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Wednesday

Born To Lose – Saints Gone Wrong (2008) – People Like You

Os Norte-Americanos Born To Lose regressam com um novo trabalho de estúdio intitulado “Saints Gone Wrong”. A sua fusão de Streetpunk, Rock ‘N’ Roll e Hardcore é a mesma de sempre. E isso é bom, muito bom! Muitos “whoa” para cantarolar junto, muita energia, adrenalina, atitude a rodos, ritmos que involuntariamente põem os nossos membros a mexer, riffs contagiantes. Está tudo na dose certa. São 11 novos temas para ouvir bem alto com os amigos, cerveja na mão, punhos no ar, cabeça erguida, boa disposição e diversão garantidas. Mas o melhor será apanhar os Born To Lose ao vivo e conferir “in loco”. Recomenda-se! 80% http://www.borntoloserocks.com/ / www.myspace.com/borntolose / http://www.peoplelikeyourecords.com/
RDS

V/A - "Círculo de Fogo #5 Convergências" - Disponível online para download gratuito

V/A - "CÍRCULO DE FOGO #5 CONVERGÊNCIAS"

download + info @ http://www.circulodefogo.com/
[metal rock punk hardcore gothic prog]

Visitem http://www.circulodefogo.com/ e façam o download (gratuito & autorizado) da e-compilação "CÍRCULO DE FOGO #5 CONVERGÊNCIAS".
Contém 18 bandas portuguesas, direccionadas para as várias tribos do metal, do rock, do punk, do hardcore, do gótico e do progressivo: Banshee And Something Else We Can't Remember, Casablanca, Concealment, Damien's Trail Of Blood, Dead Meat, Dinosaur, Epping Forest, Gargula, Heavenly Bride, If Lucy Fell, Last Hope, MaNtRa Projekt, Project Creation, Qwentin, Rolls Rockers, Secrecy, The Godiva, X-Cons.

01. CASABLANCA - "The perfect meal"
02. X-CONS - "Far away"
03. QWENTIN - "Casualty friday"
04. MANTRA PROJEKT - "Jaya Shiva Shankara Bhôm"
05. LAST HOPE - "Estás acabado!"
06. IF LUCY FELL - "Lady Sam" [EDIT VERSION]
07. SECRECY - "Another dimension" [UNRELEASED]
08. HEAVENLY BRIDE - "Wonder"
09. PROJECT CREATION - "Flying thoughts"
10. BANSHEE AND SOMETHING ELSE WE CAN'T REMEMBER - "This place is a zoo"
11. ROLLS ROCKERS - "Bitch"
12. GARGULA - "V12"
13. DINOSAUR - "Life is for the living"
14. DAMIEN'S TRAIL OF BLOOD - "Fake times"
15. CONCEALMENT - "Resonance"
16. THE GODIVA - "Spiral"
17. EPPING FOREST - "Sphinx's riddle"
18. DEAD MEAT - "Smell over the rotten pussy"

Download em:

http://www.circulodefogo.com/

Saturday

Checksound #4 - Junho 08

Já se encontra disponível para download o número 4 da revista online Checksound. Como habitual, algumas das críticas deste Fénix encontram-se por lá. O link para download da revista em formato pdf é o mesmo de sempre:
http://www.checksound.eu/

Tuesday

The Blackout Argument - Smile Like A Wolf - Free Online EP

THE BLACKOUT ARGUMENT released their first non-physical sound carrier by TODAY. It's an exclusive 5-song Online EP, entitled "Smile Like A Wolf", that is FREE for download at www.smilelikeawolf.com/

The band on the release of "Smile Like A Wolf":
"Dear lovers & fighters,
In times when the music industry is stumbling across its own feet, it is time to break new ground. As a band you have 2 choices, you either play the game by the old rules hoping you're one of the few at the mercy of the old marketing and promotion strategies. Or you can trailblaze your own pathway through the ever-changing music business jungle.Sounds a lot like biz-talk, but in the end it's all about you, the fan, the listener, the fuel that keeps The Blackout Argument running. We have toured with Boy Sets Fire, Parkway Drive, This is Hell, just to name a few, played shows all over Europe, we have various releases out on great independent labels, a ongoing record deal with Lifeforce Records, got massive press attention all over the place, worked with some of the most renowned designers and have a long list of partners and supporters. Yet still, this is all about you. It's you who we are trying to reach with our message and music.To go the most direct way without detour to your hearts and ears we decided to release a FREE DOWNLOAD EP in June 2008. It's titled "Smile Like A Wolf" and contains 5 brand new and exclusive songs, by the way the first recordings with Roughael, our new singer. No fees, no email-registration, no myspace friend requests requiery or any other bullshit. Just go to http://www.smilelikeawolf.com/ and download the songs for free alongside a complete cd artwork and lyrics.We put at least as much effort in "Smile Like A Wolf" as in any other release we put out so far. We spent hours and hours at the practice place, later on in the studio, forced our most drastic life experiences into lyrics, got Dave Quiggle (Rise And Fall, Sick of it All, Atreyu, War of Ages, etc.) to do the artwork and Milchglas Media to do the web development, to make sure "Smile Like A Wolf" is gonna fully satisfy us and you. This is our hearts and our lives, this is what we love to do and this is what we want to share with you, the fan, the listener, the fuel that keeps us running."
"Smile Like A Wolf" is the band's first recording with their new vocalist Raphael Schmid. THE BLACKOUT ARGUMENT is already working on new material for their upcoming LIFEFORCE RECORDS album in January 2009.

