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Sunday

Tadashi Goto – Innervisions (2008) – Progrock

O teclista / baterista Japonês Tadashi Goto regressa em 2008 com um novo trabalho de originais. Este é já o segundo disco e inclui 12 temas instrumentais de orientação progressiva com sério enfoque nas guitarras e teclados. Uma enorme lista de ilustres convidados presta o apoio nas guitarras (Ty Tabor, Sean Conklin, Chris Poland) e baixo (Tony Levin, Tony Franklin, Randy George). Mais Hard Rock que Progressive Rock, este disco faz lembrar os discos solo de guitarristas nos já longínquos 80s, mais centrados no formato canção do que nas longas e aborrecidas demonstrações de virtuosismo. Guitarras fortes, teclados omnipresentes, alguma experimentação quase obrigatória no género, perfeito balanço entre a vertente mais roqueira e a mais ambiental / experimental, estes são alguns dos elementos que compõem, “Innervisions”. O único senão é som mecânico de bateria programada. Não irá salvar o género mas, se já perderam a fé em discos instrumentais de Hard Rock / Progressive Rock, esta é uma boa aposta. 70% www.myspace.com/soundscape50 / http://www.progrockrecords.com/
RDS

Seven Steps To The Green Door – Step In 2 My World (2008) – Progrock

Este septeto Alemão já conseguiu algum reconhecimento aquando da edição da estreia “The Puzzle” em 2006, tendo vencido nas categorias de Progressivo e Experimental nos German Rock and Pop Awards. Não conhecia o seu trabalho antes de me ter chegado este disco às mãos mas, pelo que ouço aqui, o referido prémio faz algum sentido. A fusão de progressivo, sinfónico, Pop, Jazz, Hip Hop e Rock é condimentada pela harmonia de 3 vocalistas distintos, músicos competentes, boas ideias, poder de composição e um sentido de canção Rock que faz falta a muitas destas bandas. O único senão é a longa duração do disco e ao fim de algumas músicas parece que está fechado num “loop” a reciclar as mesmas ideias. Fora isso, um disco fantástico. Para fãs de nomes como Genesis, Marillion, Pain Of Salvation, Porcupine Tree, Evergrey ou Ayreon. 85% www.sevenstepstothegreendoor.de / www.progrockrecords.com
RDS

Rewiring Genesis – A Tribute To The Lamb Lies Down On Broadway (2008) – Progrock

O produtor / engenheiro de som Mark Hornsby e Nick D’Virgilio (voz / bateria; Spock’s Beard) juntaram esforços para reproduzir, na totalidade, o mítico álbum dos Genesis. Juntam-se a Nick D’Virgilio os seguintes músicos: Dave Martin (baixo), Jeff Taylor (teclas) e Don Carr (guitarras). Além da clássica formação voz/guitarra/baixo/bateria, o disco conta com arranjos orquestrais e outros pormenores interessantes proporcionados por violino, trombone, saxofone, piano, flauta, violoncelo, etc. Não suplantando, como é evidente, o clássico disco conceptual, este tributo consegue levar a música dos Genesis a outro nível, dando-lhe uma roupagem nova e trazendo uma obra-prima musical com 30 anos para o século XXI. Serão até capazes de conseguir “converter” mais algumas pessoas e leva-los a procurar o original. Eu gostei do que ouvi e recomendo-o a todos os fãs do original e meros curiosos. 85% http://www.ndvmusic.com/ / http://www.progrockrecords.com/
RDS

RC2 – Future Awaits (2008) – Progrock

Actualmente encontra-se radicado na Espanha mas o projecto RC2 tem origem na Venezuela, tendo-se formado após a dissolução dos Radio Clip, uma popular banda Rock desse país (e o país de origem deste vosso escriba). “Future Awaits” é o segundo disco de originais, após um longo hiato de 5 anos (“RC2” data de 2003), e contém 8 temas de Rock Progressivo com toques de Jazz e influências latinas. Não é nada de novo, soa cliché, e revela falta de ideias. Os temas parecem ter sido escritos em sessões de improviso e que não tiveram direito a uma reavaliação antes de entrar em estúdio. Poderá agradar a fãs acérrimos deste tipo de sonoridades de descendência Genesis, Yes ou Pink Floyd. Eu prefiro ouvir os originais, foram os pioneiros e são melhores. 50% http://www.rc-2.com/ / http://www.progrockrecords.com/
RDS

Presto Ballet – The Lost Art of Time Travel (2008) – Progrock

O projecto paralelo de Kurdt Vanderhoof (Metal Church) volta à carga com o 2º disco e 7 novos temas da linha Progressiva. As influências vão todas para a década de 70 e os nomes clássicos mas, em oposição aos seus pares, os Presto Ballet conseguem dar uma roupagem Hard Rock bem forte à sua música. Esqueçam a típica banda progressiva com material muito calmo, introspectivo, espiritual. Aqui o que podemos encontrar é o melhor dos dois mundos: o ambiente e características instrumentais do 70s Progressive Rock aliado ao peso a balanço do Hard Rock. Gostei muito e recomendo vivamente! Para fãs das bandas como Yes, Genesis, Kansas, Magnum, Deep Purple, Savatage ou Dream Theater. 90% http://www.prestoballet.com/ / http://www.progrockrecords.com/
RDS

Jack Foster III – Jazzraptor’s Secret (2008) – Progrock

O músico Norte-Americano Jack Foster III (voz / guitarra; Mojophonic, Full House) regressa com o 4º disco de originais, “Jazzraptor’s Secret”. Neste faz-se acompanhar por Trent Gardner (teclas; Magellan) e Robert Berry (bateria, baixo). São 10 temas de Symphonic Rock o que nos apresentam estes 3 músicos. Composições geniais, fantásticos riffs e solos de guitarra, uma secção rítmica segura e competente, teclados ambientais bem encaixados, tudo encimado pela fabulosa voz de Foster. Ora mais roqueiros, ora mais introspectivos, mas sempre com muita melodia (tanto a nível instrumental como vocal). Gostei muito. Irá com certeza agradar a fãs de nomes como Genesis, Yes, Asia, Pendragon, Kansas ou Magnum. 85% http://www.jazzraptor.com/ / http://www.progrockrecords.com/
RDS

Factory Of Dreams – Poles (2008) – Progrock

Factory Of Dreams é o novo projecto de Hugo Flores, guitarrista de Project Creation. Em 11 temas faz-se a fusão de sonoridades Progressive / Symphonic Rock, electrónica (vertentes trip-rock e ambiental) e elementos do universo Gótico. Ao Hugo Flores juntam-se a vocalista Sueca Jessica Letho e o baixista Chris Brown (com uma breve participação). Tenho sentimentos contraditórios em relação a este projecto / disco. A música de F.O.D. não anda muito longe daquilo que fazem certos nomes da cena Symphonic / Gothic Metal com voz feminina como The Gathering, Leaves Eyes, Sirenia, Theatre Of Tragedy ou Within Temptation, embora com uma aproximação mais “calma” e ambiental ao género (o nome do projecto pode dar algumas pistas). Está bem feito, contém boas ideias, a voz é fantástica mas… há aquela constante sensação de “déjà-vu”. E no entanto não consigo deixar de ouvir. Basta estar no estado de espírito certo e “Poles” pode ser uma agradável companhia. Está, no entanto, longe de ser uma peça indispensável. 70% http://www.sonicpulsar.com/ / http://www.progrockrecords.com/
RDS
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Poles - Exclusive Album Preview

Evolve IV – Decadent Light (2008) – Progrock

É já habitual hoje em dia, na cena Progressiva pelo menos, músicos de diversas nacionalidades criarem projectos musicais. Neste caso temos o Britânico Peter Matuchniak (guitarra / teclas; Mach One, Janysium) e o Norte-Americano Michael Eager (voz / guitarra; Vitamin Funk, Mind Expansion, HED). A estes juntam-se ainda o baterista Paul Sheriff e o baixista Jim DeBaun, os quais conheceram através de anúncios na internet. Habitualmente este tipo de projectos deixa muito a desejar; são pessoas que nunca se conheceram pessoalmente antes do projecto (sem contar a interacção via internet), e não existe, na maioria dos casos, aquela empatia e amizade que se encontra numa banda “normal”. A música acaba por soar mecânica, fria e forçada. É o que acontece aqui? Em parte, mas também há ideias interessantes que até resultam. Mas, no geral, não há nada que não se tenha feito antes, e de melhor forma. As influências passam tanto pelas bandas clássicas como Genesis, Pink Floyd, Yes, Beatles ou projectos Pop / Rock recentes como Coldplay ou Radiohead. 50% http://www.musicevolve.com/ / http://www.progrockrecords.com/
RDS

Monday

Talisma – Quelque Part (2008) – Unicorn

Para não variar muito nas edições da Unicorn, uma banda Canadiana, com letras em Francês e orientação musical Progressiva. Nesta terceira entrega os Talisma oferecem 10 temas de Rock Progressivo com deambulações experimentais que lhe dão outro colorido. Na sua maioria são temas instrumentais, mas alguns beneficiam de voz feminina. Alternando entre os momentos mais calmos ou acústicos e o caos controlado, passagens ambientais negras (algumas quase Industriais) e outras mais coloridas, entre a faceta mais roqueira e a mais sinfónica, os Talisma são passíveis de agradar às várias facções do Prog-Rock. Gosto do álbum no geral mas o tema “Od” é potentíssimo! Se todo o disco fosse assim… Mas este tema vai de encontro aos meus gostos pessoais, até porque o álbum é extremamente heterogéneo e todos irão encontrar um tema mais à sua maneira. Para quem gosta do seu Rock Progressivo mais audaz, experimental e aventureiro. 80% http://www.talismamusic.com/ / www.myspace.com/dofleurent / www.myspace.com/markdiclaudio / http://www.unicorndigital.com/
RDS
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Talisma - L'Empalé (Live, Saint-Jerome, Quebec, 2003)

Direction – Est (2008) – Unicorn

Mais uma banda Canadiana a assinar pela Unicorn. Estes também cantam em Francês e têm a sua base musical no Progressivo tradicional. Os Direction conseguem no entanto ser mais roqueiros que a generalidade dos companheiros de editora. Por terem uma faceta mais Rock, os Direction conseguem imprimir outra dinâmica ao seu som que não está presente na maioria das bandas Progressivas hoje em dia. Pelo menos nas que enveredam por caminhos mais tradicionais. As suas influências derivam de nomes como Rush, Genesis, Led Zeppelin, Yes ou Pink Floyd. A produção, apesar de não se poder apontar falhas, poderia ter tomado outro caminho. Esta 4º entrega em longa duração dos Direction poderia ter beneficiado de um som mais cheio. Fora isto, o álbum tem os seus pontos de interesse e fica recomendado a fãs dos nomes acima citados. 70% http://www.legrooupedirection.com/ / http://www.unicorndigital.com/
RDS

Jelly Fiche – Tout Ce Que J’Ai Rêvé (2008) – Unicorn

Este é o disco de estreia dos Canadianos Jelly Fiche. Nove temas fazem a ponte entre Pink Floyd, Génesis e Jethro Tull. A banda aponta ainda nomes como King Crimson, Beatles, Queen, David Bowie ou Gentle Giant entre as suas principais influências. Progressivo com fortes influências de Rock sinfónico, psicadélico dos 60s, Folk e Jazz é o que nos apresentam nestes 63 minutos de música. A fusão de sonoridades resulta num produto homogéneo que me cativa. Faz-me lembrar as bandas Suecas dos 70s. Apesar de, pessoalmente, não gostar do som da língua Francesa, aqui soa algo exótico e adiciona outro factor de interesse ao disco. Há aqui muito trabalho de composição e nota-se o gosto e intensidade com que os músicos reproduzem essas composições. Intenso, forte, melódico, psicadélico por vezes. Gostei. 70% http://www.jellyfiche.com/ / www.myspace.com/jellyfiche / http://www.unicorndigital.com/
RDS

The Gourishankar – Close Grip (2008) – Unicorn

Este é o disco de estreia de 2003 dos Russos Gourishankar. Depois do bem sucedido “2nd Hands”, em 2007, a Unicorn avança com e reedição a estreia auto-financiada que se encontra indisponível actualmente. Aos 7 temas originais adiciona-se um tema extra. A música dos Gourishankar é amplamente influenciada pelo Progressive / Symphonic Rock dos 70s mas incorpora outras ideias que podem ir da electrónica à Pop. Há aqui boas ideias bem encaixadas; as performances dos músicos são irrepreensíveis; e a banda consegue balançar bem todas as vertentes da sua música, não sendo demasiado calma e ambiental que desagrade aos fãs de Rock, nem demasiado “pesada” que afaste os fãs do Progressivo tradicional (até podia ter guitarras mais fortes, isso sim). Não temos nada de fenomenal em “Close Grip” mas é agradável de se ouvir. 70% http://www.gourishankar.com/ / http://www.unicorndigital.com/
RDS
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Gourishankar - Endless Drama ("2nd Hand", 2007) - Fanvideo

Snarling Adjective Convention – Bluewolf Bloodwalk (2008) – Unicorn

Este é o disco de estreia dos Canadianos Snarling Adjective Convention. Sete temas, na sua maioria instrumentais, fazem a fusão de Jazz Avantgarde, Rock Progressivo experimental, ambientes negros e sinistros que remetem para o universo do Dark Ambient ou das bandas sonoras do terror dos 40s/50s e “film noir”, assim como de algum Metal e Rock Psicadélico. Apesar da sua orientação maioritariamente jazzística, não deixam de soar roqueiros, fortes, intensos. Muito mais negros e densos do que as habituais bandas de Prog / Fusion, por natureza mais alegres e espirituais, estes SAC conseguem imprimir ambientes bem sinistros às suas composições. Apenas o tema título foge um pouco a esta fórmula tendo uma forte orientação Funky mais alegre. Gostei muito e recomendo a fãs de material Avantgarde mais negro. Um disco que irá agradar a fãs de nomes tão díspares como John Zorn, King Crimson, Miles Davis, Ornette Coleman, Bernard Herrmann, Carl Stalling, Franz Waxman, Angelo Badalamenti, The Mahavishnu Orchestra, Taal, Kayo Dot ou Shub Niggurath. 85% http://www.snarlingadjectiveconvention.com/ / www.myspace.com/snarlingadjectiveconvention / http://www.unicorndigital.com/
RDS

Saturday

Silent Planet Promotions

Chegou-me às mãos, recentemente, mais um pacote promocional com vários discos de Hard Rock e Heavy Metal, na linha mais tradicional, por parte da Silent Planet Promotions (http://www.silentplanetpromotions.com/). Alguns destes não são recentes mas, como a boa música não passa do prazo de validade, ainda vêm a tempo e são mais que bemvindos. Passo então a escrever umas breves considerações acerca de cada um dos registos.

Lanfear – Another Golden Rage (2005) – Nightmare Records
Enquanto não chega o novo trabalho de estúdio, os Alemães Lanfear apresentam aqui 11 temas de Heavy Metal tradicional na veia US Heavy / Power, puro, verdadeiro, sentido. Toques de Progressive Metal dão também o seu ar de graça e apimentam a coisa. Nomes como Helstar, Metal Church, Queensryche (inícios), Fates Warning, Iced Earth ou Dream Theater não serão estranhos a quem ouvir os Lanfear pela primeira vez. Grandes riffs e solos de guitarra, uma secção rítmica segura e competente e, acima de tudo isto, uma voz surpreendente. Já se fez melhor é certo, mas também já se fez pior. Longe de ser uma obra-prima, é um excelente disco de Heavy tradicional como já (quase) não se faz. Tem garra, tem alma, tem força, tem o verdadeiro espírito metaleiro. Querem melhor? 85% http://www.thelanfear.com/ / http://www.nightmare-records.com/

Madmen & Dreamers – The Children Of Chidren, An Original Rock Opera (2000)
Este é já de 2000 mas só agora tenho a hipótese de o ouvir. Trata-se, como o título indica, de uma “rock opera”. Disco duplo, 33 temas (intros e interlúdios contabilizados), Rock Progressivo de orientação tipicamente white rock / prog / metal (leia-se: cristão). O conceito lírico é algo rebuscado, lamechas, cheio de mensagens de vida, demasiado “bonitinho” e mundano para agradar ao comum apreciador de rock. Eu dispenso. Fica a música, e essa, até agrada. Mas até certo ponto. Rock Progressivo de ambientes sinfónicos, muito calminho, cliché quanto baste, nada de extraordinário. Original como clama o subtítulo? Nem pensar. Apenas para apreciadores “diehard” do género. Os outros afastem-se rapidamente. 40% http://www.madelf.com/ / http://www.madmen-and-dreamers.com/

Saint – Crime Scene Earth (2008) – Armor Records
Novo disco de estúdio para os veteranos Saint, no activo desde meados da década de 80. Hard ‘N’ Heavy duro, cru e com melodia quanto baste. As inspirações Judas Priest são mais que notórias. Ao ponto de cópia descarada, pode dizer-se. Aliás, temos até direito a uma versão de “Invader” da mítica banda Britânica. Black Sabbath (fase 80s), Iron Maiden (fase 80s), Accept e Saxon são outros nomes que podem vir à memória. Há aqui algumas ideias boas mas a colagem aos Priest não lhes dá muita margem para manobra. A produção crua, primitiva e caseira também não ajuda muito. Vale a pena por temas como “The Judas In Me” ou “Lost”. Pouco acima da média. Apenas para fãs e completistas deste tipo de Metal mais old-school e in-your-face. 55% http://www.saintsite.com/

Sandalinas – Living On The Edge (2005) – Nightmare Records
É a segunda vez que me chega às mãos (e ouvidos) este fabuloso disco de Sandalinas. Da 1º vez foi a edição Europeia por parte de Massacre. Ora, esta é a edição Norte-Americana por parte da Nightmare. A diferença está apenas no selo que acompanha o disco, pois de temas extra nada. O Espanhol Sandalinas alia-se aqui ao vocalista Apollo Papathanasio (Firewind) e a músicos de sessão mais que competentes para criar 10 temas de Heavy Metal melódico, forte, intenso. As guitarras estão em clara evidência, mas a voz de Papathanasio está ao mais alto nível e encaixa perfeitamente na música de Jordi Sandalinas. A secção rítmica segura, forte e extremamente flexível ajuda muito a segurar os elementos atrás evidenciados e, pode-se dizer, eleva-los e outro nível. Temas como “All Along The Everglades”, “Follow Me”, “If It Wasn’t For You” ou “The Conqueror” ficam na cabeça muito tempo após a audição. Fãs de Iron Maiden, DIO, Rainbow, Yngwie Malmsteen, Helloween, Europe, Whitesnake, Deep Purple, Masterplan, Jorn ou outros do género vão adorar cada segundo destes 38m30s. Aconselho vivamente. 85% http://www.sandalinas.com/ / http://www.nightmare-records.com/

Stairway – The Other Side Of Midnight (2006) – Self Released
11 temas compõem este disco dos Britânicos Stairway. Heavy Metal de inspiração Britânica (leia-se NWOBHM) com som cru e forte mas melódico quanto baste. Saxon e Iron Maiden (fase Somewhere In Time / Seventh Son) são as duas influências mais fortes. DIO pode ser outro nome a ter em conta. O que aqui está, está bem feito, tem garra, espírito, e soa sincero, lá isso é verdade. Mas será que apenas isso o poderá safar da mediania? Não me parece. Guitarras, voz, secção rítmica, tudo parece estar no ponto certo. Mas falta qualquer coisa que nos leve a abanar a cabeça com mais força e nos faça sacar da nossa “air guitar”. Falta aquele “je ne sais quoi”, como se costuma dizer. De qualquer modo, fãs deste estilo “velha escola” vão gostar. Experimentem e depois digam qualquer coisa. 65% http://www.stairwayonline.co.uk/ / www.myspace.com/stairway

RDS


Wednesday

Soul Secret – Flowing Portraits (2008) – Progrock

Os Soul Secret são Italianos e têm em “Flowing Tears” a sua estreia em disco. Mais uma banda de Metal Progressivo. Isso é bom? Ou mau? Depende. Os Soul Secret estão na corda bamba. O que fazem é demasiado cliché para o seu próprio bem. Isto já foi feito inúmeras vezes, e de melhor forma, por bandas como Dream Theater, Threshold, Evergrey, Queensryche, Fates Warning ou Symphony X. Mas também não o fazem assim tão mal, muito pelo contrário. Têm técnica, têm algumas ideias, têm espírito. E isso já é muito bom hoje em dia. Falta é alguma originalidade. Os 6 temas que compõem os 52 minutos de música vão desde o Heavy sinfónico ao Prog-Metal, passando por algum Hard Rock e Power Metal. Gostei particularmente do épico “Tears Of Kalliroe”, tema que encerra o disco e que perfaz cerca de 17 minutos de duração. Prog-Metal sinfónico no seu melhor. Só este tema já vale o disco quase todo. Para uma estreia já é muito bom. Aguardemos por um segundo disco com alguma identidade que os possa destacar dos inúmeros nomes do género. Potencialidades estão mais que demonstradas nesta estreia. Para já, dêem uma escutadela, pois pode ser que vos agrade. Vou arriscar e dar-lhes uma pontuação alta. Vamos ver o que o futuro nos/lhes reserva. 85% www.myspace.com/soulsecretband / http://www.progrockrecords.com/
RDS

Simon Says – Tardigrade (2008) – Progrock

Estocolmo. Década de 90. Formam-se os Egg. Após algumas diferenças musicais e problemas pessoais, Stefan Renström deixa a banda, assim como a cidade de Estocolmo, e forma os Simon Says. A cena progressiva Sueca tem dado excelentes frutos desde a década de 70 (década do género por excelência) até aos nossos dias. Os Simon Says são outro dos nomes mais recentes que tem dado cartas no género. “Tardigrade” é o novo trabalho de estúdio. O estilo é tipicamente Sueco mas tem certas nuances do NeoProg da década de 90 e algum espírito experimental descendente de King Crimson ou Van der Graaf Generator. Boas ideias (muitas), peso (algum), melodia (muita), técnica (muita), experimentação (q.b.), há um pouco de tudo para agradar aos apreciadores de Progressivo Sueco. Recomendo vivamente. Para fãs de King Crimson, VdGG, Kaipa, Anekdoten, Pain Of Salvation, entre outros. 85% www.gepr.net/simon.html / http://www.progrockrecords.com/
RDS

Moongarden – Songs From The Lighthouse (2008) – Progrock

Este é já o 5º trabalho para os Italianos Moongarden, no activo desde os inícios da década de 90. Aqui sim, já estamos a falar de uma banda e não de um projecto que brota da(s) mente(s) de uma ou duas pessoas. Este disco marca o regresso de Simone Baldini Tosi, vocalista original que gravou o 1º disco. O que se pode esperar de uma banda de Progressive Rock Italiana? Bom material, isso é certo. Os Moongarden vão buscar as suas influências directamente aos conterrâneos que marcaram a década de 70, mas dão à sua música uma roupagem mais directa, formato de canção, num modelo quase Pop, pode-se dizer. Mas mantêm aquele ambiente da velha escola. O contador marca uns belos e certos 1:11:11 divididos por 10 temas que variam entre os 2:49 e os 13:00. Gostei muito e recomendo. 80% www.myspace.com/moongardenband / http://www.progrockrecords.com/
RDS

Invisigoth – Narcotica (2008) – Progrock

Nova aventura deste duo constituído por Cage e Viggo Domino. O disco anterior, “Alcoholocaust” de 2007, já me havia chamado a atenção. Este novo está na mesma linha, mas já não me parece tão bom como o anterior. Talvez seja uma pequena questão de fases minha em termos de gostos. O ambiente de duo / projecto de estúdio é bem evidente. O som é demasiado mecânico e frio para o seu próprio bem. A fusão de Progressive Rock, Metal, Symphonic, Classical, Ambient, Pop e Rock clássico, funciona por vezes, mas noutras cai redondamente. Uma certa monotonia instala-se ao fim de alguns temas. Nem mesmo a exagerada heterogenia do projecto os safa. Muito pelo contrário, funciona como ponto negativo. Apenas para fãs do género e completistas. 65% www.myspace.com/invisigothmusic / http://www.progrockrecords.com/
RDS

Ghost Circus – Across The Line (2007) – Progrock

Segundo disco para este dueto internacional formado por Chris Brown (Holanda) e Ronald Wahle (USA). Este é um disco conceptual (coisa rara no progressivo, hem?!), cuja história segue um homem desde o momento da sua morte física até ao além. Uma história de fantasmas, portanto. A música? Rock progressivo com toques AOR, Metal e de Rock clássico. Tem um som algo cru que não parece assentar bem no estilo mas, mesmo assim prefiro este tipo de som ao um mais mecânico e frio, já habitual no progressivo. No entanto, algumas oscilações no mesmo fazem o disco parecer uma manta de retalhos. 8 temas ou 15 faixas (8 delas perfazem as partes de um único tema) perfazem cerca de 70 longos minutos que se podem tornar algo monótonos. Se estiverem bem dentro do estilo, há aqui algumas ideias que vos vão agradar, no entanto, o disco é algo monótono, cliché e simplista. Apenas para fãs e completistas. 65% www.ghostcircus.com / www.progrockrecords.com
RDS

Expedition Delta – Expedition Delta (2008) – Progrock

Projecto de Srdjan Brankovic dos Serbios Alogia. Além dos músicos Serbios que acompanham Srdjan e que servem de base a este projecto, temos diversos convidados de peso como são: Gary Wehrkmap (Shadow Gallery), Andrea De Paoli (Labyrinth), Richard Andersson (Time Requiem), Erik Norlander, Joost van den Broek (After Forever), Sabine Edelsbacher (Edenbridge), Torsten Roehre (Silent Force), Santiago Dobles (Aghora), ou outros. Progressive Rock / Metal de ambiências sinfónicas e toques AOR é o que Expedition Delta nos apresenta nestes 11 temas executados em pouco mais de 51 minutos. Tem os seus pontos altos (bons riffs, melodias, ritmos, boas ideias bem concretizadas, convidados especiais, alguma heterogenia…), tem os seus pontos baixos (diversos clichés, alguma monotonia ao fim de um bocado, alguma heterogenia que pode ser boa ou má, …). Mesmo assim, muito acima da média do que se vai fazendo no género hoje em dia. Fãs de Yes, Marillion, Asia, Richard Wakeman, Joe Satriani, Ayreon, Threshold, Symphony X, Shadow Gallery, Aghora, e outros que tais, vão gostar por certo. 80% www.myspace.com/expeditiondelta / http://www.progrockrecords.com/
RDS