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Saturday

The Real McKenzies – Off The Leash (2008) – Fat Wreck Chords

Os Canadianos Real McKenzies voltam à carga com 13 novos temas de estúdio neste “Off The Leash”. O estilo é o mesmo de sempre, sem tirar nem pôr, mas isso não é necessariamente mau. A única diferença é que neste novo trabalho estão com um som mais “radio friendly” e com um som polido demais, mas não demasiado que vá assustar os fãs de longa data. A habitual fusão de Punk melódico e melodias Folk Escocesas dos últimos 14 anos continua a agradar. Guitarra fortes mas com muita melodia, secção rítmica segura, kilts, gaitas-de-foles, voz entre o arranhado e o melódico, uísque escocês e muita diversão, são estes os ingredientes para a festa. Este não é o meu disco favorito da banda mas ouve-se bem. Mais um para os fãs da banda e de nomes como Pogues, Dubliners, Flogging Molly, Green Day, Gogol Bordello ou Dropkick Murphys. 70% http://www.realmckenzies.com/ / http://www.fatwreck.com/
RDS

Tuesday

Mata Ratos - Entrevista 2008

1 – Descreve os processos de composição e gravação deste novo disco “Novos Hinos Para A Mocidade Portuguesa”.
A composição em Mata-Ratos é um processo fluído ou melhor, caótico. Os temas e as letras vão aparecendo á medida que a nossa inspiração ou estado de embriaguez o permitam. Nunca escrevo uma letra a pensar em determinada música ou a banda nunca compõe uma música a pensar numa letra que já esteja escrita. Há uma série de letras previamente escritas e quando surge uma nova música verifico se alguma do repositório se pode encaixar. Acontece é a música e a letra música se alterarem em função uma da outra. Nunca permanecem com a sua estrutura inicial, como um mau vinho vão sendo “marteladas”. A excepção a este método de composição foi o tema “Trilogia Portuguesa” pois partiu de um desejo comum de todos os elementos em fazer um tema com uma cariz mais tradicional. Escrevi a letra e a música foi feita pelo Tiago a pensar na mesma. A intenção era algo como uma marcha popular mas estranhamente acabou por soar a Tuna o que significa que não temos a mínima ideia do que é fazer música tradicional portuguesa...

2 – O disco foi gravado e produzido pelo Makoto Yagyu (If Lucy Fell) nos Black Sheep Studios. Como é que foi trabalhar com alguém mais novo e que tem outro tipo de background musical?
A relação com o Makoto foi boa e o facto de ter outro tipo de background musical constituiu uma mais valia para nós. Deu sugestões que contribuíram positivamente para o disco ficar mais “sumarento”. Na produção somos umas nódoas e necessitamos de ser bem encaminhados. De resto ficamos a dever-lhe uma garrafa de bom whisky que algum dia teremos que pagar...

3 – Este disco saiu muito mais Hardcore que os trabalhos anteriores, e com uns riffs de guitarra até mais “pesados”, embora mantendo aqueles sing-a-longs característicos da banda. Isto foi propositado ou o “input” dos membros mais recentes tem algo a ver com isto?
O Arlock Dias (Tiago) é neste momento o compositor principal dos Mata-Ratos e é um apreciador de metal e sonoridades mais pesadas, a produção do Makoto também contribuiu para esse resultado. Mas é sempre uma surpresa com as coisas resultam em estúdio. Quanto estamos na sala de ensaio as condições acústicas deixam algo a desejar e a coisa acaba por soar a punk “rafeiro”...

4 – “Novos Hinos Para A Mocidade Portuguesa” contém alguns temas mais atípicos, ou talvez não, ao som Mata Ratos, tais como “Uma Trilogia Portuguesa”, “Carreira De Sucesso” / “Os Pratos Da Balança (ambos com uma orientação mais Rock ‘n’ Roll que o habitual), “Entrecosto Emocional”, o solo Rock / Blues em “Outra Rodada”, a introdução linha Zeca Afonso (a nível musical) em “Inocente O Doente” (tema recuperado da demo de 88) ou a introdução “Learn Portuguese With António”. Como surgem estes temas ou experiências?
Não somos Talibans do punk. Será sempre para nós aquilo que quisermos. Escutamos música bastante diversificada o que acaba por nos influenciar e as propostas “bizarras” vão surgindo naturalmente. É algo que nos obriga a combater a inércia e o comodismo de recorrer ás formulas feitas e andar sempre a bater na mesma tecla. Não condenamos a prática mas não é a nossa cena. Também não esquecemos a nossa herança e os temas antigos estarão sempre presentes no nosso set porque nos dão gozo em tocar e a outros em escutar. Na medida em que a nossa competência técnica o vai permitindo, vamo-nos aventurando ao ataque a novas sonoridades. Daqui a trinta anos, se ainda por cá estivermos, se a figadeira, os pulmões ou os neurónios o permitirem, deveremos estar a fazer música erudita ou embrenhados num experimentalismo folk-nacionalista electro-acústico de vanguarda.

5 – Neste disco contam com a participação especial de Jorge Bruto dos Capitão Fantasma. Como é que surge esta colaboração? São fãs dos Capitão Fantasma, outra banda que, apesar de algo irregular em edições e actuações ao vivo, ao contrário de Mata Ratos, se mantém activa ainda hoje?
Já conheço o Jorge desde o inicio dos anos 80 e sempre tivemos uma boa relação. Enquanto compositor da letra achei que a voz dele se enquadrava que nem ginjas e a temática também não anda longe do universo explorado pelos Capitão Fantasma. Ele aceitou o convite e ainda bem. Quanto a ser fã nem por isso, não sou dado a fanatismos, mas respeito muito a obra e percurso dos C.F. Mas admiro sobretudo o Jorge como pessoa.