Lifeforce Records PO Box 301172 04251 Leipzig Germany
http://www.lifeforcerecords.com/ - www.myspace.com/lifeforcerecords

Mata Ratos - Entrevista 2008

1 – Descreve os processos de composição e gravação deste novo disco “Novos Hinos Para A Mocidade Portuguesa”.
A composição em Mata-Ratos é um processo fluído ou melhor, caótico. Os temas e as letras vão aparecendo á medida que a nossa inspiração ou estado de embriaguez o permitam. Nunca escrevo uma letra a pensar em determinada música ou a banda nunca compõe uma música a pensar numa letra que já esteja escrita. Há uma série de letras previamente escritas e quando surge uma nova música verifico se alguma do repositório se pode encaixar. Acontece é a música e a letra música se alterarem em função uma da outra. Nunca permanecem com a sua estrutura inicial, como um mau vinho vão sendo “marteladas”. A excepção a este método de composição foi o tema “Trilogia Portuguesa” pois partiu de um desejo comum de todos os elementos em fazer um tema com uma cariz mais tradicional. Escrevi a letra e a música foi feita pelo Tiago a pensar na mesma. A intenção era algo como uma marcha popular mas estranhamente acabou por soar a Tuna o que significa que não temos a mínima ideia do que é fazer música tradicional portuguesa...

2 – O disco foi gravado e produzido pelo Makoto Yagyu (If Lucy Fell) nos Black Sheep Studios. Como é que foi trabalhar com alguém mais novo e que tem outro tipo de background musical?
A relação com o Makoto foi boa e o facto de ter outro tipo de background musical constituiu uma mais valia para nós. Deu sugestões que contribuíram positivamente para o disco ficar mais “sumarento”. Na produção somos umas nódoas e necessitamos de ser bem encaminhados. De resto ficamos a dever-lhe uma garrafa de bom whisky que algum dia teremos que pagar...

3 – Este disco saiu muito mais Hardcore que os trabalhos anteriores, e com uns riffs de guitarra até mais “pesados”, embora mantendo aqueles sing-a-longs característicos da banda. Isto foi propositado ou o “input” dos membros mais recentes tem algo a ver com isto?
O Arlock Dias (Tiago) é neste momento o compositor principal dos Mata-Ratos e é um apreciador de metal e sonoridades mais pesadas, a produção do Makoto também contribuiu para esse resultado. Mas é sempre uma surpresa com as coisas resultam em estúdio. Quanto estamos na sala de ensaio as condições acústicas deixam algo a desejar e a coisa acaba por soar a punk “rafeiro”...

4 – “Novos Hinos Para A Mocidade Portuguesa” contém alguns temas mais atípicos, ou talvez não, ao som Mata Ratos, tais como “Uma Trilogia Portuguesa”, “Carreira De Sucesso” / “Os Pratos Da Balança (ambos com uma orientação mais Rock ‘n’ Roll que o habitual), “Entrecosto Emocional”, o solo Rock / Blues em “Outra Rodada”, a introdução linha Zeca Afonso (a nível musical) em “Inocente O Doente” (tema recuperado da demo de 88) ou a introdução “Learn Portuguese With António”. Como surgem estes temas ou experiências?
Não somos Talibans do punk. Será sempre para nós aquilo que quisermos. Escutamos música bastante diversificada o que acaba por nos influenciar e as propostas “bizarras” vão surgindo naturalmente. É algo que nos obriga a combater a inércia e o comodismo de recorrer ás formulas feitas e andar sempre a bater na mesma tecla. Não condenamos a prática mas não é a nossa cena. Também não esquecemos a nossa herança e os temas antigos estarão sempre presentes no nosso set porque nos dão gozo em tocar e a outros em escutar. Na medida em que a nossa competência técnica o vai permitindo, vamo-nos aventurando ao ataque a novas sonoridades. Daqui a trinta anos, se ainda por cá estivermos, se a figadeira, os pulmões ou os neurónios o permitirem, deveremos estar a fazer música erudita ou embrenhados num experimentalismo folk-nacionalista electro-acústico de vanguarda.

5 – Neste disco contam com a participação especial de Jorge Bruto dos Capitão Fantasma. Como é que surge esta colaboração? São fãs dos Capitão Fantasma, outra banda que, apesar de algo irregular em edições e actuações ao vivo, ao contrário de Mata Ratos, se mantém activa ainda hoje?
Já conheço o Jorge desde o inicio dos anos 80 e sempre tivemos uma boa relação. Enquanto compositor da letra achei que a voz dele se enquadrava que nem ginjas e a temática também não anda longe do universo explorado pelos Capitão Fantasma. Ele aceitou o convite e ainda bem. Quanto a ser fã nem por isso, não sou dado a fanatismos, mas respeito muito a obra e percurso dos C.F. Mas admiro sobretudo o Jorge como pessoa.

6 – Todo o artwork do disco é da autoria do Alexandre Bacala. Porque a opção pelo seu trabalho? Agrada-vos o resultado final?
O Bacala é um cromo das artes, um verdadeiro espirito renascentista. Já foi membro dos Mata-Ratos como baixista e baterista. Foi também um dos principais compositores de Mata-Ratos após a saída do Pedro Coelho. A maioria dos temas do “És um Homem ou És um Rato?” são fruto da sua inspiração. Como artista gráfico é também muito versátil. Foi ele que se ofereceu para trabalhar a arte neste CD e nos nem hesitamos em aceitar a sua oferta. 5 Estrelas.

7 – No cenário Punk e Hardcore as letras são tão ou mais importantes que a música. Que assuntos são retratados nas letras deste disco?
Para além das habituais odes etílicas e reflexões em torno dos viciosos hábitos e costumes nacionais que tudo entravam, abordam-se temas como a ineficaz justiça, o impotente sistema de saudade, o ridículo sistema educativo, o lixo televisivo e a psicose sexual como metáfora alimentar, por exemplo.

8 – Os vossos trabalhos têm sido lançados quase ao ritmo de um por editora. É assim tão difícil manter a banda numa única editora? Como é a vossa relação com a actual, a Rastilho Records, que também lançou o disco ao vivo “Festa Tribal” em 2005?
Difícil é que as editoras se mantenham em actividade ou que não tenham receio dos Mata-Ratos ou de editar a nossa música. Não somos muito “press friendly.” Também não nos agrada nem nos podemos dar ao luxo de ter amarras e sinceramente creio que as editoras são uma espécie em vias de extinção, que provavelmente com o tempo serão substituídas por outro tipo industria como os operadores de telemóveis. A relação com a Rastilho é boa e consideramos esta editora como um referencial a ter em conta e a louvar em termos de promoção e divulgação das bandas que edita, coisa rara entre as editoras com as quais os Mata-Ratos já trabalharam. A atestar isso está o facto de este não ser o primeiro disco dos Mata-Ratos a sair pela Rastilho.

