Friday

Hell Within – Shadows Of Vanity (2007) – Lifeforce Records

Os Hell Within são dos USA (Massachusetts) e este é o seu 3º disco “Shadows Of Vanity”. Este é um trabalho mais versátil que os anteriores, no qual a banda faz na perfeição a sua fusão de Thrash Metal (tanto a vertente mais old-school como a mais moderna), algum Death Metal e algum Hardcore Norteamericano. Este novo disco é muito mais melódico que o anterior, tanto nas melodias de guitarra como na própria voz que é agora limpa (algures entre Metallica e Anthrax), estando as vocalizações guturais destinadas apenas a complementar. Imaginem uma fusão de Metallica (fase “Master Of Puppets”), Anthrax (fase John Bush), In Flames, Trivium, Pennywise e Agnostic Front (fase crossover dos 90s). Muito peso, melodia, riffs Thrash, vocalizações a alternar o limpo e o gutural / gritado, secção rítmica pesada quanto baste, balanço entre groove e velocidade. É bom ver que desta actual fusão de Thrash / Death e Hardcore ainda saem coisas boas, apesar de o subgénero já estar mais que moribundo. RDS
80%
Lifeforce Records: www.lifeforcerecords.com
Hell Within: www.hellwithin.com

Civilization One – Revolution Rising (2007) – Metal Heaven

Civilization One é um super projecto com músicos do Sri Lanka, Itália, França e Brasil, a saber: Chitral “Chity” Somapala (Avalon, Firewind, Faro, Red Circuit) na voz, Aldo Lanobile (Secret Sphere) na guitarra, Luca Cartasegna (Secret Sphere), Pierre-Emmanuel Pélisson (Heavenly) no baixo e Jesper Stotz nas teclas. Quando se fala nestes super projectos ou óperas rock, muito em voga hoje em dia, as coisas podem soar muito excitantes à primeira, mas a simples junção de vários músicos conhecidos pode não resultar muito bem, por muito bons que estes sejam. Cada músico tem a sua maneira de tocar, experiência, influências, maneira de compor e, na maioria das vezes, os estilos (e personalidades) de cada um entram em conflito e o resultado final não é muito satisfatório. Este não é o caso felizmente! Em “Revolution Rising” encontram-se 10 faixas (em 41 minutos e meio) de Heavy / Power / Progressive Metal de orientação claramente Europeia, ou seja, muito peso, muita melodia, alguma velocidade e alguns toques sinfónicos e de Hard Rock / AOR dos 80s. Há por aqui muito boas ideias, bem executadas, excelentes riffs de guitarra, melodias fantásticas, passagens sinfónicas com coros épicos, tudo isto com produção, mistura e masterização intocáveis cortesia de Markus Teske (Vanden Plas, Symphony X, etc). Para complementar o conteúdo musical temos ainda direito a uma capa fantástica. Gosto de quase todo o disco (a balada “Dream On” é um bocado frouxa) mas, se tiver que realçar temas, estes podem ser “Legends Of The Past (Carry On)”, Welcome To Paradise” e “Time Will Tell” (umas guitarras a lembrar Iron Maiden). Para apreciadores de Heavy Metal moderno e contemporâneo. RDS
85%
Metal Heaven: www.metalheaven.net
Civilization One: www.civilization-one.com

Chris Caffery – Pins And Needles (2007) – Metal Heaven

“Pins And Needles” é o terceiro álbum a solo de Chris Caffery, guitarrista de Savatage e Trans-Siberian Orchestra. Caffery faz-se acompanhar por Nick Douglas (Doro) no baixo, Paul Morris (Rainbow) nas teclas e Yael (Fireball Ministry, My Ruin) na bateria, além de diversos convidados no violoncelo, violino, piano, saxofone, vozes, etc. Este novo disco vem na mesma linha dos anteriores Faces” (2004) e “W.A.R.P.E.D.” (2005), e o que temos aqui são mais 13 temas (e um bónus na edição digipack) de um Heavy Metal bem pesado com toques progressivos / sinfónicos e muito experimental. Para quem gosta do seu Heavy Metal mais tradicional certamente não irá gostar de todo o experimentalismo que Caffery introduz na sua música mas para quem gosta de ouvir este tipo de inovações, este é um prato bem cheio, acreditem! Muitos solos, riffs, passagens de ritmos, vozes, orquestrações, instrumentos “clássicos”, etc. Quem já conhece os anteriores discos, tem aqui mais do mesmo e, para quem não conhece, imaginem uma fusão entre Savatage, Franka Zappa, Alice Cooper dos 70s, Danny Elfman e System Of A Down. Na verdade, se Frank Zappa tivesse nascido alguns anos mais tarde e formasse uma banda de Heavy Metal, com Alice Cooper (era 70’s) na voz e Danny Elfman nas teclas / sintetizador, por certo soaria assim! Soa um bocado estranho, mas depois de ouvir o disco vão dar-me razão! Não é um disco para qualquer pessoa e não é um disco para qualquer altura do dia! As devidas condições têm que se reunir para poder apreciar “Pins And Needles” na sua plenitude! Para fãs de Savatage, Trans-Siberian Orchestra, Frank Zappa, Danny Elfman, Dream Theater e Heavy / Power Norteamericano dos 80s/90s. RDS
80%
Metal Heaven: www.metalheaven.net
Chris Caffery: www.chriscaffery.com

