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Wednesday

V/A – Raridades Vol.1 (7”) (2008)

Edição conjunta das independentes Infected, Zerowork, Can I Say e Your Poison. Em formato de vinil de 7” são apresentados 4 temas raros e/ou inéditos de Crise Total (ao vivo no RRV em 84, tema de uma compilação 7” de 89), Peste & Sida (ao vivo em 88), Censurados (ao vivo no RRV em 89) e Vómito (tema de uma maquete de 89), tudo dos finais dos 80s. Ao disco adiciona-se uma banda desenhada de Marcos Farrajota e Afonso C.P., bem “old school”, feita à mão e fotocopiada. Além disso, esta edição DIY é limitada a 500 cópias, numeradas à mão. O preço é de 7 euros (uma verdadeira pechincha) + portes. Por breves momentos voltei atrás no tempo ao escutar estas pérolas. Uma verdadeira preciosidade que se vai tornar em objecto de colecção para, não só os Punks lusos, mas todos os aficionados da MMP. O título refere que este é o volume 1. Haverá mais? Espero que sim, e o meu apoio vai todo para estas editoras. Força nisso!
Encomendas através do myspace www.myspace.com/infectedrecordsdiy ou pelo e-mail: infected_records@yahoo.com
A minha classificação só pode ser mesmo 100%. É pena saber a pouco.
RDS
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Censurados - Coxa

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Peste & Sida - Vamos Ao Tabalho

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Crise Total - Assassinos No Poder

Monday

Transcending Bizarre? – The Serpent’s Manifolds (2008) – DissonArt Productions

Segundo longa-duração para os Gregos Transcending Bizarre?. 10 temas em cerca de 47 minutos fazem a fusão de um Black Metal orquestral com ideias vanguardistas e ambientes cinematográficos da área do terror e fantasia. As influências provêm de quadrantes tão distintos como Dimmu Borgir, Danny Elfman, Nightwish, Solefald, Arcturus, Laibach ou Amorphis. Pesado e brutal quanto baste mas com muita melodia; ideias interessantes bem executadas que mantêm o ouvinte atento; e os bem encaixados ambientes épicos e sinistros que dão outra dimensão ao som Transcending Bizarre. Não é uma obra-prima mas está bem perto disso. A banda apresenta muitas potencialidades e o próximo álbum pode mesmo vir a ser algo genial. É esperar para ver. Para já, este “The Serpent’s Manifolds” irá manter-vos bem ocupados. Aconselho vivamente! 90% http://www.transcendingbizarre.com/ / www.mysace.com/transcendingbizarre / www.myspace.com/dissonartproductions
RDS

Transcending Bizarre? - Cell (Live)

Serpentina Satélite – Nothing To Say (2008) – Trip In Time

Novo trabalho para os Serpentina Satélite do Perú. Depois do EP auto-financiado “Long Play”, estes assinam com a Trip In Time e dessa união surgem 5 novos temas sob o título “Nothing To Say”. Maioritariamente instrumental, o som dos Serpentina Satélite navega nos mares do 70s Psychedelic, Krautrock e Space Rock, sempre com fortes influências de Hawkwind. Outros nomes a assinalar como influência podem ser Pink Floyd, Acid Mothers Temple ou Kyuss. Sinceramente, o que ouvi não me chamou muito a atenção, está bem feito, sem dúvida, mas soa algo derivativo. Quando puxam um bocado mais pelas guitarras conseguem um som mais roqueiro e agrada, mas na maior parte do tempo lida-se com ambientes psicadélicos com fórmulas levadas ao extremo da repetição. Não me surpreendeu, mas pode ser que agrade a fãs do género. 65% http://www.serpentinasatelite.com/ / www.myspace.com/serpentinasatelite / http://www.tripintime.de/ / www.myspace.com/tripintime
RDS