9 – A banda tem passado por diversas mudanças de formação durante todos estes ano e, inclusive, neste momento tem músicos que vivem em diferentes locais do país. Como é que lidam com este tipo de situação, mudanças de formação e a actual separação geográfica dos músicos?
Sempre foi complicado mas isso é também um factor de motivação, nunca saber o dia de amanhã...Convivemos com a situação, para o bem e para o mal, só lamentos a nossa produção musical não ser o dobro ou o triplo do que actualmente conseguimos.

10 – Ao longo destes anos a banda tem feito fãs entre o público de diversas proveniências (Punk, Hardcore, Metal, etc), partilhando inclusive palco com bandas das mais variadas vertentes musicais. Vocês não são uma banda que, tal como muitas outras puristas do cenário Punk (e noutros cenários também é o mesmo), mantêm uma mente fechada e que só toca com bandas do mesmo género. Trata-se de uma questão de mentalidade, mente aberta, união, ou apenas querem é tocar, seja lá onde for?
É um pouco de tudo aquilo que referes, mente aberta, união e tocar seja lá onde for e com quem for desde que seja em eventos não políticos. Agrada-nos tocar com bandas que não se sintam incomodadas em tocar com Mata-Ratos. Não somos puristas e consideramos que reclamar alguma pureza musical no punk é ridículo, quando nasceu estava já a beber em outros géneros e estilos anteriores, mostrou-se sempre aberto á mudança, á hibridez musical. O purista é revivalista, a nossa cena é outra. Nada de pureza, muita sujidade.

11 – Por falar em tocar ao vivo, como é que têm corrido os concertos de suporte a este disco?
Correm bem, mas não serei a melhor pessoa para avaliar a situação, tem sido escassos, não por falta de convites – ficamos surpresos com a quantidade de propostas para tocar após o lançamento dos “Novos Hinos” - mas porque de momento estamos com problemas pessoais que nos impedem de levar um pouco de caos a quem dele tanto necessita. Mas a situação está em vias de resolução e em breve a demência estará novamente na estrada.

12 – A banda tem diverso material editado, tais como splits, 7”s, demos, tributos, e outros, que são extremamente difíceis de adquirir pelo público. Até mesmo alguns álbuns já estão esgotados ou são dificílimos de encontrar. Sei que é algo difícil, por questões de direitos de autor e registos fonográficos, mas já pensaram em reeditar algum desse material? Algo do género de um “Xu-Pa-Ki 1982-1997” parte II.
Sinceramente não sentimos essa necessidade. Apesar de o público não conseguir adquirir pode sempre fazer download da internet. Há sempre um ou outro blog que vai postando a nossa obra. Não combatemos, agradecemos. Preferimos perder tempo a lançar novo material. O facto de a obra estar espalhada por uma mão cheia de editoras também não facilita a realização de um projecto desse tipo. Poderíamos sempre gravar de novo os temas mas não nos vejo a embarcar nessa aventura. Gravar ao vivo ou editar um DVD parece-me mais provável acontecer.

13 – Como é que vês a cena Punk / Hardcore / Metal nacional actualmente? Que bandas, editoras, promotores, revistas, etc, te chamam a atenção?
Ando muito desligado e já á algum tempo que deixei de ir a concertos. Limito-me praticamente as bandas que tocam com Mata-Ratos e aos concertos das outras bandas dos actuais Mata-Ratos. Parece-me ter havido um amadurecimento, bandas tecnicamente mais competentes, sobretudo no universo do Metal em que bandas como Web, Painstruck, Wako ou Holocausto Canibal causam-me admiração. Do Punk agradam-me bandas como Fora de Serviço, Anti-Clockwise, Hellspiders, Pestox e Eskizofrenicos. A minha banda portuguesa de eleição são os Bunny Ranch. Das editoras a Rastilho parece-me estar bem. Não conheço o trabalho de outras. Quanto a promotores continuo a preferir auto didactas amantes de música que se aventuram para a levar ao vivo a lugares onde sem eles ela nunca chegaria. A HellXis de Lisboa, a Cooperativa de Otários do Porto, O Rodas do Portorio, o Rocha Produções de Mangualde ou a Spear Agency de Cascais, entre outros, parecem-me estar a fazer um bom trabalho em tornar a passagem por Portugal uma etapa regular do circuito europeu de música underground.

14 – Já agora, a pergunta de cariz político. Directo e simples: como vês a situação do país hoje em dia (emergências hospitalares a serem fechadas, baixas recusadas a doentes extremos, investimento em estádios de futebol novos e caríssimos, o estado do serviço de educação escolar, a contínua e inabalável crença em Fátima, a típica mentalidade Portuguesa, etc)?
Como o comum “zé da esquina” que sou, vejo sempre o quadro pintado em tons de cinzento escuro a mandar para o encardido. Não prevejo mudanças positivas se não houver uma revolução de mentalidades. Algo que só será sensível após algumas gerações mas que tarda a começar. Portugal está demasiado amarado ao seu passado, de uma forma algo doentia. Muita gente continua presa a visões messiânicas de que Portugal tem um papel especial a desempenhar no mundo e ficam á espera que um gajo de colants que desaparecer em Alcácer Quibir volte para salvar a malta ou que venha o Quinto Império que nos afirmará perante o resto do mundo. Portugal tem um papel a desempenhar no mundo como qualquer outro país, não é mais nem menos do que os outros. Portugal não tem nada de especial. Há que esquecer toda essa trampa e as visões saudosistas, começar a trabalhar BEM e deixar de lado as lamurias. É bom ser português. Ponto final, agora ao trabalho. Convém também que os políticos passem a ser punidos pelas péssimas opções que tomam em nome do povo português. Pelo que vemos, são é paradoxalmente recompensados com louvores, reformas e benesses que não lembram ao diabo ou ao menino Jesus. E nós a vê-los passar. Esta mentalidade é que tem que mudar. Temos que ser todos socialmente mais responsáveis. Esperanças? Nem por isso.

