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Thursday

If Hope Dies – Life In Ruin (2006) – Ironclad / Metal Blade

Mais uma banda de Metalcore a editar pela Metal Blade (licenciado da Ironclad Recordings). Parece que o filão ainda não esgotou! Pelo menos é isso que a Metal Blade parece pensar. O que é que se pode dizer de mais uma banda do estilo que não se tenha dito noutras críticas, acerca de inúmeras outras bandas e álbuns? Bom, se calhar é melhor dar umas pequenas informações acerca dos If Hope Dies em primeiro lugar. São de Nova Iorque (USA) e este é o seu terceiro disco de originais. Este novo álbum foi produzido, gravado e masterizado por Jason Suecof (Trivium, God Forbid, Roadrunner Allstars) nos estúdios Audiohammer em Orlando, Florida. Aqui os riffs parecem ser bem mais old school que os dos seus pares. Riffs de influência Thrash Metal bem acutilantes e acompanhados de alguma melodia, embora também haja aqui alguma influência Sueca (“Fear Will Keep Them In Line”). Parece que este tipo de visualização é popular nas críticas hoje em dia por isso vou fazê-lo também: imaginem os Arch Enemy na sala de ensaio dos Lamb Of God a fazer versões de Hatebreed e têm uma certa ideia do que é o som If Hope Dies. Ou qualquer coisa assim! Apenas quis incluir este tipo de observação numa das minhas críticas! Nada de novo, nada de original, apenas mais do mesmo, bem tocado é verdade, com boas ideias aqui e ali, mas nada mais. Não há identidade nos temas, ouve-se um e já se ouviram todos. A meio do álbum já estamos fartos. Quando esta onda morrer, apenas as boas bandas vão ficar, e mesmo algumas dessas bandas vão enveredar ou pelo lado mais Hardcore ou pelo lado mais Metal. Entretanto, aqui têm mais um disco para aqueles que ainda não se fartaram de ouvir Metalcore. RDS
70%
Metal Blade Records: www.metalblade.de
Ironclad Recordings: www.ironcladrecordings.com
If Hope Dies: www.ifhopedies.com

Twentyinchburial - Entrevista

1 – Este novo trabalho foi gravado nos estúdios Antfarm na Dinamarca. Como é que surgiu essa oportunidade de gravar nestes estúdios com o Tue Madsen?
Nós andavamos à procura de um bom produtor, surgiu a oportunidade de entrar-mos em contacto com o Tue, ele gostou e quis entrar no processo do Radiovenom.

2 – Neste disco a vossa sonoridade teve uma mutação do Hardcore / Screamo que tinham antes para uma sonoridade mais Thrashada com influências da nova escola Sueca. Esta mudança foi deliberada ou surgiu naturalmente na composição dos temas?
Não creio que tenha havido qualquer mudança a nível sonoro, a banda de facto reinventou-se, mas isso é um processo de desenvolvimento, faz parte da evolução da banda, mas continuamos a fazer o mesmo que faziamos em 2000.

3 – Fala-me um pouco das letras deste disco e dos assuntos abordados nas mesmas.
As letras neste disco, são menos complexas, mais directas e simples, de forma às pessoas captarem a mensagem mais rapidamente, no geral, fala no fundo sobre as coisas que são ditas nos media etc... que por vezes são grandes mentiras e que são levadas a sério pela maioria do publico! Dai o nome Radiovenom.

4 – No disco encontram-se como convidados o próprio produtor Tue Madsen, Jacob Bredahl dos Hatespere, Palle Schultz e Sofie Christensen. Como é que estas participações surgiram e de que maneira é que o seu contributo traz algo de novo ás músicas em que participam (e quais são elas, pois no CD não vem isso referido)?
Surgiram de uma forma natural, eram amigos do Tue, e o Jacob já o conheciamos de termos tocado com os Hatesphere em Portugal, o Tue achou que fazia sentido de facto dar um outro ambiente a determinadas canções, e acabou de facto por fazer todo o sentido.

5 – Como é que tem sido a aceitação ao disco, tanto a nível de imprensa como de público?
Está muito bem aceite.

6 – E em relação às actuações ao vivo, têm surgido muitas oportunidades de apresentar esta nova edição? Como é que têm corrido esses concertos?
Tocamos mais lá fora do que aqui em Portugal, tb se calhar pelo facto, de estarmos na GSR agora.

7 – Quais são os vossos projectos para um futuro próximo?
Continuar a trabalhar com a mesma humildade desde 2000.

8 – Como vês a cena musical actual, Rock, Punk, Hard ‘N’ Heavy, etc, no geral e em particular em Portugal? Que novas bandas e/ou tendências te têm despertado mais interesse?
Gosto dos Fiona At Forty, mas tenho a certeza de que existem muitas outras bandas fantásticas em Portugal.