Thursday

The Firstborn – The Noble Search (2008) – Major Label Industries

Chegou-me às mãos finalmente o novo disco dos The Firstborn que, confesso, estava ansioso por ouvir depois de tantas boas críticas que li. “Será que a expectativa é tão alta que vou ter uma desilusão?”, pensei eu. Felizmente não foi o que aconteceu pois “The Noble Search” está a um nível superior a “The Unclenching Of Fists”. O disco anterior estava muito bom mas tinha pormenores que a mim me faziam repelir o epíteto de disco do ano, como muita gente o vaticinou. Uma delas era a produção pois “The Unclenching Of Fists” tinha um som algo “apagado”, sem força e vitalidade. Outra era a saturação de sons externos à banda base, com muitos “samplers” e sons adicionais. Essas duas falhas (na minha modesta opinião) foram aqui colmatadas e o disco soa forte e poderoso, mas limpo e audível. A componente étnica (musicalmente falando) é real e não “samplada”, está melhor encaixada e soa mais orgânica. Orgânica; é a essa a melhor palavra para descrever a produção deste álbum. Quanto à componente lírica, continua na mesma linha do anterior, com o vocalista Bruno Fernandes a apoiar-se na sua recente paixão pela filosofia Budista. Os diversos convidados especiais também ajudam ao colorido de “The Noble Search”: Vorskaath (Zemial) na percussão, Luis Simões (Saturnia) na cítara, Hugo Santos (Process Of Guilt) e Proscriptor (Absu) nas vozes. O que os Firstborn haviam prometido na anterior proposta está aqui concretizado na sua plenitude. Fica ainda a informação de que por cada CD vendido, 50 cêntimos reverterão a favor da luta de libertação do Tibete. 95% http://www.thenoblesearch.com/ / www.myspace.com/unclenchedfists / http://www.majorlabelindustries.com/
RDS
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The Firstborn Live @ Caos Emergente 2008

Vertigo Steps – Vertigo Steps (2008) – Edição De Autor

Este é o disco de estreia homónimo dos Vertigo Steps, um projecto da responsabilidade de Bruno A. dos Arcane Wisdom. Bruno é aqui acompanhado pela bateria de Daniel Cardoso (Head Contol System, Sirius), o baixo fretless de Alexandre Ribeiro (Bleeding Display, Desire, Grog) e a voz do Finlandês Niko Mankinen (Misery Inc.). Como convidados especiais conta-se com Stein R. Sordal (Green Carnation, voz principal em um dos temas), Sophie (Understream), Rui Viegas e André Vasconcelos (ambos ex-vocalistas de Arcane Wisdom). Ao todo são 10 temas em cerca de 50 minutos de Dark Metal com passagens atmosféricas, progressivas, experimentais e certos toques de Post-Rock. “Vertigo Steps” pauta pelo ambiente intenso, carregado e melancólico das suas faixas. Peso, balanço e muita melodia marcam a música do projecto com aproximações ao universo de nomes como Green Carnation, Anathema, Arcturus, Winds, Opeth, Orphaned Land, Amorphis ou até Porcupine Tree. Mais um grande disco a surgir no panorama Underground nacional. Um nome a ter em conta no futuro. 85% http://www.vertigosteps.com/ / www.myspace.com/vertigosteps / http://cdbaby.com/cd/vertigosteps
RDS
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Vertigo Steps - Fire Eaters

Waste Disposal Machine – Interference (2008) – Thisco

Já se encontra disponível o álbum de estreia dos Waste Disposal Machine, “Interference”. Este é composto por 13 faixas (uma introdução, 8 temas originais e 4 remisturas) e perfaz os 54m20s de duração. Depois de vários lançamentos em formato demo e participações esporádicas em compilações, os WDM assinam pela Thisco para a edição do primeiro longa duração. A fusão de Rock Industrial, Electro, Gótico, Metal e EBM faz a sonoridade WDM. As influências (ou aproximações ao universo de) são tão díspares como Nine Inch Nails, Front 242, Front Line Assembly, Das Ich, Young Gods, Skinny Puppy, Assemblage 23, Die Krupps, Ministry, Rammstein ou Deathstars. Os temas são tão diferentes entre si que o disco poderia resultar numa amálgama de sonoridades tão heterogéneas que comprometeriam o todo. Felizmente, não é isso que acontece, todas as ideias e influências foram tão bem digeridas e “Interference” soa coeso, forte, maduro, mantendo o ouvinte atento e interessado do início ao fim. Mais uma prova de que em Portugal também se fazem coisas interessantes e de alta qualidade, fazendo frente, e até suplantando, o lixo que vem lá de fora e que pulula nos tops nacionais. Agora, só falta mesmo o apoio por parte do público, porque a banda já fez a sua parte. Comprem o disco e vão aos concertos, apoiem os WDM para que não lhes aconteça o mesmo que muitas outras bandas Portuguesas exemplares que caíram no esquecimento e, eventualmente, desapareceram. Para colocar na prateleira dos discos nacionais ao lado de [F.ev.e.r.], Bizarra Locomotiva, Haus En Factor ou Sci-Fi Industries. 95% http://www.wdm-web.com/ / http://wastedisposalmachine.blogspot.com/ / www.myspace.com/wastedisposalmachine / http://www.thisco.net/
RDS
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Waste Disposal Machine - I Sing The Body Electric (Excerto do Live VJing)

