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Wednesday

AZTEC MUSIC

A Aztec Music é uma editora Australiana direccionada para as reedições de clássicos oriundos das terras de “down under”, nas linhas do 70s Hard Rock, Classic Rock e seus derivados. Depois de uma primeira remessa de discos que me chegaram às mãos por parte da mesma, eis que apresento a segunda leva com mais seis títulos. Por ordem alfabética, seguem as apreciações de alguns discos perdidos no tempo, recuperados pela Aztec.

Buffalo “Dead Forever” (1972)
Falar em 70s Hard Rock Australiano e não falar nos Buffalo é quase sacrilégio. A estreia “Dead Forever” foi originalmente editada em 1972 e continha 8 temas. Esta reedição inclui 5 faixas bónus, entre as quais os dois temas de “Hobo”, single de 71 dos Head (banda pre-Buffalo de Tice e Wells), e três B-sides de 72, além de um livrete pleno de informação e imagens. Heavy Rock com toques Blues, Psychedelic e Doom. Influências notórias de Sabbath, Uriah Heep, Free e Zeppelin fazem o resto. Pelo meio versões de Free, Blues Image e Chuck Berry. Não é meu disco favorito dos Buffalo (deixo isso para o “Volcanic Rock”), mas está bem posicionado na lista de escolhas. 85%

Buffalo “Only Want You For Your Body” (1974)
O Doom da estreia ficou um pouco para trás e a banda começou a puxar mais pela costela Hard Rock de descendências Deep Purple. São 7 temas originalmente lançados em 1974, aqui adicionados de 2 bónus (e o habitual livrete completíssimo, apanágio destas reedições Aztec). Longe de ser um disco perfeito, mesmo assim está uns furos acima de “Average Rock ‘N’ Roller” e “Mother’s Choice” (o mais fraquito de todos). Na minha lista ficaria talvez em 2º lugar ex-aequo com “Dead Forever” (é difícil compara porque são dois álbuns distintos). 85%

Buster Brown “Something To Say” (1974)
Estando esgotado há mais de 30 anos, esta é a oportunidade de adquirir o único disco dos Buster Brown, banda com ligações (leia-se músicos) a outros nomes Australianos como AC/DC, Rose Tatto, Coloured Balls, etc. Além dos 7 temas originais, 6 bónus foram adicionados, entre os quais o single “Release Legalise”, uma raridade de 80 dos Rose Tattoo, e a versão de Chuck Berry. Hard Rock pouco pesado de onda Blues Rock, dançável, quase Funky. Demasiado “alegre” e “limpo” para me agradar, mas com alguns pontos de interesse. 70%

Lobby Loyde with Sudden Electric “Live With Dubs” (1980)
Pelo menos o título não induz em erro os fãs. Isto são gravações ao vivo que tiveram posteriores dubs em estúdio, visto um dos micros ter tido algumas falhas em concerto. Lobby Loyde (The Aztecs, Coloured Balls) assina as 6 composições incluídas no disco original, originalmente escritas para os Southern Electric. Como bónus há 4 temas de Lobby Loyde & Ball Power gravados em 2000 (“live without dubs”, dizem eles), entre os quais 2 temas de Coloured Balls e uma versão de “Heartbreak Hotel” de Presley. Algures entre o Hard Rock de finais dos 70s e o Punk ‘N’ Roll, esta rodela transpira espírito Rock por todos os poros. Som pesado, cru, intenso, roqueiro quanto baste. Gostei. Para completistas e curiosos. 75%

Madder Lake “Still Point” (1973)
Blues Rock de contornos psicadélicos e progressivos. Era esta a proposta dos Madder Lake em 1973. Aos 7 temas originais adicionam-se ainda outros 7 como bónus (entre B-sides e faixas ao vivo). Não é tipo de sonoridade que a mim me agrade pois assenta muito numa vertente limpa e algo comercial (para a altura, entenda-se). Falta-lhe algum peso ou, em contrapartida, uma orientação mais progressiva e experimental. Nem a etiqueta Psychedelic que lhe atribuem tem muito significado. Fica a meio caminho sem cair para alguma das vertentes. Para completistas apenas. 60%

Madder Lake “Butterfly Farm” (1974)
O trabalho que sucede a “Still Point” não muda muito a sonoridade da banda. E também não muda a minha opinião acerca da mesma. Soa-me um pouco melhor que o anterior, mas não vai muito além da mera curiosidade. Aos 8 temas originais junta-lhe outros quatro esta reedição da Aztec. Gosto da capa, no entanto. Um dos músicos fez ainda parte dos mais célebres Skyhooks. Mais uma vez, recomendado a fãs do género ou coleccionadores. 60%

Tamam Shud “Goolutionites And The Real Thing” (1970)
Os 9 temas da edição original datam de 1970. A estes adicionam-se outros 9 (!). Sim, é isso mesmo, há muito material para explorar nesta reedição. Acid Rock de finais dos 60s é a orientação dos Tamam Shud (nome retirado do livro Persa do século XI “The Rubáiyát” de Omar Khayvam). Grateful Dead, Cream, Doors, Jefferson Airplane, Focus, Jimi Hendrix e outros que tais são influências notórias. Gostei do que ouvi, embora neste tipo de sonoridades prefira as coisas mais cruas e garage do que o som mais “comercial” destes Tamam Shud. Desta banda saíram depois alguns músicos para integrar os, bem mais interessantes, Kahvas Jute. Há momentos interessantes e o CD vale por isso, pelo bónus e pelo valor histórico. 75%

Lamplight “A Sun That Will Not Rise” (Promo-Single, 2009) (Vitamin Records)
Pelas mãos do Lou Risdale da Aztec recebi ainda um single de uma nova banda Australiana chamada Lamplight. Apenas um tema na sua versão “rádio edit”. O álbum de estreia homónimo será editado em Junho. Por esta amostra, a coisa promete. Som Folk Rock “baladesco”, ambientes épico-sinfónicos, de contornos modernos. É aguardar pelo álbum. 75%

