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Tuesday

Umeed - Entrevista

1 – Umeed (curta biografia, pontos altos, discografia, etc):
Os UMEED são uma banda que acredita e aposta no Rock, numa época em que cada vez mais esta sonoridade se afasta das rotas comerciais apoiadas pelos media. Nasceram em Fevereiro de 2001 e percorreram estes anos a afinar o seu estilo, de forma a obter um som melodioso e ritmado bem patente no seu actual trabalho. Como ponto alto, os elementos destacam unanimemente o concerto de apresentação do álbum Hustle and bustle, por ter sido o culminar de uma etapa importante de criação que marcou o lançamento oficial dos UMEED. A nível internacional, destacamos as presenças nas compilações DEAD FAMOUS Vol. 5 (Astral Records – Austrália), THE BIG INDIE COME BACK Vol.3 (MatchBox Recordings – UK), na sonorização do DVD do campeonato mundial de Trial de 2006 e como banda destacada pela revista americana Medium Point. Para Janeiro de 2008, temos já a confirmação que seremos banda destacada na revista de música Alternative Addiction, no Canadá.

2 – “Hustle and Bustle” (processos de composição e gravação):
Em 2003, os UMEED fizeram uma primeira experiência “caseira” de 12 músicas. Em finais de 2006, gravaram o álbum Hustle and bustle que seria o CD de apresentação da banda. Para nós, Hustle and bustle é muito mais do que uma compilação de 9 músicas. Hustle and bustle resulta da feliz união de músicos, letristas, amigos, fotógrafos, designers e um pintor (Neves Oliveira) que tornou físico todo este mundo de sons, como se pode observar no nosso website (http://www.umeed.net/) onde cada música aparece representada em tela.

3 – Letras (influências, temas, mensagens):
Todo o universo retratado nas letras, remete para uma vivência que oscila entre o desespero e a esperança de um mundo sem rumo tendo como princípio “lutar, sempre lutar” para afirmarmos a nossa existência. Como ouvintes, na fase da adolescência, ficámos cativados pelo mundo da música e de toda a cultura associada. A ideia de conseguir transmitir sentimentos e emoções através da conjugação de melodias e harmonias foi algo que desde o início nos fascinou e que nos motivou a perseguir o sonho de criar um projecto que pudesse chegar às pessoas e criar nelas essas sensações agradáveis que nós sentíamos quando ouvíamos os nossos ídolos.

4 – Capa do disco (quem, porquê, significado, …):
Os UMEED não são apenas as 4 pessoas que aparecem em palco. A capa do disco Hustle and bustle resultou de um longo processo de criação, levado a cabo pelo pintor Neves Oliveira que trabalha connosco. A nossa visão musical, as mensagens inscritas nas letras e a interpretação pessoal de Neves Oliveira deram origem ao tema principal da capa do CD. Com uma perspectiva de um ponto alto, pretendeu-se mostrar a confusão, a azáfama que existe dentro de cada um de nós.

5 – Influências musicais e outras:
Em termos musicais, as influências vão desde dEUS, Portishead, The Clash, Bill Evans, Radiohead, Placebo, Muso… Fora do universo musical, cada um dos elementos dos UMEED possui uma formação muito diferente o que acaba por ser decisivo na forma como compomos em grupo, reflectindo-se no resultado final do trabalho.

6 – Edição de autor do disco:
Actualmente, os UMEED têm um contrato de distribuição digital dos 9 temas que constituem o álbum Hustle and bustle com a LAD Publishing and Records. Não temos contrato de distribuição física dos CDs, vendemo-los nos concertos e a todos os fãs que nos contactam via email a partir do nosso website.

7 – Concertos de promoção ao disco:
Para 2008, já está a ser programada um tour nacional e um novo álbum com edição esperada no final do Verão.

8 – Mensagem final:
O espírito da banda é perseguir os sonhos incessantemente, sabendo que o percurso não será nada fácil.

http://www.umeed.net/ / www.myspace.com/umeedband

Friday

Umeed – Hustle And Bustle (2007) – Edição de Autor

Os Umeed são Portugueses e este é o seu trabalho de apresentação. São 9 temas de Rock musculado e melódico, por vezes a roçar o Emo, e com algumas reminiscências de Grunge. Gostei do que ouvi. Há aqui boas ideias, boas guitarradas, muita melodia e um certo feeling próprio de quem gosta do que está a fazer. Música feita com alma. Algo que faz falta a muitas das bandas, projectos e edições hoje em dia em Portugal. Com tanta música plástica a bombardear-nos todos os dias na TV e rádio, boys e girls bands saídas de programas de TV para adolescentes, bandas pré-fabricadas pelas editoras, etc, é sempre bom ouvir algo deste género. Material que irá agradar aos ouvintes de música mais alternativa mas que detém também um grande potencial comercial. Onde andam as editoras? Não é nada de novo, original ou transcendental, mas gostei do que ouvi e, com certeza, um segundo trabalho será muito melhor. Para já, este agrada. Influências e referências, se necessárias, podem ser Muse, Live, A Perfect Circle, Porcupine Tree, REM e Alice In Chains. 70% http://www.umeed.net/ / www.myspace.com/umeedband
RDS

Qwentin - Entrevista

1 – Qwentin (curta biografia, pontos altos, discografia, etc):
Qwentin é um todo feito de cinco partes. Cinco cabeças que, quando juntas, formam uma só identidade, um contador de histórias chamado Qwentin. Um viajante, um sonhador que acredita que todas as línguas do mundo são perceptíveis se nos predispusermos a compreendê-las. Esse foi um dos princípios basilares da fundação da banda, em 2003, numa garagem no limite urbano do Cartaxo, cidade onde crescemos. O outro princípio foi a questionável necessidade de refrães: "se a vida não tem refrães; se os filmes não têm refrães; por que razão hão-de as músicas ter partes repetidas só para respeitar uma convenção estrutural que não sequer está escrita em lado nenhum?". Foi, então, no início de 2003, que o Qwentin começou a compor temas sem refrães e em diversas línguas. Às composições foi acrescentado outro pormenor de estilo: a inclusão de elementos (narrativos e/ou musicais) que estimulassem a curiosidade do ouvinte, que o intrigassem, e que desafiassem a sua imaginação. E a ausência de uma "mensagem", de uma "lição de moral" a impingir ao ouvinte.
Daí até ao álbum, foi um longo caminho de quatro anos - com passagens pelo Festival Tejo (em 2003, 2004 e 2005), pelo Hard Rock Café Lisboa (2005), pelo Santiago Alquimista (2005) ou pela Day After (2005), entre tantos outros sítios; e duas passagens pelos estúdios Toolateman (Carcavelos), para gravar 2 EP, que viriam a servir de base de trabalho para o álbum "Première!"; e duas trocas de baterista, em 2005 e em 2006; e de muito trabalho criativo, para criar o inatingível "álbum perfeito" para a "estreia perfeita". Em finais de 2006, a banda reuniu-se num estúdio em Braga - e aí, temperados pelo clima invernoso da Cidade dos Arcebispos e acompanhados pelo produtor Daniel Cardoso, concretizámos esta amálgama de ideias em disco.

2 – “Première!” (processos de composição e gravação):
Depende das situações. As músicas surgem de forma muito espontânea e tanto podem nascer de uma "jam", como de um "riff" carismático que alguem trouxe de casa. Depois funciona por camadas. Quando já temos um "mood", pensamos nas linhas de voz. «Será que este "mood" deve ser cantado?» Se sim, «que fonética de que língua assenta aqui bem?» Cada música é um pequeno filme, e isso influencia muito a forma de pensar as diversas partes do tema, que devem ser musicadas conforme o que está a acontecer no «ecrã mental» de Qwentin, e que, em última instância, toma a proporção de um argumento cinematográfico.
A gravação do Premiére foi uma experiência alucinante. Decorreu ao longo de um mês, de forma sequenciada, no estúdio Ultra Sound, em Braga. Braga é uma cidade apaixonante, com pessoas que te acolhem muito bem e te levam para festas... As vozes femininas dos temas "Uomo-Tutto" e "Il Commence Ici" são de pessoas que conhecemos por lá...

3 – Letras (influências, temas, mensagens):
O Qwentin não tem, propriamente, uma mensagem. A última coisa que estas músicas pretendem é dar lições. São, basicamente, histórias, com princípio, meio e fim, que exploram facetas - umas óbvias, outras menos óbvias - da vida quotidiana, frequentemente sob o ponto de vista de um viajante em permanente busca de novas experiências, novas aprendizagens, novas formas de perceber a realidade.
Basicamente, são inspiradas por coisas tão simples (ou complicadas, consoante o ponto de vista) como a vida, o mundo, a verdade, a mentira, as pessoas que conhecemos.
Quer dizer, é possível que as músicas dêem que pensar ao ouvinte; mas não lhe tentam impingir uma lição, um "modo certo de pensar/fazer algo".

4 – Uso de diversas línguas:
Quando já temos um "mood", pensamos nas linhas de voz. «Será que este "mood" deve ser cantado?» Se sim, «que fonética de que língua assenta aqui bem?»
Para mais, o uso de diversas línguas é um reflexo da crescente europeização e globalização. E depois, porque é que se tem de cantar sempre em Inglês?A tendência dos músicos portugueses foi, em grande parte dos casos, tentar uma aproximação musical à cultura anglo-saxónica. O que acontece é que, exceptuando algumas honrosas excepções, os músicos portugueses nunca foram muito bem sucedidos nessa abordagem. É uma questão cultural que extravasa também a barreira linguística. Os americanos têm o Blues e nós o Fado. Não quer dizer que nós por cá não saibamos rockar, simplesmente temos de assumir um ângulo diferente, mais nosso, e partir daí para o mundo.
Tocar música "global", como nós fazemos, não significa cantar na língua mais global de todas (i.e., o Inglês). Significa fazer música cuja potência artística transcenda as barreiras culturais. Como o Blues, por exemplo.

5 – Capa do disco (quem, porquê, significado, …):
A imagem - gentilmente cedida pelo fotógrafo norte-americano Barry Weatherall - é a expressão visual perfeita do título que já tínhamos, há muito, escolhido para o álbum. "Première!" preenchia diversos requisitos: é uma palavra com significado igual em diversas línguas (apesar de ser uma palavra francesa, sem adaptação); está fortemente relacionada com o mundo do espectáculo, como um todo, e com o mundo do cinema, em particular; e significa "estreia", que é aquilo que este álbum é: a estreia de Qwentin numa "longa metragem".
Para além de recorrer (fruto do acaso) ao leque de cores de Qwentin, a imagem transmite a teatralidade do conceito; e aquela tímida mão, que espreita da cortina, recorda aquele «nervoso miudinho» que se sente nos momentos que antecedem uma estreia (ou qualquer outro grande momento de uma vida). É o Qwentin que lá está, a espreitar-nos por detrás da cortina, de cada vez que pisamos um palco...

6 – Rui Duarte (Ramp):
A voz é um instrumento como qualquer outro. Determinadas vozes ficam bem em determinados "moods". O "Mind (the) Thieves" pedia uma voz como a do Rui - um amigo de longa data que sempre nos apoiou. E um grande vocalista de uma grande banda (que inspirou boa parte da nossa aprendizagem musical). O resultado final excedeu as nossas expectativas - o Rui vestiu mesmo a "camisola" de Qwentin.

7 – Projecções vídeo e teatralidades ao vivo:
A apresentação ao vivo é mais de metade da força do Qwentin. O guarda-roupa, a caracterização, a utilização de elementos teatrais (sejam interacções entre os músicos, seja com recurso a actores), a não-comunicação verbal directa com o público (o contacto é puramente físico, através de olhares, de linguagem corporal - a comunicação verbal é feita através de um narrador, uma "voz-off", que intercede em momentos-chave) e o recurso a imagens vídeo (que dão ao público uma ou outra pista para descodificar o "argumento" de cada tema interpretado) fazem do concerto de Qwentin uma poderosa experiência audiovisual, situada bem para lá de um mero espectáculo ao vivo.

8 – Influências musicais e outras:
Os gostos dentro da banda abarcam praticamente todo e qualquer estilo de música alguma vez criado. O Rock/Pop é o estilo de eleição, mas todos gostamos de música, seja qual for o estilo. Por vezes, é na musica mais ensossa do músico mais desinteressante que encontramos um determinado pormenor que nos abre uma série de portas à criatividade.

9 – Filmes recomendados pela banda:
Os melhores filmes, e os que mais influenciam a nossa música, são aqueles que acontecem na vida real. Apesar de tratarmos, nas nossas músicas, de temas como a fantasia e a ficção científica, isso não significa que não tenham um fundo de verdade...

10 – Raging Planet Records:
A ligação com a Raging Planet começou com um convite para integrarmos uma colectânea, com edição prevista para o início de 2008. O Daniel Makosch desafiou-nos a fazer a "cover" de um clássico da música portuguesa - optámos por fazer o "Zuvi Zeva Novi", de Mler Ife Dada.
Entretanto, tínhamos o disco finalizado e pronto a distribuir. Após uma série de reuniões para acertar todos os detalhes importantes, partimos para a edição conjunta - uma parceria que esperamos que se fortaleça e dê muitos frutos para ambas as partes, nos anos vindouros.

11 – Promoção ao disco:
13 Novembro: entrevista no Curto Circuito (Sic Radical);
15 Novembro: concerto no Bar Europa (Lisboa) - apresentação do álbum;
23 Novembro: concerto no Centro Cultural do Cartaxo;
08 Dezembro: concerto no Bar Som Líquido (Tavira), com Guernica Havoc;
09 Dezembro: showcase na Fnac da Guia (AlgarveShopping) - promoção do álbum;
20 Dezembro: concerto na escola Restart (Lisboa);
11 Janeiro: concerto no Centro da Juventude das Caldas da Rainha.

12 – Mensagem final:
O desconhecido começa já ali ao lado, naquela esquina que dobramos todos os dias sem pensar muito nisso.
Recordando "A Ilha", de Aldous Huxley: «"Aqui e neste momento, rapazes", salmodiou o pássaro. "Aqui e neste momento, rapazes."»

