para os The Absence. Death / Thrash melódico inspirado na cena Sueca com alguns toques de Thrash da Bay Area a complementar. Som poderoso, rápido, brutal, mas com muita melodia. Muitos pontos acima do seu antecessor, este novo registo está muito mais Thrashado, mais técnico e mais apelativo. Fusão perfeita entre o old-school e o new-school. Produzido por Jonas Kellgren (Scar Symmetry) nos Mana Studios de Erik Rutan (Hate Eternal). Além de uma versão de "Into The Pit" dos Testament, temos participações especiais dos guitarristas James Murphy (Death, Testament), Jonas Kjellgren e Per Nilsson (Scar Symmetry), Santiago Dobles (Aghora) assim como da voz de Jonas Granvik (Without Grief, Edge Of Sanity). Recomendado! 90% www.myspace.com/theabsence

Fueled By Fire - Spread The Fire (2007): Mais uma banda dos USA, mas estes pela fotografia, deduz-se serem de origem hispânica. Este disco havia sido lançado previamente com edição de autor mas vê agora edição mundial via Metal Blade, após contacto pelo próprio Brian Slagel à banda. Thrash Metal da velha escola com toques Crossover de inícios da década de 90, influência directa de Exodus, Nuclear Assault, DRI, Metallica (fase Kill ‘Em All), Flotsam & Jetsam, Whiplash, Agent Steel, etc. Som limpo o suficiente mas com aquele toque retro da década de 80 / inícios de 90. Até a capa é velha escola! Para guardar na prateleira junto aos recentes discos revivalistas de Municipal Waste, Rumpelstiltskin Grinder ou Dekapitator. Gostei muito disto. Long live Thrash Metal! 80% www.myspace.com/fueledbyfire

Machinemadegod - Masked (2007): Alemanha. Segundo disco. Continuam com o Metalcore do primeiro disco, o estilo está a morrer, há que progredir, de qualquer modo tentam abraçar outras influências e ideias tentando assim, obter uma sonoridade mais própria que os distinga do próximo. Não o conseguem. Nem a produção de Jakob Bredahl dos Hatesphere (os discos começam a sair das suas mãos todos "iguais") safa o disco. Está ainda "mais do mesmo" que o anterior disco,s e é que me faço entender. Eles tentam, mas não conseguem. Próximo! 60% www.machinemadegod.com

Neaera - Armamentarium (2007): Outra Germânica. Terceiro disco. Mais Metalcore, este mais orientado para o lado Deathcore / Grind da coisa. É bem mais brutal que Machinemadegod mas também não convence. Muito lugar-comum, muito linear, nada de novo ou original. Ao terceiro tema já farta. Leva mais uns pontinhos que a banda anterior por ter um som mais consistente e ter uma produção mais cuidada. Mesmo assim, daqueles álbuns que eu nunca vou ouvir completo, de uma ponta à outra. Segue já para a caixinha dos promos. 65% www.neaera.com

Metal Blade: www.metalblade.de

Críticas por RDS

V/A - "Círculo De Fogo #2 Ritual" (2007)

07/07/07
V/A - "CÍRCULO DE FOGO #2 RITUAL" (2007)
DOWNLOAD + INFO (+ FAQ) @ http://www.circulodefogo.com/

Visitem http://www.circulodefogo.com/ e façam o download (gratuito & autorizado) da compilação on-line "CÍRCULO DE FOGO #2 RITUAL", direccionada para as várias tribos do metal, do rock, do punk, do hardcore, do gótico e do progressivo. Contém 18 bandas portuguesas: Alkateya, Bizarra Locomotiva, Colisão Frontal, Decayed, Defying Control, [F.E.V.E.R.], Filii Nigrantium Infernalium, Mata-Ratos, Men Eater, Obscenus, Prophecy Of Death, Shadowsphere, Tara Perdida, The SymphOnyx, Timeless, Underneath, Urban Tales e We Were Wolves.