Divine Lust – The Bitterest Flavours (2008) – Deadsun Records

Lembro-me da estreia homónima em 2002 e desta me ter chamado a atenção para a fusão Doom e Gothic Metal de inspirações My Dying Bride, Anathema, Sentenced, Crematory e Sundown. Embora algo derivativa e lugar comum, tinha os seus pontos de interesse, assim como um certo cuidado na composição de temas com identidade (o tema de apresentação “Morrigan” vem à cabeça). Após 6 anos de espera (com um EP em 2004 do qual eu não tive conhecimento senão à minutos) surge o sucessor sob a forma desta colecção de 11 temas em 67 minutos. A sonoridade segue a mesma linha de sempre mas desta feita deram especial atenção aos pormenores, sons, ambientes e revelam um trabalho de composição elaborado. Nada foi deixado ao acaso e as ligações entre ideias, riffs, melodias, e mudanças de ritmos, está feita de um modo perfeito e com uma fluidez e à vontade que se espera de uma banda com 10 anos de existência. As colaborações especiais (violino, voz feminina, guitarra Portuguesa), assim como o uso inteligente dos teclados e algumas influências étnicas, ajudam bastante ao ambiente geral do disco. Pesado quanto baste mas com muita melodia; com a força e intensidade do Doom mas com a suavidade dos elementos góticos; sombrio e depressivo mas com o vislumbre da luz ao fundo do túnel. É assim este “The Bitterest Flavours”. Em 2008 os Divine Lust estão, além de mais maduros, bem mais interessantes. Para fãs das bandas acima citadas e outras como o Memory Garden, Candlemass, Lake Of Tears, Tiamat, Beseech, Saviour Machine, Lacrimosa, Depeche Mode (pareceu-me ouvir aqui umas ideias, em especial na voz) ou ainda os Portugueses Heavenwood, Secrecy e Desire. Se ainda havia dúvidas quanto às potencialidades do Divine Lust, estas estão dissipadas com o fabuloso “The Bitterest Flavours”. 95% http://www.divinelust.com/ / www.myspace.com/divinelustband / http://www.deadsunrecords.com/
RDS
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Divine Lust - Morrigan ("Divine Lust", 2002)

Monday

Anomally – Once In Hell… (2008) – Edição de Autor

“Once In Hell…” é o disco de estreia com edição de autor dos Açorianos Anomally. São 8 temas em pouco mais de 33 minutos e meio que fazem a fusão de Death Metal melódico com ambientes góticos. Reminiscências do Gothic / Death Europeu de meados da década de 90 e nomes como Crematory, Dark Tranquility (antigo), Atrocity ou Paradise Lost (antigo) fazem o som dos Anomally. Algumas influências pouco notórias mas enumeradas pela banda são In Flames, Lamb Of God, As I Lay Dying, Dream Theater ou Metallica, por exemplo. O som está potente mas nítido o suficiente para se ouvir tudo o que se está a passar em termos instrumentais. A típica dualidade voz gutural e limpa está presente, as guitarras alternam entre os riffs mais agressivos e as linhas melódicas, a secção rítmica é forte e coesa, as teclas estão bem encaixadas e não exageram. Gostei também da apresentação geral do CD e, em especial, do toque extra com a etiqueta de morgue. Longe de ser um disco essencial, é um bom disco que faz lembrar a já referida cena Death / Goth de meados dos 90s, mas sem soar datado, como acontece com algumas bandas que seguem esta linha. Vale a pena a audição para quem gosta do género. 70% http://www.anomally.com/ / www.myspace.com/theanomally / Metalicídio (Venda Online do CD)
RDS
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Anomally - No Words From The Dead

Wednesday

Attrition - Smiling, At The Hypogonder Club & The Jeopardy Maze (Re-releases 2008) - Two Gods

Attrition – Smiling, At The Hypogonder Club (1985 / Re-release 2008) – Two Gods
Esta e uma reedição do segundo álbum dos Britânicos Attrition, originalmente lançado em 1985 pela mítica Third Mind Records (na altura casa de nomes como Front Line Assembly, In The Nursery ou Nurse With Wounds). Aos 11 temas originais adicionam-se “Shrinkwrap” (single 12”, originalmente gravado para uma cassete compilação da revista Britânica Electronic Soundmaker) e “Fusillade (III)” (originalmente incluída na compilação “For Your Ears Only” de 1986). Todos os temas foram devidamente remasterizados e o artwork foi redesenhado pelo próprio Martin Bowes. A edição é da responsabilidade da editora da banda, a Two Gods Recording. Fusão de Darkwave, ritmos e sons industriais, ambientes góticos e algum Dark Ambient, “Smiling, At The Hypogonder Club” é um disco obrigatório na discografia de todos os amantes da Darkwave. Se ainda não o têm, esta é uma boa oportunidade de o adquirir. Além do disco original com um som melhorado, têm ainda direito aos já referidos bónus. Essencial. 90% http://www.attrition.co.uk/ / www.myspace.com/danteskitchen
RDS

Attrition – The Jeopardy Maze (1999 / Re-release 2008) – Two Gods
Mais uma reedição por parte da Two Gods, editora criada pelos próprios Attrition. “The Jeopardy Maze” foi editado originalmente em 1999 na editora darkwave/ambient /ethereal Projekt. Uma obscura e sinistra fusão de Darkwave, Gótico, Industrial e uma forte componente sinfónica, “The Jeopardy Maze” é um ecléctico disco que irá agradar a fãs das várias vertentes enunciadas. Além da obrigatória remasterização do disco, temos como bónus um tema nunca antes editado, também de 1999, “Infant Joy”, baseado num poema de William Blake. Diferente do anterior disco aqui apresentado, que soava tipicamente 80s, este tem uma vertente mais moderna, com uma faceta electrónica mais acentuada que poderá trazer novos fãs à banda, mas que não irá desapontar os da velha escola. Recomendo. 85% http://www.attrition.co.uk/ / www.myspace.com/danteskitchen
RDS
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Attrition - A Girl Called Harmony (Tricky Business, 1991 / Promovideo 2006)

TNT – Atlantis (2008) – Metal Heaven

Os míticos Hard Rockers Noruegueses estão de volta com um novo trabalho intitulado “Atlantis”. São 11 novos temas em 48 minutos. Desenganem-se os incautos pois isto não é Hard Rock de contornos guitarreiros e vocalizações poderosas. Todo o disco soa a Beatles em versão AOR. É isso mesmo, temas tipicamente Pop com influências dos 60s, um toque de musicais kitsch dos 80s, ideias Blues Rock e uma base roqueira para “enganar”. Não me interpretem mal pois o disco não é mau mas, sinceramente, a mim não me diz nada. Prefiro um Hard Rock mais puxado e com os habituais maneirismos do género do que esta versão actualizada dos Beatles. Não sou conhecedor de toda a carreira dos TNT, que já vem desde os idos de 1982 até aos nossos dias, por isso não posso comparar com material anterior. Tendo em conta só esta proposta, os TNT de 2008 deixam a desejar. Mas toda a gente tem ideias e gostos diferentes, por isso mesmo, experimentem e podem até gostar. 40% http://www.tnttheband.com/ / http://www.metalheaven.net/
RDS
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TNT - Intuition (Madrid 2006)

The Deep Eynde – Blackout: The Dark Years (2008) – People Like You

Os Death-Rockers Californianos The Deep Eynde regressam às edições com uma retrospectiva que inclui um CD com 18 temas e um DVD com todos os promo-vídeos, entrevistas, material ao vivo, etc. Infelizmente não tenho acesso ao DVD, por isso vou apenas centrar-me no CD que tenho em mãos. Aproveitando bem a capacidade máxima do formato, a banda encerra 18 temas em cerca de 79 minutos de música. Fusão de Punk, Goth, New Wave e Psychobilly, a sua sonoridade pode denominar-se de Death Rock. Devendo mais ao cenário gótico do que ao Punk, os Deep Eynde vão também beber muito à cena alternativa dos 80s. “Blackout: The Dark years” é a celebração de 15 anos de escuridão, depressão, e angústia. Um tema novo, “My Darkest Hour” abre as hostilidades seguindo-se títulos como “Red Necklace”, “Voodoo Baby”, “Swingtime” ou “Road Rash”, entre outros. Para fãs de Misfits, The Mission, The Cure, Damned, Lords Of The New Church, Samhain, Siouxsie And The Banshees, Flesh For Lulu, AFI, Bauhaus ou Depeche Mode. 85% http://www.deepeynde.com/ / www.myspace.com/thedeepeynde / http://www.peoplelikeyourecords.com/
RDS
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The Deep Eynde - She Likes Skulls
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The Deep Eynde - Space Invaders

Six Feet Under – Death Rituals (2008) – Metal Blade

Novo trabalho para os Six Feet Under. Em pouco mais de 49 minutos, divididos em 13 temas, a banda liderada por Chris Barnes condensa tudo aquilo que já fez no passado. Desde o Death Metal old school de contornos Gore, passando pelo material mais groovy com tendências Hardcore, até ao Rock ‘n’ Roll mais sujo de vocalizações guturais, há um pouco de tudo em “Death Rituals”. Depois de um par de trabalhos mais fraquitos, a banda Norte-Americana volta à boa forma com “Commandment” em 2007, e esta nova proposta não lhe fica atrás. Não os vai fazer ganhar muito mais fãs do que aqueles que já têm, isso é certo, mas é um fantástico disco que não vai desiludir os já rendidos às peculiaridades dos SFU. 85% http://www.sfu420.com/ / www.myspace.com/sixfeetunder / http://www.metalblade.de/
RDS
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Six Feet Under - Doomsday (Commandment, 2007, Metal Blade)
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Six Feet Under - Seed Of Filth (Death Rituals, 2008, Metal Blade)

Saturday

Area51 - Interview

1 – Area51 is a young band and still unknown in the worldwide Metal scene. Can you describe the band’s path from its foundation to these days?
Okay! AREA51 started out when I started making demos with our former singer. That’s about 4-5 years ago. Everything but the vocals and guitars were programmed, the demos were put on the internet, and CD-Rs were given out to many people. Our former drummer and keyboard player were very interested in the demos, and we evolved into a real band.
After that, to further stretch our envelope, we decided to find a new singer. Following nearly a hundred auditions, we finally came across Kate, who joined the band. In 2005 we released our first album, which is the official start of our band’s history.
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2 – I noticed that you’re getting some exposure outside of Japan and you are even releasing a 5-track CD in Brazil. Apart from a few exceptions, Japan is known for “keeping” their music inside its boundaries. Your musical market is big enough for any band to achieve success. Do you intend to take the band outside of Japan or is your country enough for you?
Like you mentioned, the musical market in Japan is definitely big. However, it’s rather unlikely that our kind of music will gain mainstream recognition today. Many listeners are not in need of songs with very long technical guitar solos, or very complex passages.
However, when looking out to the rest of the world, there are tons of listeners who go wild, who are crazy about our kind of music! Our goal is to reach those people, who appreciate what we do and who we are. That’s why we released a CD in Brazil, and why we are available around the world through iTunes. Of course we’re also working on domestic support as well, but that’s not our limit.
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3 – I noticed that the majority of Japanese musicians tend to sing in Japanese, but in Area51 the lyrics were written in English. Do you think Heavy Metal must be sung in English or is it a way to allow your band to achieve some reception in Western countries? Why did you choose to sing in English rather than in Japanese?
There may be a misunderstanding here. Our song titles are in English, but our lyrics are in Japanese. It might be the way Kate sings, but people sometimes think she’s singing in English. I can’t tell you why that happens, but she certainly has a very unique and original way of singing Japanese lyrics.
I’m happy with the way our songs with Japanese lyrics are accepted. We might incorporate English lyrics in the future, but we also think our approach to the world in our own language, Japanese, is very important, too. So, the Japanese language factor is quite important.
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4 – Are you satisfied with this new album “Daemonicus”, the songs, the recording process, production, and final product?
Of course we’re satisfied! But, after some time, we really feel that the next album will be even better, that there is room for improvement. Especially regarding the production. We’ll see how the next album goes, but for now we are very satisfied with Daemonicus.
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5 – Heavy, Power and Neoclassical Metal are known for their fantasy inspired lyrics. What kind of subjects influenced you to write the lyrics for this record?
Daemonicus isn’t necessarily a concept album, but all songs are connected to complete a story. You can see representations of the story on the CD cover, booklet, and artwork inside the CD case. Individual songs do have themes inspired by love, relationships, warning the world about certain issues, and fantasy.
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6 – What bands do you listen to and influence you to write music for Area51? How about books and movies?
For songwriting and performance, Yngwie Malmsteen, Impellitteri, Stratovarius, Symphony X, Rhapsody, Kamelot, Vitalij Kuprij had great influences. Also, X Japan from Japan definitely had a strong influence.
