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Monday

Dengue Fever – Venus On Earth (2008) – M80 / Real World Records

Os Dengue Fever são, segundo eles mesmo se apresentam, a primeira banda de Psychedelic Rock do Cambodja. São do Cambodja mas estão radicados nos Estados Unidos. “Venus On Earth” é o seu mais recente trabalho, já o terceiro, e inclui 11 temas de estúdio mais um “live session” como bónus. A fusão de rock psicadélico dos 60s com as já esperadas, e mais que bem-vindas, influências de música tradicional agradam, e muito. A estes aliam-se ainda toques de lounge, surf, jazz, entre outras especiarias que apimentam ainda mais a coisa. Além da vertente “world music”, também a voz principal feminina adiciona um sabor exótico que me atrai imenso. Gostei muito do que ouvi nestes 47 minutos, os quais recomendo a ouvintes de psychedelia, world music, Pop alternativa, mentes abertas o suficiente para apreciar esta pérola e até, porque não, pessoal do Progressivo. 85% www.denguefevermusic.com / www.myspace.com/denguefevermusic / www.realworldrecords.com/denguefever
RDS

Thursday

P. Paul Fenech – Skitzofenech (2008) – People Like You

O vocalista do Meteors está de volta com um novo trabalho a nome próprio. Este é já o seu 7º a solo. O estilo? Pois é sempre o mesmo! As letras, idem. Esperavam o quê de Fenech? Psychobilly bem lo-fi, sujo, demoníaco, com as habituais letras sobre feitiçaria, peculiares personagens, álcool, mulheres, etc. Toques de Surf Rock e Rockabilly tradicional também dão o seu ar de graça. Ao todo são 14 temas em pouco mais de 58 minutos. Quando abro os envelopes da People Like You fico sempre algo excitado pois já sei que vem aí material do melhor. Ao ver mais uma capa com o nome Fenech, confesso, fiquei de pé atrás. Mais um? É sempre a mesma fórmula, repetida até à exaustão! Tanto em Meteors como a solo (aqui a poder “esticar-se” um pouco mais a outros territórios). E sabem que mais? É verdade, mas isso não interessa porque, assim que se carrega no “play” do leitor, esquecemos esse pormenor. Ficamos logo agarrados. O único senão é que o disco é algo longo para o género, na minha opinião. Mais um para os fãs do senhor Fenech. 75% http://www.kingsofpsychobilly.com/ / www.myspace.com/paulfenechuk / http://www.peoplelikeyourecords.com/
RDS

Wednesday

Thee Merry Widows – The Devil’s Outlaws (2008) – People Like You

Novo trabalho de estúdio para as Californianas Thee Merry Widows. Já por aqui falei no disco de estreia (re-edição da PLY) e pouco mais há a acrescentar ao que já disse. Imaginem as protagonistas de “Faster Pussycat Kill Kill” de Russ Meyer, adicionem muitas cores (em contraste com o branco / preto do filme), um visual 50s pin-up girl e uma banda sonora Psychobilly salpicada com algumas doses de Surf, Horrorpunk e Garage / Trash / Rockabilly. Temas a meio tempo marcam este segundo trabalho desta que é a primeira banda Norteamericana de Psychobilly totalmente feminina.
A nível musical, tal como o primeiro disco, continua a não ser nada de original mas, a atitude, o glamour e o gozo com que debitam estes 12 temas estão lá! E isso já é muito bom. Falta a muitas bandas esse gosto pela música. 70% http://www.merrywidowsmusic.com/ / www.myspace.com/theemerrywidowsmusic / http://www.peoplelikeyou.de/
RDS

Tuesday

V/A – Tributo A Mão Morta – E Se Depois… (2007) – Raging Planet Records

1 – Dead Combo – Aum: Versão instrumental. Um tema sinistro como é “Aum” transformado numa fusão canção de embalar / Easy-Listening / Fado. Boa abertura de disco.
2 – WrayGunn – E Se Depois: Esquisito ouvir este tema Rock numa versão Electro Tango / Blues Rock. A visão dos WrayGunn deste tema. No mínimo interessante. Voz feminina.
3 – CineMuerte – Chabala: Versão Electropop / Gótico / Rock pelas mãos deste duo. Uma transformação do original ao Universo bem característico de CineMuerte. A voz feminina adiciona uma outra dimensão ao refrão. Gostei muito.
4 – Dr. Frankenstein – Anjos Marotos / Marraquexe (Pç. Das Moscas Mortas): Mais uma versão particular. Fusão de dois temas. Surf Rock instrumental com passagens spoken-word em tom lo-fi. Gostei. Simples mas funcional.
5 – The Temple: Budapeste (Sempre A Rock & Rollar): Uma das melhores versões. Este clássico, um dos mais conhecidos pelo público em geral, é aqui transformado num típico tema The Temple. Se não conhecesse o original diria que é mesmo um tema dos Temple. Fantástico!
6 – Bunnyranch – As Tetas Da Alienação: Blues Rock / Retro Rock. Os BunnyRanch apoderam-se do tema dos Mão Morta e fazem-no seu. Gostei.
7 – Balla – Oub’Lá: Um tema Rock tão forte como este, com uma letra agressiva, soa esquisito numa versão Electropop / Easy-Listening / Cabaret. A letra já não soa tão agressiva, anárquica, politicamente incorrecta mas sim… sarcástica, dissimulada, perigosa. Gostei da dicotomia letra / (novo) instrumental.
8 – Volstad – É Um Jogo: Outra das minhas versões favoritas. Versão Gótica / Dark Rock. A letra soa mais negra, intensa e depressiva. Muito bom!
9 – Houdini Blues – Charles Manson: Já conhecia esta. Por mais que ouça esta versão, soa-me sempre extremamente esquisita. Os Mão Morta numa linha Funk Rock / Disco-Sound / Electropop. O refrão está fantástico, o resto da letra é que soa desenquadrada e perde algum do seu sentido. Outra visão particular.
10 – [F.e.v.e.r.] – Vamos Fugir: Uma das melhores versões! Fantástico! Industrial Rock / Electro Metal / Gótico. Mais uma transformação do original ao universo característico da banda.
11 – D’Evil Leech Project – Cão Da Morte: Eu não consigo pensar noutro tema que se enquadrasse melhor naquilo que os D’Evil Leech fazem. Parece que este tema foi composto de propósito, tanto a nível instrumental como lírico, para o Electro / Industrial / Death Metal destes senhores. Gostei.
12 – The Ultimate Architects – Bófia: Versão Electro / Experimental / Industrial / Dark para “Bófia”. Gostei do resultado final. Letra muito bem enquadrada no instrumental de cariz electrónico. Uma outra maneira de ouvir os Mão Morta.
13 – Acromaníacos – Reví A Malvada Prima: Hardcore. Não sou grande fã do humor brejeiro dos Acromaníacos (o meu é mais linha Britânica, sarcástico, menos directo) mas esta versão está muito boa. Com o avançar do disco ouvem-se 1001 maneiras de refazer o universo Mão Morta, já por si bem ecléctico.
14 – Demon Dagger – Anarquista Duval: Thrash Metal. Outra que já conhecia. Já tinha ouvido ao vivo. Na altura soou apenas um pouco mais pesada que o original, nada mais. Esta versão de estúdio já me soa muito melhor. Gosto muito.
15 – Mécanosphère – Istambul (Um Grito): Adolfo (metade integrante deste projecto) a participar no tributo à sua própria banda. Uma oportunidade para ele de dar outra roupagem a este particular tema de “Mutantes S.21”. Ficou ainda mais esquisito. Parece Einstürzende Neubauten dos primórdios! Uma fabulosa versão esta.
16 – TwentyInchBurial – Em Directo (Para A Teelvisão): Versão Hardcore / Metalcore para um tema de tendência Pop. Mais uma das 1001 maneiras atrás referidas. Há outras mais interessantes, mas esta também está boa.

Desabafos Pessoais: Então ninguém se lembrou de fazer versões de “Lisboa”, “Barcelona”, “Quero Morder-Te As Mãos” ou “Maria Oh Maria”? É certamente difícil escolher entre toda a discografia dos Bracarenses! Os Moonspell não estavam para integrar este tributo? Seria interessante. Um calendário preenchido, com certeza. Este é um tributo a uma banda alternativa pelos instrumentos e vozes de bandas alternativas, mas seria interessante ouvir uma versão de Mão Morta pelos Xutos & Pontapés. Talvez num outro tributo mais “mainstream” que nunca se virá a concretizar (suspiro). Tantas bandas ficaram de fora que poderiam fazer versões interessantíssimas. Questões de logística, temos de compreender. Talvez um segundo volume num futuro próximo.

Considerações Finais: É interessante verificar que nenhuma das versões é igual ao original. Todas elas são introduções dos temas originais aos universos das bandas. A sensação geral é de que se está a ouvir uma compilação normal, com temas originais, e não um tributo. É assim que se presta tributo, pela assimilação de influências, ideias e consequente reinterpretação, não pela cópia descarada. Ponto positivo para todas as bandas por esta abordagem.
Além dos 16 temas áudio, inclui-se aqui uma faixa multimédia com dois vídeos para temas deste tributo, The Temple e Houdini Blues.
Falta ainda referir que as ilustrações foram cedidas pela artista plástica Ana Lima-Netto. Não tenho o livrete completo, mas a capa adequa-se na perfeição ao universo Mão Morta.

Balanço Final: Positivo.
Percentagem: 90%

Crítica por RDS

Raging Planet Records: www.ragingplanet.web.pt / www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal