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Monday

50 Frases Assacínicas

Assacínicos:
1 - Assacínicos: vivem numa cave e de vez em quando saem e regressam
2 - Ninguém Sabe Mas Tenho Medo…: de não regressarmos um dia
3 - … Foi Tudo Por Tua Culpa: que te auto-editámos
4 - Música: a próxima que vamos construir, é sempre a melhor
5 - Letras: o martírio de, só por vezes, ter imaginação para tal
6 - Estúdio: um stress muito bom
7 - Ao vivo: fumo ou não fumo? Bebo ou não bebo?...
8 - Rastilho: se não arder a bomba não explode
9 - Edição de Autor: dá mais gozo

Universos Musicais:
10 - Punk: è pena existirem poucos
11 - Hardcore: poucas ou nenhumas bandas, quando as há verdadeiramente o movimento “hardcore” da moda critica-as
12 - Metal: faz mais barulho que a madeira
13 - Gótico: movimento fantasioso, bom para fugir à merda da realidade
14 - Industrial: metal sem distorção
15 - Underground: só existe dissociado do mainstream, portanto para aqueles que se convencem de alternativos, o underground é será sempre uma miragem.

Bandas / Artistas:
16 - Mão Morta: se cantassem em inglês não nos comparariam, banda portuguesa de maior qualidade na actualidade
17 - Zeca Afonso: bom cantor, ficava apenas mal de capa e batina
18 - Sérgio Godinho: grande poeta e um dos primeiros rappers portugueses
19 - Mata Ratos: não aprecio, mas admiro a persistência
20 - Censurados: conheço-os apenas de “vista”
21 - Peste & Sida: afinal, mesmo que preferíssemos ECU´S… tivemos que levar com os euros
22 - Mler Ife Dada: a melhor banda portuguesa de sempre
23 - É M’as Foice: foice e ainda bem que não voltou
24 - Bizarra Locomotiva: banda de culto - bom
25 - Nihil Aut Mors: saudades de movimentos do género
26 - Belle Chase Hotel: não tenho pachorra para eles
27 - Alien Squad: a referência da terra – malta humilde e generosa - candidatos a Velha Guarda
28 - The Birthday Party: Nick Teenager
29 - Nick Cave & The Bad Seeds: Nick Senhor
30 - Bauhaus: na escola um rufia deu-me um estalo por lhe dizer de um modo invejoso que os betinhos é que gostavam dessas bandas (aquelas t-shirt´s eram caras e as calças elásticas justas também), mais tarde ao conhecer Bauhaus vim a adorá-los
31 - Tom Waits: o gajo quando era miúdo já tinha aquela voz?!!...se tinha, cresceu na solidão…gosto muito.
32 - Diamada Galás: women power
33 - Lydia Lunch: fala bem e canta mal.
34 - Nina Hagen: bela mulher de tomates, descarada.
35 - Einsturzende Neubauten: inovadores

Literatura:
36 - Kafka: retratou ao máximo a insegurança e a descompensação psíquica que (ainda) somos levados a viver nos tempos que correm
37 - Fernando Pessoa: urbano-depressivo iluminado
38 - J.R.R. Tolkien: não me consigo concentrar na leitura das suas obras, não nutro qualquer interesse por fadas, gnomos, hobbits e todos essas criaturas imaginárias
39 - Jules Verne: conheço relativamente as suas boas obras, nunca me despertou muito interesse
40 - Henry Miller: um escritor sincero, aquilo que todos os outros gostariam de ser, falta-lhes a coragem

Cinema:
41 - David Lynch: ver um dos seus filmes é sempre um bom exercício ao raciocínio interpretativo
42 - David Cronenberg: em miúdo passei muitas noites sem dormir por causa de “A Mosca”
43 - Alfred Hitchcock: adoro!
44 - Tim Burton: estilo único que apesar de conhecer bem consegue sempre surpreender-me
45 - Emir Kusturika: o verdadeiro Underground
46 - Quentin Tarantino: grandes diálogos quotidianos filosóficos. Realizador assumidamente feminista. Adoro esse seu lado.
47 - Monty Python: na comédia quando não se produz mais cai-se na saturação e já não me riu quando os vejo.

Geral:
48 - Portugal: Portugal…do que é que estás à espera?!...País de saloios que não trocava por outro
49 - Política: os nossos patrões existem, mesmo para quem pensa que não os tem, é deprimente.
50 - Religião: aquilo de que o país menos precisa para sair da ignorância


Assacínicos: www.myspace.com/assacinicos / http://www.assacinicos.blogspot.com/

Saturday

Checksound #4 - Junho 08

Já se encontra disponível para download o número 4 da revista online Checksound. Como habitual, algumas das críticas deste Fénix encontram-se por lá. O link para download da revista em formato pdf é o mesmo de sempre:
http://www.checksound.eu/

Assacínicos – …Foi Tudo Por Tua Culpa (2008) – Edição de Autor / Clube Anos 70 À Tarde

Ahhh! Ainda me lembro do 1º disco destes alienados da realidade, “Ninguém Sabe Mas Tenho Medo…” (Rastilho, 2004). “Oh! Ainda se faz deste tipo de material em Portugal? Fantástico!”. Assacínicos? O nome já prometia! A fusão de géneros, as letras, a vocalização, o cheiro de mofo a trazer à memória o Underground nacional dos 90s, estava tudo no ponto. Rock alternativo, Dark, Punk, Hardcore, Metal, uns toques de Rock Industrial e uma loucura fora do normal fazem o todo. Este novo “…Foi Tudo Por Tua Culpa” segue a mesma linha. Faz-me recuar no tempo, numa época em que o Underground nacional era ainda rico em propostas aliciantes. Juntem no mesmo caldeirão Mão Morta, Zeca Afonso, Sérgio Godinho, Mata Ratos, Censurados, Peste & Sida, Mler Ife Dada, É M’as Foice, Bizarra Locomotiva, Nihil Aut Mors, Culto Da Ira, Ocaso Épico, Belle Chase Hotel, Santa Maria Gasolina Em Teu Ventre, Kradiolina Nicotine, Ecos da Cave, … ufa! E nomes fora do panorama nacional? The Birthday Party é certo; e já agora um pouco de Nick Cave e os seus Bad Seeds; Bauhaus, talvez; Tom Waits, pois claro; e adiciono ainda o trio maldito de “femmes fatales” formado por Diamada Galás, Lydia Lunch e Nina Hagen. Einsturzende Neubauten; não me perguntem porquê mas tinha de incluir este nome nesta crítica. Vá-se lá saber porquê! Uma viagem sem retorno é o que se promete na audição desta maldita rodela cinzenta. Nunca mais serão os mesmos. Isso é certo. Não são vocês que não o vão conseguir largar, é ele que não vos vai largar. Larga-me se faz favor! Mas será que eu quero mesmo? Ele passa-me por cima, cilindra-me, sem dó nem piedade, e no fim, com o ventre aberto, as vísceras espalhadas pelo chão, num estado catatónico, mesmo assim, o meu braço direito eleva-se, o dedo indicador a tentar chegar mais uma vez ao botão play. Aaarrgghh! 95% www.myspace.com/assacinicos / http://www.assacinicos.blogspot.com/
RDS

Tuesday

Mata Ratos - Entrevista 2008

1 – Descreve os processos de composição e gravação deste novo disco “Novos Hinos Para A Mocidade Portuguesa”.
A composição em Mata-Ratos é um processo fluído ou melhor, caótico. Os temas e as letras vão aparecendo á medida que a nossa inspiração ou estado de embriaguez o permitam. Nunca escrevo uma letra a pensar em determinada música ou a banda nunca compõe uma música a pensar numa letra que já esteja escrita. Há uma série de letras previamente escritas e quando surge uma nova música verifico se alguma do repositório se pode encaixar. Acontece é a música e a letra música se alterarem em função uma da outra. Nunca permanecem com a sua estrutura inicial, como um mau vinho vão sendo “marteladas”. A excepção a este método de composição foi o tema “Trilogia Portuguesa” pois partiu de um desejo comum de todos os elementos em fazer um tema com uma cariz mais tradicional. Escrevi a letra e a música foi feita pelo Tiago a pensar na mesma. A intenção era algo como uma marcha popular mas estranhamente acabou por soar a Tuna o que significa que não temos a mínima ideia do que é fazer música tradicional portuguesa...