6 – Todo o artwork do disco é da autoria do Alexandre Bacala. Porque a opção pelo seu trabalho? Agrada-vos o resultado final?
O Bacala é um cromo das artes, um verdadeiro espirito renascentista. Já foi membro dos Mata-Ratos como baixista e baterista. Foi também um dos principais compositores de Mata-Ratos após a saída do Pedro Coelho. A maioria dos temas do “És um Homem ou És um Rato?” são fruto da sua inspiração. Como artista gráfico é também muito versátil. Foi ele que se ofereceu para trabalhar a arte neste CD e nos nem hesitamos em aceitar a sua oferta. 5 Estrelas.

7 – No cenário Punk e Hardcore as letras são tão ou mais importantes que a música. Que assuntos são retratados nas letras deste disco?
Para além das habituais odes etílicas e reflexões em torno dos viciosos hábitos e costumes nacionais que tudo entravam, abordam-se temas como a ineficaz justiça, o impotente sistema de saudade, o ridículo sistema educativo, o lixo televisivo e a psicose sexual como metáfora alimentar, por exemplo.

8 – Os vossos trabalhos têm sido lançados quase ao ritmo de um por editora. É assim tão difícil manter a banda numa única editora? Como é a vossa relação com a actual, a Rastilho Records, que também lançou o disco ao vivo “Festa Tribal” em 2005?
Difícil é que as editoras se mantenham em actividade ou que não tenham receio dos Mata-Ratos ou de editar a nossa música. Não somos muito “press friendly.” Também não nos agrada nem nos podemos dar ao luxo de ter amarras e sinceramente creio que as editoras são uma espécie em vias de extinção, que provavelmente com o tempo serão substituídas por outro tipo industria como os operadores de telemóveis. A relação com a Rastilho é boa e consideramos esta editora como um referencial a ter em conta e a louvar em termos de promoção e divulgação das bandas que edita, coisa rara entre as editoras com as quais os Mata-Ratos já trabalharam. A atestar isso está o facto de este não ser o primeiro disco dos Mata-Ratos a sair pela Rastilho.

9 – A banda tem passado por diversas mudanças de formação durante todos estes ano e, inclusive, neste momento tem músicos que vivem em diferentes locais do país. Como é que lidam com este tipo de situação, mudanças de formação e a actual separação geográfica dos músicos?
Sempre foi complicado mas isso é também um factor de motivação, nunca saber o dia de amanhã...Convivemos com a situação, para o bem e para o mal, só lamentos a nossa produção musical não ser o dobro ou o triplo do que actualmente conseguimos.

10 – Ao longo destes anos a banda tem feito fãs entre o público de diversas proveniências (Punk, Hardcore, Metal, etc), partilhando inclusive palco com bandas das mais variadas vertentes musicais. Vocês não são uma banda que, tal como muitas outras puristas do cenário Punk (e noutros cenários também é o mesmo), mantêm uma mente fechada e que só toca com bandas do mesmo género. Trata-se de uma questão de mentalidade, mente aberta, união, ou apenas querem é tocar, seja lá onde for?
É um pouco de tudo aquilo que referes, mente aberta, união e tocar seja lá onde for e com quem for desde que seja em eventos não políticos. Agrada-nos tocar com bandas que não se sintam incomodadas em tocar com Mata-Ratos. Não somos puristas e consideramos que reclamar alguma pureza musical no punk é ridículo, quando nasceu estava já a beber em outros géneros e estilos anteriores, mostrou-se sempre aberto á mudança, á hibridez musical. O purista é revivalista, a nossa cena é outra. Nada de pureza, muita sujidade.

11 – Por falar em tocar ao vivo, como é que têm corrido os concertos de suporte a este disco?
Correm bem, mas não serei a melhor pessoa para avaliar a situação, tem sido escassos, não por falta de convites – ficamos surpresos com a quantidade de propostas para tocar após o lançamento dos “Novos Hinos” - mas porque de momento estamos com problemas pessoais que nos impedem de levar um pouco de caos a quem dele tanto necessita. Mas a situação está em vias de resolução e em breve a demência estará novamente na estrada.

12 – A banda tem diverso material editado, tais como splits, 7”s, demos, tributos, e outros, que são extremamente difíceis de adquirir pelo público. Até mesmo alguns álbuns já estão esgotados ou são dificílimos de encontrar. Sei que é algo difícil, por questões de direitos de autor e registos fonográficos, mas já pensaram em reeditar algum desse material? Algo do género de um “Xu-Pa-Ki 1982-1997” parte II.
Sinceramente não sentimos essa necessidade. Apesar de o público não conseguir adquirir pode sempre fazer download da internet. Há sempre um ou outro blog que vai postando a nossa obra. Não combatemos, agradecemos. Preferimos perder tempo a lançar novo material. O facto de a obra estar espalhada por uma mão cheia de editoras também não facilita a realização de um projecto desse tipo. Poderíamos sempre gravar de novo os temas mas não nos vejo a embarcar nessa aventura. Gravar ao vivo ou editar um DVD parece-me mais provável acontecer.

