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V/A – Ataque Frontal 2CD (2006) – Impulso Atlântico

Há já algum tempo que não se editavam este tipo de compilações em Portugal. Este não é uma colecção dos novos lançamentos de uma editora (o chamado sampler das editoras) mas sim uma coisa geral, com várias bandas do Underground nacional, umas mais conhecidas e outras nem tanto. A ideia é mesmo essa, retratar o panorama nacional actual. Aqui o subtítulo é mesmo “Underground Português do século XXI”. Só é pena ser mais direccionado para o Punk e Hardcore e descurou-se o Metal, o Gótico e outro tipo de sonoridades mais alternativas, senão ficávamos aqui com um documento precioso do panorama Underground dos primeiros anos deste novo século. O subtítulo indica uma generalidade que aqui não existe, e este até deveria ser qualquer coisa do género “Punk / Hardcore Português do século XXI”. Mas se calhar era essa a intenção da compilação, abordar esses mesmos géneros musicais (e seus sub-géneros) e não outros. Talvez uma outra compilação (Parte 2) venha complementar esta. Fica a sugestão!Concentrando-nos apenas então no cenário Punk / Hardcore, é assim que vamos analisar estas duas rodelas prateadas. Por aqui encontramos bandas mais conhecidas (e algumas até míticas) como Mata Ratos, Alien Squad, Simbiose, Subcaos, Peste & Sida, Tara Perdida, etc, entre outras mais recentes e menos conhecidas como Barafunda Total, Defying Control, The Hellspiders, etc. Nas sonoridades vamos desde o Punk 77 ao Hardcore, do Skacore ao Metalcore, do Emocore ao Sleazy Rock’N’Roll, do Punk melódico ao Crust, há um pouco de tudo. Ao todo são 50 bandas / temas distribuídas por dois discos com 67’36’’ e 70’56’’ respectivamente, ou seja, mais de 2h18m no geral. Não destaco nenhuma banda / tema, pois isso seria injusto para os outros grupos, e neste tipo de colectânea, isso nem interessa e cada um escolhe as suas favoritas lá em casa. Eu cá tenho as minhas escolhas pessoais, que ficam para mim, mas também dou o devido valor aos restantes.O som tem algumas variações de tema para tema, mas isso já vem das gravações individuais de cada banda, e de qualquer maneira, a masterização está bem feita e esses pormenor foi minimizado na medida do possível. E as diferenças entre banda / tema também faz parte deste género de edição e até lhe dá uma certa piada. A capa é um bocado simples mas cumpre a sua função. Também não é preciso uma obra de arte vanguardista, o que interessa mesmo é a música, mas uma capazita mais trabalhada dava outra apresentação imediata. Mas o maior problema do livrete é mesmo o não haver propriamente um! Isto é, apenas tem a capa e uma contracapa com uma mensagem de Paulo Lemos da Impulso Atlântico (desde já as minhas felicitações pela iniciativa!). Isto ficava muito mais completo e interessante com um livrete com umas informações das bandas, fotos, moradas, discografia, etc. Mas isso ficou no website da compilação abaixo mencionado. Mas claro, isso faria o disco ficar mais caro e no Underground o pessoal não se pode esticar muito nessa área; e até porque o Underground nacional já não é o que era há uns anos atrás! Não há muita gente a apoiar, seja a comprar disco / demos, seja a assistir aos concertos, etc. Mas vou deixar esses desabafos para outro texto que não este!Com uma capa melhor, o tal livrete completo e um leque de sonoridades mais gerais, que ficava aqui uma bela peça de colecção, isso é certo! De qualquer maneira a iniciativa é de aplaudir e eu não me queixo nada, muito pelo contrário, isto está muito bom assim mesmo, e devia haver mais edições do género.Indispensável para o pessoal do Punk / Hardcore no geral (não só em Portugal) e apoiantes do Underground nacional e MMP (Música Moderna Portuguesa, ainda alguém se lembra desta sigla?!).Mais uma vez: INDISPENSÁVEL! RDS
90%
Impulso Atlântico: www.impulsoatlantico.com
Ataque Frontal (Compilação): www.ataquefrontal.punkpt.com