2 – O disco foi gravado e produzido pelo Makoto Yagyu (If Lucy Fell) nos Black Sheep Studios. Como é que foi trabalhar com alguém mais novo e que tem outro tipo de background musical?
A relação com o Makoto foi boa e o facto de ter outro tipo de background musical constituiu uma mais valia para nós. Deu sugestões que contribuíram positivamente para o disco ficar mais “sumarento”. Na produção somos umas nódoas e necessitamos de ser bem encaminhados. De resto ficamos a dever-lhe uma garrafa de bom whisky que algum dia teremos que pagar...

3 – Este disco saiu muito mais Hardcore que os trabalhos anteriores, e com uns riffs de guitarra até mais “pesados”, embora mantendo aqueles sing-a-longs característicos da banda. Isto foi propositado ou o “input” dos membros mais recentes tem algo a ver com isto?
O Arlock Dias (Tiago) é neste momento o compositor principal dos Mata-Ratos e é um apreciador de metal e sonoridades mais pesadas, a produção do Makoto também contribuiu para esse resultado. Mas é sempre uma surpresa com as coisas resultam em estúdio. Quanto estamos na sala de ensaio as condições acústicas deixam algo a desejar e a coisa acaba por soar a punk “rafeiro”...

4 – “Novos Hinos Para A Mocidade Portuguesa” contém alguns temas mais atípicos, ou talvez não, ao som Mata Ratos, tais como “Uma Trilogia Portuguesa”, “Carreira De Sucesso” / “Os Pratos Da Balança (ambos com uma orientação mais Rock ‘n’ Roll que o habitual), “Entrecosto Emocional”, o solo Rock / Blues em “Outra Rodada”, a introdução linha Zeca Afonso (a nível musical) em “Inocente O Doente” (tema recuperado da demo de 88) ou a introdução “Learn Portuguese With António”. Como surgem estes temas ou experiências?
Não somos Talibans do punk. Será sempre para nós aquilo que quisermos. Escutamos música bastante diversificada o que acaba por nos influenciar e as propostas “bizarras” vão surgindo naturalmente. É algo que nos obriga a combater a inércia e o comodismo de recorrer ás formulas feitas e andar sempre a bater na mesma tecla. Não condenamos a prática mas não é a nossa cena. Também não esquecemos a nossa herança e os temas antigos estarão sempre presentes no nosso set porque nos dão gozo em tocar e a outros em escutar. Na medida em que a nossa competência técnica o vai permitindo, vamo-nos aventurando ao ataque a novas sonoridades. Daqui a trinta anos, se ainda por cá estivermos, se a figadeira, os pulmões ou os neurónios o permitirem, deveremos estar a fazer música erudita ou embrenhados num experimentalismo folk-nacionalista electro-acústico de vanguarda.

5 – Neste disco contam com a participação especial de Jorge Bruto dos Capitão Fantasma. Como é que surge esta colaboração? São fãs dos Capitão Fantasma, outra banda que, apesar de algo irregular em edições e actuações ao vivo, ao contrário de Mata Ratos, se mantém activa ainda hoje?
Já conheço o Jorge desde o inicio dos anos 80 e sempre tivemos uma boa relação. Enquanto compositor da letra achei que a voz dele se enquadrava que nem ginjas e a temática também não anda longe do universo explorado pelos Capitão Fantasma. Ele aceitou o convite e ainda bem. Quanto a ser fã nem por isso, não sou dado a fanatismos, mas respeito muito a obra e percurso dos C.F. Mas admiro sobretudo o Jorge como pessoa.

6 – Todo o artwork do disco é da autoria do Alexandre Bacala. Porque a opção pelo seu trabalho? Agrada-vos o resultado final?
O Bacala é um cromo das artes, um verdadeiro espirito renascentista. Já foi membro dos Mata-Ratos como baixista e baterista. Foi também um dos principais compositores de Mata-Ratos após a saída do Pedro Coelho. A maioria dos temas do “És um Homem ou És um Rato?” são fruto da sua inspiração. Como artista gráfico é também muito versátil. Foi ele que se ofereceu para trabalhar a arte neste CD e nos nem hesitamos em aceitar a sua oferta. 5 Estrelas.

7 – No cenário Punk e Hardcore as letras são tão ou mais importantes que a música. Que assuntos são retratados nas letras deste disco?
Para além das habituais odes etílicas e reflexões em torno dos viciosos hábitos e costumes nacionais que tudo entravam, abordam-se temas como a ineficaz justiça, o impotente sistema de saudade, o ridículo sistema educativo, o lixo televisivo e a psicose sexual como metáfora alimentar, por exemplo.

8 – Os vossos trabalhos têm sido lançados quase ao ritmo de um por editora. É assim tão difícil manter a banda numa única editora? Como é a vossa relação com a actual, a Rastilho Records, que também lançou o disco ao vivo “Festa Tribal” em 2005?
Difícil é que as editoras se mantenham em actividade ou que não tenham receio dos Mata-Ratos ou de editar a nossa música. Não somos muito “press friendly.” Também não nos agrada nem nos podemos dar ao luxo de ter amarras e sinceramente creio que as editoras são uma espécie em vias de extinção, que provavelmente com o tempo serão substituídas por outro tipo industria como os operadores de telemóveis. A relação com a Rastilho é boa e consideramos esta editora como um referencial a ter em conta e a louvar em termos de promoção e divulgação das bandas que edita, coisa rara entre as editoras com as quais os Mata-Ratos já trabalharam. A atestar isso está o facto de este não ser o primeiro disco dos Mata-Ratos a sair pela Rastilho.

9 – A banda tem passado por diversas mudanças de formação durante todos estes ano e, inclusive, neste momento tem músicos que vivem em diferentes locais do país. Como é que lidam com este tipo de situação, mudanças de formação e a actual separação geográfica dos músicos?
Sempre foi complicado mas isso é também um factor de motivação, nunca saber o dia de amanhã...Convivemos com a situação, para o bem e para o mal, só lamentos a nossa produção musical não ser o dobro ou o triplo do que actualmente conseguimos.

10 – Ao longo destes anos a banda tem feito fãs entre o público de diversas proveniências (Punk, Hardcore, Metal, etc), partilhando inclusive palco com bandas das mais variadas vertentes musicais. Vocês não são uma banda que, tal como muitas outras puristas do cenário Punk (e noutros cenários também é o mesmo), mantêm uma mente fechada e que só toca com bandas do mesmo género. Trata-se de uma questão de mentalidade, mente aberta, união, ou apenas querem é tocar, seja lá onde for?
É um pouco de tudo aquilo que referes, mente aberta, união e tocar seja lá onde for e com quem for desde que seja em eventos não políticos. Agrada-nos tocar com bandas que não se sintam incomodadas em tocar com Mata-Ratos. Não somos puristas e consideramos que reclamar alguma pureza musical no punk é ridículo, quando nasceu estava já a beber em outros géneros e estilos anteriores, mostrou-se sempre aberto á mudança, á hibridez musical. O purista é revivalista, a nossa cena é outra. Nada de pureza, muita sujidade.

11 – Por falar em tocar ao vivo, como é que têm corrido os concertos de suporte a este disco?
Correm bem, mas não serei a melhor pessoa para avaliar a situação, tem sido escassos, não por falta de convites – ficamos surpresos com a quantidade de propostas para tocar após o lançamento dos “Novos Hinos” - mas porque de momento estamos com problemas pessoais que nos impedem de levar um pouco de caos a quem dele tanto necessita. Mas a situação está em vias de resolução e em breve a demência estará novamente na estrada.