13 – Como é que vês a cena Punk / Hardcore / Metal nacional actualmente? Que bandas, editoras, promotores, revistas, etc, te chamam a atenção?
Ando muito desligado e já á algum tempo que deixei de ir a concertos. Limito-me praticamente as bandas que tocam com Mata-Ratos e aos concertos das outras bandas dos actuais Mata-Ratos. Parece-me ter havido um amadurecimento, bandas tecnicamente mais competentes, sobretudo no universo do Metal em que bandas como Web, Painstruck, Wako ou Holocausto Canibal causam-me admiração. Do Punk agradam-me bandas como Fora de Serviço, Anti-Clockwise, Hellspiders, Pestox e Eskizofrenicos. A minha banda portuguesa de eleição são os Bunny Ranch. Das editoras a Rastilho parece-me estar bem. Não conheço o trabalho de outras. Quanto a promotores continuo a preferir auto didactas amantes de música que se aventuram para a levar ao vivo a lugares onde sem eles ela nunca chegaria. A HellXis de Lisboa, a Cooperativa de Otários do Porto, O Rodas do Portorio, o Rocha Produções de Mangualde ou a Spear Agency de Cascais, entre outros, parecem-me estar a fazer um bom trabalho em tornar a passagem por Portugal uma etapa regular do circuito europeu de música underground.

14 – Já agora, a pergunta de cariz político. Directo e simples: como vês a situação do país hoje em dia (emergências hospitalares a serem fechadas, baixas recusadas a doentes extremos, investimento em estádios de futebol novos e caríssimos, o estado do serviço de educação escolar, a contínua e inabalável crença em Fátima, a típica mentalidade Portuguesa, etc)?
Como o comum “zé da esquina” que sou, vejo sempre o quadro pintado em tons de cinzento escuro a mandar para o encardido. Não prevejo mudanças positivas se não houver uma revolução de mentalidades. Algo que só será sensível após algumas gerações mas que tarda a começar. Portugal está demasiado amarado ao seu passado, de uma forma algo doentia. Muita gente continua presa a visões messiânicas de que Portugal tem um papel especial a desempenhar no mundo e ficam á espera que um gajo de colants que desaparecer em Alcácer Quibir volte para salvar a malta ou que venha o Quinto Império que nos afirmará perante o resto do mundo. Portugal tem um papel a desempenhar no mundo como qualquer outro país, não é mais nem menos do que os outros. Portugal não tem nada de especial. Há que esquecer toda essa trampa e as visões saudosistas, começar a trabalhar BEM e deixar de lado as lamurias. É bom ser português. Ponto final, agora ao trabalho. Convém também que os políticos passem a ser punidos pelas péssimas opções que tomam em nome do povo português. Pelo que vemos, são é paradoxalmente recompensados com louvores, reformas e benesses que não lembram ao diabo ou ao menino Jesus. E nós a vê-los passar. Esta mentalidade é que tem que mudar. Temos que ser todos socialmente mais responsáveis. Esperanças? Nem por isso.

15 – E em relação ao resto do mundo? A “polícia do mundo” USA e o Bush; o Iraque; o Hugo Chavez e a Venezuela e a sua actual ligação a Portugal; a União Europeia, etc.
O mundo caminha para o abismo o que até me parece um bom desfecho para a humanidade. Afinal não é o homem o animal mais estúpido do planeta? Já extingui-mos quase todas as outras espécies animais e vegetais, por isso que a espécie humana morra depressa. Não vai deixar saudades.

16 – Que discos tens ouvidos ultimamente que recomendes? E filmes? E livros?

Estou a viver um período da vida sobrecarregado (trabalho, aulas, banda, família) e quando chego a casa não oiço música, limito-me a cair e dormir com a boca para o lado a soltar baba. Só no carro escuto música que passa muito pelos anos 60 e 70. Especialmente Soul e Rhythm and Blues. Tudo o que venha da Stax/Volt já faz o meu dia feliz. Algum Funk e Boogaloo também entram bem. Os primeiros discos dos Beach Boys, “Surfin Safari” e “Surfin USA”, quando ainda faziam música Surf com classe, também estão no meu top de escutas. De música portuguesa rodam Taxi, o álbum “Forte e Feio” dos NZZN, uma compilação de singles dos UHF, As “Trips a Moda do Porto” dos Trabalhadores do Comércio, uma compilação de singles da Adelaide Ferreira. O mais pesado de momento será o CD “Run for Cover” dos Pro-Pain e o Live in a World Full of Hate” dos Sick of It All. De punk uma compilação dos Operation Ivy, de metal um álbum de Blitzkrieg, não me recordo agora qual. Tenho também escutado música tradicional/popular de cariz rural. Também roda a compilação “Easy Tempo Vol.2. The Psycho Beat” com temas de bandas sonoras de filmes italianos dos anos 70, o “Live At The Club A GoGo” dos The Animals, compilações “manhosas” de Suzi Quatro e Sweet; o “Ready an’ Willing” dos Whitesnake, o “Attack of the Killer B’s” dos Anthrax, e diversas compilações da “Funky 16 Corners Radio”, blog excepcional de música funk e soul. A maioria da música que escuto no carro são no suporte CDR com músicas sacadas na net, sobretudo em blogs de música. Continuo a comprar CDs e vinil regularmente de diferentes géneros e estilos musicais.
Filmes não tenho visto grande coisa nos últimos meses, nem vídeos ou DVD’s. Os últimos que me recordo de ver foram “The Beach Boys. The Lost Concert”, um concerto ao vivo nos anos 60 quando eles estavam no seu melhor e “Respect Yourself. The Stax Records Story” um documentário sobre a editora e os seus músicos. A televisão provoca-me um efeito soporífero pelo que pouco a vejo, sobretudo limito-me aos noticiários e documentários.
Quanto a livros ando a ler e recomendo “The Study of Ethnomusicology. Thirty-one Issues and Concepts” de Bruno Nettl, “Vozes do Povo. A Folclorização em Portugal” organizado por Salwa Castelo-Branco e Jorge Freitas Branco, “ “Babylon’s Burning. From Punk to Grunge” de Clinton Heylin, “Ilmatar’s Inspirations. Nationalism, Globalization, and the changing soundscapes of Finnish Folk Music” de Tina Ramnarine e “Memórias do Rock Português” de Aristides Duarte.