Dead To Me – Cuban Ballerina (2006) – Fat Wreck Chords

Os Dead To Me de São Francisco são Jack e Bradon (ambos ex-One Man Army), Chicken (Western Addiction, empregado da Fat Wreck) e o seu primo Ian. “Cuban Ballerina” é o disco de estreia editado pela já mencionada Fat Wreck. São 11 temas de Punk Rock melódico com influências do Punk Rock Californiano e de Pop-Punk da década de 90 que não chegam a atingir a marca dos 26 minutos. Isto está tudo muito bem tocado e tem muita melodia, a produção de Alex Newport (improvável a colaboração não é?) está, como sempre, impecável, mas está limpinho e certinho de mais para o meu gosto. De qualquer maneira, é bem melhor do que o que muitas outras bandas do género andam a fazer ou fizeram no passado. Isto sem querer mencionar nomes, basta ver os “tops” e a merda que lá aparece rotulada como Punk! Pelo menos estes Dead To Me parecem revelar uma atitude verdadeira e sincera. Isto ouve-se bem numa festa de verão, ao pé da praia, com cerveja, mulheres em bikini, amigos, mas passados os 26 minutos, não apetece voltar a carregar no play. E pior, não fica nenhum tema em específico na cabeça, assim que acaba o CD, esquecemo-nos dos Dead To Me. De qualquer maneira, uma boa aposta para quem gosta de bandas como Descendents, Lagwagon, Green Day (antigo), Screaching Weasel, Snuff, etc. RDS
70%
Fat Wreck Chords: www.fatwreck.com / www.fatwreck.de
Dead To Me: www.deadtome.com

Six Feet Under – Commandment (2007) – Metal Blade Records

Mais um trabalho para Chris Barnes e companhia. Já li um par de críticas menos favoráveis a este novo disco e por isso fiquei de pé atrás ao ouvir o CD, até porque os últimos álbuns da banda me tinham desiludido um pouco. Há sempre 3 ou 4 temas bons e o resto é para encher. Neste caso até posso dizer que me surpreenderam. “Commandment” traz de volta os Six Feet Under dos inícios, dos dois primeiros álbuns, mas mantendo aqui e ali algumas das ideias de álbuns posteriores. Pode-se dizer que “Commandment” é um resumo daquilo que os SFU fizeram em toda a sua carreira mas com um travo bem old-school, mais pesado, mais rápido (este deve ser o disco com mais temas rápidos que a banda já gravou) e com a experiência acumulada ao longo de todos estes anos, não só em SFU mas em todas as bandas pelas quais já passaram os seus membros. Afinal de contas, já são muitos anos ao serviço do Death Metal! Este não será certamente o álbum que vai salvar o género mas irá com certeza revitalizar os SFU. 34 minutos e meio de groove, peso, velocidade e selvajaria! Para quando SFU em Portugal?! RDS
80%
Metal Blade Records: www.metalblade.de
Six Feet Under: www.sfu420.co

Autumn – My New Time (2007) – Metal Blade Records

Autumn é um sexteto Holandês que toca um Rock Gótico bem musculado, com groove e muita melodia. “My New Time” é o novo trabalho (3º) e o primeiro através da Metal Blade. A música dos Autumn difere do resto das outras bandas de Rock / Metal Gótico com vocalizações femininas pois não se insere propriamente na linha mais sinfónica, não se encaixa de maneira alguma na vertente mais pesada e obscura e não se pode integrar na vertente mais doomy, depressiva e melancólica. Tem um pouco de tudo atrás mencionado, influências de Rock mais tradicional, Metal, Pop, samplers electrónicos e inclusive alguns apontamentos progressivos. “My New Time” tem grandes riffs de guitarra, refrões, melodias, boas ideias bem executadas, uma excelente voz, secção rítmica forte e coesa, linhas de teclados bem encaixadas. O nome da banda retrata na perfeição a música pois nem é propriamente fria e cinzenta (Inverno), nem é propriamente solarenga e de temperatura amena (Primavera), tem um pouco de ambos, fica a meio caminho, tem algo de belo mas também tem algo de decadência, uma espécie de dicotomia vida / morte, uma transição entre ambos, o ciclo da vida (nascimento – vida - morte), logo, Outono será uma óptima estação para retratar “My New Time”. Uma boa aposta para quem gosta de bandas como Lacuna Coil ou The Gathering mas não quer mais um clone e sim uma banda com identidade. RDS
85%
Metal Blade Records: www.metalblade.de
Autumn: www.autumn-band.com

Tuesday

Man Must Die – The Human Condition (2007) – Relapse Records

Segundo álbum para os Escoceses Man Must Die e a sua estreia na Relapse Records. Os MMD tocam Death / Grind / Thrash brutal, rápido, com algum balanço a meio-tempo e alguma melodia, com influências de bandas como Dying Fetus, Cephalic Carnage, Napalm Death, Kataklysm, Origin e Slayer, entre outras. As estruturas são tipicamente Death Metal mas adicionam à sua música uma componente Grindcore bem forte e muitos riffs de Thrash old-school, sempre com um bom balanço entre todas as vertentes. Uma aproximação mais moderna à música extrema contemporânea mas que não descuida o legado da mesma, indo beber um pouco a cada uma das fontes. A produção é imaculada, responsabilidade de JF Dagenais (Kataklysm, etc), tendo o disco um som poderoso mas límpido. Gostei também do pormenor do disco iniciar como o “estalido” do vinil, fechando da mesma maneira. O álbum peca apenas por ser muito longo, pelo menos para este tipo de registos, e 43 minutos e meio é muita selvajaria para se aguentar de uma rajada. Com a não inclusão de 1 ou 2 temas o álbum seria mais fácil de assimilar. É sempre preferível o ouvinte ficar com a vontade de voltar a carregar no play no final da audição do que ter vontade de carregar stop a meio e ouvir o resto depois. Mesmo assim, o que está é bom, muito acima da média e de muitas outras bandas do género que vão surgindo hoje em dia, fazendo de “The Human Condition” uma boa descarga de Death / Thrash vinda da Escócia que promete voos mais altos para os seus autores. RDS
80%
Relapse Records: www.relapse.com
Man Must Die: www.manmustdie.net