12 – A banda tem diverso material editado, tais como splits, 7”s, demos, tributos, e outros, que são extremamente difíceis de adquirir pelo público. Até mesmo alguns álbuns já estão esgotados ou são dificílimos de encontrar. Sei que é algo difícil, por questões de direitos de autor e registos fonográficos, mas já pensaram em reeditar algum desse material? Algo do género de um “Xu-Pa-Ki 1982-1997” parte II.
Sinceramente não sentimos essa necessidade. Apesar de o público não conseguir adquirir pode sempre fazer download da internet. Há sempre um ou outro blog que vai postando a nossa obra. Não combatemos, agradecemos. Preferimos perder tempo a lançar novo material. O facto de a obra estar espalhada por uma mão cheia de editoras também não facilita a realização de um projecto desse tipo. Poderíamos sempre gravar de novo os temas mas não nos vejo a embarcar nessa aventura. Gravar ao vivo ou editar um DVD parece-me mais provável acontecer.

13 – Como é que vês a cena Punk / Hardcore / Metal nacional actualmente? Que bandas, editoras, promotores, revistas, etc, te chamam a atenção?
Ando muito desligado e já á algum tempo que deixei de ir a concertos. Limito-me praticamente as bandas que tocam com Mata-Ratos e aos concertos das outras bandas dos actuais Mata-Ratos. Parece-me ter havido um amadurecimento, bandas tecnicamente mais competentes, sobretudo no universo do Metal em que bandas como Web, Painstruck, Wako ou Holocausto Canibal causam-me admiração. Do Punk agradam-me bandas como Fora de Serviço, Anti-Clockwise, Hellspiders, Pestox e Eskizofrenicos. A minha banda portuguesa de eleição são os Bunny Ranch. Das editoras a Rastilho parece-me estar bem. Não conheço o trabalho de outras. Quanto a promotores continuo a preferir auto didactas amantes de música que se aventuram para a levar ao vivo a lugares onde sem eles ela nunca chegaria. A HellXis de Lisboa, a Cooperativa de Otários do Porto, O Rodas do Portorio, o Rocha Produções de Mangualde ou a Spear Agency de Cascais, entre outros, parecem-me estar a fazer um bom trabalho em tornar a passagem por Portugal uma etapa regular do circuito europeu de música underground.

14 – Já agora, a pergunta de cariz político. Directo e simples: como vês a situação do país hoje em dia (emergências hospitalares a serem fechadas, baixas recusadas a doentes extremos, investimento em estádios de futebol novos e caríssimos, o estado do serviço de educação escolar, a contínua e inabalável crença em Fátima, a típica mentalidade Portuguesa, etc)?
Como o comum “zé da esquina” que sou, vejo sempre o quadro pintado em tons de cinzento escuro a mandar para o encardido. Não prevejo mudanças positivas se não houver uma revolução de mentalidades. Algo que só será sensível após algumas gerações mas que tarda a começar. Portugal está demasiado amarado ao seu passado, de uma forma algo doentia. Muita gente continua presa a visões messiânicas de que Portugal tem um papel especial a desempenhar no mundo e ficam á espera que um gajo de colants que desaparecer em Alcácer Quibir volte para salvar a malta ou que venha o Quinto Império que nos afirmará perante o resto do mundo. Portugal tem um papel a desempenhar no mundo como qualquer outro país, não é mais nem menos do que os outros. Portugal não tem nada de especial. Há que esquecer toda essa trampa e as visões saudosistas, começar a trabalhar BEM e deixar de lado as lamurias. É bom ser português. Ponto final, agora ao trabalho. Convém também que os políticos passem a ser punidos pelas péssimas opções que tomam em nome do povo português. Pelo que vemos, são é paradoxalmente recompensados com louvores, reformas e benesses que não lembram ao diabo ou ao menino Jesus. E nós a vê-los passar. Esta mentalidade é que tem que mudar. Temos que ser todos socialmente mais responsáveis. Esperanças? Nem por isso.

15 – E em relação ao resto do mundo? A “polícia do mundo” USA e o Bush; o Iraque; o Hugo Chavez e a Venezuela e a sua actual ligação a Portugal; a União Europeia, etc.
O mundo caminha para o abismo o que até me parece um bom desfecho para a humanidade. Afinal não é o homem o animal mais estúpido do planeta? Já extingui-mos quase todas as outras espécies animais e vegetais, por isso que a espécie humana morra depressa. Não vai deixar saudades.

16 – Que discos tens ouvidos ultimamente que recomendes? E filmes? E livros?

Estou a viver um período da vida sobrecarregado (trabalho, aulas, banda, família) e quando chego a casa não oiço música, limito-me a cair e dormir com a boca para o lado a soltar baba. Só no carro escuto música que passa muito pelos anos 60 e 70. Especialmente Soul e Rhythm and Blues. Tudo o que venha da Stax/Volt já faz o meu dia feliz. Algum Funk e Boogaloo também entram bem. Os primeiros discos dos Beach Boys, “Surfin Safari” e “Surfin USA”, quando ainda faziam música Surf com classe, também estão no meu top de escutas. De música portuguesa rodam Taxi, o álbum “Forte e Feio” dos NZZN, uma compilação de singles dos UHF, As “Trips a Moda do Porto” dos Trabalhadores do Comércio, uma compilação de singles da Adelaide Ferreira. O mais pesado de momento será o CD “Run for Cover” dos Pro-Pain e o Live in a World Full of Hate” dos Sick of It All. De punk uma compilação dos Operation Ivy, de metal um álbum de Blitzkrieg, não me recordo agora qual. Tenho também escutado música tradicional/popular de cariz rural. Também roda a compilação “Easy Tempo Vol.2. The Psycho Beat” com temas de bandas sonoras de filmes italianos dos anos 70, o “Live At The Club A GoGo” dos The Animals, compilações “manhosas” de Suzi Quatro e Sweet; o “Ready an’ Willing” dos Whitesnake, o “Attack of the Killer B’s” dos Anthrax, e diversas compilações da “Funky 16 Corners Radio”, blog excepcional de música funk e soul. A maioria da música que escuto no carro são no suporte CDR com músicas sacadas na net, sobretudo em blogs de música. Continuo a comprar CDs e vinil regularmente de diferentes géneros e estilos musicais.
Filmes não tenho visto grande coisa nos últimos meses, nem vídeos ou DVD’s. Os últimos que me recordo de ver foram “The Beach Boys. The Lost Concert”, um concerto ao vivo nos anos 60 quando eles estavam no seu melhor e “Respect Yourself. The Stax Records Story” um documentário sobre a editora e os seus músicos. A televisão provoca-me um efeito soporífero pelo que pouco a vejo, sobretudo limito-me aos noticiários e documentários.
Quanto a livros ando a ler e recomendo “The Study of Ethnomusicology. Thirty-one Issues and Concepts” de Bruno Nettl, “Vozes do Povo. A Folclorização em Portugal” organizado por Salwa Castelo-Branco e Jorge Freitas Branco, “ “Babylon’s Burning. From Punk to Grunge” de Clinton Heylin, “Ilmatar’s Inspirations. Nationalism, Globalization, and the changing soundscapes of Finnish Folk Music” de Tina Ramnarine e “Memórias do Rock Português” de Aristides Duarte.

17 – Que projectos têm para o futuro próximo?
Já estamos a trabalhar num novo disco, incluirá uma série de temas antigos de Mata-Ratos que nunca tiveram a oportunidade de um registo em estúdio e um par de novos temas. Há planos para um DVD.

18 – Tens agora espaço para deixar uma última mensagem aos leitores do Fénix.
Que o gosto pela música nunca vos abandone. E que a cerveja nunca se acabe, claro.