17 – Que projectos têm para o futuro próximo?
Já estamos a trabalhar num novo disco, incluirá uma série de temas antigos de Mata-Ratos que nunca tiveram a oportunidade de um registo em estúdio e um par de novos temas. Há planos para um DVD.

18 – Tens agora espaço para deixar uma última mensagem aos leitores do Fénix.
Que o gosto pela música nunca vos abandone. E que a cerveja nunca se acabe, claro.

Questões: RDS
Respostas: Miguel (Voz)

Wednesday

Deadline – We’re Taking Over! (2008) – People Like You

Este é já o quinto disco para os Britânicos Deadline (no momento com metade da banda com nacionalidade Francesa). Não se trata de um novo trabalho de originais, mas sim uma mescla de 4 temas novos e 13 ao vivo (gravados na Alemanha). O produto final terá ainda a inclusão de dois vídeos na secção multimédia. Nos novos temas, o estilo é o mesmo de sempre, fusão de Hardcore melódico, Punk Rock, algum Rock ‘n’ Roll tradicional e umas pitadas de Skacore. Um disco ao vivo não traz nada de novo. São os mesmos temas de sempre, mas tocados ao vivo, mais rápidos, mais fortes, e com o público a berrar os refrões. Mais uma vez, como habitual nas gravações ao vivo, a banda afirma que estas estão livres de “overdubs” e cortes feitos em estúdio. É o que toda a gente diz. Mas estas afirmações parecem-me verdadeiras. Nota-se que este é uma verdadeira gravação ao vivo. Não vai trazer novos fãs à banda. Como qualquer disco ao vivo, pretende traduzir apenas o que a banda é em palco. Trata-se, portanto, de uma edição direccionada única e exclusivamente para fãs da banda. 80% http://www.deadline-uk.com/ / www.myspace.com/deadlineuk / http://www.peoplelikeyou.de/
RDS

Tuesday

No Use For A Name – The Feel Good Record Of The Year (2008) – Fat Wreck Chords

Depois da compilação “All The Best Songs”, editada no ano passado, os NUFAN estão de volta com mais um disco de originais. O anterior disco de estúdio, “Keep Them Confused” de 2005, tinha vincado uma faceta mais Pop da banda, o que havia desagradado alguns dos fãs. Este novo trabalho inclui temas mais rápidos mas sempre com muita melodia (“Biggest Lie”, “Under The Garden”, “The Feel Good Song Of The Year”, “Night Of The Living Living”, “Pacific Standard Time”, “Take It Home”), alguns a midtempo mas fortes o suficiente para “rockar” (“I Want To Be Wrong”, “Domino”, “The Trumpet Player”, “The Dregs Of Sobriety”) e, inevitavelmente, os temas mais Pop (“Yours To Destroy”, “Sleeping Between Trucks”, “Ontario”, “Kill The Rich”). No entanto, este novo trabalho está bem balançado. Todas as vertentes estão bem representadas e o próprio alinhamento do disco consegue fazer esse balanço na perfeição. Ao todo são 37.29 distribuídos ao longo de 14 temas. Os NUFAN já vão nos 21 anos de existência e ainda estão em grande forma. Se dúvidas persistem, “The Feel Good Record Of The Year” está aí para o comprovar. 80% http://www.nouse4aname.com/ / www.myspace.com/nouseforaname / http://www.fatwreck.com/
RDS

Good Riddance – Remain In Memory / The Final Show (2008) – Fat Wreck Chords

12 anos depois da sua formação, os Good Riddance dão por encerrada a sua carreira. A surpresa não é nenhuma pois, quando Russ Rankin embarcou na aventura Only Crime, já se falava no fim dos GR. Como o título indica, este é o registo daquela que foi a última actuação ao vivo dos GR. 27 de Maio de 2007 é a data. Santa Cruz, Califórnia, o berço dos GR (e ironicamente a sepultura), o local. São 30 temas (mais intro) que percorrem toda a carreira da banda Norte-Americana. Depois de 7 discos de estúdio, vários EPs e 7”s, eis o último registo de sempre (será?) daquela que é, na minha modesta opinião, uma das melhores bandas de Punk Rock / Hardcore melódico da Califórnia e de toda USA. Um DVD também não ficava nada mal, assim como umas notas da banda incluídas no livrete (única falha do disco), mas mesmo assim “Remain In Memory” consegue fechar com chave de ouro estes 12 anos de muita contestação, reivindicação, diversão e Punk Rock. Pode ser que no futuro tenhamos direito a um DVD ou a um disco de raridades. Forte, rápido, enérgico, conseguimos sentir o calor no meio do mosh pit, o suor a correr pelo corpo, os refrões cantados a plenos pulmões a toda a nossa volta. Parece mesmo que estamos lá. Mas, por muito bom que seja este disco ao vivo, deixa sempre aquele amargo de boca. Porquê? Precisamente por marcar o fim de uma banda genial. E eu, infelizmente, nunca tive a hipótese de os ver ao vivo. 85% www.myspace.com/goodriddance / http://www.fatwreck.com/
RDS

Ficam aqui as declarações do vocalista Russ Rankin:
“On a hectic day in late May 2007 one of the most exhausting and exhilarating chapters in my life came to a close. We’d played San Diego the previous night and with a set list of almost 30 songs, my voice was starting to go on strike. We had to be at the venue in Santa Cruz early for extra sound checks due to the live recording so I found myself leaving my hotel room in Hollywood around 6:00am for the 6 hour drive north. I was exhausted (hadn’t gotten back to Hollywood after the San Diego show until about 3:00am the previous night) and very concerned about my voice. After a whirlwind load-in and soundcheck the show finally got underway. As was expected the guest list was a nightmare and we weren’t happy about the barricade in front of the stage but the show ended up going off just about as flawlessly as one could hope for. As the last note of the final song echoed and decayed into the still, night air I was overwhelmed with a sense of gratitude for what we were able to achieve and experience during the band’s career. It was an emotional moment for me and it served to punctuate an unforgettable evening and a bittersweet event for the band and thousands of our fans. All I can say is “Thank You” to everyone who supported us through the years and I hope you enjoy this documentation of our final show.”