Monday

Barafunda Total – Um Passo Para Crescer (2007) – Edição De Autor

“Um Passo Para Crescer” é o álbum de estreia dos Portugueses Barafunda Total, disco com edição de autor, atitude DIY, de resto, habitual hoje em dia. Ao todo são 12 temas em pouco mais de 35 minutos de duração plenos de força, velocidade, atitude e letras de intervenção. Som potente, grandes riffs de guitarra (por vezes sacados ao Metal / Crossover), secção rítmica forte, velocidade, alguma melodia a balançar com a agressividade natural do estilo. O disco transpira Hardcore feito em Portugal por todos os poros, denotando claras influências de Mata Ratos, Trinta & Um, Censurados, Tara Perdida, Alcoore, X-Acto, etc, lembrando fortemente o Hardcore dos 90s em Portugal, talvez a fase mais prolífica do estilo em terras lusas. Indo além dos “lugares-comuns” do estilo (bem presentes nestas 12 faixas), os Barafunda Total não têm medo de experimentar incluindo aqui e ali algumas ideias, bem encaixadas por sinal, como voz feminina (Joana Anta, “O Céu É O Limite”, com letra inspirada num poema de Ricardo Reis, pseudónimo de Fernando Pessoa) ou trompete (R. Parro, “Verdade Distorcida”), além de incorporarem algumas influências de Punk e Metal a condimentar um pouco mais o seu som. Além das participações atrás referidas temos também a voz de Dr. Bifes de Dr.Bifes E Os Psicoprátas em “Cadeira Do Poder” e de Serralha dos Acromaníacos em “Palhaçada geral”. O disco foi gravado, produzido, masterizado, e muito bem como habitualmente diga-se já, pelo Sarrufo nos Estúdios Crossover. Observação positiva para a capa, assim como o resto da apresentação visual desta rodela prateada, que está fantástica. Recomendo vivamente! RDS
85%

Saturday

Strung Out - Blackhawks Over Los Angeles (2007) - Fat Wreck Chords

Este é o novo trabalho de estúdio para os Californianos Strung Out. "Blackhawks Over Los Angeles" traz 12 novos na mesma linha musical de sempre mas com um produto final cada vez mais refinado. São pouco mais de 42 minutos de fusão Punk, Hardcore e Metal. Estão lá todas as características do Punk Rock melódico tipicamente Californiano, a velocidade e dureza do Hardcore, e os riffs e solos de guitarra e o peso da secção rítmica do Metal. Eu já gostava imenso dos anteriores trabalhos, em especial do anterior de estúdio "Exile In Oblivion" de 2004 e este novo disco traz mais do mesmo mas cada vez melhor. Rápido e pesado mas sempre com muita melodia, tanto a nível instrumental como vocal. Este é, até à data, o melhor disco dos Strung Out. Não consigo parar de ouvir esta obra de arte! Recomendo vivamente! Falta ainda referir que o disco foi produzido pelo vencedor de um Grammy, Matt Hyde (Slayer, Hatebreed), o tema de apresentação em formato de videoclip é "Calling" e há ainda uma edição limitada com um tema extra ("More than words"). RDS
95%
Fat Wreck Chords: www.fatwreck.com / www.fatwreck.de
Strung Out: www.strungout.com

Friday

Defying Control - In The Middle Of Life (2007)

Defying Control – Reflection (2007) – We Are All Liars / Go Off The Beaten Tracks / Rolling Anarky

Álbum de estreia para os Portugueses Defying Control. Eu já tinha gostado da maquete que eles me haviam enviado há uns tempos atrás e, por isso mesmo, aguardava com alguma expectativa, ou uma nova maquete, ou um disco de estreia. Ora aqui está o disco, o qual é uma edição conjunta de 3 editoras de distintas proveniências, e com distribuição nacional via Rastilho e Compact. Este disco segue na mesma linha da maquete que eu já conhecia, fusão de Punk Rock com algum Hardcore (na sua linha mais melódica), alguns toques de Metal (uns riffs aqui e ali) e até mesmo algum Emo (notória em passagens mais calmas). Para uma rápida descrição da sonoridade da banda, imaginem os Satanic Surfers com algumas passagens à la Metallica fase “Master Of Puppets”. Por vezes vêm à memória os extintos Gibberish (o tema “Turn It Off” faz mesmo lembrar estes portugas). Há por aqui ainda um par de participações especiais de membros de Switchtense e Devil In Me que servem apenas como isso mesmo, participações de amigos, pois estas não trazem nada de novo à faixa em questão, apenas um sentido de união no Underground nacional, o qual é sempre bemvindo e saudado fervorosamente. Não é nada de novo mas está bem feito e há aqui boas ideias bem executadas. Bem mais interessante do que o que algumas bandas Portuguesas andam a fazer sob a designação de Punk Rock. Ao todo são pouco mais de 33 minutos divididos em 10 faixas direccionados para quem gosta do material dos inícios da Epitaph e da Fat Wreck, ou seja, aquele Punk Rock bem rápido e com muita melodia, assim como para fãs de Satanic Surfers, NOFX, Bad Religion, Snuff, Screeching Weasel, Suicidal Tendencies, Ignite, Guns ‘N’ Wankers, Funeral For A Friend, Lagwagon, Trivium, entre outros. RDS
80%
Defying Control: www.defyingcontrol.com / www.myspace.com/defyingcontrol