V/A – In Goth Daze CD/DVD (2007) – Cherry Red

Esta é uma reedição que reúne os dois formatos já existentes previamente sob o mesmo título, mas em edições separadas. Não há adição de material novo, apenas o que já se encontrava no CD e no DVD originais. São 18 temas no CD, 22 vídeos no DVD e um livrete de 8 páginas com um pequeno resumo da história da cena Gótica e da sua essência primária, escrito por Richard J King. Esta não é mais uma das inúmeras compilações que apresentam bandas de garagem como essenciais no género, ou seja, o tipo de colectâneas que as editoras lançam para promover as suas bandas. Também não se trata de uma compilação do tipo “The best goth album…” em que se incluem apenas os grandes nomes que extravasaram para o “mainstream” junto de outros que nem têm nada a ver com o estilo. As bandas aqui incluídas são, maioritariamente, fenómenos Underground da década de 80 que se tornaram objecto de culto, e são, a saber: Specimen, Nico, Alien Sex Fiend, 39 Clocks, Bone Orchard, Zero Le Creche, In Excelsis, Play Dead, Red Lorry Yellow Lorry, Ritual, Screaming Dead, Skeletal Family, Furyo, Bauhaus (a única aqui incluída das mais “mainstream” que eu referi antes), Danse Society, Inca Babies, Ligotage, Hagar The Womb, Flesh For Lulu, Creaming Jesus, Rubella Ballet, Andi Sexgang, Virgin Prunes, The Marionettes, Malaria e Ghost Dance.
Uma excelente compilação para quem quer conhecer e compreender a cena Gótica pois inclui bandas essenciais, além de ter a vantagem de incluir tanto a componente áudio como vídeo, logo não se ouve apenas a música como também nos é apresentado o lado estético e visual, integrante essencial do cenário gótico. É claro que não estão cá todas as bandas essenciais, isso é difícil em qualquer colectânea deste tipo, até mesmo por questões de direitos. Só não leva os 100% porque falta alguma informação sobre as bandas aqui retratadas que, por pouca que fosse, ajudava a conhecer melhor as mesmas. De qualquer maneira: Essencial! RDS
95%

Cherry Red Records: www.cherryred.co.uk

Xandria – Salomé: The Seventh Veil (2007) – Drakkar Records

Novo trabalho para os Germânicos Xandria. São cerca de 49 minutos divididos por 12 temas. O estilo é o mesmo de sempre da banda, Gothic Rock / Metal com uma abordagem Pop às músicas (no sentido de canção), elementos electrónicos / samplers e as habituais ambiências orientais, exóticas e de misticismo. A uma primeira audição soa “normal” ou mediano, igual a tantas outras bandas do género que hoje em dia pululam por esse mundo fora, mas a cada nova audição vamos descobrindo novos pontos de interesse e entrando aos poucos no espírito da música. A nível instrumental é muito bom, tem apontamentos interessantes, temas mais orquestrais (poucos, e bem menos intensos que outras bandas, mas mesmo assim a marcar a sua presença), temas com um aroma mais exótico, outras de orientação mais Pop / EuroPop, baladas semi-góticas (seja lá o que isto quer dizer!), há um pouco de tudo por aqui. Há ainda duas faixas que contam com um convidado especial, Mika Tauriainen dos goth-rockers Finlandeses Entwine. Temas a destacar? São muitos, quase todos os temas do álbum são potenciais singles, conforme o público-alvo que se pretende atingir, “Sisters Of The Light” é um fantástico tema que pode muito bem ser um hit, “Vampire” (mais um refrão apelativo), “Beware”, “Salomé” (mais calma com um forte toque oriental), “Firestorm” (mais roqueira, com toques góticos), “A New Age”, “Sleeping Dogs Lie” (outra roqueira), etc.
Sem estar a comparar, até porque os Xandria têm o seu próprio estilo e imagem, mas apenas para dar uma linha de orientação aos que não conhecem, podemos inserir os Xandria na mesma categoria de nomes como Nightwish, Within Temptation, Sirenia, Leaves’ Eyes, Epica, After Forever, etc. RDS
85%
Drakkar Records: www.drakkar.de
Xandria: www.xandria.de
Focusion: www.focusion.de

Cephalic Carnage - Xenosapiens (2007) - Relapse Records

“Xenosapiens” é o 4º disco dos Norteamericanos Cephalic Carnage. Em cerca de 44 minutos, divididos em 12 temas, a banda de Denver, Colorado, faz uma fusão heterogénea de Death Metal brutal linha Norteamericana, Grindcore e inclusivé algum Hardcore. O disco inicia com Death / Grind brutal com “Endless Cycle Of Violence”; “Divination & Volition” tem certos apontamentos Grind / Jazz / Core linha Dillinger Escape Plan, em “Molting” e “Touched By An Angel” aparecem alguns apontamentos mais técnicos que fazem lembrar os míticos Death; ao sétimo tema “G.obal O.verhaul D.evice” temos um “descanso” com uma faixa lenta, arrastada e Doomy mas a seguir “Let Them Hate So Long As They Fear” contrasta com Grindcore que em pouco passa do minuto de duração; “The Omega Point” tem um interessante spoken word; segue mais brutalidade com “Megacosm”; “Ov Vicissitude” é um tema extremamente heterogéneo com diversas passagens por vários estilos; fecha com o 12º tema que não está listado (pelo menos no meu promocional), é um tema Doom / Industrial de cerca de 7 minutos na linha dos temas mais Industriais / Swan-escos dos Napalm Death. Costuma-se dizer que depois da tempestade vem a bonança, pois aqui depois da tempestade vem o desespero!
Há por aqui imensas ideias interessantes mas o disco é apresentado de uma maneira tão heterogénea que só se prejudica. O disco é pesado, rápido, técnico quanto baste mas passa por várias fases distintas, num momento estamos saturados mas depois há qualquer coisa que nos chama atenção e voltamos a ficar atentos, mas passado um bocado já estamos fartos novamente. Com cerca de 3/4 dos temas / duração, o disco ficaria bem mais fácil de digerir e mais apelativo. De qualquer maneira, para quem gosta de Death / Grind mais experimental e com fusões de outros géneros, este disco pode ser a vossa opção. Além das bandas já referidas, pode-se falar também em Cannibal Corpse, Black Dahlia Murder, Napalm Death, Strapping Young Lad, Nile, etc. RDS
75%
Relapse Records: www.relapse.com
Cephalic Carnage: www.cephaliccarnage.net

Ataraxia - Kremasta Nera (2007) - Ark Records

Novo álbum para os mestres Italianos do Medieval / Neoclassical. No que diz respeito à parte musical, o estilo de Ataraxia mantém-se o mesmo de sempre, com a sua fusão de elementos acústicos e electrónicos, ambientes medievais e orientais, com presença de cordas, percussões e outros instrumentos de origem oriental.
Na parte lírica, este é um trabalho conceptual inspirado no ancestral culto da Deusa na ilha Grega de Samotrácia, onde o culto da deidade tripla dedicada à Terra, Noite e ao Ciclo da Natureza era dominante, sendo todos aqueles que queriam ser iniciados nos seus mistérios sujeitos a nove rituais: Criação, Domínio, Amor, Nascimento, Sacrifício, Ablução, Memória e Coroação. O último não tinha nome pois o nono ritual não podia ser revelado. O fascínio dos Ataraxia pela ilha e os seus mistérios, o equilíbrio entre o masculino e o feminino e a sua forte ligação à Natureza, levou-os a criar um fundo sonoro que tenta recriar essa mesma civilização antiga.
Estes senhores já não têm nada a provar a ninguém, e este novo disco é uma boa prova para suster a minha afirmação. Não é o melhor disco de sempre do agrupamento Italiano, mas eles também não sabem fazer álbuns medianos, são todos acima da média. Quem conhece já sabe o que esperar, ou seja, mais do mesmo, mas mais do melhor!
As primeiras 2000 cópias vêm num belo digipack e fazem-se acompanhar de um livrete de 16 páginas. Infelizmente o meu promocional não traz nada disso, apenas um invólucro de cartão. Mas tenho acesso à música, e isso já é muito! RDS
85%
Ark Records: www.arkrecords.net
Ataraxia: www.ataraxia.net

Friday

Germs – Media Blitz: The Germs Story (2005) – Cherry Red

Este duplo DVD retrata uma das inúmeras bandas de curta vida do Punk dos 70s, os Germs, uma banda de Los Angeles, influenciada por Sex Pistols, Iggy Pop & The Stooges e Van Der Graaf Generator (!). O vocalista Darby Crash faleceu apenas com 22 anos, depois disso o guitarrista Pat Smear ainda tocou uns tempos com os famosos Nirvana nos seus tempos de garagem e o baterista Dan Bolles formou os 45 Grave (um misto de Punk e Gótico).Os DVDs estão muito bem feitos e são uma mais valia para os apreciadores do Punk de finais dos 70s. Os menus têm uma boa apresentação e a escolha de material é muito boa também. Vê-se que houve uma preocupação em fazer um documento completo e bem feito destes Germs. No primeiro DVD temos um concerto no The Whisky em 1979, com péssima qualidade de bootleg verdade seja dita, mas mesmo assim um documento importante que não poderia ficar esquecido no tempo. Dez faixas ao vivo, com direito até a uma cena de pugilato entre o guitarrista Pat e um ou dois membros da audiência e uma pequena confusão no palco com várias pessoas a tentar acalmar o guitarrista. Ainda no 1º DVD temos 18 raridades em áudio para completistas. No 2º DVD o prato forte é o documentário “Germ Warfare” onde a história dos Germs é contada pelo baterista Dan.Um documento importante sobre uma das bandas do Punk norteamericano dos finais dos 70s, aconselhável a todo o Punk que se preze. RDS
85%

Rwake – Voices Of Omens (2007) – Relapse Records

Há uns tempos atrás chegou-me às mãos um álbum de uma banda chamada Rwake dos Estados Unidos. Confesso que não me tinha chamado muito a atenção, até porque este tipo de sonoridade Sludge não me agrada particularmente. Agora chegou-me às mãos, por parte da Relapse, o seu novo disco “Voices of omens”. Estiva a ouvir com atenção e das duas uma, ou não me tinha apercebido da potencialidade da banda no anterior disco, ou então este trabalho está muito acima. Isto é fantástico! Temas longos (geralmente acima dos 7 minutos), arrastados, vozes semi-guturais (masculina e feminina), som bem carregado quase lo-fi mas limpo e poderoso o suficiente para se poder ouvir tudo na perfeição. Desde a abertura acústica de abordagem Folk até ao fim, os Rwake conseguem captar a atenção do ouvinte pois, há muita coisa a acontecer ao mesmo tempo que nos vai mantendo agarrados às colunas; inúmeras mudanças de ritmos, diversos riffs na mesma música, passagens acústicas e, pasme-se, muita melodia! Apesar de ser uma sonoridade bem densa e depressiva, que nos faz sentir aquele peso opressor no peito, conseguem mostrar uma luz ao fundo do túnel com certas passagens e riffs mais melódicos e um certo sentido épico (ou apocalítptico?). Mesmo assim, não aconselhável a pessoas com problemas cardíacos, depressivos por natureza e com tendências suicidas. Para fãs de bandas como Eyehategod, Neusosis, Old Man Gloom, Isis, High On Fire ou Unearthly Trance, entre outros. RDS
85%
Relapse Records: www.relapse.com

