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Monday

Vagos Metal Fest, 9 a 12 Agosto, 2018



Vagos Metal Fest, 9 a 12 Agosto, 2018
Vagos, Portugal

Realizou-se entre os passados dias 9 e 12 de Agosto a 3ª edição do Vagos Metal Fest. Depois de alguns problemas em 2016 com a produção do festival, e o consequente abandono da promotora anterior, sangue novo pegou no leme e, com nova designação, reavivou a chama. Fica ainda a nota positiva para a Câmara Municipal de Vagos que teimou em não deixar o festival desaparecer e manteve o apoio à iniciativa.
Alguns problemas do ano anterior foram corrigidos, mas surgiram outros, infelizmente. No entanto, as críticas e sugestões servem para isso, ajudar a limar as arestas.


A edição deste ano pauta pela negativa na questão do péssimo som que se fez ouvir na maioria das bandas, algumas de topo de cartaz. A actual dinâmica de 2 palcos consecutivos é bem-vinda, sem longas e aborrecidas pausas entre bandas, mas leva ao problema do som, por não se fazer um soundcheck prévio. Outra situação que incomodou algumas bandas e, especialmente o público, foi a insistente falha de energia, que levou a abruptas paragens em concertos de Orphaned Land, Cradle of Filth e Moonspell. Ao 3º dia esta falha parece ter sido remediada. São situações que não se podem repetir em futuras edições.


Como já referido, a dinâmica de 2 palcos é positiva, mas levou a organização ao exagero de contratar muitas bandas para “encher” cartaz. Em futuras edições deveria apostar-se em menos bandas, mas com mais qualidade e apelo global. Os 4 dias também foram um exagero, pois 3 dias são suficientes. Qualidade acima de quantidade. A opinião não é apenas minha, mas da maioria do público, pelo que ouvi falar no recinto, o que li na internet, assim como conversas com amigos e conhecidos.
Mas passemos à música propriamente dita. Obviamente, com 40 bandas em cartaz, concertos a começar a meio da tarde e a acabar às 3 da manhã, torna-se impraticável para o público, e para este escriba, assistir a todas as prestações.


No primeiro dia, 9, o realce é feito à actuação dos Orphaned Land. Apesar de o som não ter sido o melhor, e de alguns cortes de energia na recta final, os Israelitas não desiludem os seus fãs. Um setlist balançado e a habitual boa disposição e forte presença do vocalista ajudaram à prestação que poderia ter sido memorável, não fossem as falhas externas à banda já mencionadas.


No dia 10 pode-se realçar o regresso dos veteranos, em carreira e em passagens por Portugal, Ratos de Porão. Não direi que foi o melhor concerto que já vi da banda Brasileira, mas um concerto mediano de Ratos é sempre motivo de festa para os amantes de música extrema. Deu para o aquecimento, mas não foi memorável, de todo. Masterplan não tiveram o respeito devido, com actuação no palco secundário e som que mais parecia do local de ensaio. Uma banda com músicos veteranos da cena Hard ‘N’ Heavy merecia mais. Apesar disso parece ter agradado mais ao público do que, por exemplo, os Sonata Arctica. Moonspell era banda aguardada por muitos, por trazer a novidade “1755” na bagagem. Não falemos dos detractores de Moonspell, pois isso daria conversa alargada para a qual não temos tempo nesta reportagem. A falha de energia manchou uma actuação fantástica. Pessoalmente não gostei muito do álbum, mas ao vivo os temas parecem ganhar outra dimensão. Estava a gostar até que surgiram os problemas que aborreceram tanto membros da banda como fãs. Soube a pouco. Converge nunca foram santos de minha devoção. Nunca consegui encaixar o estilo. No entanto, enquanto comia a minha sandes de porco assado, ao longe consegui vislumbrar um concerto cheio de energia, som potente e prestação exemplar dos membros. Já gostei mais de Cradle of Filth, banda que vi pela primeira vez nos idos de 1994 no festival Ultrabrutal de Penafiel. Um par de concertos miseráveis em terras lusas, alguns álbuns medíocres, e as atitudes insuportáveis de Dani Filth que levaram a banda a perder não só músicos mas também alguns fãs, afastaram-me da banda para sempre. No entanto, devo dizer que neste momento estão fortes ao vivo e o concerto até me surpreendeu pela positiva. Continuo a não gostar pessoalmente, mas dou a mão à palmatória e volto a afirmar que ao vivo estão de boa saúde. Foi a banda que o público, na sua maioria, mais gostou. Ainda comecei a ver a actuação dos Attic, mas a voz do senhor afastou-me imediatamente. O senhor não é de todo King Diamond (hint para a organização!).