In terms of movies, I would say the ambience and atmosphere of “Lord of the Rings”, “Harry Potter”, and “The Mummy” influenced our imagination quite a bit. The song “Lord Knows”, from our latest album, was actually inspired by the Walt Disney movie “Beauty and the Beast”.
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7 – Rob Rock from Impelliteri is a guest in the track “Lord Knows”. How did you manage to have this Hard ‘N’ Heavy legend in your new record?
This was such an exciting event for me! I’ve been an Impellitteri fan ever since I started playing the guitar. Especially albums like “Answer to the Master”, “Victim of the System”, “Screaming Symphony” are like text books to me.
Ever since I started thinking about a 16 minute long song, I always wanted to have a male guest singer. With no expectations of his agreeing, I approached Rob, who appreciated our music, and agreed to sing for us.
He was extremely professional, with tons of great ideas regarding the lyrics and melodies. He understood how to bring the overall song as close to perfection as possible, without us having to explain things in detail. We recorded Kate’s vocals afterwards, but since Rob’s recording perfectly captured our intentions, the rest of the recording went smoothly like magic. Among all the musicians who must want Rob to sing for them, I am so grateful and happy that we actually made it happen. I cannot thank him enough for what he’s done for us, and I am extremely proud of the outcome.
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8 – Do you have a tour prepared to promote the new record?
This related to a subsequent question, too, but honestly speaking, the music scene here in Japan is not set up for such promotional tours. We did have a few shows after the latest album was released, but that’s all we’ve done, no touring.
We’ve already started preparing for the next album. In parallel, we’re working on having our songs used as theme songs for television shows, or major radio shows. In Japan, it’s very important to have such tie-ups to make satisfactory touring happen.
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9 – I read in some article, on the internet, that you had some major exposure in Burrn magazine with your first record “Ankh”, back in 2005. It was highlighted as the 6th best Neoclassical Metal record ever released in Japan. Was that important for the band?
Hmm… I think this requires proper explanation. In fact, before “Ankh” was selected in their ranking, their first review of our album was extremely negative, not representative of what the album was at all. They seem to have such negative approaches from time to time. For example, Stratovarius’ “Vision”, Yngwie Malmsteen’s “Rising Force” both received very bad initial reviews. It goes without saying, that they were completely mistaken.
Many furious fans criticized their bad review of “Ankh”. They were the only ones with negative feedback, where many other bloggers and reviewers were offering positive comments.
Perhaps ten years ago “Ankh” would have just been criticized and forgotten, but with the internet today, I don’t feel it had a strong impact. People could listen to our music on our website, and make their own judgment. As a result, many listeners expressed their disagreement with Burrn!’s review. Then, after a few months, they suddenly chose the album as the 6th best Neoclassical Metal Album, as if nothing had happened beforehand.
I was honestly surprised, must more by their change in attitude, compared to the album ranking itself. In retrospect, I do appreciate the exposure, though (lol).
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10 – How’s the Japanese Heavy Metal scene nowadays (Bands, labels, magazines, venues, etc)? What about Punk, Gothic, and Alternative Rock scenes? Which bands would you highlight?
The Japanese metal scene is quite unique. I think it’s a great place for foreign metal bands. Good CD sales, tour after tour. However, for domestic metal bands, it’s very tough. Only a handful of famous bands with long careers, like Anthem and Loudness, are still successful today, but for the rest, it’s not easy. Bands like Onmyo-za and Galneryus are well known within the metal scene, but since the metal scene itself is so small, not everyone knows about them. There aren’t many metal listeners here who are interested in domestic metal bands.
On the other hand, punk-ish bands seem to be doing well on the charts. We heard lots of programmed or dance music a while ago on TV, but it seems “band sounds” are coming back, with increasing popularity. I hope this trend ends up helping the metal scene as well.
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11 – You have now some space for a final message.
Thanks so much for reading this to the end! I hope you enjoyed the interview. If you are interested in us at all, please check out the album! I really look forward to the day we can play in front of you! Until then, keep you ears wide open, and Stay Metal!
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Questions: RDS
Answers: Yoichiro Ishino (Guitars)
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Area51: http://www.area51-web.com/ / www.myspace.com/area51web
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Area51 - Close To... (You And Me) (Fanmade Video)

