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Monday

Somniae Status - Entrevista

- Somniae Status (meaning of the name, short bio, discography, highlights, …):
First of all thank you guys for support you’re giving us and of course thanks to fenixwebzine friends.
With SOMNIAE STATUS we mean a sort of “state of imagination”, the meaning well fits our personal approach to themes and lyrics as well to the music of course. We couldn't find a good solution in English so we thought to Latin.
Somniae Status formed in 1996 by Randy Mion, Fabio Tumiati and myself. But we completed the line-up only in 1999 with Breeze Danieli and Andrew Vekk. In 2002 we recorded our debut album “Cassandra”, co-produced by Alex De Rosso and us. The album was released in 2003 by Adrenaline Records and it received very good feedbacks from press and audience attending to our gigs around Italy. Just before the tour ending, Breeze was replaced by Ivan and in the meantime we have been doing some promotional activities with gigs and demonstrations for the companies we have endorsements with, in particular B.C.Rich guitars and Hughes&Kettner amps. In 2004 we recorded a cover version of Queensryche's “I don't believe in love” released through Steelheart Records, and we started writing “Echoes” with our producer Pat Scalabrino, still continuing performing live around the country. We recorded Echoes at the New Sin Studios with Luigi Stefanini and Dragonheart Records offered to us a deal for this new album Echoes. And today, we are proudly supporting and promoting this album!

- “Echoes” (rehearsing / writing process, recording process, label, …):
Echoes is about moods and feelings, an introspective trip through everyone’s own experiences. We started writing Echoes after a while from our first album Cassandra. During that time we were gigging a lot, and many early ideas came out during sound checks or somehow doing stuff all together. At that time we also met our producer Pat Scalabrino, and we started writing tons of material, his support and supervision were absolutely fundamental.
Echoes was recorded, mixed and mastered by Luigi Stefanini at the New Sin Studios, where other bands like Labyrinth, Vision Divine and Domine spent some of their recording sessions. Luigi is a very professional and good guy, we made a wonderful work with him. We fixed some ideas and rearranged some passages during the recording sessions, and I think that Luigi’s contribution is a additional magic for the final result. Indeed, we came up with a co-production of Pat and Luigi!
We knew Dragonheart records since several years ago, since they have a very good exposure in the scene. Then, our producer Pat Scalabrino got in touch with Enrico Paoli at Dragonheart, introducing Echoes and ourselves. Dragonheart liked the album and they offered to us a deal. We have to say that Enrico and all his staff are very good guys, and we are doing a very good work with them regarding the promotional activities.

- Lyrics (influences, subjects, ideas, messages, …):
I have to say, we all have an insane dark nature. The lyrics of the songs walk through introspective themes leaded by various states of mind. There is a common thread along the lyrics, moods recall to mysterious trips through the feelings that people experience while questioning about his existence. Life choices that come back from the past… Echoes, indeed!

- Album frontcover / artwork (who, why, meaning, …):
We found an Italian artist by browsing the DeviantArt repository. We were searching for the right designer and we definitely got it! His name is Nicola Coin and his artwork is simply amazing, he caught exactly the spirit of the album, the right contents with textures that perfectly fit into the music.
When we first met him, he was given the music and the lyrics and we said to him “go for it!” and we definitely got it!

- Live tour to promote the new record:
We're hard working on it 'cause live stage is our natural habitat, and hopefully we should gig a while after the summer..

- Musical (and other) influences:
Within the band and yet within ourselves there are a lot of different influences. The earlier influences started with our passion for prog-rock bands like Yes, Kink Crimson, Fates Warning or Queensryche, moreover our thrash love for Slayer or Anthrax and finally we're also fashinated by hard rock bands like Whitesnake.
On the other hand, we all currently appreciate Nevermore, Stone Sour, Sevendust and many other bands that are more influencing the general sound of our songs. I hope these influences have somehow helped us find our personal sound!

- Final Message:
Thank you guys at fenixwebzine and all the friends of the zine for support, we'd love you to get in touch with us through our site www.somniaestatus.com and www.myspace.com/somniaestatus

Entrevistador: RDS
Entrevistados: Alex Danieli & Randy Mion

Sunday

Three – The End Is Begun (2007) – Metal Blade Records

Novo trabalho para esta banda Norteamericana que mudou o seu nome do simples algarismo, 3, para a palavra inglesa que o designa, Three. “The End Is Begun”, o quarto disco da banda de NY, é mais pesado, mais Rock, mais progressivo e mais obscuro no geral que o seu antecessor “Wake Pig”, mas sem perder o carácter introspectivo de sempre. Além das facetas Rock (muito) e Metal (pouco) que serve de base para as suas deambulações, os Three incluem na sua música diversas tonalidades que vão desde o Progressivo ao Rock alternativo da década de 90. Sabores orientais, jazzísticos, funky, acústicos e de bandas-sonoras linha Danny Elfman (ou da sua banda dos 80s Oingo Bongo) emprestam ao prato final um sabor adicional, reservado apenas a gostos mais refinados. No anterior disco havia já alguns temas que me chamavam a atenção, com alguns pormenores que me fascinavam mas, este novo registo inclui muito mais material nessas linhas, quase como se me tivessem lido a mente e tivessem feito um álbum mais a meu gosto. O único senão, pelo menos para algumas pessoas que, como eu, não aguentam durante muito tempo material tão “leve” e introspectivo, é a duração excessiva do disco, cerca de 57 minutos divididos em 13 faixas. Como bónus temos ainda uma versão acústica do tema “Dregs” a fechar o disco (faixa 14). Para fãs de Coheed And Cambria, Porcupine Tree, Tool, Danny Elfman, Oingo Bongo, Arena, Faith No More (na sua faceta mais “leve”), entre outros. Recomendo vivamente! RDS
85%

Thursday

Stackridge – Re-Releases 2007 – Angel Air Records



A Angel Air Records está a re-editar aos poucos os álbuns dos Britânicos Stackridge neste ano de 2007. Tenho em mãos 4 dessas re-edições, “Friendliness” de 1972, “The man in the bowler hat” de 1973, “Extravaganza” de 1974 e “Mr. Mick” de 1976. O som dos Stackridge assenta num Pop dos 70s com tendências Folk e Progressivas. As influências vão desde The Beatles ou Supertramp, na vertente mais Pop, passando pelo Prog / Folk dos Jethro Tull, Fairport Convention na orientação Folk e até mesmo algum Genesis dos inícios.O primeiro disco a ser revisto é o segundo disco da banda, “Friendliness” (70%) de 1972, o único com temas extra (4). Abre com “Lummy days”, um instrumental de 70s Prog / Folk; “Syracuse the elephant” segue uma via mais Pop mas com os elementos Progressivos aqui e ali e com alguns sons orientais, um dos melhores temas do disco; segue na mesma onda Pop / Folk / Prog, sempre muito levezinho; acaba com o tema-título “Friendliness” (pouco mais de 1 minuto) e acaba o alinhamento original com “Teatime”, Folk / Prog linha Jethro Tull mas com toques sinfónicos; nos temas extra destaco “Purple spaceships over yatton”, um dos temas mais “pesados”, bem roqueiro. O álbum “The man in the bowler hat” (80%) abre com “Fundamentally yours” numa linha mas Beatles / Pop Britânico dos 70s; segue com “Pinafore days” numa toada Folk com certos toques de musical da Broadway; segue um dos melhores temas do disco, “The last plimsoll” com o Progressivo a começar a dar o ar de sua graça, mas sem perder a orientação Folk, a lembrar Jethro Tull; “The road to Venezuela” faz lembrar Fairport Convention; em “The galloping gaucho” voltamos ao Progressivo com mais um grande tema, aqui com um certo ambiente circense; fecha com “God speed the plough”, mais uma grande música, com violino, orquestral, quase cinematográfica, e com mais Folk / Prog via Jethro Tull a vir à memória. Este é o meu disco favorito dos três. Segue “Extravaganza” (70%) de 1974. Inicia com “Spin round the room” numa toada mais Funky (que se volta a ouvir em “Rufus T Firefly”), não é bem o meu estilo. O estilo não foge muito dos álbuns anteriores. É mais do mesmo. Em “No ones more important than the earthhwom” é um dos destaques com uma linha mais 70s Prog de contornos sinfónicos. O tema seguinte “Pocket billiards” também se pode destacar, mais um bom tema de Progressivo da década que marcou o estilo. Voltam mais uma vez a fechar com um tema mais orquestral, “Who’s that up there with Bill Stokes?”.Fecha-se este artigo com “Mr. Mick” (85%), um álbum originário de 1976. Aqui temos um duplo CD e passo a explicar. O álbum original era baseado num poema (sobre a lenta decadência de um idoso pensionista) e tinha diversos diálogos. A editora não gostou do disco e mandou cortar a maior parte das partes faladas. A banda não gostou muito de ver a sua obra retalhada mas lá teve que aceder. O alinhamento ficou diferente, com trocas de temas e sem os diálogos, perdendo grande parte das suas características artísticas. O que temos nesta re-edição é o álbum que saiu para o mercado e o álbum original remasterizado, disponível pela primeira vez em 31 anos. O estilo não varia muito do habitual, mas aqui trata-se de um álbum conceptual e com toques mais Progressivos e com algum experimentalismo à mistura. Aqui vem à memória Genesis era “The lamb…” e algum Van Der Graaf Generator e ELP, mas aqui sempre com um sentido mais Pop, de fácil absorção por parte do ouvinte. Não é do melhor que ouvi no género mas é um álbum acima da média, com alguns apontamentos interessantes e que tem de se ouvir várias vezes para se começar a perceber e gostar. Além disso tem de se ouvir na íntegra, tal como qualquer outro disco conceptual, até porque as faixas estão todas interligadas (no alinhamento original, o alinhamento da edição de 76 era “normal”, com as faixas separadas), dando uma continuidade musical que se encontra também no conceito lírico. O “canto do cisne” dos Stackridge? É ouvir e tirar conclusões. Esta edição vale acima de tudo pela recuperação do alinhamento original. RDS
-
Angel Air Records: www.angelair.co.uk

T.A.O. - The Abnormal Observations (2006) - Unicorn Digital

Este é o álbum de estreia desta banda Polaca T.A.O. O álbum já teve uma edição de autor em 2005, e nas acções de promoção do mesmo por parte da banda, um dos exemplares foi parar aos escritórios da Canadiana Unicorn Digital. O que aqui estou a apresentar-vos é uma re-edição desse mesmo álbum de estreia. As influências destes T.A.O. variam desde Pain Of Salvation (bem evidente), Planet X, Tower Of Power, projectos de Mike Patton (influências patentes nas vocalizações e em algumas passagens mais experimentais) e algum Jazz Rock linha John Zorn (na sua faceta mais Rock). Aqui não se encontra o habitual formato de canção, mas sim peças experimentais com partes mais progressivas, e algumas até mais apoiadas na guitarra Rock / Metal, alternadas com passagens mais calmas ou jazzísticas e até Funk. Ou até um blastbeat (“Se ma nei”) que me deixou um bocado confuso e depois mais atento à música. É, talvez, uma daquelas bandas que, ou se gosta à primeira ou se detesta. Eu diria mais que é um gosto adquirido, é necessário ouvir 2 ou 3 vezes para se começar a perceber e apreciar. A música pode agradar tanto aos habituais ouvintes de Rock Progressivo mais tradicional como aos apreciadores de bandas mais vanguardistas como os já referidos Pain Of Salvation (a colagem descarada a estes retira-lhes algum crédito) ou projectos de Mike Patton ou John Zorn. De qualquer modo uma boa banda e um bom álbum de Progressivo mais vanguardista, mas falta uma certa identidade e alguma rodagem que talvez um segundo álbum já tenha. É esperar para ver (ou ouvir), e para já ouvimos “The abnormal observation” com algum gozo. RDS
80%
Unicorn Digital: www.unicorndigital.com

Jim Gilmour – Great Escape (2005) – Progrock Records

Jim Gilmour é, desde o ano de 1980, o teclista de serviço dos multi-platinados Saga. A ideia deste álbum parte de uma conversa que este senhor teve com o presidente da Progrock Records, Shawn Gordon, o qual aconselhou Gilmour a gravar um trabalho a solo. Daí a pouco Gilmour tinha 10 temas prontos (5 instrumentais e 5 vocalizados). Mas não é o primeiro, em 1997 já tinha lançado “Instrumental Variations”. Pode-se pensar que álbuns a solo de teclistas, baixistas ou bateristas podem ser extremamente enfadonhos e sem uma ponta de qualidade, apenas baseados nos seus instrumentos, mas o que acontece aqui é precisamente o contrário. Este álbum é Rock Progressivo do mais alto nível! Jim Gilmour além de tomar conta da composição e dos teclados também é responsável pela voz em metade dos temas e pela produção (juntamente com John Bianchini que também gravou as guitarras e misturou o disco). Faz-se acompanhar por um excelente guitarrista (o já referido John Bianchini), dois bateristas (Christian Simpson, Roger Banks) e uma vocalista feminina de apoio (Corrina Tofani), mas o destaque vai para as suas teclas. Há aqui fusões de Rock progressivo na sua vertente mais tradicional com uma vertente mais moderna, passagens pelo Jazz e música de improvisação e até um pouco de Folk e Pop. Os temas alternam-se (instrumental / vocalizado) para não se tornar tão cansativo. O álbum começa em grande com “No Sign”, segue na mesma linha com “Algonquin”, abranda em “Lost Along The Way”, “Killarney Sunrise” e “The Northwind”, a seguir temos um tema com tendências mais electrónicas (“Radiant Lake”) e outros dois apenas com teclas (“Carden Island”, “Wasteland”), mais um tema mais animado “Canoe Do It?” e o alinhamento “oficial” fecha com um belo exercício de Rock Progressivo intitulado “Last Portage”, mas mesmo antes de acabar o CD temos uma faixa escondida de teclas, mais na linha clássica, uma bela maneira de fechar este excelente disco. Segundo parece, este disco foi escrito com base nas imagens e experiências que Jim teve nas suas excursões pela vida selvagem Canadiana. A capa é que poderia ter sido mais trabalhada, assim como o interior do livrete. Um disco que vai agradar tanto aos fãs de Saga, como de Rock Progressivo no geral ou até mesmo Metal Progressivo. RDS
90%
Progrock Records: www.progrockrecords.com
Jim Gilmour: www.jimgilmour.net

Saturday

Project Creation – Floating World (2005) – Progrock Records

Este é mais um projecto do Português Hugo Flores dos Sonic Pulsar (e outros projectos paralelos). “Floating World” é a primeira parte de Project Creation, uma trilogia com uma história de ficção científica que irá ser suportada por um filme em CGI que se encontra em produção. Aqui aproveitou-se para recuperar algumas músicas e ideias antigas nunca antes editadas. Este é também o primeiro projecto de Hugo Flores em que se inclui voz feminina a acompanhar a masculina.Há aqui imensos convidados a adicionar os seus instrumentos (que vão desde os convencionais guitarra, baixo, bateria até flauta, saxofone, berimbau, etc) e atributos musicais, mas são muitos para referir e vou destacar Tiago “Linx” (vocalista dos Forgotten Suns), Alda Reis (voz) e Paulo Chagas (saxofone, flautas, membro dos Miosótis).Quanto à música propriamente dita, temos Progrock, Metal progressivo, rock sinfónico, apontamentos ambientais que poderiam estar numa qualquer banda sonora de um filme sci-fi bem kitsch dos 60s (pode-se pensar numa versão progrock / sinfónico da banda sonora de “2001 Odisseia no espaço” p.ex.), passagens mais épicas com coros, tudo adornado com o colorido dos diversos instrumentos acima mencionados e do próprio conceito lírico.É difícil destacar temas porque são todos diferentes entre si, mas mesmo assim conseguindo manter uma certa homogeneidade, mas agradam-me particularmente temas mais “pesados” como “The Floating World” ou “The Civilization”, temas mais ambientais como “The Desert Planet” (com reminiscências de Vangelis dos 80s), as sonoridades exóticas / orientais em “Cheops” e gosto da melodia guitarra / teclas no tema final “Returning Home”.O livrete do CD inclui as letras e fantásticas imagens para cada uma das faixas, todas desenhadas pelo conhecido ilustrador Mattias Norén (Evergrey, Ayreon, Cloudscape, Forgotten Suns, Kamelot, Sabaton, etc). A parte de produção ficou a cargo do próprio Hugo Flores e a masterização foi feita por Henning Pauly (guitarrista dos Chain).São cerca de 72 minutos de música mas que se passam muito bem se se for apreciador de bom Rock Progressivo moderno, público-alvo a quem eu aconselho vivamente esta rodela prateada. RDS
90%
Progrock Records: www.progrockrecords.com
Hugo Flores / Project Creation: http://hugoflores.no.sapo.pt

Friday

Zaar – Zaar (2006) – Cuneiform Records

Esta é a estreia do quarteto Francês Zaar, formado por dois ex-membros da extinta banda Sotos (dois álbuns e uma banda sonora). Os Zaar usam na sua música o usual trio guitarra / baixo / bateria mas, também incorporam o realejo, instrumento milenar que soa como uma fusão de um violoncelo esquizofrénico e um órgão eléctrico. O seu som devem imenso a actos de improvisação e exeperimentalismo como o são King Crimson, Magma ou até mesmo experimentalismo avantgarde da música de John Zorn a algumas das edições da sua editora Tzadik. “Zaar” inclui 9 faixas (desde a mais curta com 0:37 até à mais longa com 20:06) em cerca de 54 minutos de Rock Progressivo avantgarde, Jazz, música de improvisação e até alguns elementos neo-clássicos mas, sempre com uma orientação Rock que torna a música dos Zaar extremamente dinâmica e interessante, ao contrário das aborrecidas bandas e projectos que abundam (e sobrecarregam) esta área musical em particular. Gostei mesmo de ouvir este CD e, em cerca de 54 minutos de música, não me cheguei a aborrecer um segundo sequer, o que acontece imenso com este tipo de material instrumental mais experimental e de improviso. As minhas faixas favoritas são “Sefir” (a mais longa com 20:06), “Tougoudougoum” (com apenas 1:28) e “Scherzo # C” (com um certo aroma oriental / folk / rock à la John Zorn’s Masada). Recomendado a todos os fãs de King Crimson, Magma, Univers Zero e John Zorn (solo e Masada). RDS
95%


Yan Hazera R.I.P.

Karcius – Sphere (2006) – Unicorn Digital

Karcius é um quarteto de Prog-Fusion instrumental de Montreal, Canada, criado em 2001. A Unicorn Digital assinou a banda em Dezembro de 2005 para a edição do novo trabalho “Tunnel” na Primavera de 2006. A estreia “Spheres” foi editada de forma independente em 2004 mas a edição que tenho em mãos é uma versão remasterizada lançada agora pela Canadiana Unicorn. Nunca cheguei a ouvir a edição original mas, o som nesta reamasterização é excelente. A capa não é assim tão original ou interessante mas, consegue o seu propósito, que é reflectir na perfeição o som do disco. Encontra-se aqui uma mistura de Progressive Rock com muito Jazz de fusão (que não é a minha preferência em termos de música), com algumas influências Latinas (“Evolution” soa a uma jam session com Santana) a algum Rock tradicional (“Synapse”). Há aqui algumas faixas acima da media tal como “1111” (a melhor faixa do disco) e “Kunidé” mas, para mim, este tipo de Jazz instrumental com orientação Prog torna-se aborrecido após alguns temas. Não consigo ouvir o CD desde o início até ao fim. Não me interpretem mal, o álbum até nem é mau, os tipos sabem o que estão a fazer, são excelentes músicos mas, este não é o tipo de música que eu ouça no meu dia a dia. Além disso, o facto de se ser bom músico é distinto do facto de se ser bom compositor. Isto soa muito mecânico e desinspirado. Um pouco mais de alma e algum experimentalismo poderia adicionar algum interesse extra à banda e ao seu trabalho. Este é o tipo de material que apenas irá agradar aos fãs “diehard”de Progressive Rock / Jazz-Fusion de cariz instrumental e a músicos obcecados mais pela perfeição musical do que propriamente por música sentida e plena de alma. RDS
60%
Unicorn Digital: www.unicornrecords.com

Henning Pauly – Babysteps (2006) – Progrock Records

Henning Pauly é guitarrista dos Chain e mentor do projecto Frameshift, e este é o seu novo trabalho a nome próprio “Babysteps” (70%) editado em finais de 2006. Para variar, este senhor escreveu um álbum conceptual, segundo parece, baseado numa história verídica. Em “Babysteps” conta-se a história de Nick, um atleta profissional que dá por si numa cadeira de rodas e a recuperar num centro de reabilitação. Toda a sua luta, os problemas com o seu arrogante doutor, a interacção com outro paciente e outro doutor, etc. O conceito em si não é muita interessante, a verdade seja dita. Mais uma vez, Henning Pauly faz-se acompanhar de vocalistas convidados a representar as diferentes personagens da história. Temos, a saber, Jody Ashworth (Trans Siberian Orchestra), James Labrie (Dream Theater), Matt Cash (Chain) e Michael Sadler (Saga), além das teclas de Jim Gilmour (ex-Saga) em um dos temas. Mais Rock progressivo com toques de Metal e orquestrações. Ou seja, mais do mesmo por parte deste senhor. Não é um mau álbum, mas poderia ser melhor, tendo em conta o compositor por detrás do projecto e os convidados especiais. Na minha modesta opinião, em vez de fazerem muita coisa ao mesmo tempo e editarem vários álbuns seguidos, era preferível que este pessoal do Progressivo se agarrasse a um projecto só de cada vez e fizesse uma coisa mais pensada e trabalhada. Menos quantidade e mais qualidade! Com tanto material do género que se edita hoje em dia, este disco vai passar despercebido, e com razão pois, este deve ser o trabalho menos conseguido de H. Pauly. Um disco extremamente desinteressante e aborrecido. Nem os convidados especiais o safam da mediania! Se querem algo melhor deste senhor, procurem a sua banda principal, Chain, ou o seu outro projecto Frameshift. Este disco fica apenas para os fãs “diehard”. RDS
60%
Progrock Records: www.progrockrecords.com
Henning Pauly: www.henningpauly.com

Thursday

The Mahavishnu Project – Return To The Emerald Beyond (2CD 2007) – Cuneiform Records

The Mahavishnu Project foi formado em 2001 pelo baterista e compositor Gregg Bendian com o propósito de reviver o Jazz Rock da década de 70 e em especial a música da Mahavishnu Orchestra. Este novo registo sonoro intitula-se “Return To The Emerald Beyond” e trata-se de uma revisão actualizada do disco “Visions Of The Emerald Beyond”, editado em 1975 pela extinta banda atrás referida. Os dois discos aqui incluídos foram gravados ao vivo no verão de 2006 em diversas datas da digressão, com uma banda constituída por 11 músicos. Para quem conhece o trabalho da Mahavishnu Orchestra, isto funciona como uma espécie de revivalismo desse material, principalmente ao vivo, pois nem toda a gente teve a oportunidade de os ver em concerto na altura. Mas desengane-se quem pensa que aqui estão reproduções fiéis do referido disco de 1975! Os músicos envolvidos seguem a linha principal do tema, mas depois improvisam nos solos, recriando assim o carácter de improviso e a intensidade ao vivo que fazia parte da MO. Aviso desde já que isto se poderá tornar um pouco aborrecido para quem não está habituado a este tipo de sonoridades. São 2 CDs cheios de temas longos, solos que parecem nunca mais acabar e muito improviso. O próprio John McLaughlin já pôs os seus dois polegares no ar! Apenas para fãs de Mahavishnu Orchestra, Jazz Rock dos 70s, Jazz Avantgarde e Progressivo de fusão. RDS
80%
Cuneiform Records: www.cuneiformrecords.com
The Mahavishnu Project: www.mahavishnuproject.com

Monday

Agent Cooper – Beginner's Mind (2005) – Zero Sum / Progrock Records

Para quem pensa que o Rock Progressivo é uma seca e a maioria das bandas não tem a “força” de uma banda de Rock no verdadeiro sentido da palavra, esta é uma boa opção. Os Agent Cooper são, acima de tudo, uma banda de Rock / Hard Rock aos quais aliam as tendências progressivas. A banda gravou a sua estreia homónima em 1999 mas só agora é que editam o novo trabalho. Há aqui de tudo um pouco, desde Progressivo a sinfónico, Rock, Hard Rock de tendências 80 e AOR e até algumas passagens mais Funky, Bluesy ou jazzísticas a adornar. Excelentes ideias bem executadas, riffs de guitarra fortes mas sem chegar a ser Heavy Metal (o que pode assustar muita gente do Progressivo), secção rítmica competente, teclados bem encaixados, alguns apontamentos electrónicos e excelente voz. Não é um álbum que vai revolucionar o mundo das sonoridades Progressivas ou Hard Rock, mas é um álbum muito acima da média do que se faz hoje em dia no género. Se gostam de bandas com música mais “complicada” e trabalhada mas que tem verdadeiras guitarras e atitude Rock, tais como Tool, Porcupine Tree, Ark, etc, então experimentem os Agent Cooper. RDS
85%
Progrock Records: www.progrockrecords.com
Agent Cooper: www.agentcooper.com