O dia 11 marcou a desilusão de alguns elementos do público devido ao cancelamento dos Franceses Dagoba. Os habituais trolls da internet foram rápidos a puxar do gatilho e rogar pragas à organização. Caros amigos, estas situações acontecem em todos os festivais. É uma situação que foge ao controle da promotora. A banda já está confirmada para 2019. Os Sonata Arctica estiveram bem, mas não encantaram. Competentes, eficazes, mas faltou um extra que elevasse a prestação a algo mais do que aquecimento para o que viria a seguir. Além de que o estilo não faz propriamente a delícia da maioria dos festivaleiros. Os Holandeses Carach Angren foram, sem dúvida, uma das surpresas do festival, com uma prestação irrepreensível musicalmente e muito teatral. Fiquei com a certeza de que saíram de Vagos com mais fãs Portugueses do que os que tinham antes. Aguarda-se o regresso a nome próprio. Kamelot é uma banda que se ama ou se odeia. A banda tem fás acérrimos em Portugal mas, no outro extremo, são alvo de brincadeiras por parte de quem os apelida de grupo de festival da Eurovisão (além de outras piadas sem gosto que me recuso a reproduzir). Depois de já terem passado por Vagos há uns anos atrás, ainda com Roy Khan como vocalista, este é o retorno com o Sueco Tommy na voz. A prestação foi irrepreensível, com todos os membros a darem o seu melhor, com um setlist balançado e, tal como Orphaned Land na primeira noite, poderia ter sido algo inesquecível, mas o som horrível frustrou essa hipótese. De qualquer modo, o som não esteve tão mal como na banda seguinte, Enslaved. Foi com certeza o pior som de todo o festival, o que levou muitos, eu incluído a abandonar e dar por finalizado o dia.


Quarto dia, 12, o cansaço começa a fazer-se notar. Infelizmente, não tive oportunidade de ver o grande Ross The Boss, mas as opiniões recolhidas foram positivas. Outro cancelamento, neste caso o dos grandes Sinister, outra banda que gostaria de ter visto. Como já referido, estas coisas acontecem e são externas à organização do festival. Integrity é uma banda que sigo há anos e estava com expectativa de ver ao vivo. Não desiludiram. Hardcore metalizado com toques de Sludge feito da maneira certa. Pelo menos é a minha opinião. Gostaria de os voltar a ver em nome próprio e em recinto fechado. Municipal Waste era uma das bandas mais solicitadas pelos festivaleiros e a organização teve olho ao trazê-los a Vagos. A banda foi uma das que mais poeira fez levantar em todo o festival. O mosh pit à frente do palco, e os seguranças, não teve descanso durante toda a actuação. Um dos pontos altos do festival, sem dúvida. Já podem voltar que serão bem-vindos. Segundo um comunicado, os Ensiferum perderam a sua bagagem, instrumentos incluídos, graças à companhia aérea em que viajavam. A banda insistiu em actuar e, depois de se arranjar uns instrumentos, fizeram um set acústico. Poderia ter sido uma das desilusões do festival e acabou por se tornar num momento único em que se criou uma química fantástica entre banda e público. Outro dos momentos inesquecíveis deste Vagos 2018. Os veteranos Suicidal Tendencies proporcionaram outras das melhores actuações do festival. Mike Muir não parece envelhecer ou perder a genica, Dean Pleasants ainda toca tudo tal como nas versões de estúdio, e a adição de Dave Lombardo na bateria é a cereja no topo do bolo. Aliás, atrevo-me a dizer que Lombardo é mais do que isso, ajudando a banda a chegar mais alto com um som potente e certeiro. Temas de quase todos os álbuns ao longo de uma hora que terminou numa invasão de palco por parte do público. Apesar de haver ainda mais duas actuações, a noite já ia alta e o cansaço não perdoava. SxTx fechou para mim com chave de ouro o Vagos Metal Fest 2018.


Para o ano lá estaremos de novo, sempre com esperanças de melhorias a vários níveis. Aguardamos principalmente melhorias no som, sem cortes de energia, menos quantidade e mais qualidade em relação às bandas contratadas, e talvez um nome ou dois mais fortes para subir a fasquia.