Monday

The Black Halos – We Are Not Alone (2008) – People Like You Records

Ah, mais um álbum de originais destes Canadianos! Toda a sua discografia é fabulosa. Este novo “We Are Not Alone” não foge à regra. O estilo é o mesmo de sempre, não há nenhuma mudança em relação ao passado, não há experimentações. E isso é não é propriamente mau. Pelo contrário. Para uma banda destas, mais do mesmo significa mais do melhor. Fusão Punk, Rock ‘n’ Roll, Glam e Hard Rock. Sex Pistols, Vibrators, New York Dolls, Social Distortion, Johnny Thunders, AC/DC, Tattoo Rose, Motörhead, Ramones, Kiss, Johnny Cash, MC5, Backyard Babies, Rancid e Bouncing Souls, tudo no mesmo caldeirão. São 12 novos temas sing-a-long, descontraídos, divertidos, cheios de alma, divididos em cerca de 41 minutos produzidos pelo conceituado Jack Endino (Nirvana, Soundgarden). Aconselhável a fãs do género. Rock ‘N’ Roll Up Your Ass! 75% http://www.blackhalos.net/ / www.myspace.com/blackhalos / http://www.peoplelikeyourecords.com/
RDS

Friday

Motornoise – Motornoise (2007) – Invasion Rock / Let’s Go To War / Lost Underground

Há já algum tempo que ouvia falar destes Motornoise mas, infelizmente, nunca tinha ouvido nada deles. Chega-me agora às mãos a sua estreia homónima. A edição é uma colaboração das lojas Invasion Rock e Lost Underground com a editora Let’s Go To War. A banda é constituída pelo Frágil (voz, ex-Renegados de Boliqueime, Speedtrack), Guerra (guitarra, ex-Renegados de Boliqueime, Speeedtrack), Gustavo (bateria, ex-Genocide, Stealing Orchestra, Sikhara, etc), Óscar (baixo, ex-Cagalhões, Cães Vadios, Speedtrack) (Óscar abandonou a banda recentemente e é o Mula dos Deskarga Etílika que está com a banda no momento) e Pupa (saxofone, Here B Dragons). São 12 temas num total de 36m02s de uma particular fusão de Punk Rock, Crust, Hard Rock, Rock’N’Roll e algum Metal. As influências são tão diversas como Motörhead, The Vibrators, The Clash, Ramones, Discharge ou, a nível nacional, nomes como Mata Ratos, Trinta & Um, Simbiose, Anti-Clockwise, Censurados, Gazua, Xutos & Pontapés, Corrosão Caótica ou Acromaníacos. Os Motornoise têm a particularidade de incluir, além do habitual trio Rock guitarra / baixo / bateria, um saxofone que lhes dá um certo ar far-out e alucinado. Grandes riffs de guitarra, secção rítmica potente, ritmos imaginativos, voz crua bem Punk / Rock old school. O disco não maça porque tem uma duração adequada ao estilo e, além disso, os temas balançam entre o Hardcore mais agressivo e o típico tema Hard / Rock ‘n’ Roll, entre o Crust fodidão e o Punk 77, não deixando o ouvinte ficar muito tempo a ouvir a mesma linha. Mas não é por isso que o disco soa heterogéneo, muito pelo contrário, soa bem homogéneo e consistente. Peca apenas pelo livrete algo simplista mas, é claro, estamos a falar de uma edição DIY. A capa está simples mas é eficaz. Fecha-se o disco com uma versão de “Alternar” dos míticos Punks Brasileiros Cólera. Uma boa aposta a adicionar à já longa lista de excelentes discos saídos do Underground nacional nos últimos tempos. 85% www.myspace.com/motornoise
RDS

Monday

The Loved Ones – Build & Burn (2008) – Fat Wreck Chords

Segundo disco para os Norteamericanos The Loved Ones. A estreia, “Keep Your Heart” (2006), já continha grandes temas, mas este “Build & Burn” está uns furos acima. Punk Rock melódico com alguns toques de Americana Rock. Os que não conhecem já estão a pensar, “ok, mais uma dessas bandas que vêm os seus temas incluídos nas bandas sonoras de filmes de adolescentes / universitários”. Talvez, mas os Loved Ones fazem o que fazem com muita atitude e com um excelente trabalho de composição que dá lugar a temas fortes, melódicos, com um ambiente positivo. Muitos pontos acima dessas bandas que fazem as tabelas nos USA e que rodam com insistência em canais como a MTV. Fusão de influências e/ou inspirações tão díspares como Hot Water Music, Bruce Springsteen, Bouncing Souls, Tom Petty, Fugazi, Pogues, Jimmy Eat World ou Strike Anywhere. Ao todo são 10 temas em cerca de 34 minutos produzidos por Bryan Kienlen e Pete Steinkopf dos Bouncing Souls. Se não gostam do estilo, então os Loved Ones não vos vão fazer mudar de opinião, mas se gostam, então esta vai ser uma das vossas bandas de eleição. Muito bom. Recomendo. 80% http://www.thelovedonesband.com/ / http://www.fatwreck.com/
RDS

