Showing posts with label Portugal. Show all posts
Showing posts with label Portugal. Show all posts

Wednesday

Insaniae & Mourning Lenore – Split CD (2008) – Daemonium

Split CD entre estes dois projectos nacionais de Doom. A edição é do blogue Daemonium, a propósito do seu 3º aniversário. Dois temas para cada banda mas, como habitual no espectro Doom, estes oscilam entre os 8m30s e 12m, perfazendo cerca de 41 minutos de lusitano peso arrastado, depressivo, decadente, frio. Os Insaniae atrevem-se a usar a língua materna como veículo para as suas letras, voz feminina e uma faceta mais melódica do género. Assinam o melhor “lado” do disco. Não ficando muito atrás em qualidade, seguem os Mourning Lenore com uma orientação mais pesada, Death / Doom, passagens ambientais a adornar. O som da gravação não é tão bom como o dos companheiros de edição, mas as duas faixas revelam ideias e potencial. Aguardam-se edições a nome próprio. Para já, irá agradar a fãs do estilo. 70% www.myspace.com/insaniae / www.myspace.com/mourninglenoredoom / http://www.abcdemonium.blogspot.com/ / www.myspace.com/dmoni1
RDS

Assassinner – Other Theories Of Crime (Demo, 2008) – Edição de Autor

Primeiro registo para os Assassinner. Três ex-membros de Crackdown / Strain voltam a juntar-se para novas andanças no mundo do Metal. Os 3 temas que compõem esta maquete remetem mais rapidamente para a sonoridade 90s Thrash / Core / Industrial dos Crackdown do que para a fusão moderna dos Strain. Pode-se falar em influências como Sepultura (fase Chaos AD), Morgoth (último disco), Fudge Tunnel, Fetish 69 ou os Portugueses Ramp ou Squad. Gostei do que ouvi. É saudado o regresso ao activo destes 3 músicos. Aguardo com expectativa o álbum. 80% www.myspace.com/assassinner
RDS

Tuesday

Satans Revolver – The Circleville Massacre EP (2008) – Raging Planet

Depois de várias apresentações ao vivo por esse país fora, os Satans Revolver decidem ir a estúdio e registar alguns temas. “The Circleville Massacre” é o EP que resulta dessa sessão. A 5 temas adiciona-se ainda uma faixa multimédia com curtos vídeos promocionais de estúdio e ao vivo. Os vídeos pouco ou nada atribuem de especial ao disco, resultando apenas como um extra mais estilístico que funcional. Os elementos da banda provêm de nomes já conhecidos da cena Underground nacional como Twentyinchburial, Aside, As Good As Dead, Before The Torn ou Forgodsfake e a sonoridade de Satans Revolver reflecte essa experiência e alguma heterogeneidade de estilos. Uma fusão de Hardcore, Metal e Southern Rock / Stoner fazem os pouco mais de 17 minutos. Há boas ideias mas também alguns “clichés”, resultando o EP mais divertido que propriamente uma obra de arte. Mas talvez seja essa mesma a ideia principal da banda, em ter apenas um grande gozo com o projecto. Nada de surpreendente, nada de novo, mas eficaz o suficiente para uma noitada de copos com os amigos, rodando na aparelhagem ao lado de discos de Sick Of It All, Down, Eyehategod, Pro-Pain ou outros que tais. 65% www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal / www.myspace.com/satansrevolver
RDS
-
Satans Revolver - Barfight's

CineMuerte – Aurora Core (2008) – Raging Planet

Este é o novo trabalho para o duo CineMuerte, o segundo disco de longa duração após a estreia “Born From Ashes” em 2006. São 9 novos temas, em pouco mais de 38 minutos, com a habitual fusão de elementos Pop, Rock, Metal e Góticos. Sophia Vieira e João Vaz fazem-se acompanhar em “Aurora Core” por Pedro Cardoso (F.e.v.e.r.) na bateria e Ricardo Amorim (Moonspell) na guitarra. Há ainda uma letra escrita por Fernando Ribeiro, vocalista dos Moonspell, cedida à banda, para a faixa “The Night Of Everyday”. Há também uma parte multimédia que inclui o vídeo promocional do tema de apresentação “Air” e um curto “making of”, além de informações técnicas sobre o disco. O disco foi misturado e masterizado por Waldemar Sorychta (Moonspell, Tiamat, Samael, Lacuna Coil, The Gathering) o que, por si, já é sinónimo de qualidade. Mas não são os nomes aliados a um disco que o fazem ser o que é. A música contida na rodela cinzenta é o principal. E aqui isso não falha. Som forte e potente quanto baste para agradar aos ouvintes de sonoridades mais “pesadas”, mas com muita melodia e uma cristalinidade que permite apreciar todos os elementos em jogo. Não há grande diferença entre este “Aurora Core” e a anterior proposta. É apenas um passo em frente para o duo que, com apenas dois discos, já conseguiu criar a sua sonoridade e identidade. Os CineMuerte continuam na mesma e isso é bom, muito bom. 85% www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal / www.myspace.com/cinemuerte
RDS
-
CineMuerte - Air

Wednesday

V/A – Raridades Vol.1 (7”) (2008)

Edição conjunta das independentes Infected, Zerowork, Can I Say e Your Poison. Em formato de vinil de 7” são apresentados 4 temas raros e/ou inéditos de Crise Total (ao vivo no RRV em 84, tema de uma compilação 7” de 89), Peste & Sida (ao vivo em 88), Censurados (ao vivo no RRV em 89) e Vómito (tema de uma maquete de 89), tudo dos finais dos 80s. Ao disco adiciona-se uma banda desenhada de Marcos Farrajota e Afonso C.P., bem “old school”, feita à mão e fotocopiada. Além disso, esta edição DIY é limitada a 500 cópias, numeradas à mão. O preço é de 7 euros (uma verdadeira pechincha) + portes. Por breves momentos voltei atrás no tempo ao escutar estas pérolas. Uma verdadeira preciosidade que se vai tornar em objecto de colecção para, não só os Punks lusos, mas todos os aficionados da MMP. O título refere que este é o volume 1. Haverá mais? Espero que sim, e o meu apoio vai todo para estas editoras. Força nisso!
Encomendas através do myspace www.myspace.com/infectedrecordsdiy ou pelo e-mail: infected_records@yahoo.com
A minha classificação só pode ser mesmo 100%. É pena saber a pouco.
RDS
-
Censurados - Coxa