Se ainda estás a ler, muito obrigado pelo teu tempo, abraços, e até para o ano!

Ricardo dos Santos, Fénix Webzine
Fotografia: Carlos Palavra / Office CAPhoto


Thursday

Festival Bardoada & Ajcoi - 5 e 6 de Outubro


Censurados até morrer! - Nova edição já está disponível!
Preço de venda: 18 EUR (+portes), com oferta do DVD "25 anos de Censurados".
Oportunamente, haverá sessões de lançamento e iniciativas de divulgação/venda na zona de Lisboa. Quem não quiser esperar pode encomendar já via MP ou mail para censurados.punk@gmail.com ou através dos revendedores habituais (Rastilho, MBooks e outros).
Juntos seremos... Censurados até morrer!!

Casainhos Fest 2018 - 1 de Setembro


Bairrada Metal Fest - Ancas, Anadia - 12 e 13 de Outubro


Hoofmark "Stoick Winds" CD (Ultraje, 2017)


Hoofmark é um projecto de onda “one-man lo-fi Black Metal”. Só isto já é suficiente para alguns o proclamarem como “trve”, enquanto para outros é motivo para arrumar de lado e não voltar a pensar no assunto. Nuno Ramos é o homem por detrás deste projecto e “Stoick Winds” é o primeiro disco de longa duração. Originalmente lançado no ano passado apenas em formato cassete e digital, vê agora uma edição oficial em CD. Deveria confessar que, dos dois grupos atrás mencionados, eu pertenço ao segundo. O que me assusta nessas “one man band” de Black Metal é a ineptidão dos “músicos”, falta de produção disfarçada de trve (gravações caseiras são baratas) e a escassez de ideias. Não é o caso de Hoofmark, pois nota-se que estamos a lidar com um músico capaz, com as suas notórias influências, sem dúvida, mas com boas ideias, concretizadas da melhor maneira. Embora não seja um nome que irei seguir com afinco no futuro, não me desagradou o que ouvi. Há pontos que me agradam e outros que desagradam mas, como qualquer outra crítica musical, isto é apenas uma opinião pessoal e não a verdade absoluta. Como se costuma dizer, gostos não se discutem. Se é a vossa onda, experimentem e poderão gostar. Eu ouço ideias interessantes, tal como a influência de Metal épico dos 80s, algum Doom tradicional, Anarcho Punk britânico e inclusive algum Country e Blues. Para terem uma ideia, as influências são tão diversas como Bathory, Motorhead, Amebix, Manilla Road, Darkthrone, Primordial ou Johnny Cash. A voz é que falha de vez em quando e me faz alguma confusão (principalmente nas partes mais limpas / épicas). Se o Nuno transformar isto numa banda completa (e com um vocalista diferente), a coisa talvez se transforme em algo digno de relevo. Para já ficamos com a potencialidade (que não lhe falta). RDS 65%

https://www.facebook.com/ultrajept
https://www.facebook.com/hoofmarkofficial
https://ultraje.bandcamp.com/album/stoic-winds

Tuesday

Hourswill “Harm Full Embrace” (Ethereal Sound Works, 2017)




O segundo álbum de estúdio dos Lisboetas Hourswill apresenta uma banda mais madura, apesar das grandes mudanças de formação que sofreu. O que se nota logo à partida é a mudança de vocalista, passando a exercer essa fundação Leonel Silva (Mindfeeder). As vocalizações passam agora a ser completamente limpas e os (ocasionais) guturais do primeiro álbum (“Inevitable”) desaparecem. Não tendo eu nada contra os guturais, creio que este registo assenta melhor à banda, criando inclusive uma alternativa ao Metal moderno que, se não tiver vocalizações mais rasgadas, não vende. Caso sejam novos à sonoridade da banda, esta assenta numa onda de Metal Progressivo lento e pesado mas com muita melodia, com vastas influências do Power dos 90s e Doom tradicional. A banda está a criar a sua própria identidade mas nomes de referência são sempre uma ajuda para atrair potenciais ouvintes. Neste caso podemos salientar nomes tão diversos como Nevermore, Morgana Lefay, Fates Warning, Tad Morose, Evergrey, Heathendoom ou Candlemass, por exemplo. Uma boa aposta no campo do Progressive Metal feito em terras lusas, género que infelizmente escasseia por estas bandas.
RDS. 80%

Friday

Miss Lava "Sonic Debris" (Small Stone, 2016)

Miss Lava "Sonic Debris" (Small Stone, 2016)

"Sonic Debris" é já o terceiro álbum de originais dos Portugueses Miss Lava, a editar oficialmente através da Small Stone a 6 de Maio (digital) e a 20 de Maio (CD e vinil). Já o anterior disco havia sido re-editado por esta editora Norte-Americana, um ano depois da edição oficial em território luso. Infelizmente não tive a oportunidade de ouvir "Red Supergiant", por isso não posso comparar e tecer comentários acerca da evolução musical. No entanto a sonoridade parece-me ter mudado um pouco desde a estreia "Blues For The Dangerous Miles" de 2009 e a evolução é notória. O som dos Miss Lava está mais espontâneo, mais seguro e, principalmente, mais apelativo. As influências ainda estão lá, mas a banda conseguiu criar a sua identidade e, apesar do disco ser o heterogéneo suficiente para manter o ouvinte interessado, está perfeitamente coeso.
“Sonic Debris” foi produzido por Fernando Matias em conjunto com a própria banda, misturado por Benny Grotto (Slapshot, Sasquatch, Lo Pan), em Boston, e masterizado por Chris Goosman (Greenleaf, Acid King, Wo Fat, Night Stalker), em Chicago.
Ao todo são 10 faixas que perfazem o total de 50 minutos e que irão certamenbte agradar a fãs de Kyuss, Corrosion Of Conformity, Monster Magnet, Soundgarden, Clutch ou Fu Manchu.
O primeiro single e vídeo “In The Arms of Freaks” já se encontra disponível.
O Rock está vivo em Portugal e recomenda-se.
RDS

http://www.misslava.com/
https://www.facebook.com/MissLavaOfficial
http://www.smallstone.com
https://www.facebook.com/smallstonerecords/

Saturday

Fénix #1058 - 07/02/2015 - Playlist + Informações


Fénix #1058
07/02/2015

01 - Vasco Da Gama - Avé Rei do Mal (Vasco Da Gama LP 1983)
02 - Ibéria - Hollywood (Hollywood 7'' 1988)
03 - Ibéria - Warriors (Ibéria 1988)
04 - Ibéria - Heroes Of The Wasteland (Heroes Of The Wasteland 1990)
05 - Ibéria - Bicho Homem (Demo 95)
06 - Ibéria - N.i.t.r.o. (Revolution 2011)
07 - V12 - Born To Die (Demo 87)
08 - V12 - Sinais Dos Tempos (Live At Rock Rendez Vous (22.01.1988))
09 - V12 - Negócio Das Almas (V12 LP 1990)
10 - V12 - Ride On The Road (Demo Tape 1993)
11 - V12 - Sacred Sin (Born To Die  The Last Waltz (The Diehard Tapes) 2013)
12 - Procyon - Claustrophobic (Obsessed By Time Demo 1987)
13 - Procyon - Last Seeds Of Mind (Last Seeds Of Mind Demo 1990)
14 - Procyon - Read My Lips (Read My Lips CDS 1994)
15 - The Coven - Madman (Get Out Of My Way) (Into The Future Demo 1989)
16 - Tarantula - Cry For The Spider (Tarantula LP 1987)
17 - Tarantula - End of the Rainbow (Kingdom of Lusitania LP 1990)
18 - Tarantula - Peter the Cruel (Tarantula III 1993)
19 - Tarantula - Freedom's Call (Freedom's Call 1995)
20 - Tarantula - Face The Mirror (Light Beyond The Dark 1999)
21 - Tarantula - You Can Always Touch The Sky (Dream Maker 2001)
22 - Tarantula - Never Be Forgotten (Metalmorphosis 2005)
23 - Tarantula - Blind Ambition (Spiral of Fear 2010)
24 - Shrine - In Sheep's Clothing (In Sheeps Clothing Promo-Track '91)
25 - Shrine - My Hatred (Demo '92)
26 - Shrine - Luminous Green (Perspective 1994)
27 - Shrine - Brimstone Gemini (1990-1996 2CD 2013)
28 - Gangrena - God's Will (Infected Ideologies 1994)



VASCO DA GAMA

Banda formada em 1982, com nome inspirado no explorador Português, e constituída pelos músicos Carlos Jorge Miguel (guitarra), Tó Andrade (baixo, ex-Go Graal Blues Band), Gil Marujo (bateria) e Luís Sanches (voz). Foi a primeira banda de Heavy Metal em Portugal a lançar um disco de longa duração, o homónimo “Vasco da Gama”, pela Discossete. Marcou presença por distintas vezes no saudoso Rock Rendez Vous e chegou, inclusive, a fazer a primeira parte de Diamond Head e Spider (11 de Maio de 1984, Pavilhão d'Os Belenenses, Lisboa). Além do disco é também editada em 1988 uma MC (cassete) partilhada com os colegas de armas Ibéria e Samurai (embora com 3 temas já disponíveis no disco). Teve um curto percurso mas que deixou, até hoje, marca no cenário Hard ‘N’ Heavy nacional. O álbum nunca chegou a ser reeditado em CD (ou mesmo em vinil) e o original (em 2ª mão) atinge actualmente preços exorbitantes.


 IBÉRIA

Os Asgarth são formados em 1984. João Alexandre (guitarra), João Sérgio (baixo), Toninho (guitarra), Tony Duarte (bateria) e Luís Filipe (voz). Cerca de dois anos depois, das cinzas destes, surgem os Ibéria, já com Francisco Landum (ex-TNT, Samurai) na guitarra. Nos inícios de 1987 gravam a primeira maqueta com 3 temas. Assinam com a Discossete e editam em 1988 o single “Hollywood” que tem aceitação positiva.
O álbum "Ibéria" é editado em Dezembro de 1988. O tema "No Pride" é difundido, no dia 20 de Janeiro de 1989, no programa "Friday Rock Show" da BBC Radio 1.  A banda grava ainda 2 vídeos para as baladas do disco, "Lady In Black" e "Children Of The World".
Em 1990 é editado o álbum "Heroes Of The Wasteland". Durante todos estes anos o grupo vai sofrendo diversas mudanças no seu line-up, chegando a fazer ainda parte da banda o guitarrista Vasco Vaz (futuro Mão Morta) e o baterista Marco (ambos ex-Braindead).
A editora Discossete não aceita a gravação do terceiro disco de originais o que leva a uma saída dos Ibéria da mesma. A editora lança ainda a colectânea "Estradas de Fogo" que inclui temas já gravados e previstos para o máxi “Hollywood” (apenas editado em 7’’ na altura): "Hollywood – versão extensa”, "Feels Like Love" e o inédito "All Night Flying".
Em finais de 1992, junta-se a Toninho, João Alexandre e João Sérgio o vocalista Miguel Ângelo (ex-Shangai Blue) e o baterista Quim Andrade (ex-Da Vinci) e as vocalizações passam a ser em Português (incluindo o tema “México” e temas que fariam parte do 3º álbum).
Com esta formação é editada a faixa “Sismo” numa maqueta dividida com os Arabian Penthouse.
No dia 9 de Março de 1996 fazem um concerto acústico na Radio Super FM. Pouco depois dão por encerradas as suas actividades.
Em 1997 surgem os E.D.P. (Escravos do Presidente) pelas mãos de João Sérgio, Toninho e Vítor Brás. Gravam 2 maquetas e separam-se no final de 1998.
Os Ibéria ressurgem com esse nome a Fevereiro de 2009. Ainda nesse ano são remasterizados e reeditados em CD, finalmente, os dois álbuns de estúdio. Em 2011 é editado novo disco intitulado “Revolution”. Apesar da actividade da banda ser algo esporádica, ainda continua no activo.

V12

Banda formada em 1984 em Algueirão (Sintra) por Rui Fingers (guitarra), Paulo Ossos (guitarra), Rafael Maia (voz), José Paulo (baixo) e Carlos (bateria).
A 18 de Julho de 1987 grava a primeira maqueta no estúdio caseiro de Xana (vocalista de Rádio Macau). A maqueta inclui 4 temas: "Demons Call", "Born To Die", "Hot And Sweet" e "Tales Of Glory".  Em 1988 dão o mítico concerto do Rock Rendez Vous (que ainda hoje é objecto de recordações e algum culto). A gravação, que passa então de mãos em mãos, serve propósitos mais positivos que qualquer maqueta.
To Zé Brito (director da Polygram), quer contratar o grupo mas exige que o vocalista seja substituído e que as letras passem a ser em Português. Os problemas internos levam à saída de Rafael a Julho de 1988.
Em Janeiro de 1989 é admitido Jorge Martins como novo vocalista de V12.
O disco homónimo é editado em Março de 1990, com as restrições então impostas pela editora, e gera alguma desconfiança por parte dos fãs da banda. No entanto, este acaba por ser bem aceite, e é um sucesso comercial.
Após uma fase de imensa actividade, na qual fazem algumas primeiras partes de Xutos & Pontapés, tocando para cerca de 5000 pessoas, e com alguma divulgação através da TV nacional, dão por encerrada a sua actividade.
Em 1992 dá-se ainda uma tentativa de reanimar V12 com novos elementos (Luciano Barros no baixo e Celia Lawson na voz). Com esta nova formação gravam uma maqueta de 13 temas cantados em inglês e um estilo mais Hard Rock. Após 3 ou 4 actuações ao vivo, a banda dá por terminada a sua actividade.
Em 2013 é editada a compilação em duplo CD “Born To Die / The Last Waltz (The Diehard Tapes)” (parceria Metal Soldiers, Guardians Of Metal e Blood & Iron), a qual contém a demo de 87, a gravação do concerto de 88 do RRV, uma gravação de um ensaio de 87, assim como outra gravação no RRV, esta já de 1990 com o line-up do álbum. O disco de 1990 continua ainda sem edição em CD. As possibilidades de isso acontecer são remotas e quase impossíveis.


THE COVEN

Forma-se no Seixal em 1987 pelas mãos de To Zé Cerdeira (guitarra) e Sérgio Duarte (voz, irmão de Rui Duarte vocalista de Ramp). A estes juntam-se mais tarde Jorge Costa (bateria), João Matos (guitarra) e Eduardo "Osga" (baixo).
Em Janeiro de 1989 gravam a sua primeira e única maqueta "Into The Future". Esta é promovida na mini-digressão nacional "Tour of The Future" lado a lado com os Alkateya.
Em 1990, o vocalista Sérgio Duarte abandona para prosseguir um projecto a solo. Após um concerto com novo vocalista, a banda dá por encerrada a sua actividade.



PROCYON

Surgem em 1982 em Almada, mas apenas nos finais de 1984 ficam com line-up completo: Vasco Marques (guitarra), Paulo McVictor (baixo), Mané Ribeiro (bateria) e António José (voz).
Após mudança de vocalista em 1987, entrando para a banda Miguel Stein (RIP, falecido em 2005) Actua no Rock Rendez Vous a 8 de Março de 1987. Voltam ao paço do RRV a 13 de Junho seguinte para gravar aquele que viria a ser o primeiro duplo LP com bandas de Heavy Metal Portuguesas (além de Procyon estavam também alinhados Blizzard, STS Paranoid, Tarantula, Navan, Satan’s Saint, Devil Across e Black Cross). A edição nunca se chegou a concretizar.
Nos finais de 1987 gravam a 1ª maqueta "Obsessed By Time". Ainda lançam uma cassete ao vivo em 1989, intitulada “Songs For Lunatics”.
Mais mudanças no line-up e em 1990 gravam a sua segunda demo "Last Seeds Of Mind". Gravam um vídeoclip para a faixa "Asking More".
Surge a oportunidade de fazer a primeira parte dos Brasileiros Ratos de Porão.
Mais mudanças de line-up e em 1994 é editado o CD-single "Read My Lips" através da Morgana Records.
Dão por encerrada a sua actividade pouco depois, em 1995.


