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Saturday

Fénix #1027 – 17 / March / 2013 - Playlist

·         Mercyful Fate – Evil - Melissa (1983)
·         Black Sabbath - The Mob Rules - Mob Rules (1981)
·         Dio - Evil Eyes – Holy Diver (1983)
·         Diamond Head - Am I Evil - Lightning To The Nations (1980)
·         Megadeth - Mary Jane - So Far, So Good...So What! (1988)
·         Judas Priest - Hell Bent For Leather - Hell Bent For Leather (1979)
·         Onslaught - In Search Of Sanity - In Search Of Sanity (1989)
·         Overkill - Wrecking Crew - Taking Over (1987)
·         Exodus - Strike Of The Beast - Bonded By Blood (1985)
·         Kreator - Some Pain Will Last - Scenarios Of Violence (1996)
·         Death Angel – Thrashers - The Ultra-Violence (1987)
·         Artillery – Khomaniac - By Inheritance (1990)
·         Xentrix - Balance Of Power - Shattered Existence (1989)
·         Paradox - Product Of Imagination - Product Of Imagination (1987)
·         Helstar - The King Is Dead - A Distant Thunder (1988)
·         Metal Church - Beyond The Black - Metal Church (1985)
·         Savatage - The Dungeons Are Calling - The Dungeons Are Calling (1984)
·         Anthrax - Caught In A Mosh - Among The Living (1987)
·         Slayer - Spirit In Black - Seasons In The Abyss (1990)
·         Sacred Reich - Surf Nicaragua - Surf Nicaragua Ep (1988)
·         Vio-Lence - Calling In The Coroner - Eternal Nightmare (1988)
·         Toxik - Door To Hell - World Circus (1987)
·         Exumer - Destructive Solution - Possessed By Fire (1986)

WAKO ( We Are Killing Ourselves ) - Drifting Beyond Reality (Official Video)

 


Taurus “Fissura” (Metal Soldiers, 2010)

Thrash melódico, com passagens mais agressivas e alguns apontamentos mais Core. É o típico Thrash Brasileiro com influências de Metallica antigo, Sepultura antigo, The Mist, Soufly, os Australianos Mortification na sua fase Thrash ou até os Tourniquet. Ouve-se bem mas falta-lhe alguma originalidade e ao fim de algumas faixas torna-se algo monótono. As vocalizações em Português ajudam muito. As cinco faixas bónus ao vivo têm um som algo abafado, não muito bom, mas servem o seu propósito de bónus. Não vai salvar o género mas fãs de um Thrash mais cru e directo poderão gostar. RDS 60%
www.taurusofficial.com / www.myspace.com/taurusofficial
Metal Soldiers Records (Portugal)
http://metalsoldiersrecords.webs.com
http://www.myspace.com/metalsoldiersrecords
metal.soldiers.2008@mail.com

Friday

19º Mangualde HardMetalfest - Cartaz já completo!

‎19º MANGUALDE HARDMETALFEST

12 JANEIRO 2013

MASTER (USA) - CONTRADICTION (ALE) - CRISE TOTAL - RECENSURADOS (com elementos censurados) - PROCESS OF GUILT - SIMBIOSE - DAWNRIDER - ANGRIFF - SHADOWSPHERE - EQUALEFT - REVTEND
 
Bilhetes: 10/13



Saturday

Assassinner - Entrevista

1 – Em primeiro lugar, e como enquadramento histórico de Assassinner e dos seus músicos, poderias dizer-me o que aconteceu aos Str@in para desaparecerem pouco após a edição do CD álbum de estreia?
Xne – Uma banda é sempre algo de muito efémero.
De facto, após a edição do trabalho de estreia dos Str@in e quando já tínhamos composto novo material para um segundo trabalho, divergências internas precipitaram o fim da banda.
Ora, entendendo a música como fonte de prazer, quando o ensaiar se torna algo de aborrecido e enfadonho, consequência de desentendimentos pessoais associadas a discordâncias musicais tudo se torna insustentável.
Tanto mais, que para uma banda lograr o que Str@in alcançou na sua época, presume uma enorme paixão pela música, verticalidade de carácter e determinação.
O facto de apenas três membros da banda terem continuado a entender a música como uma componente importante das suas vidas é em tudo revelador…
A música é para nós Assassinner uma fase para toda a vida… lol

2 – Fala-me um pouco da história dos Assassinner desde a sua concepção até à data.
Xne – Depois de Str@in seguiram-se alguns anos a deambular de projecto em projecto, sempre de cunho underground contudo menos ambiciosos que Assassinner lol.
Neste hiato fomos desenvolvendo capacidades e aperfeiçoando novas técnicas, pois enveredamos por caminhos que extravasavam o domínio do Hard & Heavy.
No entanto, nunca nos sentimos satisfeitos com o resultado final.
Dessa insatisfação surgiu a vontade de voltar a “casa” e trabalhar com aquilo que tínhamos, ou seja, um baixo e uma guitarra.
As vozes foram um acréscimo de trabalho, uma vez, que das audições que realizamos a vários interessados, os resultados pareciam, irremediavelmente, descaracterizar a essência da banda.
Para mim, não seria algo novo, uma vez que as vocalizações até à gravação de “Against the Rules” – Crackdown, incluindo as linhas de voz da mesma, foram asseguradas por mim apesar de gravadas pelo recente membro da banda, Nuno Anselmo.
Realidade, totalmente, nova terá sido para o Ary, que assim viu um acréscimo de trabalho e competências lol.
No que concerne à bateria, também não escapamos a longa travessia no deserto até, finalmente, se conjugarem as condições para o ingresso do guerreiro Raulzão lol.
Depois foi deixar fluir os ensaios e constatar que a química da malta jamais desaparecera. Não foi, nem tem sido tarefa fácil a conciliação da vida pessoal com a actividade da banda, no entanto, a gratificação de poder partilhar uma paixão com amigos de longa data tem falado mais alto.

3 – Descreve os processos de composição e gravação desta estreia em maquete “Other Theories Of Crime”.
Xne – Os temas de “Other Theories of Crime” resultam dos primeiros ensaios, daquilo que mencionava na questão anterior quando referia que a química da malta continuava a funcionar.
Eu e o Ary tínhamos já algumas ideias em mente, mas que apenas se materializaram quando ensaiamos no formato núcleo duro lol.
Realizamos uma pré-produção na Fábrica de Som para limar algumas arestas, ou seja, para saber exactamente aquilo que queríamos aquando da jornada no UltraSound Studios.
Para nós foi um processo simples, sentimo-nos bastante confortáveis a gravar com o Daniel Cardoso e com o Pedro Mendes.

4 – A maquete soa-me mais Thrash / Hardcore, na linha do que faziam nos Crackdown, do que propriamente a fusão moderna dos Strain. O material saiu assim espontaneamente ou este voltar às raízes foi, de certa forma, premeditado?
Xne – Esta questão confirma basicamente aquilo que já tenho referido ao longo desta entrevista, o line-up de Crackdown estará mais próximo de Assassinner do que propriamente o de Str@in daí o som ser mais próximo entre ambas. Mas nada foi premeditado, as pessoas é que continuam a ser as mesmas lol.

5 – Sobre que assuntos incidem as letras da banda?
Xne – As letras são o relatar de experiências acumuladas, de visões do mundo, retratos de comportamentos de massa nos quais todos nós nos inserimos, de simples rotinas diárias, de valores estabelecidos, um misto amor/ódio lol.

6 – Quais são as vossas principais influências musicais, assim como outro tipo de influências (literatura, cinema, ideologias)?
Xne – As nossas influências musicais estarão dentro dos movimentos Thrash Metal e HardCore dos inícios dos anos 90

7 – Pouco depois da maquete estar nas ruas, surge a colaboração com a Poison Tree. Como é que surgiu esta colaboração? Trata-se apenas de uma distribuição online, não é assim?
Xne – Essa colaboração surge na sequência dos contactos encetados pela banda a nível internacional.
A Poison Tree Records avançou uma proposta para distribuição mundial, na plataforma digital, de “Other Theories Of Crime”, a qual optamos por assinar. Ambas as partes poderão ou não manter o vínculo para edições futuras.

8 – Como é que os Assassinner estão em termos de concertos de promoção?
Xne – Temos realizado bastantes concertos desde o lançamento de “Other Theories of Crime”.
As zonas norte e centro do país foram bastante visitadas e esperamos agora tocar na capital.
Acreditamos estar presentes em alguns eventos de verão

9 – Suponho que já tenham temas novos, que estejam a usar nos concertos, e que estes sejam suficientes para um álbum. É algo a concretizar brevemente ou ainda não têm contactos nesse sentido?
Xne – Sim, é verdade, temos tocado ao vivo algumas músicas que foram compostas posteriormente aquelas presentes na demo de estreia.
Contudo, os temas a incluir num possível álbum ainda estão em fase de maturação… lol.
Planeamos que o nosso trabalho seguinte se consubstancie num registo de longa duração, seja em edição de autor ou não!

10 – Tens já alguns anitos no Underground nacional, com bandas anteriores a esta, como já referido nesta entrevista. Como vês a evolução da cena Underground nacional desde que começaste a fazer parte da mesma até hoje? Que bandas, editoras, promotores de concertos, revistas e outros da cena musical podes realçar?
Xne – Esta pergunta levaria a uma discussão que extravasa o propósito desta entrevista, no entanto, surpreende-me o facto de apesar os enormes avanços no acesso à informação, no acesso a equipamentos, a trabalhos de artistas, o som underground se caracterizar por uma uniformidade sem precedentes…
Há muitas bandas a soar igual entre si, sem carácter, sem carisma, bandas que berram quando nada têm a dizer.
Contudo, temos o outro lado, há também quem tenha sabido retirar o melhor deste acesso mais facilitado à informação e continue a tocar heavy metal realmente… lol.

11 – Tens agora espaço para deixar uma última mensagem aos leitores da Fénix.
Xne – Aproveito esta possibilidade, para agradecer à Fénix pelo interesse e disponibilidade demonstrada, quero também deixar uma palavra de apreço aos seus leitores e convidar os interessados a uma visita ao myspace da banda.
Desta forma, poderão inteirar-se das novidades dos Assassinner e respectiva agenda de concertos, bem como, se o desejarem, solicitar o envio da demo “Other Theories Of Crime” a qual temos o prazer de oferecer.
Cheers!!!

Entrevistador: RDS
Entrevistado: Alexandre Santos aka Xne (Baixo / Voz)

www.myspace.com/assassinner

Wednesday

V/A – Echoes Of A Morbid Death – Tribute To Morbid Death (2008) – Bit9

Como o título indica, este é um disco de tributo aos Açorianos Morbid Death, uma das bandas da região com mais longevidade e actividade nos espectros do Metal e do Underground. 11 bandas Açorianas (Neurolag, Hatin’ Wheeler, Anjos Negros, In Peccatum, Duhkrista, Crossfaith, A Dream Of Poe, Zymosis, Spank Lord, Spinal Trip, Violent Vendetta) fazem a sua interpretação dos temas de Morbid Death. Aliás, é mesmo esse o ponto forte do CD pois, além de se falar de diversas vertentes estilísticas (Heavy, Thrash, Crossover, Death, Doom, Gótico, Black), as bandas conseguiram adaptar o original à sua própria sonoridade. Sendo assim, é difícil destacar nomes pois, de certa forma, todos cumpriram com a sua obrigação (mais do que uma obrigação, um prazer, com certeza). O livrete inclui informação sobre as bandas envolvidas e breves apontamentos de cada uma das mesmas acerca dos tributados. Longe de ser uma obra-prima é, acima de tudo, um honesto e merecido tributo por todos estes anos de perseverança. Recomenda-se a fãs “diehard” de Metal nacional. Download autorizado disponível neste link. 75%
RDS

Assassinner – Other Theories Of Crime (Demo, 2008) – Edição de Autor

Primeiro registo para os Assassinner. Três ex-membros de Crackdown / Strain voltam a juntar-se para novas andanças no mundo do Metal. Os 3 temas que compõem esta maquete remetem mais rapidamente para a sonoridade 90s Thrash / Core / Industrial dos Crackdown do que para a fusão moderna dos Strain. Pode-se falar em influências como Sepultura (fase Chaos AD), Morgoth (último disco), Fudge Tunnel, Fetish 69 ou os Portugueses Ramp ou Squad. Gostei do que ouvi. É saudado o regresso ao activo destes 3 músicos. Aguardo com expectativa o álbum. 80% www.myspace.com/assassinner
RDS

Monday

Deceiver – Thrashing Heavy Metal (2009) – Pulverised Records

Os Suecos Deceiver reuniram-se uma última vez para gravar o seu “canto do cisne”, “Thrashing Heavy Metal”. Em 10 temas, que não atingem os 35 minutos, pratica-se um Thrash Metal da velha escola com fortes influências de Mercyful Fate e Judas Priest. O típico som Sueco de finais dos 80s e inícios dos 90s é também notório nesta fusão de Heavy e Thrash. Tem os seus pontos de interesse, mas também tem os seus pontos fracos. Há aqui boas ideias, riffs, solos, melodias, mas ao fim de alguns temas, torna-se algo monótono e cansativo. Esgota-se muito rapidamente e isso é mau. No entanto, não me interpretem mal, esta é uma boa aposta para os fãs deste tipo de sonoridades, das bandas acima mencionadas e outras como Venom ou Dismember. 65% www.myspace.com/deceiverswe / http://www.pulverised.net/
RDS

Tribulation – The Horror (2009) – Pulverised Records

“The Horror” é o disco de estreia para os Suecos Tribulation. Death / Thrash de inspiração “old-school” com uns toques de Black Metal é o que nos oferecem em 9 temas que não atingem a marca dos 33 minutos. Curto, rápido, cru, incisivo, sem misericórdia, é assim que se quer. As influências são mais que notórias mas, isso aqui não interessa minimamente, pois o espírito é verdadeiro, puro, sincero. O som é cru e agressivo como ser quer, mas nítido e poderoso, não caindo naquela ideia absurda de que para ser Underground e “old School” tem que ter um som nojento do tipo gravação caseira. Venom, Slayer (dos inícios), Morbid Angel (dos inícios), Nihilist, Grave, Dismember, e outros que tais, podem ser nomes a apontar no Universo Tribulation. Este é daqueles discos que transpira Metal por todos os poros. Altamente aconselhável. 85% http://www.pulverised.net/
RDS

Friday

Seance – Awakening Of The Gods (2009) – Pulverised Records

No activo há quase 20 anos, e depois de uma ausência de 15 anos nas edições discográficas, estes Suecos regressam com este brutalíssimo “Awakenig Of The Gods”. Em 11 novos temas destilam um Death Metal que tanto tem de “old school” como “new school”. As pitadas de Thrash tanto nas guitarras como nos ritmos é refrescante e não deixa o som dos Seance tornar-se demasiado repetitivo e monótono. Som cru mas poderoso e audível; ritmos devastadores sempre a partir e com imensas mudanças; riffs de guitarra fabulosos; voz cavernosa a aumentar a crueza; e muita técnica musical, é o que nos oferecem em cerca de 37 minutos. Recomendo vivamente a fãs de Death / Thrash pesadão e rápido da velha escola. 85% www.myspace.com/seanceseance / http://www.pulverised.net/ / www.myspace.com/pulverisedrecords
RDS
-
Seance - 13th Moon (Saltrubbed Eyes, 1993)

Tuesday

In Ria Rocks! – Quinta do Ega, Vagos – 13 de Setembro de 2008

A terceira edição do In Ria Rocks! teve lugar na Quinta do Ega, Vagos, no passado Sábado dia 13 de Setembro. As bandas que fizeram o cartaz foram The Godiva, Echidna, Gwydion, Oblique Rain e Hyubris. Em curtas linhas passo a fazer a descrição do mesmo. http://www.rockinria.net/

The Godiva: Death melódico de meados dos 90s, linha Crematory, Cemetary, Dark Tranquility e Nightfall. O som é algo datado mas nota-se que a banda gosta do que faz, e até o faz bem. Mas no palco são muito parados. Falta alguma rodagem ao vivo. O som, esse estava péssimo, mas isso foi problema que persistiu durante todo o festival. Assim é difícil ter uma ideia mais elaborada do trabalho da banda, tanto em termos de composição como de “performance” ao vivo. De qualquer modo, bom “aquecimento” para o resto festival. www.myspace.com/thegodiva

Echidna: Thrash / Death linha Sueca. Poderoso. Enérgico. Muita garra e atitude. Gostei. É pena mais uma vez o som estar nojento. A banda parecia estar a partir tudo lá em cima do palco mas, nós cá em baixo não conseguíamos captar nem metade dessa energia. O que poderia ter sido uma actuação devastadora, foi seriamente prejudicada pelo som. Mas gostei e espero vê-los novamente em palco em melhores condições. www.myspace.com/echidna

Gwydion: Outra actuação que poderia ter sido fabulosa mas que sofreu por causa de, adivinhem, o som terrível. Mesmo assim a banda deu o tudo por tudo. Gostei muito. O som Pagan / Folk / Viking dos Gwydion é festivo, movimentado, apelativo. Influências directas da cena Sueca: Finntrolll, Moonsorrow e até Norther. Cerveja na mão, punho no ar. Muita atitude, garra e diversão a rodos. Foi a primeira e única banda a usar a, algo pindérica (tipo grupo de baile), plataforma em frente ao palco. Mas fizeram-no com estilo! Espero vê-los ao vivo noutras condições. www.myspace.com/gwydionmetal

Oblique Rain: Ehem… tenho que repetir? Pois é. O som de orientação Progressiva com toques semi-góticos dos Oblique Rain tem de ser ouvido em óptimas condições para poder ser apreciado na sua plenitude. Algo parados em palco, isso é verdade. A voz também me pareceu algo monótona e linear. No disco não me soava assim. Para quem não conhece, Porcupine Tree, Opeth (faceta mais calma), Anathema (som actual) e Katatonia (som actual) são nomes a apontar. Poderia ter sido mais interessante mas, mesmo assim, agradável. www.myspace.com/obliquerain

Hyubris: Muito bom. O som ligeiro, melancólico e de orientação Folk / Gótica não se imaginaria, à partida, motivo para festa. Pois eu estava bem enganado, a banda conseguiu animar bastante as reduzidas hostes que fizeram da Quinta do Ega a sua noite de Sábado (devia haver muito “metaleiro” nas discotecas!). O ponto alto da noite. Gostei da presença em palco, da atitude e do tom alegre e festivo com que encararam a sua actuação. O péssimo som e a fraca afluência de público poderiam ter retirado algum ânimo aos músicos, mas isso não aconteceu. Aliás, todas as bandas se comportaram como se de uma ocasião única se tratasse este In Ria Rocks! Assim vale a pena sair de casa e ir apoiar a cena! www.myspace.com/hyubrismusic

Pontos Negativos: O péssimo som (por favor, para a próxima contratem alguém que saiba o que está a fazer) que não beneficiou nem bandas nem público. O início tardio (habitual nos concertos em Portugal) que levou a que a festa acabasse mais tarde que o esperado. A fraca afluência de público (se não há, queixam-se; se há, não aparecem).

Pontos Positivos:
A atitude positiva das bandas, (escasso) público e organização. Isto sim parecia um festival Underground em toda a sua plenitude. Mais um festival de Metal a ser feito em Portugal (continuem, eu estarei lá para o ano!). A organização parecia estar bem oleada e as coisas não falharam muito. Para o ano há mais e melhor.

RDS

Echidna – Insidious Awakening (2008) – Rastilho

Com tantas bandas a surgir todos os dias, actualmente é difícil acompanhar o Underground nacional. O nome Echidna não me era estranho mas, ainda não tinha tido a oportunidade de ouvir a sua música. E de repente surge o disco de estreia! Já? Perguntei eu. Hoje em dia é muito mais fácil para as bandas editar um disco, enquanto que há uns anos atrás estas tinham de batalhar, ensaiar, compor, gravar maquetes e tocar ao vivo (muito!) antes da estreia em longa duração. Depois, lá poderia surgir o disco para as melhores. Hoje as coisas estão mais facilitadas. Isso pode ser bom ou pode ser mau pois, como sabem, muitas bandas ainda verdes gravam discos que são autênticos desastres. Cada vez que ouço um disco desses e me lembro das fantásticas bandas que não passaram da maquete… Enfim, melancolias à parte, falemos dos Echidna. O que falei há pouco aplica-se neste caso? Não. A banda pode ser jovem mas já tem um som coeso, forte e seguro. As influências são mais que óbvias mas, para um primeiro disco, podemos dizer que isso é quase obrigatório. Esperemos que no segundo os Echidna consigam alcançar um som mais próprio e deixem de ser uma promessa para se tornar numa confirmação. Pela amostra contida em “Insidious Awakening”, isso é uma forte possibilidade. O Thrash / Death da banda de V.N. Gaia deve muito a nomes da cena Sueca como (ahem!) At The Gates, The Haunted, The Crown, Darkane, Soilwork (antigo), Edge Of Sanity, ou outros como Lamb Of God e Cataract. Têm boas ideias que conseguem concretizar na perfeição, fantásticos riffs e solos de guitarra (um dos pontos fortes), secção rítmica segura e demolidora, e uma voz crua e áspera que faz lembrar Tomas Lindberg. Gravado na Fábrica do Som por Daniel Carvalho, masterizado por Daniel Cardoso nos Ultra Sound Studios e produzido por ambos e a própria banda, o disco tem um som perceptível e potente mas com aquela crueza necessária ao género. Gostei muito do que ouvi e aguardo ansiosamente o tal novo trabalho de confirmação. Para já, recomendo. 80% http://www.echidnaband.com/ / www.myspace.com/echidna / http://www.rastilho.com/ / http://www.rastilhorecords.com/ / www.myspace.com/rastilho
RDS

Monday

Toxic Holocaust – An Overdose Of Death… (2008) – Relapse

Esta é uma one-man-band da responsabilidade de Joel Grind. O novo trabalho “An Overdose Of Death…” é o primeiro através da Relapse e contém 13 temas em pouco mais de 36 minutos e meio. A base do som Toxic Holocaust é o Thrash Metal dos 80s, mas descortinam-se por aqui elementos Punk / Core / Crust que lhe dão um ar mais cru e sujo. A isto alia-se ainda uma roupagem Rock ‘N’ Roll mais descontraída. Algures entre Motörhead e Venom, Slayer (inícios) e Discharge, Celtic Frost (inícios) e Exploited, Bathory e D.R.I. As influências são mais que notórias e assentam exclusivamente na velha escola. Apesar de não ser nada de transcendental, gostei do que ouvi e está a dar-me um gozo enorme “voltar atrás no tempo”. A salientar a produção crua e suja a fazer lembrar as produções de antanho, cortesia de Jack Endino (Nirvana, Soundgarden, Zeke, High On Fire, Dwarves). Para os amantes do som retro Metal / Thrash / Black / Punk / Crust dos 80s. 75% http://www.toxicthrashmetal.com/ / www.myspace.com/toxicholocaust / http://www.relapse.com/
RDS

Toxic Holocaust - Wild Dogs

Saturday

Austrian Death Machine – Total Brutal (2008) – Metal Blade Records

Austrian Death Machine é um projecto solo de Tim Lambesis dos As I Lay Dying. O disco “Total Brutal” é exclusivamente “dedicado” a Arnold Schwarzenegger e aos seus filmes. Sempre com muito humor, por vezes até a rondar o ridículo (humor tipicamente Norte-Americano diria eu), ao longo de pouco mais de 38 minutos vão desfilando temas como “Get To The Choppa”, “I Am A Cybernetic Organism, Living Tissue Over (Metal) Endoskeleton” ou “Screw You (Benny)”. A interligar os temas temos várias passagens faladas pelo próprio Arnold (a voz é mesmo parecida!). Supostamente o vocalista da banda é o sr.universo/actor/governador. O som? Thrash Metal da velha escola com toques Crossover / Hardcore e algumas influências mais modernas. Tim Lambesis compôs, produziu e gravou quase tudo no disco, à excepção de alguns solos gravados por amigos. A música é brutalíssima, Thrash / Crossover do melhor, linha Exodus, Nuclear Assault, SOD, DRI e até nomes mais recentes como os próprios As I Lay Dying. A nível lírico, a coisa até tem graça por momentos, mas depois esgota-se e acaba por retirar algum valor à parte musical. A capa, desenhada por Ed Repka (Megadeth, Death, Nuclear Assault, Atheist, etc), reflecte bem essa componente velha guarda, típica dos discos do estilo nos 90s. Um disco deste levado mais a sério teria um lugar cimeiro no actual cenário metálico e, principalmente, neste presente reviver do Thrash old school. Uma mera curiosidade, talvez, mas que vale a pena experimentar. 70% http://www.metalblade.de/
RDS

Wednesday

The Battalion – Stronghold Of Men (2008) – Dark Essence / Karisma

The Battalion é uma nova banda Norueguesa que inclui ex-elementos de bandas como Old Funeral, Taake, Borknagar, Grimfist, Bombers, etc. Depois de um 7” eis que surge o disco de estreia através da Dark Essence. 36 minutos e meio de Black / Death / Thrash bem old-school é o que nos apresentam nestes 11 temas. Ruidoso, cru, sujo, agressivo, sem regras. É assim o som deste Battalion. Nomes como Iron Maiden, Motörhead, Venom, Possessed, Celtic Frost, Discharge, Amebix, GBH, Sodom, Kreator (inícios), Sepultura (inícios), Destruction, Nuclear Assault, e outros que tais, não são estranhos a estes senhores. Gostei do som, gostei da atitude, gostei da alma (bem negra., como se quer!). Muito bom! Recomendado a fãs do Thrash / Death da velha escola. Realce ainda para uma participação especial de Abbath dos Immortal. 85% www.myspace.com/thebatallion666 / http://www.karismarecords.no/ / http://www.darkessencerecords.no/
RDS

Saturday

Sathanas – Crowned Infernal (2008) – Pulverised Records

Estes veteranos do Underground Norte-Americano, no activo desde 1988, estão de volta com um novo disco. 11 temas de Black Death Thrash na linha old school, negro, demoníaco e intenso é o que nos apresentam em 41 minutos. Os riffs, os solos, a secção rítmica, a voz, tudo remete para o Underground mais negro dos finais dos 80s e meados dos 90s. Fantásticos riffs, melodias bem negras, secção rítmica potente e imaginativa, voz bem demoníaca, são os ingredientes que fazem o todo. A aliar à música temos ainda a fabulosa capa da autoria de Kristian Wahlin, responsável por capas de Emperor, At The Gates, Therion, Bathory, Edge Of Sanity e até King Diamond. Para fãs de bandas como Venom, Possessed, Slayer (inícios), Usurper, The Chasm, Acheron, Necrophobic, Hypocrisy (inícios) e outros que tais. 85% http://www.sathanas.net/ / www.myspace.com/sathanasmetal / http://www.puverised.net/
RDS

Friday

Destinity – The Inside (2008) – Lifeforce Records

Os Franceses Destinity têm em “The Inside” o seu quinto disco. É isso mesmo, o quinto. Por alguma razão ficaram na sombra das bandas conterrâneas. Pode ser que esta recente ligação à Lifeforce Records lhes traga alguma exposição mais alargada. São 10 temas, em pouco mais de 47 minutos, de Thrash / Death técnico com toques orquestrais e muita melodia. O som é pesado quanto baste mas tem muita melodia. Tem a brutalidade do Death Metal e a crueza do Thrash mas tem uma vertente técnica bem patente, já habitual aliás nas bandas Francesas. As partes orquestrais bem épicas adicionam ainda outra dimensão à música dos Destinity. A gravação, mistura e masterização foi feita por Jacob Hansen na Dinamarca, por isso, já sabem o que esperar. Embora o som tenha ficado algo derivativo do estilo, hoje em voga diga-se de passagem, o trabalho de Hensen é sempre exemplar. Gostei muito do material aqui contido. Fãs de nomes tais como Hypocrisy, Soilwork, Strapping Young Lad, Mnemic, The Arcane Order ou Gojira irão encontrar aqui pontos de interesse. 85% http://www.destinity.net/ / www.myspace.com/destinity / http://www.lifeforcerecords.com/ / www.myspace.com/lifeforcerecords
RDS

Saturday

We Are The Damned – The Shape Of Hell To Come (2008) – Raging Planet Records

We Are The Damned inclui no line-up 4 (ex)elementos de bandas como From Now On, Painstruck, Devil In Me, Twentyinchburial e BlackSunrise. “The Shape Of Hell To Come” (quantas variações deste título já vimos?) é o disco de estreia produzido, misturado e masterizado pelo Dinamarquês Palle Schultz. Na nota de imprensa refere-se “são a personificação e o exemplo de música pesada sem compromissos nem clichés, um género desvalorizado em Portugal desde sempre”; “não cedendo a moralismos musicais a líricos”; “vontade inabalável e honesta de triunfar”; “fazendo dos WATD uma banda única em Portugal”; “premiado com um grammy… Palle Schultz”. O típico exagero de nota de imprensa. Não estou com isto já a dizer que a banda, ou o disco em revisão, são maus. Já lá vamos. Apenas estou a salientar o exagero a as frases chavão com que as bandas são apresentadas. Não é uma banda única. Clichés tem muitos. Demais até. Que sejam honestos naquilo que fazem e que tenham de triunfar, não ponho em causa. E em relação a “música pesada sem compromissos nem clichés, um género desvalorizado em Portugal desde sempre”, isso é perfeitamente discutível. É até pretensioso da parte da banda apresentar-se como o único caso do género em Portugal. Mais uma vez, exageros de nota de imprensa.
Agora, quanto à banda e ao disco propriamente ditos. 12 temas originais e uma versão de “Parasite” dos Kiss, fazem estes 55 minutos. Mescla de Thrash, Death, Hardcore, Punk, Sludge, Stoner e Hard Rock, entre outros subgéneros da música pesada. A excessiva fusão de géneros e a heterogeneidade apresentada em “The Shape Of Hell To Come” são demais para o seu próprio bem. Durante quase 1 hora de música podemos discernir influências tão diversas como Converge, Venom, Poison The Well, Arch Enemy, Misfits, Motorhead, Refused, Satyricon, Mastodon, Black Sabbath, Botch, Raised Fist ou High On Fire, entre muitos outros. A diversidade nos backgrounds dos elementos da banda, acredito.
Não é um mau disco, pelo contrário, tem até bastantes pontos positivos mas, como já referi, a sua heterogeneidade e o facto de ser algo derivativo não abonam em seu favor. Mesmo assim, muito acima daquilo que todos os dias vem de fora e de tudo aquilo que enche as famigeradas tabelas de venda. Prefiro 10 vezes esta proposta dos WATD do que toda a tabela de vendas Portuguesa. 65% www.myspace.com/wearethedamned / http://www.ragingplanet.pt/ / www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal
RDS

Thursday

Dead To This World – First Strike For Spiritual Renewance (2008) – Karisma / Dark Essence

Depois de uma maquete e dois 7”s, eis que Iscariah (ex-Immortal, Necrophagia) assina com a Dark Essence e edita o disco de estreia do seu projecto solo Dead To This World. Conta com a ajuda de Kvitrafn (ex-Gorgoroth) na bateria, tendo ainda como convidados especiais Stud Bronson (na voz, ex-Old Funeral, The Battalion) e Jason Healey (letras, Atomizer). “First Strike For Spiritual Renewance” foi gravado nos Conclave e nos Eartshot Studios com o produtor Bjornar E. Nielsen. Contém 9 temas linha Black / Death / Thrash de contornos old-school, som cru, arranhado, mas límpido e poderoso o suficiente. O que se pode esperar de um álbum do género? Uma descarga descomprometida de Metal negro e sujo da velha escola, inspiração directa de Venom, Bathory, Hellhammer, Possessed e outros que tais. Nada de novo. Nada de original. Nem é esse o propósito. Gostei do que ouvi embora, como já referi, não seja nada de novo. Tudo isto já foi feito antes e de uma forma melhor até. Mas também já se fez muito pior. Black / Thrash bem acima da média para os fanáticos do género. 70% www.myspace.com/deadtothisworld / http://www.karismarecords.no/ / http://www.darkessencerecords.no/
RDS

Tuesday

Cataract – Cataract (2008) – Metal Blade Records

Já está disponível o novo trabalho dos Suiços Cataract. Com título homónimo, esta nova rodela inclui 10 temas em pouco mais de 46 minutos. Thrash de veia moderna com toques de Death e Hardcore é o que a banda no oferece em “Cataract”. Estão mais pesados, mais rápidos, mais brutais. Os riffs são fantásticos, de linha moderna mas com influências do Thrash old-school; a secção rítmica é potentíssima e a voz é bem agressiva (mais Hardcore que Metal). Slayer, Sepultura (fase Chaos AD), Testament, Obituary, Pantera, Artillery, Agnostic Front, Madball ou Sick Of It All são alguns dos nomes de referência. E essas mesmas influências são notórias no disco bónus da edição limitada. São 11 versões de algumas das bandas já enunciadas e outras das mesmas vertentes. Brutalíssimo! O anterior disco de originais já estava muito acima da média mas, se dúvidas ainda persistiam em relação à banda, estão agora dissipadas com esta nova descarga. Deixaram de ser uma promessa para ser uma confirmação no panorama Thrash Europeu. 85% http://www.cataract-collective.com/ / www.myspace.com/cataract / http://www.metalblade.de/
RDS