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Friday

Alan Wilson – Deathrow: The Chronicles Of Psychobilly (2005) – Cherry Red

Alan Wilson é o fundador e frontman dos pioneiros da cena Psychobilly / Neo-Rockabilly dos 80s, The Sharks. Ele criou, escreveu e conduziu uma fanzine de Psychobilly chamada “Deathrow”, hoje em dia um objecto de culto para os apreciadores da sonoridade. “Deathrow” era “A” fanzine de Psychobilly na altura. Este livro é uma compilação das agora raríssimas edições na sua íntegra. O próprio Alan Wilson compilou o livro. Esta é uma aquisição obrigatória para qualquer fã de Psychobilly / Neo-Rockabilly, quer tenha estado presente nos velhos tempos ou seja apenas um “novato”. Pode-se encontrar nestas 382 páginas imensas crónicas, entrevistas, notícias, flyers, publicidade, etc. Em resumo, uma grande parte (não só, mas na sua maioria) da história do Psychobilly Europeu. The Meteors, The Sharks, Demented Are Go, The Frantic Flintstones, Frenzy, Restless, Mad Sin, e muitos outros. “A tantalizing insight into the underbelly of Rock ‘N’ Roll… a dangerous, exciting world where Rockabilly mutated with Punk to form… Psychobilly!” (retirado da contracapa do livro). RDS
95%
Alan Wilson: www.howlinwilson.co.uk
Cherry Red Books: www.cherryred.co.uk

V/A – Rockin’ At The Take Two Vols. 1&2 (2007) – Anagram / Cherry Red

O Take 2 era um clube no Norte da Inglaterra com algumas noites dedicadas ao Psychobilly, e por lá passaram muitos dos grandes nomes de cena Britânica. Chuck Harvey (The Frantic Flinstones) na altura a trabalhar como A&R na Link Records, ajudou a montar um festival, o qual foi gravado, e algumas dessas gravações foram retratadas no primeiro volume da colectânea. Como a noite correu tão bem, fez-se uma segunda noite, retratada no segundo volume. Agora, e como o título indica, “Rockin’ At The Take 2 – Volumes 1 & 2”, temos disponível esta bela re-edição em CD que reúne os dois volumes. Ao todo temos 30 temas de 13 bandas, a saber: Screaming Dead, Sugar Puff Demons, The Hepileptics, The Tailgators, The Batfinks, Some Kinda Earthquake, The Radiacs, The Frantic Flinstones, The Deltas, Stage Frite, Grovel Hog, The Coffin Nails e Demented Are Go. Mais uma vez, o texto incluído no livrete (escrito por Alan Wilson) podia ser mais extenso e incluir algumas tiradas e / ou histórias relacionadas com os festivais escritas pelos membros das bandas mas, mesmo assim, o que conta é a música, e essa está cá. Mais uma peça da história do Psychobilly. RDS
85%
Cherry Red Records: www.cherryred.co.uk

The Escalators – Live At Le Havre 1983 (2007) – Anagram / Cherry Red Records

O disco em análise neste artigo é “Live At Le Havre 1983” dos The Escalators, banda formada por Nigel Lewis e Mark Robertson, apor a sua saída em 1982 dos The Meteors. No seu pouco tempo de vida gravaram uma série de singles e um único disco, “Moving Staircase”, para depois se transformarem nos The Tall Boys. Aqui não se trata propriamente de uma re-edição, mas passo a explicar de seguida. Por sorte, para os fãs da banda e do Psychobilly / Neo-Rockabilly em geral, algumas das suas gravações ao vivo sobreviveram ao tempo, sendo esse o caso desta gravação no Le Havre em 1983, a qual vê aqui a sua primeira edição oficial. São 16 temas ao vivo com um som típico de bootleg, som cru e “arranhado”, e o livrete apenas contém um curto texto escrito por Alan Wilson, mas este CD tem o seu valor histórico apesar de tudo. Mais Rock ‘N’ Roll tradicional que Rockabilly, toques de Post-Punk e alguma New-Wave. Um dos interessantes ramos da árvore genealógica de The Meteors. RDS
85%
Cherry Red Records: www.cherryred.co.uk

Guanabatz – Get Around (2007) – Anagram / Cherry Red Records

Chegaram-me às mãos mais algumas re-edições da Anagram, parte da sua Psychobilly Collectors Series, os quais vou analisar nos próximos artigos. Este CD é uma re-edição do último álbum de estúdio dos Britânicos Guana Batz, “Get Around”, datado originalmente de 1994. Este disco tem a sua importância por isso mesmo, por marcar o fim dos Guana Batz como banda e, além disso, como estas re-edições têm sempre alguns atractivos extra, neste, além dos 15 temas originais temos ainda direito a 3 bónus gravados ao vivo em Tokyo em 1992 e a um livrete com um texto escrito por Simon Nott da Big Cheese Magazine. Psychobilly / Neo-Rockabilly a na sua maioria midtempo mas com alguns temas mais uptempo. Apesar de este não ser o melhor disco da banda é um óptimo “canto do cisne”. RDS
75%
Cherry Red Records: www.cherryred.co.uk