Friday

Gazua – Convocação (2008) – Edição de Autor

Finalmente o disco de estreia dos Gazua! Ainda me lembro do gozo que me deu ouvir a demo que me enviaram há um par de anos. O meu grande medo na altura foi: “ok, é porreiro, mas daqui a nada estão a acabar por falta de apoio de editora e público”. Ainda bem que me enganei e a banda insistiu e persistiu. Infelizmente, não houve nenhuma editora a apostar neles e tiveram que lançar isto por conta própria. O que é que andam as editoras a fazer? Lançar bandas pré-fabricadas saídas de telenovelas juvenis? Bah! Em frente! Essa triste história já nós conhecemos. O disco está nos escaparates e isso é que interessa. Agora cabe ao público Português apostar neles, comprar o disco, comprar t-shirts e outro merchandising, marcar concertos com eles e ir aos mesmos.
Gazua é um power-trio, na verdadeira ascensão do termo, composto por João (voz / guitarra, ex-Corrosão Caótica, ex-Carbon-H, ex-No-Counts), Paulinho (baixo, ex-Jardim Do Enforcado, ex-M.A.D., ex-Spitz Buben, actualmente nos Kamones) e Quim (bateria, ex-Condenação Pacífica, ex-Civic) que não gravou a bateria no disco mas que faz parte da banda actualmente. O passado dos 3 membros já fala por si!
Em relação à gravação propriamente dita, resta apenas dizer que foi feita nos estúdios Crossover com o Sarrufo. Tudo o que tem saído destes estúdios, com mão do Sarrufo, tem uma qualidade inegável. Som forte, poderoso, limpo, mas com aquela crueza necessária ao género. Até a capa e toda a apresentação do disco estão sublimes. E vem em formato digipack, um formato que eu adoro e que prefiro em detrimento da normal caixa de plástico.
“Convocação” inclui 10 temas de puro Rock ‘N’ Roll / Punk Rock em cerca de 35 minutos que remetem para os primórdios de Xutos & Pontapés, Censurados e Peste & Sida, revelando também influências de nomes míticos como Ramones, Clash, New York Dolls, Patti Smith, Motörhead, AC/DC, Rose Tattoo, Thin Lizzy, MC5, Sex Pistols, entre outros. Abre em força com “Se tens vontade de gritar”, um tema potente, rápido, com melodia e refrão sing-a-long contagiantes, a lembrar Censurados no seu melhor; seguem “Morres devagar” e “Fazia tudo outra vez” a trazer à memória os Xutos dos 80s; “Evolução (1974)” traz de volta a velocidade num registo mais agressivo e mais Punk; “Sair da escuridão” é um forte candidato a hit-single; “O que é que estás aqui a fazer” continua com o pé no pedal, Peste & Sida / Censurados à memória; “Mil dedos” é mais lenta mas não perde a força do Rock tradicional, cru e puro; “Freneticamente falando” traz como convidado João Pedro Almendra (vocalista dos Peste & Sida); “Punição” tem uma batida fortíssima; fecha-se o ciclo (sim, porque ao acabar voltamos a carregar play e reiniciar o disco!) com “Vou explodir” com mais um refrão cantarolável.
Uns segundos de silêncio… O quê? Já acabou? Carrega no play depressa! Quero mais! Não deixes baixar a adrenalina! Ainda estou de braços no ar com a minha “air guitar”, a riffar como se não houvesse amanhã!
Para colocar ao lado de “No One To Follow” dos Anti-Clockwise, outro do género que também respira Rock por todos os poros. Infelizmente passou algo despercebido neste marasmo que a cena musical nacional actualmente! Esperemos que não aconteça o mesmo a este “Convocação”.
Um forte candidato a disco do ano em Portugal E só agora começou 2008. O Rock não morreu em Portugal! Estão todos convocados para a celebração. Dá-lhe Gás(zua)! Rock ‘N’ Roll Up Your Ass!!! RDS
95%

Thursday

Gazua - Entrevista

1 – Fala-me um pouco da história dos Gazua desde a sua concepção até à data.
Os Gazua tiveram um arranque um pouco atribulado... A banda começou por minha iniciativa e do Fred (ex baixista de censurados), e nessa altura tinhamos o Pedro Cardoso na bateria (que participa neste disco como convidado). Deram-se alguns concertos, e depois da saída do Fred por falta de disponibilidade para um projecto a tempo inteiro a banda sofreu algumas alterações à formação até chegar aquilo que é hoje. O Paulinho surge através de um amigo em comum, e o Quim trabalhava nos estúdios em que nós ensaiávamos. Desde há um ano que temos esta formação fixa, e por isso estava na hora de avançarmos para o disco.

2 – Descreve os processos de composição e gravação deste disco de estreia “Convocação”.
A composição deste disco parte de uma série de ideias que vinham já de trás, ainda antes desta formação estar composta. O que fizemos foram alguns arranjos, mas o disco já estava pensado e pronto a arrancar há algum tempo. Em relação à gravação, correu muito bem. Estivemos 16 dias nos estúdios Crossover em Linda-a-Velha a trabalhar com o Zé Pedro Sarrufo, e penso que se encontrou um excelente ambiente de trabalho. E acima de tudo, muito profissional.

3 – Sobre que assuntos incidem as letras contidas neste disco?
Este conjunto de letras têm um cariz muito pessoal, falam muito de persistência, de lutarmos por aquilo em que acreditamos. Falam também das interrelações entre pessoas, e da forma como às vezes é tão difícil alcançar uma harmonia.