Monday

Morkobot – Morto (2008) – Supernaturalcat

O trio Morkobot (constituído por Lin, Lan e Len) encera a sua primeira trilogia (que inclui ainda “Morkobot” e “Mostro”) com este novo trabalho, “Morto”. É constituído por um único tema instrumental (dividido em 3 faixas ou partes) que atinge quase os 40 minutos de duração. Metal experimental de contornos drone, com toques psicadélicos e industriais, é o que nos apresentam. Pesado, intenso, sufocante, psicadélico, é assim este “Morto”. E não há guitarras! É isso mesmo, apenas dois baixos, bateria e sintetizador. Há já muito tempo que não ouvia algo do género que me agradasse imenso como este disco (quando ouço as palavras “drone” ou “post” assusto-me logo). Um trabalho absolutamente genial! Para fãs de John Zorn, King Crimson, Jesus Lizard, Melvins, Sunn O))), Guapo, Zu, Isis ou Neurosis. 95% http://www.morkobot.com/ / www.myspace.com/morkobot / http://www.supernaturalcat.com/
RDS
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Morkobot - Zorgonllac (Live @ Roma)

Born From Pain – Survival (2008) – Metal Blade

Os Holandeses BFP estão de regresso com o novo de estúdio intitulado “Survival”. São 11 novos temas em pouco mais de 34 minutos que não trazem nada de novo. São os mesmos BFP de sempre, o mesmo estilo, as mesmas letras (ainda estão agarrados à cena 9/11, terrorismo, “new world order”, USA, etc), as mesmas influências (Sick Of It All, Biohazard, Agnostic Front fase 90s, Sepultura fase “Chaos A.D.”, Strife ou Hatebreed). A linha é, portanto, a mesma dos inícios da década de 90 e do Crossover que se fazia entre o NY Hardcore e o Thrash Metal. Até a imagem de tipos musculados acabados de sair do ginásio, os braços completamente tatuados, e a pose de durões está lá. E isso é mau? Em certa parte é, mas por outro lado, a música está bem feita, é potentíssima, tem peso, groove, rapidez, riffs bem sacados às 6 cordas, secção rítmica demolidora, voz áspera reminiscente de A.F. ou Strife (o que agrada). Uma excelente banda de Hardcore / Metal mas que, infelizmente, ficou presa num “loop”. Ou talvez seja essa mesma a intenção deles! Um álbum sem qualquer carácter relevante na música pesada mas que se curte muito bem (faz abanar a cabeça de início ao fim, e isso já é um feito). Para se curtir em casa e ir assistir à devastação ao vivo. 70% http://www.bornfrompain.com/ / www.myspace.com/bornfrompain / http://www.metalblade.de/
RDS
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Capitão Fantasma – CF720 (MCD+DVD) (2008) – Raging Planet

Os míticos Capitão Fantasma regressam em 2008 com uma nova edição discográfica e a comemoração dos seus 20 anos. “CF20” é um conjunto de dois discos, um EP e um DVD. No CD encontramos 7 novos temas de estúdio na habitual linha Psychobilly / Rockabilly com influências de Punk e Garage. O DVD inclui os 3 vídeos promocionais do anterior álbum “Viva Cadáver” (“Cidade Suja”, “Se Eu Enlouquecer” e “Nem 20 Anos”), e 60 minutos em palco divididos por 3 actuações distintas (no Culto Bar como banda de abertura para os Meteors; no MusicBox aquando do lançamento de “Viva Cadáver”; e finalmente no Festival Optimus Alive 2007). Quanto ao CD, nada de novo a apontar, os temas seguem a mesma linha do anterior registo; apenas posso dizer que é um prazer ver que desta vez os C.F. estão a apostar na continuidade, não nos deixando muito tempo sem material novo. São apenas 22 minutos, mas servem muito bem o seu propósito e, tendo em conta a recente actividade da banda, não tardará muito a termos novo longa duração na rua. Além disso, temos também o formato vídeo para nos entreter. O único senão no DVD é o facto de o menu não ter as ligações identificadas. Não se sabe se estamos a aceder a um registo ou outro, funcionando um pouco ao acaso. Pelo menos e tivesse uma função de “play all”, o problema ficaria minimizado. Os promoclips são fáceis de identificar assim que os estamos a visualizar; quanto às actuações ao vivo, a prestação do Alive é fácil de assinalar (palco maior, mais público), mas as outras duas não (pelo menos para quem, como eu, nunca visitou o Culto ou o MusicBox). Fora este pormenor do menu, a imagem está muito boa, o som está bombástico, o trabalho de câmara está muito bom, recomenda-se portanto. Mais um lançamento essencial na carreira destes rockers tugas. Agora só falta mesmo a reedição dos dois primeiros trabalhos (ai esse “Hu Uá Uá”, quando é que eu vou encontrar um exemplar?!). 80% http://www.capitaofantasma.com/ / www.myspace.com/capitaofantasma666 / http://www.ragingplanet.pt/ / www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal
RDS
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Capitão Fantasma - Cidade Suja

Sunday

Factory Of Dreams – Poles (2008) – Progrock

Factory Of Dreams é o novo projecto de Hugo Flores, guitarrista de Project Creation. Em 11 temas faz-se a fusão de sonoridades Progressive / Symphonic Rock, electrónica (vertentes trip-rock e ambiental) e elementos do universo Gótico. Ao Hugo Flores juntam-se a vocalista Sueca Jessica Letho e o baixista Chris Brown (com uma breve participação). Tenho sentimentos contraditórios em relação a este projecto / disco. A música de F.O.D. não anda muito longe daquilo que fazem certos nomes da cena Symphonic / Gothic Metal com voz feminina como The Gathering, Leaves Eyes, Sirenia, Theatre Of Tragedy ou Within Temptation, embora com uma aproximação mais “calma” e ambiental ao género (o nome do projecto pode dar algumas pistas). Está bem feito, contém boas ideias, a voz é fantástica mas… há aquela constante sensação de “déjà-vu”. E no entanto não consigo deixar de ouvir. Basta estar no estado de espírito certo e “Poles” pode ser uma agradável companhia. Está, no entanto, longe de ser uma peça indispensável. 70% http://www.sonicpulsar.com/ / http://www.progrockrecords.com/
RDS
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Poles - Exclusive Album Preview

Wednesday

Orplid – Greifenherz (2008) – Auerbach Tonträger / Prophecy

O duo Germânico Orplid regressa com o seu 4º disco de originais intitulado “Greifenherz” (coração de grifo). Os 14 temas que compõem este novo trabalho vagueiam entre o Dark Folk e o Martial, com elementos de Neofolk, Industrial, Neoclassical e até Gótico. Som depressivo, obscuro, sinistro, intenso e sufocante é o que marca a música dos Orplid por um lado. Pelo outro lado temos a vertente melódica, épica, orquestral que estabelece uma dualidade interessante. Ao trabalho de base de Uwe Nolte (letras, visuais) e Frank Machau (instrumentos, composição, vozes), alia-se ainda a voz crua, fria e sinistra de Sandra Fink nos temas “Totenesche” e “Traum von Blashyrkh”. Entre universos tão díspares como os de Death In June, Current 93, Sol Invictus, Fields Of The Nephilim, Das Ich, Elend, Nick Cave, Nina Hagen, Dornenreich, Empyrium ou In Slaughter Natives, a versatilidade musical dos Orplid poderá agradar a fãs de várias vertentes da música mais negra. Não conhecia e fiquei a gostar. Segundo parece, os álbuns anteriores são mais agressivos e industrializados. Fiquei curioso mas, para já, não largo este “Greifenherz”. 90% http://www.orplid.de/ / http://www.noltex.de/ / http://www.auerbach.cd/
RDS
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Orplid - Der Letzte Ikaride (Sterbender Satyr, Auerbach 2006)

Magnolia – Falska Vägar (2008) – Transubstans

No activo desde 1994, esta banda Sueca, com nome inspirado num tema dos Blue Cheer, tem em “Falska Vägar” a segunda proposta de estúdio. Esta rodela inclui 10 temas em pouco mais de 42 minutos de Bluesy Hard Rock com inspiração nos finais dos 60s e inícios dos 70s. As influências passam por Cream, November, Mountain, Free ou Blue Cheer. É retro mas não soa forçado como o resto das propostas que por aí andam nos tops, sendo o som dos Magnolia puro, pleno de alma e espírito (e outra coisa não se poderia esperar de uma edição Transubstans). Estes tipos bem poderiam ter crescido no intervalo temporal acima mencionado que não ficariam nada deslocados. As letras em Sueco ainda ajudam a dar outro colorido à música da banda. Gosto quando uma banda canta na sua língua materna, seja qual for o estilo musical. Além disso, a gravação num estúdio analógico ajudou a conseguir aquele som cheio mas cru, bem necessário ao estilo. Vale a pena a audição. 80% www.myspace.com/magnoliarock / http://www.recordheaven.net/ / www.myspace.com/transubstans / http://recordheaven.blogspot.com/
RDS
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Magnolia - Stanna Till! @ Tantogården/Stockholm 7/12-2007

Barr – Skogsbo Is The Place (2008) – Sakuntala / Transubstans

Esta é a estreia em longa duração dos Barr. Depois de um bem recebido EP em 2007, os Suecos assinam com a Sakuntala, uma recém criada sub-etiqueta da Transubstans, e representam a 1ª edição da mesma. Barr é um sexteto acústico que pratica um interessante Folk psicadélico de descendências Fairport Convention, Popol Vuh, Pentangle e Heron. Sete canções de embalar psicadélicas, segundo a denominação da banda para as suas composições, resultaram de uma sessão de dois dias e duas noites. São cerca de 44 minutos de música inspirada, pura, plena de espírito. É pena o som ter ficado muito “moderno”, limpo e com uma orientação quase Pop em alguns momentos; uma certa crueza e toque 70s lo-fi poderiam ter resultado muito melhor. De qualquer maneira, gostei do que ouvi e recomendo. Para fãs das bandas acima mencionadas ou outras mais recentes como Circulus, Porcupine Tree ou Pain Of Salvation (na sua faceta mais calma). 65% http://www.barrmusic.se/ / www.myspace.com/barrmusic / http://www.recordheaven.net/ / www.myspace.com/transubstans / http://recordheaven.blogspot.com/
RDS
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Barr - Sound And The Fury @ Stockholm Café