Thee Merry Widows – Revenge Served Cold (2007) – People Like You

Thee Merry Widows é a primeira banda Norteamericana de Psychobilly composta na totalidade por mulheres e “Revenge Served Cold” é a estreia que foi lançada em Fevereiro de 2006 e que só um ano depois tem edição Europeia (com 3 faixas bónus exclusivas) através da Germânica People Like You. A banda inclui no seu line-up a rainha do burlesco Miss Eva von Slut como vocalista, a sua companheira de casa Nikki Nightbreed no contrabaixo, a querida do sci-fi Andrea na bateria, a deusa da guitarra Mistress Mandy, a maníaca das motas convertida em contrabaixista Jenna Ferocious (nas faixas bónus) e a guitarrista solo e professora de primária Nishone. A sonoridade é maioritariamente Psychobilly mas é bem notório o seu gosto por Surf Music, Horropunk e Garage Rock e o visual é linha 50’s Pin-up girl e encaixa na perfeição no imaginário da banda. Faixas maioritariamente a meio-tempo e outras mais uptempo mas sem serem muito rápidas. Algumas das minhas favoritas são “Black widow”, “The Curse” ou “Grave Robbers (From Outer Space)” (com direito a teremin) ou “Talk Shit, Spit Blood”. A nível musical não traz nada de novo ou original, mas que é um disco cheio de diversão, glamour e atitude, lá isso é! RDS
80%

People Like You Records: www.peoplelikeyou.de
Thee Merry Widows: www.merrywidowsmusic.com

Ratos De Porão – Homem Inimigo Do Homem (2006) – Alternative Tentacles

Fico sempre excitado quando ouço falar de um novo álbum de Ratos De Porão, mas eu sou um bocado suspeito ao falar deste quarteto Brasileiro pois trata-se de uma das minhas favoritas de sempre. Posso tentar ser o mais objectivo possível, mas com um petardo destes é quase impossível!São 12 temas em apenas 30 minutos e 16 segundos bem potentes e rápidos, com muita força e atitude Hardcore. À semelhança do álbum anterior, aqui os RxDxPx mantêm a influência Thrash / Crossover da década de 80 / inícios de 90, com riffs bem thrashados, misturando isso com a sempre clara influência de Punk 77 e o Crust / Punk da escola escandinava. As letras continuam ácidas e directas como sempre, atacando a igreja católica e os recentes escândalos sexuais e de pedofilia, falando sobre a escravidão no Brasil, e declarando guerra contra o “emo” hoje em dia tão em voga.Este disco marca os 25 anos de existência da banda, fazendo dela uma das mais antigas bandas de Hardcore ainda no activo. A capa e livrete desta vez não são ao estilo dos RxDxPx mas sim com aquelas colagens típicas das edições da Alternative Tentacles o que lhes dá outra roupagem neste novo capítulo de uma carreira de 25 anos que teima em não acabar. E ainda bem, afirmo eu! É preciso dizer mais? Quem conhece sabe o que esperar, ou seja, mais do mesmo, mais do melhor! RDS
90%
Alternative Tentacles Records: www.alternativetentacles.com
Ratos De Porão: www.ratos.com.br

Warmachine – The Beginning Of The End (2006) – Nightmare Records

Os Warmachine são de Toronto (Canadá) e este é o seu álbum de estreia. Os Warmachine não nos trazem nada de novo ou original, mas têm uma grande capacidade de escrever grandes canções (coisa que falta a muitas das ditas bandas “grandes”) com refrões memoráveis e riffs e melodias de guitarra fabulosos secundados por uma forte secção rítmica. A sonoridade da banda vai beber tanto ao Heavy Metal como ao Power como ao Thrash, mas sempre na vertente americana do Metal. As influências são variadas e podem-se incluir nomes como Megadeth, Metallica, Helloween, Iron Maiden, Judas Priest, Iced Earth ou até mesmo Dream Theater. O álbum foi produzido por Murray Daigle (Emerald Rain / Cauterize) e David Ellefson (ex-baixista de Megadeth, co-produziu 4 temas e toca em 3 deles).Todo o álbum é fabuloso, mas temas a salientar seriam “Empty” (com Ellefson), o meu favorito “Eternally” (um tema muito ao jeito de Iced Earth com um fabuloso refrão, com a participação vocal de Harry Hess dos Harem Scarem), a não menos fabulosa “Forgotten Demise” (grande refrão, com um solo de guitarra de Ralph Santolla dos Iced Earth / Millenium), “Taunted Souls” (rápida ao estilo Eidolon, também com Ellefson) ou “Dust To Dust” (com um feeling bem 80s). Os outros temas que têm participações especiais são “Betrayed” (Ellefson) e “Eye For An Eye” (Darren Smith, Darren Smith band / ex-Harem Scarem). Não é o melhor álbum de Heavy / Power de sempre mas é um bom álbum de estreia que nos deixa em expectativa em relação ao futuro destes novatos Canadianos Warmachine. Para fãs de Iced Earth, Eidolon, Dream Theater, Balance Of Power e das bandas atrás mencionadas. RDS
80%
Nightmare Records: www.nightmare-records.com
Silent Planet Promotions: www.silentplanetpromotions.com

Thursday

Autumn - Entrevista

1 – The band exists since 1995 but, with this new wave of Gothic Rock / Metal female fronted bands, aren’t you scared that Autumn can be labelled as “just one more trying to jump into the train”? How would you say Autumn differs from the rest of those bands and what do you to have to offer?
Jan:
No, not scared. We released our first album in 2002, but already toured in 2001 with After forever. So I do not think that we are new in the scene and trying to profit from the hype generated by other bands. Although I have to admit that bands like the Gathering and Within temptation paved the way for a lot of bands in this genre, including our band. The fact that this happened already in the mid 90’s, shows that it is not a hype, but more of a consistent genre.
I think we differ from the other bands in the fact that we do not use massive orchestral and choral arrangements. We try to use a guitar-riff or synth-lead as the basis for a song. A bit more of a rock oriented way of writing songs. Also the voice of Nienke and the groove in the songs differs from most bands in the genre.

2 – There is a wide range of genres mixed up here and it seems that you have influences from several musical styles from 80s Gothic Rock, New Wave, Pop, Rock, Metal, Trip Hop, etc. What kind of bands do you listen and influence you to write music for Autumn?
Jan: Personally I am mostly influenced by the band Faith no More. They were able to blend in / use every genre or influence they liked, without losing their own identity. I admire this way of writing songs a lot and hope we can reach this level of songwriting as well. Making music without boundaries, that would be great! I think we already are a few steps towards this goal with this new album. Our approach of writing whatever you want and let every member fill in their view of the song, worked out great for us.

3 – After the releasing of the previous album there were some line-up changes. What happened with the previous members? In which manner do you think the new members contributed for the music of Autumn?
Jan:
After releasing the Summer’s End album in 2004 we were given the chance to tour through Germany with Within Temptation and do a lot of headliner shows in the Benelux. One of our guitar players, Jasper, left the band around that time because he could not combine the busy schedule of the band with his private life and daily job. Mats, the brother of our other guitar player Jens, filled in his spot. After a long period of promoting the second album we started to think about recording our third album. This process of creating new songs, the fact that we had to search for another label and the still busy schedule of touring around, combined with a daily job and a family life were the reasons that our keyboard player, Menno and bass player, Meindert left the band within one year from each other. They were replaced by respectively Jan Munnik on keys and Jerome Vrieling on bass.
Mats was already within the band when we started to write new material, so he contributed a lot to the basis of most songs. Jan Munnik came a bit later, but he had total freedom with filling in the synth lines and, as you can hear on the album, he did an amazing job! He came up with brilliant leads and twists to the songs. Through these leads the songs came alive. Jerome came when we were in the last stage of the pre-production. He gave his interpretation to already existing bass lines. But when you listen to a song like My New Time or Closest Friends Conspire, he put so much groove into the lines that it feels like they push the songs further like a non-stoppable train.

4 – In the press-release we can read “change, in the sense of progression, is the recurring theme in the new album”. What kind of subjects influenced you to write the lyrics for “My New Time”?
Jerome: The subjects of the lyrics vary from personal themes to more abstract poetic representations that don’t necessarily correspond to real-life experiences. Some can even be seen as humorous allegories; there is for instance one song that is quite a lucid metaphor for a very common house-pet, see if you can find out which one that is…

5 – Metal Blade Records is a label more focused on Heavy / Thrash / Death Metal and Autumn is not the usual band in their catalogue. How did you ended up signing with Metal Blade?
Jerome: You’re right, they don’t have a lot of gothic rock bands under contract, but they do have some more progressive sounding bands, and I guess the musical direction we are taking with Autumn appeals to them. Our guitarist Jens still had some contacts with Metal Blade due to his prior work with the band God Dethroned. Jens’ connection there made the ‘contact-line’ with the record company a lot shorter. His previous experience with them was a very good one, so after they heard the demo songs and said they were interested in Autumn, we soon signed the contract.

6 – The songwriting process changed as well. Instead of the previous and usual “rehearsal room brainstorming / jamming” you were trading mp3s through the internet. How did that way of writing the songs influenced the musical direction in the album?
Jens:
This time, instead of jamming together, we filtered our individual ideas and sent song concepts and structures to each other to elaborate upon. Since all of us have recording equipment at home, this meant we could take our time to come up with the best approach to individual songs. Working in this way, the songs formed layer by layer and this generated some surprising and inspiring results. We were able to work more focussed, motivated and much, much faster. We ended up having to choose a recording selection out of 40 songs. Tough choices, but this allowed us to filter out any weaker elements and ensure a well balanced and powerful selection of songs. This could never have been possible, had we not been through the changes of the past years.

7 – Are you satisfied with this new album, the songs, the recording process, production, final product?
Jan:
Very much, yes! I just got the digipack today and it has become what we wanted it to be. The artwork is sober but very stylish or elegant and the production, mixing and mastering, done by Arno Krabman and Jochem Jacobs , both young and very talented musicians and producers, have given the finishing touch to our songs.

8 – Do you have a tour prepared to promote the record?
Jan:
First we will do a club-tour trough Holland and some festivals in summer. Then for the fall of 2007 we are planning a tour trough Germany. Hopefully we can also do more touring through the rest of Europe. We’ll see!

9 – One final question. Why “Autumn”?
Jan:
The founder of the band and our former bass player, Meindert, came up with the name. It symbolizes the contrast between beauty and decay. This contrast can be found throughout every aspect of life. The name has kind of a gloomy feel (in the positive manner of speaking), that can also be found in our music.
Besides this, our tour manager believes that it is the best season of the year. I do not completely agree with that, hehe, but besides the cold and the rain, natures’ scenery is often great!

10 – You can leave now a final message if you want to.
Jens:
Thanks to all of you reading this for your interest in Autumn. If you have the chance to check out any of our music, we’d appreciate it if you’d drop us a line on our forum or MySpace profile. Furthermore, we hope to see you all on the road soon! Portugal would be a great country to visit and play. Thanks for your support!


Questions: RDS
Answers: Jens, Jerome and Jan

Metal Blade: www.metalblade.de
Autumn: www.autumn-band.com

Vomitory - Entrevista

1 – Ulf Dalegren decided to leave the band in September 2005. What happened?
His reasons are of private nature, so I won't go into any details out of respect for Ulf, but it was a decision that he made after long and very careful consideration. We are still very good friends and there were no bad blood involved in his departure from Vomitory. Life looks different now when you're over 30, compared to when you're in the late teens playing in a death metal band, and naturally everyone has to make certain priorities in life, and that's basically what Ulf had to do.

2 – You have a new guitar player, Peter Ostlund (also playing with the German thrashers The Law). How did he contributed in the new record with his Thrash Metal oriented guitar playing?
Peter also plays guitar in his other band, the Swedish thrashers The Law. Peter may be a total thrash-head, but in Vomitory it’s all about death metal. Peter has actually written three songs on the new album – The Burning Black, Defiled And Inferior and Heresy. His way of writing songs differs slightly from mine. There are a few moments on the new album where Peter’s thrash influences really shine through, the middle part in Defiled And Inferior and the verse riff in Heresy. Peter has a lot of cool ideas that honestly aren’t anything groundbreaking, but new to Vomitory, and that’s very cool.

3 – There is a 3 years gap between the release of the previous record “Primal Massacre” and this new one. What happened during this period?
There was a period after we did some summer festivals after the release of Primal Massacre in 2004, where we found ourselves in some kind of creative vacuum. None in the band had any inspiration to do anything, whether it was writing new songs or trying to get more shows. We just sat on our asses and did nothing. Time went by and in mid 2005, things started to happen. We got a festival in Italy confirmed as well as two small tours by the end of that year in the UK and Ireland and in The Netherlands. But short after we did that Italian festival in September 2005, long-time guitarist Ulf Dalegren decided to leave the band, so we had to find a replacement very quickly so we still could do those two small tours. Our good friend, Lord K Philipson of The Project Hate and my band mate in God Among Insects, helped us out on those tours. At the time of those tours, we had already talked to Peter Östlund about joining Vomitory, so when we had them done, Peter joined right away. After a couple of months and one show with Peter in the band, we began writing seriously for the new album. In all, it took us a little less than one year to finish all the material, so then in December we finally recorded the new album.

4 – The new album is faster and more brutal than the previous records but at the same time it has lots of heavy mid-tempo and groove oriented parts. Did it just come up like this or did you wanted it to be this way?
This is something we were very aware of when we began working on the new album. We wanted a little more variation on the new album to make it more interesting for both ourselves and for the listeners. I don’t think we forced this in any way, it came quite naturally. The majority of the material is still in the good ol’ Vomitory vein though, but it’s nice to have a little more variation in the material and that’s is one of the things we’ve developed. We even have one song that are slow in its entirety, Whispers From The Dead, and that’s the first time we have such a song on an album.

5 - Are you satisfied with this new album, the songs, the recording process, production, final product?
I am extremely satisfied with the new album! I’m so excited about everything about it – the songs, the production, the performances, the recording process, the artwork and the final product. This feels like a very solid album. Everything fit together so well – the production with the songs, the songs with the lyrics, the lyrics with the artwork, the artwork with the entire content of the album and so on. The recording process went incredibly smooth. The atmosphere was very relaxed throughout the whole process, but still we were very focused on our work. This time we also worked with a new producer in a new studio, Rikard Löfgren and his Leon Music Studios. Rikard did a fantastic job for us on this album! The production is absolutely top-notch! We also went with a photo-based artwork and layout this time. It’s really brutal, yet very artistic. It’s a bit different from the ordinary death metal covers, but you can’t be mistaken on what this album is all about! Chaos Media is responsible for the killer artwork. And as we talked about earlier, the variation in the material is also something that we are very happy with, as well as the insane intensity in some of the songs.

6 – The cover artwork for this record is a little bit brutal. Well, I have seen two different artworks, a simple one with the weapon and another one with the dead body in the back. Which one is the original frontcover? It doesn’t affect me because I’m used to this kind of pictures / frontcovers but aren’t you afraid that it can affect and even push back some Metal fans that listen to Death Metal but doesn’t like this kind of pictures?
The original is the one with the weapon in the foreground and the bloody trails that leads to the mutilated body that’s in the background, slightly out of focus. That one was too brutal and obscene for the European distributor so we had to make a milder version of the cover, with only the bloody weapon – a morning star – and the Vomitory logo + title. That cover comes as a paper slipcase around the CD case, which has the original cover on the booklet. Hell no, we’re not afraid of that, and if someone gets offended – cool! That’s the whole idea. We play death metal and we're not trying to hide that in any way. Death metal was meant to be extreme and nothing for the mainstream audience.

7 – There’s also a special edition of the record with a bonus live DVD. What can you tell me about this live recording?
Yes, the first version that is available now is the CD+DVD version. The DVD contains two live shows: Strasbourg/France (2004) from the No Mercy Festivals and Summer Breeze Open Air in Germany (2004). It's the first time we have official live footage released, so I'm sure the die-hard Vomitory fans will appreciate it!

8 – Do you have a tour prepared to promote the record?
We are currently working on getting a European tour together for this autumn to promote the album. Nothing is confirmed yet, but our management has a few things going on for us. There will be a few festivals during the summer though. Maryland Death Fest in Baltimore, U.S.A., which will be our first show in the US ever, Sweden Rock Festival in Sölvesborg/Sweden and With Full Force in Germany. There may be a couple of more festival shows but we're still waiting for confirmation.

9 – You can leave now a final message if you want to.
Thank you for the interview! Check our website, www.vomitory.net for news about upcoming festivals, tours and shows. More dates will come soon. And of course, check out our brand new album, Terrorize Brutalize Sodomize, for some serious brutality! Cheerz!

