Projecto paralelo que resulta da parceria entre os Franceses Rajna e o Italiano Francesco Banchini (GOR, Ataraxia). A faceta musical é marcada pelas melodias do Médio Oriente, inspirações medievais, a dualidade das vozes feminina / masculina (Jeanne dos Rajna e Francesco) e ainda o uso de diversos instrumentos tradicionais (clarinete, saz, zurna, bendir, riq, derbouka, santoor, flauta, flauta medieval, tampura, udu, swara tampura, crotal, bouzouki, entre outros). Quanto à faceta lírica, a inspiração provém do Zoroastrianismo, a religião pré-Islâmica da Pérsia, e da obra do poeta Persa do século X, Firdausi. O seu épico Shahnameh descreve eventos ligados a reis e heróis das eras Zoroastriana e pre-Zoroastriana. O nome do projecto, Khvarena, e um conceito Zoroastriano, usualmente transcrito como “khvarenah” (“glória divina”). As letras são escritas e cantadas em Italiano e antigo Persa, incluindo-se ainda alguns temas instrumentais. A primeira edição deste disco é um digipack feito de cartão reciclado, do tamanho de um DVD, e limitada a 100 exemplares numerados à mão. Infelizmente, não tive acesso a este belo conjunto, e o que tenho em mãos é apenas a edição digital da Woven Wheat Whispers. Recomenda-se vivamente a fãs de nomes como Dead Can Dance, Ataraxia, GOR, Rajna, Unto Ashes, Arcana, música medieval, do médio oriente e world music em geral. 75% http://www.projekt.com/ / http://www.wovenwheatwhispers.co.uk/
RDS
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Wednesday
V/A – All Souls Arise (2007) – Woven Wheat Whispers
Em paralelo com a colectânea “John Barleycorn Reborn: Dark Britannica”, a Woven Wheat Whispers lançou este “All Souls Arise” a preço reduzido. Edição que, segundo eles, é uma boa companhia à já referida obra-prima. A edição marca também o Samhain, ou novo ano céltico, ou véspera de todos os mortos, ou halloween, como preferirem. A passagem do Outono para o Inverno. Uma altura de honrar os antepassados, marcar a passagem de estação e de fazer fogueiras comunitárias.
São 25 temas, muitos deles exclusivos para esta compilação, que atingem quase 2 horas de música. A linha é a mesma de ”John Barleycorn Reborn”, Folk, Dark Folk, Wyrd e alguma tradição medieval, embora aqui o ambiente de alguns dos temas não seja tão negro mas sim, como já referí, de celebração. Recomendo. 80% http://www.wovenwheatwhispers.co.uk/
São 25 temas, muitos deles exclusivos para esta compilação, que atingem quase 2 horas de música. A linha é a mesma de ”John Barleycorn Reborn”, Folk, Dark Folk, Wyrd e alguma tradição medieval, embora aqui o ambiente de alguns dos temas não seja tão negro mas sim, como já referí, de celebração. Recomendo. 80% http://www.wovenwheatwhispers.co.uk/
RDS
Friday
Irídio – Endless Way (2007) – Standing Stones / Focusion
Este é o segundo disco para o duo Italiano Irídio, depois do bem recebido “Waves Of Life” de 2004. Valentina Buroni (voz) e Franz Zambon (piano, engenheiro de som) fazem-se acompanhar por 15 músicos de várias nacionalidades e proveniências musicais. Nos 11 temas originais faz-se a fusão de diversos elementos de música celta, étnica, folk e clássica com ideias dark / goth e passagens ambientais. A componente lírica narra a viagem feita por uma jovem no final do século XV. Esta segue o seu pai, um mercador rico, na sua viagem de negócios através da Europa e até ao Médio Oriente, descobrindo assim novos mundos e emoções. Esta viagem é feita ao ritmo de uma música de carácter étnico e espiritual, para a qual contribuem diversos instrumentos tradicionais a clássicos como piano, flauta, bandolim, violino, percussões, saxofone turco, gaita-de-foles, etc. Recomenda-se vivamente a fãs de ethereal / dark / goth, world music, música celta e folk, música medieval, etc. 85% http://www.iridiomusic.com/ / www.myspace.com/iridiomusic / http://www.focusion.de/
Thursday
In Tempus – Luna Sapiens (2007) – Thisco
In Tempus é um projecto que foi formado em 2003 por David Reis (ex-guitarrista de Phantom Vision) e que inclui Pedro Morcego (Phantom Vision), Jorge Oliveira (Secrecy), André Ventura (Roncos Do Diabo), Elisabete Barros, Pedro Antunes, entre outros. A música dos In Tempus vai beber tanto à música tradicional Portuguesa como à música de origem medieval e ao Gótico, transportando-nos no tempo até outras eras, neste território hoje apelidado de Portugal, às antigas tradições e heranças Lusas, através de poesia, cânticos, mas sempre com uma toada intervencionista. Uma espécie de “Cantigas de Escárnio e Maldizer” do século XXI. Para levar a cabo esta tarefa utilizaram instrumentos acústicos e tradicionais como a guitarra Portuguesa e clássica, piano, além dos habituais instrumentos do formato de banda (guitarra eléctrica, baixo, bateria), aliados a uma componente electrónica. Existe no entanto uma certa dicotomia tradição / progresso, o que se consegue através dessa fusão de elementos tradicionais e instrumentos acústicos com elementos modernos (electrónica). Gostei do que ouvi, mas torna-se um pouco monótono a partir do meio do disco. Falta qualquer coisa, não sei o quê! Ainda assim, uma boa aposta que pode agradar a apreciadores de música tradicional Portuguesa, Folk e Gótico. Uns pontos acima do projecto Megafone e do que João Aguardela tentava fazer nessa altura. Não é uma obra-prima imaculada, mas a ideia é bem-vinda neste mar de marasmo que é a música Portuguesa hoje em dia; e um segundo disco irá confirmar se o projecto tem pernas para andar, ou se irá ficar apenas por este registo. O único senão para já é a apresentação, uma simples capa a branco e preto com o logotipo da banda e o título, isto a adornar uma simples invólucro de cartão, acompanhado por um livrete fotocopiado. Um trabalho destes merecia um trabalho gráfico e de apresentação muito mais cuidado! Falta ainda referir que este disco é dedicado à preservação do Lobo Ibérico. RDS
75% (+)
Thisco: www.thisco.netIn Tempus: www.myspace.com/intempus
Tuesday
Ataraxia - Kremasta Nera (2007) - Ark Records
Novo álbum para os mestres Italianos do Medieval / Neoclassical. No que diz respeito à parte musical, o estilo de Ataraxia mantém-se o mesmo de sempre, com a sua fusão de elementos acústicos e electrónicos, ambientes medievais e orientais, com presença de cordas, percussões e outros instrumentos de origem oriental.Na parte lírica, este é um trabalho conceptual inspirado no ancestral culto da Deusa na ilha Grega de Samotrácia, onde o culto da deidade tripla dedicada à Terra, Noite e ao Ciclo da Natureza era dominante, sendo todos aqueles que queriam ser iniciados nos seus mistérios sujeitos a nove rituais: Criação, Domínio, Amor, Nascimento, Sacrifício, Ablução, Memória e Coroação. O último não tinha nome pois o nono ritual não podia ser revelado. O fascínio dos Ataraxia pela ilha e os seus mistérios, o equilíbrio entre o masculino e o feminino e a sua forte ligação à Natureza, levou-os a criar um fundo sonoro que tenta recriar essa mesma civilização antiga.
Estes senhores já não têm nada a provar a ninguém, e este novo disco é uma boa prova para suster a minha afirmação. Não é o melhor disco de sempre do agrupamento Italiano, mas eles também não sabem fazer álbuns medianos, são todos acima da média. Quem conhece já sabe o que esperar, ou seja, mais do mesmo, mas mais do melhor!
As primeiras 2000 cópias vêm num belo digipack e fazem-se acompanhar de um livrete de 16 páginas. Infelizmente o meu promocional não traz nada disso, apenas um invólucro de cartão. Mas tenho acesso à música, e isso já é muito! RDS
85%
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