15 – E em relação ao resto do mundo? A “polícia do mundo” USA e o Bush; o Iraque; o Hugo Chavez e a Venezuela e a sua actual ligação a Portugal; a União Europeia, etc.
O mundo caminha para o abismo o que até me parece um bom desfecho para a humanidade. Afinal não é o homem o animal mais estúpido do planeta? Já extingui-mos quase todas as outras espécies animais e vegetais, por isso que a espécie humana morra depressa. Não vai deixar saudades.

16 – Que discos tens ouvidos ultimamente que recomendes? E filmes? E livros?

Estou a viver um período da vida sobrecarregado (trabalho, aulas, banda, família) e quando chego a casa não oiço música, limito-me a cair e dormir com a boca para o lado a soltar baba. Só no carro escuto música que passa muito pelos anos 60 e 70. Especialmente Soul e Rhythm and Blues. Tudo o que venha da Stax/Volt já faz o meu dia feliz. Algum Funk e Boogaloo também entram bem. Os primeiros discos dos Beach Boys, “Surfin Safari” e “Surfin USA”, quando ainda faziam música Surf com classe, também estão no meu top de escutas. De música portuguesa rodam Taxi, o álbum “Forte e Feio” dos NZZN, uma compilação de singles dos UHF, As “Trips a Moda do Porto” dos Trabalhadores do Comércio, uma compilação de singles da Adelaide Ferreira. O mais pesado de momento será o CD “Run for Cover” dos Pro-Pain e o Live in a World Full of Hate” dos Sick of It All. De punk uma compilação dos Operation Ivy, de metal um álbum de Blitzkrieg, não me recordo agora qual. Tenho também escutado música tradicional/popular de cariz rural. Também roda a compilação “Easy Tempo Vol.2. The Psycho Beat” com temas de bandas sonoras de filmes italianos dos anos 70, o “Live At The Club A GoGo” dos The Animals, compilações “manhosas” de Suzi Quatro e Sweet; o “Ready an’ Willing” dos Whitesnake, o “Attack of the Killer B’s” dos Anthrax, e diversas compilações da “Funky 16 Corners Radio”, blog excepcional de música funk e soul. A maioria da música que escuto no carro são no suporte CDR com músicas sacadas na net, sobretudo em blogs de música. Continuo a comprar CDs e vinil regularmente de diferentes géneros e estilos musicais.
Filmes não tenho visto grande coisa nos últimos meses, nem vídeos ou DVD’s. Os últimos que me recordo de ver foram “The Beach Boys. The Lost Concert”, um concerto ao vivo nos anos 60 quando eles estavam no seu melhor e “Respect Yourself. The Stax Records Story” um documentário sobre a editora e os seus músicos. A televisão provoca-me um efeito soporífero pelo que pouco a vejo, sobretudo limito-me aos noticiários e documentários.
Quanto a livros ando a ler e recomendo “The Study of Ethnomusicology. Thirty-one Issues and Concepts” de Bruno Nettl, “Vozes do Povo. A Folclorização em Portugal” organizado por Salwa Castelo-Branco e Jorge Freitas Branco, “ “Babylon’s Burning. From Punk to Grunge” de Clinton Heylin, “Ilmatar’s Inspirations. Nationalism, Globalization, and the changing soundscapes of Finnish Folk Music” de Tina Ramnarine e “Memórias do Rock Português” de Aristides Duarte.

17 – Que projectos têm para o futuro próximo?
Já estamos a trabalhar num novo disco, incluirá uma série de temas antigos de Mata-Ratos que nunca tiveram a oportunidade de um registo em estúdio e um par de novos temas. Há planos para um DVD.

18 – Tens agora espaço para deixar uma última mensagem aos leitores do Fénix.
Que o gosto pela música nunca vos abandone. E que a cerveja nunca se acabe, claro.

Questões: RDS
Respostas: Miguel (Voz)

Saturday

Checksound #3 - Maio 2008

Já está disponível o #3 da Checksound, referente ao mês de Maio de 2008. Além das já habituais fotoreportagens, inclui também críticas aos novos trabalhos de: Riding Pânico, We Are The Damned, Ufomammut, Incrave, The Peacocks, Siena Root, Deadline, Thee Merry Widows, P.Paul Fenech, Phanatos, Dead To This World, Astrolites, The Buckshots, Nosey Joe & The Pool Kings, Destinity, Fires Of Babylon, Panchrysia, Mourning Beloveth, Soilent Green, Dornenreich, At The Soundawn, ... todos estes disponíveis anteriormente na Fénix, além de muitas outras de outros colaboradores.
O download é gratuito e pode ser feito em: http://www.checksound.eu/

Friday

At The Soundawn – Red Square: We Come In Waves (2008)

“Red Square: We Come In Waves” marca a estreia em longa duração dos Italianos At The Soundawn. O disco foi produzido por Riccardo Pasini, responsável por trabalhos de Ephel Duath, The Secret ou Slowmotion Apocalypse. Fusão de Hardcore e Emo, com alguns toques de Sludge, Post-Rock, algum Metal e até passagens ambientais e de Jazz, os 7 temas que o compõem marcam apenas 29 minutos no cronómetro. E não é necessário muito mais. A intensidade que marca este registo não seria fácil de digerir por um período de tempo mais prolongado. Pesado, intenso, denso, emotivo, negro. Estes são alguns dos adjectivos que podem descrever “Red Square”. Muito bom. As eclécticas influências vão desde Neurosis a Shai Hulud, passando por Isis ou até Radiohead. 70% http://www.atthesoundawn.com/ / www.myspace.com/atthesoundawn / http://www.lifeforcerecords.com/ / www.myspace.com/lifeforcerecords
RDS

Tuesday

Checksound #2 - Abril 2008

Já se encontra disponível o número 2 da revista online Checksound. Além do forte conteúdo fotográfico, incluem-se também muitas críticas a discos. Metal, Punk, Hardcore, Gótico são alguns dos estilos abrangidos. Uma especial atenção ao panorama nacional marca presença. Alguns dos reviews mais recentes do Fénix também se encontram por lá. É gratuita e o download pode ser feito neste link: http://www.checksound.eu/

Saturday

We Are The Damned – The Shape Of Hell To Come (2008) – Raging Planet Records

We Are The Damned inclui no line-up 4 (ex)elementos de bandas como From Now On, Painstruck, Devil In Me, Twentyinchburial e BlackSunrise. “The Shape Of Hell To Come” (quantas variações deste título já vimos?) é o disco de estreia produzido, misturado e masterizado pelo Dinamarquês Palle Schultz. Na nota de imprensa refere-se “são a personificação e o exemplo de música pesada sem compromissos nem clichés, um género desvalorizado em Portugal desde sempre”; “não cedendo a moralismos musicais a líricos”; “vontade inabalável e honesta de triunfar”; “fazendo dos WATD uma banda única em Portugal”; “premiado com um grammy… Palle Schultz”. O típico exagero de nota de imprensa. Não estou com isto já a dizer que a banda, ou o disco em revisão, são maus. Já lá vamos. Apenas estou a salientar o exagero a as frases chavão com que as bandas são apresentadas. Não é uma banda única. Clichés tem muitos. Demais até. Que sejam honestos naquilo que fazem e que tenham de triunfar, não ponho em causa. E em relação a “música pesada sem compromissos nem clichés, um género desvalorizado em Portugal desde sempre”, isso é perfeitamente discutível. É até pretensioso da parte da banda apresentar-se como o único caso do género em Portugal. Mais uma vez, exageros de nota de imprensa.
Agora, quanto à banda e ao disco propriamente ditos. 12 temas originais e uma versão de “Parasite” dos Kiss, fazem estes 55 minutos. Mescla de Thrash, Death, Hardcore, Punk, Sludge, Stoner e Hard Rock, entre outros subgéneros da música pesada. A excessiva fusão de géneros e a heterogeneidade apresentada em “The Shape Of Hell To Come” são demais para o seu próprio bem. Durante quase 1 hora de música podemos discernir influências tão diversas como Converge, Venom, Poison The Well, Arch Enemy, Misfits, Motorhead, Refused, Satyricon, Mastodon, Black Sabbath, Botch, Raised Fist ou High On Fire, entre muitos outros. A diversidade nos backgrounds dos elementos da banda, acredito.
Não é um mau disco, pelo contrário, tem até bastantes pontos positivos mas, como já referi, a sua heterogeneidade e o facto de ser algo derivativo não abonam em seu favor. Mesmo assim, muito acima daquilo que todos os dias vem de fora e de tudo aquilo que enche as famigeradas tabelas de venda. Prefiro 10 vezes esta proposta dos WATD do que toda a tabela de vendas Portuguesa. 65% www.myspace.com/wearethedamned / http://www.ragingplanet.pt/ / www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal
RDS

Wednesday

Deadline – We’re Taking Over! (2008) – People Like You

Este é já o quinto disco para os Britânicos Deadline (no momento com metade da banda com nacionalidade Francesa). Não se trata de um novo trabalho de originais, mas sim uma mescla de 4 temas novos e 13 ao vivo (gravados na Alemanha). O produto final terá ainda a inclusão de dois vídeos na secção multimédia. Nos novos temas, o estilo é o mesmo de sempre, fusão de Hardcore melódico, Punk Rock, algum Rock ‘n’ Roll tradicional e umas pitadas de Skacore. Um disco ao vivo não traz nada de novo. São os mesmos temas de sempre, mas tocados ao vivo, mais rápidos, mais fortes, e com o público a berrar os refrões. Mais uma vez, como habitual nas gravações ao vivo, a banda afirma que estas estão livres de “overdubs” e cortes feitos em estúdio. É o que toda a gente diz. Mas estas afirmações parecem-me verdadeiras. Nota-se que este é uma verdadeira gravação ao vivo. Não vai trazer novos fãs à banda. Como qualquer disco ao vivo, pretende traduzir apenas o que a banda é em palco. Trata-se, portanto, de uma edição direccionada única e exclusivamente para fãs da banda. 80% http://www.deadline-uk.com/ / www.myspace.com/deadlineuk / http://www.peoplelikeyou.de/
RDS

Tuesday

Cataract – Cataract (2008) – Metal Blade Records

Já está disponível o novo trabalho dos Suiços Cataract. Com título homónimo, esta nova rodela inclui 10 temas em pouco mais de 46 minutos. Thrash de veia moderna com toques de Death e Hardcore é o que a banda no oferece em “Cataract”. Estão mais pesados, mais rápidos, mais brutais. Os riffs são fantásticos, de linha moderna mas com influências do Thrash old-school; a secção rítmica é potentíssima e a voz é bem agressiva (mais Hardcore que Metal). Slayer, Sepultura (fase Chaos AD), Testament, Obituary, Pantera, Artillery, Agnostic Front, Madball ou Sick Of It All são alguns dos nomes de referência. E essas mesmas influências são notórias no disco bónus da edição limitada. São 11 versões de algumas das bandas já enunciadas e outras das mesmas vertentes. Brutalíssimo! O anterior disco de originais já estava muito acima da média mas, se dúvidas ainda persistiam em relação à banda, estão agora dissipadas com esta nova descarga. Deixaram de ser uma promessa para ser uma confirmação no panorama Thrash Europeu. 85% http://www.cataract-collective.com/ / www.myspace.com/cataract / http://www.metalblade.de/
RDS

Good Riddance – Remain In Memory / The Final Show (2008) – Fat Wreck Chords

12 anos depois da sua formação, os Good Riddance dão por encerrada a sua carreira. A surpresa não é nenhuma pois, quando Russ Rankin embarcou na aventura Only Crime, já se falava no fim dos GR. Como o título indica, este é o registo daquela que foi a última actuação ao vivo dos GR. 27 de Maio de 2007 é a data. Santa Cruz, Califórnia, o berço dos GR (e ironicamente a sepultura), o local. São 30 temas (mais intro) que percorrem toda a carreira da banda Norte-Americana. Depois de 7 discos de estúdio, vários EPs e 7”s, eis o último registo de sempre (será?) daquela que é, na minha modesta opinião, uma das melhores bandas de Punk Rock / Hardcore melódico da Califórnia e de toda USA. Um DVD também não ficava nada mal, assim como umas notas da banda incluídas no livrete (única falha do disco), mas mesmo assim “Remain In Memory” consegue fechar com chave de ouro estes 12 anos de muita contestação, reivindicação, diversão e Punk Rock. Pode ser que no futuro tenhamos direito a um DVD ou a um disco de raridades. Forte, rápido, enérgico, conseguimos sentir o calor no meio do mosh pit, o suor a correr pelo corpo, os refrões cantados a plenos pulmões a toda a nossa volta. Parece mesmo que estamos lá. Mas, por muito bom que seja este disco ao vivo, deixa sempre aquele amargo de boca. Porquê? Precisamente por marcar o fim de uma banda genial. E eu, infelizmente, nunca tive a hipótese de os ver ao vivo. 85% www.myspace.com/goodriddance / http://www.fatwreck.com/
RDS

Ficam aqui as declarações do vocalista Russ Rankin:
“On a hectic day in late May 2007 one of the most exhausting and exhilarating chapters in my life came to a close. We’d played San Diego the previous night and with a set list of almost 30 songs, my voice was starting to go on strike. We had to be at the venue in Santa Cruz early for extra sound checks due to the live recording so I found myself leaving my hotel room in Hollywood around 6:00am for the 6 hour drive north. I was exhausted (hadn’t gotten back to Hollywood after the San Diego show until about 3:00am the previous night) and very concerned about my voice. After a whirlwind load-in and soundcheck the show finally got underway. As was expected the guest list was a nightmare and we weren’t happy about the barricade in front of the stage but the show ended up going off just about as flawlessly as one could hope for. As the last note of the final song echoed and decayed into the still, night air I was overwhelmed with a sense of gratitude for what we were able to achieve and experience during the band’s career. It was an emotional moment for me and it served to punctuate an unforgettable evening and a bittersweet event for the band and thousands of our fans. All I can say is “Thank You” to everyone who supported us through the years and I hope you enjoy this documentation of our final show.”

Monday

Kneeldown – Volcano (2008) – Edição de Autor

Kneeldown é um trio oriundo de Ponte de Sor. Este é o seu segundo EP, após “06:51 AM” de 2003. Ao todo são 30 minutos distribuídos por 5 temas. Fusão Thrash e Hardcore de influências tão diversas como Pantera, Meshuggah, 2 Ton Predator, Rage Against The Machine, Morgoth, Grip Inc., Metallica ou ainda de bandas Lusas como Ramp, Painstruck, Strain, Goblin, Anger, Squad, aliada a melodias e ambientes oriundos do Rock alternativo de nomes como Tool, Alice In Chains, Godsmack ou Muse.
Um trabalho elaborado de composição, ideias fantásticas bem encaixadas, riffs e melodias de guitarra fabulosos, secção rítmica forte e competente. O peso do Thrash intercala-se com secções mais ambientais, tudo condimentado com um forte groove de descendência Hardcore. A isto alia-se uma capa e apresentação geral fantásticas.
Quando li que este EP de apresentação tinha sido gravado no local de ensaio, pensei logo “ok, mais uma demo gravada directamente para um gravador caseiro, com uma porcaria de som”. Estava bem enganado. Já ouvi gravações profissionais com um som bem execrável. Esta gravação caseira, longe de ser perfeita, serve bem os seus propósitos promocionais. Tem um peso e crueza necessários ao estilo, mas mantendo um som bem nítido. A masterização ficou a cargo de Nexion K, (guitarrista de Reaktor).
Hoje em dia as bandas Lusas estão muito melhores do que há uns anos atrás e têm vindo a ser editados alguns registos dignos de realce. Este “Volcano” faz parte dessa lista de lançamentos. Onde é que param as editoras? À procura da next big thing? De música tipo pastilha elástica que cola e sabe bem, mas que passado pouco tempo perde o sabor e a elasticidade? Bah! DIY forever! Cabe a nós, público, apoiar este tipo de bandas como os Kneeldown. Aconselho vivamente este volcão pleno de poder! 80% http://www.kneeldown.net/ / http://shop.kneeldown.net/ / www.myspace.com/kneeldown
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Burning Skies – Greed. Filth. Abuse. Corruption (2008) – Lifeforce Records

Terceiro trabalho para os britânicos Burning Skies. Nesta nova proposta enveredam por um estilo mais brutal, violento e pesado que nos predecessores “Murder By Means Of Existence” e “Desolation”. As influências Hardcore ainda abundam, mas o estilo é muito mais Death / Black / Grind. Já me tinham chamado a atenção nas anteriores propostas, mas neste “Greed. Filth. Abuse. Corruption” estão muito mais ao meu gosto. Aprimoraram a fórmula e neste momento encontram-se no topo da sua forma. Riffs incisivos, secção rítmica brutal, vocalizações alternadas entre o guttural, o gritado e um registo mais “core”. Para fãs de Morbid Angel, Suffocation, Cannibal Corpse, Converge, Slipknot, Job For A Cowboy, Neaera, Regurgitate ou Nasum. Aconselho vivamente! 80% www.myspace.com/burningskies / http://www.lifeforcerecords.com/
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Friday

Motornoise – Motornoise (2007) – Invasion Rock / Let’s Go To War / Lost Underground