Wednesday

Fiona At Forty – Bloodloss Is A Sport (2007) – Raging Planet Records

“Bloodloss Is A Sport” é o álbum de estreia dos Portugueses Fiona At Forty, através da também Portuguesa Raging Planet. O primeiro nome que vem logo à cabeça ao ouvir estes FAF é At The Dive-In. A extinta banda parece ter um lugar privilegiado nas discografias pessoais dos membros da banda Portuguesa. Mas não se ficam pela mera cópia, os FAF conseguem inserir na sua sonoridade outros elementos e influências. Emo, Rock, Hardcore, Screamo e algum Metal fazem a sua fusão nestes 10 temas, entre os quais se encontra uma versão de “My Funny Valentine”, um standard do Jazz, aqui devidamente transferido para o Universo Fiona At Forty. Som potente, limpo, com muita atitude e garra, um trabalho de composição cuidado, mas sempre com uma forte inclinação para os territórios da já referida banda de inspiração (não que isso seja mau, pelo contrário). Um pouco mais de rodagem ao vivo e de garagem podem trazer um segundo álbum com mais identidade. Falta ainda referir que o disco foi gravado nos estúdios Crossover pelo Sarrufo, local já habitual para as sonoridades mais pesadas, e de onde têm saído muito boas produções. Habitualmente, não sou grande apreciador deste tipo de sonoridades (os ATDI foram uma das poucas bandas a chamar-me a atenção) mas este disco até está bem feito. Muitos pontos acima do que algumas bandas fazem lá fora com muito mais sucesso de vendas, crítica e aceitação pelos fãs. É já mais que tempo para que as bandas Portuguesas consigam um lugar de relevo na cena musical internacional! E tudo começa cá dentro, com o apoio dos seus conterrâneos! RDS
80%
Raging Planet Records: www.ragingplanet.web.pt
Fiona At Forty: www.myspace.com/fionaatforty

Monday

Devil In Me – Brothers In Arms (2007) – Sons Urbanos

Sick Of It All. É logo o primeiro que nos vem à cabeça ao ouvir estes Portugueses Devil In Me. E se isso não bastasse, temos aqui participação especial de Lou Keller e Craig Setari da já referida banda Norteamericana. Além destes também se encontra por aqui uma participação de Martijn dos No Turning Back, além de alguns músicos nacionais, entre eles Ex-Peão dos Dealema (numa versão hip hop lo-fi de “God’s gonna cut you down” de Johnny Cash) e músicos de bandas como Easyway, For The Glory, SK6. Hoje em dia também parece ser hábito masterizar os discos fora de Portugal por nomes conhecidos, neste caso trata-se de Alan Douches, senhor que já trabalhou com Misfits, Madball, entre outros. Paga-se um pouco mais mas, o autocolante na caixa do CD com o nome da pessoa em questão e das bandas com quem já trabalhou vale a pena! Dito isto, e para que não digam que já estou a deitar abaixo a banda, passa-se a referir alguns dos aspectos positivos. O som dos Devil In Me, como já referido atrás, segue a linha dos SOIA, ou seja, NY Hardcore duro, potente, ora com groove ora mas rápido. Em cerca de 33 minutos são apresentados 12 temas (mais intro) bem tocados, poderosos, e com atitude. O que aqui está é bom, muito bom, sim senhor, mas será que precisamos de mais uma banda de Hardcore Nova-Iorquino que nem de Nova Iorque é? Mas isso é o de menos, eles têm o direito a tocar o estilo que gostam, e havendo fãs, a música é sempre bemvinda. Mais uma vez, o aspecto negativo, a colagem aos SOIA! A voz, as estruturas, as melodias, as letras típicas (união, coragem, força, etc). Para os fãs do estilo e da já referida banda veterana, isto é um “must”, para todos os outros, mantenham-se a uma certa distância, mas que seja minimamente perto, até porque os DIM revelam potencialidades, basta apenas que lhes dêem tempo para que encontrem a sua rota. Um segundo álbum pode marcar essa diferença entre a veneração a uma banda e a identidade própria. RDS
70%
Sons Urbanos Records: www.myspace.com/sonsurbanos
Devil In Me: www.myspace.com/devilinme
Xuxa Jurássica: www.xuxajurassica.com

Friday

D.O.A. – Live At The Assassination Club (2006) – Cherry Red

Este novo lançamento da Cherry Red contém filmagens raras de um evento em Bierkeller, Leeds, Inglaterra, a 17 de Fevereiro de 1984, que incluia os Punks Canadianos D.O.A. É cerca de uma hora ao vivo de Punk Rock / Hardcore politizado destes veteranos formadps em 1978 e ainda no activo. Este é o primeiro DVD dos D.O.A. e estes estão aqui no seu melhor com uma actuação intocável. A produção do vídeo não é das melhores mas não também não está assim tão má, considerando que esta é uma gravação semi-profissional, o som está bom e limpo o suficiente para ouvir a excelente actuação do quarteto. Além da actuação dos D.O.A. temos como bonus videos de 3 outras pessoas que actuaram nessa mesma noite, os poetas Seething Wells, Mensi e o músico Spartacus R. Infelizmente não consigo entender a maioria dos poemas devido à pronúncia acentuada dos performers, mas Spartacus R toca uma interessante música chamada “Africa” com uma inteligente letra intervencionista. Mas claro, o prato principal aqui é mesmo D.O.A. A Cherry Red conseguiu recuperar mais uma pérola da história do Punk e nós agradecemos imenso. Fortemente recomendado a todos os Punks! RDS
90%
Cherry Red: www.cherryred.co.uk
D.O.A.: www.suddendeath.com/doa/

I Object – Teaching Revenge (2006) – Blacknoise / Alternative Tentacles

Este álbum é uma edição conjunta da Alternative Tentacles de Jello Biafra e da Blacknoise Recordings de Brad Logan (F-Minus, Leftover Crack). Trata-se do novo registo dos nova-iorquinos I Object, uma banda de Hardcore liderada por uma mulher na voz. Bom Hardcore rápido com produção suja, mais virado para o Punk, a fazer lembrar o material da década de 90, com letras directas e interventivas. Os I Object são uma banda com uma atitude muito DIY, editando o seu próprio material sonoro e merchandising e marcando digressões e concertos sem intermédio de managers ou editoras. Este álbum não contém código de barras precisamente para manter essa atitude DIY e uma certa distância do mainstream. Não é um disco imprescindível mas mesmo assim é um bom álbum que vai apelar aos fãs do lado mais Underground e DIY do Hardcore e de bandas mais activistas. Só é pena o álbum apenas durar uns escassos 19m07s, demorei mais tempo a escrever esta crítica que a ouvir o álbum. Mas é claro que tem que ser assim, os álbuns de Hardcore muito longos tornam-se aborrecidos. Se tens 20 minutinhos da tua vida para dispensar, aproveita e ouve este disco. RDS
80%
Alternative Tentacles: www.alternativetentacles.com
Blacknoise Recordings: www.blacknoise.net
I Object: www.i-object.com

Whiskey Rebels – Create Or Die (2007) – People Like You Records

Terceiro trabalho para os Whiskey Rebels e o primeiro através da germânica People Like You. Fusão de Hardcore old-school com Streetpunk e pinceladas de Oi! Ao todo são 12 temas distribuídos por pouco mais de 32 minutos. O som é cru o suficiente neste tipo de sonoridades mas com poder e com tudo bem perceptível. Muita energia, muita atitude, refrões sing-a-long, riffs bem sacados, voz crua mas com tonalidades mais melódicas. Gostei disto e recomendo! Para fãs de Roger Miret & The Disasters, Rancid, Dropkick Murphys, etc. RDS
80%
People Like You: www.peoplelikeyou.de
Whiskey Rebels: www.whiskeyrebels.com

Thursday

Twentyinchburial - Entrevista

1 – Este novo trabalho foi gravado nos estúdios Antfarm na Dinamarca. Como é que surgiu essa oportunidade de gravar nestes estúdios com o Tue Madsen?
Nós andavamos à procura de um bom produtor, surgiu a oportunidade de entrar-mos em contacto com o Tue, ele gostou e quis entrar no processo do Radiovenom.