Thursday

V/A – Psychobilly: Behind The Music (2006) / V/A – Revenge Of The Psycho Cats (2007) – Cherry Red

Dois DVDs perfeitos para retratar a cena Psychobilly, funcionando como uma peça de coleccionador para os aficionados do género e de introdução aos novatos ou meros curiosos. No primeiro DVD temos uma espécie de documentário cujo nome já diz tudo, “Behind The Music” inclui diversas entrevistas com lendas vivas do género, entre as quais Nigel Lewis (ex-Meteors), Chuck Harvey (Frantic Flintstones), Alan Wilson (The Sharks), Mark Harman (Restless), Steve Whitehouse (Frenzy), Humungus (Coffin Nails), Eric e Jeroen Haamers (Batmobile) entre outros. Há aqui muitas histórias engraçadas e outras mais sérias sobre a vida na estrada, uso e abuso de drogas, gravações em estúdio, etc. Além deste documentário principal e das entrevistas, temos também direito a alguns vídeos promocionais e temas ao vivo nuca antes editados. São cerca de 90 minutos que resumem parte da história deste filho bastardo do Rockabilly e do Punk, contados na primeira pessoa, por aqueles que o ajudaram a criar. Em “Revenge Of The Psycho Cats” temos cerca de 94 minutos de vídeos promocionais e temas ao vivo da maior parte das grandes bandas do género, entre as quais Meteors, Demented Are Go, Frenzy, Batmobile, Guana Batz, Sharks, King Kurt, Frantic Flintstones, Mad Sin, Hagmen, etc, num total de 32 faixas. Esta é já a segunda edição do género, existindo já “Psycho Cats” de 2003 e, segundo parece, a editora tem muito mais material para fazer um 3º volume. Tanto a imagem como o som de ambos os DVDs são perfeitas, os dois complementam-se na perfeição fazendo destas edições aquisições obrigatórias! RDS
90%
Cherry Red Records: www.cherryred.co.uk

Capitão Fantasma – Viva Cadáver (2007) – Raging Planet Records

O segundo disco “Contos do imaginário e do bizarro” foi lançado em 1996 e após algumas actuações ao vivo desaparecem sem deixar rasto. Após 11 anos eis que os grandes Capitão Fantasma voltam à carga com um novo line-up e novo trabalho através de uma nova editora. Será que todos estes anos foram prejudiciais para a banda? Só mesmo para nós que fomos privados do melhor nome de sempre na cena Psychobilly em Portugal. Também não tivemos muitos mais, sejamos sinceros! O referido disco de 1996 é um dos meus preferidos de sempre da música moderna Portuguesa e já perdi a conta às vezes que o ouvi. Por isso mesmo estava com grandes expectativas para ouvir este novo “Viva Cadáver”. Geralmente, quando estas são muito altas, ficamos desiludidos, mesmo que o resultado seja bom, porque esperávamos mais qualquer coisa. Aqui isso não se aplica, as minhas expectativas foram preenchidas e até superadas. A música continua na mesma linha do “Contos…”, assim como as letras, outro dos aspectos que me atraiam na banda, que continuam a retratar histórias negras urbanas sobre psicopatas, sexo, monstros nocturnos, pancadaria num qualquer bar citadino às tantas da manhã, etc. Há ainda o regresso da bela e fatal Cruela em “A flor do mal”. São 10 novos temas, uma intro, um instrumental a fechar, uma regravação de “Os mortos”, original da estreia em LP “Hu uá uá” de 1992, e uma versão do tema da década de 60 “Se eu enlouquecer”, original de Daniel Bacelar. É difícil destacar temas mas gosto particularmente de “Doce morte”, “Faca (a vingança)”, “Sente o medo” e “Tudo à estalada” (grande letra!). O som está cru o suficiente para o estilo mas com poder e nítido, cortesia da própria banda e de Sarrufo (Trinta & Um) e Bravo nos Estúdios Crossover.
“Saiu da terra, voltou a respirar o ar poluído da cidade, para trás deixou um caixão vazio. À sua frente estende-se um novo tempo, o tempo do fantasma. O novo álbum, Viva Cadáver, é Capitão Fantasma no seu melhor, irónico, corrosivo, destinado a viver para sempre… Para toda a eternidade!” (retirado da press-release). RDS
95%
Raging Planet Records: www.ragingplanet.web.pt
Capitão Fantasma: www.capitaofantasma.com