The Chelsea Smiles – Thirty Six Hours Later (2006) – People Like You

Os The Chelsea Smiles são relativamente novos, e esta é a sua estreia em disco mas, o vocalista / guitarrista Todd Youth já tem alguma rodagem nisto do Rock ’N’ Roll. Fez a sua estreia com a tenra idade de 15 anos quando foi tocar guitarra nos Murphy’s Law, numa digressão de abertura para o Beastie Boys em estádios e grandes locais de espectáculos. Segue-se a sua mudança para os D-Generation com os quais faz uma digressão a abrir para os Green Day. Entretanto forma estes The Chelsea Smiles com o intuito de tocar Rock ‘N’ Roll bem enérgico. No estúdio tentaram gravar os temas da maneira mais simples e directa, para manter a energia e espírito bem vincados, sem muitas mexidas no pro-tools como é habitual hoje em dia. Daí vem o título do álbum, “36 horas depois”, pois o álbum foi gravado e misturado em apenas 36 horas!Os 12 temas que compõem este CD misturam o Punk Rock da velha escola de nomes como The Stooges, Ramones ou The Clash com os refrões e melodias do Glam Rock dos Kiss ou New York Dolls. São 12 temas, na sua maioria, uptempo, mas com muita melodia e riffs e solos de guitarra bem sacados; uma secção rítmica bem oleada; voz não muito rouca nem muito melódica, na medida certa. 12 temas que nos fazem bater o pé e abanar a cabeça sem parar, desde o início até ao fim do disco.Mais uma banda de Rock ‘N’ Roll com som retro, é verdade, mas que denota muita atitude e gozo pelo que estão a fazer, uma banda que supera em larga escala as bandas do género que vemos hoje em dia na TV e ouvimos na rádio e que os “media” nos querem empurrar pela garganta abaixo como “puro” Rock ‘N’ Roll. RDS
80%
People Like You Records: www.peoplelikeyourecords.com
The Chelsea Smiles: www.myspace.com/thechelseasmiles

Einstürzende Neubauten – Listen With Pain: 20 Years Of Einstürzende Neubauten (2006) – Cherry Red

Este DVD é uma autêntica pérola para os apreciadores deste colectivo germânico que, juntamente com os Can e os Kraftwerk, está entre os nomes mais importantes da música Alemã do final do século XX. O que aqui se encontra é um documentário que comemora os 20 anos (foi em 2000) desta instituição teutónica e que foi filmado pelos fãs de longa data Christian Beetz e Birgit Herdilitchke. Podemos ver imagens do “processo de composição”, em estúdio, excertos ao vivo e de clips desde o início de carreira até ao ano 2000 em que gravaram “Silence Is Sexy”, incluindo entrevistas com Blixa Bargeld, Alexander Hacke, Stevo (da editora Some Bizarre), o amigo / colaborador / fã de longa data Nick Cave, entre outros, sobre as influências, relações interpessoais, abusos de drogas, contratos, etc. Temos ao todo cerca de 1 hora de documentário e 37 minutos de extras em estúdio em 2000, na gravação do álbum já atrás referido. A mim soube-me a pouco e deixou-me a salivar por material ao vivo e clips dos quais aqui apenas se encontram excertos.Uma peça essencial para os apreciadores da banda Alemã e da cena Industrial em geral. RDS
90%
Cherry Red Records: www.cherryred.co.uk
Einstürzende Neubauten: www.neubauten.org

Mael Mórdha – Gealtacht Mael Mordha (2007) – Grau

“Gealtacht Mael Mordha” (100%) é um colosso de cerca de 45 minutos de Gaelic Doom Metal gravado pelos Irlandeses Mael Mórdha. É um disco bem pesado, épico, melódico e intenso. Os temas são longos mas não se tornam aborrecidos, pois têm diversas mudanças de ritmos e melodias, alguns apontamentos acústicos e instrumentos de origem Folk, mantendo o ouvinte sempre atento com diversos pormenores que enriquecem a música. Algumas bandas de referência poderão ser Bathory (no seu lado mais épico), Candlemass, Doomsword, Primordial, Anathema (antigo) e até alguma NWOBHM. Em termos líricos, este é um disco conceptual, assim como o era o anterior “Cluain Tarbh” (baseado na Batalha de Clontarf em 1014 d.c.), mas aqui lida-se com os pensamentos do Rei Mael Mórdha antes e durante essa mesma batalha, até ao momento da sua morte. O título do disco traduz-se mesmo por “a loucura de Mael Mórdha”. A introduzir o disco, logo à primeira vista sem sequer ter retirado ainda o CD da caixa, temos a fabulosa capa (ver ao lado). Segundo parece os músicos também vestem fatos do século IX e usam pinturas faciais de guerra de tonalidades azuis, para complementar todo o imaginário da banda. Isto também deve ser extremamente interessante ao vivo! Um disco obrigatório para os amantes de um Metal mais épico (musicalmente) e com raízes históricas e/ou de fantasia épica (nas letras)! RDS
100%