Questões: RDS
Respostas: Miguel (Voz)

Saturday

Checksound #3 - Maio 2008

Já está disponível o #3 da Checksound, referente ao mês de Maio de 2008. Além das já habituais fotoreportagens, inclui também críticas aos novos trabalhos de: Riding Pânico, We Are The Damned, Ufomammut, Incrave, The Peacocks, Siena Root, Deadline, Thee Merry Widows, P.Paul Fenech, Phanatos, Dead To This World, Astrolites, The Buckshots, Nosey Joe & The Pool Kings, Destinity, Fires Of Babylon, Panchrysia, Mourning Beloveth, Soilent Green, Dornenreich, At The Soundawn, ... todos estes disponíveis anteriormente na Fénix, além de muitas outras de outros colaboradores.
O download é gratuito e pode ser feito em: http://www.checksound.eu/

Thursday

Amebix – No Sanctuary: The Spiderleg Recordings (2008) – Alternative Tentacles

Antes de terem lançado o clássico “Arise”, em 1985, os míticos Amebix editaram algum material na Spiderleg, editora da responsabilidade de membros de Flux Of Pink Indians. “Who’s The Enemy” (EP 1982), “Winter” (Single 1983) e “No Sanctuary” (EP 1984) são os títulos em causa. Ao longo dos anos, estas gravações têm vindo a ser alvo de inúmeras edições pirata de baixa qualidade. Quase 25 anos depois, a banda conseguiu pôr as mãos nos masters, que se encontravam nos Southern Studios a apanhar mofo. Este disco é o resultado dessa recuperação e, pela primeira vez em cerca de 25 anos, temos direito a uma edição oficial destas raridades. Devidamente remasterizados por Jello Biafra e George Horn, estes temas vêm embalados no sempre bemvindo formato digipack e acompanhados por livrete com artwork original, artwork novo da autoria de John Yates, letras e texto escrito pelo vocalista / baixista Rob “The Baron” Miller. Quanto à música, o que dizer? São os Amebix! São os primórdios de uma das mais míticas bandas Anarcho-Punk / Metal. Um nome que influenciou inúmeras bandas nos cenários Punk e Metal e cuja música, mensagem e atitude ainda hoje continuam a ser válidas. Além das razões óbvias, este disco tem um sabor especial extra porque marca a reunião da banda, neste ano de 2008. Resta ainda informar os fanáticos do vinil de que há uma edição especial em LP com um 7” bónus. Aproveitem. Em CD ou LP, é uma aquisição obrigatória. 100% http://www.amebix.net/ / www.myspace.com/amebixuk / http://www.alternativetentacles.com/
RDS

Tuesday

Checksound #2 - Abril 2008

Já se encontra disponível o número 2 da revista online Checksound. Além do forte conteúdo fotográfico, incluem-se também muitas críticas a discos. Metal, Punk, Hardcore, Gótico são alguns dos estilos abrangidos. Uma especial atenção ao panorama nacional marca presença. Alguns dos reviews mais recentes do Fénix também se encontram por lá. É gratuita e o download pode ser feito neste link: http://www.checksound.eu/

Wednesday

Total Chaos – Avoid All Sides (2008) – People Like You Records

Mais uma descarga destes Punk Rockers Norteamericanos no activo há cerca de 18 anos. Depois de uma colectânea a marcar os 17 anos, e consequente digressão, não perdem tempo e gravam mais 13 temas de Punk da velha escola americana. A linha não muda muito. E para quê? Está muito bem assim. Neste “Avoid All Sides” deixam de lado, por momentos, algumas das influências Rock ‘n’ Roll e Streetpunk do anterior disco para se dedicarem a um Punk bem sujo, agressivo, sempre a abrir, com letras sócio-políticas com especial incidência no actual estado de tensão que se faz sentir nos USA. Não chega à meia hora de duração e nem precisa. É assim que se querem estes discos, curtos mas intensos. Punk As Fuck! 85% http://www.totalchaospunx.com/ / www.myspace.com/totalchaospunx / http://www.peoplelikeyourecords.com/
RDS

Monday

V/A - "Círculo De Fogo #4 Melomania" (2008)

V/A - "CÍRCULO DE FOGO #4 MELOMANIA"
download + info @ http://www.circulodefogo.com/
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data de edição: 04/02/2008
[metal rock punk hardcore gothic prog]
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Visitem http://www.circulodefogo.com/ e façam o download (gratuito & autorizado) da e-compilação "CÍRCULO DE FOGO #4 MELOMANIA". Contém 18 bandas portuguesas, direccionadas para as várias tribos do metal, do rock, do punk, do hardcore, do gótico e do progressivo: Anti-Clockwise, [Before The Rain], DawnRider, ForGodsFake, Guernica Havoc, Holocausto Canibal, In Solitude, Malevolence, Profusions, Rebellion, Reptile, Simbiose, Teia, The AllStar Project, Thee Orakle, The No-Counts Doctrine Of Mayhem, The Sorcerer, WinterMoon.

Outras e-compilações disponíveis @ http://www.circulodefogo.com/:

"CÍRCULO DE FOGO #1 ATAQUE": Angriff, Assacínicos, AtlantheA, Azagatel, Barafunda Total, Decreto 77, Dr. Salazar, EnChanTya, Ho-Chi-Minh, Hyubris, Mindfeeder, Process Of Guilt, Raw Decimating Brutality, Sanctus Nosferatu, Tantra, The Ransack, TwentyInchBurial, Web.

"CÍRCULO DE FOGO #2 RITUAL": Alkateya, Bizarra Locomotiva, Colisão Frontal, Decayed, Defying Control, [F.E.V.E.R.], Filii Nigrantium Infernalium, Mata-Ratos, Men Eater, Obscenus, Prophecy Of Death, Shadowsphere, Tara Perdida, The SymphOnyx, Timeless, Underneath, Urban Tales, We Were Wolves.

"CÍRCULO DE FOGO #3 PULSAR": Assemblent, BlackSunRise, Bulldozer, BudHi, Drakkar, Dr. Zilch, Ethereal, Forgotten Suns, Millennium, Morbid Death, Namek, Painted Black, Prison Flag, Skypho, The Fire, Theriomorphic, Vittrah, WitchBreed.

V/A – Portugal Índio Contra As Comemorações Dos Descobrimentos (06) & Compilação Antimilitarista Ibérica (06) – Deflagra

O blogue Deflagra reeditou em CD duas das compilações, da primeira metade da década de 90, do colectivo Crack! Inicialmente editadas em K7, estas compilações são “Portugal Índio Contra As Comemorações Dos Descobrimentos” (1992) e “Compilação Antimilitarista Ibérica” (1994). A primeira, tal como título indica, é composta apenas por bandas nacionais. Incluem-se Alcoore, Noites De Nevoeiro, X-Acto, Desordeiros, Hipocondríacos, Inkisição, Evisceration, Subcaos, P.V.L.A., Culto (O)Culto, K.E.G., Corrosão Caótica e Humor Cáustico. Bandas de Punk, Hardcore, Grind e Experimental reuniram-se para demonstrar o seu desagrado para com o questão retratada no título da colectânea. A segunda já reúne bandas Portuguesas e Espanholas. Arrghh!!!, Barrakos, Simbiose, Foragidos Da Placenta, Ostakulo, Kuero, Ezin Izan, Kloakao, Booby Trap, K.N.O., Caos Social, Mol e Estado De Sítio. Mais uma vez o título indica a causa em questão. Em termos estilísticos esta colectânea não foge muito do universo Punk / Hardcore / Crust.
A descrição dos originais está feita. E quanto à reedição em CD? Quando soube disto fiquei logo em pulgas para ouvir este material de novo. Tenho a “Portugal Índio…” no formato original em K7, mas a “Antimilitarista”, infelizmente, nunca cheguei a adquirir. Ora, o que aqui se encontra não são edições profissionais. Passaram as fitas originais para o formato digital, de um modo caseiro e não muito competente, gravaram em CD-Rs, “formataram” as capas e livretes originais para o formato CD, fotocopiaram, rasgaram (sim, porque vêm rasgadas e não cortadas à tesoura, sequer) e “voilá”, está feita a reedição.
Isto pode ser visto pelas duas perspectivas. Os originais já eram edições Underground, K7s gravadas, capas fotocopiadas. Aqui mantém-se o carácter Underground. O que interessa são os temas subjacentes, os ideais, a causa. Até porque os temas em questão ainda se mantêm actuais. Por outro lado, estas peças de histórias do cenário Underground Português e Espanhol mereciam outro tratamento, melhor apresentação, melhor som. Quanto mais não fosse pelo devido respeito às bandas incluídas. Além disso, o preço unitário é exagerado tendo em conta este tipo de apresentação geral. 10 euros é mesmo muito. A minha modesta opinião, é claro! Conseguia-se fazer melhor com o mínimo de recursos, pois hoje em dia está tudo mais facilitado, e ainda se vendia por uns 5 ou 6 euros.
De qualquer modo, está-me a dar um gozo enorme reviver todas estas bandas e faixas, pois eu vivi o Underground com mais intensidade na primeira metade da década de 90, daí ter apanhado toda esta onda de bandas, editoras, colectivos, etc.
Aconselhado a quem viveu esses tempos, quem tem os originais em K7, amantes da M.M.P. e Underground, coleccionadores e saudosistas.
Já agora, nos CDs refere-se que as gravações podem ser copiadas, alteradas ou difundidas, sendo apenas necessário registar apenas a fonte. Por isso mesmo, espalhem estas peças de história, não as deixem morrer!

Para comprar os CD-Rs ou para mais informações, contactem o Nunes Zarelleci do Deflagra:

http://deflagra.blogspot.com/

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Thursday

Infected Records DIY

A Infected Records DIY é uma editora independente lusa e, tal como o nome pode indiciar, apoia-se na ideologia “do it yourself” (faça você mesmo), tendo como orientação o Punk e o Hardcore. A maior parte das suas edições são demos e EPs em CD-R com capas fotocopiadas (a cores), tendo ainda alguns lançamentos conjuntos com outras editoras. O João Alves da Infected enviou-me algum material que passo em revista a seguir.

Inicio com “Estaca Zero!”, demo dos Portugueses Zero À Esquerda, datada de 2005. São 5 temas com influência directa de Censurados, Peste & Sida e K2O3. Punk sing-a-long com carácter interventivo e muito humor à mistura (a fazer lembrar as bandas já citadas). Há ainda tempo para um tema Ska (“E Tu A Vê-lo Fugir”) e outro Reggae (“Curtir Até Cair”). As letras são muito simples e algo “naive” até. Gosto disto mas com algum cuidado adicional nas letras ficava ainda melhor. 65%

Seguem os Sat On The Cat com “Once we went to the Ritz Club to see Murphy’s Law but they didn’t show up” (2007). EP com 3 temas originais e uma versão de “Spaceman” dos Babylon Zoo. Punk Rock speedado mas melódico linha Satanic Surfers, NOFX, Lagwagon, e outros que tais. Também com muito humor à mistura. Gosto muito da parte instrumental mas, tal com a banda anterior, as letras são muito simplórias. Se há alguma dificuldade em escrever em inglês, então mais vale ficar escrever e cantar em Português. A versão já referida é que era algo escusada. Qual é afinal a “mística” deste tema? Já não é a primeira vez que ouço uma versão do mesmo. Além disso, nem a roupagem apunkalhada que aqui se encontra o safa! 65%

“Anthems From The Cities” (2007) é um EP que reúne os Finlandeses Flippin’ Beans (www.myspace.com/flippinbeans) e os Portugueses Decreto 77 (www.myspace.com/decreto77). São 3 temas para cada uma das bandas. Segundo parece os Flippin’ Beans deram por encerrada a sua curta carreira há bem pouco tempo. É pena! O seu Punk Rock rápido e melódico linha Pennywise é bem interessante. Bad Religion, Descendents, The Living End e outros que tais também podem ser apontados como influências. O tema “Die Die Die” é uma fantástica malha de Punk Rock melódico. Mais uma vez, é pena a separação. Os Decreto 77 andam numa linha mais velha escola que tanto vai beber à linha mais melódica como ao Punk 77 ou ao Hardcore straight-edge e Norteamericano em geral dos 80s. Poison Idea, Circle Jerks, Minor Threat, Teen Idles ou Mata Ratos, por exemplo, vêm à memória. Gostei muito mas soube-me a pouco! Esta é uma edição conjunta com a Finlandesa Fast Rock Factory (http://www.fastrockfacytory.fi/). 85%
Entramos agora no material vindo do estrangeiro. Os Skarmento (http://www.skarmento.com/) são Galegos e este é o disco “Musica Anti-Sistema” (2006), uma edição conjunta da Infected com mais 9 editoras europeias. Sempre gostei muito do Hardcore Galego. Bandas como Mol, Me La Pela, Dirty Barriguitas, Fame Neghra, etc, fizeram a banda sonora de uma adolescência imersa no Underground deste vosso amigo. Os Skarmento fazem-me lembrar esses tempos. Hardcore rápido mas com alguma melodia e alguns toques Punk Rock tipicamente Espanhol. A maior parte dos temas são vocalizados em galego. Fantástico! O melhor disco desta fornada. Entre uma introdução e 12 temas originais há ainda tempo para 3 versões. Uma é “Santiago de Chile”, original da qual não sei a quem pertence. Na ficha do disco aparece creditada a Sílvio Rodriguez. Há ainda letras adaptadas para temas de The Exploited (“Punk’s Not Dead” transformada em “Muerte Al Rey”) e Cock Sparrer (“Están Ardendo as Rúas”, não consigo identificar o original). 90%

Hate Is Just A Feeling (http://www.hateisjustafeeling.com/) é uma banda Sueca que viu este “The Road To Kingdom Come” (2007) lançado pela Infected em parceria com a Britânica Record Rebellion (www.myspace.com/recordsrebellion). 12 temas compõem este álbum pleno de temas Hardcore com toques Folk-Punk e Streetpunk. Pode-se apontar nomes como Dropkick Murphys, D.O.A., Rancid, Roger Miret & The Disasters, Bouncing Souls, Murphy’s Law ou outros. Não é do melhor no género, mas até se ouve bem. Já tenho ouvido muita coisa má nesta linha mas este safa-se. Um novo trabalho deve vir melhor. 70%

Junto com as edições Infected foi-me enviada também uma Demo dos Belgas Gino’s Eyeball (http://clix.to/ginoseyeball). São 3 temas de Punk Rock melódico linha Satanic Surfers, NOFX, Lagwagon e outros nomes da Fat Wreck Chords ou da Burning Heart dos inícios. Mais do mesmo, portanto. Não é mau, pelo contrário, está bem feito, mas é cliché demais para o seu próprio bem. Além disso, o som nesta Demo não é dos melhores. Isto tudo a propósito da Infected estar a preparar a edição do disco de estreia desta banda para 2008. Aguarda-se o disco então. Pode ser que um som melhor e um pouco mais de experiência nos proporcione algo melhor. 60%

Ufa! Finalmente o último CD! Este é mais fácil de criticar. Trata-se de uma compilação em CD-R. Contém 21 temas para o mesmo número de bandas. É a típica compilação de editora que dá a conhecer as bandas com quem esta trabalha ou trabalhou. Desde o Punk 77 ao Hardcore mais “old school”, do Punk Rock melódico ao Streetpunk, passando pelo Post-Hardcore, há um pouco de tudo. Este nem leva pontuação.