2 – Neste disco a vossa sonoridade teve uma mutação do Hardcore / Screamo que tinham antes para uma sonoridade mais Thrashada com influências da nova escola Sueca. Esta mudança foi deliberada ou surgiu naturalmente na composição dos temas?
Não creio que tenha havido qualquer mudança a nível sonoro, a banda de facto reinventou-se, mas isso é um processo de desenvolvimento, faz parte da evolução da banda, mas continuamos a fazer o mesmo que faziamos em 2000.

3 – Fala-me um pouco das letras deste disco e dos assuntos abordados nas mesmas.
As letras neste disco, são menos complexas, mais directas e simples, de forma às pessoas captarem a mensagem mais rapidamente, no geral, fala no fundo sobre as coisas que são ditas nos media etc... que por vezes são grandes mentiras e que são levadas a sério pela maioria do publico! Dai o nome Radiovenom.

4 – No disco encontram-se como convidados o próprio produtor Tue Madsen, Jacob Bredahl dos Hatespere, Palle Schultz e Sofie Christensen. Como é que estas participações surgiram e de que maneira é que o seu contributo traz algo de novo ás músicas em que participam (e quais são elas, pois no CD não vem isso referido)?
Surgiram de uma forma natural, eram amigos do Tue, e o Jacob já o conheciamos de termos tocado com os Hatesphere em Portugal, o Tue achou que fazia sentido de facto dar um outro ambiente a determinadas canções, e acabou de facto por fazer todo o sentido.

5 – Como é que tem sido a aceitação ao disco, tanto a nível de imprensa como de público?
Está muito bem aceite.

6 – E em relação às actuações ao vivo, têm surgido muitas oportunidades de apresentar esta nova edição? Como é que têm corrido esses concertos?
Tocamos mais lá fora do que aqui em Portugal, tb se calhar pelo facto, de estarmos na GSR agora.

7 – Quais são os vossos projectos para um futuro próximo?
Continuar a trabalhar com a mesma humildade desde 2000.

8 – Como vês a cena musical actual, Rock, Punk, Hard ‘N’ Heavy, etc, no geral e em particular em Portugal? Que novas bandas e/ou tendências te têm despertado mais interesse?
Gosto dos Fiona At Forty, mas tenho a certeza de que existem muitas outras bandas fantásticas em Portugal.

9 – Em jeito de despedida, queres deixar uma última mensagem ou ideia ou algum assunto importante que tenha ficado por referir?
Muito importante, não haver preconceitos em relação à musica pesada em Portugal, nem haver rótulos completamente absurdos! Caso contrário, nunca iremos evoluir para lado nenhum, e em vez de 20 anos atrasados vamos ficar 50! Por isso, o preconceito mata a evolução da música, e não confundam esta resposta com gosto musical.
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Entrevistador: RDS
Entrevistado: Ricardo da Rocha Correia - Guitarra
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Twentyinchburial: www.myspace.com/twentyinchburial
Raging Planet Records: www.ragingplanet.web.pt

Tagada Jones – Le Feu Aus Poudres (2006) – Enrage Production

A primeira vez que ouvi os Franceses Tagada Jones fiquei logo fã, era o álbum “Manipulé” de 2001. O som na altura era muito mais Hardcore e fazia-me lembrar os The Exploited fase “Beat The Bastardas”. Nunca pensei que a língua francesa se adaptasse tão bem a este tipo de sonoridades, seja Metal, seja Hardcore, ou outra qualquer. O que tinha ouvido vocalizado em francês antes não me tinha convencido, mas aqui o francês parece até dar outra dimensão à música. Depois seguiu-se mais uma bomba, o álbum “L’Envers Du Décor” em 2003, já com outras influências como o Metal ou algumas sonoridades mais alternativas (por exemplo, a última faixa é uma versão Dub de um dos temas do disco). O peso e a atitude continuavam por lá, apenas tinham feito um upgrade ao seu som. Este novo trabalho mantém o estilo dos Tagada Jones e continua a dar esse passo em frente. Além de 12 novos temas da edição normal, há ainda uma edição limitada em digipack que contém 5 bónus que demonstram precisamente essa abertura de mente da banda, duas remisturas feitas por Shane Cough (com uma fantástica remistura pesadona de “Le Drapeau”, um tema do álbum) e Bionik Dread (não vou muito nisto das remisturas mas está até está bem feita, assim como a anterior), uma colaboração com os La Phaze (com uma orientação electrónica e vocalizações Reggae a acompanhar as vozes raivosas), uma colaboração acústica com os Guizmo e ainda um tema escondido sobre o qual não tenho informações (como habitual nestes hidden bonus track). A fusão de Hardcore, Metal, Punk e alguns apontamentos electrónicos tornam este disco bem ecléctico, sem no entanto parecer uma manta de retalhos. O tema título evidencia bem esse eclectismo parecendo uma faixa perdida dos Ministry da fase “Psalm 69”. Muito peso, muita raiva, alguma melodia, alguma velocidade (não muita, apenas a necessária para manter a música dinâmica), riffs bem sacados, ideias originais e muita atitude. A produção também é fabulosa, o som está pesado quanto baste e consegue-se ouvir tudo muito bem, o que convém pois por vezes passam-se muitas coisas ao mesmo tempo. O único senão deste álbum é que é o mais “ligeiro” de todos, o anterior era muito mais pesado. Mas isso não lhe retira a sua potencialidade!Parece que já são até uma banda de alto calibre na França, já têm 13 anos de existência, 5 álbuns, 2 EPs, mais de 40 participações em compilações, mais de 50000 discos vendidos em França (11000 dos quais do anterior álbum), 19 países visitados em digressão e mais de 850 concertos, além de licenciamentos em países como Bélgica, Suiça, Holanda, Canadá e até mesmo no Japão. Para quem tem mente aberta e não se limita às bandas de expressão anglo-saxónica, esta é uma excelente proposta. Os álbuns mais antigos ainda não os conheço muito bem para falar deles, mas recomendo também os álbuns já mencionados (que eu gosto até muito mais do que deste novo!). RDS
90%
Enrage Production: www.enrageprod.com
Tagada Jones: www.tagadajones.com

Wednesday

Underworld: Entulho Informativo #22 / #23 + Entulho Sonoro #1 / #2 CD

A revista Underworld – Entulho Informativo tem mais dois exemplares na rua, trata-se dos números 22 (Fevereiro 07, só agora é me chegou às mãos mais ainda vem a tempo!) e 23 (Maio 07). Desta feita a revista traz um atractivo, um CD intitulado “Entulho Sonoro”, o qual será agora uma constante, vindo a fazer parte das futuras edições da revista. Quanto aos números que tenho em mãos, e seus respectivos CDs, passo a apresentar o seu conteúdo. No #22 temos Born A Lion, Hills Have Eyes, Tara Perdida, The Evens / Fugazi, Converge, Isis, Opeth, Íon, The Texabilly Rockets, [F.e.v.e.r.], Rose Tattoo, Orange Goblin, The Angelic Process, um artigo / entrevista sobre a editora de livros Saída de Emergência, outro sobre o Necronomicon, além do material habitual numa publicação deste género. No “Entulho Sonoro #1” temos, na grande maioria, bandas Portuguesas e temas inéditos ou “advance” para o próximo trabalho da banda. Alinhamento: Mão Morta (com uma regravação de um tema dos primórdios da mítica banda Bracarense), [F.e.v.e.r.], Ho-Chi-Minh, Jazz Iguanas, Born A Lion, Spincity, MQN, Phazer, The Ladder, Namek, Twentyinchburial, July 13, Albert Fish, Target 35, Equaleft, Cinemuerte, Men Eater, Process Of Guilt, Budhi, Íon, Euthymia & Kenji Siratori.
No novo número #23 temos Capitão Fantasma, Neurosis, Apse, Mad Caddies, The Hidden Hand, Porcupine Tree, Scarve, Celtic Frost, The Real McKenzies, Men Eater, Clutch, Machine Head, uma entrevista com Francisco (Atomic Tattoos), um especial Fantasporto, além das habituais rubricas. No “Entulho Sonoro #2”, mais uma vez privilegia-se a música feita em Portugal, e o alinhamento é o seguinte: Moonspell (com o tema exclusivo para a edição Portuguesa do seu último álbum), Apse, Capitão Fantasma, The Poppers, Murdering Tripping Blues, Moléstia, Wako, Damien’s Trail Of Blood, Blacksunrise, Fiona At Forty, Larkin, Waste Disposal Machine, Kronos, Dr. Salazar, Hyubris, Clockwork Boys, Ervas Daninhas, Barafunda Total, Partisan Kane.
Para passar a receber a Underworld e respectivo CD (limitado a 2000 exemplares) confortavelmente em casa, basta apenas fazer a devida assinatura, pela módica quantia de 5€ (para 4 revistas e 4 CDs!). Para mais informações visitem o website. E venham muito mais edições! RDS