4 – Quais são as vossas influências musicais, assim como outro tipo de influências externas à música?
Penso que somos essencialmente três viciados em música. Temos idades compreendidas entre os 34 e 36 anos e estamos metidos nisto até ao pescoço. Eu pessoalmente estou neste momento a ouvir muito os Clash, a Patti Smith, o Wayne Kramer (ex-MC5), Thin Lizzy... o Quim sei que é fã incondicional dos Iron Maiden, Slayer... e o Paulo ouve bandas como Discharge, AC/DC... são gostos variados, temos todos um espectro de gostos musicais muito alargado.

5 – O disco é lançado em regime de edição de autor. Porque é que a banda optou por esta via? Não há editoras a apostar nesta sonoridade ou não surgiu nada entretanto e decidiram levar a vossa avante, não deixando “morrer” o trabalho da banda?
É mesmo essa segunda hipótese. Ninguém se mostrou interessado em investir neste disco, e se essa parte nos teria que caber a nós, então não se justificava ter o selo de um editora. Penso que nesta fase de arranque da banda e com o mercado em baixa não é fácil arranjar quem arrisque um investimento num produto que não dá garantias. Não foi nada que não estivéssemos à espera. Já cá andamos todos há muito tempo, e não vamos deixar de passar a mensagem por uma questão destas.

6 – Como é que estamos de concertos de promoção ao disco? E em relação a outro tipo de promoção, tais como entrevistas, rodagem em rádios, etc?
O lançamento oficial do disco é no dia 16 de Fevereiro na Academia de Linda-a-Velha, e vamos ter uns quantos concertos a partir dessa altura. Antes disso só mesmo o concerto com os Italianos The Cummies no Espaço dos Desastres. Confirmado está também um concerto em Sintra no dia 23 de Fevereiro, e estamos a aguardar umas quantas respostas em relação a alguns concertos no norte e sul do país. Vamos tendo a agenda actualizada no nosso espaço do Myspace. Em relação a rádios o CD já chegou a algumas e sei que tem passado por exemplo na antena 3. As entrevistas vão chegando, mas penso que os meses de fevereiro, março e abril serão mais atarefados nesse sentido.

7 – Como vês a evolução da cena Underground nacional desde que nela entraste até hoje? Que bandas, editoras, promotores de concertos, revistas e outros da cena musical podes realçar?
Acima de tudo realço sempre as iniciativas de pequena dimensão, que se conseguem mexer quase sem meios e o fazem sem a interferência da indústria mais mainstream. De qualquer forma acho que hoje temos que ser melhores para entrar na cena musical. A fasquia subiu muito e isso agrada-me. É difícil ter uma opinião em relação à industria sendo-se músico... achamos sempre que não fazem o suficiente. Quando as bandas começam a crescer é que entendem que muitas vezes tudo se resume a números, e isso é muito desmotivante, mas é isso que faz mexer a indústria. Talvez ache que nos deixamos influenciar demasiado pelo que vem de fora e desvalorizamos muito o que temos cá dentro.

8 – Como é que surgiu a colaboração do João Pedro Almendra dos Peste & Sida?
Bom, este disco fala de persistência, e quem conhecer pessoalmente o João Pedro sabe que ele é um sobrevivente.
Há com certeza outros, mas ele é uma pessoa que reflecte exactamente aquilo que quisemos transmitir com este disco. Já nos conhecíamos, por isso foi simples e estamos muito satisfeitos. Foi sem dúvida uma mais valia.

9 – Tens agora espaço para deixar uma última mensagem aos leitores da Fénix.
Venham conhecer os GAZUA. Em disco ou ao vivo!!
E de uma maneira geral, não fiquem em casa agarrados aos computadores... vão aos concertos, a outros espectáculos e saiam para os copos com os amigos.
Um abraço a todos!!

Gazua: http://www.myspace.com/gazua

Questões: RDS
Respostas: João (vocalista e guitarrista)

Tuesday

NOFX – They’ve Actually Gotten Worse Live! (2007) – Fat Wreck Chords

Mais um disco ao vivo, o segundo, para estes veteranos do Punk Rock Norteamericano. Depois de “I Heard They Suck Live!” de 1995, de mais 5 álbuns de originais e alguns singles, esta característica banda decide gravar 3 noites no Slim’s em San Francisco e reunir 24 dos melhores temas (nenhum “repetido” do anterior ao vivo), entre os quais versões alternativas dos originais, versões eléctricas de temas acústicos e algumas raridades. O mesmo estilo de sempre, muito Punk Rock a meio caminho entre o melódico e a crueza do Punk da velha escola, velocidade, muito humor característico de NOFX (não o meu tipo de humor, mas a boa disposição está lá toda), algum Reggae e Ska. Asseguram eles na nota de imprensa que isto NÃO é um disco de estúdio com palmas adicionadas entre os temas. Hoje em dia já nem se sabe! Mas parece verdadeiro! Falta ainda referir que além do CD há também uma edição em vinil duplo para coleccionadores (vinil sempre!). Mais um lançamento típico NOFX que não irá desiludir os fãs da banda mas que também não lhes irá trazer novos. 80% http://www.fatwreck.com/ / http://www.nofx.org/
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NOFX + The Loved Ones - 18/11/07, Pavilhao Quinta Dos Lombos, Lisboa, Portugal
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Friday

American Steel – Destroy Their Future (2007) – Fat Wreck Chords

Nunca tinha ouvido esta banda Norteamericana até agora, altura em que me chegou à caixa de correio este fabuloso “Destroy Their Future”. Trata-se do seu 4º trabalho, o primeiro através de Fat Wreck Chords. Após um hiato de 6 anos, a banda regressa com este novo trabalho, o qual é composto por 12 temas que rondam os 35 minutos. Nota-se que o trabalho de composição é cuidado e há aqui muito boas ideias, bem aproveitadas e executadas, cativantes, com refrões e melodias orelhudos. A banda vai buscar influência a bandas e estilos tão díspares como The Clash, Crass, The Pogues, Pop Punk, Hardcore, Irish Folk, Soul, ou até mesmo o som da mítica editora Motown, entre outros, e isso nota-se perfeitamente na sua música, conseguindo criar estes um som variado mas com um certo grau de homogeneidade, o som American Steel. Recomendo. 85% http://www.americansteel.org/ / http://www.fatwreck.com/ / http://www.fatwreck.de/

Sunday

No Use For A Name – All The Best Songs (2007) – Fat Wreck Chords

O título já diz tudo. Este disco serve de comemoração dos 20 anos de carreira dos Norteamericanos NUFAN e reúne 24 temas de todos os álbuns da banda, além de 2 temas nunca antes editados. Pioneiros neste tipo de sonoridade mais melódica do Punk Rock / Skate Punk, os NUFAN mantiveram-se sempre no activo e este lançamento é uma celebração dessa teimosia em tocar a música que gostam. Nunca fui grande fã deste tipo de sonoridades e há poucas bandas que me agradem neste espectro, a não ser nomes como Bad Religion, Pennywise, e poucos mais, mas nomes como NUFAN, Lagwagon, NOFX e outros numa linha mais melódica, ou “cheesy” como dizem os Norteamericanos, orientada para os adolescentes, nunca foram o meu forte. De qualquer modo, duas décadas não são coisa para brincar, e isso apenas abona a favor dos mesmos, indicando que estão a fazer isto por gosto, que altos e baixos não os assustam (e já passaram por muitos), desde que os deixem tocar Punk Rock melódico. E podemos entrar na discussão do “ isto não é Punk” / “isto é Punk” / ”True Punk Vs Punk-Pop”, mas acho que não vale a pena. A atitude está lá toda, e se isso não é Punk, o que será? Venham mais 10 anos (pelo menos)! Falta ainda referir que o disco vem acompanhado de um livrete recheado de fotografias de todas as épocas da banda, estórias de membros / ex-membros, etc. Infelizmente o meu promocional não tem nada disso! Um documento essencial para os fãs da banda e ouvintes de Punk Rock melódico em geral. RDS
85%
Fat Wreck Chords: www.fatwreck.de / www.fatwreck.com

Saturday

Strung Out - Blackhawks Over Los Angeles (2007) - Fat Wreck Chords

Este é o novo trabalho de estúdio para os Californianos Strung Out. "Blackhawks Over Los Angeles" traz 12 novos na mesma linha musical de sempre mas com um produto final cada vez mais refinado. São pouco mais de 42 minutos de fusão Punk, Hardcore e Metal. Estão lá todas as características do Punk Rock melódico tipicamente Californiano, a velocidade e dureza do Hardcore, e os riffs e solos de guitarra e o peso da secção rítmica do Metal. Eu já gostava imenso dos anteriores trabalhos, em especial do anterior de estúdio "Exile In Oblivion" de 2004 e este novo disco traz mais do mesmo mas cada vez melhor. Rápido e pesado mas sempre com muita melodia, tanto a nível instrumental como vocal. Este é, até à data, o melhor disco dos Strung Out. Não consigo parar de ouvir esta obra de arte! Recomendo vivamente! Falta ainda referir que o disco foi produzido pelo vencedor de um Grammy, Matt Hyde (Slayer, Hatebreed), o tema de apresentação em formato de videoclip é "Calling" e há ainda uma edição limitada com um tema extra ("More than words"). RDS
95%
Fat Wreck Chords: www.fatwreck.com / www.fatwreck.de
Strung Out: www.strungout.com

Friday

Defying Control - In The Middle Of Life (2007)

Defying Control – Reflection (2007) – We Are All Liars / Go Off The Beaten Tracks / Rolling Anarky

Álbum de estreia para os Portugueses Defying Control. Eu já tinha gostado da maquete que eles me haviam enviado há uns tempos atrás e, por isso mesmo, aguardava com alguma expectativa, ou uma nova maquete, ou um disco de estreia. Ora aqui está o disco, o qual é uma edição conjunta de 3 editoras de distintas proveniências, e com distribuição nacional via Rastilho e Compact. Este disco segue na mesma linha da maquete que eu já conhecia, fusão de Punk Rock com algum Hardcore (na sua linha mais melódica), alguns toques de Metal (uns riffs aqui e ali) e até mesmo algum Emo (notória em passagens mais calmas). Para uma rápida descrição da sonoridade da banda, imaginem os Satanic Surfers com algumas passagens à la Metallica fase “Master Of Puppets”. Por vezes vêm à memória os extintos Gibberish (o tema “Turn It Off” faz mesmo lembrar estes portugas). Há por aqui ainda um par de participações especiais de membros de Switchtense e Devil In Me que servem apenas como isso mesmo, participações de amigos, pois estas não trazem nada de novo à faixa em questão, apenas um sentido de união no Underground nacional, o qual é sempre bemvindo e saudado fervorosamente. Não é nada de novo mas está bem feito e há aqui boas ideias bem executadas. Bem mais interessante do que o que algumas bandas Portuguesas andam a fazer sob a designação de Punk Rock. Ao todo são pouco mais de 33 minutos divididos em 10 faixas direccionados para quem gosta do material dos inícios da Epitaph e da Fat Wreck, ou seja, aquele Punk Rock bem rápido e com muita melodia, assim como para fãs de Satanic Surfers, NOFX, Bad Religion, Snuff, Screeching Weasel, Suicidal Tendencies, Ignite, Guns ‘N’ Wankers, Funeral For A Friend, Lagwagon, Trivium, entre outros. RDS
80%
Defying Control: www.defyingcontrol.com / www.myspace.com/defyingcontrol