Conflict – Live In London / Live In England (2DVD/2DVD 2006) – Mortarhate / Cherry Red

Estes DVDs marcam as duas primeiras edições neste formato pelas mãos da Mortarhate Records dos Conflict. E quem melhor para começar do que os próprios? O primeiro, como o título indica, contém gravações ao vivo na sua cidade natal, Londres. São dois DVDs repletos de gravações ao vivo desde 1986 até 2005, além de excertos de clips do vídeo-album “There’s no power without control”. No segundo item temos mais dois DVDs com os Conflict por essa Inglaterra fora, com gravações desde 1984 até 2004.A ideia é boa, juntar diversas gravações de vários períodos da banda, mas isso aqui não está muito bem conseguido. Todas as gravações são feitas com câmara de mão e temos, portanto, imagem e som não muito bons, e por vezes até detestável e inaudível. Então as gravações da década de 80 são as piores. Além disso há alguma discrepância entre as datas e locais que vemos nos vídeos e as que estão impressas na caixa. Outra coisa que não gostei muito foi a dos excertos do vídeo-album atrás referido, 3 temas que estão cortados pelo meio; pelo menos que deixassem essas 3 faixas completas.Se a ideia era juntar algumas gravações antigas, mesmo que amadoras como estas são, então um DVD apenas com as melhores cenas era capaz de dar e sobrar, enchendo assim as medidas dos fãs com material antigo e não disponível previamente. Juntava-se umas entrevistas antigas e actuais, com algumas intervenções mais politizadas para ficar bem mais interessante e, porque não, o já referido vídeo-album na íntegra (fazia-se então um duplo DVD). Desta maneira que foi feito é demasiado material que nem mesmo os fãs mais acérrimos vão conseguir digerir na totalidade. São 4 horas de vídeo amador em cada item, 8 horas no total se adquirirem os dois! De qualquer maneira, há aqui algumas raridades preciosas que valem por ter sido recuperadas em DVD, mas volto a repetir, são 8 horas de muito mau som e imagem. Tendo em conta as excelentes re-edições que a Mortarhate tem vindo a fazer das suas edições (não só dos Conflict mas de outras bandas), esperava-se coisa melhor. RDS
60%
Mortarhate Records: www.mortarhate.com
Cherry Red Records: www.cherryred.co.uk
Conflict: www.conflict-uk.com

Green Machine - Entrevista

1 – Green Machine é uma banda relativamente nova e de certa maneira desconhecida para o público em geral. Podes fazer um breve relato dos momentos mais importantes do percurso da banda desde o início até à edição deste novo trabalho “Themes for the hidebounds”?
A banda já existia em 1999 com uma formação um bocado desleixada, a coisa começou a ser mais séria em 2005 com a entrada de 2 novos elementos para a banda, o Pedro Oliveira e Ângelo Sousa, para a bateria e baixo respectivamente, a partir daí temos encarado as coisas com mais profissionalismo e dedicação, até que resolvemos gravar o disco Themes for the hidebounds e desde aí temos tocado muito que é esse o nosso grande objectivo.

2 – Para os ouvidos mais desatentos os Green Machine talvez sejam uma banda que envereda por um estilo retro que hoje em dia está muito em voga mas, para quem tenha algum conhecimento da história do Rock no geral apercebe-se de que os Green Machine são uma banda mais inspirada nas linhas mais tradicionais e Underground do Garage Rock, lo-fi, Punk e até por algum Blues. De onde provêm as inspirações para a sonoridade da banda?
Nós acabamos por ser a nossa própria inspiração! O nosso som acaba por ser o reflexo de tudo o que ouvimos, e posso dizer que são coisas bem diferentes umas das outras. Temos grande influência da música negra. Eu gosto de definir como Rock n Roll outros gostam mais de Garage, até há quem diga que e Blues/Soul Power. Eu concordo com todos os pontos de vista.


3 – Fala-me um pouco das letras deste disco e dos assuntos abordados nas mesmas. E já agora, que obsessão foi essa com o Screaming J. Hawkins?
As letras acabam sempre por falar dos relacionamentos mais ou menos falhados do João que é o vocalista, ele gosta de falar de coisas pessoais, pelo menos foi essa a temática deste disco, do próximo não sabemos. O Screaming J. Hawkins é uma maneira de escapar aos problemas, não há nada que ele não nos faça esquecer.


4 – No disco encontram-se diversos músicos convidados. Como é que estes surgiram e de que maneira é que o seu contributo traz algo de novo ás músicas em que participam?
Os convidados do disco são principalmente amigos de longa data que foram aparecendo no estúdio e nós arranjávamos sempre qualquer coisa para eles fazerem! E claro depois o resultado final acabou por ser do nosso agrado. São pessoas que de uma ou outra maneira acabaram sempre por marcar a nossa vida pessoal e musical que acabaram por meter um pouquinho da sua identidade no disco!

5 – Como é que tem sido a aceitação ao EP, tanto a nível de imprensa como de público?
Tem sido muito variável, mas acima de tudo estamos satisfeitos com o resultado final do disco!

6 – E em relação às actuações ao vivo, têm surgido muitas oportunidades de apresentar esta nova edição? Como é que têm corrido esses concertos?
Os concertos tem corrido lindamente, salvo 1 excepção têm estado sempre cheios o que até para nós é algo estranho. Não estávamos à espera de criar tanta curiosidade nas pessoas. Mas ainda bem que assim é, estamos satisfeitos por isso!

7 – Este EP tem edição de autor, ou se quisermos dar uma roupagem mais vanguardista à coisa, é uma edição DIY. Porquê esta opção?
Não havia editoras interessadas na proposta dos Green Machine?Nem sequer tentamos nenhuma para dizer a verdade. Queríamos que o primeiro registo mais sério fosse editado por nós para podermos ter mais controle sobre a maneira de como queríamos fazer as coisas. O próximo ainda não sabemos como vai ser.

8 – Quais são os vossos projectos para um futuro próximo? Para quando o disco de longa duração de estreia?
Proximamente os nossos objectivos são tocar, é aí que a banda se sente melhor. Temos também uma edição de um vinil a meias com uma banda brasileira (AUTORAMAS) pela editora GROOVIE RECORDS que sai em Abril, e contamos que em Setembro possa sair um novo disco, mas sem grandes comprometimentos. Queremos que todo o processo seja descontraído.

9 – Como vês a cena musical actual, Rock, Punk, Hard ‘N’ Heavy, etc, no geral e em particular em Portugal? Que novas bandas e/ou tendências te têm despertado mais interesse?
Acho que as bandas portuguesas se estão a afirmar cada vez mais, entre 2000 e 2005 a coisa andou um bocadito fraca, mas penso que agora está no bom caminho. Temos muitas bandas portuguesas que gostamos, os Dead Combo, os Bunnyranch, os Act ups e muitas outras, somos grandes consumidores de música portuguesa também.

10 – Em jeito de despedida, queres deixar uma última mensagem ou ideia ou algum assunto importante que tenha ficado por referir?
Gostaria apenas de dizer às pessoas para continuarem a aparecer aos concertos que são sempre bem-vindas. Obrigado pela entrevista.