TARANTULA

Em 1981 surgem os Mac Zac em Valadares, mudando de nome nos inícios de 1985 para Tarantula. Os irmãos Barros, Paulo (guitarra) e Luís (bateria), junto com Carlos Meinedo (voz), João Wolf (guitarra), Paiva (teclas) e José Baltazar (baixo), entram em estúdio para gravar a maqueta com 5 temas ("Black Woman", "Full Moon Night", "Devil`s Dreams", "To Hell" e "Escape From Heaven"). Em 1986 gravam uma segunda maqueta ("The Candle", "Will o' Wisp", "The Heavy Way", "Sons Of The Flame" e "Kill The Priest (Decidit Pontificem)" são os temas que a compõem).
Em 1987 participam nas gravações ao vivo, no Rock Rendez Vous, daquele que viria a ser o primeiro duplo LP com bandas de Heavy Metal Portuguesas (além de Tarantula estavam também alinhados Blizzard, STS Paranoid, Procyon, Navan, Satan’s Saint, Devil Across e Black Cross). A edição nunca se chegou a concretizar.
Nos finais de 1987 é editado o através da independente Transmédia a estreia homónima em LP. O álbum resultou muito bem e esgotou rapidamente.
Em 1989, a após algumas mudanças de formação, Jorge Marques (ex-baterista de Web) assume as vocalizações.
Gravam no seu estúdio pessoal aquilo que viria a ser o segundo álbum, "Kingdom Of Lusitania", que é editado em 1990 pela multinacional Polygram.
Em 1994 entra para a banda José Aguiar (baixo) e no ano seguinte é editado "III", o primeiro trabalho em CD. “Freedom’s Call” é lançado em 1995 pela Numérica. O disco seguinte marca a aliança da banda a uma editora estrangeira, a AFM Records, através da qual são lançados os 3 discos seguintes, “Light Beyond The Dark” (1998), “Dream Maker” (2001) e “Metalmorphosis” (2005).
No ano de 2001 é editado um duplo CD de tributo, comemorando os 20 anos de carreira, no qual 31 bandas de Metal Lusitano e 3 Brasileiras, das mais variadas vertentes, fazem versões dos seus temas favoritos.
Em 2010 regressam com “Spiral Of Fear”, de novo através de uma nacional, a Gluetone. O ano de 2014 vê a reedição de uma edição limitada em vinil preto e picture-disc do mítico “Kingdom Of Lusitania” de 1990.
À somar às 3 décadas de Heavy Metal como Tarantula, os seus membros ainda têm responsabilidade na evolução do género em Portugal através da sua escola de música Rock'n'School, do estúdio Rec'n'Roll (muitas maquetas do género saíram destes estúdios), além de outras actividades.
Anseia-se por reedições em CD dos dois primeiros álbuns; assim como reedições do 3º e 4º (hoje quase impossíveis de se conseguir, a não ser em 2ª mão e com preços altos); e porque não, a recuperação para formato digital das duas maquetas. Mais isto já é um saudosista e coleccionador a sonhar alto…


SHRINE

Luís Simões (guitarra / voz), Eduardo V. (guitarra), Rogério Pinto (bateria) e Antonio Cavacas (baixo) formam os Shrine em Linda-A-Velha em 1990. Em 1991 gravam a promo-track "In Sheep´s Clothing".
Em 1992 ficam reduzidos a trio e é gravada a 2ª maqueta com 3 temas ("My Hatred", "The Mansory" e "Gnostic Ghost"). O tema “My Hatred” é incluído na colectânea em duplo vinil “The Birth Of A Tragedy” (para muitos considerada “A” colectânea de Metal em Portugal). “The Masonry” tem direito a videoclip que chega a rodar na TV nacional.
A 14 de Fevereiro de 1993 surge a oportunidade de fazer a primeira parte dos Alemães Kreator, no Armazém 22 (Lisboa).
 Surge um contrato discográfico com a independente Morgana Records. O CD "Perspective" é lançado em 1994.
Uma maqueta de 4 faixas é gravada em 1996 ("Allright", "Anemone", "Naked Dagger" e "Bliss"). Um segundo disco chega a ser gravado mas nunca editado. Após o fim da banda, Luís Simões integra os The Firstborn (como convidado), forma o projecto Saturnia e passa a fazer parte dos Blasted Mechanism.
Em 2013 é lançado via Chaosphere Recordings o duplo CD “1990-1996” que reúne toda a discografia da banda (incluindo o 2º disco inédito até à data).


GANGRENA

Surgem em 1993 nos Carvalhos e logo gravam uma maqueta de 3 temas que lhes vale um contrato discográfico com a independente MTM. Deste resulta "Infected Ideologies" (gravado em apenas 3 dias). A 23 de Janeiro do mesmo ano fazem a primeira parte (junto com W.C. Noise) dos Britânicos Carcass no Pavilhão Infante de Sangres (Porto).
Dois anos depois, o tema novo “Beguiled” integra a colectânea em CD “From Here To Nowhere” lançada pela In-Édita.
Constantes problemas de line-up e tentativas falhadas de gravação ditam o fim da banda.


Fontes para recolha de informação: