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Tuesday

Angel Of Eden - Entrevista

1 – Angel Of Eden (origin and meaning of the band’s name, short bio with highlights, discography, etc):
This is our Debut Album. I have formed this Band. First I wanted to do a Solo Record, but then step by step things developed into forming a real Band. I got contacted by Carsten Schulz and checked out his previous works with Domain and Evidence One and I liked it a lot. Ramy the Drummer and Ferdy the Guest Keyboarder were then recommended to me from Carsten and were then added to the Line Up. Furthermore I needed a strong keyboarder so I approached the Maestro, Mistheria, and for the Bass I asked Steve and he was ready to go, so my Line Up was complete.

The Band Name is called after one track on the CD, I really liked the Name very much, so I decided to pick this one as well as the Band Name. The Name doesn’t have a deeper meaning it’s more kind a fantasy thing.

2 – “The End Of Never” (writing & recording process):
I worked about 1 year on writing and finalizing the tracks. The Recordings took place in Germany, Italy, Switzerland and the US.

3 – Lyrics (influences, themes, messages):
Carsten’s Lyrics are based mostly on personal experiences and reflect his state of mind accordingly, pretty weird stuff at times, but they’re great lyrics and always a good read. I cannot go too deeply in them as I unfortunately am not able to read what is going on in his mind ;-)

My Lyrics contributions I can comment as follows:
- Dreamchaser is about a Dream, a Goal you have in Life and what are you willing to give for it and how much you get back for your efforts.
- Battle of 1386 is tune about a historical Battle which took place close to the place I live.

4 – Album frontcover / artwork (who, why, meaning, …):
The Frontcover and the Artwork was done by an artist called Jason Juta. I was checking some of his works and came across this picture of this Girl holding this crystal ball. I wanted it to be in a somewhat doomy, mystical context. We then worked it all out and put the ideas together after I presented my ideas to him, which resulted in this Cover, which came out to my absolute satisfaction.
I wanted it to be associated with the Band Name Angel of Eden, so you see kind a Angel in Paradise, but rather in a doomy, mystique background …..

5 – Guest musicians:
- Ferdy Doernberg, keys on 4 Tracks, he is a member of Axel Rudi Pell, Uli Jon Roth, amongst many others. He was recommended to me by Carsten and I watched him live with Uli Roth and I just liked his playing very much, he is a very cool slide guitar player as well!
- Steve di Giorgio, bass, a friend of mine, am very glad to have him on the record, he’s an incredibly gifted Bass Player.
- John West, vocals, my long time companion in Artension. I wanted him for one song and ‘Battle of 1386’ was the one we had him sing on, and I just turned out great, as you would expect.
- David Shankle, guitars, I liked very much his Instrumental ‘Etude’ he was doing on his first DSG Record and he liked my stuff I did with Artension, so we decided to cooperate on my CD. He played a kick ass solo on ‘Return of the Pharaoh Pt.1’.

6 – Musical and other kind of influences:
I’m into Neo-Classical, Power Metal and Melodic Rock. There’s many other styles I listen to, as for example Fusion and Classical Music, but I guess these are the most important ones. Bands that influenced me probably the most are: Yngwie Malmsteen, Cacophony, Uli Jon Roth, RacerX, Tony MacAlpine, early Metallica, Survivor, Van Halen, Maiden etc. although there are so many other bands that have influenced me over the years and still keep doing so.

7 – Lion Music:
A small but a very fine Record Label, they do a very good job at what they do, and are great people to be working with. Besides this, they treat their artists the way they deserve to be treated: Good!

8 – Tour to promote the record:
There’s nothing lined up yet, but we will try hard to make it happen. So in case you want us to play live in your area, give us a shout.

9 – Final Message:
In case you get a chance, check out the record. I hope you have as much fun listening to it as we had making it.


LION MUSIC

Angel Of Eden – The End Of Never (2007) – Lion Music
Este é o novo projecto de Roger Staffelbach, guitarrista dos Artension. Nesta nova aventura juntam-se a Roger o vocalista Carsten “Lizard” Schulz (Evidence One, ex-Domain), o teclista Mistheria (solo, Bruce Dickinson) e o baterista Rami Ali (Evidence One). Além da banda principal, o álbum conta com a participação de Steve DiGiorgio (ex-Testament, ex-Death, ex-Iced Earth, etc) que gravou todas as partes de baixo, John West (ex-Royal Hunt), David Shankle (David Shankle Group, ex-Manowar) e Ferdy Doernberg (Axel Rudi Pell). Em “The End Of Never” são apresentados 10 temas (mais 1 faixa bónus, uma fantástica versão de “You Don’t Remember, I’ll Never Forget” de Yngwie Malmsteen) de Metal Neoclássico. Riffs e solos de guitarra fantásticos, secção rítmica poderosíssima, vocalizações soberbas, é isto que este Anjo Do Éden nos oferece em pouco mais de 51 minutos. À típica sonoridade Heavy Neoclássico adicionam ainda algum do poder e velocidade do Power Metal Europeu assim como melodias e coros saídos dos 80s (tanto do Heavy como do típico Rock oitentista e até mesmo de musicais). Há já muito tempo que não ouvia um disco de Heavy / Power / Neoclássico que me fizesse vibrar tanto quanto este. Já o ouvi 3 vezes e não o pretendo retirar de perto do leitor tão cedo! Uma boa aposta para fãs de nomes como Artension, Yngwie Malmsteen, Royal Hunt, Survivor, Gamma Ray, Helloween, Symphony X, Virgin Steele, At Vance, Edguy, Kamelot, Epica, etc. 95% http://www.angelofeden.com/ / www.myspace.com/angelofedenband / http://www.rogerstaffelbach.com/ / www.lionmusic.com/angelofeden.htm

MCM – 1900 Hard Times (2007) – Lion Music
Este é um projecto que reúne 3 excelentes músicos da cena Hard ‘N’ Heavy, já com créditos firmados, Alex Masi (guitarra, loops), Randy Coven (baixo) e John Macaluso (bateria), daí a designação do MCM (Masi-Coven-Macaluso). Este é um disco que reúne 12 faixas gravadas ao vivo em diversos locais. A música de MCM é 80% de improviso, sem qualquer regra musical ou estruturas pré-fabricadas a restringir a criatividade dos músicos envolvidos, numa total liberdade de execução. O resultado é uma mescla de Hard Rock, Heavy Metal, Rock Progressivo, Jazz, Fusion e inclusive Drum ‘N’ Bass e música étnica. Desenganem-se os que já estão a pensar que isto deve ser um mero exercício demonstrativo de potencialidades técnicas, de músicos para músicos, algo perfeitamente aborrecido para o mero ouvinte. Nada disso, os MCM conseguem criar excelentes instrumentais de Hard / Heavy / Jazz / Fusion / Progressive que se ouvem muito bem. São cerca de 57 minutos de pura liberdade artística que irá agradar a fãs de qualquer um dos géneros acima mencionados. 85% http://www.alexmasi.net/ / http://www.randycovensite.com/ / http://www.johnmacaluso.com/ / www.lionmusic.com/mcm1900.htm

Palace Terrace – Flying Through Infinity (2007) – Lion Music
Palace Terrace é um projecto do guitarrista George Bellas (ex-Ring Of Fire, Mogg/Way). A este alia-se o tenor Jonathan R Marshall e o percussionista Sasha Horn. “Flying Through Infinity” é um disco conceptual, a história narra a viagem de uma alma pelo infinito do Universo, é uma história de introspecção da condição humana, nada que não se tenha já feito, portanto. A nível musical, lidamos aqui com um misto de Metal Neoclássico, Progressivo, e Hard ‘N’ Heavy tradicional, sempre com aquele ambiente cinematográfico, teatral e épico, típico de disco conceptual. Bellas é responsável por quase tudo no álbum, desde o conceito, composição, orquestrações, produção, assim como quase todos os instrumentos musicais. A nível lírico, como já referi, nada de novo; a nível musical, nada de surpreendente ou extraordinário. A nota de imprensa é um desfilar de termos técnicos musicais, o que dá a entender, e é mesmo isso que acontece, que a maior preocupação foi a de gravar algo perfeito a nível técnico, ficando a “alma” da coisa algo esquecida. Além disso, o som é algo mecânico e frio, algo que a mim particularmente me faz muita confusão. Apenas para fanáticos deste tipo de discos. Para mim, mais um disco mediano, entre tantos outros. 55% http://www.palaceterrace.com/ / http://www.georgebellas.com/ / www.myspace.com/palaceterrace / www.myspace.com/georgebellas / www.lionmusic.com/palaceterrace.htm

Lion Music: www.lionmusic.com / www.myspace.com/lionmusiclabel

Friday

Vulture Industries – The Dystopia Journals (2007) – Dark Essence Records

Os Vulture Industries são Noruegueses e este é o seu disco de estreia (depois de duas maquetes em 2004 e 2005). A banda é composta por 5 membros já com alguma experiência proveniente de bandas como Sulphur, Black Hole Generator, Malice In Wonderland, Syrach, Enslaved (sessão) e Taake (sessão). A sonoridade assenta num Metal de teor sinfónico, experimental, progressivo e doomy. As comparações mais óbvias serão a Arcturus, Solefald ou Winds, mas estes Vulture Industries têm algumas ideias e uma maneira próprias de fazer este tipo de sonoridade e, acredito que, num segundo disco terão já a sua identidade bem demarcada. O disco foi produzido pelo vocalista e produtor Bjornar E. Nielsen (produtor de bandas como Helheim, Sulphur, Dead To This World, etc) nos seus Conclave & Earshot Studios, com a assistência de Herbrand Larsen e Arve Isdal (Enslaved). Para a capa do disco conseguiram a participação do conceituado actor Norueguês Helge Jordal. Uma boa aposta para quem gosta de Metal sinfónico, progressivo e das bandas acima citadas. 90% http://www.vulture-industries.net/ / www.myspace.com/vulture-industries / http://www.karismarecords.no/ / http://www.darkessencerecords.no/

Tuesday

Nemo - x4

Nemo – Immersion Publique – Live (2005) – Quadrifonic
Nemo – Si Partie 1 (2006) – Quadrifonic
Nemo – Si Partie II: L´Homme Idéal (2007) – Quadrifonic
Nemo – Les Enfants Rois (CDS 2007) – Quadrifonic

Os Nemo são Franceses e tocam Progressive Rock / Metal com influências jazzísticas, de fusão e alguns toques sinfónicos, totalmente vocalizado em Francês. Pelas capas dos discos anteriores suponho que o nome da banda venha de algum fascínio pela obra de Jules Verne, e em especial de “As 20.000 léguas submarinas” (onde aparece o personagem mais famoso de Jules Verne, o enigmático Capitão Nemo).
Em 2005 lançaram o seu disco ao vivo “Immersion Publique” (75%), o qual contém 8 temas em cerca de 58 minutos. O som não é dos melhores mas também não é mau, pelo contrário, soa como um verdadeiro álbum ao vivo e não soa plástico (leia-se: sobre-produzido posteriormente em estúdio). O público é que, ou era pouco, ou pouco entusiasta, porque quase não se ouve. Gostei do que ouvi, mas não posso adiantar muito mais porque não conheço os temas de estúdio. Os discos ao vivo nunca são a melhor maneira de uma pessoa se introduzir à música de uma banda, daí eu passar à frente, aos discos de estúdio novos, até porque este já é datado de 2005.
Segue “Si”, um trabalho conceptual, dividido em duas partes, baseado numa história fictícia sobre manipulação genética. A primeira parte, “Si Partie I” (80%) é lançada em 2006, contém 5 temas que atingem os 58 minutos de duração. A abertura com “Douce Morte” (2 partes) faz-se em tons sinfónicos e depois prossegue na linha Progressiva. “Ici, Maintenant” é mais lento e introspectivo, tendo apenas um pequeno acesso de “fúria” mais para o final, para acabar novamente de modo semi-acústico. A dualidade introspecção / “fúria” (a recair mais nesta última) regressa em “Miroirs”, tema ligado ao anterior, linha progressiva / sinfónica. “Si”, o tema título, ronda os 8 minutos, inicia lento e mais calmo, dualidade que a banda explora muito neste trabalho, sendo a segunda metade mais apoiada nas guitarras. Fecha-se em grande com “Apprentis Sorciers” de 20 minutos e dividido em 5 partes ou capítulos. É o tema mais heterogéneo, experimental e ousado deste disco. O meu favorito.
“Si Partie II” (85%) é lançada no ano seguinte, 2007, contém 10 temas em 56 minutos e meio, e é mais baseado no formato de canção que o seu predecessor. Pode ser ouvido faixa a faixa ou como um todo (as faixas estão ligadas entre si). O estilo não muda muito, mas aqui adoptam uma atitude mais roqueira e directa, em contraste com a inclinação sinfónica da 1ª parte. Em certas alturas é também mais experimental e ousado que o anterior, o qual segue uma orientação mais linear e clássica do estilo. A produção também sofreu um acréscimo de qualidade. O complemento perfeito para a 1ª parte.
Para finalizar, o single “Les Enfants Rois” (85%), o qual foi lançada pouco antes da 2º parte de “Si”. Além do tema título retirado do álbum, inclui-se uma fantástica versão sinfónica de “Diary Of A Madman” de Ozzy Osbourne e um instrumental inédito para o single. O tema título é o mais roqueiro da banda até hoje, uma nova faceta dos Nemo. Um pequeno complemento para a dupla acima descrita.

http://www.nemo-world.com/ / www.myspace.com/prognemo / http://www.quadrifonic.com/ / http://www.jplouveton.com/

RDS

Friday

LION MUSIC

Dogpound – III (2007): Como o título pode dar a entender, este é o 3º trabalho dos Suecos Dogpound. Hard Rock melódico com certas nuances de AOR. A produção ficou a cargo de Peter Tägtgren nos seus Abyss Studios e está irrepreensível. Som forte e cheio mas mantendo a faceta melódica da banda bem patente. Não é bem o meu estilo de banda, tende muito para os temas mais lentos, mas há por aqui uns temas bem “catchy”, apelativos e cantaroláveis. No entanto, mais temas “uptempo” não lhes faziam mal nenhum e ao vivo eram capazes de resultar bem lado a lado com estes “midtempo” / “slowtempo”. Ao todo são 14 temas que podem agradar a amantes do lado mais melódico do Hard Rock, Glam Rock e AOR. 65% http://www.dogpound.da.ru/ / www.myspace.com/dogpoundsweden / www.lionmusic.com/dogpound3.htm

Mind’s Eye – A Gentleman’s Hurricane (2007): Novo trabalho para os Suecos Mind’s Eye. Este trabalho conceptual é apresentado num formato triplo com CD, banda desenhada e DVD com “making of”. Infelizmente, o meu promocional só comporta o CD, daí eu não poder escrever umas linhas sobre os restantes formatos. A música continua na mesma linha, Metal Progressivo com influências tanto da velha escola como da nova escola. No entanto, este é o trabalho mais pesado do trio até à data. Heavy / Power bem pesado de contornos Progressivos, melódico, com uma toada épica a acompanhar o conteúdo lírico, mas com um forte sentido de canção. A componente lírica é uma espécie de policial / thriller acerca dos desabafos de um assassino contratado por uma ordem secreta, isto é, o tipo de novela tão em voga hoje em dia. Resta ainda referir a participação vocal de Mia Coldheart das hard-rockers Crucified Barbara. Os fãs da banda não vão ficar desiludidos, muito pelo contrário, assim como os fãs deste tipo de Neo-Prog / Prog-Metal. Para quem ainda não conhece a banda, aconselho vivamente esta obra-prima. 85% http://www.roundrec.com/ / www.myspace.com/eyeofthemind / www.lionmusic.com/agh.htm

Vendetta – Tyranny Of Minority (2007): Disco de estreia pelo recém-formado projecto do guitarrista / vocalista Britânico Edward Box. Hard ‘N’ Heavy de inspirações oitentistas. Os 12 temas aqui apresentados não maus de todo mas não trazem nada de novo. É material pouco inspirado, lugar-comum, sem malhas a destacar, solos / ritmos / melodias pouco inspirados. Parece-me ser um trabalho feito um bocado à pressa e não me agrada muito o resultado final. Talvez tenham tentado manter o espírito da coisa mais directo e simples mas, penso que fracassaram e lançaram um álbum muito abaixo da média, sem força para rivalizar com algumas pérolas (poucas!) que vão sendo lançadas hoje em dia no mesmo género. Além disso, detesto a produção do disco, ficou com um som muito plástico e sem vitalidade, em especial a bateria que ficou muito abafada e sem força. Próximo! 50% http://www.vendetta-theband.com/ / www.myspace.com/nosafehole / www.lionmusic.com/tyranny.htm

Lion Music: http://www.lionmusic.com/ / www.myspace.com/lionmusiclabel / www.youtube.com/LionMusicFinland

Wednesday

PROGROCK RECORDS

Amarok – Sol De Medianoche (2007): Sétimo disco de originais para os Espanhóis Amarok. Fusão de Rock Progressivo com música mediterrânica, música celta e algum Jazz. Aos habituais instrumentos do Rock aliam-se ainda acordeão, flautas, didgeridoo, saxofone, violino, trompete, entre outros, além de cântico tibetano. Os temas são vocalizados em espanhol, catalão e inglês (pela primeira vez na história da banda). A toda esta panóplia de influências e inspirações aliam-se ainda as fantásticas letras sobre a cabala, eremitas, criaturas do mito de Cthulhu, o livro das 1001 noites, etc. Após 10 temas originais temos ainda direito a uma versão étnica de “Abaddon’s Bloero” de Emerson, Lake & Palmer. Recomendo aos amantes do Progressivo de orientação étnica, Progressivo em geral, world music em geral e qualquer pessoa com mente suficientemente aberta para poder desfrutar desta peça de arte na sua plenitude. 90% http://www.amarokweb.com/ / www.myspace.com/amarokspain / http://www.progrockrecords.com/

Dial – Synchronized (2007): O projecto Sueco / Holandês inclui no seu núcleo duro Kristoffer Gildenlöw (Pain Of Salvation, Lana Lane, Dark Suns), Liselotte “Lilo” Hegt e Rommert van der Meer (ambos de Cirrha Niva), além das participações de Devon Graves, Dirk Bruinenberg e Eugenia Lackey. “Synchronized” é o disco de estreia e inclui 11 temas de Rock Alternativo com toques Progressivos, Góticos, Industriais e New Wave. À primeira audição não me chamou muito a atenção mas, agora com uma audição mais cuidada para escrever esta crítica, começo a descobrir pormenores, sons, melodias e outros pontos de interesse na música dos Dial. Não é uma audição fácil, aviso desde já! Mas assim que se entra no espírito, o nosso trabalho e processo de compreensão torna-se recompensador. É caso para dizer “primeiro estranha-se, depois entranha-se”. Para fãs de bandas tão díspares como Pink Floyd, Björk, Pain Of Salvation, Cirrha Niva, The Gathering (fase mais recente), Paatos, Anathema (fase mais recente), Antimatter, etc. 85% www.myspace.com/thebanddial / http://www.progrockrecords.com/

Invisigoth – Alcoholocaust (2007): Disco de estreia para o duo Cage e Viggo Domino, o qual compôs, produziu, misturou e masterizou este “Alcoholocaust”. Apenas se inclui a percussão de gizzi em duas faixas. Fusão de Metal progressivo e Art Rock, muito experimental mas direccionado para a criação de ambientes e melodias, criando uma espécie de banda sonora épica. A sonoridade deste projecto Invisigoth é original e fresca mas, para vos dar uma linha de orientação, pode-se referir Pain Of Salvation, assim como o trabalho de músicos como Devin Townsend ou Henning Pauly (Chain, Frameshift). Recomendo a fãs de sonoridades mais épicas, seja ProgRock, Metal, Rock ou Score Soundtrack. Atenção à faixa final, uma peculiar versão de “No Quarter” dos Led Zeppelin. 90% www.myspace.com/invisigothmusic / http://www.progrockrecords.com/

Persephone’s Dream – Pyre Of Dreams (2007): Os Persephone’s Dream são Norteamericanos e praticam um Rock Progressivo com certos toques de Heavy Metal e Gótico. Já me tinham chamado a atenção com os discos anteriores “MoonSpell” (1999) e “Opposition” (2001) mas na altura achava que ainda faltava limar algumas arestas. Pois, parece que foi o que fizeram neste novo trabalho, representando este disco um passo em frente para a banda. O intervalo de 6 anos entre discos também deve ter ajudado a amadurecer estas composições. Outra diferença é que hoje em dia a banda não conta com uma vocalista feminina, mas duas! As letras são baseadas em fantasia, mitologia e ficção-científica, sendo um bom exemplo disso a letra de “Temple In Time”, uma faixa conceptual dividida em 5 partes e que se baseia na Ilha de Avalon e no Rei Artur. Além das duas vozes femininas temos ainda a oportunidade de ouvir a participação de DC Cooper em duas faixas (além de fazer coros noutros temas e co-produzir o disco com o guitarrista / teclista Rowen Poole). 80% http://www.persephonesdream.com/ / http://www.progrockrecords.com/

Puppet Show – The Tale Of Woe (2006): Após 9 anos da edição da sua estreia “Traumatized”, os Norteamericanos Puppet Show voltam à carga com o seu novo de originais “The Tale Of Woe”. O disco foi produzido pela própria banda, foi misturado por Terry brown (Rush, IQ, FM; Fates Warning) e foi masterizado por Peter J. Moore (Cowboy Junkies, Crash Test Dummies). O estilo da banda não foge muito daquilo que foi feito na década de 70 pelos nomes clássicos do género, Yes, Génesis, Van Der Graaf Generator, Rush, Emerson Lake & Palmer, etc, mas com uma aproximação ao Neo-Prog. Não haja dúvida de que são excelentes músicos mas, estes 6 temas aqui apresentados não fogem muito a aquilo que já se conhece do género. Não se aventuram muito, não experimentam coisas novas ou diferentes, não fazem fusões, é apenas mais do mesmo. Essa não é a ideologia inicial e básica do Progressivo. Prefiro então ouvir os clássicos. Mesmo assim, se gostam do vosso Progressivo old-school, sem muitas “invenções” ou fusões, este disco deve ser perfeito para vocês. 65% http://www.puppetshow.com/ / http://www.progrockrecords.com/

Shadow Circus – Welcome To The Freakroom (2007): Disco de estreia para os Norteamericanos Shadow Circus. Rock Progressivo teatral com influências dos Genesis dos inícios, com toques de Pop Britânica linha The Beatles. Há aqui e ali um certo gosto Country que a mim não me agrada nada. A voz então, soa a cantor Country meio desafinado. 6 temas em 45 minutos de duração. Não é nada de novo ou original, nada de surpreendente nem em termos de execução musical nem em termos de composição. Apenas para completistas que gostam de ter tudo o que é rotulado de Progressivo. Muito abaixo da média. Próximo! 40% http://www.shadowcircusmusic.com/ / http://www.progrockrecords.com/

Starcastle – Song Of Times (2007): Mais uma banda com som da velha escola mas com uma diferença, estes são mesmo da velha escola! Para quem não sabe, os Starcastle editaram 4 discos entre 1976 e 1978, os quais venderam entre todos mais de 1 milhão de exemplares. Depois de muitos anos voltam a juntar-se e começam a compor novos temas. Em 2004 o baixista / teclista Gary Strater deixa o mundo dos vivos mas a banda continua a trabalhar nos temas e acaba a gravação deste disco “Song Of Times”. Rock Progressivo típico da década de 70 mas com um som mais moderno. Não é o melhor disco de Prog Rock de sempre, mas é um bom disco e tem o espírito da já referida década. Afinal de contas eles estiveram “lá” e fizeram parte de tudo! Para os fãs da velha escola e dos Starcastle. Nota de destaque para o tema “Master Machine”, grande malha de Rock Sinfónico. 75% http://www.starcastlemusic.com/ / http://www.progrockrecords.com/

The Third Ending – The Third Ending (2007): Disco de estreia para esta banda da Tasmania. Influências assumidas de nomes como Porcupine Tree, Pink Floyd, Spock’s Beard e Dream Theater. Há aqui algumas boas ideias mas apenas isso não chega, ainda têm muito trabalho pela frente. Na globalidade o disco é desinteressante e monótono e o facto de ter uns longos 54 minutos de duração não ajuda nada. Uma autêntica perda de tempo! 35% http://www.thethirdending.com/ / http://www.progrockrecords.com/


PROGROCK RECORDS: http://www.progrockrecords.com/

RDS

MANITOU MUSIC

Nesta crítica tenho 7 edições da Francesa Manitou Music para vos apresentar. Por ordem alfabética, os primeiros são os Akroma e o seu disco “Sept” (MM 2006). “7” é um disco baseado nos 7 pecados mortais, com 7 faixas, cada uma com 7 minutos de duração, onde são usados 7 diferentes tons, tendo também 7 guitarristas convidados de bandas francesas (além de instrumentistas orquestrais como p.ex. um flautista). Esta é uma all-star band da cena Francesa com membros e ex-membros de bandas como Scarve, Dying Tears, Mortuary, Elvaron, In Terria e Akin. Black metal orquestral de contornos progressivos. A música dos Akroma descreve-se na nota de imprensa como uma fusão entre Cradle Of Filth e Dream Teather. Não iria tão longe mas, a descrição pode dar-vos umas pistas. Aliem a essa descrição uma dualidade voz masculina tipicamente Black Metal (que se torna algo monótona ao fim de um tempo) e feminina angelical. As letras são em francês, o que lhe confere uma aura extra de misticismo. Recomendo. 80% http://www.akroma-metal.net/

Seguem-se os Amphitryon e “Sumphokeras” (MM 2006). A nota de imprensa apresenta a música dos Amphitryon como Symphonic Avantgarde Doom Death. Imaginem os My Dying Bride, Septic Flesh e Therion a compor e tocar no espírito dos compositores clássicos. Resumindo, como base temos uma sonoridade Death / Doom, aliada a uma maneira de compor própria dos compositores clássicos e ritmos tribais, com o aliar de vozes líricas masculina e feminina às típicas vozes guturais Death Metal. À partida o conceito pode parecer difícil de concretizar mas a banda até consegue obter algum resultado satisfatório. Mesmo assim, precisam de mais um pouco de trabalho. 65% http://www.amphitryon-music.com/

Seguimos com os Black Rain. No homónimo “Black Rain” (MM 2006) alia-se o Hard ‘N’ Heavy dos 80s (Wasp, Twisted Sister, Motley Crue, …) com o Heavy / Power europeu (Stratovarius, Hammerfall, …) em 9 temas acima da média. Alia-se, pois, a crueza do som Americano com a melodia do Europeu. Simples, directo ao assunto, sem pretensões de ser a nova coqueluche do Heavy Metal mundial. Títulos como “Gods Of Metal”, “No Life Till Metal” ou “Battlegrounds”, p.ex., reflectem a parte instrumental na perfeição. Heavy Metal! 80% http://blackrain.atspace.com/

DSK “Oppressed / Deformed” (MM 2006). Death Metal meets Hardcore meets Grindcore meets Rock’N’Roll. Pode ser esta a descrição para a música destes Franceses DSK. Uma mistura de todos estes géneros que resulta num disco pleno de brutalidade, velocidade e groove. Imaginem uma fusão das partes mais groovy dos Entombed, Gorefest, Dismember, Bolth Thrower e Convulse(rip). Nada de novo ou original mas bem feito. Gostei. Como bónus temos ainda dois vídeos ao vivo. 75% http://www.ultradsk.com/

Depois de um disco em edição de autor e outros dois pela Adipocere, os Ellipsis lançam este novo “Imperial Tzadik” (MM 2006) pela Manitou. O disco foi produzido e misturado por Terje Refsnes (Morgul, Theatre Of Tragedy, Tristania, etc) e tem como convidado especial o vocalista Tore Otsby (Ark, Conception). A música da banda é uma espécie de Progressive / Avantgarde Metal bem esquizofrénico com toques orquestrais e influências Doom. Gostei muito do que ouvi. Para fãs de nomes como Arcturus, Winds, Solefald, And Oceans, Devin Townsend, etc. 90% http://www.ellipsis-music.com/

“Spleen Metal”. Não sei onde é que as pessoas vão buscar estas designações, mas é assim que a música dos Kemet é descrita na nota de imprensa que acompanha “The Rules Of Equilibrium” (MM 2006). Para vos facilitar a compreensão da música dos Kemet, eu diria que tocam Dark / Alternative / Progressive Metal. Pain Of Salvation, Arcturus, Evergrey, Three, etc, podem ser bandas de referência. Inovadores, emotivos, melancólicos, melódicos mas obscuros quanto baste, passagens progressivas e ambientais, samplers complementares. Gostei do terceiro disco destes Franceses. Vale a pena experimentar. 90% http://kemetmusic.free.fr/

Última banda e último disco. M.Z. “Nostalgic Heroes” (MM 2007). O 5º disco para os M.Z. Primeiro com um vocalista. Os M.Z. praticam um Metal Neoclássico na linha de Yngwie Malmsteen, Royal Hunt, Narnia, Symphony X, At Vance, etc. Não difere muito das bandas atrás descritas, fusão de Heavy / Power com composições de origem clássica / neoclássica. O que está aqui está muito bom mas, é mais do mesmo. Apenas para fãs do estilo. 75% http://www.mz-music.com/

Manitou Music / Thundering Records: http://www.thundering-records.com/

RDS

RELAPSE RECORDS – Agosto / Setembro / Outubro 2007

Quando vejo um envelope da Relapse ficou logo entusiasmado. Material de qualidade máxima, isso é certo! Este novo pacote promocional traz 4 discos, e que discos, diga-se já! O único senão é mesmo os 4 serem daqueles irritantes promocionais divididos em quase 100 faixas! É extremamente confuso e desencorajador tentar ouvir, criticar e, pior ainda, tentar rodar algum tema na rádio (quando eu o fazia, nos bons velhos tempos) deste tipo de CDs. Para evitar a pirataria na Internet antes do disco ser editado oficialmente. Pois sim! Isto vai lá parar na mesma! Alguém há-de dar a volta a este pequeno contratempo. Há amigos meus que conseguem os discos primeiro que eu, que os recebo directamente da editora para promoção! Bem, polémicas à parte, vamos à revisão destas quatro peças de arte.

Alchemist – Tripsis (2007): Esta sim pode ser apelidada de peça de arte! Os Australianos conseguem neste novo trabalho de estúdio fazer um revisão ao seu passado mais distantes conservando, no entanto, a sua característica inovadora e de experimentação. “Tripsis” traz 9 novos temas de Metal técnico e progressivo com raízes Death Metal e incorporação de elementos que vão desde o Rock psicadélico ao industrial, electrónico, gótico e até mesmo influências de música do médio oriente. Fãs de bandas como Voivod, Godflesh, Opeth, Neurosis ou Orphaned Land irão gostar desta rodela prateada. RDS 90% http://www.alchemist.com.au/ / www.myspace.com/alchemistau

Baroness – Red Album (2007): Os Norteamericanos Baroness têm em “Red Album” o seu primeiro disco de longa duração e primeiro para a Relapse. Nele nos são apresentados 11 temas de fusão Rock, Metal e Hardcore, sempre com uma vertente progressiva e experimental. Prefixos ou sufixos como Post, Psych, Prog ou outros que tais são mais que bem-vindos à designação da música deste quarteto. Pesado mas melódico, denso mas ambiental, este disco aborda as duas facetas, os dois opostos, luz e escuridão. Para fãs das novas propostas mais progressivas da música extrema. Para arquivar ao lado de nomes como Isis, Tool, Opeth, Mastodon, Botch, Pelican, etc. RDS 80% http://www.yourbaroness.com/ / www.myspace.com/yourbaroness

Coliseum – No Salvation (2007): Novo trabalho para os Coliseum, primeiro através da Relapse. À primeira descrição poderá parecer uma banda algo deslocada do resto do catálogo da já mítica editora mas, depois de ouvir um par de temas, chega-se à conclusão de que não destoa assim tanto quanto outras propostas recentes da Relapse. Punk / Hardcore / Crust bem cru, áspero, pesado, rápido, com muita garra e atitude. São 13 malhas em cerca de meia hora que em nada ficam a dever às suas influências mais directas, que passam por Discharge, Motorhead, Black Flag, Poison Idea, Negative Approach, entre outros. RDS 80% http://www.coliseumsoundsystem.com/ / www.myspace.com/coliseum

High On Fire – Death Is This Communion (2007): O tão aguardado novo trabalho dos High On Fire está quase a ser editado. Este é, com certeza, um dos álbuns mais aguardados deste ano da faceta mais extrema da música. E valeu a pena a espera! Quem, como eu, já tinha gostado muito do anterior “Blessed Black Wings”, não vai ficar desiludido com este novo ataque. 11 novos temas com um som cru, directo, intenso, pesado quanto baste, mas com melhor produção do que o anterior, desta feita a cargo do conceituado Jack Endino (Nirvana, Soundgarden). Para quem já conhece, não há muito mais a dizer, apenas que este é o melhor trabalho de sempre da banda, por isso, dia 24 de Setembro, abram os cordões à bolsa. Para quem ainda não conhece, imaginem uma fusão de nomes como Black Sabbath, Sleep, Slayer, Motorhead, Mastodon, Isis, Pentagram e Clutch. RDS 90% http://www.highonfire.net/ / www.myspace.com/highonfireslays

Relapse Records: http://www.relapse.com/ / www.myspace.com/relapserecordseurope

Friday

The Chapter - Entrevista

- The Chapter (origem / significado do nome, curta biografia, discografia, pontos altos, …):
Pedro Almeida: Os The Chapter formaram-se em Fevereiro de 2004 na Margem Sul (Amora – Seixal) por iniciativa do Pedro Antunes (baterista), Gonçalo Carvalho (vocalista) e João Gomes (guitarrista). Mais tarde junta-se à banda o Vasco Macau (baixista) e eu, Pedro Almeida (guitarrista).Somos uma banda com diversas influências dentro do metal, é notório no trabalho que temos vindo a desenvolver e que depois é apresentado ao vivo. Editámos recentemente o nosso trabalho de estreia, o EP “Into The Abyss”, onde estão todos convidados a ouvir e posteriormente a comentar o resultado desse trabalho!
The Chapter foi o nome que arranjámos para o nosso projecto. Queríamos essencialmente um nome que não remetesse para ideias clichés dentro do universo do metal. O nome “The Chapter” demorou algum tempo a ser encontrado mas foi algo que surgiu com naturalidade, ou seja sem pressões. Inclusive o nome surgiu no meio de uma brincadeira. As pessoas identificaram-se e depois foi tentar explorar dando um conceito à banda, associando-a ao metal. Temos recebido boas críticas e o saldo final é positivo. A ideia é continuar a trabalhar para alcançar-mos o nosso espaço. Conseguimos colocar os The Chapter numa compilação no Brasil com o tema “Wolf Be” o que dá uma óptima promoção naquela zona do globo e recentemente na compilação Nailed Skull (Net Label) com o tema “Into The Abyss”. No passado já partilhámos o palco com algumas das grandes bandas do metal underground. Vamos vendo reconhecido o nosso trabalho e valor.
Depois quem sabe começar a pensar em voos mais altos, sendo o sonho de qualquer banda e de qualquer músico. Nos The Chapter não passamos indiferentes.
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- “Into The Abyss” (ensaios / composição, processo de gravação, edição, …):
Pedro Almeida: O “Into The Abyss” trata-se de uma edição independente, editado em formato Digipack. Foi gravado no Floyd Records e produzido pelo Nuno Loureiro (Painstruck) e pelos The Chapter. O processo de gravação correu bastante bem. Houve desde de inicio uma empatia entre o Nuno e a banda, ouvimos os temas em conjunto, seguimos alguns conselhos, demos ideias e o resultado final foi melhor do que se estava à espera. Pena foi não termos tido outro orçamento, senão o “Into The Abyss” seria produzido de outra forma, sobre outras directrizes e com as mesmas pessoas. O EP conta com quatro temas, todos eles com sonoridades e influências diversas. Uma linha musical muito própria onde revelamos de alguma forma o nosso modo de interpretar a música, melódicos, intensos e tentando sempre colocar algum de novo. Sem deixar de fora o sentimento, emoção e intensidade, o que se pretende é criar aquela ligação de simbiose e preencher tanto a nós como a quem nos ouve, ou quem nos vê. Este EP de estreia foi o fruto de dois anos de trabalho que culminou numa festa de lançamento em Outubro de 2006, mais propriamente na noite de Halloween, no Cine-teatro de Corroios. Portanto o EP “Into The Abyss” ainda está fresquinho e com o calor de Verão recomenda-se. Já agora gostaria de agradecer, sem referir nomes, às pessoas que nos ajudaram tanto no processo de gravação como na colocação do nosso trabalho em alguns pontos de promoção, lojas on-line, FNAC’s… o nosso sincero obrigado e estamos gratos por isso.
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- Letras (influências, temas, ideias, mensagens, …):
Pedro Almeida:
Em relação às letras, todas elas são da autoria do Gonçalo (vocalista). Têm como inspiração algumas experiências pessoais que muitos de nós já tivemos oportunidade de passar, foi dada aquela carga emocional, fantasia, ficção e em alguns casos existe uma relação mitológica.
Pegando no tema que dá o nome ao nosso EP… A letra do tema “Into The Abyss” fala-nos por exemplo de um hipotético abismo, não necessariamente algo negativo para o ser humano, mas revela-se um percurso com queda de preconceitos e estigmas negativos que envolvem e assombram o ser humano. Portanto não se trata de algo com conotação negativa, pelo contrário. É o descrever de experiências, estados de espírito e uma relação entre intelectualidade com filosofia.
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- Capa / artwork do disco (quem, porquê, significado, …):
Pedro Almeida: A parte gráfica foi exclusivamente desenvolvida no seio da banda. Tal como o nome da banda, pretendíamos uma imagem que não remetesse para ideias clichés dentro do universo do metal e ao mesmo tempo que fosse apelativa. Criámos o nosso conceito e tentámos explorar ao máximo.Em relação ao artwork do EP, quisemos dar a ideia de um livro antigo, medieval, introduzindo um estilo clássico associando assim o nome da banda, em português “O Capítulo”. Queremos ser nós a escrever as páginas deste “livro” e esperemos que venha a ter muitos mais capítulos. Daí a importância de uma edição em Digipack.
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- Concertos / digressão de promoção:
Pedro Almeida: Os The Chapter têm vindo a promover o EP “Into The Abyss”, demos recentemente uma série de concertos e esperamos vir a dar muitos mais até ao final do ano. É sempre óptimo tocar ao vivo, chegar ao fim e receber criticas positivas. Conviver com os fãs que vão sendo alguns em especial na margem sul e por último a convivência com as outras bandas. Era excelente se pudéssemos tocar todas as semanas um pouco por todo o país sem excepção. Estamos a trabalhar nisso e a preparar os últimos meses do ano.
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- Influências musicais (e outras):
Pedro Almeida: De tanta diversidade musical que os The Chapter têm em cada um dos seus membros, existe uma linha musical que temos vindo a tomar e que provavelmente será a que vai sobressair mais no futuro. Identificamo-nos com Opeth, Katatonia, Daylight Dies, Orphaned Land, Stream Of Passion e Green Carnation por exemplo. Um som com uma vertente mais progressiva e experimental aliando a melodia e intensidade.
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- Mensagem final:
Pedro Almeida: Visitem o site da banda em www.myspace.com/mtchapter e lá poderão saber como adquirir o EP de estreia dos The Chapter assim como outro tipo de merchandise. Também poderão entrar em contacto connosco através do email thechapterband@gmail.com. Espero que gostem, comentem e que nos possam ver num concerto perto de vocês!A ti Ricardo, agradecemos-te a oportunidade de estarmos aqui e pela divulgação. Espero que gostes e que fiques fã :)
Cumprimentos a todos, Pedro Almeida (The Chapter)

