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Saturday

Fénix #1028 – 24 / March / 2013 - Playlist

·         Transatlantic – My New World – SMPTe (2000)
·         Transatlantic – In Held ('Twas) In I – SMPTe (2000)
·         OSI – The Thing That Never Was – Office of Strategic Influence (2003)
·         Led Zeppelin – Achilles Last Stand – Presence (1976)
·         Tool – The Grudge – Lateralus (2001)
·         Einstürzende Neubauten – Perpetuum Mobile – Perpetuum Mobile (2004)
·         John Zorn – The Fate of Lee Khan – Xu Feng - John Zorn's Game Pieces, Volume I (2000)
·         Camel – Lady Fantasy Suite – Mirage (1974)
·         Emerson, Lake & Palmer – Karn Evil 9: 3rd Impression – Brain Salad Surgery (1973)
·         Hawkwind – Children Of The Sun – In Search Of Space (1971)

Thursday

Solanaceae – Solanaceae (2009) – Heidrunar Myrkrunar / Tesco

Kim Larsen dos :Of The Wand & The Moon: num projecto paralelo intitulado Solanaceae que assenta a sua sonoridade num Dark Folk / NeoFolk de contornos 60s/70 Psych-Folk e alguns toques de Medieval. As 13 composições, que perfazem cerca de 55 minutos, foram escritas na sua maioria por Larsen. Este faz-se acompanhar de diversos músicos da cena NeoFolk, entre os quais Chelsea Robb (Arrowwood), Pythagumus Marshall (Novemthree), Michael Laird (Unto Ashes), John van der Lieth (Sonne Hagal), Fenella Overgaard (:Of The Wand & The Moon:), Vincent Farrow (Solblot) e Anne Eltard (que também contribuiu no primeiro álbum de :Of The Wand & The Moon:). A música de Solanaceae é minimal, mas intensa, melódica, envolvente. As guitarras, violinos, violoncelos, flautas e acordeões não estão sobrecarregados e encontram-se em perfeito balanço, sempre com a guitarra e a voz de Larsen (ou dos convidados) em primeiro plano. As letras com temáticas de magia, florestas, fábulas, tradições e natureza assentam na perfeição no som do projecto. Gostei muito do que ouvi e recomendo este disco a amantes de Psych / Dark / Neo Folk. 90% http://www.ofthewandandthemoon.dk/ / http://www.tesco-germany.com/ / www.myspace.com/solanaceaelodge / www.myspace.com/ofthewandandthemoon
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Monday

Nocte Obducta – Sequenzen Einer Wanderung (2008) – Supreme Chaos Records

Dois temas apenas fazem este disco. “Teil 1” tem 23m06s e “Teil 2” tem 20m53s. Metal vanguardista é o que nos apresenta esta banda Germânica no activo desde 1995. Infelizmente, este é o “canto do cisne” pois a banda separou-se oficialmente durante o ano de 2008. Mas, antes de morrer, o cisne canta por uma última vez, e esse é o mais belo de todos os seus cantos. Nestes 44 minutos de arte no seu estado mais puro, os Nocte Obducta levam-nos numa viagem inesquecível. Atmosférica, psicadélica, hipnótica, melódica, depressiva, intensa, experimental. É assim a música do extinto sexteto teutónico. Uma verdadeira obra-prima! Para os amantes de cenas Avantgarde, Post-Rock e Progressivas. 95% http://www.nocte-obducta.de/ / www.myspace.com/nocteobducta / http://www.s-c-r.de/
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V/A – Trip In Time Vol. 3 – Psychedelic Adventures On Planet Earth (2008) – Trip In Time

Como o título indica, este é já o terceiro volume desta compilação da editora Trip In Time. As 18 bandas provenientes de vários cantos do globo preenchem quase 79 minutos de música. Psychedelia, Space Rock, Krautrock, Stoner, Rock ‘N’ Roll, Funk Rock e Folk Rock são os caminhos tomados pelas bandas, sempre com a ideia do ambiente retro 60s/70s bem presente. A colectânea serve o seu propósito, ou seja, dar a conhecer os nomes envolvidos a quem a ouve. Há um pouco de tudo e qualquer pessoa pode encontrar pontos de interesse. Deixo essa escolha à mercê de cada um. As minhas escolhas recaem em The People, Ginger, Fuzz Manta, Mother And Sun, The Magnificent Brotherhood ou Crystal Caravan, por exemplo. 65% http://www.tripintime.de/ / www.myspace.com/tripintime
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Sunday

Naevus – Relatively Close To The Sea (2008) – Hau Ruck / Tesco

O anterior disco da banda, “Silent Life” em 2007, já me havia chamado a atenção e, quando vi este CD no pacote que a Tesco me enviou fiquei logo impaciente para o colocar no leitor. Aos mentores do projecto Lloyd James (voz, guitarra acústica, teclas) e Joanne Owen (baixo, acordeão, teclas) junta-se o baterista habitual John Murphy (Knifeladder, Shining Vril). Como convidados especiais temos ainda Matt Howden (Sieben) no violino, Greg Ferrari (Womb) na guitarra eléctrica, Joanna Quail (SonVer) no violoncelo e Arthur Shaw (Cutty Sark) nas teclas. O ex-companheiro de armas Dominic O’Connor também está presente em espírito pois uma das suas composições, “The Troubadour”, nunca antes editada em qualquer forma, foi gravada para este disco. A sonoridade é a típical dos Naevus, um Dark Folk mais “colorido” que o habitual no género, com um sentido de canção Pop e com algumas influências Rock, mas sempre com uma orientação negra e depressiva demarcada. Os 6 primeiros temas seguem esta linha, mas depois somos confrontados com um épico tema de 17m40s intitulado “Go Grow”. Neste, a sonoridade Naevus é acrescida de toques progressivos e psicadélicos de descendência Pink Floyd ou Hawkwind. Fecha-se com um curto tema Folk de 43s. A apresentação geral, como é regra no género, é extremamente cuidada, sendo-nos servido o disco num belo digipack, acompanhado de livrete com 12 páginas com as letras. 90% www.myspace.com/naevus / http://www.hauruck.org/ / http://www.tesco-germany.com/ / www.myspace.com/tescogermany
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Wednesday