Monday

Re-edições da Link Records (2006) - Anagram / Cherry Red

A Anagram Records (sub-divisão da Cherry Red Records) tem vindo a re-editar vários discos de Psychobilly já fora de circulação na sua série “Psychobilly Collectors Series”. Grande parte dessas re-edições são lançamentos da extinta Link Records que já estavam perdidos no tempo, muitos deles até que nunca viram a luz do dia em CD. Os fãs de Psychobilly têm aqui a sua oportunidade de adquirir essas pérolas em CD e com faixas bónus. Nesta crítica vou retratar 6 desses discos, seguindo a ordem de edição. A primeira banda é Radiacs com o seu único álbum de estúdio “Hellraiser” (75%) originalmente editado em 1989 (além de outro ao vivo). Nada de extraordinário, mais virado para o Rockabilly, com temas mais midtempo e apenas um par deles mais uptempo. Além do álbum temos como bónus a faixa “Heart Attack”, originalmente incluída na colectânea da Link “Katz Keep Rockin”, e que por acaso é o tema mais uptempo e mais fixe deste CD.Seguem-se os Sugar Puff Demons com o seu primeiro e único álbum “Falling From Grace” (90%) de 1989. Aqui já falamos de temas mais uptempo, mais rápidos e enérgicos e o próprio imaginário lírico e visual já é mais “maléfico” e virado para o Horror Rock, denominando eles próprios a sua música de Deathabilly e proferindo comentários como “Nós somos para o Psychobilly o que os Slayer são para o Thrash Metal”. Este já é mais do meu agrado! A única falha é não haver temas bónus, apenas o álbum original. De qualquer modo um grande álbum para os amantes de Psychobilly ou Horror Punk.Os Stage Frite têm em “Island Of Lost Souls” (80%) a sua estreia e único álbum, lançado em 1989. Mais um registo de Psychobilly uptempo / midtempo com o imaginário típico do estilo, nada de extraordinário mas bem feito. Gosto mais deste que do disco dos Radiacs. Aqui além dos 12 temas originais encontramos 6 temas bónus, sendo 2 temas de compilações e 4 demos.Sem para, mais uma banda, mais um disco. São os Rantanplan (sim, o nome vem desse mesmo cão!), a única banda aqui incluída não Britânica, mas sim Germânica. Os Rantanplan apresentam o seu único disco “Two Worlds At Once” (77%) datado de 1990. O estilo vai na linha dos Radiacs, ou seja, mais virado para o clássico Rockabilly que propriamente o desenfreado e maléfico Psychobilly, mas o estilo diferencia um bocado, visto serem de diferentes origens, sendo aqui um pouco “sing-a-long”. Um tema bónus “Bikini Girls With Machine Guns” (versão dos The Cramps) é adicionado ao alinhamento original.Voltamos ao Reino Unido para falar dos extintos (tal como as outras bandas nesta crítica) The Tailgators e a sua estreia homónima de 1990 (para não variar nesta crítica, é o único álbum da banda). Os Tailgators que andavam de Lambrettas e Vespas e que gravaram este disco em 5 dias, gastando mais dinheiro em álcool do que o que se gastou propriamente na gravação do disco. “The Tailgators” (77%) apresenta-nos 14 temas de Psychobilly midtempo com certos toques psicadélicos e com líricas sobre monstros, assassinos em série e até como ensinar o cão a “rockar”! Tudo isto como muita diversão e álcool à mistura. Dois dos temas são versões muito peculiares de “Should I Stay Or Should I Go” (é preciso dizer de quem é?!) e de “Tainted Love” (sim, esse mesmo tema, aqui mais uma versão, mas a melhor que já ouvi até hoje!). Além dos temas do disco temos como bónus um tema de estúdio e 5 ao vivo.Para fechar a crítica; este CD não se trata de uma re-edição mas sim de uma compilação com algumas faixas destas bandas. É uma espécie de sampler para apresentar estas re-edições e trata-se de “Long Lost Psychobilly Vol.1” (80%). São 18 temas para 9 bandas (Batfinks, Radiacs, Sugar Puff Demons, Stage Frite, The Termites, Tailgators, Rantanplan, Scared Stiff, Frantic Flintstones). Se quiserem ouvir o material da “Psychobilly Collectors Series” antes de comprar qualquer disco, então comprem esta colectânea para abrir o apetite.Todos os álbuns contêm notas editoriais muito interessantes escritas por Alan Wilson (The Sharks, Deathrow Fanzine) ou por Simon Nott (Big Cheese Magazine). No geral estas re-edições são muito boas, com bom som, boa apresentação, com faixas bónus interessantes e uma mais valia para os amantes de Psychobilly, que têm aqui a oportunidade de adquirir pedaços importantes da história do género musical da sua preferência. RDS
85%

Anagram / Cherry Red: www.cherryred.co.uk