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Monday

V/A – Trip In Time Vol. 3 – Psychedelic Adventures On Planet Earth (2008) – Trip In Time

Como o título indica, este é já o terceiro volume desta compilação da editora Trip In Time. As 18 bandas provenientes de vários cantos do globo preenchem quase 79 minutos de música. Psychedelia, Space Rock, Krautrock, Stoner, Rock ‘N’ Roll, Funk Rock e Folk Rock são os caminhos tomados pelas bandas, sempre com a ideia do ambiente retro 60s/70s bem presente. A colectânea serve o seu propósito, ou seja, dar a conhecer os nomes envolvidos a quem a ouve. Há um pouco de tudo e qualquer pessoa pode encontrar pontos de interesse. Deixo essa escolha à mercê de cada um. As minhas escolhas recaem em The People, Ginger, Fuzz Manta, Mother And Sun, The Magnificent Brotherhood ou Crystal Caravan, por exemplo. 65% http://www.tripintime.de/ / www.myspace.com/tripintime
RDS

Bison B.C. – Quiet Earth (2008) – Metal Blade Records

Este é o segundo disco para os Canadianos Bison e o primeiro para a Metal Blade. 8 temas em cerca de 44 minutos fazem uma fusão brutal de Thrash, Sludge, Stoner e Crust. Som ultra pesado, sujo, agressivo, sem concessões, é assim que os Bison se apresentam. A secção rítmica é devastadora, os riffs de guitarra são bem pesados, a voz é grave e arranhada (faz lembrar o Xico dos Portugueses Dawnrider), e é tudo descarregado a um ritmo alucinante. Mas não é só peso e brutalidade porque sim, porque tem de ser, pois há muitas ideias fantásticas que mantêm “Quiet Earth” fresco até ao fim. Além de não haver um único momento de descanso também não há um momento “morto”, mantendo-se o disco interessante de início ao fim. Rapidamente passamos de uma secção “groovy” com tendências Stoner a uma mais rápida linha Thrash / Speed, ou de um compasso arrastado Doom / Sludge a uma Lina mais melódica com fortes influências NWOBHM, sempre com aquela crueza Punk / Crust / Sludge. Altamente recomendado a fãs de High On Fire, Mastodon, Buzz-Oven, Melvins, Soilent Green, Bongzilla, Logical Nonsense ou Today Is The Day. 90% www.myspace.com/bisoneastvan / http://www.metalblade.de/
RDS
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Bison B.C. - Live

Bison - Interview Hardtimes.ca

Thursday

Adam West – ESP: Extra Sexual Perception (2008) – People Like You

Os Adam West estão de volta com mais uma descarga de Rock ‘N’ Roll / Punk / Hard Rock. São 12 novos temas rápidos, groovy, enérgicos, crus, agrestes, barulhentos, selvagens, puros. O som dos Norte-Americanos continua na mesma, portanto. E isso é óptimo! Para quem ainda não conhece (o quê?), imaginem uma fusão de 60s Psychedelic Rock, 60s Garage Punk, Punk ‘77, 70s Heavy Rock, Hard Rock / Punk da cena Australiana dos 70s e bandas como Motörhead, AC/DC, Rose Tattoo, MC5, Misfits, Black Sabbath, Stiff Little Fingers, Vibrators, Radio Birdman e Iggy & The Stooges. A produção crua e suja, tipo ensaio na garagem, ajuda muito ao espírito “old-school” e pureza da música. Riffs fabulosos, ritmos que convidam ao movimento, voz rouca, atitude a rodos. Nunca os vi ao vivo mas deve ser uma festa! Punho fechado no ar, cerveja na mão, cara de mau (com um sorriso a escapar pelo canto da boca), muito suor e “headbanging”. Estão vivos e recomendam-se! 80% www.fandangorecs.com/adamwest / www.myspace.com/adamwestrocks / http://www.peoplelikeyourecords.com/
RDS
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Adam West - You´re My Solar Flare

Wednesday

Colour Haze – All (2008) – Elektrohasch

Novo trabalho para os Alemães Colour Haze. Este é já o 7º disco de originais da banda, entre outro material que têm vindo a editar desde 1995 como 7”s, LPs, splits, etc. São 10 temas em cerca de 65m17s de Psychedelic / Heavy / Stoner Rock com um balanço perfeito entre a vertente Heavy Rock, o lado mais psicadélico e até uma certa influência world music. Influências e aproximações a nomes como Cream, Jimi Hendrix, Led Zeppelin, Kyuss, Queens Of The Stone Age ou The Doors, entre outros, são notórias. À sua sonoridade característica, os Colour Haze adicionam agora vozes femininas, uma cítara e passagens acústicas, o que expande ainda mais o seu Universo sonoro. Mais um excelente capítulo na história dos Colour Haze. Recomenda-se a amantes do género. 75% http://www.colourhaze.de/ / http://www.elektrohasch.de/
RDS

COLOUR HAZE Live At Rockpalast


Friday

Soilent Green - Interview

1 – New record, new label. How did you ended up signing with Metal Blade? Are you satisfied with their work with the band so far?
Very satisfied, they have done an amazing job for us. We had finished up our contract with Relapse and we both had a mutual feeling of wanting to part ways. A lot of the folks at Metal Blade have been fans for years, so they swooped in and we are completely happy with the change so far.

2 – Are you satisfied with this new album “Inevitable Collapse In The Presence Of Conviction”, the songs, the recording process, production, final product?
Yeah we are very proud of the new record. The recording process was our smoothest ever. I was all just a real good time. WE had a lot of drama we had to come to terms with and this album was a way to leave all the negativity behind. A true cleansing.

3 – The album was produced by Erik Rutan. How did you ended up working with him? Are you satisfied with his work?
We are more than satisfied. We have been friends with Erik before he recorded us. We met him when we toured with Morbid Angel and hit it off. We talked then about recording us. Once we did Confrontation with him we knew would want to go back and this time it went even smoother. He has the ability to record the organic tones that we like. He is an awesome producer and friend.

4 – Your music is a blend of several styles, from Grindcore to Death, from Sludge to Southern Rock, from Punk to 70s Heavy Rock, and even some Funk Rock. Which bands do you listen to and influence you to write music for Soilent Green? And books? And movies?
I usually lately have been listening to anything but metal to get my influences. A lot of blues and r/b, also I’m a huge jazz fan. Al Green, Curtis Mayfield. Coltrane, Miles Davis, Charlie Patton, Howling Wolf are a few of our favourites. Movies and books I read are not really direct influences on our music.

5 – “Inevitable Collapse In The Presence Of Conviction” is a strange title (and so are the song titles). What does it means? What kind of subjects influenced you to write the lyrics for this record?
It is the basic idea of no hope. We have had a lot of drama in our history so at the time we had a feeling of why are we still doing this. We had to dig a little and realize why we even started, for the love of playing music. As far as the actual lyrics that is Ben’s department. I just write the music and let him do his thing.

6 – The cover artwork for this record is awesome but quite enigmatic. Who is responsible for the frontcover and what does it mean? Is it connected somehow with the lyrics?
The cover was done by John Van Fleet. He’s a huge icon in the U.S. comic industry. We are old comic nerds so it was an honour to work with him. It is connected somewhat to the concept of no hope. The actual cover is only one out of the three that John did for us. The girl in flight is connected to the very machine that is giving her that gift, symbolizing that no matter how hard you try you are set up for failure.

7 – Do you have a tour prepared to promote the record?
We have been on tour for about 9 weeks so far. We Played with Erik and Hate Eternal then went straight to Death Angel and Godforbid, And now we are with Dethklok. We are doing the only show of the Ozzfest too. We are really happy to be able be still be doing what we do twenty years in.

8 – You have now some space for a final message.
Well thank you for your time. And I guess just that if you did what we do then please if you have the chance come see us live. We like to pride ourselves as a live band and feel that is where we are most comfortable. Thanks again CHEERS!

Questions: RDS
Answers: Brian Patton (Guitar)

http://www.soilentgreen.net/ / www.myspace.com/soilentgreen / http://www.metalblade.de/

Thursday

Soilent Green – Inevitable Collapse In The Presence Of Conviction (2008) – Metal Blade Records

Os Norteamericanos Soilent Green estão de volta com um novo trabalho de estúdio. Desta vez a edição é feita via Metal Blade, a sua nova editora. São 11 novos temas, em cerca de 42 minutos, de fusão Death, Grind, Sludge, Stoner, Southern Rock e Hardcore. A produção do disco esteve a cargo de Erik Rutan, por isso, já sabem o que esperar em termos de som. Um som poderoso quanto baste mas limpo o suficiente para ouvir tudo o que se vai passando neste “caos” sonoro. Confesso que a primeira vez que ouvi estes SG, há dez anos com “Sewn Mouth Secrets” (1998), achei estranha a fusão de estilos. Hoje já estou mais “calejado” nas diversas vertentes exploradas pela banda, daí já conseguir desfrutar na sua plenitude a descarga Grind / Sludge. Pesado, poderoso, brutal. Ora mais rápido nas descargas Grindcore, ora mais balançado e groovy na vertente Sludge / Southern. As restantes influências dão ainda outra cor ao quadro geral. Um disco ao mais alto nível daquilo que a banda consegue fazer. Aconselho vivamente aos fãs da banda e a fãs de música extreme em geral! 85% http://www.soilentgreen.net/ / www.myspace.com/soilentgreen / http://www.metalblade.de/
RDS

Wednesday

Dawnrider - Entrevista

1 – Fala-me um pouco da história dos Dawnrider desde a sua concepção até à data.
FJ – Em 2004 eu vim com a ideia de formar um projecto novo com o Libe (João Barrelas). Ambos tínhamos terminado as nossas funções nos Subcaos, mais uma vez a banda iria hibernar. Como necessitávamos de um line-up diferente dos Subcaos eu propus ao Conim, que fosse experimentar guitarra ritmo e ver como se entendia com o Libe. Por sua vez o Libe trouxe o Samuel dum projecto que tinham em conjunto. Ainda tinha os No-Counts a decorrer, lembrei-me logo de propor ao Victor o lugar na bateria para este tal projecto de Metal. Já no tempo dos No-Counts eu e o Vítor queríamos tocar Metal, no tempo dos Subcaos o Libe partilhava da mesma ambição comigo, então o passo óbvio seria formar uma banda de Metal. Depois de vários concertos e de um split Ep editado na Blood & Iron, Samuel sai e entra outro ex-No-Counts, o Carlos “Sven”. Como o Samuel saiu a meio das gravações e não podíamos perder mesmo mais tempo, no álbum, quem gravou o baixo foi o Conim. Espero que esta formação se mantenha por muito tempo, para além de serem grandes amigos, são músicos muito criativos com um enorme coração.

2 – Descreve os processos de composição e gravação deste disco de estreia “Alpha Chapter”.
FJ –
Os temas foram compostos essencialmente pelo Libe, mas temos também alguns pelo Samuel e pelo Conim. Os arranjos são feitos um pouco por todos na banda. As letras até agora têm sido feitas todas por mim. O modo como gravámos este álbum foi errante, houveram muitos problemas, as misturas eram para serem feitas em casa com um produtor mas os planos falharam, aconteceram uma data de imprevistos da parte do nosso antigo baixista e tivemos de continuar o trabalho no estúdio onde fizemos a captação, passados uma data de meses. O álbum foi feito aos bochechos e na fase final teve de ser apressado. Para um primeiro álbum acho que está bom, mas da próxima já temos um plano delineado onde vamos gravar os temas dois a dois em meses seguidos e depois sim, as misturas serão feitas de seguida.Assim é tudo feito em um terço do tempo, gastamos metade do dinheiro que gastámos e depois deste verão, temos o disco todo gravado e misturado. Desde que registámos a bateria até que o álbum estivesse masterizado, passou-se um ano. Muitos meses queimados esperando podermos gravar guitarras e baixo em casa e no fim não foi possível.

3 – Sobre que assuntos incidem as letras contidas neste disco?
FJ –
Variam um pouco, não há um conceito neste primeiro álbum. As letras são directas e fáceis de entender. Lidam muito com o conceito de liberdade, não numa perspectiva de reclamar por exemplo libertinagem, mas sim a liberdade do indivíduo cada vez mais condicionada de formas camufladas que o sistema usa para eliminar as nossas defesas. Os sistemas modernos já não usam a repressão policial, ditaduras militares ou coisas do género…preferem usar a economia para chegar aos seus objectivos.Por outro lado, falam de batalhas espirituais, letras pessoais de mágoa, dor e paixão e até uma que é um tributo a uma banda Portuguesa dos anos 70 que são os Beatniks.

4 – A capa do disco é uma fotografia da banda, mas esta foi tratada de modo a ter um ar de portada de disco dos 70s. Era esta a vossa intenção, suponho? Quem é que foi responsável pela capa?
FJ – A foto na capa, bem como a contracapa e a foto do interior são da autoria de um fotógrafo que descobri num fórum de Metal cá, muito talentoso por sinal, que é o José Ramos. Apaixonei-me pelo trabalho dele e contactei-o fazendo a proposta para trabalhar conosco neste álbum e que levaria a banda até alguns sítios de Sintra que ele fotografou para experimentar com a banda e assim foi. No disco apenas estão duas fotos da banda mas temos mais umas três diferentes de uma sessão de mais de 500 para introduzir como fotos promocionais para magazines, webzines, o que for necessário. Se olhando para a capa dá a imagem de recriar um ambiente “seventies”, então a missão foi cumprida.

5 – Quais são as vossas influências musicais, assim como outro tipo de influências?
FJ – São bandas de várias épocas e estilos mas que se encaixam bem umas nas outras, pelo menos para nós. Do final de 60’s e anos 70 somos influenciados por nomes de peso como os óbvios Sabbath e Pentagram, mas também por Bang, Sir Lord Baltimore, Dust, Buffalo, Judas Priest dos primeiros tempos, Captain Beyond, Blue Cheer, High Tide, etc. Dos 80’s retiramos influencias no Doom Metal, Crust original e Heavy Metal tradicional, como Trouble, Saint Vitus, Obsessed, Penance, Amebix, Antisect, Deviated Instinct, Angel Witch, Diamond Head, Witchfinder General, Mercyful Fate e Manilla Road. Outras influencias podem ser a Bíblia Sagrada, William Blake, o terrível sistema em que vivemos, a nova ordem mundial, o sonho hippie e a utopia libertária.

6 – O disco é lançado pela Raging Planet Records. Como é que surgiu esta colaboração? Porque é que a banda optou por esta editora em particular?
FJ – Eu já conheço o Daniel Makosch da Raging há algum tempo. Inclusive, cheguei a escrever sobre algum Metal na Rock Sound quando ele editava cá a versão Portuguesa da revista. Quando terminámos a gravação foi o primeiro a quem mostrei por ter boas relações com ele. Como ele quis editar o disco, eu nem mostrei a mais ninguém. Agrada-nos o facto de ser alguém que nós conhecemos a editar o disco. Embora a editora não tenha nenhuma banda na nossa área, gosto como ele promove os trabalhos.

7 – Como é que estamos de concertos de promoção ao disco? E em relação a outro tipo de promoção, tais como entrevistas, rodagem em rádios, etc?
FJ – Embora o disco tenha saído em Novembro, apenas foi para as lojas independentes em Dezembro e só chegará ás grandes superfícies em Janeiro. Já fizemos 3 datas entre Novembro e Dezembro de promoção do disco, 2 delas com mais bandas, a primeira, de lançamento do álbum foi com os Alabama Thunder Pussy e os Firebird. Em Fevereiro e Março temos mais concertos, vamos tocar em Barroselas este ano e como não somos uma banda que toque muito ao vivo para nós já é bom. Vamos em Fevereiro gravar um vídeo-clip de promoção ao álbum, provavelmente será o tema “Predator” um tema muito “in-your-face” bom para passar na televisão. Neste mês de Janeiro sei que pelo menos uns 30 programas de rádio receberam o promo do álbum, agora é ver o que vai acontecer. As entrevistas começaram agora, penso que a tua é a primeira desta fase de promoção do álbum.

8 – O que é que aconteceu à tua editora Sleazey Records? Porque é que “fechou as portas”? Que lançamentos e outro tipo de actividades efectuaste com a mesma?
FJ – A Sleazey foi criada enquanto estava nos No-Counts para não só editar a minha própria banda, bem como as dos nossos amigos (Brainwashed by Amália e We were Wolves). A maioria dos lançamentos são splits pois assim também lançava bandas de amigos e correspondentes lá de fora. Como as bandas eram todas mais ou menos do mesmo universo, estava-se a criar uma cena gira com os Sleazey Fests e tudo, os Adam West de Washington que chegaram a tocar cá, não só entraram num split conosco em Cd, bem como lhes fiz um Ep com uma capa exclusiva assinada pelo Mauamor, o meu ilustrador Português favorito do Rock underground. Eu era um grande fan dos Adam West, eles são uma grande banda e orgulha-me ter trabalhado com eles durante o ano de 2003.Como acabei por perder algum dinheiro com a editora (alguns lançamentos falharam) e fiquei sem dinheiro para reinvestir, decidi findar o projecto.

9 – Agora tens outra editora, a Blood & Iron Records. A linha musical é um pouco diferente da Sleazey, não é? Que edições tens feito até agora e quais é que tens programadas para o futuro próximo?
FJ – Sim, eu e o Conim somos a Blood & Iron. Também distribuímos ás vezes outras editoras pequenas mas com lançamentos muito interessantes. Editámos um single para os Blacksunrise, editámos o nosso split Ep com os War Injun que era um projecto com elementos dos Earthride (2 álbums na Southern Lord), um deles o mítico Dave Sherman ex-Wretched e ex-Spirit Caravan, no baixo.Editámos um 10” EP aos Place of Skulls que contam como líder da banda, o ex-Pentagram Victor Griffin.Em Fevereiro sai agora um CD reedição com o primeiro EP dos Life Beyond mais bónus, esta banda conta com um actual membro dos Iron Man, outra banda de Doom de Maryland de culto.Também em Fevereiro sai uma colecção de demos com o single ultra-raro incluído dos Blind Legion, uma banda de culto do underground metaleiro americano dos anos 80. Em Março ou Abril sai finalmente ao fim de um ano de espera por todos os temas, o tributo aos Australianos Buffalo, com muitas bandas boas do underground Doom e Heavy Rock internacional. Os Dawnrider entram com “Shylock” que aparece também no álbum de estreia.

10 – O que é que aconteceu às tuas bandas anteriores, The No-Counts D.O.M., Subcaos e Savage City Outlaws (esta apenas uma pequena brincadeira)?
FJ – Os No-Counts acabaram, pena foi não termos deixado um álbum. Agora vejo aí bandas com metade da qualidade e da fúria dos No-Counts a quererem singrar cá. A minha mensagem é: “os Portugueses não gostam de Hard Rock com colhões!” - S.C.O. são isso mesmo, uma brincadeira. Fui convidado para cantar nos eps nada mais, foi uma boa gargalhada ver aquilo tudo editado. Subcaos…bom, vê o myspace da banda, lá diz tudo numa frase: “We the undead, we never sleep!”.

11 – Essas bandas tiveram alguns lançamentos antes de encerrarem as suas actividades. Pensas reeditar isso num futuro próximo? Talvez um CD com o material que foi lançado em vinil.
FJ – Para já não, não quero editar nada de Subcaos mas procuramos uma editora para o fazer: queremos editar finalmente a colecção de demos raras que ninguém praticamente teve acesso juntamente com o Mini LP inédito de 1996 e queremos fazer um Ep novo.Se alguma vez reeditar os No-Counts será daqui a 10 anos, ou se alguém o quiser fazer, eu não me importo.

12 – Além de bandas e editoras tens também andado ocupado com a tua loja de música. Isso ainda está a andar?
FJ – Fechou há um ano atrás, o negócio na net e a edição de discos são agora o meu objectivo.

13 – Sentes na tua loja que o negócio está fraco por causa de toda a cena do “download” na “internet”, pirataria, gravações caseiras, etc? Já agora o que é que pensas desse assunto? Não será isso apenas mais uma forma actualizada do antigo “tape trading”? Afinal de contas, sempre se gravaram os vinis dos amigos lá em casa, nas velhinhas cassetes.
FJ –
A minha opinião é que realmente fazer um download é como gravar uma cassete ou ainda pior pois o som não é tão bom. Não há nada como o som da fita e do vinil. Mas há bons trabalhos hoje em dia de remasterização que aprecio, não tanto em música dos anos 70 que perde a sujidade e fica despersonalizado, mas no Metal, tenho visto bons trabalhos de remasterização e remistura.O como alguém pode achar que ter um cd-r com uma capa de fotocopia ou gigas no computador substitui o objecto é que eu não compreendo. Esta gente que se diz apoiante do underground, está-se a contradizer. Cada um tem as suas prioridades na vida, eu tenho a casa cheia de música, revistas, zines, memorabilia…o mundo do Rock pesado e underground vive disto, virtualizar as coisas é matar a nossa cultura. Já basta uma pessoa trabalhar em frente a um computador!

14 – Tens já alguns anitos no Underground nacional. Já estiveste envolvido em diversas bandas como Subcaos, Crise Total, No-Counts D.O.M., Dawnrider, etc, já formaste editoras independentes (Sleazey e Blood & Iron), tens uma loja de música, etc. Como vês a evolução da cena Underground nacional desde que começaste a fazer parte da mesma até hoje? Que bandas, editoras, promotores de concertos, revistas e outros da cena musical podes realçar?
FJ – Agora as coisas são mais facilitadas, mais fúteis por vezes, anda tudo muito virtual. Eu também vivo muito na net devido ao meu trabalho, mas quero a rua como campo de batalha e os concertos como manifesto. Quero a minha cerveja gelada, e relações cara-a-cara. Queria ter mais contacto com a natureza como já tive para assim conseguir mais facilmente paz de espírito e alienar-me das coisas más da selva de pedra. A minha menção honrosa vai para todos aqueles que organizam concertos, esses são uns verdadeiros heróis, musica ao vivo é vital e eu sei que dá trabalho e por vezes perde-se dinheiro. Desde o pessoal de Barroselas até aos punks de 20 anitos que organizam concertos para 40 pessoas, passando pela Spear, para mim todos contribuem de maneira positiva para o underground nacional. Não sair de casa e ficar na Internet armado em palhaço num fórum qualquer é uma atitude merdosa de cobarde que nada tem a ver com Rock & Roll! A acção é na rua! Devo também salientar o trabalho da Underworld, já são muitos anos a fazer um magazine grátis que não lambe o cú a ninguém, pena ter poucas páginas pois é aquela postura no jornalismo musical que faz falta em Portugal.

15 – Tens agora espaço para deixar uma última mensagem aos leitores da Fénix.
FJ – Obrigado pelo interesse nos Dawnrider. Apoiem o underground e pensem por vós próprios. Não se deixem enganar pelas mentiras de um sistema cada vez mais corrupto e do seu plano maléfico para nos controlar e rotular. Fuck the 666!

Questões: RDS
Respostas: Francisco Dias


Dawnrider: http://www.dawnrider.com/ / http://www.myspace.com/dawnriderdoom
Raging Planet: http://www.ragingplanet.web.pt/ / http://www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal

Wednesday

STONER ROCK / ROCK ‘N’ ROLL / PSYCHEDELIC

Tia Carrera – Heaven / Hell EP (Arclight Records, 2007): Tia Carrera era uma actriz de filmes de série B. Tia Carrera é uma banda Norteamericana de Heavy Rock / Stoner instrumental com carácter de improviso. Estes 3 temas foram gravados em sistema analógico para manter o espírito dos 70s. São cerca de 33 minutos de música recomendados apenas a fãs de Stoner / Doom / Psych instrumental. 75% http://www.1970tiacarrera.com/ / www.myspace.com/tiacarrera / http://www.arclightrecords.com/

Amplified Heat – Amplified Heat EP (Arclight Records, 2007): O disco foi originalmente lançado em 2003 pela própria banda, numa edição de 200 exemplares, e vê em 2007 re-edição por parte da Arclight. O disco contém os 5 temas originais e 2 temas da mesma sessão de gravação. São cerca de 32 minutos de Rock ‘N’ Roll / Blues Rock / Punk / Hard Rock bem cru, simples e directo. Imaginem uma fusão de George Thorogood, Motorhead, Dead Kennedys, Hawkwind, Jon Spencer Blues Explosion, R.L Burnside e Screaming Jay Hawkins e terão uma pequena ideia. 80% http://www.amplifiedheat.com/ / www.myspace.com/amplifiedheat / http://www.arclightrecords.com/

Causa Sui – Free Ride (Elektrohasch Records, 2007): Psychedelic Stoner Rock de proveniência Dinamarquesa. Neste segundo disco são apresentados 7 temas em pouco mais de 52 minutos plenos de psicadelismo e muito rock ‘n’ roll. Segundo a nota de imprensa, os Causa Sui fazem a fusão da furiosa loucura de Jimi Hendrix com o Hard Rock dos Blue Cheer, o espírito selvagem de Iggy Pop e o Krautrock dos Alemães Can. Adicionem ainda Monster Magnet, MC5 e 13th Floor Elevators à mistura. Não anda muito longe disto, não! Para os apreciadores de Rock Piscadélico. 75% http://www.causasui.com/ / http://www.elektrohasch.de/

Sgt. Sunshine – Black Hole (Elektrohasch Records, 2007): Mais Rock Psicadélico, este já mais influenciado pelos 60s e com toques progressivos e algumas influências latinas. Este trio multinacional (Cuba, Chile, Suécia) não me agradou particularmente mas também não é mau de todo. Há aqui algumas ideias boas em “Black Hole”, algum experimentalismo e um certo sentimento de jam session. Apenas para os fanáticos do psicadelismo. 70% http://www.elektrohasch.de/

Josiah – No Time (Elektrohasch Records, 2007): Fecho com chave de ouro esta sequência de discos com estes Britânicos Josiah. Heavy / Stoner Rock do mais alto calibre é o que se pode encontrar nestes 9 temas. Temas ora rápidos bem roqueiros, ora lentos e bem doomy. O peso doomy dos Black Sabbath encontra-se a meio caminho com a rapidez e crueza dos Motörhead, os Led Zeppelin contribuem com alguns riffs e os Blue Cheer e os Pentagram emprestam à equação um toque Bluesy / Sludge. Gosto de todo o disco mas em particular de “Time To Kill”, grande malha da Rock ‘N’ Roll a todo o gás! 85% http://www.josiahrock.co.uk/ / http://www.elektrohasch.de/
RDS

Sunday

Akimbo – Navigating The Bronze (2007) – Alternative Tentacles Records

Novo trabalho para os Akimbo de Seattle, USA. Este ano marca o 10º aniversário da banda e nada melhor para comemorar do que um novo trabalho de estúdio, o quinto. Hardcore, Post-Hardcore, Post-Rock, Stoner, Rock ‘n’ Roll, Metal, tudo ajuda nestes opus hardcoriano de 10 malhas que perfazem cerca de 40 minutos de duração. Pesado, intenso, brutal, asfixiante por vezes e mais ambiental noutras ocasiões, uma faixa é um curto solo de bateria, outra é um tributo Rock / Hardcore a J.S. Bach. De notar ainda a intrigante capa, na qual podemos ver uma fusão de espécie de carripana “redneck” com um ”drakkar”. Para fãs de Hardcore moderno, Rock ‘N’ Roll / Stoner mais sujo e acelerado, Post-Rock mais intenso, bandas como Black Sabbath, Botch, At The Drive-In, Black Flag, Helmet, Man Or Astroman?, Alabama Thunderpussy, High On Fire, Mastodon, etc. RDS
95%

Alternative Tentacles Records: www.alternativetentacles.com
Akimbo : www.livetocrush.com

Thursday

Men Eater – Hellstone (2007) – Raging Planet Records

Todas as críticas que li, até ao momento, acerca desta estreia dos Men Eater, são positivas. Toda a gente fala maravilhas deste disco. À primeira audição “Hellstone” não me chamou minimamente a atenção, por isso mesmo fiquei reticente sobre o que escrever acerca do disco. Hoje fiz um esforço e sentei-me a ouvir o disco do início até ao fim, para ver se encontrava “aquilo” que chamou a atenção a gente. Para situar os mais desatentos, estes Men Eater incluem na sua formação (ex)membros de bandas como For The Glory e Blacksunrise e tocam uma fusão de Stoner / Sludge e Post-Rock com pinceladas de Doom, onde influências de nomes como Mastodon, Isis, Pelican e Kyuss são bem notórias, entre outras menos óbvias como Saint Vitus, High On Fire, Unsane ou Godflesh. Há aqui boas ideias (algumas mesmo boas!), mas também há outras que nem tanto ou que são repetidas até ao limite, tornando-se assim um álbum de altos e baixos. É este o grande disco de que todos falam? Não. Por vezes vão uns atrás dos outros e se alguém “mais entendido” na matéria diz que sim, todos acenam como a cabeça de cima para baixo e de baixo para cima. É sim um bom disco de estreia que promete altos voos. Um segundo disco é que poderá vir confirmar a banda. Acredito que sim. Ponho um polegar no ar como que a dizer “fixoide!”, isso sim, mas não ponho os dois no ar, complementados por um sorriso tipo criança com brinquedo novo, isso não. Temas a destacar (e aqui leia-se: “mesmo grandes malhas”): “Drive Dead”, “Lisboa” e “You Mean The Trash To Me”. RDS
75%
Raging Planet Records: www.ragingplanet.web.pt
Men Eater: www.myspace.com/meneaterdoom

Hainloose – Burden State (2005) – Elektrohasch Records

Segundo álbum para estes germânicos, depois de “Rosula” de 2003 (também pela Elektrohasch). Os Hainloose praticam um Blues Rock / Stoner com toques de Rock sulista norteamericano e com influências de Fu Manchu, COC, Allman Brothers, ZZ Top ou Kyuss. O som é cru e pesado o suficiente para agradar a apreciadores de Stoner e Hard Rock mas tem uma orientação muito Blues Rock e funky até, com as músicas a serem mais baseadas no groove.A guitarra saca bons riffs de rock’n’roll mas com boas melodias quando necessário, indo por vezes aos terrenos do psicadélico e do Blues; a voz é a típica voz grave deste género; a secção rítmica não é muito ousada mas segura bem do balanço da música. Os temas, como já disse, são mais apoiados no groove, mas temos um tema mais rock’n’roll na quarta faixa com “Disconnected”, uma passagem bem Doom em “M.O.H.” mas que termina com uma passagem bem funky, “Chernobilly” é um instrumental muito linha psicadélica a fazer lembrar Kyuss, mais material de orientação Doom em “Broken Dreams Part I” e um tema mais experimental a fechar, “Barricades And Barrels”. Não se trata do álbum perfeito de Blues Rock / Stoner, um pouco de ousadia na composição não lhes fazia mal algum, mas mesmo assim é um bom álbum para se ouvir bem alto, a beber umas cervejolas, num sábado à noite num bar qualquer. Para os apreciadores de vinil, este disco vai ser editado em LP neste Outono de 2006. RDS
80%
Elektrohasch Records: www.elektrohasch.de
Hainloose: www.hainloose.de

Friday

Phased – Medications (2006) – Elektrohasch Records

Phased é um trio composto por elementos da Suécia, Suiça e Finlândia. Este é o seu novo trabalho intitulado “Medications” (85%) e contém 10 temas de Stoner / Space Rock bem pesados, “doomy” e com toques de psicadelismo, com influências de Black Sabbath, Hawkwind e Kyuss. Começa com dois temas mais lentos, linha Black Sabbath mas com algum psicadelismo. Segue um tema mais rápido “Reminder”, bem Rock ‘N’ Roll, a lembrar os Fu Manchu. “Frozen buds”, um dos meus temas preferidos, continua numa linha uptempo numa espécie de fusão Queens Of The Stone Age e Ramones com Jello Biafra como vocalista convidado, com uma secção bem arrastada a meio da faixa para depois voltar ao ritmo uptempo. Voltamos ao psicadelismo vertente Doom em “The marsh chapel experiment” com voz a lembrar a pronúncia de Serj Tankan dos System Of A Down. Continua na mesma linha em “Sausage tricks”. “Traces” inicia com um grande riff mais roqueiro mas continua em plano Stoner. Em “Back in time” volta a vir à tona a influência mais Rock ‘N Roll com um tema mais acelerado, tendência que segue em “Solitary animal” mas mais a midtempo. Fecha com “Nude interlude from hell” tal como iniciou, Doom / Stoner bem arrastado com notórias influências Black Sabbath mas com tendências mais psicadélicas linha Hawkwind, em cerca de 8 minutos e meio. Não é certamente nada de novo e as repetidas influências atrás mencionadas são mais que evidentes mas este trio multinacional faz o que faz bem e com muita garra. Vale a pena tentar. RDS
85%
Elektrohasch Records: www.elektrohasch.de
Phased: www.phased.ch