Barr – Skogsbo Is The Place (2008) – Sakuntala / Transubstans

Esta é a estreia em longa duração dos Barr. Depois de um bem recebido EP em 2007, os Suecos assinam com a Sakuntala, uma recém criada sub-etiqueta da Transubstans, e representam a 1ª edição da mesma. Barr é um sexteto acústico que pratica um interessante Folk psicadélico de descendências Fairport Convention, Popol Vuh, Pentangle e Heron. Sete canções de embalar psicadélicas, segundo a denominação da banda para as suas composições, resultaram de uma sessão de dois dias e duas noites. São cerca de 44 minutos de música inspirada, pura, plena de espírito. É pena o som ter ficado muito “moderno”, limpo e com uma orientação quase Pop em alguns momentos; uma certa crueza e toque 70s lo-fi poderiam ter resultado muito melhor. De qualquer maneira, gostei do que ouvi e recomendo. Para fãs das bandas acima mencionadas ou outras mais recentes como Circulus, Porcupine Tree ou Pain Of Salvation (na sua faceta mais calma). 65% http://www.barrmusic.se/ / www.myspace.com/barrmusic / http://www.recordheaven.net/ / www.myspace.com/transubstans / http://recordheaven.blogspot.com/
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Barr - Sound And The Fury @ Stockholm Café

Monday

Dengue Fever – Venus On Earth (2008) – M80 / Real World Records

Os Dengue Fever são, segundo eles mesmo se apresentam, a primeira banda de Psychedelic Rock do Cambodja. São do Cambodja mas estão radicados nos Estados Unidos. “Venus On Earth” é o seu mais recente trabalho, já o terceiro, e inclui 11 temas de estúdio mais um “live session” como bónus. A fusão de rock psicadélico dos 60s com as já esperadas, e mais que bem-vindas, influências de música tradicional agradam, e muito. A estes aliam-se ainda toques de lounge, surf, jazz, entre outras especiarias que apimentam ainda mais a coisa. Além da vertente “world music”, também a voz principal feminina adiciona um sabor exótico que me atrai imenso. Gostei muito do que ouvi nestes 47 minutos, os quais recomendo a ouvintes de psychedelia, world music, Pop alternativa, mentes abertas o suficiente para apreciar esta pérola e até, porque não, pessoal do Progressivo. 85% www.denguefevermusic.com / www.myspace.com/denguefevermusic / www.realworldrecords.com/denguefever
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Thursday

Ufomammut – Idolum (2008) – SupernaturalCat

“Idolum” é o novo trabalho de estúdio para os Italianos Ufomammut. São 7 temas repartidos ao longo de 66 longos minutos. E digo longos porque isto pode tornar-se deveras massacrante para quem não tem ouvido calejado para estas andanças. Rock psicadélico, instrumental na sua maioria, apoiado em riffs e ritmos repetitivos, lentos, hipnóticos. Já estão a ver por onde anda a coisa. O estilo, já por si, é algo limitado, então quando não traz nada de apelativo que nos prenda a atenção, a audição por tornar-se algo incómoda. Neste caso, estamos a meio caminho. Começa mais ou menos com “Stigma”, embora aqui a influência Godflesh / Neurosis seja bem notória, mas depois os temas seguintes, “Stardog” e “Hellectric”, parecem deambulações esquizofrénicas de Kurt Cobain (lembram-se de temas como “Endless Nameless” e outros que tais?). Depois a coisa começa a compor-se e temas como “Ammonia” (mais ambiental e com voz feminina de Rose Kemp) ou “Nero” já estão a um nível superior. “Destroyer” traz de volta a voz, desta feita masculina. Mais pesado, mais enérgico, Neurosis encontram-se com High On Fire e Hawkwind para uma jam session. Fecha com o épico “Void … Elephantom”, um tema de 27m20s que conta com a participação de Lorenzer, dos conterrâneos e companheiros de editora Lento. Uma longa secção ambiental a meio do tema é que o leva a atingir esta duração. Sem essa secção, ficaria muito mais curto, e mais eficaz. Não é do melhor que já ouvi no género. Mas também não é do pior. Para fãs das bandas já citadas e material nas linhas psicadélicas, drone, stoner, doom. 65% http://www.ufomammut.com/ / www.myspace.com/ufomammut / http://www.supernaturalcat.com/
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Monday