E claro... Não acreditem, é tudo verdade.Ass: Qwentin (foi mesmo respondido por todos os membros - Bárány Qwentinsson, Drepopoulos Qwentinsson, Gospodar Qwentinsson, Morloch Qwentinsson, Qweon Qwentinsson)
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http://www.qwentin.com/ / http://www.ragingplanet.web.pt/ / www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal

Tuesday

Rosemary – Tracks For A Lifetime (EP 2006) – Minimal Chords

Os Rosemary são Franceses e este é o seu novo trabalho de estúdio, depois de outros 7 registos (entre demos, gravações ao vivo, etc). Ao todo são 8 temas que não chegam aos 25 minutos de duração. Até parece que estou de novo nos inícios da década de 90 e no liceu. A minha camisa de flanela atada à cintura, as calças de ganga apertadas e já todas gastas, as primeiras bebedeiras, as festas, os primeiros concertos. Porquê esta sensação? Os Rosemary fazem lembrar uma única banda e, para restringir ainda mais, apenas uma fase da sua carreira. Os Nirvana! Mas não os de “Nevermind” ou “In Utero” mas sim os Nirvana mais apunkalhados da fase “Bleach” e “Incesticide”. E isso é mau? Se fosse lançada na altura, esta maquete até nem seria levada a sério no meio de tantas outras bandas iguais. Ainda se lembram da inundação de bandas, maquetes e discos de Grunge que se deu em todo o mundo? Pois hoje até soa muito bem, com um certo tom de melancolia, é certo, mas até nem soa datada mas sim fresca e cheia de força e vigor! A gravação foi feita no seu local de ensaio mas está com bom som e mantém até aquela aspereza típica do género. Soa forte, descomprometido, com um ambiente de diversão. Depois de tantos registos de demonstração, falta o disco de estreia! Para os saudosistas e rockers em geral. 85% http://www.minimalchords.org/ / www.myspace.com/myfavoriteonerosemary
RDS

Wednesday

Rizoma - Entrevista

1 – Rizoma (curta biografia, pontos altos, discografia, etc):
Os Rizoma nascem com vontade de fazer qualquer coisa diferente, qualquer coisa que ainda não tinham feito até então.
Começámos a esboçar canções que não faziam sentido dentro de uma banda como os Toranja, com um processo de composição muito apegado ao Tiago, e as coisas evoluíram naturalmente até percebermos a inevitabilidade de construir um novo projecto.
Começámos por gravar uma maquete que correu bem (eu o Dodi e o Fred, com o Pedro Cruz no som), e percebemos que o ritmo de trabalho além de ser rápido, nos parecia bastante funcional. Essa maquete foi mostrada a várias editoras e uma delas decidiu apostar na banda, no entanto, isto só seria possível para 2008, ideia essa que não nos interessou por já estarmos convictos de que o registo do disco seria possível para o mês de Março (2007).
Foi nessa altura que decidimos avançar com uma edição de autor e reformular as coisas de maneira a ter uma estrutura leve e dinâmica.
Entrámos em estúdio em Maio, nos estúdios “Namouche”, e gravámos o disco com o Quim, o Fred Stone, e o Artur David no som, e com a belíssima participação do Filipe Valentim nas teclas e do Fred na bateria.
O Rato veio a integrar a banda mais tarde, numa altura em que a agenda do Fred estava felizmente para ele bastante agitada, e o Rato recomposto de um período de pausa musical.
Voltámos a estúdio em Agosto para gravar dois temas, um dos quais se chama “Roma” e está a ser o primeiro avanço da banda.
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2 – “Insistir No Zero” (processos de composição e gravação):
A composição em Rizoma é rizomática, quero com isto dizer que pode surgir de qualquer um de nós, sem uma definição predefinida, e acaba sempre por ser arranjada pela banda na sua totalidade.
Esta ideia de composição é aplicada tanto às letras como à música, sendo que neste momento só eu e o Dodi é que nos aventurámos a escrever.
Quanto à gravação do “Insistir No Zero”, correu tudo de forma muito fluida e descontraída. Sem pressões e sem ideias absolutamente resolvidas. Houve muitos arranjos que se resolveram no estúdio.
A própria mistura do disco foi feita com um cunho muito experimental. Pedimos ao Artur David para pensar no disco como algo que também ele pudesse “modelar”, para que a ideia de sonoplastia se tornasse evidente em detrimento de um som “politicamente correcto”.
Sentimos que o disco poderia ter sido resolvido de inúmeras maneiras e esta foi uma delas. Vemos nisto uma vantagem e estamos satisfeitos por termos acarretado às demais, a função da produção.
Acho pessoalmente que tornou o disco espontâneo.
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3 – Letras (influências, temas, mensagens):
As letras surgem do fruir quotidiano e de uma vontade de intervenção. Acreditamos que a ideia de poética do belo não tem que ser uma constante. Pode lá estar, mas sem demasiada importância. O mais importante é o conteúdo.
Penso que as letras têm vários níveis de profundidade e gosto da ideia de terem uma aparência simples.
As influências são inúmeras como em tudo, nenhum de nós se imagina genuíno e genialmente abençoado para entrar em ruptura com tudo o que foi escrito na nossa língua.
Gosto acima de tudo que as letras transmitam mais a sensação de um “nós”, que de um “eu” isolado do mundo. Talvez seja esse o momento em que surge a vontade de intervir, gosto muito de ler livros que me transmitam ideias de ruptura, como o belíssimo exemplo de um autor como La Boétie do século XVI, com o seu “Discurso sobre a servidão voluntária”.
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4 – Capa do disco (quem, porquê, significado, …):
A capa do disco foi pensada e realizada por mim e pelo artista plástico Hugo Lopes.
O Hugo foi meu colega de curso em Artes Plásticas e admiro o trabalho dele desde essa altura.
Partimos da Ideia do Rizoma com base na filosofia de Gilles Deleuze e Félix Guattari.
Como algo que não tem de ter um Norte óbvio e onde não se adivinha o início e o fim. Como uma trama.
A capa foi feita a partir de um mapa de Portugal real, em que recortámos todos os espaços em branco para deixar somente o mapa das estradas. Esse objecto, parecido com uma rede, com um rizoma, foi fotografado de forma a criar uma espécie de narrativa com o passar das páginas e acabar com a imagem do mapa de Portugal.
O arranjo gráfico foi inspirado em obras de poesia concreta. O que me parece um veículo interessante para mostrar as letras num disco.
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5 – Influências musicais e outras:
Todos nós temos irmãos mais velhos, o que torna incontornável a audição dos clássicos do Rock dos anos 70 e 80. A influência do Rock dos anos 90 é algo que já foi vivida por nós e que nos acompanha até hoje.
Mas temos todos bandas ou compositores que gostamos mais. O leque de interesse é vastíssimo… pode ir de Jimi Hendrix aos Kyuss, passando pela Fiona Apple e compositores modernos como o Igor Stravinsky!!!
Gostamos todos de ler e beber uns copos! Ah ah ah ah ah
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6 – Babuíno Discos / Raging Planet Records:
A Babuíno Discos é uma Label nossa que fez uma parceria com a Raging Planet Records, que por sua vez nos apresentou a Compact Records para a distribuição.
Foi um processo natural e de respeito por quem faz pela música portuguesa! Achamos que o Daniel é uma pessoa com muito valor e com uma postura incontornável no panorama Rock Nacional!
Estamos também a trabalhar com a promotora Inês Pimenta da “Bola de Sabão”, que nos tem ajudado imenso.
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7 – Concertos de promoção ao disco:
Em Novembro vão poder ver a banda em formato de Showcase nos auditórios da Fnac:
Dia 11 Fnac Colombo
Dia 13 Fnac Norte Shopping
Dia 14 Fnac Santa Catarina e Fnac do Gaia Shopping
Dia 15 Fnac Coimbra
Dia 16 Fnac de Alfragide
Dia 25 Fnac Guia
Podemos avançar também a data de 22 de Dezembro no Music Box em Lisboa.
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8 – Mensagem final:
Os Rizoma querem agradecer a todos os que fazem pela música nacional!
Os Rizoma não querem agradecer aos que não fazem pela música nacional!
Somos uma banda que tem verdadeiro gosto em tocar ao vivo, se nos quiserem ouvir serão sempre bem vindos.
Rock!!!
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Entrevistador: RDS
Entrevistado: Ricardo Frutuoso (Guitarras e Voz)

Tuesday

RAGING PLANET RECORDS

Qwentin – Première! (2007) – Raging Planet Records
Disco de estreia para os Portugueses Qwentin. Rock enérgico é o que nos apresentam nestes 12 temas (+1 escondido). Qwentin é um contador de histórias que acredita que todas as línguas do mundo podem ser perceptíveis se a isso nos predispusermos. Daí as letras serem apresentadas em diversas línguas como castelhano, português, inglês, italiano, francês, holandês e até esperanto. As 12 faixas são apresentadas como se de filmes, curtas-metragens ou peças teatrais se tratasse (daí o título do álbum). Até os músicos são apresentados como Bárány, Drepopoulos, Gospodar, Morloch e Qweon, todos com o mesmo nome de família “Qwentinsson”. Os próprios créditos do disco estão escritos numa linguagem que me parece fusão de diversas línguas reais e alguma ficção. Em termos musicais não é nada de novo, original ou arrojado. Rock simples, directo, com toques de Metal, Emo, Pop e Ska, mas com algumas boas ideias e interlúdios como “trailer de Aqui” ou “intervalo” a incrementar a teatralidade da sua música. Teatralidade essa que segundo parece, transportam para as suas actuações ao vivo, misto de concerto Rock, drama teatral e projecções de vídeos. Chamou-me a atenção, aguardo pois a oportunidade de constatar isso “in loco”. À primeira audição vêm logo à cabeça nomes como Blasted Mechanism, Abstrakt Circkle, Zen, Mr Bungle, Secret Chiefs 3, Tub Ring, entre outros. Falta ainda referir a participação de Rui Duarte dos Ramp no tema “Mind (The) Thieves”. Esta “estreia” (usando o título do disco) contém algumas boas ideias e um forte potencial, mas um pouco mais de rodagem ao vivo e de garagem irá trazer-nos, com certeza, um segundo disco bem mais interessante. Aguardo ansiosamente. 75% http://www.qwentin.com/

Banshee And Something Else We Can’t Remember – This Place Is A Zoo (2007) – Raging Planet Records
Finalmente o disco de estreia desta banda de Ska-Punk-Core. Após um EP em 2004 e alguns anos de rodagem ao vivo, eis que a banda se encontra na altura certa para a estreia em disco de longa-duração. Hoje em dia é habitual que as bandas gravem logo o disco sem passarem pela fase de maquetes, actuações, amadurecimento a nível musical e composicional, daí muitos dos discos de estreia serem autênticas desgraças. Não foi o que aconteceu a estes Banshee. Por isso mesmo este disco de estreia demonstra uns Banshee que sabem o que estão a fazer com os seus instrumentos, que sabem escrever temas de Punk Rock / Skacore, que denotam trabalho e empenho naquilo que fazem. Ao todo são 10 temas em cerca de 46 minutos (com desnecessário espaço em branco para faixa escondida e brincadeira final) que trazem à memória nomes como Mad Caddies, Sublime, Voodoo Glow Skulls, Less Than Jake, Catch 22 e outros que tais. O disco foi trabalhado num espaço de 2 anos em dois estúdios da área de Lisboa e depois foi colocado nas mãos de Eddie Ashworth (Sublime, Long Beach Dubstars, Pennywise, etc) para as misturas e nas de Jason Livermore e Bill Stevenson (NoFX, Less Than Jake, MxPx, Lagwagon, Good Riddance, Propagandhi, etc) para a masterização. Apesar das descaradas influências e da desnecessária faixa escondida, um excelente álbum de Skacore feito em Portugal. 80% http://www.drunkbuthappy.com/ / www.myspace.com/basewcr

Rizoma – Insistir No Zero (2007) – Raging Planet Records & Babuíno Discos
A banda é composta por 3 ex-Toranja. O disco de estreia deste projecto Rizoma segue uma linha similar à da sua antiga banda, Pop / Rock com o tradicional formato de canção e vocalizações em português. Alguns temas são mais roqueiros como “Mundo Estranho”, “Gritas Contente”, “Amor Obtuso” ou “Clínica Do Senso” (estes dois últimos com um cheiro a Rock Português dos 80s). Há ainda tempo para uma faixa escondida linha rock psicadélico. Algumas ideias são boas, outras são muito lugar-comum e outras não resultam de todo. Um álbum muito heterogéneo que passa do Pop “mainstream” ao Rock 80s, do acústico ao Blues Rock, sempre sem qualquer lógica. Material mais linear e homogéneo, algumas ideias mais fracas deixadas de lado, e os Rizoma podem conseguir um segundo disco bem mais interessante. Para já, um disco mediano, que passará despercebido no meio de tantos outros com material mais apelativo e que desafia os sentidos do ouvinte. 55% www.myspace.com/rizomapt

Críticas por RDS

V/A – Tributo A Mão Morta – E Se Depois… (2007) – Raging Planet Records

1 – Dead Combo – Aum: Versão instrumental. Um tema sinistro como é “Aum” transformado numa fusão canção de embalar / Easy-Listening / Fado. Boa abertura de disco.
2 – WrayGunn – E Se Depois: Esquisito ouvir este tema Rock numa versão Electro Tango / Blues Rock. A visão dos WrayGunn deste tema. No mínimo interessante. Voz feminina.
3 – CineMuerte – Chabala: Versão Electropop / Gótico / Rock pelas mãos deste duo. Uma transformação do original ao Universo bem característico de CineMuerte. A voz feminina adiciona uma outra dimensão ao refrão. Gostei muito.
4 – Dr. Frankenstein – Anjos Marotos / Marraquexe (Pç. Das Moscas Mortas): Mais uma versão particular. Fusão de dois temas. Surf Rock instrumental com passagens spoken-word em tom lo-fi. Gostei. Simples mas funcional.
5 – The Temple: Budapeste (Sempre A Rock & Rollar): Uma das melhores versões. Este clássico, um dos mais conhecidos pelo público em geral, é aqui transformado num típico tema The Temple. Se não conhecesse o original diria que é mesmo um tema dos Temple. Fantástico!
6 – Bunnyranch – As Tetas Da Alienação: Blues Rock / Retro Rock. Os BunnyRanch apoderam-se do tema dos Mão Morta e fazem-no seu. Gostei.
7 – Balla – Oub’Lá: Um tema Rock tão forte como este, com uma letra agressiva, soa esquisito numa versão Electropop / Easy-Listening / Cabaret. A letra já não soa tão agressiva, anárquica, politicamente incorrecta mas sim… sarcástica, dissimulada, perigosa. Gostei da dicotomia letra / (novo) instrumental.
8 – Volstad – É Um Jogo: Outra das minhas versões favoritas. Versão Gótica / Dark Rock. A letra soa mais negra, intensa e depressiva. Muito bom!
9 – Houdini Blues – Charles Manson: Já conhecia esta. Por mais que ouça esta versão, soa-me sempre extremamente esquisita. Os Mão Morta numa linha Funk Rock / Disco-Sound / Electropop. O refrão está fantástico, o resto da letra é que soa desenquadrada e perde algum do seu sentido. Outra visão particular.
10 – [F.e.v.e.r.] – Vamos Fugir: Uma das melhores versões! Fantástico! Industrial Rock / Electro Metal / Gótico. Mais uma transformação do original ao universo característico da banda.
11 – D’Evil Leech Project – Cão Da Morte: Eu não consigo pensar noutro tema que se enquadrasse melhor naquilo que os D’Evil Leech fazem. Parece que este tema foi composto de propósito, tanto a nível instrumental como lírico, para o Electro / Industrial / Death Metal destes senhores. Gostei.
12 – The Ultimate Architects – Bófia: Versão Electro / Experimental / Industrial / Dark para “Bófia”. Gostei do resultado final. Letra muito bem enquadrada no instrumental de cariz electrónico. Uma outra maneira de ouvir os Mão Morta.
13 – Acromaníacos – Reví A Malvada Prima: Hardcore. Não sou grande fã do humor brejeiro dos Acromaníacos (o meu é mais linha Britânica, sarcástico, menos directo) mas esta versão está muito boa. Com o avançar do disco ouvem-se 1001 maneiras de refazer o universo Mão Morta, já por si bem ecléctico.
14 – Demon Dagger – Anarquista Duval: Thrash Metal. Outra que já conhecia. Já tinha ouvido ao vivo. Na altura soou apenas um pouco mais pesada que o original, nada mais. Esta versão de estúdio já me soa muito melhor. Gosto muito.
15 – Mécanosphère – Istambul (Um Grito): Adolfo (metade integrante deste projecto) a participar no tributo à sua própria banda. Uma oportunidade para ele de dar outra roupagem a este particular tema de “Mutantes S.21”. Ficou ainda mais esquisito. Parece Einstürzende Neubauten dos primórdios! Uma fabulosa versão esta.
16 – TwentyInchBurial – Em Directo (Para A Teelvisão): Versão Hardcore / Metalcore para um tema de tendência Pop. Mais uma das 1001 maneiras atrás referidas. Há outras mais interessantes, mas esta também está boa.

Desabafos Pessoais: Então ninguém se lembrou de fazer versões de “Lisboa”, “Barcelona”, “Quero Morder-Te As Mãos” ou “Maria Oh Maria”? É certamente difícil escolher entre toda a discografia dos Bracarenses! Os Moonspell não estavam para integrar este tributo? Seria interessante. Um calendário preenchido, com certeza. Este é um tributo a uma banda alternativa pelos instrumentos e vozes de bandas alternativas, mas seria interessante ouvir uma versão de Mão Morta pelos Xutos & Pontapés. Talvez num outro tributo mais “mainstream” que nunca se virá a concretizar (suspiro). Tantas bandas ficaram de fora que poderiam fazer versões interessantíssimas. Questões de logística, temos de compreender. Talvez um segundo volume num futuro próximo.

Considerações Finais: É interessante verificar que nenhuma das versões é igual ao original. Todas elas são introduções dos temas originais aos universos das bandas. A sensação geral é de que se está a ouvir uma compilação normal, com temas originais, e não um tributo. É assim que se presta tributo, pela assimilação de influências, ideias e consequente reinterpretação, não pela cópia descarada. Ponto positivo para todas as bandas por esta abordagem.
Além dos 16 temas áudio, inclui-se aqui uma faixa multimédia com dois vídeos para temas deste tributo, The Temple e Houdini Blues.
Falta ainda referir que as ilustrações foram cedidas pela artista plástica Ana Lima-Netto. Não tenho o livrete completo, mas a capa adequa-se na perfeição ao universo Mão Morta.

Balanço Final: Positivo.
Percentagem: 90%

Crítica por RDS

Raging Planet Records: www.ragingplanet.web.pt / www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal

SUDDEN DEATH RECORDS

V/A – Vancouver Complication (1979 – 2005) – Sudden Death Records
Há compilações e compilações. Esta é uma daquelas que fez todo o sentido na altura em que foi lançada, que representava uma cena local, numa determinada época. Era válida na altura do seu lançamento e ainda o é hoje em dia, embora em contextos diferentes. Este é o tipo de compilações que sobrevive ao tempo e, a cada segundo que passa, à medida que os anos passam, o seu valor documental aumenta. “Vancouver Complication” representa o Punk e a New Wave de finais da década de 70 em Vancouver (uma das bandas é “outsider”). E aqui não é só o valor documental da colectânea, das bandas e das faixas incluídas que está a ser avaliado, pois a música continua a soar fresca após 28 anos. As bandas aqui incluídas são: Pointed Sticks, Exxotone, D.O.A., Active Dog, Wasted Lives, Subhumans, U-J3RK5, No Fun, The Dishrags, BIZ, K-Tels (pre-The Young Canadians), The Shades, Tim Ray & A.V., Private School, { e }. Além das faixas originais, incluem-se 5 bónus de Tim Ray & The Druts, The Dishrags e Rude Norton, todas da altura. No livrete temos as imagens originais do livrete do vinil, assim como informações sobre as faixas e um texto escrito por Phil Smith (vocalista dos Wasted Lives) relatando todas as venturas e desventuras da feitura desta peça de história musical. Fez-se ainda uma actualização da capa, do branco/preto do original passa a vermelho/preto (explicações no livrete). Indispensável! 100%

D.O.A. – Punk Rock Singles 1978-99 (2007) – Sudden Death Records
Nova compilação para os Canadianos D.O.A. Esta inclui diversos singles de 7 polegadas editados desde 1978 até 1999. Ao todo são 26 temas em cerca de 68 minutos. No booklet incluem-se notas do próprio Joe “Shithead” Keithley acerca de cada um dos lançamentos aqui contemplados, assim como as respectivas capas. A capa é uma adaptação da original do 7” de 1981 “Positively D.O.A.”. Pena é que não contenha mesmo todos os 7”s da banda. A apresentação da edição está feita. A música? Quem já conhece, não necessita de introduções. Quem ainda não conhece (deviam ter vergonha!), esta é uma boa maneira de ficar a conhecer esta mítica banda Punk do Canadá. Para fãs da banda, coleccionadores, Punks no geral e meros curiosos. Indispensável! 95%

Joe Shithead Keithley And His Band Of Rebels (2007) – Sudden Death RecordsNovo trabalho a solo para o vocalista / guitarrista dos D.O.A. Aqui Joe troca o Punk Rock da sua banda de origem para fazer uma incursão no Rock ‘N’ Roll mais tradicional, simples e directo, mas sempre com um carácter contestatário e de intervenção, como convém. Influências de Ska, Punk e Rockabilly não são estranhas ao som desta Band Of Rebels, a qual é constituída por 14 amigos de Joe. Ao tradicional trio guitarra / baixo / bateria alia-se em algumas faixas instrumentos como saxofone, contrabaixo, teclas e violino. Além dos 12 temas originais (todos compostos por Joe Keithley) temos duas versões, uma de “Born To Be Wild” dos Steppenwolf e “Goodnight Irene” dos Leadbelly. A música aqui contida não é nada de novo ou original, nem é nada de transcendental, por isso mesmo não é tão cedo que irão ouvir algum destes temas na rádio ou TV. No entanto, transpira garra, atitude, espírito, energia, diversão e muito “amor à camisola”, que é o que faz falta a muita da música de hoje em dia. Um divertido álbum de Rock ‘N’ Roll para ouvir com amigos, num Sábado à noite, a beber umas cervejas, a jogar uma partida de bilhar. Nada mais que isso. 65%


Outros lançamentos da Sudden Death:

D.O.A. – War And Peace: D.O.A. 25th Anniversary Anthology (2003) – Sudden Death Records: Como o título indica, uma antologia comemorativa dos 25 anos de existência desta lenda do Punk Rock Canadiano. Abrange toda a carreira da banda, desde 1978 a 2001. Livrete com letras, fotografias, discografia e árvore de genealógica. Um “must-have”! 100%
D.O.A. – Bloodied But Unbowed: The Damage To Date 1978-83 (2006) – Sudden Death Records: Re-edição remisturada do original de 1983, lançado na altura pela Alternative Tentacles. Como o título indica, uma colectânea dos 5 primeiros anos de vida. Para quem ainda não tem este item, uma boa oportunidade de o adquirir. 90%
D.O.A. – War On 45: March To The End (2005) – Sudden Death Records: Mais uma re-edição. Este foi originalmente editado em vinil de 12” pela Faulty Recs. Além dos temas originais, há aqui a adição de faixas na mesma temática (letras anti-guerra) pertencentes a discos lançados após o EP original, perfazendo 18 malhas. 90%
D.O.A. – Live Free Or Die (2004) – Sudden Death Records: O último de originais destes Canadianos. A linha musical é sempre a mesma, Punk Rock com garra, furioso, de intervenção, algum Ska e Reggae a apimentar a coisa. As habituais covers também não faltam. Mais um capítulo na longa carreira dos D.O.A. 80%
Pointed Sticks – Perfect Youth (2005) – Sudden Death Records:
Re-edição do original de 1980. 4 temas como bónus. New Wave / Punk / Post-Punk Canadiano. Gosto muito deste disco. Ainda hoje em dia se ouve com gosto. 85%
Young Canadians – No Escape (2005) – Sudden Death Records: Disco que reúne a discografia completa destes Punks Canadianos (1979-1980). A faixa da colectânea “Vancouver Complication” (quando ainda se chamavam The K-Tels), os EPs “Automan”, “Hawaii” e “This Is Your Life”, além de temas ao vivo nunca antes editados. O livrete inclui biografia, discografia, informações dos temas e fotografias. Indispensável! 100%
The Modernettes – Get It Straight (2005) – Sudden Death Records: Mais Punk Canadiano. Disco que reúne o EP “Teen City”, o EP “View From The Bottom” remisturado, algumas faixas do LP “Gone But Not Forgotten” e diversas raridades ao vivo, incluindo temas do último concerto da banda em 83. Material desde 80 a 83. Edição original de 1995, re-editada 10 anos mais tarde com 5 faixas extras. Indispensável! 100%
Schulz – What Apology (2006) – Sudden Death Records:
Nova aventura de Guenter Schulz (ex-KMFDM, guitarra, baixo, programação) com a companhia de Jeff Borden (voz e letras). Rock Industrial de inspiração KMFDM, Ministry, Lard, Young Gods, Stabbing Westward e Nine Inch Nails. 75%

Sudden Death Records:
http://www.suddendeath.com/

Friday

V/A – Adriano, Aqui E Agora, O Tributo (CD+DVD 2007) – Movieplay

Assim que recebi o e-mail a promover este disco, fiquei logo entusiasmado e com vontade de ouvir o tributo. Solicitei um promocional e eis que aqui estou eu a ouvir o dito. Infelizmente, fiquei profundamente desiludido! A escolha dos músicos envolvidos não foi a melhor (responsabilidade de Henrique Amaro da Antena 3) e as próprias versões ficaram muito aquém do que se poderia fazer com a música de Adriano Correia de Oliveira. As rendições são maioritariamente de cariz electrónica e os originais perdem muito neste formato, tanto em espírito como em ambiente geral.
As faixas aceitáveis são “Tejo que levas as águas” pela voz de Tim dos Xutos & Pontapés, “Trova do vento que passa” pelos Dead Combo com a voz de Ana Deus dos Três Tristes Tigres, “Cantar para um pastor” por Raquel Tavares, “Fala do homem nascido” por Nuno Prata (ex-Ornatos Violeta) ou “Balada da esperança” por Shahryar Mazgani. A voz de Margarida Pinto dos Coldfinger é fantástica mas a versão de “Charamba” fica muito abaixo da média. Não me falem sequer aberrações como “E alegre se fez triste” por Cindy Kat, “O sol préguntou à lua” por Micro Áudio Waves, “Menina dos olhos tristes” por Valete ou “Rosa de sangue” por Pedro Laginha (o homem até pode ser bom actor, mas para cantar… lá está, a escolha das pessoas envolvidas). O tributo feito há uns anos atrás a José Afonso resultou muito melhor a todos os níveis. Até mesmo o tributo a Variações, não sendo perfeito, está uns furos acima deste.
Além do CD, inclui-se aqui um DVD com dois vídeos. O primeiro contém uma série de entrevistas à família, Manuel Alegre, e outros amigos do falecido músico, no qual se fala da vida e obra de Adriano, em cerca de 35 minutos. Poderia estar melhor mas tem apontamentos interessantes que valem a pena e um certo cuidado a nível visual que me agradou imenso. Um documentário completo, com estas entrevistas incluídas e um pouco mais de trabalho seria mais interessante. Mesmo assim, tem o seu certo interesse. O outro vídeo contém pequenas entrevistas aos músicos envolvidos no disco de tributo. Um complemento à biografia e ao CD, apenas isso. Para ver uam vez e já está.
Diz-se na nota de imprensa que “a voz de Adriano estava, até agora, abafada […] agora não devido à censura, mas por obra e graça de uma ingratidão manifestada num Alzheimer colectivo”. Pois, mas é difícil recordar a obra de Adriano através dos velhos vinis já gastos, ou num gira-discos que já não funciona, ou até mesmo através de reedições em CDs que, ou são de tiragens limitadas, ou não se encontram à venda em lado algum. Além disso é difícil recordar este e outros nomes da década de 70, da música de cariz interventivo do pré-25 de Abril, quando apenas se fala à boca cheia de José Afonso (a ele todo o seu mérito!), parecendo que nunca chegou a existir outro músico intervencionista em Portugal!
Ai Portugal, que falta de cultura, que falta de respeito pelo passado. Boa música, pergunte-se ao Zé Povinho, são os artistas “pimba”, é o Quim Barreiros, é o Emanuel, é o Toy, são os Anjos ou os Santamaria. Cultura? “Reality shows” repletos de gente sem o mínimo sinal de inteligência, “talk shows” com temas absurdos e com qualquer “palhaço” que lá queira ir demonstrar as suas habilidades (ou a falta delas!), os “Malucos do Riso” que riso nenhum me provocam, muito pelo contrário, isso é a ordem do dia no Portugal de hoje! Mas nem me vou esticar por aqui senão não paro de escrever!
Adriano faleceu a 16 de Outubro de 1982, tinha 40 anos de idade. 25 anos passaram desde então e que se fez? Este tributo muito abaixo da mediania, com versões que parecem ter sido feitos à pressa, para despachar e partir para outra. A reedição da obra original, completa, devidamente remasterizada, isso sim, era um tributo! 40% http://www.adrianocorreideoliveira.com/

ANGEL AIR RECORDS

Stackridge – Something For The weekend (2007) – Angel Air Records
Depois de ter aqui escrito umas linhas sobre as reedições remasterizadas dos discos dos 70s destes britânicos Stackridge, tenho a oportunidade de “fechar o ciclo” com este “Something For The Weekend”. Trata-se do disco gravado aquando da reunião na segunda metade da década de 90. Além da edição original de 1998, incluem-se aqui 4 temas extra, num total de 18 em pouco mais de 1 hora de música. O estilo não mudou muito daquele que tinham nos 70s, o que pode ser bom ou mau, dependendo do ponto de vista. No entanto, os poucos toques progressivos e sinfónicos que tinham são aqui deixados de lado para apostar numa sonoridade tipicamente Pop Britânico. A marca característica dos Stackridge está lá, o seu estilo de composição, o seu sentido de canção Pop simples mas com estilo, ambiência e humor Britânicos. 1998 não seria talvez o melhor ano (ou década até) para editar algo do género. Nos 80s isto teria sido muito melhor aceite. No entanto, os fãs da banda agradeceram essa mesma reunião e este álbum. Apesar de não ser o melhor dos seus trabalhos, este disco é superior a muitas das coisas que se fizeram na Pop do Reino Unido nos últimos anos, incluindo a tal banda com os dois irmãos que andam sempre ás turras (não me vou rebaixar a usar o nome aqui). Além da música temos direito a um booklet com as letras e um texto sobre a reunião e respectivo disco. Para fãs de Stackridge, Beatles e Pop Britânico clássico em geral. 80% http://www.stackridge.net/ / http://www.angelair.co.uk/

Carmen – The Gypsies / Widescreen (2CD, 2007) – Angel Air Records
Os Carmen surgiram na década de 70 com a sua peculiar fusão de Rock, Progressivo e Flamenco. Editaram 3 discos, abriram para nomes como ELO, Golden Earring, Blue Osyter Cult ou Santana e chegaram a fazer uma digressão em 1974, pelos USA, como banda de suporte dos míticos Jethro Tull. Esta é uma reedição remasterizada do terceiro e último trabalho, “The Gypsies”. Além dos 9 temas originais temos direito a dois bónus, “Flamenco fever” o segundo single da banda e “Only Talking To Myself”, um tributo a John Glascock (o baixista da banda que faleceu em 1979, depois de ter saído dos Carmen tocou com os Jethro Tull até falecer vítima de cancro). Este “canto do cisne” dos Carmen contém fantásticos temas como “Daybreak”, “High Time”, “Joy” ou o bombástico tema título “The Gypsies”. Além deste disco, inclui-se aqui o álbum “Widescreen” de David Allen, vocalista e guitarrista da banda. Allen começou a compor este material em meados da década de 90, trabalho que lhe levou 10 anos a completar e só agora vê edição oficial. “Widescreen” inclui 11 temas de fusão de Flamenco com electrónica e Jazz. Nada que possa agradar ao fã “diehard” de Rock, mas com alguma abertura de mente, é até um disco a ouvir com alguma atenção. Respectivamente: 80% & 70% http://www.angelair.co.uk/

Stone The Crows – In Concert, Beat Worshop, Germany, 1973 (DVD 2007) – Angel Air
Maggie Bell And Midnight Flyer – Live Montreux July 1981 (DVD 2007) – Angel Air

Os Stone The Crows eram Escoceses e tocavam um Rock dos 70s com voz feminina com uma forte componente Blues, Soul, Rock clássico e toques de Hard Rock. Antes de terem esta denominação chamavam-se Power, conseguiram que o manager dos Led Zeppelin, Peter Grant, fosse até à Escócia vê-los actuar, este decidiu assinar um contrato com eles mas com a condição de mudarem o nome para Stone The Crows. Esta gravação foi feita na Alemanha e é datada de 1973, mas só agora vê edição oficial neste DVD através da Angel Air. Além dos 7 temas registados ao vivo (cerca de 41 minutos), inclui-se aqui uma entrevista actual de 35 minutos com a vocalista Maggie Bell e o baterista Colin Allen, assim como uma biografia da banda.
No segundo DVD em revisão temos Maggie Bell numa carreira solo pós Stone The Crows, aqui acompanhada pela banda Midnight Flyer. Gravação ao vivo datada de 1981, em Montreux. São 13 temas em cerca de 70 minutos nos quais o estilo não muda nada em relação à sua banda de origem. A adicionar ao concerto, temos uma entrevista actual de 19 minutos com Bell e a biografia dos Midnight Flyer.
Não sou grande admirador de Blues, mesmo nesta vertente roqueira, e o estilo “cowgirl” da vocalista não ajuda mesmo nada. Fãs de Blues Rock e Rock setentista irão gostar, isto se não tiverem menos de 35 anos! 70% http://www.angelair.co.uk/

Diesel Park West – Damned Anthems (DVD 2007) – Angel Air
Este DVD inclui mais de duas horas de material dos Ingleses Diesel Park West, concentrado nos seus dois primeiros discos e na fase 89-92. Gravações ao vivo na Alemanha em Fevereiro de 1992, na Suiça em Abril do mesmo ano e na Dinamarca no festival Roskilde a Julho de 1989. Além dessas gravações profissionais incluem-se ainda bootlegs captados pelos fãs de 1988, 1993 e 2004, no total de 22 minutos. Como bónus temos ainda o promo-clip de “Six Days At Ju Ju”, 3 faixas áudio (com galeria de fotos como fundo visual) e biografia. Os Diesel Park West tocam Pop / Rock de final dos 80s e inícios dos 90s, na linha de nomes como U2, INXS, etc. A música da banda não é má de todo, embora seja muito simples e lugar comum, mas tem uma melodia cativante e aquele “feeling” do final dos 80s. De qualquer modo, fãs do Pop / Rock dos 80s / 90s, algures entre os 35 e os 40 anos, este poderá ser um agradável regresso a esses tempos. 70% http://www.dieselparkwest.com/ / http://www.angelair.co.uk/

American Steel – Destroy Their Future (2007) – Fat Wreck Chords

Nunca tinha ouvido esta banda Norteamericana até agora, altura em que me chegou à caixa de correio este fabuloso “Destroy Their Future”. Trata-se do seu 4º trabalho, o primeiro através de Fat Wreck Chords. Após um hiato de 6 anos, a banda regressa com este novo trabalho, o qual é composto por 12 temas que rondam os 35 minutos. Nota-se que o trabalho de composição é cuidado e há aqui muito boas ideias, bem aproveitadas e executadas, cativantes, com refrões e melodias orelhudos. A banda vai buscar influência a bandas e estilos tão díspares como The Clash, Crass, The Pogues, Pop Punk, Hardcore, Irish Folk, Soul, ou até mesmo o som da mítica editora Motown, entre outros, e isso nota-se perfeitamente na sua música, conseguindo criar estes um som variado mas com um certo grau de homogeneidade, o som American Steel. Recomendo. 85% http://www.americansteel.org/ / http://www.fatwreck.com/ / http://www.fatwreck.de/

Sunday

PEOPLE LIKE YOU RECORDS – Agosto / Setembro 2007

The Generators – The Great Divide (2007): Novo trabalho de estúdio para os Norteamericanos The Generators, uma das minhas preferidas do catálogo PLY. Rock directo, simples, potente, muita melodia, muita atitude. Um pé no old-school e outro no lado mais moderno do Rock, uma certa influência Punk completa a equação. O que posso dizer mais sobre esta banda que já não tenha dito? Sou suspeito ao falar dos Generators precisamente por ser fã da sua música. “The Great Divide“ traz mais 10 temas do mesmo de sempre. E isso é bom, muito bom! Para quem gosta do seu Rock simples, directo e melódico, com um som limpo, sem chegar a ser comercial, pomposo ou pretensioso.RDS 90% http://www.the-generators.com/ / www.myspace.com/thegenerators

Heartbreak Engines – One Hour Hero (2007): Os Heartbreak Engines regressam com 11 novos temas de estúdio neste “One Hour Hero”. São 40 minutos plenos de Rock ‘N’ Roll com muita energia e atitude com toques Punk, Rockabilly e Psychobilly (a vertente ‘billy talvez esteja demarcada devido à presença de um “double bass” em vez de um baixo “normal”). Ritmos enérgicos, riffs de guitarra contagiantes e de puro Rock ‘n’ Roll, vocalizações ora selvagens ora melódicas, com muitos sing-a-long incluídos. Mais uma edição da PLY que não desilude (muito pelo contrário!). A salientar a participação especial de Sparky (vocalista dos Demeted Are Go) no tema que encerra o disco, “Gunwitch”. Um álbum do caralho! Recomendo vivamente! RDS 95% http://www.heartbreak-engines.com/ / www.myspace.com/heartbreakengines

The Peacocks – Touch And Go (2007): Foda-se! Então mas eu não tenho nenhum disco merdoso para criticar desta People Like You? É tudo bom? Pois então aqui vai mais uma crítica favorável. Não tenho muita informação sobre estes The Peacock e a biografia / nota de imprensa que acompanha o disco não é lá muito esclarecedora. Vou ser directo e conciso então. Pouco mais de 38 minutos divididos em 16 temas de Rockabilly tingido de Punk e Rock mais tradicional, muita melodia, aproximação quase Pop às suas canções mas sem perder a sua atitude Underground e de puro Rock ‘N’ Roll. Estes “pavões” sabem escrever grandes malhas e não andam apenas a exibir a sua penugem colorida. Ah, e é um trio (guitarra / voz, bateria, contrabaixo), isso dá para ver pela fotografia promocional. Vale a pena experimentar o canto destes pavões. RDS 85% http://www.thepeacocks.ch/ / www.myspace.com/itstimeforthepeacocks


People Like You Records: http://www.peoplelikeyourecords.com/

Akimbo – Navigating The Bronze (2007) – Alternative Tentacles Records

Novo trabalho para os Akimbo de Seattle, USA. Este ano marca o 10º aniversário da banda e nada melhor para comemorar do que um novo trabalho de estúdio, o quinto. Hardcore, Post-Hardcore, Post-Rock, Stoner, Rock ‘n’ Roll, Metal, tudo ajuda nestes opus hardcoriano de 10 malhas que perfazem cerca de 40 minutos de duração. Pesado, intenso, brutal, asfixiante por vezes e mais ambiental noutras ocasiões, uma faixa é um curto solo de bateria, outra é um tributo Rock / Hardcore a J.S. Bach. De notar ainda a intrigante capa, na qual podemos ver uma fusão de espécie de carripana “redneck” com um ”drakkar”. Para fãs de Hardcore moderno, Rock ‘N’ Roll / Stoner mais sujo e acelerado, Post-Rock mais intenso, bandas como Black Sabbath, Botch, At The Drive-In, Black Flag, Helmet, Man Or Astroman?, Alabama Thunderpussy, High On Fire, Mastodon, etc. RDS
95%

Alternative Tentacles Records: www.alternativetentacles.com
Akimbo : www.livetocrush.com

Thursday

Há Alma - Downloads

Eis o 5º capítulo do “Livro da Alma”. “Todos Mortos” marca o início da Parte 2 – A Arte da Coragem. “Sniper” seguir-se-á… e outros mais, depois!
Os 4 temas da Parte 1 foram remisturados e também já podem ser escutados nos sítios oficiais dos “há alma”, na Internet (http://www.haalma.pt - http://www.myspace.com/haalma - http://www.youtube.com/haalma). Entretanto o colectivo continua à procura de editora.

Here it is the 5th chapter of the “Book of the Soul”. “Todos Mortos” (All Dead) marks the beginning of Part 2 - The Art of the Courage. “Sniper” will follow… and other more, later!
The 4 themes of Part 1 were remixed and can already be listened in the official sites of “há alma”, in the Internet (http://www.haalma.pt - http://www.myspace.com/haalma - http://www.youtube.com/haalma). However, the band continues to seek for a label.

Aqui d'el-Rock / Há Alma:

Friday

Dust - "Get Stuck On This" EP - Disponível para download

DUST - Novo Ep - faz o download grátis em http://www.dust-rocks.com/ ou carrega directamente aqui - Download
"Get stuck on this" - Misturado e masterizado por Paulo Miranda
Produzido por DUST & Paulo Miranda - 2007

DUST . New Ep - Free download at http://www.dust-rocks.com/ or press the direct link here
"Get stuck on this" - Mix & mastered by Paulo Miranda
Produced by DUST & Paulo Miranda - 2007

DUST:
http://www.dust-rocks.com/

Sunday

Compilação online "80 De Rock" (2007)

Mais uma compilação de música nacional para download gratuito. Esta colectânea é composta por algum material mais antigo que serve de atractivo para os saudosistas, assim como material novo, para os que querem estar sempre atentos ao que se vai fazendo em Portugal na área da música moderna. A iniciativa parte do responsável pelo blogspot "80 de Rock". Cantava Zeca Afonso "Venham mais cinco", pois eu digo que cinco não chegam, e que venham muitas mais deste género! RDS
80 De Rock: http://80derock.blogspot.com

Wednesday

Fiona At Forty – Bloodloss Is A Sport (2007) – Raging Planet Records

“Bloodloss Is A Sport” é o álbum de estreia dos Portugueses Fiona At Forty, através da também Portuguesa Raging Planet. O primeiro nome que vem logo à cabeça ao ouvir estes FAF é At The Dive-In. A extinta banda parece ter um lugar privilegiado nas discografias pessoais dos membros da banda Portuguesa. Mas não se ficam pela mera cópia, os FAF conseguem inserir na sua sonoridade outros elementos e influências. Emo, Rock, Hardcore, Screamo e algum Metal fazem a sua fusão nestes 10 temas, entre os quais se encontra uma versão de “My Funny Valentine”, um standard do Jazz, aqui devidamente transferido para o Universo Fiona At Forty. Som potente, limpo, com muita atitude e garra, um trabalho de composição cuidado, mas sempre com uma forte inclinação para os territórios da já referida banda de inspiração (não que isso seja mau, pelo contrário). Um pouco mais de rodagem ao vivo e de garagem podem trazer um segundo álbum com mais identidade. Falta ainda referir que o disco foi gravado nos estúdios Crossover pelo Sarrufo, local já habitual para as sonoridades mais pesadas, e de onde têm saído muito boas produções. Habitualmente, não sou grande apreciador deste tipo de sonoridades (os ATDI foram uma das poucas bandas a chamar-me a atenção) mas este disco até está bem feito. Muitos pontos acima do que algumas bandas fazem lá fora com muito mais sucesso de vendas, crítica e aceitação pelos fãs. É já mais que tempo para que as bandas Portuguesas consigam um lugar de relevo na cena musical internacional! E tudo começa cá dentro, com o apoio dos seus conterrâneos! RDS
80%
Raging Planet Records: www.ragingplanet.web.pt
Fiona At Forty: www.myspace.com/fionaatforty

Friday

Fleshies – Scrape The Walls (2006) – Alternative Tentacles

Os Fleshies são de Oakland (USA) e este é o seu novo trabalho. 17 temas de East Bay Punk com muito espírito Garage / Rock ‘n’ Roll old school, com influências por aqui e por ali de Hardcore ou Stoner Rock. Entre os 17 temas encontra-se uma versão de “Happy Hunting Ground” dos Sparks, a qual conta com a participação vocal de Jello Biafra. O som é sujo o suficiente para manter o espírito Rock’ n’ Roll, mas há algumas partes com melodia que evitam que ou ouvinte se canse de tanta crueza de som. Não sendo um álbum inovador, mesmo assim é um bom álbum de Garage Punk lo-fi, sujo, rápido e com muito espírito. 35 minutos que acabam rapidamente mas depois de ouvir isto bem alto (como eu recomendo) não vão querer massacrar mais os ouvidos (no bom sentido, claro!). A capa e o livrete é que poderiam ser mais cuidados, parecem muito amadores, tipo maquete de banda de garagem. Ou talvez seja essa a intenção.Para fãs de MC5, Butthole Surfers, Dwarves, Zeke, Pufball, The Hellacopters e até mesmo Amen. RDS
80%
Alternative Tentacles: www.alternativetentacles.com

Dead To Me - Special Professional (Fat Wreck 06)

Cinemuerte - Stuck In A Moment (Raging Planet 2006)