Há já algum tempo que ouvia falar destes Motornoise mas, infelizmente, nunca tinha ouvido nada deles. Chega-me agora às mãos a sua estreia homónima. A edição é uma colaboração das lojas Invasion Rock e Lost Underground com a editora Let’s Go To War. A banda é constituída pelo Frágil (voz, ex-Renegados de Boliqueime, Speedtrack), Guerra (guitarra, ex-Renegados de Boliqueime, Speeedtrack), Gustavo (bateria, ex-Genocide, Stealing Orchestra, Sikhara, etc), Óscar (baixo, ex-Cagalhões, Cães Vadios, Speedtrack) (Óscar abandonou a banda recentemente e é o Mula dos Deskarga Etílika que está com a banda no momento) e Pupa (saxofone, Here B Dragons). São 12 temas num total de 36m02s de uma particular fusão de Punk Rock, Crust, Hard Rock, Rock’N’Roll e algum Metal. As influências são tão diversas como Motörhead, The Vibrators, The Clash, Ramones, Discharge ou, a nível nacional, nomes como Mata Ratos, Trinta & Um, Simbiose, Anti-Clockwise, Censurados, Gazua, Xutos & Pontapés, Corrosão Caótica ou Acromaníacos. Os Motornoise têm a particularidade de incluir, além do habitual trio Rock guitarra / baixo / bateria, um saxofone que lhes dá um certo ar far-out e alucinado. Grandes riffs de guitarra, secção rítmica potente, ritmos imaginativos, voz crua bem Punk / Rock old school. O disco não maça porque tem uma duração adequada ao estilo e, além disso, os temas balançam entre o Hardcore mais agressivo e o típico tema Hard / Rock ‘n’ Roll, entre o Crust fodidão e o Punk 77, não deixando o ouvinte ficar muito tempo a ouvir a mesma linha. Mas não é por isso que o disco soa heterogéneo, muito pelo contrário, soa bem homogéneo e consistente. Peca apenas pelo livrete algo simplista mas, é claro, estamos a falar de uma edição DIY. A capa está simples mas é eficaz. Fecha-se o disco com uma versão de “Alternar” dos míticos Punks Brasileiros Cólera. Uma boa aposta a adicionar à já longa lista de excelentes discos saídos do Underground nacional nos últimos tempos. 85% www.myspace.com/motornoise
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Chamber Spins 3 – S/T (Demo 2007) – Edição de Autor

Demo de estreia dos Portugueses CS3. Inclui 4 temas de fusão Thrash com Hardcore e algum Rap old-school e Funk Rock à mistura. Por uma estranha coincidência o CD atinge os 13m13s de duração (há supersticiosos por aí?). As influências são tão díspares como Faith No More, Metallica, Living Colour, Suicidal Tendencies, Infectious Grooves, N.W.A., Cypress Hill, Helmet, Dub War, Biohazard, At The Drive-In, Refused ou o material da banda sonora de “Judgement Night”. Há aqui algumas ideias boas e o resultado final agrada-me, não soando tão “xunga” como poderia parecer à primeira. É bem potente, agressivo, tem muito groove e alguma melodia. Nota-se alguma falta de experiência musical mas isso vai ao sítio com o tempo. A garra e a atitude certa estão lá. Além disso, a crueza própria de uma banda jovem, ainda em fase inicial de garagem, dá um certo carisma à gravação. Aguarda-se novo trabalho com material superior e com uma gravação mais profissional. Capacidades para isso estão já demonstradas nesta demonstração! 70% www.myspace.com/chamberspins3music
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Monday

V/A - "Círculo De Fogo #4 Melomania" (2008)

V/A - "CÍRCULO DE FOGO #4 MELOMANIA"
download + info @ http://www.circulodefogo.com/
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data de edição: 04/02/2008
[metal rock punk hardcore gothic prog]
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Visitem http://www.circulodefogo.com/ e façam o download (gratuito & autorizado) da e-compilação "CÍRCULO DE FOGO #4 MELOMANIA". Contém 18 bandas portuguesas, direccionadas para as várias tribos do metal, do rock, do punk, do hardcore, do gótico e do progressivo: Anti-Clockwise, [Before The Rain], DawnRider, ForGodsFake, Guernica Havoc, Holocausto Canibal, In Solitude, Malevolence, Profusions, Rebellion, Reptile, Simbiose, Teia, The AllStar Project, Thee Orakle, The No-Counts Doctrine Of Mayhem, The Sorcerer, WinterMoon.

Outras e-compilações disponíveis @ http://www.circulodefogo.com/:

"CÍRCULO DE FOGO #1 ATAQUE": Angriff, Assacínicos, AtlantheA, Azagatel, Barafunda Total, Decreto 77, Dr. Salazar, EnChanTya, Ho-Chi-Minh, Hyubris, Mindfeeder, Process Of Guilt, Raw Decimating Brutality, Sanctus Nosferatu, Tantra, The Ransack, TwentyInchBurial, Web.

"CÍRCULO DE FOGO #2 RITUAL": Alkateya, Bizarra Locomotiva, Colisão Frontal, Decayed, Defying Control, [F.E.V.E.R.], Filii Nigrantium Infernalium, Mata-Ratos, Men Eater, Obscenus, Prophecy Of Death, Shadowsphere, Tara Perdida, The SymphOnyx, Timeless, Underneath, Urban Tales, We Were Wolves.

"CÍRCULO DE FOGO #3 PULSAR": Assemblent, BlackSunRise, Bulldozer, BudHi, Drakkar, Dr. Zilch, Ethereal, Forgotten Suns, Millennium, Morbid Death, Namek, Painted Black, Prison Flag, Skypho, The Fire, Theriomorphic, Vittrah, WitchBreed.

Light Pupil Dilate – Snake Wine (2008) – Lifeforce Records

LPD é um power trio Norteamericano e este é o seu segundo trabalho, após a estreia “Cascades” em 2003 (auto-produzido e editação de autor). A sonoridade dos LPD vai beber a diversas fontes: a vertente mais tradicional do Metal (Sepultura, Slayer), a mais moderna (Mastodon, High On Fire, The Ocean), Rock Progressivo (King Crimson, Yes), Rock alternativo Norteamericano dos 90s (Jesus Lizard, Fugazi, Man Or Astroman?), Rock / Metal instrumental e técnico (Dysrhythmia, Don Caballero, Ahleuchatistas), Punk melódico (Hot Water Music), Punk mais tradicional (NoMeansNo) ou Hardcore (Converge, Botch). Esta amálgama de nomes e estilos pode dar a entender que a música dos LPD é demasiado heterogénea para o seu prórpio bem. Pois as estão enganados. A banda consegue criar uma sonoridade homogénea neste “Snake Wine”, oferecendo-nos 9 temas que nos conseguem manter atentos do iníco ao fim do disco. Uma espécie de post-punk meets tech-metal mas com uma atitude bem Rock ’n’ Roll. A produção está irrepreensível e ficou a cargo da própria banda em parceria com Matt Washburn (Mastodon, Norma Jean). Uma boa surpresa estes Light Pupil Dilate. Só não leva mais pontos por alguma colagem excessiva a Mastodon. 90% www.myspace.com/lightpupildilate / http://www.lifeforcerecords.com/
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For The Glory – Survival Of The Fittest (2007) – Raging Planet Records

Depois do MCD “Drown In Blood” de 2004 (além de dois 7”s em 2003 e 2005), eis que surge, finalmente, o disco de estreia dos For The Glory. São 10 temas (mais intro) de Hardcore metalizado com fortes influências da década de 90 e de nomes como Sick Of It All, Agnostic Front, Hatebreed, Madball, Earth Crisis, Cro-Mags, Born From Pain, etc. Forte, rápido, brutal, sem dó nem piedade. Grandes riffs de guitarra, secção rítmica devastadora, vocalizações extremas. O disco foi gravado por Makoto Yagyu (If Lucy Fell) e Duarte nos Black Sheep Studios, enquanto que a bateria foi gravada por Daniel Cardoso e Angelo Lourenço nos Ultra Sound Studios. A mistura e masterização foram feitas por Jacob Bredahl (Hatesphere, Barcode) nos Smart 'n' Hard Studios na Dinamarca. O disco inclui ainda a participação de Zé Goblin, vocalista dos 31, na faixa “Fallen Mask”, com vocalizações em Português. Um dos inúmeros pontos altos de um disco que faz parte dos grandes lançamentos de 2007, e ainda a rodar com força em 2008, do panorama Hardcore / Punk / Metal nacional. Uma banda e um disco que não ficam atrás de outros nomes mais sonantes do género. “Survival Of The Fittest” não ficaria nada desajustado num catálogo como Deathwish Inc, GSR, Lifeforce ou Victory (dos bons tempos, não o excessivamente Emo de agora). 85% www.myspace.com/fortheglory / http://www.ragingplanet.web.pt/ / www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal
RDS

V/A – Portugal Índio Contra As Comemorações Dos Descobrimentos (06) & Compilação Antimilitarista Ibérica (06) – Deflagra

O blogue Deflagra reeditou em CD duas das compilações, da primeira metade da década de 90, do colectivo Crack! Inicialmente editadas em K7, estas compilações são “Portugal Índio Contra As Comemorações Dos Descobrimentos” (1992) e “Compilação Antimilitarista Ibérica” (1994). A primeira, tal como título indica, é composta apenas por bandas nacionais. Incluem-se Alcoore, Noites De Nevoeiro, X-Acto, Desordeiros, Hipocondríacos, Inkisição, Evisceration, Subcaos, P.V.L.A., Culto (O)Culto, K.E.G., Corrosão Caótica e Humor Cáustico. Bandas de Punk, Hardcore, Grind e Experimental reuniram-se para demonstrar o seu desagrado para com o questão retratada no título da colectânea. A segunda já reúne bandas Portuguesas e Espanholas. Arrghh!!!, Barrakos, Simbiose, Foragidos Da Placenta, Ostakulo, Kuero, Ezin Izan, Kloakao, Booby Trap, K.N.O., Caos Social, Mol e Estado De Sítio. Mais uma vez o título indica a causa em questão. Em termos estilísticos esta colectânea não foge muito do universo Punk / Hardcore / Crust.
A descrição dos originais está feita. E quanto à reedição em CD? Quando soube disto fiquei logo em pulgas para ouvir este material de novo. Tenho a “Portugal Índio…” no formato original em K7, mas a “Antimilitarista”, infelizmente, nunca cheguei a adquirir. Ora, o que aqui se encontra não são edições profissionais. Passaram as fitas originais para o formato digital, de um modo caseiro e não muito competente, gravaram em CD-Rs, “formataram” as capas e livretes originais para o formato CD, fotocopiaram, rasgaram (sim, porque vêm rasgadas e não cortadas à tesoura, sequer) e “voilá”, está feita a reedição.
Isto pode ser visto pelas duas perspectivas. Os originais já eram edições Underground, K7s gravadas, capas fotocopiadas. Aqui mantém-se o carácter Underground. O que interessa são os temas subjacentes, os ideais, a causa. Até porque os temas em questão ainda se mantêm actuais. Por outro lado, estas peças de histórias do cenário Underground Português e Espanhol mereciam outro tratamento, melhor apresentação, melhor som. Quanto mais não fosse pelo devido respeito às bandas incluídas. Além disso, o preço unitário é exagerado tendo em conta este tipo de apresentação geral. 10 euros é mesmo muito. A minha modesta opinião, é claro! Conseguia-se fazer melhor com o mínimo de recursos, pois hoje em dia está tudo mais facilitado, e ainda se vendia por uns 5 ou 6 euros.
De qualquer modo, está-me a dar um gozo enorme reviver todas estas bandas e faixas, pois eu vivi o Underground com mais intensidade na primeira metade da década de 90, daí ter apanhado toda esta onda de bandas, editoras, colectivos, etc.
Aconselhado a quem viveu esses tempos, quem tem os originais em K7, amantes da M.M.P. e Underground, coleccionadores e saudosistas.
Já agora, nos CDs refere-se que as gravações podem ser copiadas, alteradas ou difundidas, sendo apenas necessário registar apenas a fonte. Por isso mesmo, espalhem estas peças de história, não as deixem morrer!

Para comprar os CD-Rs ou para mais informações, contactem o Nunes Zarelleci do Deflagra:

http://deflagra.blogspot.com/

Zarelleci: Apartado 1623 – 4108-007 Porto.
zarelleci@gmail.com