Siena Root – Far From The Sun (2008) – Transubstans Records

“Far From The Sun” é um disco de 2008 mas que parece ter sido gravado há mais de 30 anos. Hard Rock descendente dos grandes nomes dos 70s com toques psicadélicos e algum Blues é o que estes Suecos nos apresentam neste novo disco. Muito groove, funk, blues, sons orientais, folk, psicadelismo, e o típico som Hammond, tudo faz parte da sonoridade Siena Root que constitui estes 53 minutos bem retro. Influências de nomes como Led Zeppelin, Deep Purple, Jethro Tull, Cream, Hendrix, Iron Butterfly, Montrose, Thin Lizzy, Blue Cheer, Jefferson Airplane, Grateful Dead, Captain Beyond ou Sir Lord Baltimore são notórias. Descortinam-se ainda uns toques de NWOBHM circa 79/80. A Suécia tem sido prolífica nos últimos anos em termos de bandas retro linha 70s Hard Rock. E não só em termos de quantidade mas também de qualidade. Os Siena Root são mais um nome a adicionar a essa lista. Recomendo. 80% http://www.sienaroot.com/ / www.myspace.com/sienaroot / http://www.recordheaven.net/ / www.myspace.com/transubstans
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Thursday

Olvardil Prydwyn And Diana McFadden - The Witch In The Well (1997 / 2006) – Green Crown Productions / Woven Wheat Whispers

Originalmente editado em cassete em 1997 pela Green Crown Productions, este trabalho vê edição digital pela Woven Wheat Whispers em 2006. Este trabalho põe lado-a-lado a harpa e voz de Prydwyn com o violoncelo de Diana McFadden. Além destes instrumentos temos as ocasionais passagens de flauta, mandolim, guitarra e percussões. Mais uma vez, faz-se a fusão do tradicional com o moderno e incluem-se temas originais e adaptações de tradicionais (entre as quais “John Barleycorn”, a abrir o álbum). Algo que chama a atenção em “The Witch In The Well” é o facto de incluir diversas adaptações de temas mais modernos, do Universo Rock 60s/70s, como o são “Lady With a Fan” dos Grateful Dead, “Isle Of Islay” de Donovan, “Pat's Song” e “Porpoise Mouth” ambas de Country Joe & The Fish e, finalmente, “See Emily Play (Games For May)” dos Pink Floyd. Tudo devidamente adaptado ao universo de Prydwyn. O tema título “The Witch in the Well” chega a ser até mais roqueiro que as próprias versões. A edição digital inclui ainda um tema exclusivo, uma remistura de “Fhir a' Bhàta”, tema incluído no anterior “At the Feet of Mary Mooncoin”. Não gosto tanto deste como do anterior, que tem temas mais negros, obscuros e de orientação Dark / Folk / Pagan / Medieval, ao contrário deste que está mais orientado para um Folk psicadélico ou Wyrd Folk. Mesmo assim, vale a pena dar-lhe uma oportunidade, quanto mais não seja pelas particulares versões dos já referidos temas Rock. 70% http://www.wovenwheatwhispers.co.uk/
RDS

Woven Wheat Whispers

A Woven Wheat Whispers é um portal com muita informação sobre Folk, em todas as suas vertentes, tradicional, Dark, experimental, Wyrd, celta, Rock, etc. Além da informação têm um extenso catálogo de venda online.
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Além do material de venda, têm vários álbuns, EPs e compilações disponíveis para download gratuito que podem ser encontrados nesta ligação:
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Para os iniciados, aconselho vivamente as 3 excelentes compilações:
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Tuesday

Satoko Fujii & Natsuki Tamura

Depois de aqui ter revisto 6 discos de Jazz Avantgarde vindos do Japão, da Libra Records, eis que me chegam às mãos mais algumas das gravações de Satoko Fujii e do seu marido Natsuki Tamura. Mais uma vez o digo, eu não sou nenhum connaiseur do estilo, nem sou músico para discutir aspectos técnicos, sou apenas um ávido fã e coleccionador de música. Sem restrições de estilos. É boa ou má música (tendo em conta os tons de cinzento, não apenas os brancos e pretos), apenas isso. É, portanto, nessa perspectiva, que passo então a descrever esses discos e o seu conteúdo, por ordem cronológica.

Natsuki Tamura – A Song For Jyaki (1998) – Leo Lab Records
Apenas um músico, o próprio Tamura. Um único instrumento musical, o trompete. São 12 temas, composições ou experiências sonoras no dito instrumento. Ultrapassa os 55 minutos de duração. Pode ser algo monótono, aborrecido ou até mesmo enervante, isto se não forem, ou trompetistas, ou fãs de Jazz em todas as suas vertentes ou fãs de música experimental. Algumas faixas resultam melhor que outras. É daqueles discos que devem ter dado mais gozo ao músico de tocar e gravar do que o resultado final dará ao ouvinte. De qualquer modo, como já disse, há algumas faixas que até resultam bem. Ouçam, tirem as vossas conclusões, escolham os vossos temas preferidos. É necessário mente aberta, acima de tudo, para encarar este disco. 65% Leo Lab Records: www.atlas.co.uk/leorecords/

Natsuki Tamura – White & Blue (1999) – Buzz Records
Tamura (trompete) alia-se a Jim Black (bateria, percussão, faixas 1 a 5) e Aaron Alexander (bateria, percussão, faixas 6 a 10). São 10 temas, todos com o mesmo título, “White & Blue”, apenas diferindo na numeração que segue o título. Muito experimental, ligeiro, e com algo que eu não gosto muito no Jazz, e até na música clássica, e que me faz fugir a sete pés, que é, muitos espaços em “branco” (leia-se: silêncio ou quase silêncio). Mais um daqueles discos que devem ter dado mais gozo aos intervenientes do que o que o resultado final dará ao ouvinte. Saliento algumas faixas que me agradam mais como 5, 6, 7 e 9. 50% Challenge / Buzz Records: http://www.challenge.nl/

Natsuki Tamura Quartet – Hada Hada (2003) – Libra Records
O Natsuki Tamura Quartet é 100% Japonês e é composto pelo próprio Tamura no trompete, Takayuki Kato na guitarra, Satoko Fujii no sintetizador e Takaaki Masuko na bateria. O estilo anda numa linha de Jazz Rock algo experimental e psicadélico com toques exotica, lounge e ainda de bandas sonoras de filmes de terror / suspense / thriller / film noir. São 8 composições de Tamura em cerca de 51 minutos de duração. De referir que a masterização foi feita por Tatsuya Yoshida, baterista dos Japoneses Ruins. Gostei do que ouvi. Até agora o disco que mais gostei deste pacote promocional. Para fãs dos estilos acima descritos e, porque não, também de Industrial. 85% Libra Records: http://www2s.biglobe.ne.jp/~Libra/

Satoko Fujii feat. Paul Bley – Something About Water (2004) – Libra Records
Discos a solo de músicos de Jazz incomodam-me logo à partida. Ora, aí vem algo extremamente monótono, pleno de exercícios masturbatórios que vão dar um gozo enorme ao músico e a ninguém mais, penso logo. Ora, neste “Something About Water” ficamos a meio caminho. A senhora tem formação superior em conservatório, e isso pode ser mau ou bom. Por um lado, sabe o que está a fazer, tanto em termos de composição como de execução, mas o resultado final pode soar muito mecânico e desprovido de emoção, peça fundamental em todo o tipo de arte. Não é o que acontece aqui, e isto não soa de todo frio e calculista, pelo contrário, nota-se alguma alma. Se és fã ou músico, estas composições ao piano irão agradar-te, senão, foge a sete pés. Não é que eu não goste, isto até está muito bem feito, e há aqui algumas passagens bem agradáveis ao ouvido, mas não é a minha predilecção. De qualquer modo, tenho de dar o crédito à senhora e dar-lhe alguns pontos extra. Falta ainda referir que em 8 dos 11 temas Satoko Fujii é acompanhada por Paul Bley e que as gravações são de 1994/1995. 75% Libra Records: http://www2s.biglobe.ne.jp/~Libra/

Tamura + Sharp + Kato + Fujii – In The Tank (2005) – Libra Records
Quarteto que engloba Natsuki Tamura no trompete, Elliot Sharp no saxofone soprano e guitarra, Takayuki Kato na guitarra e Satoko Fujii no piano. A gravação foi feita ao vivo no Sakura-mate em Kumagaya, no Japão, a 20 de Março de 2001. São 4 faixas puramente experimentais, que perfazem 68 minutos de som. Este pode ser arquivado lado a lado com o anterior, “Hada Hada” do Natsuki Tamura Quartet, sem qualquer problema. A parte gráfica ficou a cargo do artista Japonês Shikikatsu Nakamura, o qual se baseou nas gravações para criar uma instalação de arte, incorporando anamorfose. Tudo o que seja nesta linha experimental é sempre bem-vindo da minha parte. 80% Libra Records: http://www2s.biglobe.ne.jp/~Libra/ / Shikikatsu Nakamura: www.d3.dion.ne.jp/~shiki

Satoko Fujii Quartet – Angelorn (2005) – Libra Records
Quarteto 100 Japonês ldierado por Satoko Fujii (piano) e que inclui o seu marido Natsuki Tamura (trompete), Takeharu Hayakawa (baixo) e Tatsuya Yoshida (baterista dos Japoneses Ruins). Aqui segue-se um formato mais Jazz Rock com toques progressivos. Este é mesmo o meu disco favorito de todo este pacote. Todas as faixas são fantásticas! Recomendo vivamente a fãs de Jazz Avantgarde, Jazz Rock, Rock Progressivo, música de fusão e experimental, e de nomes como Ruins, Miriodor, Univers Zero, Soft Machine, Hamster Theatre, Ornette Coleman, etc. 95% Libra Records: http://www2s.biglobe.ne.jp/~Libra/

Satoko Fujii Orchestra NY – Undulation (2006) – P.J.L.
Mais um daqueles que eu gosto. Jazz bem mexido, com toques de fusão, Jazz Rock e Progressivo. A Satoko Fujii Orchestra NY inclui no seu alinhamento os seguintes músicos: Oscar Norriega e Briggan Krauss no alto sax, Ellery Eskelin e Tony Malaby no tenor sax, Andy Laster no baritone sax, Natsuki Tamura, Herb Robertson, Steven Bernstein e Dave Ballou no trompete, Curtis Hasselbring, Joey Sellers e Joe Fiedler no trombone, Satoko Fujii no piano, Stomu Takeishi no baixo e Aaron Alexander na bateria. Desculpem-me os termos em Inglês mas não sei como se chamam os instrumentos em Português. As composições são todas de Satoko Fujii mas foram feitas a pensar nos músicos. Passo a explicar. Em cada um dos temas há dois solistas, e todos os músicos têm a sua oportunidade de improvisar sobre o trabalho de Fujii. Ao longo de 8 temas em pouco mais de 1 hora temos a oportunidade de desfrutar das capacidades de cada um dos músicos envolvidos. Gosto das composições, gosto dos solos, gosto de todo o conceito. E o que gosto mais, não só neste disco, mas em todos os anteriores, é que é tudo gravado em apenas um dia de sessão. Nada mais! O que sai na altura é o mais puro, natural, directo e espontâneo. Recomendo vivamente. 90% Libra Records: http://www2s.biglobe.ne.jp/~Libra/

Double Duo – Crossword Puzzle (2007) – Libra Records
Ufa! Finalmente o último disco a revisar! Este Double Duo foi um projecto de ocasião única, de improviso ao vivo e que estava composto por dois duos (daí a designação) de piano / trompete. Os músicos intervenientes foram Angelo Verploegen (trompete, idealizou o projecto), Misha Mengelberg (paino), Natsuki Tamura (trompete) e Satoko Fujii (piano). São dois temas improvisados ao vivo no Bimhuis em Amsterdão, na Holanda, que foram transmitidos e gravados pela rádio VPRO, a 22 de Setembro de 2005. A duração atinge os 43 minutos e meio. Como qualquer sessão de improviso, tem os seus pontos altos e baixos. Há certas passagens que funcionam melhor, outras que nem por isso. Serve sobretudo como testemunho do que foi aquela noite, com estes 4 fantásticos músicos, e das suas capacidades como intérpretes, compositores e as suas capacidades de improvisar sob pressão (leia-se: ao vivo). 75% Libra Records: http://www2s.biglobe.ne.jp/~Libra/
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RDS

AZTEC MUSIC

A Aztec Music é uma editora Australiana direccionada, maioritariamente, para re-redições de clássicos Australianos da década de 70 / inícios dos 80s, nas linhas do Hard, Heavy, Progressive e Classic Rock. Tenho em mãos 9 dessas re-edições, as quais passo a apresentar.

Buffalo – Volcanic Rock (1973, Re-release 2005) – Aztec Music
Uma das maiores bandas da cena Heavy Rock dos 70s na Austrália. Este é o segundo disco e, na minha modesta opinião, a obra-prima destes “aussies”. O disco foi devidamente remasterizado a partir dos masters originais e inclui um livrete de 24 páginas repleto de material interessante. Além dos temas da versão original, incluem-se aqui 2 bónus, uma versão single de “Sunrise (Come My Way)” em mono, e uma versão ao vivo de 73 de “Shylock” de 1973. Heavy Psych Rock com muito groove, uma toada doomy em certos momentos e riffs geniais. Todos os temas são fantásticos mas os meus favoritos são o tema de abertura “Sunrise” e o explosivo “Shylock”. 90%

Buffalo – Mother’s Choice (1976, Re-release 2006) – Aztec Music
Quarto disco para os Buffalo. À semelhança do anterior, este disco também foi remasterizado e inclui um livrete de 20 páginas com muita informação, fotografias, entrevistas, etc. Neste álbum mudam um pouco o seu estilo, deixando para trás algum do Hard Rock setentista que os caracterizava e abrangendo um som mais Southern Rock, com alguns toques de Rock ‘N’ Roll dos 60s. Não é sonoridade que me agrade muito mas há aqui alguns bons temas como “Long Time Gone”, “Honey Babe”, “Lucky” ou a versão de “Sweet Little Sixteen” do mestre do Rock ‘N’ Roll Chuck Berry (há ainda outra versão deste senhor no disco, “Little Queenie”). Uma nova fase dos Buffalo, apenas para os apreciadores do género ou fãs die-hard dos Buffalo. Os temas bónus são “The Girl Can’t Help It” (B-Side de “Little Queenie”) e “On My Way” (B-Side de “Lucky”). 70%

Buffalo – Average Rock ‘N’ Roller (1977, Re-release 2006 – Aztec Music
Quinto e último trabalho antes da dissolução da banda. Este já não conta com a participação do baixista Pete Wells, o qual, insatisfeito com a direcção musical, saiu para formar os míticos Rose Tattoo, trocando as 4 pelas 6 cordas. A reedição segue os mesmos padrões das anteriores com os temas remasterizados, bónus e livrete com 20 páginas repletas de informação e fotografias. O som deste último capítulo na discografia dos Buffalo é muito mais orientado para o Rock ‘N’ Roll dos 60s mencionado atrás. Houve uma tentativa conscienciosa de fazer um disco mais comercial. Mais uma vez, não é o tipo de música a que os fãs de Buffalo estavam habituados, daí os dois últimos discos não serem, mesmo hoje em dia, tão aclamados como os 3 primeiros. De qualquer modo, temas como “You Say”, “Average Rock ‘N’ Roller” ou “Bad News” são boas faixas de Rock clássico. O fantástico semi-épico “Heroe Suite” encerra o disco, e até metaforicamente a carreira dos Buffalo, em grande. Como bónus temos dois temas pertencentes a um single a solo do vocalista David Tice, datado de 1976. São duas versões, “I Don’t Want To Spoil The Party” dos Beatles e “Sweet Little Rock ‘N’ Roller” de Chuck Berry. Apenas para fãs dab nada e completistas. 70%

Rainbow Theatre – The Armada (1975, Re-release 2006) – Aztec Music
Reedição do fantástico disco de estreia dos Rainbow Theatre, devidamente remasterizado, com livrete de 20 páginas plenas de informação e fotografias, além de um tema extra. Ao todo são 5 temas (mais o bónus faz 6) em que se faz uma fusão de Rock Progressivo com Jazz Rock e música clássica, sempre com uma toada teatral e de ópera rock. As influências passam por nomes tão diversos como Stravinsky, Wagner, King Crimson, Mahavishnu Orchestra, entre outros. Épicos temas que rondam os 14 e 15 minutos de duração alternam como interlúdios de minuto e meio naquela que é uma obra-prima da cena progressiva, de Austrália em particular e dos 70s em geral. A fechar este CD temos o épico “Icarus (From Symphony No.8)”, composto por Julian Browning, guitarrista da banda, e gravado em 1996, não pela banda, mas pela Melbourne Grammar Symphony Orchestra, conduzida por Martin Rutherford. Recomendo vivamente! 100%

Kahvas Jute – Wide Open (1971, Re-release 2006) – Aztec Music
Mais uma reedição que segue os parâmetros habituais da Aztec Music, ou seja, tudo muito bem feito, remasterizado, livrete completo, bónus. Os Kahvas Jute têm em “Wide Open” um colosso de proporções épicas de Psychedelic Hard Rock mas, como o título do álbum indica, livre de incluir outros géneros como Progressive, Blues, Jazz e Acid Folk. São 9 temas do registo original e 5 bónus ao vivo (entre estes uma versão de “Politician” dos Cream), os quais foram gravados numa reunião de 2005 (futuramente disponível em DVD). Até hoje um dos álbuns mais procurados da cena progressiva Australiana, vê finalmente uma edição digna. Recomendo vivamente aos fãs de Progressive / Psychedelic / Jazz Rock. Para quem não sabe, desta mesma banda saiu o senhor Bob Daisley, o qual tocou o baixo para nomes como Rainbow, Black Sabbath, Ozzy Osbourne, Gary Moore, Uriah Heep, etc. 95%

Cybotron – Implosion (1980, Re-release 2006) – Aztec Music
Terceiro disco, e último, para os Australianos Cybotron, datado de 1980. São 6 fantásticos temas de fusão Prog e Krautrock aqui devidamente remasterizados, com 20 páginas repletas de informação, entrevistas, fotografias, acompanhados de 6 temas extra, cindo deles do incompleto e nunca editado álbum de 1981, “Abbey Moor”, e o outro uma curiosa versão de “Peter Gunn Theme“ de Henry Mancini. Estes temas do álbum não editado foram deliberadamente compostos com base numa aproximação mais comercial da música dos Cybotron. Não me agrada tanto o resultado final como o do disco principal, mas é interessante a versão de guitarra de “Eureka”. “Implosion”, esse sim, é um disco fabuloso que eu recomendo a todos os apreciadores de nomes como Pink Floyd, Tangerine Dream, Can, Neu, Faust, Kraftwerk, Amon Düül II, Goblin e Zombi. 95%

Coloured Balls – Ball Power (1973, Re-release 2006) – Aztec Music
Colored Balls – Heavy Metal Kid (1974, Re-release 2006) – Aztec Music
Lobby Loyde – Obsecration (1976, Re-release 2006) – Aztec Music
Banda Australiana de Hard Rock / Rock ‘N’ Roll / Proto-Punk que lançou estes dois discos e uma série de singles. A denominação da banda era, originalmente, Coloured Balls, mas na altura do segundo álbum deixaram cair o “U”, devido a um erro por parte do desenhador da capa. Entre os dois discos temos toda a discografia da banda, desde 1972 a 1975, os dois álbuns, os singles, um single nunca antes editado e ainda um tema ao vivo. 38 temas ao todo. A juntar à música, o habitual livrete completíssimo, em ambos discos. Uma banda incompreendida no seu tempo, diversas pressões que a levaram a acabar, tornou-se um marco na história do Rock Australiano.
Além da reedição de todo o material dos Coloured Balls, a Aztec Music também reeditou o disco a solo de Lobby Loyde (vocalista / guitarrista), “Obsecration” (segundo parece, apenas gravaram em noites de lua cheia, ao longo de 3 meses). Além do álbum inclui-se como bónus um single a solo de 1975, assim como o EP nunca antes editado “Too Poor To Die”, sob a designação Lobby Loyde & Southern Electric. No álbum principal a sonoridade é mais experimental, psicadélica e dark, enquanto que no single é mais 60s Rock e no EP é mais Hard / Psych Rock dos 70s.
Indispensável para coleccionadores. 80%
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Friday

Transubstans Records

Burning Saviours – Nymphs & Weavers (2007): Este é já o terceiro trabalho para esta banda Sueca mas o primeiro através da Transubstans. Hard Rock dos 70s com orientação Doom e trejeitos Folk, influências directas de nomes como Black Sabbath, Pentagram, Uriah Heep, Jethro Tull, Deep Purple, Luv Machine e Leaf Hound. Ao todo são 9 temas em cerca de 44 minutos de duração. Ao Hard Rock da banda, pesado mas com muita melodia, alia-se um carácter doomy bem acentuado, dando os trejeitos Folk uma outra cor ao resultado final. Gostei muito destes Burning Saviours e desta proposta “Nymphs & Weavers”. Este disco fez-me ir procurar os outros dois anteriores e, se possível, até as maquetes. Para os fãs das bandas já mencionadas. Recomendo vivamente! 95% http://www.burningsaviours.com/ / www.myspace.com/burningsaviours1 / http://www.recordheaven.net/Transsubstans/index.htm / www.myspace.com/transubstans
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Graveyard – Graveyard (2007): Disco de estreia para os Suecos Graveyard. Hard Rock dos 70s com orientação de Rock psicadélico e influências Folk. São 9 temas que não chegam ao 40 minutos de duração. Descendência bastarda de nomes como Cream, Leaf Hound, Blue Cheer, Iron Butterfly, Luv Machine, Comus, ou mais recentemente os Witchcraft, entre outros. Não tão direccionado para os fãs de Hard Rock setentista (que também irão gostar certamente) mas sim para os amantes de Rock psicadélico (60s/70s). Já ouvi melhor em outras bandas contemporâneas com som retro (já nem falo nas da época) mas o que aqui está é acima da média e, além disso, soa-me honesto e verdadeiro. Vale a pena uma audição atenta e, se for o vosso estilo, comprem. 75% www.myspace.com/graveyardsongs / http://www.recordheaven.net/Transsubstans/index.htm / www.myspace.com/transubstans
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Oresund Space Collective – The Black Tomato (2007): Terceiro disco para este projecto multinacional (Dinamarca, Suécia e USA). São mais 77:11 de improvisação Space Rock / Prog / Psychedelic / Krautrock. Nesta nova proposta são apresentados apenas 3 temas mas estão divididos em 9 faixas. Para quem já conhece o projecto, já sabe o que esperar. Para quem não conhece, pode-se alinhar uma série de nomes de referência como Hawkwind, Gong, Ozric Tentacles, Tangerine Dream, The Spacious Mind ou Hidria Spacefolk, entre outros. É mais do mesmo, mas é mais do melhor que se faz hoje em dia no género. Recomendo! Salienta-se ainda a disponibilização do projecto de todas as suas “jam sessions” no seu “website” oficial, podendo os fãs fazer o “download” gratuito de cerca de 35 horas de material. Além disso, todas as suas actuações ao vivo estão também disponíveis no “website” Live Archive (http://www.archive.org/). 80% http://www.oresundspacecollective.com/ / http://www.recordheaven.net/Transsubstans/index.htm / www.myspace.com/transubstans

Wednesday

STONER ROCK / ROCK ‘N’ ROLL / PSYCHEDELIC

Tia Carrera – Heaven / Hell EP (Arclight Records, 2007): Tia Carrera era uma actriz de filmes de série B. Tia Carrera é uma banda Norteamericana de Heavy Rock / Stoner instrumental com carácter de improviso. Estes 3 temas foram gravados em sistema analógico para manter o espírito dos 70s. São cerca de 33 minutos de música recomendados apenas a fãs de Stoner / Doom / Psych instrumental. 75% http://www.1970tiacarrera.com/ / www.myspace.com/tiacarrera / http://www.arclightrecords.com/

Amplified Heat – Amplified Heat EP (Arclight Records, 2007): O disco foi originalmente lançado em 2003 pela própria banda, numa edição de 200 exemplares, e vê em 2007 re-edição por parte da Arclight. O disco contém os 5 temas originais e 2 temas da mesma sessão de gravação. São cerca de 32 minutos de Rock ‘N’ Roll / Blues Rock / Punk / Hard Rock bem cru, simples e directo. Imaginem uma fusão de George Thorogood, Motorhead, Dead Kennedys, Hawkwind, Jon Spencer Blues Explosion, R.L Burnside e Screaming Jay Hawkins e terão uma pequena ideia. 80% http://www.amplifiedheat.com/ / www.myspace.com/amplifiedheat / http://www.arclightrecords.com/

Causa Sui – Free Ride (Elektrohasch Records, 2007): Psychedelic Stoner Rock de proveniência Dinamarquesa. Neste segundo disco são apresentados 7 temas em pouco mais de 52 minutos plenos de psicadelismo e muito rock ‘n’ roll. Segundo a nota de imprensa, os Causa Sui fazem a fusão da furiosa loucura de Jimi Hendrix com o Hard Rock dos Blue Cheer, o espírito selvagem de Iggy Pop e o Krautrock dos Alemães Can. Adicionem ainda Monster Magnet, MC5 e 13th Floor Elevators à mistura. Não anda muito longe disto, não! Para os apreciadores de Rock Piscadélico. 75% http://www.causasui.com/ / http://www.elektrohasch.de/

Sgt. Sunshine – Black Hole (Elektrohasch Records, 2007): Mais Rock Psicadélico, este já mais influenciado pelos 60s e com toques progressivos e algumas influências latinas. Este trio multinacional (Cuba, Chile, Suécia) não me agradou particularmente mas também não é mau de todo. Há aqui algumas ideias boas em “Black Hole”, algum experimentalismo e um certo sentimento de jam session. Apenas para os fanáticos do psicadelismo. 70% http://www.elektrohasch.de/

Josiah – No Time (Elektrohasch Records, 2007): Fecho com chave de ouro esta sequência de discos com estes Britânicos Josiah. Heavy / Stoner Rock do mais alto calibre é o que se pode encontrar nestes 9 temas. Temas ora rápidos bem roqueiros, ora lentos e bem doomy. O peso doomy dos Black Sabbath encontra-se a meio caminho com a rapidez e crueza dos Motörhead, os Led Zeppelin contribuem com alguns riffs e os Blue Cheer e os Pentagram emprestam à equação um toque Bluesy / Sludge. Gosto de todo o disco mas em particular de “Time To Kill”, grande malha da Rock ‘N’ Roll a todo o gás! 85% http://www.josiahrock.co.uk/ / http://www.elektrohasch.de/
RDS

Wednesday

Beyond The Sixth Seal – The Resurrection Of Everything Tough (2007) – Metal Blade Records

A sonoridade destes Beyond The Sixth Seal é uma amálgama de sons de diversas proveniências, mas sem soar heterogéneo, muito pelo contrário, há até uma certa homogeneidade em todo o álbum. Encontra-se aqui um pouco de tudo, passando por Death Metal, Thrash, Doom, Hardcore, Stoner, e inclusive algum psicadelismo dos 70s e toadas mais Funky, tudo sempre com muito groove, peso e alguma melodia. Apesar do grande sentimento de diversão e atitude descomprometida que o álbum transparece, nota-se que houve um grande cuidado na composição, nos riffs, nas melodias, nos ritmos. É notório o gosto e cuidado com que foi feito este disco mas mantendo sempre um pouco de naturalidade e descontracção. Até mesmo as letras são direccionadas para a curtição e para alguns temas típicos do Heavy Metal (mas numa vertente mais solta e menos séria), abordando temas como o “headbanging”, cerveja, lobisomens, dinosauros, coisas a explodir, coisas a levarem pontapés, ursos a comer pessoas, feiticeiros, vulcões, gigantes, Vikings, etc. A acompanhar a rodela cinzenta e como meio de apresentação imediata temos ainda uma capa fantástica! Falta ainda referir que este é o segundo álbum e que a banda inclui na sua formação dois membros de The Red Chord. Não é o disco que vai salvar o Metal, mas que dá um gozo enorme a ouvir, lá isso é verdade! RDS
80%
Metal Blade Records: www.metalblade.de
Beyond The Sixth Seal: www.beyondthesixthseal.net

Saturday

First Band From Outer Space – Impressionable Sounds Of The Subsonic (2006) – Transubstans Records

Os FBFOS são uma banda Sueca (Gotemburgo) e este é o seu segundo álbum. Segundo a press-release eles são a primeira banda vinda do espaço (mas já não o eram os Man… Or Astroman?) e como não conseguiam criar som no frio e vazio espaço, o planeta Terra parecia uma boa opção. A sonoridade da banda assenta num Space Rock de orientação psicadélica e fortemente influenciado por bandas dos 70s como Hawkwind, Ozric Tentacles, King Crimson, Iron Butterfly, Gong, etc. 7 músicos contribuem para esta odisseia espacial com longas jam sessions apoiadas por histórias de ficção científica vocalizadas em inglês, sueco e até uma música em espanhol. Temas que vão desde os 5 minutos e meio aos 13 minutos e meio, com muitos sons cósmicos psicadélicos, flautas, sintetizadores e percussões. A disco ultrapassa uma hora de duração, mas acreditem, passa-se muito bem, as músicas têm muitas coisas a acontecer que nos vão mantendo interessados e agarrados às colunas do rádio, fazendo-nos viajar por esse espaço fora, criando mentalmente a nossa própria aventura de ficção científica na qual, é claro, nós somos a personagem principal. Já tinha gostado muito do anterior “We’re Only In It For The Spacerock” (também editado pela Transubstans) e este está ainda melhor. Recomendo vivamente este álbum (e o anterior) aos apreciadores deste tipo de sonoridades psicadélicas dos 70s e, porque não, Progressivo, Stoner Rock e Hard Rock setentista. RDS
95%
Record Heaven: www.recordheaven.net
First Band From Outer Space: www.fbfos.com

Friday

Saturnia – Muzak (2006) – Elektrohasch Records

Saturnia é um projecto do Português Luís Simões (em tempos fez parte dos Thrashers Shrine, lembram-se? Agora faz parte dos Blasted Mechanism). Confesso que não tenho andado muito atento à carreira deste senhor, nem sabia sequer que este era já o seu 4º trabalho sob esta designação! Lembro-me de ouvir a maquete de estreia e de esta não me ter chamado muito a atenção, pois era um tipo de sonoridade que eu não ouvia muito na altura. Este novo trabalho não foge muito do que ouvi nessa maquete, com a diferença de que já passaram alguns anos e Luís já faz isto com mais facilidade e experiência, e além disso eu já não sou assim tão estranho a este tipo de sonoridades. Temos aqui 10 temas linha Psychedelic / Space Rock de cariz mais ambiental que propriamente Rock, com alguns toques Progressivos e até mesmo influências orientais e de world music no geral, que andam na sua maioria na casa dos 6 / 7 minutos. As influências não são muito notórias mas com algumas audições atentas encontra-se aqui pequenos fragmentos que poderiam estar em discos de Hawkwind, King Crimson, The Doors, Tangerine Dream, Pink Floyd ou até mesmo Ravi Shankar, entre outros. Há aqui duas participações especiais, o ex-Hawkwind Nik Turner toca em “Organza”, enquanto que Daevid Allen presta o seu contributo em “Syrian” com um spokenword. À primeira audição não me chamou muito a atenção mas agora que estou a ouvir com mais atenção, estou a gostar do que está a sair pelas minhas colunas e estou a encontrar sons, melodias, sensações, que me estão a agradar imenso. E a cada nova audição encontro outros pormenores que me chamam a atenção e me fazem voltar atrás para ouvir de novo. Se não gostam deste tipo de sonoridades mantenham-se bem longe, se estão numa onda mais ambiental / psicadélica, este é um álbum a descobrir rapidamente. RDS
85%
Elektrohasch Records: www.elektrohasch.de
Saturnia: www.saturniamusic.com