RDS

Some more Aztec Music here

Monday

Nocte Obducta – Sequenzen Einer Wanderung (2008) – Supreme Chaos Records

Dois temas apenas fazem este disco. “Teil 1” tem 23m06s e “Teil 2” tem 20m53s. Metal vanguardista é o que nos apresenta esta banda Germânica no activo desde 1995. Infelizmente, este é o “canto do cisne” pois a banda separou-se oficialmente durante o ano de 2008. Mas, antes de morrer, o cisne canta por uma última vez, e esse é o mais belo de todos os seus cantos. Nestes 44 minutos de arte no seu estado mais puro, os Nocte Obducta levam-nos numa viagem inesquecível. Atmosférica, psicadélica, hipnótica, melódica, depressiva, intensa, experimental. É assim a música do extinto sexteto teutónico. Uma verdadeira obra-prima! Para os amantes de cenas Avantgarde, Post-Rock e Progressivas. 95% http://www.nocte-obducta.de/ / www.myspace.com/nocteobducta / http://www.s-c-r.de/
RDS

Sunday

Naevus – Relatively Close To The Sea (2008) – Hau Ruck / Tesco

O anterior disco da banda, “Silent Life” em 2007, já me havia chamado a atenção e, quando vi este CD no pacote que a Tesco me enviou fiquei logo impaciente para o colocar no leitor. Aos mentores do projecto Lloyd James (voz, guitarra acústica, teclas) e Joanne Owen (baixo, acordeão, teclas) junta-se o baterista habitual John Murphy (Knifeladder, Shining Vril). Como convidados especiais temos ainda Matt Howden (Sieben) no violino, Greg Ferrari (Womb) na guitarra eléctrica, Joanna Quail (SonVer) no violoncelo e Arthur Shaw (Cutty Sark) nas teclas. O ex-companheiro de armas Dominic O’Connor também está presente em espírito pois uma das suas composições, “The Troubadour”, nunca antes editada em qualquer forma, foi gravada para este disco. A sonoridade é a típical dos Naevus, um Dark Folk mais “colorido” que o habitual no género, com um sentido de canção Pop e com algumas influências Rock, mas sempre com uma orientação negra e depressiva demarcada. Os 6 primeiros temas seguem esta linha, mas depois somos confrontados com um épico tema de 17m40s intitulado “Go Grow”. Neste, a sonoridade Naevus é acrescida de toques progressivos e psicadélicos de descendência Pink Floyd ou Hawkwind. Fecha-se com um curto tema Folk de 43s. A apresentação geral, como é regra no género, é extremamente cuidada, sendo-nos servido o disco num belo digipack, acompanhado de livrete com 12 páginas com as letras. 90% www.myspace.com/naevus / http://www.hauruck.org/ / http://www.tesco-germany.com/ / www.myspace.com/tescogermany
RDS

Wednesday

Burst – Lazarus Bird (2008) – Relapse

Os Suecos Burst estão de volta com um novo trabalho de estúdio. Três anos após a última entrega, estes regressam com um oponente de peso para o fantástico “Origo”. Em vez de jogar pelo seguro e gravar um “Origo Pt. 2”, o quinteto concentrou-se em compor “Lazarus Bird”, um álbum mais maduro, mais técnico, mais trabalhado a nível de pormenores. Se a confirmação já havia sido feita com o anterior disco, este “Lazarus Bird” é o passo em frente (ou aliás, dois passos em frente, diria eu). Estão mais progressivos, estão mais psicadélicos, estão mais apetecíveis. A dualidade caos/calma, força/fragilidade, peso bruto/melodia, continua presente e, sem dúvida alguma, mais vincada neste novo esforço colectivo. E falo mesmo em esforço colectivo porque toda a banda está a um nível superior. A voz esta muito mais versátil; as guitarras estão fabulosas com riffs/solos/melodias soberbos; a secção rítmica está potente mas sempre com aquela vertente progressiva e técnica. A fusão de Hardcore, Metal, Progressive Rock e Psychedelic Rock poderá agradar a fãs de Opeth, Mastodon, Porcupine Tree, Anathema, Amorphis, Isis, The Mars Volta, Botch ou Coalesce, entre outros. Muito bom! 90% http://www.burst.nu/ / www.myspace.com/burstrelapse / http://www.relapse.com/
RDS
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Burst - Sculpt The Lives ("Prey On Life", Relapse 2003)

Saturday

Lucertulas – Tragol De Rova (2007) – Robotradio Records

Este é já o segundo disco dos Lucertulas. Juntem no mesmo caldeirão nomes como Neurosis, Today Is The Day, King Crimson, Atari Teenage Riot, Jesus Lizard, Mudhoney, Botch, At The Drive-In ou Jon Spencer Blues Explosion e têm uma ideia do som dos Lucertulas. Post-Hardcore / Post-Rock / Noise / Industrial e outros que tais são os terrenos que a banda Italiana explora. Mais pesado e caótico que os companheiros de editora Hell Demonio, este trio descarrega 8 temas em pouco mais de 26 minutos. São 8 malhas bem pesadas, caóticas, experimentais e progressivas. Gostei e recomendo a fãs dos nomes acima citados. 85% www.myspace.com/lucertulas / http://www.robotradiorecords.com/
RDS
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Lucertulas live Arco Festa della Musica

Wednesday

V/A - "Círculo de Fogo #5 Convergências" - Disponível online para download gratuito

V/A - "CÍRCULO DE FOGO #5 CONVERGÊNCIAS"

download + info @ http://www.circulodefogo.com/
[metal rock punk hardcore gothic prog]

Visitem http://www.circulodefogo.com/ e façam o download (gratuito & autorizado) da e-compilação "CÍRCULO DE FOGO #5 CONVERGÊNCIAS".
Contém 18 bandas portuguesas, direccionadas para as várias tribos do metal, do rock, do punk, do hardcore, do gótico e do progressivo: Banshee And Something Else We Can't Remember, Casablanca, Concealment, Damien's Trail Of Blood, Dead Meat, Dinosaur, Epping Forest, Gargula, Heavenly Bride, If Lucy Fell, Last Hope, MaNtRa Projekt, Project Creation, Qwentin, Rolls Rockers, Secrecy, The Godiva, X-Cons.

01. CASABLANCA - "The perfect meal"
02. X-CONS - "Far away"
03. QWENTIN - "Casualty friday"
04. MANTRA PROJEKT - "Jaya Shiva Shankara Bhôm"
05. LAST HOPE - "Estás acabado!"
06. IF LUCY FELL - "Lady Sam" [EDIT VERSION]
07. SECRECY - "Another dimension" [UNRELEASED]
08. HEAVENLY BRIDE - "Wonder"
09. PROJECT CREATION - "Flying thoughts"
10. BANSHEE AND SOMETHING ELSE WE CAN'T REMEMBER - "This place is a zoo"
11. ROLLS ROCKERS - "Bitch"
12. GARGULA - "V12"
13. DINOSAUR - "Life is for the living"
14. DAMIEN'S TRAIL OF BLOOD - "Fake times"
15. CONCEALMENT - "Resonance"
16. THE GODIVA - "Spiral"
17. EPPING FOREST - "Sphinx's riddle"
18. DEAD MEAT - "Smell over the rotten pussy"

Download em:

http://www.circulodefogo.com/

Saturday

Robin Taylor – Isle Of Black (2008) – Transubstans Records

Nunca tinha ouvido falar deste senhor mas, pelo que parece, este é já o seu 11º disco a solo. Além de discos a nome próprio, este é também responsável pelos projectos Taylor’s Universe e Taylor’s Free Universe. Pouco mais de 42 minutos distribuídos por 6 faixas instrumentais é o que nos apresenta em “Isle Of Black”. Sinceramente, não encontrei motivo algum de interesse neste disco. Fusão de Krautrock, electrónica, Jazz e Progressivo, o material aqui contido além de ser muito simples é extremamente derivativo e lugar-comum, resultando apenas em desinteressantes deambulações e experiências sonoras por parte de Robin Taylor. É daquele tipo de trabalhos experimentais que dá gozo a um músico e o ajudam a evoluir como tal, mas que para o público em geral tem valor (quase) nulo. Os apreciadores do género poderão vir a encontrar algo de fabuloso que me tenha escapado mas, para já, isto não me diz nada. 35% www.progressor.net/robin-taylor / http://www.recordheaven.net/ / www.myspace.com/transubstans
RDS

Stille Opprör – S.o2 (2008) – Karmakosmetix

Este é já o segundo disco para o projecto a solo do Norueguês Christer André Cederberg. Não tendo ficado 100% satisfeito com as suas deambulações Metal / Dark / Prog / Psych nos In The Woods…, o Metal de cariz Cyber / Progressivo dos Drawn ou ainda o Punk dos Animal Alpha, Cederberg cria ainda mais este projecto chamado Stille Opprör. Serve este o propósito de dar escape a mais algumas das suas inúmeras ideias resultado de um fluxo interminável de criatividade. O músico Norueguês entra aqui nos territórios do Rock mais experimental em fusão com algum Jazz, Progressivo, Pop e até Americana, polvilhado com alguns toques de ambiental e psicadelismo, sempre com um tom emotivo, introspectivo, intenso. Gostei muito do que ouvi e, não sendo, no entanto, um disco essencial nestas linhas, está muito bem feito, com alma, com sentimento, com intensidade, com um gosto puro pela música, coisas que faltam à música em geral hoje em dia e, por isso mesmo, recomendo vivamente. Ouvintes de nomes como Pink Floyd, Anathema (últimos trabalhos), Antimatter, Nick Cave & The Bad Seeds, Ulver, Porcupine Tree, Bjork, Radiohead ou até Opeth (faceta mais calma) irão encontrar motivos de interesse neste “S.o2”. 85% www.myspace.com/stilleopproer / http://www.karmakosmetix.com/ / www.myspace.com/kkxrex
RDS

Riding Pânico – Lady Cobra (2008) – Raging Planet Records

Depois de um EP (um nome pomposo para uma demo dizem eles), surge o disco de estreia deste sexteto. O disco foi produzido pelo baixista da banda, Makoto Yagyu (também membro de If Lucy Fell), nos Black Sheep Studios em Mem Martins. A mistura por Chris Common (These Arms Are Snakes / Minus The Bear) e a masterização por Ed Brooks (Pearl Jam / REM / Mark Lanegan) foram feitas em Seattle. Como convidados especiais temos Eduardo Raon (harpa, Hypnotica) e Daniela Rodrigues (violoncelo). Três guitarras, baixo, bateria e teclados fazem estes 9 temas instrumentais de Rock. É apenas isso: Rock. Podem atribuir-lhe inúmeros prefixos ou sufixos: pós, ambiental, psicadélico, hipnótico, melódico, emocional, experimental, progressivo, instrumental, … É tudo isso. E muito mais. É o planeta Rock circundado por todos esses satélites naturais. Ocasionalmente passam perto alguns cometas e poeiras cósmicas. Isis, Godspeed You! Black Emperor, Ulver, Pelican, Mogwai, Sigur Rós, Tool, são alguns dos óbvios nomes de referência. Pode ser um disco difícil para quem não tem por eleição a música instrumental. Mas também pode ser um desafio. Com resultados finais gratificantes, acreditem. 85% www.myspace.com/ridingpanico / http://www.ragingplanet.pt/ / www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal
RDS

Monday

Gnomon – Gnomon (EP 2006) – Edição de Autor

Gnomon é a palavra universal para o ponteiro do relógio do sol. Gnomon é também um septeto de carácter instrumental oriundo de Joane, Norte De Portugal. Este é o seu trabalho de apresentação, homónimo, datado de 2006 e alinhado em 3 fantásticas composições (uma delas dividida em 4 actos), em pouco mais de 21 minutos. Fusão de progressivo, Jazz, Folk e Celta, a música dos Gnomon vai beber a fontes tão diversas como Rão Kyao, Júlio Pereira, Carlos Paredes, Zeca Afonso, Petrus Castrus, Banda Do Casaco ou Filarmónica Fraude. Ainda bem que muitas bandas e projectos deste género estão a surgir um pouco por todo o país. Cria-se, nestes projectos, uma ponte entre a tradição musical, a poesia, as paisagens, a história, a alma Lusa e o moderno, urbano, progressista. Projectos como Gnomon, assim como Dwelling, Mandragora, M-PeX, In Tempus, Thragedium, Moonspell e outros tantos, insistem em manter vivas as tradições Lusas, de uma maneira ou doutra, cada um à sua maneira, conferindo-lhe nouvas roupagens, mais modernas, para assim a manter fresca e saudável. Altamente recomendável. 90% www.myspace.com/gnomongnomon
RDS

Friday

Errorhead – Modern Hippie (2008) – Lion Music

O projecto Errorhead é composto por 3 músicos de sessão, a saber: Marcus Deml (Guitarra & Voz, tocou com Bobby Kimball dos Toto, Saga, Kingdom Come, Nena, 3P, Simon Collins filho de Phil Collins, Rick Astley, Laith Aldeen e outros), Frank Itt (Baixo, tocou com Terence Trent D’Arby, Jule Neigel, Jasper Van’t Hof) e Zacky Tsoukas (Bateria, tocou com John Hayes, Billy Sheehan, Helmut Zerlett). Contam ainda com a participação de Robbie Smith (Voz), Tom Aeschbacher (Teclas) e Melanie Stahlkopf (Coros). Quando sou confrontado com um projecto deste género, composto por músicos de sessão, com vastos currículos e imensa experiência musical, fico logo de pé atrás. Porquê? Porque a maior parte das vezes temos de levar com “jam sessions” feitas em estúdio, que devem ter dado um gozo enorme às pessoas envolvidas, é certo, mas que a nós, meros ouvintes, não vai dar gozo algum. Levamos com toda a sua técnica musical e pouca (ou nenhuma) alma! Infelizmente, é com que acontece em “Modern Hippie”, pelo menos em parte. Nota-se que os músicos se divertiram, como já referi, ao gravar este conjunto de temas, mas falta qualquer coisa. Podem ser excelentes músicos, muito tecnicistas, mas quando se trata de compor, falta-lhe aquela faísca que muitos outros têm e que torna a sua música especial. Funk Rock, Progressive, Blues, Rock e World Music é a fusão praticada nos 13 temas que compõem “Modern Hippie”. Adicionem no mesmo caldeirão o grande Hendrix, Jeff Beck, Frank Zappa, Living Colour, Infectious Grooves e Primus, retirem a genialidade dos mesmos, e têm os Errorhead. Ao vivo até deve ser interessante e divertido. Em disco, eu dispenso. Apenas para músicos, pois esses gostam deste tipo de trabalhos. 65% http://www.errorhead.com/ / www.myspace.com/marcusdeml / http://www.lionmusic.com/
RDS

Thursday

Soniq Theater - Interview + Review

1 – Can you resume the history of Soniq Theater in a few words?
After my demise from my previous band Rachel’s Birthday in 1997 I decided to continue making music on my own. So far I released 8 albums in 8 years, from 2000 to 2008, and as I do it all alone the music is never played live but through the years reviewed in numerous magazines and played in about 80 radios.

2 – Are you satisfied with this new album “Life Seeker”, the songs, the recording process, production, final product?
As on every Soniq Theater album, the songs are written in different years, the oldest is from 1989 and the newest from 2008. The most of the old songs are produced in the recent time, but there are also some original recordings from 1998. The recording process and the production is like on the previous albums as I didn’t change my system. More to that topic see below at the 4th question. I think it’s once again a good blend of songs, and may the listeners decide if this one is a strong or a weaker Soniq Theater album.

3 – Your music is a blend of several styles, from Progressive to Symphonic, from Electronic to Classical, and even some Hard Rock. Which bands do you listen to and influence you to write music for Soniq Theater? And books? And movies?
Far too many bands and artists to mention them all here, but the most known and important: Kansas, Yes, Genesis, ELP, Dream Theater, Rick Wakeman, Tangerine Dream, Vangelis, classical music of Bach, Händel, Mozart, Mendelssohn and Bruckner. I’m open-minded to other music genres, like fusion, world music, folk, film-music, soundscape music…Books: of course the Lord of the Rings and other fantasy stories…science fictions, esoteric and spiritual books (not very known). I like documentary films of all regions of the earth (and universe), you may have noticed that I have also cosmic and geographical themes in my songs.

4 – All the music released so far under the moniker Soniq Theater was composed, performed, produced, mixed, mastered and self-released by yourself. Can you explain this one-man-band and do-it-yourself process?
First of all, the music is not programmed on computer but really played on the keys and then edited. I have a MIDI-setup of a masterkeyboard, including a sequencer, and some keyboards and soundmodules connected via MIDI. If I have finished a song, I store it on discette and record it on DAT-tapes. And from that DAT-tapes, I record the songs for an album on a master-CD-R, and from that CD-R I burn all the copies.

5 – Can you explain some of the subjects explored in the lyrics in “Life Seeker”?
There are only three songs with a few lyrics, the title track “Life Seeker” is about a man who survived a bad illness, and is looking for new experiences, the second one “Hot House” is a tribute to the beauties of the man-magazine Penthouse, the third “Odd times and strange days”, if I wrote this, I really was in a strange mood, and I thought that this one is gonna be really very progressive.

6 – The cover artworks in your CDs are always very simple and the CDs are released in CD-R format. Are you trying to keep it as simple as possible without spending too much money and avoid working with a label?
Well, I have my experiences with labels, not the best ones I admit. Apparently, no label that I contacted was willing to release the Soniq Theater music, I understand their reasons, one-man band, too artificial sound, no natural instruments, too diverse styles of music, and so on…
So I decided to do it all alone. I admit, that I’m no designer and the artwork is really simple, but through the years I found out, that most people simply want to hear music, and don’t care too much about the artwork.
And yes, the releases are only on CD-R, because in the opposite of the labels, who want to sell a perfect product, my intention is, to spread my music as far as possible, and the best way is through radios. So reality proved, that it was good enough to be played on about 80 radios. All radio-DJs that I send my music accept the CD-R format and play the music. So what…

7 – How do you see the Progressive and Symphonic Rock scenes nowadays? Which bands, labels, festivals, magazines do you look up to and recommend?
Well, I’m only connected to the scene by the web. I don’t go to festivals or watch bands live. In the web there are really some great websites and webzines for progressive rock (of course yours)
I watch and listen sometimes webradios playing prog all day, for example Delicious Agony and Aural Moon. So I get a good impression about what’s going on in the scene. And I can say much is going on through the web, my whole Soniq Theater project would have been lost without the internet.

8 – You can leave now a final message or say something important we forgot.
Music was my first love and it will be my last,
the music of the future, the music of the past
(John Miles)

Questions: RDS
Answers: Alfred Mueller

Soniq Theater: www.soniqtheater.de

Soniq Theater – Life Seeker (CD-R 2008) – Self Released
Novo trabalho a solo do Alemão Alfred Mueller. São 10 novos temas, em cerca de 50 minutos e meio, de fusão Progressivo, Sinfónico e Electrónico com alguns toques clássicos, world music e Rock. Nomes a apontar como influências poderão ser Vangelis, John Carpenter, Tangerine Dream, King Crimson, Yes, Kraftwerk, Rick Wakeman, Mike Oldfield, Mark Snow e bandas sonoras de sintetizador dos 80s (lembram-se daqueles filmes de terror e sci-fi dos 80s?). A primeira parte do disco é muito boa, mas depois a meio começa a perder alguma qualidade, passando a soar a banda sonora de sintetizador do mais kitsch possível. Estão aqui alguns dos melhores temas alguma vez gravados por este músico Alemão, mas também estão aqui alguns dos piores! Tirando alguns sons mais kitsch que lhe dão um ar mais “pindérico”, a maioria deste material é de alta qualidade. Se não vos incomodar a vertente electrónica do Progressivo, ou até, se for mesmo essa a vossa predilecção, então esta é uma excelente aposta. 70% http://www.soniqtheater.de/
RDS

Friday

Estradasphere - Fantasy Impromptu (DVD 07) (The End Records)

Estradasphere – Palace Of Mirrors Live (DVD 2007) – The End Records

Novo lançamento para os Norteamericanos Estradaphere e o segundo desde que estão na The End. Trata-se de um DVD que inclui uma actuação de cerca de 78 minutos de duração, com um set-list de temas originais da banda, uma actuação de abertura na qual interpretaram apenas versões e ainda como bónus um curto documentário de 20 minutos. Em cerca de 1 hora os Estradasphere transformaram ao seu universo temas tão díspares de nomes como Nino Rota, Bernard Hermann, Camille Saint-Saëns, Frédéric Chopin, Bud Powell, Sam Cooke And The Soul Stirrers, além de uma peça original. A música dos Estradaphere é, já por si, ecléctica, e as versões ainda acentuam mais essa vertente do seu trabalho. Depois, os originais, cerca de 1 hora e 18 minutos de uma fusão de Rock, Progressivo, Metal, Jazz, Bebop, clássica, Gospel, world music, surf, bandas sonoras de desenhos animados, entre outros. Tudo serve para apimentar a coisa. Como se isso não bastasse, utilizam mil e um instrumentos para executarem a sua música: violino, contrabaixo, acordeão, trompete, órgão, guitarra, bateria, tsugaru, shamisen, teclas, etc. Além dos 6 músicos, as actuações contaram com os préstimos de um projeccionista, criando um espectáculo multimédia, com variadíssimas projecções a acompanhar a música. Como é descrito na nota de imprensa, este DVD é um épico de psychedelic-sci-fi-gypsy-metal-jazz, chegando a banda em pontos até, a criar subgéneros como Bulgarian Surf, Romanian Gypsy-Metal e Spaghetti Eastern. Para quem já conhece, já sabe o que esperar. Para quem não conhece, vale a pena conferir.
Para fãs da banda, John Zorn e seus projectos, Mike Patton e seus projectos, Secret Chiefs 3, Fanfare Ciocarlia, Melt Banana e material das editoras Tzadik e da Ipecac. 80% http://www.estradaphere.com/ / www.myspace.com/estradasphere / http://www.theendrecords.com/
RDS

Tuesday

Light Pupil Dilate - Interview

1 – With this new wave of insane, complex and technical Mathcore / Tech-Metal with Progressive and Jazz influences, aren’t you scared that Light Pupil Dilate can be labelled as “just one more trying to jump into the train”? How would you say LPD differs from the rest of those bands and what do you to have to offer?
Our music isn’t too complex and technical. We focused more on writing cohesive songs for Snake Wine, rather than just playing a bunch of cool sounding parts together. Snake Wine is really just a rock record w/ some teched out drums. A lot of the bands that play techmetal type stuff are METAL dudes. Eric and I are definitely not metal dudes. A good bit of the stuff we listen to is not metal. We just get hyped and pissed and what we write ends up being heavy, and Mr. Metal Mike Green constructs metal beats for the rock songs we write. It seems to work out well that way. Both Eric and I are pretty snotty and sarcastic, and you can see that in our lyrics.

2 – Are you satisfied with this new album, the songs, the recording process, production, final product?
We love this album and the songs. We can’t wait to put out the next one. The final product’s pretty awesome too, except that the distributor put a big fat ugly sticker over half of the cover art, which is pretty fucking stupid.

3 – There is a wide range of genres mixed up here and it seems that you have influences from several musical styles (Metal, Punk, Progressive, Post-Rock, etc) and bands like Sepultura, Slayer, Mastodon, King Crimson, Jesus Lizard, Fugazi, Man Or Astroman?, Dysrhythmia, Don Caballero, Converge, etc. What kind of bands do you listen and influence you to write music for LPD?
I like bands with strong bass presence, Eric likes bands with strong guitar presence, and Green likes bands with strong drum presence. We fight and play against each other to make our music. We listen to SOOOOOOOOOOOOOO many bands collectively, it’s hard to say. This week I’ve listened to Morphine, Techno Animal, Joy Division, Swervedriver, The Birthday Party, Helmet, Shiner, Seam, Arcwelder, 16 Horsepower, Mermen, Nels Cline, Godflesh, Deep Turtle, Demilich, and Wayne Shorter. I think I heard Eric listening to Schplongle, Berlin, and Panda Bear this week. Mike Green said he likes Gorillaz to me the other day. I think we’re all enamoured by the masterful songcrafting of Right Said Fred, that queen can write a song! We listen to and consume a ton of music, but it really doesn’t affect our writing very much. Songs just ooze out slowly like puss from an open wound. LPD is a big infected scabby mess of sound.

4 – Lifeforce Records is a label more focused on Thrash / Death / Metalcore, but they started to expand their catalogue signing a different array of bands like LPD. How did you ended up signing with Lifeforce?
Drew from Lifeforce America came and saw one of our arena shows in south Georgia, either in Griffin or Peachtree City. He was blown away by the huge amount of people there to see us, who were all moshing and singing all the words to all the songs… before the album was even released. He was blown away by the fact a small band like us has such a huge following with such die-hard fans and knew we’d be a cash-cow ripe for exploitation.

5 – What kind of subjects influenced you to write the lyrics for “Snake Wine”?
My lyrics half based on personal/life experiences and half abstract and weird. Eric’s are probably the same, but his lyrics tend to be a bit more abstract than mine. All the lyrics are very personal and very dark. We don’t write happy lyrics.

6 – The cover artwork for this record is quite enigmatic. Who is responsible for the front cover and what does it mean? Is it connected somehow with the lyrics?
The front cover is a snake skull was drawn up by an old roommate. The whole album has a snake motif, “Snake Wine”. Snake Wine is fucking menacing and creepy… which parallels a lot of the style of music we write and play, we thought it’d be a perfect title. And it is totally fitting. Snake Wine is liquor that Vietnamese folks cut open live snakes and bleed them into the booze, then stuff the body of the snake in the bottle.

7 – Do you have a tour prepared to promote the record?
We went on a DIY tour of the east coast/Midwest USA with another Lifeforce band Harlots, last fall. We’re working on another DIY tour for the US again this spring, and hopefully we’ll be hitting Europe this fall if everything works out right. Cross your fingers.

8 – One final question. Why “Light Pupil Dilate”?
Cause we fuckin’ rule, that’s why!

9 – You have now some space for a final message.
Body Massage.
http://www.youtube.com/watch?v=Ww3GTNv9hHk
Seriously. Body Massage MACHINE.

www.myspace.com/lightpupildilate / http://www.lifeforcerecords.com/

Questions: RDS
Answers: M. Chvasta

Monday

V/A - "Círculo De Fogo #4 Melomania" (2008)

V/A - "CÍRCULO DE FOGO #4 MELOMANIA"
download + info @ http://www.circulodefogo.com/
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data de edição: 04/02/2008
[metal rock punk hardcore gothic prog]
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Visitem http://www.circulodefogo.com/ e façam o download (gratuito & autorizado) da e-compilação "CÍRCULO DE FOGO #4 MELOMANIA". Contém 18 bandas portuguesas, direccionadas para as várias tribos do metal, do rock, do punk, do hardcore, do gótico e do progressivo: Anti-Clockwise, [Before The Rain], DawnRider, ForGodsFake, Guernica Havoc, Holocausto Canibal, In Solitude, Malevolence, Profusions, Rebellion, Reptile, Simbiose, Teia, The AllStar Project, Thee Orakle, The No-Counts Doctrine Of Mayhem, The Sorcerer, WinterMoon.

Outras e-compilações disponíveis @ http://www.circulodefogo.com/:

"CÍRCULO DE FOGO #1 ATAQUE": Angriff, Assacínicos, AtlantheA, Azagatel, Barafunda Total, Decreto 77, Dr. Salazar, EnChanTya, Ho-Chi-Minh, Hyubris, Mindfeeder, Process Of Guilt, Raw Decimating Brutality, Sanctus Nosferatu, Tantra, The Ransack, TwentyInchBurial, Web.

"CÍRCULO DE FOGO #2 RITUAL": Alkateya, Bizarra Locomotiva, Colisão Frontal, Decayed, Defying Control, [F.E.V.E.R.], Filii Nigrantium Infernalium, Mata-Ratos, Men Eater, Obscenus, Prophecy Of Death, Shadowsphere, Tara Perdida, The SymphOnyx, Timeless, Underneath, Urban Tales, We Were Wolves.

"CÍRCULO DE FOGO #3 PULSAR": Assemblent, BlackSunRise, Bulldozer, BudHi, Drakkar, Dr. Zilch, Ethereal, Forgotten Suns, Millennium, Morbid Death, Namek, Painted Black, Prison Flag, Skypho, The Fire, Theriomorphic, Vittrah, WitchBreed.

Tuesday

Michael Harris – Ego Decimation Profile (2007) – Lion Music

Esta é uma reedição do disco de 1996 “Ego Decimation Profile “ de Michael Harris. A ideia era remisturar e remasterizar o disco, o qual foi lançado numa altura em que as produções eram mais secas, conseguindo assim um som mais cheio e forte. Este é um dos discos mais “pesados” do guitarrista, com uma forte veia metálica, aliando ainda pormenores vindos do progressivo, Jazz, música de fusão, Funk e Neoclássico. Aconselhado a apreciadores de Hard ‘N’ Heavy de cariz instrumental apoiado na guitarra. 80% http://www.michaelharrisguitar.com/ / www.myspace.com/michaelharrisguitar / http://www.lionmusic.com/ / www.myspace.com/lionmusiclabel
RDS

Friday

Yoshida Tatsuya / Satoko Fujii – Erans (2004) – Tzadik

É altura de passar em revista na Fénix mais um trabalho que inclui a pianista Japonesa Satoko Fujii, aqui lado a lado com o baterista dos míticos Ruins, Yoshida Tatsuya. No total são 6 composições da responsabilidade de Yoshida, 5 de Fujii e 2 compartidas. Doze temas são instrumentais, sendo o último uma versão vocalizada do tema de abertura “Feirsttix”. O disco foi gravado por Joe Marciano a 12 de Julho de 2003, misturado e pré-masterizado por Yoshida, produzido pelos dois músicos e com produção executiva de John Zorn. A edição como já deu para ver pelo cabeçalho, é da responsabilidade da Tzadik de Zorn, incluído na sua série “New Japan”. Estes dois virtuosos Japoneses oferecem-nos cerca de 1 hora de fusão Jazz, Avantgarde, Experimental e Progressivo. Tudo isto apenas com piano e bateria. Este é um dos meus discos favoritos da inteira discografia dos dois músicos Japoneses. Para fãs de Satoko Fujii, Yoshida Tatsuya, Ruins, John Zorn, Masada, Naftule’s Dream, Soft Machine, Mahavishnu Orchestra, Ornette Coleman, Ahleuchatistas, Dysrhythmia, etc. 95%

Tzadik: http://www.tzadik.com/
Satoko Fujii / Libra Records: http://www2s.biglobe.ne.jp/~Libra/
Yoshida Tatsuya / Ruins: http://www5e.biglobe.ne.jp/~ruins/ / http://www.skingraftrecords.com/bandhtmlpages/ruinspg.html

Tuesday

Satoko Fujii & Natsuki Tamura

Depois de aqui ter revisto 6 discos de Jazz Avantgarde vindos do Japão, da Libra Records, eis que me chegam às mãos mais algumas das gravações de Satoko Fujii e do seu marido Natsuki Tamura. Mais uma vez o digo, eu não sou nenhum connaiseur do estilo, nem sou músico para discutir aspectos técnicos, sou apenas um ávido fã e coleccionador de música. Sem restrições de estilos. É boa ou má música (tendo em conta os tons de cinzento, não apenas os brancos e pretos), apenas isso. É, portanto, nessa perspectiva, que passo então a descrever esses discos e o seu conteúdo, por ordem cronológica.

Natsuki Tamura – A Song For Jyaki (1998) – Leo Lab Records
Apenas um músico, o próprio Tamura. Um único instrumento musical, o trompete. São 12 temas, composições ou experiências sonoras no dito instrumento. Ultrapassa os 55 minutos de duração. Pode ser algo monótono, aborrecido ou até mesmo enervante, isto se não forem, ou trompetistas, ou fãs de Jazz em todas as suas vertentes ou fãs de música experimental. Algumas faixas resultam melhor que outras. É daqueles discos que devem ter dado mais gozo ao músico de tocar e gravar do que o resultado final dará ao ouvinte. De qualquer modo, como já disse, há algumas faixas que até resultam bem. Ouçam, tirem as vossas conclusões, escolham os vossos temas preferidos. É necessário mente aberta, acima de tudo, para encarar este disco. 65% Leo Lab Records: www.atlas.co.uk/leorecords/

Natsuki Tamura – White & Blue (1999) – Buzz Records
Tamura (trompete) alia-se a Jim Black (bateria, percussão, faixas 1 a 5) e Aaron Alexander (bateria, percussão, faixas 6 a 10). São 10 temas, todos com o mesmo título, “White & Blue”, apenas diferindo na numeração que segue o título. Muito experimental, ligeiro, e com algo que eu não gosto muito no Jazz, e até na música clássica, e que me faz fugir a sete pés, que é, muitos espaços em “branco” (leia-se: silêncio ou quase silêncio). Mais um daqueles discos que devem ter dado mais gozo aos intervenientes do que o que o resultado final dará ao ouvinte. Saliento algumas faixas que me agradam mais como 5, 6, 7 e 9. 50% Challenge / Buzz Records: http://www.challenge.nl/

Natsuki Tamura Quartet – Hada Hada (2003) – Libra Records
O Natsuki Tamura Quartet é 100% Japonês e é composto pelo próprio Tamura no trompete, Takayuki Kato na guitarra, Satoko Fujii no sintetizador e Takaaki Masuko na bateria. O estilo anda numa linha de Jazz Rock algo experimental e psicadélico com toques exotica, lounge e ainda de bandas sonoras de filmes de terror / suspense / thriller / film noir. São 8 composições de Tamura em cerca de 51 minutos de duração. De referir que a masterização foi feita por Tatsuya Yoshida, baterista dos Japoneses Ruins. Gostei do que ouvi. Até agora o disco que mais gostei deste pacote promocional. Para fãs dos estilos acima descritos e, porque não, também de Industrial. 85% Libra Records: http://www2s.biglobe.ne.jp/~Libra/

Satoko Fujii feat. Paul Bley – Something About Water (2004) – Libra Records
Discos a solo de músicos de Jazz incomodam-me logo à partida. Ora, aí vem algo extremamente monótono, pleno de exercícios masturbatórios que vão dar um gozo enorme ao músico e a ninguém mais, penso logo. Ora, neste “Something About Water” ficamos a meio caminho. A senhora tem formação superior em conservatório, e isso pode ser mau ou bom. Por um lado, sabe o que está a fazer, tanto em termos de composição como de execução, mas o resultado final pode soar muito mecânico e desprovido de emoção, peça fundamental em todo o tipo de arte. Não é o que acontece aqui, e isto não soa de todo frio e calculista, pelo contrário, nota-se alguma alma. Se és fã ou músico, estas composições ao piano irão agradar-te, senão, foge a sete pés. Não é que eu não goste, isto até está muito bem feito, e há aqui algumas passagens bem agradáveis ao ouvido, mas não é a minha predilecção. De qualquer modo, tenho de dar o crédito à senhora e dar-lhe alguns pontos extra. Falta ainda referir que em 8 dos 11 temas Satoko Fujii é acompanhada por Paul Bley e que as gravações são de 1994/1995. 75% Libra Records: http://www2s.biglobe.ne.jp/~Libra/

Tamura + Sharp + Kato + Fujii – In The Tank (2005) – Libra Records
Quarteto que engloba Natsuki Tamura no trompete, Elliot Sharp no saxofone soprano e guitarra, Takayuki Kato na guitarra e Satoko Fujii no piano. A gravação foi feita ao vivo no Sakura-mate em Kumagaya, no Japão, a 20 de Março de 2001. São 4 faixas puramente experimentais, que perfazem 68 minutos de som. Este pode ser arquivado lado a lado com o anterior, “Hada Hada” do Natsuki Tamura Quartet, sem qualquer problema. A parte gráfica ficou a cargo do artista Japonês Shikikatsu Nakamura, o qual se baseou nas gravações para criar uma instalação de arte, incorporando anamorfose. Tudo o que seja nesta linha experimental é sempre bem-vindo da minha parte. 80% Libra Records: http://www2s.biglobe.ne.jp/~Libra/ / Shikikatsu Nakamura: www.d3.dion.ne.jp/~shiki

Satoko Fujii Quartet – Angelorn (2005) – Libra Records
Quarteto 100 Japonês ldierado por Satoko Fujii (piano) e que inclui o seu marido Natsuki Tamura (trompete), Takeharu Hayakawa (baixo) e Tatsuya Yoshida (baterista dos Japoneses Ruins). Aqui segue-se um formato mais Jazz Rock com toques progressivos. Este é mesmo o meu disco favorito de todo este pacote. Todas as faixas são fantásticas! Recomendo vivamente a fãs de Jazz Avantgarde, Jazz Rock, Rock Progressivo, música de fusão e experimental, e de nomes como Ruins, Miriodor, Univers Zero, Soft Machine, Hamster Theatre, Ornette Coleman, etc. 95% Libra Records: http://www2s.biglobe.ne.jp/~Libra/

Satoko Fujii Orchestra NY – Undulation (2006) – P.J.L.
Mais um daqueles que eu gosto. Jazz bem mexido, com toques de fusão, Jazz Rock e Progressivo. A Satoko Fujii Orchestra NY inclui no seu alinhamento os seguintes músicos: Oscar Norriega e Briggan Krauss no alto sax, Ellery Eskelin e Tony Malaby no tenor sax, Andy Laster no baritone sax, Natsuki Tamura, Herb Robertson, Steven Bernstein e Dave Ballou no trompete, Curtis Hasselbring, Joey Sellers e Joe Fiedler no trombone, Satoko Fujii no piano, Stomu Takeishi no baixo e Aaron Alexander na bateria. Desculpem-me os termos em Inglês mas não sei como se chamam os instrumentos em Português. As composições são todas de Satoko Fujii mas foram feitas a pensar nos músicos. Passo a explicar. Em cada um dos temas há dois solistas, e todos os músicos têm a sua oportunidade de improvisar sobre o trabalho de Fujii. Ao longo de 8 temas em pouco mais de 1 hora temos a oportunidade de desfrutar das capacidades de cada um dos músicos envolvidos. Gosto das composições, gosto dos solos, gosto de todo o conceito. E o que gosto mais, não só neste disco, mas em todos os anteriores, é que é tudo gravado em apenas um dia de sessão. Nada mais! O que sai na altura é o mais puro, natural, directo e espontâneo. Recomendo vivamente. 90% Libra Records: http://www2s.biglobe.ne.jp/~Libra/

Double Duo – Crossword Puzzle (2007) – Libra Records
Ufa! Finalmente o último disco a revisar! Este Double Duo foi um projecto de ocasião única, de improviso ao vivo e que estava composto por dois duos (daí a designação) de piano / trompete. Os músicos intervenientes foram Angelo Verploegen (trompete, idealizou o projecto), Misha Mengelberg (paino), Natsuki Tamura (trompete) e Satoko Fujii (piano). São dois temas improvisados ao vivo no Bimhuis em Amsterdão, na Holanda, que foram transmitidos e gravados pela rádio VPRO, a 22 de Setembro de 2005. A duração atinge os 43 minutos e meio. Como qualquer sessão de improviso, tem os seus pontos altos e baixos. Há certas passagens que funcionam melhor, outras que nem por isso. Serve sobretudo como testemunho do que foi aquela noite, com estes 4 fantásticos músicos, e das suas capacidades como intérpretes, compositores e as suas capacidades de improvisar sob pressão (leia-se: ao vivo). 75% Libra Records: http://www2s.biglobe.ne.jp/~Libra/
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RDS