Underworld Magazine: www.underworldmag.org

Monday

Círculo De Fogo #1 Ataque (2007)

Deixo-vos mais uma sugestão de uma compilação online gratuita, esta com um sabor extra, pois trata-se de uma compilação nacional! O meu caro amigo e companheiro de armas Luis Filipe Neves do Circulo De Fogo levou a cabo esta inicitiva de onde resultou uma compilação que reúne 18 bandas Portuguesas das mais diversas vertentes do Metal, Punk, Hardcore, Gótico e Progressivo. Baixem este primeiro "ataque" para ficar a conhecer melhor a cena Undergorund nacional. Vão também ficando atentos porque o segundo volume, que desta feita será um "ritual", ainda vai ser lançado este ano. Tudo gratuito, tudo autorizado pelas bandas e editoras.
Venham muitos mais volumes!
Para mais informações e fazer o download: www.circulodefogo.com
RDS

Friday

Ratos De Porão – Homem Inimigo Do Homem (2006) – Alternative Tentacles

Fico sempre excitado quando ouço falar de um novo álbum de Ratos De Porão, mas eu sou um bocado suspeito ao falar deste quarteto Brasileiro pois trata-se de uma das minhas favoritas de sempre. Posso tentar ser o mais objectivo possível, mas com um petardo destes é quase impossível!São 12 temas em apenas 30 minutos e 16 segundos bem potentes e rápidos, com muita força e atitude Hardcore. À semelhança do álbum anterior, aqui os RxDxPx mantêm a influência Thrash / Crossover da década de 80 / inícios de 90, com riffs bem thrashados, misturando isso com a sempre clara influência de Punk 77 e o Crust / Punk da escola escandinava. As letras continuam ácidas e directas como sempre, atacando a igreja católica e os recentes escândalos sexuais e de pedofilia, falando sobre a escravidão no Brasil, e declarando guerra contra o “emo” hoje em dia tão em voga.Este disco marca os 25 anos de existência da banda, fazendo dela uma das mais antigas bandas de Hardcore ainda no activo. A capa e livrete desta vez não são ao estilo dos RxDxPx mas sim com aquelas colagens típicas das edições da Alternative Tentacles o que lhes dá outra roupagem neste novo capítulo de uma carreira de 25 anos que teima em não acabar. E ainda bem, afirmo eu! É preciso dizer mais? Quem conhece sabe o que esperar, ou seja, mais do mesmo, mais do melhor! RDS
90%
Alternative Tentacles Records: www.alternativetentacles.com
Ratos De Porão: www.ratos.com.br

Saturday

D.O.A. – Bloodied But Unbowed: The Damage To Date 1978-83 (2006) - Sudden Death

Mais uma compilação dos míticos D.O.A. Esta reúne alguns temas dos 5 primeiros anos de vida desta instituição do Punk vindo do Canadá, perfeitamente remisturadas e remasterizadas. São ao todo 19 temas que incluem clássicos como “The Prisoner”, “Slumlord”, “World War 3”, “Fucked Up Ronnie”, “Woke Up Screaming” ou a versão de “Fuck You” (se não me engano o original é dos também Canadianos Subhumans; os Headbangers devem conhecer o tema pela versão Thrashada dos norteamericanos Overkill), entre outros. Quem já conhece os D.O.A. já sabe o que esperar, ou seja, mais do mesmo, Punk Rock duro, cru, tradicional e sempre cheio de atitude, por vezes com uma aproximação mais Hardcore de inícios dos 80. Um retrato fiel dos primórdios da banda e uma perfeita aquisição para todos os fãs da banda e qualquer apreciador de Punk de finais dos 70 / inícios dos 80. RDS
90%
Sudden Death Records: www.suddendeath.com