Questions: RDS
Answers: Tobias Gustafsson (Drummer)

Metal Blade: www.metalblade.de
Vomitory: www.vomitory.net

V/A – Punk On The Road (2006) – Cherry Red

Em 1983 surgiu uma editora de vídeo especializada em Punk da segunda geração, a Jettisoundz. No início foi difícil pois na altura era algo inovador, não havia editoras de vídeo. Durante cerca de uma década percorreram as ilhas britânicas a efectuar gravações de concertos de bandas como The Exploited, The UK Subs, Peter & The Test Tube Babies ou GHB (com a primeira edição multi-câmara “Live at Victoria Hall” a entrar para a recém formada tabela de vídeos).Esta aqui é a primeira edição do DVD do vídeo compilação original, aqui sendo alvo de acrescentos e actualizações, com acrescentos de material dos arquivos da Jettisoundz, Cherry Red, Visionary e Barn End, contendo gravações desde 1983 até 2006. O som e a imagem variam muito de banda para banda e, no geral, são de qualidade um pouco abaixo da média mas, se tivermos em conta os tempos de que falamos e das estruturas, dinheiro disponível, tecnologias da altura, etc, e que, acima de tudo, isto é um documento importante da história do Punk, isso deixa de ser um aspecto negativo. Só é pena termos apenas 70 minutos de imagem e som mas são 26 temas para 26 bandas. Esta é uma pequena antologia do que foi o Punk da década de 80 no Reino Unido e as bandas que o fizeram, com algumas actualizações como já referido.A escolha de certas bandas é que deixa um pouco a desejar, incluindo algumas não tão importantes e deixando outras importantes de fora como, por exemplo, algumas das bandas de cena Anarcho Punk. Algumas das bandas importantes aqui incluídas são, por exemplo, Angelic Upstarts, GHB, Adicts, One Way System, UK Subs, Exploited, Johnny Thunders, Jayne County, Vibrators, Business, Peter & The Test Tube Babies.Apesar de não ser a melhor colectânea de sempre, é uma colectânea muito melhor e mais válida que a maioria das tretas que as multinacionais nos querem vender como “o melhor do Punk” com bandas e temas escolhidos por um engravatado qualquer que não sabe o que é Punk. Isto aqui é a verdadeira cena! Aconselhado a qualquer Punk que queira ter uma espécie de antologia em DVD do Punk britânico. RDS
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Cherry Red Films: www.cherryred.co.uk

Conflict – Re-edições 2006 – Mortarhate / Cherry Red



Estes lançamentos marcam o ressurgimento da Mortarhate Records, a editora formada pelos próprios Conflict (uma das melhores bandas de Anarcho Punk de sempre) nos idos de 1984, e a recente ligação desta à Cherry Red Records. Estes 3 CDs são os primeiros de uma série de reedições levadas a cabo pela Mortarhate. Trata-se dos 3 primeiros álbuns dos britânicos Conflict, todos eles remasterizados digitalmente a partir das fitas originais, embalados em digipacks de luxo com todo o artwork original, todas as letras, imensas fotografias nunca antes vistas e com muitos temas bónus interessantíssimos. O álbum de estreia “It’s time to see who’s who” foi lançado em 1980 pela Crass Records e, sendo uma lufada de ar fresco na altura, assaltou de rompante as tabelas independentes no Reino Unido, conseguindo o primeiro lugar. Foi gravado nos Southern Studios com o engenheiro de som John Loder e foi produzido pelo Peter Wright dos Crass. Esta re-edição contém, além do álbum original obviamente, outras gravações do mesmo período que foram lançadas na Crass como EPs, “The House That Man Built” e “To A Nation Of Animal Lovers”. O segundo álbum da banda, “Increase The Pressure” de 1984, é outro marco na história da banda, sendo os Conflict a primeira banda a deixar a Crass Records e a continuar por conta própria numa via muito DIY, marcando assim a criação da Mortarhate Records. Este álbum foi produzido pelos próprios Conflict e inclui diversos temas que foram adorados por associações como Stonehenge Campaign, C.N.D., Hunt Saboteurs ou Stop The City. Esta reedição tem com bónus a gravação ao vivo “The Brixton Ace 8.10.83” e os EPs “The Serenade Is Dead” e “This Is Not Enough”, além de 4 misturas alternativas de temas do álbum.O terceiro álbum é “The Ungovernable Force” de 1986, o qual foi considerado na altura como um álbum à frente do seu tempo, misturando Punk Rock nu e cru com cantores de ópera, coros e orquestras. Também produzido pela própria banda, este é o álbum mais vendido de sempre dos Conflict e contém o antémico clássico “This Is The A.L.F.”, cuja letra está banida e a sua reprodução proibida (daí não se encontrar no livrete deste CD). Esta reedição contém como bónus o single “The Battle Continues” e 4 misturas alternativas de temas do álbum (entre elas, duas do referido tema “This Is The A.L.F.).Os Conflict foram e continuam a ser uma banda que luta a favor dos direitos dos animais, contra as injustiças, contra o poder instituído, etc, inspirando todos os seus ouvintes a seguir as suas pisadas e tornarem-se activos e lutarem pelo que acreditam. Muito mais válido e interessante do que o niilismo e anarquia de caos de bandas como Sex Pistols, é este Punk activista e apoiado numa anarquia muito mais utópica. Esta série de reedições é recomendada vivamente a todos os Punks, Anarcho Punks e fãs de Conflict. Se ainda não tiverem estes álbuns, esta é uma boa oportunidade para os adquirirem e, mesmo que já os tenham, os extras aqui incluídos justificam largamente a sua aquisição. RDS
100%
Mortarhate Records: www.mortarhate.com
Cherry Red Records: www.cherryred.co.uk
Conflict: www.conflict-uk.com