Entrevistador: RDS
Entrevistado: Pedro Oliveira - Bateria

Green Machine: www.myspace.com/greenmachinesucks

Cattle Decapitation – Karma Bloody Karma (2006) – Metal Blade Records

Aqui está o novo álbum destes vegetarianos do Grind / Death. “Karma Bloody Karma” é o seguimento natural de “Humanure” de 2004 mas com uma tendência experimental mais acentuada. Além da base Grindcore da música dos Norte-americanos temos as já habituais aproximações ao Death Metal, aparecendo aqui a ali umas passagens que devem mais ao Black Metal mais necro vindo da Noruega que a outro estilo. Há também umas melodias não muito habituais e até passagens ambientais. Uma pequena introdução ambiental não dá a entender o que vem a seguir mas logo somos bombardeados com a brutalidade técnica da banda. As 4 primeiras faixas seguem o estilo habitual de Cattle Decapitation. A faixa “Total Gore?” já começa a introduzir experimentalismos e mais pormenores técnicos. Nas duas seguintes continuam a experimentar. Na nona faixa “Alone At The Landfill” temos a mais experimental e esquisita, misturando Grindcore, Death Metal, Black Metal, brutalidade com melodia nos primeiros 3 minutos e pouco e depois temos quase mais 4 minutos puramente ambientais. Colada à anterior temos o tema título “Karma Bloody Karma” que incorpora a meio uma passagem de puro Black Metal necro ao bom estilo das bandas Norueguesas da década de 90. A seguir mais 1 minuto e meio de material ambiental seguido de brutalidade. Fecha-se o álbum com uma faixa ambiental de pouco mais de 3 minutos, uma espécie de bonança a seguir à tempestade. Nas letras também foram mais além e segundo o próprio vocalista “este será o disco mais niilista, pessimista e cheio de ódio que tenhamos feito em relação às letras”. Este é sem dúvida o álbum mais estranho dos Cattle Decapitation mas de qualquer modo vai agradar aos fãs da banda que já estão habituados a este tipo de experiências por parte da banda.Falta ainda referir que o álbum conta com a participação de Joey Karam (The Locust) e John Wiese (Sunn O))), Bastard Noise) e produção (estranha a escolha, mas irrepreensível, diga-se de passagem) por parte de Billy Anderson (Swans, Mr. Bungle, Melvins, Ratos De Porão). De referir ainda que depois das gravações o baterista Michael Laughlin deixou a banda e foi substituído por J.R. “Kid Gnarly” Daniels dos Unholy Ghost. A capa, mais uma vez, está fabulosa! Para quem tem mente aberta e gosta de bandas que não têm medo de ir mais além e não se restringir aos moldes de um género. RDS
90%
Metal Blade Records: www.metalblade.de
Cattle Decapitation: www.cattledecapitation.com

Stormzone – Caught In The Act (2007) - Escape Music

Os Stormzone são Irlandeses e seguem as orientações mais melódicas do universo Hard ‘N’ Heavy. Pode falar-se aqui numa versão mais moderna da NWOBHM de inícios da década de 80 em fusão com algum AOR e Hard Rock melódico dos 80s. As influências passam por Thin Lizzy, Deep Purple, Whitesnake, Rainbow, DIO, Journey, Survivor e Queensryche, entre outros. Todos os membros da banda já passaram por diversas bandas irlandesas de Rock mas a personagem mais mediática é o vocalista John Harv Harbinson que já fez parte dos Sweet Savage, além de outras bandas como Emerald, No Sweat e Den Of Thieves. De facto a voz é um dos pontos fortes, mas não o único pois, toda a banda está de parabéns. A guitarra está bem definida e potente mas com muita melodia e com solos fabulosos que nos fazem sacar da nossa guitarra aérea. A secção rítmica é forte e sólida mantendo eficazmente a cadência a meio-tempo da maioria do álbum. As teclas é que não fazem sentir muito a sua participação, mas cumprem a sua parte. A produção é fantástica, som potente mas com aquele espírito dos 80s que pode agradar a uma audiência acima dos 30 e que é fã de AOR, uma cortesia do senhor Mudd Wallace (Mama’s Boys, Van Morrison, Therapy?). Uma das coisas que salta logo à vista é a capa, a qual foi desenhada por Rodney Matthews (responsável por capas de nomes como Magnum, Asia, Thin Lizzy, etc) e que assenta bem no espírito 80s do disco e do som dos Stormzone. Temas a destacar, é difícil pois todo o álbum é bom, mas podem ser “Crying in the rain” (Hard melódica na linha Magnum), “Call of the wild” (bem potente e com uma melodia bem orelhuda), “Beating of a heart”, “New world” (uma das mais rápidas, mais no lado do Heavy Metal), “Sky high” ou a balada com cheiro de Glam Rock dos 80s “Stranger things have happened”. Uma estreia que promete altos voos por parte destes Irlandeses. Para fãs das bandas acima mencionadas, saudosos do Arena Rock dos 80s e para quem gosta do seu Rock potente mas cantarolável e com muita melodia de guitarra e voz. RDS
98%
Escape Music: www.escape-music.com
GerMusica Promotion: www.germusica.com

Saturday

Bemvindos à nova "Fénix Webzine"!

A "Fénix Webzine" deixa agora de ser um website tradicional para passar a ser um blogspot. Todos aqueles que trabalham com a internet numa base diária, sabem que os blogspots são muito mais fáceis de criar, gerir e actualizar. E para quem, como eu, não tem muitos conhecimentos de web design, assim é muito mais fácil. Além disso o meu tempo é cada vez mais escasso para manter um website de raíz, isto não é um trabalho e sim algo que faço por gosto à música. Além disso, torna-se mais fácil para vocês de navegar. Todo o material que estava no outro website vai ser colocado aqui aos poucos. Sem muito mais conversa, espero que gostem do meu trabalho e que este blog / webzine vos ajude a manter a par das novidades da música alternativa. Saudações; RDS