Infected Records DIY: www.myspace.com/infectedrecordsdiy

RDS

Tuesday

Rosemary – Tracks For A Lifetime (EP 2006) – Minimal Chords

Os Rosemary são Franceses e este é o seu novo trabalho de estúdio, depois de outros 7 registos (entre demos, gravações ao vivo, etc). Ao todo são 8 temas que não chegam aos 25 minutos de duração. Até parece que estou de novo nos inícios da década de 90 e no liceu. A minha camisa de flanela atada à cintura, as calças de ganga apertadas e já todas gastas, as primeiras bebedeiras, as festas, os primeiros concertos. Porquê esta sensação? Os Rosemary fazem lembrar uma única banda e, para restringir ainda mais, apenas uma fase da sua carreira. Os Nirvana! Mas não os de “Nevermind” ou “In Utero” mas sim os Nirvana mais apunkalhados da fase “Bleach” e “Incesticide”. E isso é mau? Se fosse lançada na altura, esta maquete até nem seria levada a sério no meio de tantas outras bandas iguais. Ainda se lembram da inundação de bandas, maquetes e discos de Grunge que se deu em todo o mundo? Pois hoje até soa muito bem, com um certo tom de melancolia, é certo, mas até nem soa datada mas sim fresca e cheia de força e vigor! A gravação foi feita no seu local de ensaio mas está com bom som e mantém até aquela aspereza típica do género. Soa forte, descomprometido, com um ambiente de diversão. Depois de tantos registos de demonstração, falta o disco de estreia! Para os saudosistas e rockers em geral. 85% http://www.minimalchords.org/ / www.myspace.com/myfavoriteonerosemary
RDS

V/A – Tributo A Mão Morta – E Se Depois… (2007) – Raging Planet Records

1 – Dead Combo – Aum: Versão instrumental. Um tema sinistro como é “Aum” transformado numa fusão canção de embalar / Easy-Listening / Fado. Boa abertura de disco.
2 – WrayGunn – E Se Depois: Esquisito ouvir este tema Rock numa versão Electro Tango / Blues Rock. A visão dos WrayGunn deste tema. No mínimo interessante. Voz feminina.
3 – CineMuerte – Chabala: Versão Electropop / Gótico / Rock pelas mãos deste duo. Uma transformação do original ao Universo bem característico de CineMuerte. A voz feminina adiciona uma outra dimensão ao refrão. Gostei muito.
4 – Dr. Frankenstein – Anjos Marotos / Marraquexe (Pç. Das Moscas Mortas): Mais uma versão particular. Fusão de dois temas. Surf Rock instrumental com passagens spoken-word em tom lo-fi. Gostei. Simples mas funcional.
5 – The Temple: Budapeste (Sempre A Rock & Rollar): Uma das melhores versões. Este clássico, um dos mais conhecidos pelo público em geral, é aqui transformado num típico tema The Temple. Se não conhecesse o original diria que é mesmo um tema dos Temple. Fantástico!
6 – Bunnyranch – As Tetas Da Alienação: Blues Rock / Retro Rock. Os BunnyRanch apoderam-se do tema dos Mão Morta e fazem-no seu. Gostei.
7 – Balla – Oub’Lá: Um tema Rock tão forte como este, com uma letra agressiva, soa esquisito numa versão Electropop / Easy-Listening / Cabaret. A letra já não soa tão agressiva, anárquica, politicamente incorrecta mas sim… sarcástica, dissimulada, perigosa. Gostei da dicotomia letra / (novo) instrumental.
8 – Volstad – É Um Jogo: Outra das minhas versões favoritas. Versão Gótica / Dark Rock. A letra soa mais negra, intensa e depressiva. Muito bom!
9 – Houdini Blues – Charles Manson: Já conhecia esta. Por mais que ouça esta versão, soa-me sempre extremamente esquisita. Os Mão Morta numa linha Funk Rock / Disco-Sound / Electropop. O refrão está fantástico, o resto da letra é que soa desenquadrada e perde algum do seu sentido. Outra visão particular.
10 – [F.e.v.e.r.] – Vamos Fugir: Uma das melhores versões! Fantástico! Industrial Rock / Electro Metal / Gótico. Mais uma transformação do original ao universo característico da banda.
11 – D’Evil Leech Project – Cão Da Morte: Eu não consigo pensar noutro tema que se enquadrasse melhor naquilo que os D’Evil Leech fazem. Parece que este tema foi composto de propósito, tanto a nível instrumental como lírico, para o Electro / Industrial / Death Metal destes senhores. Gostei.
12 – The Ultimate Architects – Bófia: Versão Electro / Experimental / Industrial / Dark para “Bófia”. Gostei do resultado final. Letra muito bem enquadrada no instrumental de cariz electrónico. Uma outra maneira de ouvir os Mão Morta.
13 – Acromaníacos – Reví A Malvada Prima: Hardcore. Não sou grande fã do humor brejeiro dos Acromaníacos (o meu é mais linha Britânica, sarcástico, menos directo) mas esta versão está muito boa. Com o avançar do disco ouvem-se 1001 maneiras de refazer o universo Mão Morta, já por si bem ecléctico.
14 – Demon Dagger – Anarquista Duval: Thrash Metal. Outra que já conhecia. Já tinha ouvido ao vivo. Na altura soou apenas um pouco mais pesada que o original, nada mais. Esta versão de estúdio já me soa muito melhor. Gosto muito.
15 – Mécanosphère – Istambul (Um Grito): Adolfo (metade integrante deste projecto) a participar no tributo à sua própria banda. Uma oportunidade para ele de dar outra roupagem a este particular tema de “Mutantes S.21”. Ficou ainda mais esquisito. Parece Einstürzende Neubauten dos primórdios! Uma fabulosa versão esta.
16 – TwentyInchBurial – Em Directo (Para A Teelvisão): Versão Hardcore / Metalcore para um tema de tendência Pop. Mais uma das 1001 maneiras atrás referidas. Há outras mais interessantes, mas esta também está boa.

Desabafos Pessoais: Então ninguém se lembrou de fazer versões de “Lisboa”, “Barcelona”, “Quero Morder-Te As Mãos” ou “Maria Oh Maria”? É certamente difícil escolher entre toda a discografia dos Bracarenses! Os Moonspell não estavam para integrar este tributo? Seria interessante. Um calendário preenchido, com certeza. Este é um tributo a uma banda alternativa pelos instrumentos e vozes de bandas alternativas, mas seria interessante ouvir uma versão de Mão Morta pelos Xutos & Pontapés. Talvez num outro tributo mais “mainstream” que nunca se virá a concretizar (suspiro). Tantas bandas ficaram de fora que poderiam fazer versões interessantíssimas. Questões de logística, temos de compreender. Talvez um segundo volume num futuro próximo.

Considerações Finais: É interessante verificar que nenhuma das versões é igual ao original. Todas elas são introduções dos temas originais aos universos das bandas. A sensação geral é de que se está a ouvir uma compilação normal, com temas originais, e não um tributo. É assim que se presta tributo, pela assimilação de influências, ideias e consequente reinterpretação, não pela cópia descarada. Ponto positivo para todas as bandas por esta abordagem.
Além dos 16 temas áudio, inclui-se aqui uma faixa multimédia com dois vídeos para temas deste tributo, The Temple e Houdini Blues.
Falta ainda referir que as ilustrações foram cedidas pela artista plástica Ana Lima-Netto. Não tenho o livrete completo, mas a capa adequa-se na perfeição ao universo Mão Morta.

Balanço Final: Positivo.
Percentagem: 90%

Crítica por RDS

Raging Planet Records: www.ragingplanet.web.pt / www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal

SUDDEN DEATH RECORDS

V/A – Vancouver Complication (1979 – 2005) – Sudden Death Records
Há compilações e compilações. Esta é uma daquelas que fez todo o sentido na altura em que foi lançada, que representava uma cena local, numa determinada época. Era válida na altura do seu lançamento e ainda o é hoje em dia, embora em contextos diferentes. Este é o tipo de compilações que sobrevive ao tempo e, a cada segundo que passa, à medida que os anos passam, o seu valor documental aumenta. “Vancouver Complication” representa o Punk e a New Wave de finais da década de 70 em Vancouver (uma das bandas é “outsider”). E aqui não é só o valor documental da colectânea, das bandas e das faixas incluídas que está a ser avaliado, pois a música continua a soar fresca após 28 anos. As bandas aqui incluídas são: Pointed Sticks, Exxotone, D.O.A., Active Dog, Wasted Lives, Subhumans, U-J3RK5, No Fun, The Dishrags, BIZ, K-Tels (pre-The Young Canadians), The Shades, Tim Ray & A.V., Private School, { e }. Além das faixas originais, incluem-se 5 bónus de Tim Ray & The Druts, The Dishrags e Rude Norton, todas da altura. No livrete temos as imagens originais do livrete do vinil, assim como informações sobre as faixas e um texto escrito por Phil Smith (vocalista dos Wasted Lives) relatando todas as venturas e desventuras da feitura desta peça de história musical. Fez-se ainda uma actualização da capa, do branco/preto do original passa a vermelho/preto (explicações no livrete). Indispensável! 100%

D.O.A. – Punk Rock Singles 1978-99 (2007) – Sudden Death Records
Nova compilação para os Canadianos D.O.A. Esta inclui diversos singles de 7 polegadas editados desde 1978 até 1999. Ao todo são 26 temas em cerca de 68 minutos. No booklet incluem-se notas do próprio Joe “Shithead” Keithley acerca de cada um dos lançamentos aqui contemplados, assim como as respectivas capas. A capa é uma adaptação da original do 7” de 1981 “Positively D.O.A.”. Pena é que não contenha mesmo todos os 7”s da banda. A apresentação da edição está feita. A música? Quem já conhece, não necessita de introduções. Quem ainda não conhece (deviam ter vergonha!), esta é uma boa maneira de ficar a conhecer esta mítica banda Punk do Canadá. Para fãs da banda, coleccionadores, Punks no geral e meros curiosos. Indispensável! 95%

Joe Shithead Keithley And His Band Of Rebels (2007) – Sudden Death RecordsNovo trabalho a solo para o vocalista / guitarrista dos D.O.A. Aqui Joe troca o Punk Rock da sua banda de origem para fazer uma incursão no Rock ‘N’ Roll mais tradicional, simples e directo, mas sempre com um carácter contestatário e de intervenção, como convém. Influências de Ska, Punk e Rockabilly não são estranhas ao som desta Band Of Rebels, a qual é constituída por 14 amigos de Joe. Ao tradicional trio guitarra / baixo / bateria alia-se em algumas faixas instrumentos como saxofone, contrabaixo, teclas e violino. Além dos 12 temas originais (todos compostos por Joe Keithley) temos duas versões, uma de “Born To Be Wild” dos Steppenwolf e “Goodnight Irene” dos Leadbelly. A música aqui contida não é nada de novo ou original, nem é nada de transcendental, por isso mesmo não é tão cedo que irão ouvir algum destes temas na rádio ou TV. No entanto, transpira garra, atitude, espírito, energia, diversão e muito “amor à camisola”, que é o que faz falta a muita da música de hoje em dia. Um divertido álbum de Rock ‘N’ Roll para ouvir com amigos, num Sábado à noite, a beber umas cervejas, a jogar uma partida de bilhar. Nada mais que isso. 65%


Outros lançamentos da Sudden Death:

D.O.A. – War And Peace: D.O.A. 25th Anniversary Anthology (2003) – Sudden Death Records: Como o título indica, uma antologia comemorativa dos 25 anos de existência desta lenda do Punk Rock Canadiano. Abrange toda a carreira da banda, desde 1978 a 2001. Livrete com letras, fotografias, discografia e árvore de genealógica. Um “must-have”! 100%
D.O.A. – Bloodied But Unbowed: The Damage To Date 1978-83 (2006) – Sudden Death Records: Re-edição remisturada do original de 1983, lançado na altura pela Alternative Tentacles. Como o título indica, uma colectânea dos 5 primeiros anos de vida. Para quem ainda não tem este item, uma boa oportunidade de o adquirir. 90%
D.O.A. – War On 45: March To The End (2005) – Sudden Death Records: Mais uma re-edição. Este foi originalmente editado em vinil de 12” pela Faulty Recs. Além dos temas originais, há aqui a adição de faixas na mesma temática (letras anti-guerra) pertencentes a discos lançados após o EP original, perfazendo 18 malhas. 90%
D.O.A. – Live Free Or Die (2004) – Sudden Death Records: O último de originais destes Canadianos. A linha musical é sempre a mesma, Punk Rock com garra, furioso, de intervenção, algum Ska e Reggae a apimentar a coisa. As habituais covers também não faltam. Mais um capítulo na longa carreira dos D.O.A. 80%
Pointed Sticks – Perfect Youth (2005) – Sudden Death Records:
Re-edição do original de 1980. 4 temas como bónus. New Wave / Punk / Post-Punk Canadiano. Gosto muito deste disco. Ainda hoje em dia se ouve com gosto. 85%
Young Canadians – No Escape (2005) – Sudden Death Records: Disco que reúne a discografia completa destes Punks Canadianos (1979-1980). A faixa da colectânea “Vancouver Complication” (quando ainda se chamavam The K-Tels), os EPs “Automan”, “Hawaii” e “This Is Your Life”, além de temas ao vivo nunca antes editados. O livrete inclui biografia, discografia, informações dos temas e fotografias. Indispensável! 100%
The Modernettes – Get It Straight (2005) – Sudden Death Records: Mais Punk Canadiano. Disco que reúne o EP “Teen City”, o EP “View From The Bottom” remisturado, algumas faixas do LP “Gone But Not Forgotten” e diversas raridades ao vivo, incluindo temas do último concerto da banda em 83. Material desde 80 a 83. Edição original de 1995, re-editada 10 anos mais tarde com 5 faixas extras. Indispensável! 100%
Schulz – What Apology (2006) – Sudden Death Records:
Nova aventura de Guenter Schulz (ex-KMFDM, guitarra, baixo, programação) com a companhia de Jeff Borden (voz e letras). Rock Industrial de inspiração KMFDM, Ministry, Lard, Young Gods, Stabbing Westward e Nine Inch Nails. 75%

Sudden Death Records:
http://www.suddendeath.com/

Friday

V/A - "Círculo De Fogo #3 Pulsar"

V/A - "CÍRCULO DE FOGO #3 PULSAR"

Data De Edição: 13/10/2007
Visitem http://www.circulodefogo.com/ e façam o download (gratuito & autorizado) da compilação on-line "CÍRCULO DE FOGO #3 PULSAR".Contém 18 bandas portuguesas, direccionadas para as várias tribos do metal, do rock, do punk, do hardcore, do gótico e do progressivo: Assemblent, BlackSunRise, Bulldozer, BudHi, Drakkar, Dr. Zilch, Ethereal, Forgotten Suns, Millennium, Morbid Death, Namek, Painted Black, Prison Flag, Skypho, The Fire, Theriomorphic, Vittrah, Witchbreed.

Wednesday

PEOPLE LIKE YOU RECORDS

Mad Sin – 20 Years In Sin Sin… (2CD, 2007) – People Like You
Como o título indica, este duplo disco marca a celebração dos 20 anos de pecado dos Germânicos Mad Sin. O primeiro CD inclui 13 temas de estúdio, entre os quais 6 temas novos e alguns B-Sides. No segundo CD temos uma gravação ao vivo em Hollywood, na sua digressão norte-americana no ano passado, além de dois vídeos ao vivo no Full Force 2006 na Alemanha. O primeiro CD peca pela sua curta duração, apenas 37 minutos, o que é pouco para 20 anos de actividade e diversos discos de estúdio. No segundo CD temos então a vertente ao vivo da banda, bem mais selvagem que em estúdio, mas aqui soa sobre-produzida (a gravação foi feita por Moses Schneider, produtor dos Beatsteaks) e com o público a soar exagerado (adicionado posteriormente em estúdio como habitualmente nos discos ao vivo?). Quanto aos dois vídeos, esses já nos dão a verdadeira essência “live” dos Mad Sin; alto, rápido, selvagem, cru. Se a parte áudio fosse assim… No geral, é uma boa forma de celebrar 20 anos de psychobilly / punk / rock ‘n’ roll mas, se o disco de estúdio incluísse mais temas e o disco ao vivo soasse mais “verdadeiro” (nem que o som fosse mais cru), então seria perfeito. De qualquer modo, os fãs vão gostar e, para quem não conhece, é uma boa forma de entrar no mundo Mad Sin. 75% http://www.peoplelikeyourecords.com/ / http://www.madsin.de/ / www.myspace.com/madsin / http://www.destiny-tourbooking.com/

Peter Pan Speedrock – Pursuit Until Capture (2007) – People Like You
Novo trabalho para este trio Holandês de speedrock. Já lá vão 7 álbuns (a contar com este) desde 1997. Em pouco mais de meia hora este power-trio debita 12 novos temas (e uma versão de “Sick Boy” dos GBH) de rock ‘n’ roll / rockabilly / punk / hard rock / speedrock bem alto, rápido, agressivo, sujo e cru. O som está limpo e nítido mas com aquela aspereza necessária ao género, alto e potente, cortesia do senhor Tomas Skogsberg, na Suécia. Já tinha ouvido falar da banda antes, mas ainda não tinha tido um contacto directo com a sua música, e este disco despertou-me o interesse para o seu fundo de catálogo. Nada de novo por aqui, apenas mais do mesmo, rock ‘n’ roll com raízes na velha escola. E isso é mau? Não, muito pelo contrário. Rock ‘N’ Roll up your ass! Para fãs de nomes como Ramones, Vibrators, Sex Pistols, Kiss, Motorhead, Zeke, Psychopunch, Jon Spencer Blues Explosion, Hellacopters, Gluecifer, Therapy?, entre outros. 80% http://www.peoplelikeyourecords.com/ / http://www.peterpanspeedrock.nl/

Mad Marge And The Stonecutters – Liberated! (2007) – People Like You
Porque é que todas as vocalistas de bandas de Psychobilly soam como a Gwen Stefani (ex-No Doubt)? Não é que isso seja necessariamente mau, mas já é muita coincidência. Bem, pelo início da minha crítica já ficaram a saber duas coisas, que se trata de uma banda de Psychobilly (a meio-tempo) e que tem uma mulher na “frente de batalha” (a Mad Marge). Este é o terceiro disco para a banda, o primeiro para a PLY. Contém 11 temas em cerca de 37 minutos. Não é do mais original que já se ouviu no género, até porque isso é difícil, mas o que fazem, fazem-no bem. Pode é tornar-se um pouco monótono para quem não gosta muito do género ou para quem procura algo diferente ou inovador na cena Psychobilly. Para fãs de HorrorPops, Thee Merry Widows, The Living End, Beatsteaks, Mad Sin e até mesmo No Doubt (nos seus melhores momentos). 70% http://www.peoplelikeyourecords.com/ / www.myspace.com/thestonecutters

RDS

Monday

Judder And The Jack Rabbits – All In (2007) - Cherry Bomb Recordings

Esta é a primeira aposta da recém formada Cherry Bomb, subsidiária da Cherry Red. Os Judder And The Jack Rabbits são Britânicos e esta é a sua estreia. O som da banda é uma fusão de Psychobilly com a agressividade do Punk / Hardcore. A produção é abaixo da média, a voz é extremamente irritante, é monótono, desinteressante e enfadonho. Aliás, mais do que enfadonho, torna-se mesmo irritante! A tudo isso adicionem uma capa, livrete e logótipo da banda merdosos quanto baste! A meia hora mais mal passada que podem ter! Fora! 25% www.myspace.com/judderandthejackrabbits / http://www.cherryred.co.uk/
RDS

The Outcasts – The Punk Singles Collection (1995) - Anagram / Cherry Red

Mais uma colectânea da responsabilidade da Anagram, uma subsidiária da Cherry Red. Esta faz parte da sua Punk Collectors Series. É datada de 1995 mas só agora é que me chegou às mãos. Os Outcasts formaram-se em 1977 em Belfast (Irlanda do Norte) e findaram as suas actividades em 1986. Para a história do Punk mundial deixaram uma série de singles, EPs e discos. Este CD reúne os seus singles, num total de 25 faixas e 77 minutos de pura rebeldia. O livrete inclui uma pequena biografia da banda e discografia completa. Poderá não ser uma banda essencial mas faz parte da história do Punk Irlandês e este CD é uma perfeita introdução a estes foragidos. 85% http://www.cherryred.co.uk/
RDS

Thursday

Angelic Upstarts – The Independent Punk Singles Collection (2007) – Anagram / Cherry Red

Esta é uma compilação de 1995 mas só agora me chegou às mãos, juntamente com o material atrás apresentado. O CD reúne todos os singles editados de forma independente pelos Angelic Upstarts entre 1978 e 1988. Desde o clássico “The Murder Of Liddle Towers” (a abrir o disco), passando por faixas como “Woman In Disguise”, “Solidarity”, “Machine Gun Kelly” ou a polémica “England”, entre outras, são ao todo 23 temas de Punk, Streetpunk, Oi!, originários da segunda vaga do Punk britânico. Do Punk ao spoken Word, passando pelos temas acústicos, uma versão ao vivo de “White Riot” dos Clash, todas as vertentes da música dos Angelic Upstarts estão aqui retratadas. Há uma variação do som de tema para tema, mas isso é já de esperar numa edição deste género. Uma edição essencial para os fãs da banda em particular e do Punk Britânico em geral. RDS
80%
Cherry Red: http://www.cherryred.co.uk/

Sunday

PEOPLE LIKE YOU RECORDS – Agosto / Setembro 2007

The Generators – The Great Divide (2007): Novo trabalho de estúdio para os Norteamericanos The Generators, uma das minhas preferidas do catálogo PLY. Rock directo, simples, potente, muita melodia, muita atitude. Um pé no old-school e outro no lado mais moderno do Rock, uma certa influência Punk completa a equação. O que posso dizer mais sobre esta banda que já não tenha dito? Sou suspeito ao falar dos Generators precisamente por ser fã da sua música. “The Great Divide“ traz mais 10 temas do mesmo de sempre. E isso é bom, muito bom! Para quem gosta do seu Rock simples, directo e melódico, com um som limpo, sem chegar a ser comercial, pomposo ou pretensioso.RDS 90% http://www.the-generators.com/ / www.myspace.com/thegenerators

Heartbreak Engines – One Hour Hero (2007): Os Heartbreak Engines regressam com 11 novos temas de estúdio neste “One Hour Hero”. São 40 minutos plenos de Rock ‘N’ Roll com muita energia e atitude com toques Punk, Rockabilly e Psychobilly (a vertente ‘billy talvez esteja demarcada devido à presença de um “double bass” em vez de um baixo “normal”). Ritmos enérgicos, riffs de guitarra contagiantes e de puro Rock ‘n’ Roll, vocalizações ora selvagens ora melódicas, com muitos sing-a-long incluídos. Mais uma edição da PLY que não desilude (muito pelo contrário!). A salientar a participação especial de Sparky (vocalista dos Demeted Are Go) no tema que encerra o disco, “Gunwitch”. Um álbum do caralho! Recomendo vivamente! RDS 95% http://www.heartbreak-engines.com/ / www.myspace.com/heartbreakengines

The Peacocks – Touch And Go (2007): Foda-se! Então mas eu não tenho nenhum disco merdoso para criticar desta People Like You? É tudo bom? Pois então aqui vai mais uma crítica favorável. Não tenho muita informação sobre estes The Peacock e a biografia / nota de imprensa que acompanha o disco não é lá muito esclarecedora. Vou ser directo e conciso então. Pouco mais de 38 minutos divididos em 16 temas de Rockabilly tingido de Punk e Rock mais tradicional, muita melodia, aproximação quase Pop às suas canções mas sem perder a sua atitude Underground e de puro Rock ‘N’ Roll. Estes “pavões” sabem escrever grandes malhas e não andam apenas a exibir a sua penugem colorida. Ah, e é um trio (guitarra / voz, bateria, contrabaixo), isso dá para ver pela fotografia promocional. Vale a pena experimentar o canto destes pavões. RDS 85% http://www.thepeacocks.ch/ / www.myspace.com/itstimeforthepeacocks


People Like You Records: http://www.peoplelikeyourecords.com/