SoulTakers - Entrevista

- Soul Takers (meaning of the name, short bio, discography, highlights, …):
Jari: The name of the band was chosen – as a joke - quoting an old b-series horror movie. We still like the idea of capturing someone’s soul, though. Not many of them, maybe, but every soul that recognizies something deep and involving – and not only interesting or ‘fun’ - in our music, is a personal success for us.
Soul Takers were founded in 1998 by Francesca and Federica, shortly followed by the singer Dino and the drummer Mauro. The core of the band began to create its particular style, with a prominent piano sound and genuine classical influences. Bass player Andrea was the next to join in and in 2002 Soul Takers recorded their first promo-cd, “Through the silence of words”, with another singer, while Dino dedicated to opera studies. Violinist Jari Pilati joined the band and and after Dino’s return, the band signed with Northwind records and recorded its first full-length, “Tides”, published in the first months of 2005. Now we’re out again with “Flies in a jar”, after signing with Dragonheart records.
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“Flies In A Jar” (rehearsing / writing process, recording process, label, …):
Jari:
Writing songs for us is a process of ‘making’. One of us generally proposes a melhody and the whole band ‘builds’ a song around it. The result is often significantly different form what the first proposal indicated, with scorn of the proposer ;). It took us about one and a half years to get over this mountain. That is...to hunt these flies and force them into the jar. It has been such a hard work one could not imagine. In terms of time, energies, obstacles...if there is something we feel free to say we deserve, is respect for our work. We may not have talent (anyone can judge on that) but we really gave it all for this cd!
As regards recording “Flies in a Jar”, it was an exhausting as well as satisfieng experience that lasted a whole month at Luigi Stefanini’s New Sin Studios. The label supported us on all sides but left us completely free to refine our cd as we hoped, with no ‘market-compromises’, showing confidence in what we were doing and freedom of views. Luigi helped us find the best musical solutions to carve the sound we were looking for and producing a clean, effective musical impact on us, before than on the other listeners.
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- Album frontcover / artwork (who, why, meaning, …):
Jari:
The idea represents a human version of a fly in a jar. We didn’t waant to be ‘didascalic’ and, some way, this in angel is far sexier than a mosquito, you’ll agree on that! Flies are simple being. The are annoying, they don’t think, they buzz...This is an angel in captivity! The artwork was crafted by Felipe Machado, a Colombian guy who simply picked up the idea of what we wanted and realized it in a way we would have never succeeded in doing it...
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- Live tour to promote the new record:
Jari:
We’re going to play live on the 29 th of July in Milan, in an acoustic version. It is a dimension that enhances our musical qualities, even if it sounds ‘weird’ to listen to a metal band playing with classical instruments. We’ll try not to lose our ‘metalness’, though! We’re also planning a real series of dates in Automn around Italy and hopefully, as soon as we can, abroad. Not a proper tour outside Italy, but we’d like to widen our possibilities and ‘take’ more and more souls.
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-Lyrics (influences, subjects, ideas, messages, …):
Mauro:
All lyrics written for this album turn around the main idea express in its name: we are all flies trapped in a jar. We tried to express this feeling through different approaches such as: the spiritualistic-religious in “Heaven’s Pillars”, the intimist one in “Belied”, the political one in “The Silent Empire” and so on. Anyway every lyric is linked in different ways to the general topic that gives the name to our album.
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- Live tour to promote the new record:
Andrea:
We have planned an acoustic gig on the 29th of July in Milan at spazio Oberdan. we are now trying to plan new gigs after the summer to promote "Flies in a Jar" but we haven't planned a tour so far. On Spetember we’ll have a clearer idea about “Flies in a Jar” general sale rates so that we can plan some more gigs.
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- Musical (and other) influences:
Dino:
We have all different influences inside the band. First of all it’s impossible not to notice the huge influence classical music has on our music both on the harmonic point of view and because we use piano on every song. Then we have to add all our metal influences to this main influence and every one of us has its own favourite bands and style that we try to melt in our sound. So, generally speaking, I think we can show gothic, prog, heavy, and classical music influences in our songs.
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- Final Message:
Federica:
Thank you for this interview, I invite all the readers to visit our website and download some mp3s form there so that they can listen to our music.
Hope to see you on tour.
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SoulTakers: www.soultakers.net / www.myspace.com/soultakersmetal
Dragonheart Records: www.dragonheart-records.com / www.truemetal.org/dragonheart-records

Thursday

LION MUSIC

Twinspirits – The Music That Will Heal The World (2007): Novo projecto para o Italiano Daniele Liverani, responsável pelo projecto Genius Rock Opera. O estilo? Metal progressivo pois claro! O próprio Daniele Liverani se encarregou de escrever, compor e produzir todo o material do disco. Os músicos que o acompanham nesta aventura são bons, mas limitam-se a reproduzir o seu trabalho. Hoje em dia é muito difícil encontrar um disco de Progressive Metal que satisfaça plenamente. Excelentes músicos, um punhado de bons temas, riffs bem sacados à 6 cordas, algumas melodias cativantes, mas nada mais do que isso. Mediano. Se faltar aquele "quê" a mais, que distinga o projecto de tantos outros, então é apenas mais um. E aqui falta. Ouve-se um disco ouviram-se todos. Este é bom, mas é apenas mais um. RDS 65% www.twinspirits.com / www.myspace.com/twinspiritsband

Awake – Illumination (2007): Mais Progressive Metal. Este vindo da Inglaterra. Primeiro senão: detesto este tipo de produção de bateria, soa mecânica, precisa-se de um som mais orgânico. À parte disso, gostei mais deste disco que do anterior, uma aproximação mais Britânica ao estilo. Não conheço o disco anterior mas, segundo o comunicado de imprensa, este disco está mais directo e menos progressivo. Ideias progressivas, outras mais sinfónicas, um pouco de AOR. O disco foi gravado e produzido por Tom Englund, guitarrista e vocalista dos Evergrey, o qual também contribuiu com vozes de apoio, assim como o guitarrista Hendrik Danhage (também do Evergrey) contribuiu com um solo. Gostei, mas não vai ser a salvação do género. Hum… podia dar mais pontuação mas esta bateria…! RDS 70% www.awakemusic.net / www.myspace.com/awakemusic

Joop Wolters – Out Of Order (2007): Entramos agora nos terrenos dos discos instrumentais. Este é o terceiro disco a solo para o guitarrista Dinamarquês Joop Wolters. E quando digo solo, digo mesmo solo. O homem compôs, produziu e gravou todos os instrumentos, fora algumas participações especiais de amigos. Não foge muito à regra dos discos de guitarra, devaneios instrumentais infinitos, passagens por todos os géneros e subgéneros do Rock, Pop, Progressivo, Jazz, Blues, etc. Discos que, na sua maioria, agradam apenas aos músicos envolvidos e a outros músicos. O homem até pode tocar muito bem mas, se não há nada de novo, original ou ousado na sua música e na sua maneira de compor ou tocar… É apenas mais um disco de guitarra, entre tantos outros. E para variar, não gosto da produção, muito menos da típica bateria programada (na maioria das faixas). E para chatear ainda mais, são 16 temas! RDS 60% www.myspace.com/joopwolters

Simone Fiorletta – My Secret Diary (2007): Último da Lion Music por agora. Outro disco de guitarra. O Italiano Simone Fiorletta tem neste registo o seu segundo a solo. Este é um pouco mais interessante do que o acima revisto mas, mesmo assim, continua a ser aquele típico disco instrumental que agrada apenas a músicos. È um disco mais homogéneo e mais centrado no lado Hard Rock / AOR mas isso até o torna mais monótono. E mais uma vez, a bateria soa mecânica! Mas por sorte, são apenas 10 temas. Venha o próximo de Joe Satriani, por favor! RDS 60% www.simonefiorletta.it / www.myspace.com/simonefiorletta


Lion Music: www.lionmusic.com

Friday

DRAGONHEART RECORDS - Abril / Junho 2007

Somniae Status - Echoes (2007): Segundo disco para os Italianos Somniae Status, primeiro através da compatriota Dragonheart. Hard Rock melódico de contornos progressivos / sinfónicos com uma abordagem moderna é o que a banda nos apresenta nestes 12 temas. Boas ideias executadas por excelentes músicos, nota-se um trabalho de composição cuidado, excelente produção, tem peso quanto baste mas sem chegar a ser propriamente Heavy Metal e sempre com muita melodia. Não é propriamente um álbum revolucionário, está cheio de lugares-comuns neste tipo de sonoridades, mas está muito bem feito e com certeza irá agradar a fãs de Hard Rock mais melódico. 80% www.somniaestatus.com
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Soul Takers - Flies In A Jar (2007): Mais uma banda Italiana. Segundo disco, primeiro para a Dragonheart. Os Soul Takers apresentam um misto de Heavy, Power, Progressivo e música de orientação clássica. Aos habituais instrumentos do Rock adicionam piano e violino, os quais atribuem a tonalidade clássica à sua música. Pesado, melódico, épico, teatral, emocional. Este disco é feito de contrastes e dicotomias: luz / escuridão, branco / preto, moderno / clássico, Heavy Metal / música clássica. Isto já foi feito inúmeras vezes? Sim. Mas também, as tentativas falhadas foram muitas. Não é o caso nestes 11 temas de "Flies In A Jar". Muito pelo contrário. Recomendo. 80% www.soultakers.net
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Holy Martyr - Still At War (2007): Ora, aqui está um disco que se pode esperar de uma banda Italiana (e da Dragonheart Records). Heavy Metal de contornos épicos, velha escola, letras sobre batalhas, influência directa de nomes como Manilla Road, Omen, Cloven Hoof, Elixir, Candlemass, Bathory e as bandas da NWOBHM. Produção moderna para um som clássico mas intemporal. Este estilo de Metal épico nunca perde a sua força e é intemporal, apesar do que os detractores do estilo possam dizer. É claro que muitas bandas não conseguem captar a essência do estilo, que teve a sua alta na década de 80, ou conseguem mas soam "datadas", pois estes Holy Martyr conseguem-no fazer na perfeição, soando no entanto "modernos". E é só a estreia! O que virá a seguir? Hail Holy Martyr! 85% www.holy-martyr.com
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Doomsword - My Name Will Live On (2007): Ahhh, mais um disco destes mestres do Epic / Doom / Heavy Metal contemporâneo! Não consigo descrever em apenas algumas palavras o que senti / sinto quando ouço os 3 discos anteriores da banda, para isso necessitaria de um livro inteiro. "My Name Will Live On" continua na mesma linha dos seus antecessores, e isso não é necessariamente mau, muito pelo contrário! Metal de contornos épicos, Doom (aqui um pouco mais uptempo que antes), Viking, letras baseadas em lendas, mitos, estórias de batalhas históricas maioritariamente nórdicas / viking, ambiente de glória, honra e espírito livre e selvagem. Não é o meu álbum favorito da banda, mas talvez com o tempo, este se torne tão apreciado como os anteriores. Apreciadores deste tipo de sonoridades, experimentem o mundo dos Doomsword e não se vão arrepender! 95% www.truemetal.org/doomsword
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Críticas por RDS

Monday

Suspyre – A Great Divide (2007) – Nightmare Records

Este é o segundo álbum para os Suspyre (e primeiro para a Nightmare), e divide-se em duas partes: Opus II “The Alignment Of Galaxies” e Opus III “The Origin Of A Curse”. Não sei muito sobre a banda pois apenas tenho acesso a um pequeno texto incluído no promocional. Pelos nomes dos músicos imagino que sejam dos USA e, pelos títulos das duas partes do disco e dos temas, imagino que este seja um disco conceptual, talvez a continuação da estreia (visto que aqui não existe um Opus I). Tirando todos estes pormenores (sim, porque a música é o mais importante afinal de contas) vamos à parte instrumental propriamente dita. Fusão de Heavy, Power, Progressivo e alguma música de orientação clássica, jazzística e de fusão, temas longos balançando com temas mais curtos, passagens mais orquestrais em perfeita harmonia com o Heavy Metal tradicional e o Metal Progressivo. Os elementos de Suspyre são todos excelentes músicos e compositores e nestas 12 faixas conseguiram criar um fantástico disco de Metal moderno de fusão com música erudita. Aconselho vivamente a fãs deste tipo de sonoridades. RDS
80%
Nightmare Records: www.nightmare-records.com

Saturday

Consortium Project IV - Children Of Tomorrow (2007) - Metal Heaven

Inicialmente, o Consortium Project do vocalista Ian Parry (Elegy) era para ser uma trilogia mas, como podem ver, o referido músico deve ter gostado imenso do que fez nos 3 discos do projecto e quis continuar a saga. A nível lírico, CP IV continua onde o terceiro capítulo acabou, dando uma continuação lógica a esta obra conceptual. O primeiro disco "Criminals & Kings" (1999) era um excelente disco de Progressive Metal e havia chamado a minha atenção para o projecto. O segundo "Continuum In Extremis" (2001) seguia na mesma linha mas tinha mais inclinações Heavy / Power. Já o terceiro "Terra Incognita (The undiscovered world)" (2003) estava muito colado ao anterior em termos instrumentais, mas também tinha os seus pontos de interesse. Não era tão bom, mas era uma continuação (e final) válida para a trilogia. Agora temos um novo disco, mais variado em termos musicais, Progressive Metal, Hard Rock, Heavy, Power, Rock sinfónico, há um pouco de tudo nestes 11 temas. Para não variar, Ian Parry rodeou-se de excelentes músicos de diversas proveniências, de bandas como Elegy, Within Temptation, Winters Bane, CP III, etc. Não são tantos convidados como nos lançamentos anteriores mas são todos excelentes músicos. Para não variar, este novo trabalho tem selo de uma editora diferente de todos os anterioes. 4 discos em 4 editoras. Vai ser muito difícil, no futuro, adquirir toda a saga, a não ser que seja reeditada numa única editora; talvez numa caixa com todos os discos ou qualquer produto do género. Para quem gostou dos anteriores, aqui está a continuação. Para quem não conhece o projecto, este não é o disco indicado para se iniciar no Consortium Project. Ou até pode ser! Este é um grande disco de Heavy / Power / Progressive que vos poderá agradar. De qualquer maneira, o meu conselho é ir adquirindo / ouvindo por ordem de lançamento. RDS
80%
Metal Heaven: www.metalheaven.net
Ian Parry: www.ianparry.com

Wednesday

Cloudscape – Crimson Skies (2006) – Metal Heaven

Este é já o segundo álbum desta banda sueca de Metal neoclássico com uma forte orientação para o Metal Progressivo. Já tinha gostado do primeiro álbum homónimo (editado em 2005 pela Metal Heaven) e este está ainda melhor. O primeiro álbum continha temas dos primórdios da banda junto com temas compostos na altura, mas este novo trabalho já contém apenas temas compostos de propósito para o álbum, daí soar mais homogéneo. As influências neoclássicas continuam por cá., embora este álbum seja mais Progressivo e muito mais melódico que o anterior, até com alguns refrões a roçar o AOR, mas sempre sem perder pitada de peso. O som de produção é similar pois o disco foi gravado no mesmo estúdio, Roastinghouse Studios, com o mesmo produtor Pontus Lindmark e Anders “Theo” Theander como produtor executivo. A capa também segue o mesmo estilo da anterior, tendo sido desenhada pela mesma pessoa, Mattias Norén. Como se costuma dizer, em equipa vencedora não se mexe, e foi exactamente o que fizeram os Cloudscape.O grande problema é que, apesar dos temas serem bons, não têm uma certa identidade que os distinga do próximo e/ou do anterior, e passado um bocado o álbum torna-se um pouco monótono, e como tem uma duração de uma hora (a maioria dos temas ultrapassa os 5 minutos), a meio do álbum já nos parece que nunca mais vai acabar e só nos apetece carregar no stop. Entre 40 a 45 minutos teria sido mais rentável, com menos temas, ou então encurtando um pouco os temas. Mesmo assim um bom álbum de Heavy / Power / Prog com boas ideias e agradável de ouvir. RDS
78%
Metal Heaven: www.metalheaven.net
Cloudscape: www.cloudscape.se
GerMusica: www.germusica.com

Cloudscape - Entrevista

1 – This new album is more into Progressive Metal than the debut, but also more melodic. It just came out like this or did you really wanted to write it this way?
We didn´t have a certain formula for “Crimson skies” except for making it a bit more progressive, dynamic and varied. In general I think “Crimson skies” is more melodic, atmospheric and progressive compared to our debut. I also think that we have created a unique sound for Cloudscape with “Crimson skies” that resembles our musical base. However, I think and hope that the people and fans who liked our debut will like “Crimson skies” as well.

2 – “Cloudscape” included some songs from your early days as a band, but this new record was entirely composed now. Does this affected the way you composed the songs and how the final product sounds?
Well, we composed the new songs for “Crimson skies” the exact way like on the debut but, we have found ourselves musically and we feel more comfortable in our songwriting now. We were also more inspired in the studio during the recordings of “Crimson skies” because of the fact that all songs were “new”. On the debut there were as you say a few songs that were quite old and, we were kinda tired of those songs due to all years of rehearsing. They did turn out great in the studio and we are very satisfied with them but, it´s funnier to perform those songs live compared to playing/practising them in the rehearsalstudio.

3 – How would you say this new album differs from the debut?
The musical style is the same but, “Crimson skies” is more thoughtout, varied, melodic and dynamic. Still as heavy as the debut thou.

4 – The cover artwork was once again made by Mattias Norén. Did you loved the debut’s artwork and wanted him to do the new one, or did you wanted to maintain a sense of continuity with a similar artwork?
We love all of Mattias work so, choosing him to do our new artwork was obvious. We will most likely hire him to create our third album artwork as well.

5 – You are also preparing a side project called Planet Alliance to be released soon through Metal Heaven. How did you started it, what kind of style has the band and who is in the band?
The style is also melodic metal but, not as progressive as Cloudscape. In general I think fans of Cloudscape will like the “Planet Alliance” album as well. It all started by German label “Metal Heaven” contacting Anders “Theo” Theander at Roastinghouse productions and asked him if he could put together a projectband with me on vocals. Me and Theo discussed what musicians we wanted to include in the line up so, me and Magnus Karlsson started to compose songs for the album and Bob Daisley and Janne Stark provided with a few songs as well.
The line up in Planet Alliance are:
(Me) Mike Andersson (Cloudscape)
Magnus Karlsson (Allen/Lande Project, Starbreaker)
Bob Daisley (ex Ozzy Osbourne, Gary Moore)
Anders Johansson (ex Yngwie J. Malmsteen, Hammerfall)
Carl-Johan Grimmark (Narnia, Rob Rock)
Magnus Rosén (Hammerfall)
Janne Stark (Locomotive Breath, Overdrive)
Jaime Salazar (Allen/Lande Project, ex Flower Kings)
And special guest: Mattias “IA” Eklundh (Freak Kitchen).

6 – What kind of subjects did you used for the lyrics in this record?
Everything, hehe. There´s no red thread on the album lyrically. Each song has it´s own story. The song called “Hope” is about how a parent survives the loss of a child. “Psychic Imbalance” is about a person who suffers a mental breakdown. “Shapeshifter” is about humans living side by side with replicants/aliens but, without being aware of it. The lyrics I write are often about things that people can relate to while Roger Landins lyrics are more “fantasy/horror”.

7 – Do you have a tour already prepared to promote the record?
Not really. We have a few concerts booked but, no tour confirmed yet. A German booker is trying to organize a small tour in Germany later this year but, that ain´t official yet and we don´t know whether it will happen or not right now. We really hope that we will get the opportunity of touring in as many countries as possible to promote “Crimson skies” so, we have to keep our fingers crossed;).

8 – Nowadays the heavy and power scenes are stronger, with lots of new bands, the older ones are reuniting again. What would you say that Cloudscape have to offer that some other Heavy Metal / Power Metal / Progressive Metal bands can’t?
New fresh metal, hehe. Basically our music is influenced by the metalbands from the seventies and eighties but, we do it more “updated”. Francly, I don´t see “music” as competition since it is based on “moods” and “emotions”. We compose the music we love and hope that our fans and listeners will love it as well so, I think it is up to our fans to figure out what Cloudscape can “offer” that older bands don´t;).

9 – Do you want to leave a final message to your fans?
Absolutely, I´m delighted to!!We love you all. Without YOU this would be meaningless. Thanx for all Your support and keep up supporting us:) If you have missed out on Cloudscape please check out our new album called “Crimson skies” and our self-titled debut released in 2005. Please visit us on the internet and say “hi”:
www.cloudscape.se / www.myspace.com/cloudscapemetal
Cheers and stay metal….SPREAD THE WORD!!!
Yours sincerely: Mike Andersson
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Entrevistador: RDS
Entrevistado: Mike Andersson - Vocals
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Metal Heaven: www.metalheaven.net
Cloudscape: www.cloudscape.se
GerMusica: www.germusica.com

Thursday

T.A.O. - The Abnormal Observations (2006) - Unicorn Digital

Este é o álbum de estreia desta banda Polaca T.A.O. O álbum já teve uma edição de autor em 2005, e nas acções de promoção do mesmo por parte da banda, um dos exemplares foi parar aos escritórios da Canadiana Unicorn Digital. O que aqui estou a apresentar-vos é uma re-edição desse mesmo álbum de estreia. As influências destes T.A.O. variam desde Pain Of Salvation (bem evidente), Planet X, Tower Of Power, projectos de Mike Patton (influências patentes nas vocalizações e em algumas passagens mais experimentais) e algum Jazz Rock linha John Zorn (na sua faceta mais Rock). Aqui não se encontra o habitual formato de canção, mas sim peças experimentais com partes mais progressivas, e algumas até mais apoiadas na guitarra Rock / Metal, alternadas com passagens mais calmas ou jazzísticas e até Funk. Ou até um blastbeat (“Se ma nei”) que me deixou um bocado confuso e depois mais atento à música. É, talvez, uma daquelas bandas que, ou se gosta à primeira ou se detesta. Eu diria mais que é um gosto adquirido, é necessário ouvir 2 ou 3 vezes para se começar a perceber e apreciar. A música pode agradar tanto aos habituais ouvintes de Rock Progressivo mais tradicional como aos apreciadores de bandas mais vanguardistas como os já referidos Pain Of Salvation (a colagem descarada a estes retira-lhes algum crédito) ou projectos de Mike Patton ou John Zorn. De qualquer modo uma boa banda e um bom álbum de Progressivo mais vanguardista, mas falta uma certa identidade e alguma rodagem que talvez um segundo álbum já tenha. É esperar para ver (ou ouvir), e para já ouvimos “The abnormal observation” com algum gozo. RDS
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