9 – Em jeito de despedida, queres deixar uma última mensagem ou ideia ou algum assunto importante que tenha ficado por referir?
Muito importante, não haver preconceitos em relação à musica pesada em Portugal, nem haver rótulos completamente absurdos! Caso contrário, nunca iremos evoluir para lado nenhum, e em vez de 20 anos atrasados vamos ficar 50! Por isso, o preconceito mata a evolução da música, e não confundam esta resposta com gosto musical.
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Entrevistador: RDS
Entrevistado: Ricardo da Rocha Correia - Guitarra
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Twentyinchburial: www.myspace.com/twentyinchburial
Raging Planet Records: www.ragingplanet.web.pt

Wednesday

Raintime – Flies & Lies (2007) – Lifeforce Records

Os Raintime são Italianos e “Flies & Lies” é o seu segundo disco e o primeiro para a Lifeforce Records. Depois de terem passado por uma fase inicial de Metal Progressivo com fortes influências de Dream Theater, estes Italianos sofreram uma mudança de sonoridade e hoje em dia enveredam por um estilo mais agressivo com orientações para a nova cena do Metal e a sua fusão de Thrash, Death melódico, algum Hardcore / Metalcore, alguns riffs mais melódicos e apoiados no Heavy Metal mais tradicional e apontamentos electrónicos / samplers. Mas não esqueceram de todo os seus primórdios porque os refrões fazem lembrar imenso a banda atrás mencionada. O som dos Raintime é pesado quanto baste mas sempre com muita melodia e os samplers electrónicos estão bem encaixados e dão outra cor a “Flies & Lies”. A complementar os 10 temas originais temos também um versão bem peculiar de "Beat It" (1982) de Michael Jackson, muito bem conseguida, e participações especiais de Jacob Bredahl (Hatepshere) e Lars F. Larsen (Manticora). Pensei que iria ouvir mais um daqueles discos da nova cena de Metal contemporâneo, e os Raintime até se podem encaixar nessa cena, mas vão muito além e apresentam as coisas de uma outra roupagem e com um cunho pessoal acentuado. Aguarda-se o terceiro trabalho que os irá confirmar como uma certeza na cena do Metal moderno ou os irá deixar ficar para trás junto com tantos outros. Para já, estão a marcar pontos! Para fãs de Dream Theater, Soilwork, In Flames, Children Of Bodom, entre outros. RDS
85%
Lifeforce Records: www.lifeforcerecords.com
Raintime: www.raintime.com

Friday

Hell Within – Shadows Of Vanity (2007) – Lifeforce Records

Os Hell Within são dos USA (Massachusetts) e este é o seu 3º disco “Shadows Of Vanity”. Este é um trabalho mais versátil que os anteriores, no qual a banda faz na perfeição a sua fusão de Thrash Metal (tanto a vertente mais old-school como a mais moderna), algum Death Metal e algum Hardcore Norteamericano. Este novo disco é muito mais melódico que o anterior, tanto nas melodias de guitarra como na própria voz que é agora limpa (algures entre Metallica e Anthrax), estando as vocalizações guturais destinadas apenas a complementar. Imaginem uma fusão de Metallica (fase “Master Of Puppets”), Anthrax (fase John Bush), In Flames, Trivium, Pennywise e Agnostic Front (fase crossover dos 90s). Muito peso, melodia, riffs Thrash, vocalizações a alternar o limpo e o gutural / gritado, secção rítmica pesada quanto baste, balanço entre groove e velocidade. É bom ver que desta actual fusão de Thrash / Death e Hardcore ainda saem coisas boas, apesar de o subgénero já estar mais que moribundo. RDS
80%
Lifeforce Records: www.lifeforcerecords.com
Hell Within: www.hellwithin.com

Thursday

Deadlock – Wolves (2007) – Lifeforce Records

“Wolves” é o novo trabalho para os Deadlock, após o fabuloso “Earth.Revolt” de 2005. A sonoridade mantém-se igual com a fusão de Thrash, Death e Metalcore. As influências do novo Metal Sueco são evidentes, assim como alguns toques góticos que dão um ar mais obscuro à música, apontamentos electrónicos, dualidade voz masculina gutural e voz feminina angelical (muito mais presente que no anterior trabalho), e inclusive algumas passagens acústicas e ambientais. Há de tudo um pouco, aqui em doses mais balançadas que anteriormente. Estes 10 temas (mais intro) estão plenos de muito peso, intensidade, velocidade, groove e melodia constante. Para quem conhece os anteriores registos da banda, isto é uma continuação, mas um passo em frente, sem demonstrar estagnação, falta de ideias ou sinais de se ter esgotado a fórmula. Para quem não conhece, pensem numa fusão entre Dark Tranquillity, In Flames, Darkane, Sirenia e Leaves’ Eyes e terão uma certa ideia. Temas a destacar, “Code Of Honor” (a voz feminina a destacar-se, com interessantes samplers electrónicos), “Losers’ Ballet” (entrada fantástica, ao género banda sonora de filme de terror gótico, segue numa linha bem dark e intensa), “End Begins” (com samplers electrónicos bem encaixados e uma passagem experimental a meio linha European Electro / EBM), mas todas as faixas têm o seu atractivo. Para quem gosta do seu Metal bem pesado mas com melodia constante. RDS
85%
Lifeforce Records: www.lifeforcerecords.com