-
Peste & Sida - Vamos Ao Tabalho

-
Crise Total - Assassinos No Poder

Thursday

The Firstborn – The Noble Search (2008) – Major Label Industries

Chegou-me às mãos finalmente o novo disco dos The Firstborn que, confesso, estava ansioso por ouvir depois de tantas boas críticas que li. “Será que a expectativa é tão alta que vou ter uma desilusão?”, pensei eu. Felizmente não foi o que aconteceu pois “The Noble Search” está a um nível superior a “The Unclenching Of Fists”. O disco anterior estava muito bom mas tinha pormenores que a mim me faziam repelir o epíteto de disco do ano, como muita gente o vaticinou. Uma delas era a produção pois “The Unclenching Of Fists” tinha um som algo “apagado”, sem força e vitalidade. Outra era a saturação de sons externos à banda base, com muitos “samplers” e sons adicionais. Essas duas falhas (na minha modesta opinião) foram aqui colmatadas e o disco soa forte e poderoso, mas limpo e audível. A componente étnica (musicalmente falando) é real e não “samplada”, está melhor encaixada e soa mais orgânica. Orgânica; é a essa a melhor palavra para descrever a produção deste álbum. Quanto à componente lírica, continua na mesma linha do anterior, com o vocalista Bruno Fernandes a apoiar-se na sua recente paixão pela filosofia Budista. Os diversos convidados especiais também ajudam ao colorido de “The Noble Search”: Vorskaath (Zemial) na percussão, Luis Simões (Saturnia) na cítara, Hugo Santos (Process Of Guilt) e Proscriptor (Absu) nas vozes. O que os Firstborn haviam prometido na anterior proposta está aqui concretizado na sua plenitude. Fica ainda a informação de que por cada CD vendido, 50 cêntimos reverterão a favor da luta de libertação do Tibete. 95% http://www.thenoblesearch.com/ / www.myspace.com/unclenchedfists / http://www.majorlabelindustries.com/
RDS
-
The Firstborn Live @ Caos Emergente 2008

Vertigo Steps – Vertigo Steps (2008) – Edição De Autor

Este é o disco de estreia homónimo dos Vertigo Steps, um projecto da responsabilidade de Bruno A. dos Arcane Wisdom. Bruno é aqui acompanhado pela bateria de Daniel Cardoso (Head Contol System, Sirius), o baixo fretless de Alexandre Ribeiro (Bleeding Display, Desire, Grog) e a voz do Finlandês Niko Mankinen (Misery Inc.). Como convidados especiais conta-se com Stein R. Sordal (Green Carnation, voz principal em um dos temas), Sophie (Understream), Rui Viegas e André Vasconcelos (ambos ex-vocalistas de Arcane Wisdom). Ao todo são 10 temas em cerca de 50 minutos de Dark Metal com passagens atmosféricas, progressivas, experimentais e certos toques de Post-Rock. “Vertigo Steps” pauta pelo ambiente intenso, carregado e melancólico das suas faixas. Peso, balanço e muita melodia marcam a música do projecto com aproximações ao universo de nomes como Green Carnation, Anathema, Arcturus, Winds, Opeth, Orphaned Land, Amorphis ou até Porcupine Tree. Mais um grande disco a surgir no panorama Underground nacional. Um nome a ter em conta no futuro. 85% http://www.vertigosteps.com/ / www.myspace.com/vertigosteps / http://cdbaby.com/cd/vertigosteps
RDS
-
Vertigo Steps - Fire Eaters

Waste Disposal Machine – Interference (2008) – Thisco

Já se encontra disponível o álbum de estreia dos Waste Disposal Machine, “Interference”. Este é composto por 13 faixas (uma introdução, 8 temas originais e 4 remisturas) e perfaz os 54m20s de duração. Depois de vários lançamentos em formato demo e participações esporádicas em compilações, os WDM assinam pela Thisco para a edição do primeiro longa duração. A fusão de Rock Industrial, Electro, Gótico, Metal e EBM faz a sonoridade WDM. As influências (ou aproximações ao universo de) são tão díspares como Nine Inch Nails, Front 242, Front Line Assembly, Das Ich, Young Gods, Skinny Puppy, Assemblage 23, Die Krupps, Ministry, Rammstein ou Deathstars. Os temas são tão diferentes entre si que o disco poderia resultar numa amálgama de sonoridades tão heterogéneas que comprometeriam o todo. Felizmente, não é isso que acontece, todas as ideias e influências foram tão bem digeridas e “Interference” soa coeso, forte, maduro, mantendo o ouvinte atento e interessado do início ao fim. Mais uma prova de que em Portugal também se fazem coisas interessantes e de alta qualidade, fazendo frente, e até suplantando, o lixo que vem lá de fora e que pulula nos tops nacionais. Agora, só falta mesmo o apoio por parte do público, porque a banda já fez a sua parte. Comprem o disco e vão aos concertos, apoiem os WDM para que não lhes aconteça o mesmo que muitas outras bandas Portuguesas exemplares que caíram no esquecimento e, eventualmente, desapareceram. Para colocar na prateleira dos discos nacionais ao lado de [F.ev.e.r.], Bizarra Locomotiva, Haus En Factor ou Sci-Fi Industries. 95% http://www.wdm-web.com/ / http://wastedisposalmachine.blogspot.com/ / www.myspace.com/wastedisposalmachine / http://www.thisco.net/
RDS
-
Waste Disposal Machine - I Sing The Body Electric (Excerto do Live VJing)

Divine Lust – The Bitterest Flavours (2008) – Deadsun Records

Lembro-me da estreia homónima em 2002 e desta me ter chamado a atenção para a fusão Doom e Gothic Metal de inspirações My Dying Bride, Anathema, Sentenced, Crematory e Sundown. Embora algo derivativa e lugar comum, tinha os seus pontos de interesse, assim como um certo cuidado na composição de temas com identidade (o tema de apresentação “Morrigan” vem à cabeça). Após 6 anos de espera (com um EP em 2004 do qual eu não tive conhecimento senão à minutos) surge o sucessor sob a forma desta colecção de 11 temas em 67 minutos. A sonoridade segue a mesma linha de sempre mas desta feita deram especial atenção aos pormenores, sons, ambientes e revelam um trabalho de composição elaborado. Nada foi deixado ao acaso e as ligações entre ideias, riffs, melodias, e mudanças de ritmos, está feita de um modo perfeito e com uma fluidez e à vontade que se espera de uma banda com 10 anos de existência. As colaborações especiais (violino, voz feminina, guitarra Portuguesa), assim como o uso inteligente dos teclados e algumas influências étnicas, ajudam bastante ao ambiente geral do disco. Pesado quanto baste mas com muita melodia; com a força e intensidade do Doom mas com a suavidade dos elementos góticos; sombrio e depressivo mas com o vislumbre da luz ao fundo do túnel. É assim este “The Bitterest Flavours”. Em 2008 os Divine Lust estão, além de mais maduros, bem mais interessantes. Para fãs das bandas acima citadas e outras como o Memory Garden, Candlemass, Lake Of Tears, Tiamat, Beseech, Saviour Machine, Lacrimosa, Depeche Mode (pareceu-me ouvir aqui umas ideias, em especial na voz) ou ainda os Portugueses Heavenwood, Secrecy e Desire. Se ainda havia dúvidas quanto às potencialidades do Divine Lust, estas estão dissipadas com o fabuloso “The Bitterest Flavours”. 95% http://www.divinelust.com/ / www.myspace.com/divinelustband / http://www.deadsunrecords.com/
RDS
-
Divine Lust - Morrigan ("Divine Lust", 2002)

Monday

Anomally – Once In Hell… (2008) – Edição de Autor

“Once In Hell…” é o disco de estreia com edição de autor dos Açorianos Anomally. São 8 temas em pouco mais de 33 minutos e meio que fazem a fusão de Death Metal melódico com ambientes góticos. Reminiscências do Gothic / Death Europeu de meados da década de 90 e nomes como Crematory, Dark Tranquility (antigo), Atrocity ou Paradise Lost (antigo) fazem o som dos Anomally. Algumas influências pouco notórias mas enumeradas pela banda são In Flames, Lamb Of God, As I Lay Dying, Dream Theater ou Metallica, por exemplo. O som está potente mas nítido o suficiente para se ouvir tudo o que se está a passar em termos instrumentais. A típica dualidade voz gutural e limpa está presente, as guitarras alternam entre os riffs mais agressivos e as linhas melódicas, a secção rítmica é forte e coesa, as teclas estão bem encaixadas e não exageram. Gostei também da apresentação geral do CD e, em especial, do toque extra com a etiqueta de morgue. Longe de ser um disco essencial, é um bom disco que faz lembrar a já referida cena Death / Goth de meados dos 90s, mas sem soar datado, como acontece com algumas bandas que seguem esta linha. Vale a pena a audição para quem gosta do género. 70% http://www.anomally.com/ / www.myspace.com/theanomally / Metalicídio (Venda Online do CD)
RDS
-
Anomally - No Words From The Dead

Sam Alone – Dead Sailor (2008) – Raging Planet

Apolinário “Poli” Correia (Devil In Me, For The Glory) deixa de lado o Hardcore por momentos para se munir de uma guitarra acústica e uma harmónica, e assim enveredar pelos mesmos caminhos dos “songwriters” Norte-Americanos e a Country / Folk-Rock de nomes como Bod Dylan, Johnny Cash ou Bob Seger. A ideia chama a atenção e o primeiro tema, “Too Cold, Too Dark”, apesar de não ser nada de transcendental, agrada. Mas essa sensação de estar perante algo interessante desvanece-se rapidamente. A partir daqui, e até ao fim do disco, é um repetir de fórmulas, já por si, com pouca substância, tornando “Dead Sailor” monótono, insípido e perfeitamente dispensável. E, sinceramente, a voz de Poli começa a mexer com os nossos nervos passado um bom bocado. Além disso, a versão descaracterizada de “Instinct”, dos Strike Anywhere, deixa muito a desejar. Eu dispenso. 20% www.myspace.com/samalone / http://www.ragingplanet.pt/ / www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal
RDS

Capitão Fantasma – CF720 (MCD+DVD) (2008) – Raging Planet

Os míticos Capitão Fantasma regressam em 2008 com uma nova edição discográfica e a comemoração dos seus 20 anos. “CF20” é um conjunto de dois discos, um EP e um DVD. No CD encontramos 7 novos temas de estúdio na habitual linha Psychobilly / Rockabilly com influências de Punk e Garage. O DVD inclui os 3 vídeos promocionais do anterior álbum “Viva Cadáver” (“Cidade Suja”, “Se Eu Enlouquecer” e “Nem 20 Anos”), e 60 minutos em palco divididos por 3 actuações distintas (no Culto Bar como banda de abertura para os Meteors; no MusicBox aquando do lançamento de “Viva Cadáver”; e finalmente no Festival Optimus Alive 2007). Quanto ao CD, nada de novo a apontar, os temas seguem a mesma linha do anterior registo; apenas posso dizer que é um prazer ver que desta vez os C.F. estão a apostar na continuidade, não nos deixando muito tempo sem material novo. São apenas 22 minutos, mas servem muito bem o seu propósito e, tendo em conta a recente actividade da banda, não tardará muito a termos novo longa duração na rua. Além disso, temos também o formato vídeo para nos entreter. O único senão no DVD é o facto de o menu não ter as ligações identificadas. Não se sabe se estamos a aceder a um registo ou outro, funcionando um pouco ao acaso. Pelo menos e tivesse uma função de “play all”, o problema ficaria minimizado. Os promoclips são fáceis de identificar assim que os estamos a visualizar; quanto às actuações ao vivo, a prestação do Alive é fácil de assinalar (palco maior, mais público), mas as outras duas não (pelo menos para quem, como eu, nunca visitou o Culto ou o MusicBox). Fora este pormenor do menu, a imagem está muito boa, o som está bombástico, o trabalho de câmara está muito bom, recomenda-se portanto. Mais um lançamento essencial na carreira destes rockers tugas. Agora só falta mesmo a reedição dos dois primeiros trabalhos (ai esse “Hu Uá Uá”, quando é que eu vou encontrar um exemplar?!). 80% http://www.capitaofantasma.com/ / www.myspace.com/capitaofantasma666 / http://www.ragingplanet.pt/ / www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal
RDS
-
Capitão Fantasma - Cidade Suja

Sunday

Factory Of Dreams – Poles (2008) – Progrock

Factory Of Dreams é o novo projecto de Hugo Flores, guitarrista de Project Creation. Em 11 temas faz-se a fusão de sonoridades Progressive / Symphonic Rock, electrónica (vertentes trip-rock e ambiental) e elementos do universo Gótico. Ao Hugo Flores juntam-se a vocalista Sueca Jessica Letho e o baixista Chris Brown (com uma breve participação). Tenho sentimentos contraditórios em relação a este projecto / disco. A música de F.O.D. não anda muito longe daquilo que fazem certos nomes da cena Symphonic / Gothic Metal com voz feminina como The Gathering, Leaves Eyes, Sirenia, Theatre Of Tragedy ou Within Temptation, embora com uma aproximação mais “calma” e ambiental ao género (o nome do projecto pode dar algumas pistas). Está bem feito, contém boas ideias, a voz é fantástica mas… há aquela constante sensação de “déjà-vu”. E no entanto não consigo deixar de ouvir. Basta estar no estado de espírito certo e “Poles” pode ser uma agradável companhia. Está, no entanto, longe de ser uma peça indispensável. 70% http://www.sonicpulsar.com/ / http://www.progrockrecords.com/
RDS
-
Poles - Exclusive Album Preview

E-compilações nacionais / Magazines online

Duas novas e-compilações cheias de bandas nacionais estão disponíveis para download gratuito nos respectivos websites. Também duas revistas direccionadas para o universo do Metal estão disponíveis em formato pdf, uma delas com compilação em mp3.

A primeira compilação é “Circulo De Fogo #6 – Selvagem” e, como o título indica, trata-se já do 6º volume. Metal, Punk, Hardcore, Gótico e Progressivo têm o seu lugar nesta “selvajaria”. Material recente e material clássico, há um pouco de tudo. As bandas incluídas neste volume são: Phil Mendrix, Smiles 'N' Cries, The Other Side, R12, Diesel-Humm!, Sean Rose, Factory Of Dreams, DeepSkin, The Last Of Them, New Mecanica, Echidna, For The Glory, ThanatoSchizO, Gwydion, Burning Sunset, Extreme Unction, Irae, Downthroat.
As anteriores edições também podem ser descarregadas no mesmo endereço.
http://www.circulodefogo.com/

O website “Heavy Metal Pt Is The Law” lança também uma e-compilação, neste caso o 1º volume. A orientação é mais Hard Rock, Heavy e Power clássico. As bandas incluídas são: Fantasy Opus, Attick Demons, Dawnrider, Gargula, Drakkar, Ironsword, Crystal Dragon, Lostland, Mindfeeder, Rising Force, Shivan, The 7th Circle, Timeless, STS Paranoid.
http://www.heavymetalpt.com/

A Ancient Ceremonies tem novo número, é já o 15º, está disponível para download no formato pdf e faz-se acompanhar de uma compilação em mp3. A orientação é a mesma de sempre: Black, Death, Thrash., Grind, Doom.
Revista em pdf + compilação em mp3 (160kbps): www.ancientceremonies.com/issue15_zip.php
Revista apenas: www.ancientceremonies.com/issue15_pdf.php
http://www.ancientceremonies.com/ / http://www.blogger.com/www.myspace.com/ancientceremonies

A revista Luso-Brasileira Horns Up vai já no 3º volume (Outubro / Novembro 2008) e inclui entrevistas a Bleeding Through, Krisiun, Confronto, Paura, Echidna, Raunchy, Misery Index, One Hundred Steps; 43 críticas a CDs; e reportagens dos concertos: Alliance Fest, ABC PRO HC 11, GAS Festival, Agnostic Front, All Shall Perish.
Os números anteriores ainda se encontram disponíveis.
http://www.hornsup.net/

Wednesday

Diesel-Humm! – Stop The War (2007) – Radical Records

“Stop The War” é a estreia em longa duração dos Diesel-Humm! O disco foi editado em 2007 mas só agora me chega às mãos um exemplar do mesmo. Ao todo são 13 temas que percorrem o caminho do Hard Rock clássico, mas com uma roupagem moderna. A produção é a habitual no género, limpa e perceptível, mas um som algo mais cheio poderia beneficiar a banda, principalmente na bateria que ficou “limpa” demais (e um pouco alta), na minha opinião. De qualquer modo, o som está muito acima daquilo que se ouve noutras produções nacionais. Quanto à música em si, o disco torna-se algo repetitivo a meio caminho, mas mesmo assim temos temas muito fortes como a abertura “Harmonic Pain”, “(Stop) No More War”, “Strange Soul” ou “Diesel What?”. Apesar da corrente velha escola dos Diesel Humm! a banda não tem medo de experimentar coisas diferentes como o violino em “Harmonic Pain” ou os samplers electrónicos em “Strange Soul” e “Looking For Promise Land”. A balada “One More Time” é algo frouxa e melosa e poderia ter ficado melhor, mas “Falen Deep Inside” já soa mais a “power ballad” roqueira e a voz feminina ajuda muito ao produto final. A passagem rap em “Monster Of Silence” está algo desenquadrada, mas em “Devils Woman” já está melhor enquadrada. “Stop The War” tem os seus altos e baixos mas, no geral, é um disco agradável de se ouvir. Recomendado a fãs de Hard Rock dos 80s, Glam Rock e bandas Alemãs e Nórdicas do género. 65% http://www.diesel-humm.com/ / www.myspace.com/dieselhumm
RDS

Monday

Heavenwood - Entrevista

1 – Desde o último álbum “Swallow” (datado de 1998) até este novo trabalho houve um interregno enorme que passou por problemas com a anterior a editora (a Germânica Massacre), mudanças de formação, etc. Pelo meio houve tempo para um promo-CD em 2007 e alguns concertos esporádicos (que muita gente pensava serem de reunião, mas a banda nunca acabou propriamente, não é assim?). O que é se tem passado comos Heavenwood neste últimos 10 anos?
Estes anos de “silêncio” serviram de meditação musical por assim dizer no seio dos HEAVENWOOD enquanto alguns membros da banda trilharam caminhos alternativos em termos musicais, serviu também para o grupo analisar determinados assuntos fulcrais correspondentes á carreira da própria banda. Penso que toda a gente inserida neste meio musical tem a noção que as labels são um terreno pantanoso quando previamente não são efectuados acordos de comum interesse mas uma vez que acredito no lema " o que não nos mata torna-nos mais fortes " isso sim é que interessa no final de contas.
10 anos serviram no final de contas para idealizar, estruturar, compor, produzir e gravar este nosso terceiro álbum “Redemption”.

2 – Descreve os processos de composição e gravação deste disco de estreia “Redemption”.
O novo álbum dos HEAVENWOOD teve uma pré-produção massiva, intensiva em termos de composição e estruturação dos riffs e melodias características da banda com as letras, linhas vocais de forma a soar no final a “cara com coroa”.
A banda teve vários meses a pre-produzir vários temas antes de entrar no ULTRASOUND Studios com o Daniel Cardoso, trabalho esse desempenhado apenas entre os 3 elementos que são o núcleo forte dos HEAVENWOOD em 2008. Quanto entramos no ULTRASOUND studios tínhamos um esboço bem delineado do que queríamos em relação á sonoridade do novo álbum dos HEAVENWOOD, sabíamos que com a colaboração do Daniel Cardoso na Bateria todos os temas iriam ganhar uma maior dimensão em termos musicais e sonoros. Em termos vocais o album está apetrechado de pormenores o que por si só deu muito trabalho a toda a equipa envolvida. Partimos então para os FASCINATION STREET STUDIOS na SUÉCIA e com o JENS BOGREN misturamos e masterizamos um tema por dia de forma meticulosa. Muita mais gente esteve envolvida neste processo para o novo álbum dos Heavenwood desde o apoio da nossa Editora actual (Recital Records), todo o esforço e empenho da Avantegarde Management, Rita Carmo com uma sessão de fotografias desta fantástica fotógrafa nacional até ao designer JMELLO do Brasil.
Curioso o facto de várias nacionalidade estarem envolvidas nesta arte que fazemos!

3 – O disco foi produzido, misturado e masterizado por Jens Bogren nos Fascination Street Studios na Suécia. Porque optaram por estes estúdios e este produtor?
Porque nos identificamos com o seu " quadro musical ", procuramos muito sinceramente evitar os clichés sonoros actuais que passam por álbuns demasiadamente comprimidos em termos sonoros. Os HEAVENWOOD com “Redemption” pretendem soar a analógico, dinâmico, a banda… uma sonoridade aberta… metaforicamente falando… de braços abertos… espaço… ar… e de facto o JENS BOGREN é na actualidade o melhor produtor europeu neste tipo de sonoridade!

4 – O Daniel Carvalho (Head Control System, ex-Sirius), além de gravar a bateria no disco, teve também um papel activo na produção. Como é que surgiu a sua colaboração com os Heavenwood?
Uma vez que pretendíamos e acreditávamos que em Portugal conseguiríamos captar, gravar e produzir o álbum em condições ao ouvir alguns trabalhos do Daniel juntamos o útil ao agradável. Foram quase dois meses de trabalho intenso de toda a gente envolvida onde a equipa ULTRASOUND se dedicou de alma e coração ao novo álbum dos HEAVENWOOD. Muito trabalho caros amigos. Muito trabalho mesmo!

5 – O disco tem diversas colaborações especiais: Jeff Waters (Annihilator), Gus G (Firewind) e Tijs Vanneste (Oceans Of Sadness). Como surgiram estas colaborações? Que extra adicionaram estes músicos à faixa em questão?
As colaborações aparecem mais uma vez de forma metafórica uma vez que os temas estão identificados com os músicos convidados em termos musicais ou líricos (contextos). No caso do JEFF WATERS tivemos a intenção de compor um tema mais pesado que o usual dos HEAVENWOOD (espreitar um pouco das nossas raízes DISGORGED). Enviamos a pré-produção e conceito lírico do tema ao Jeff sendo prontamente aceite a sua participação ao identificar-se muito com a qualidade musical da banda. No caso do GUS G pretendíamos compor um tema dedicado ás grandes culturas na Historia da Humanidade e em “One Step to Devotion” ela é dedicada à Grécia… o GUS G dos FIREWIND era uma opção lógica e acertada. Uma vez que ele conhecia bastante bem os HEAVENWOOD pelo sucesso do “DIVA” e “SWALLOW” na sua terra natal houve de imediato uma forte empatia neste desafio. Quanto ao Belga TIJS VANNESTE dos OCEANS of SADNESS no tema “Obsolete”, fomos contactados pelo Tijs a agradecer o facto de saber que os HEAVENWOOD estavam a preparar um novo álbum, com fã de longa data da banda. Conversa puxa conversa propus o desafio de me ajudar a terminar o tema “Obsolete” imediatamente aceite por ele ao partilharmos gostos e culturas musicais foi de facto fácil transmitir para a fita esta nossa empatia.

6 – Sobre que assuntos incidem as letras contidas neste disco?
Amor… amor nas suas mais variadas formas de expressão, a dualidade que muitos seres humanos ainda não descobriram neles próprios, um caminho e um ciclo. Acredito que quem compreender o pouco desta frase, muito assim lhe dirá…

7 – A capa do disco (tanto a da primeira edição como a da segunda) segue o estilo dos álbuns anteriores. Quem foi o responsável? Estão satisfeitos com a apresentação geral do álbum?
O design do novo álbum dos HEAVENWOOD foi desenvolvido pelo JMELLO Design do Brasil, sim estamos satisfeitos.

8 – A vossa sonoridade tem passado por mutações sucessivas desde os tempos dos Disgorged até hoje. Actualmente, quais são as vossas influências musicais, assim como outro tipo de influências externas à música (literatura, cinema, arte, sociedade, etc)?
No que respeita a mutações musicais, bom… ainda bem que sim… sinal de evolução a todos os niveis. Em termos de influências musicais sou pouco ou nada estereotipado por isso estabeleço um limite muito simples em termos de gostos musicais: há boa música e há música má.
Aprecio imenso Ridley Scott, David Lynch, Stanley Kubrick porque vêem e sentem para além do horizonte!
No que respeita á literatura sou um leitor muito espiritual e todos os caminhos devem ser percorridos ou pelo menos experimentados desde a Filosofia á Teosofia entre outras correntes. Aleister Crowley e Fernando Pessoa são muito fortes por motivos não tão óbvios para quem os lê...existe algo mais para além do óbvio!
Aprecio muito ouvir Michael Tsarion e sua visão sobre a Humanidade, Osho, entre outros… a sabedoria não ocupa lugar!

9 – O disco foi lançado pela Recital. Como é que surgiu esta colaboração? Porque é que a banda optou por esta editora emparticular? E fora de Portugal, qual é a situação em relação à edição de “Redemption”?
A RECITAL records ofereceu todas as condições exigidas pelos HEAVENWOOD perante este novo álbum contra as condições que nos foram ofertadas por editoras fora de Portugal. A RECITAL aceitou este desafio assim como nós ao estarmos a exportar em grande escala um grupo e uma editora nacional. Tudo é possível com trabalho logicamente!
Em termos internacionais temos a sólida FOCUSION Promotions da Alemanha para trabalhar além fronteiras este novo álbum dos HEAVENWOOD. “Redemption” tem lançamento internacional a 17 de Outubro e no que respeita a Portugal a 1ª edição limitada com oferta de bilhete para os concertos oficiais de apresentação na CASA DA MÚSICA ou CINE TEATRO DE CORROIOS esgotou em pouco tempo!

10 – Como é que estamos de concertos de promoção ao disco? E em relação a outro tipo de promoção, tais como entrevistas, rodagem em rádios, e outras?
Os HEAVENWOOD irão apresentar o novo álbum “Redemption” oficialmente em Portugal dia 22 de Novembro na CASA DA MÚSICA (Porto) e dia 29 de Novembro no CINE TEATRO DE CORROIOS (Lisboa). Estão a surgir datas em Portugal, Espanha e Roménia para além de novas datas a serem confirmadas de forma a promovermos e retomarmos a inúmeros locais / clubes europeus por onde HEAVENWOOD deixou a sua marca.
Em termos de entrevistas nacionais e internacionais teremos o nível de promoção e exposição que o grupo abraçou desde o “Diva” e “Swallow”.

11 – Tendo já alguns anos nisto do Underground Português e do cenário Europeu do Metal, como vês a cena Underground nacional hoje em dia? Que bandas, editoras, promotores de concertos, revistas e outros da cena musical podes realçar? E a nível Europeu e mundial?
Muita parra pouca uva… Falta calma e objectividade a muita gente quando os horizontes pretendidos são altos.
A nível Europeu ou Mundial existe um mecanismo automatizado que permite gravar, lançar e promover álbuns ou bandas em “tempos-record” e que infelizmente até ao momento Portugal não se preparou para tal, é uma pena.... agora questiono eu: foram os HEAVENWOOD que estiveram parados 10 anos?!

12 – Tens agora espaço para deixar uma última mensagem aos leitores da Fénix.
Um forte abraço musical em nome de toda a banda, boas viagens e “quadros musicais” ao som de “Redemption” e não deixem de visitar o nosso Myspace oficial em www.myspace.com/heavenwood

Perguntas: RDS
Respostas: Ricardo Dias (Voz / Guitarra Solo)

www.www.myspace.com/heavenwood / http://www.recitalrecords.com/ / www.myspace.com/recitalrecords / http://www.avantegarde-mngt.com/ / www.myspace.com/lachispadelamuerte

Wednesday

Heavenwood – Redemption (2008) – Recital

Finalmente temos direito a um novo trabalho dos Heavenwood. Depois de uma promissora estreia com “Diva” em 1996 e a confirmação com o fabuloso “Swallow” em 1998, seguiu-se um interregno que durou quase 10 anos. No ano passado surgiu um novo trabalho promocional e alguns concertos esporádicos. Em Dezembro desse mesmo ano a banda assinou contrato com a Portuguesa Recital, nascendo agora em Setembro de 2008 o fruto dessa colaboração. Os Heavenwod estão de volta com toda a força e “Redemption” traz 10 novos temas de Dark Rock / Gothic Metal que em nada ficam a dever às anteriores propostas. Conseguem até fazer a ponte entre o registo Gothic / Doom / Death melódico de “Diva” e o registo mais limpo de Dark / Gothic Rock / Metal de “Swallow”, balançando na perfeição todas as vertentes e facetas da banda. À semelhança deste último, “Redemption” tem também participações especiais, neste caso de Jeff Waters (Annihilator), Gus G (Firewind) e Tijs Vanneste (Oceans Of Sadness). Com produção, mistura e masterização de Jens Bogren nos Fascination Street Studios na Suécia, assim como uma ajuda do baterista de sessão Daniel Cardoso (Head Control System, ex-Sirius), o disco tem um som forte, cheio e pesado, mas limpo o suficiente para se conseguir perceber todo o trabalho instrumental e de vozes. Excelentes riffs/solos/melodias de guitarra, secção rítmica forte e coesa, voz versátil, boas ideias bem executadas, ambientes ora negros ora melódicos, o disco tem um pouco de tudo para agradar os fãs do género. O estilo é o mesmo de sempre mas não soa datado, podendo ser considerado o sucessor natural de “Swallow” e, sem dúvida alguma, o passo em frente em relação a essa proposta. Gostei muito do disco e estou ansioso por os voltar a ver ao vivo, agora com este novo material. 90% www.www.myspace.com/heavenwood / http://www.recitalrecords.com/ / www.myspace.com/recitalrecords / http://www.avantegarde-mngt.com/ / www.myspace.com/lachispadelamuerte
RDS
-
Heavenwood - Obsolete

Tuesday

In Ria Rocks! – Quinta do Ega, Vagos – 13 de Setembro de 2008

A terceira edição do In Ria Rocks! teve lugar na Quinta do Ega, Vagos, no passado Sábado dia 13 de Setembro. As bandas que fizeram o cartaz foram The Godiva, Echidna, Gwydion, Oblique Rain e Hyubris. Em curtas linhas passo a fazer a descrição do mesmo. http://www.rockinria.net/

The Godiva: Death melódico de meados dos 90s, linha Crematory, Cemetary, Dark Tranquility e Nightfall. O som é algo datado mas nota-se que a banda gosta do que faz, e até o faz bem. Mas no palco são muito parados. Falta alguma rodagem ao vivo. O som, esse estava péssimo, mas isso foi problema que persistiu durante todo o festival. Assim é difícil ter uma ideia mais elaborada do trabalho da banda, tanto em termos de composição como de “performance” ao vivo. De qualquer modo, bom “aquecimento” para o resto festival. www.myspace.com/thegodiva

Echidna: Thrash / Death linha Sueca. Poderoso. Enérgico. Muita garra e atitude. Gostei. É pena mais uma vez o som estar nojento. A banda parecia estar a partir tudo lá em cima do palco mas, nós cá em baixo não conseguíamos captar nem metade dessa energia. O que poderia ter sido uma actuação devastadora, foi seriamente prejudicada pelo som. Mas gostei e espero vê-los novamente em palco em melhores condições. www.myspace.com/echidna

Gwydion: Outra actuação que poderia ter sido fabulosa mas que sofreu por causa de, adivinhem, o som terrível. Mesmo assim a banda deu o tudo por tudo. Gostei muito. O som Pagan / Folk / Viking dos Gwydion é festivo, movimentado, apelativo. Influências directas da cena Sueca: Finntrolll, Moonsorrow e até Norther. Cerveja na mão, punho no ar. Muita atitude, garra e diversão a rodos. Foi a primeira e única banda a usar a, algo pindérica (tipo grupo de baile), plataforma em frente ao palco. Mas fizeram-no com estilo! Espero vê-los ao vivo noutras condições. www.myspace.com/gwydionmetal

Oblique Rain: Ehem… tenho que repetir? Pois é. O som de orientação Progressiva com toques semi-góticos dos Oblique Rain tem de ser ouvido em óptimas condições para poder ser apreciado na sua plenitude. Algo parados em palco, isso é verdade. A voz também me pareceu algo monótona e linear. No disco não me soava assim. Para quem não conhece, Porcupine Tree, Opeth (faceta mais calma), Anathema (som actual) e Katatonia (som actual) são nomes a apontar. Poderia ter sido mais interessante mas, mesmo assim, agradável. www.myspace.com/obliquerain

Hyubris: Muito bom. O som ligeiro, melancólico e de orientação Folk / Gótica não se imaginaria, à partida, motivo para festa. Pois eu estava bem enganado, a banda conseguiu animar bastante as reduzidas hostes que fizeram da Quinta do Ega a sua noite de Sábado (devia haver muito “metaleiro” nas discotecas!). O ponto alto da noite. Gostei da presença em palco, da atitude e do tom alegre e festivo com que encararam a sua actuação. O péssimo som e a fraca afluência de público poderiam ter retirado algum ânimo aos músicos, mas isso não aconteceu. Aliás, todas as bandas se comportaram como se de uma ocasião única se tratasse este In Ria Rocks! Assim vale a pena sair de casa e ir apoiar a cena! www.myspace.com/hyubrismusic

Pontos Negativos: O péssimo som (por favor, para a próxima contratem alguém que saiba o que está a fazer) que não beneficiou nem bandas nem público. O início tardio (habitual nos concertos em Portugal) que levou a que a festa acabasse mais tarde que o esperado. A fraca afluência de público (se não há, queixam-se; se há, não aparecem).

Pontos Positivos:
A atitude positiva das bandas, (escasso) público e organização. Isto sim parecia um festival Underground em toda a sua plenitude. Mais um festival de Metal a ser feito em Portugal (continuem, eu estarei lá para o ano!). A organização parecia estar bem oleada e as coisas não falharam muito. Para o ano há mais e melhor.

RDS

Echidna – Insidious Awakening (2008) – Rastilho

Com tantas bandas a surgir todos os dias, actualmente é difícil acompanhar o Underground nacional. O nome Echidna não me era estranho mas, ainda não tinha tido a oportunidade de ouvir a sua música. E de repente surge o disco de estreia! Já? Perguntei eu. Hoje em dia é muito mais fácil para as bandas editar um disco, enquanto que há uns anos atrás estas tinham de batalhar, ensaiar, compor, gravar maquetes e tocar ao vivo (muito!) antes da estreia em longa duração. Depois, lá poderia surgir o disco para as melhores. Hoje as coisas estão mais facilitadas. Isso pode ser bom ou pode ser mau pois, como sabem, muitas bandas ainda verdes gravam discos que são autênticos desastres. Cada vez que ouço um disco desses e me lembro das fantásticas bandas que não passaram da maquete… Enfim, melancolias à parte, falemos dos Echidna. O que falei há pouco aplica-se neste caso? Não. A banda pode ser jovem mas já tem um som coeso, forte e seguro. As influências são mais que óbvias mas, para um primeiro disco, podemos dizer que isso é quase obrigatório. Esperemos que no segundo os Echidna consigam alcançar um som mais próprio e deixem de ser uma promessa para se tornar numa confirmação. Pela amostra contida em “Insidious Awakening”, isso é uma forte possibilidade. O Thrash / Death da banda de V.N. Gaia deve muito a nomes da cena Sueca como (ahem!) At The Gates, The Haunted, The Crown, Darkane, Soilwork (antigo), Edge Of Sanity, ou outros como Lamb Of God e Cataract. Têm boas ideias que conseguem concretizar na perfeição, fantásticos riffs e solos de guitarra (um dos pontos fortes), secção rítmica segura e demolidora, e uma voz crua e áspera que faz lembrar Tomas Lindberg. Gravado na Fábrica do Som por Daniel Carvalho, masterizado por Daniel Cardoso nos Ultra Sound Studios e produzido por ambos e a própria banda, o disco tem um som perceptível e potente mas com aquela crueza necessária ao género. Gostei muito do que ouvi e aguardo ansiosamente o tal novo trabalho de confirmação. Para já, recomendo. 80% http://www.echidnaband.com/ / www.myspace.com/echidna / http://www.rastilho.com/ / http://www.rastilhorecords.com/ / www.myspace.com/rastilho
RDS

Monday

50 Frases Assacínicas

Assacínicos:
1 - Assacínicos: vivem numa cave e de vez em quando saem e regressam
2 - Ninguém Sabe Mas Tenho Medo…: de não regressarmos um dia
3 - … Foi Tudo Por Tua Culpa: que te auto-editámos
4 - Música: a próxima que vamos construir, é sempre a melhor
5 - Letras: o martírio de, só por vezes, ter imaginação para tal
6 - Estúdio: um stress muito bom
7 - Ao vivo: fumo ou não fumo? Bebo ou não bebo?...
8 - Rastilho: se não arder a bomba não explode
9 - Edição de Autor: dá mais gozo

Universos Musicais:
10 - Punk: è pena existirem poucos
11 - Hardcore: poucas ou nenhumas bandas, quando as há verdadeiramente o movimento “hardcore” da moda critica-as
12 - Metal: faz mais barulho que a madeira
13 - Gótico: movimento fantasioso, bom para fugir à merda da realidade
14 - Industrial: metal sem distorção
15 - Underground: só existe dissociado do mainstream, portanto para aqueles que se convencem de alternativos, o underground é será sempre uma miragem.

Bandas / Artistas:
16 - Mão Morta: se cantassem em inglês não nos comparariam, banda portuguesa de maior qualidade na actualidade
17 - Zeca Afonso: bom cantor, ficava apenas mal de capa e batina
18 - Sérgio Godinho: grande poeta e um dos primeiros rappers portugueses
19 - Mata Ratos: não aprecio, mas admiro a persistência
20 - Censurados: conheço-os apenas de “vista”
21 - Peste & Sida: afinal, mesmo que preferíssemos ECU´S… tivemos que levar com os euros
22 - Mler Ife Dada: a melhor banda portuguesa de sempre
23 - É M’as Foice: foice e ainda bem que não voltou
24 - Bizarra Locomotiva: banda de culto - bom
25 - Nihil Aut Mors: saudades de movimentos do género
26 - Belle Chase Hotel: não tenho pachorra para eles
27 - Alien Squad: a referência da terra – malta humilde e generosa - candidatos a Velha Guarda
28 - The Birthday Party: Nick Teenager
29 - Nick Cave & The Bad Seeds: Nick Senhor
30 - Bauhaus: na escola um rufia deu-me um estalo por lhe dizer de um modo invejoso que os betinhos é que gostavam dessas bandas (aquelas t-shirt´s eram caras e as calças elásticas justas também), mais tarde ao conhecer Bauhaus vim a adorá-los
31 - Tom Waits: o gajo quando era miúdo já tinha aquela voz?!!...se tinha, cresceu na solidão…gosto muito.
32 - Diamada Galás: women power
33 - Lydia Lunch: fala bem e canta mal.
34 - Nina Hagen: bela mulher de tomates, descarada.
35 - Einsturzende Neubauten: inovadores

Literatura:
36 - Kafka: retratou ao máximo a insegurança e a descompensação psíquica que (ainda) somos levados a viver nos tempos que correm
37 - Fernando Pessoa: urbano-depressivo iluminado
38 - J.R.R. Tolkien: não me consigo concentrar na leitura das suas obras, não nutro qualquer interesse por fadas, gnomos, hobbits e todos essas criaturas imaginárias
39 - Jules Verne: conheço relativamente as suas boas obras, nunca me despertou muito interesse
40 - Henry Miller: um escritor sincero, aquilo que todos os outros gostariam de ser, falta-lhes a coragem

Cinema:
41 - David Lynch: ver um dos seus filmes é sempre um bom exercício ao raciocínio interpretativo
42 - David Cronenberg: em miúdo passei muitas noites sem dormir por causa de “A Mosca”
43 - Alfred Hitchcock: adoro!
44 - Tim Burton: estilo único que apesar de conhecer bem consegue sempre surpreender-me
45 - Emir Kusturika: o verdadeiro Underground
46 - Quentin Tarantino: grandes diálogos quotidianos filosóficos. Realizador assumidamente feminista. Adoro esse seu lado.
47 - Monty Python: na comédia quando não se produz mais cai-se na saturação e já não me riu quando os vejo.

Geral:
48 - Portugal: Portugal…do que é que estás à espera?!...País de saloios que não trocava por outro
49 - Política: os nossos patrões existem, mesmo para quem pensa que não os tem, é deprimente.
50 - Religião: aquilo de que o país menos precisa para sair da ignorância


Assacínicos: www.myspace.com/assacinicos / http://www.assacinicos.blogspot.com/