Tuesday

Anti-Clockwise - Beauty Paranoia (Som Livre 2006)

Memórias: Carbon H - Moral Sin

Avulsed – Reanimations (2006) – Xtreem Music

Este não é o novo álbum dos espanhóis Avulsed, mas sim um lançamento “entre álbuns”. A ideia inicial era um MCD com 2 temas novos, uma regravação de um tema da 1ª demo de 1992, 3 covers (que segundo a banda, representam os 3 principais estilos que influenciam a banda, Heavy Metal (WASP), Thrash Metal (Exodus) e Death Metal (Gorefest)) e finalmente um videoclip ao vivo em França. A ideia alargou-se então a mais 9 temas, 8 covers de temas dos Avulsed tocadas pelo mesmo número de bandas vindas de várias partes do mundo (Terroristars, In Element, Carnavage, Witches Sabbath, Flesh Embraced, Kaothic, Byleth, Abyfs) e uma remistura de “Stabwound Orgasm” feita pelos Zardonic. O disco está dividido em duas parte distintas: “Avulsed tracks” e “Reanimated tracks”.Um lançamento no mínimo original que contém um pouco de tudo e que além de manter os fãs da banda “ocupados” até ser editado o novo de originais, dá a oportunidade às bandas novas de darem a conhecer o seu nome. Os temas novos e a regravação de “Unconscious Pleasure (2006 re-dissection)” estão ao alto nível de sempre dos Avulsed, Death Metal brutal mas com muito groove e alguma melodia. As covers estão bem feitas e as versões aqui apresentadas são melhores que muitas das versões que se ouvem nos mais variados discos de tributo que hoje tanto abundam. A que não esteja tão bem conseguida talvez seja “I Wanna Be Somebody” dos WASP, mas é sempre difícil ouvir um clássico destes em toada Death Metal. “Piranha” dos Exodus está muito boa e “Mental Misery” dos Gorefest também (mas claro, fazer versões dentro do mesmo estilo é quase sempre fácil). As covers de Avulsed aqui apresentadas pelas já referidas bandas também estão muito boas, ao contrário do que se poderia esperar de bandas Underground (confesso que antes de ouvir estava um pouco céptico). Algumas das melhores versões são a dos Terroristars (uma versão Nu-Metal de “Powdered Flesh”), In Element (“Devourer Of The Dead” em linha Black / Doom com teclas), Witches Sabbath (“Blessed By Gore”), Flesh Embrace (“Gorespattered Suicide”) e Kaothic (“uma fantástica versão Heavy / Thrash de “Sweet Lobotomy”). Quanto à remistura pelos Zardonic, eu não sou muito fã disso das remisturas, pois a grande maioria resulta muito mal, arruinando o original por completo, mas esta até está interessante. O vídeo incluído é que poderia estar com melhor qualidade, a compressão é muito grande, mas mesmo assim é sempre bom ter alguma imagem a acompanhar a música. Essencial para os fãs de Avulsed e de música extrema em geral! RDS
85%
Xtreem Music: www.xtreemmusic.com
Avulsed: www.avulsed.com

Coldworker – The Contaminated Void (2006) – Relapse Records

Os Coldworker são o primeiro projecto pós-Nasum. Anders Jakobson fez-se rodear por músicos amigos e iniciou aquilo de que veio a resultar esta banda, Coldworker, e este álbum, “The Contaminated Void”. O que aqui encontramos não anda assim muito longe daquilo a que os Nasum nos habituaram, embora aqui a aproximação seja muito mais Death Metal da linha brutal e com pouca ou nenhuma influência Crust como era patente nos Nasum. Nos cerca de 40 minutos são nos oferecidos 14 temas plenos de brutalidade e com pouca melodia (ainda se podia encontrar alguma nos Nasum, apesar de tudo). Os riffs são bem old-school, a fazer lembrar o Death Metal norteamericano dos inícios da década de 90 e inclusive algumas bandas da mesma época inseridas no catálogo da Britânica Earache. Um álbum destes com 40 minutos é muito longo e chega a cansar de tanta potência, velocidade e intensidade; os temas tornam-se um pouco repetitivos, faltando-lhe alguma variedade de ritmos e riffs de guitarra que façam cada tema destacar-se do anterior; mas mesmo assim é um bom álbum de Death / Grind brutal. Aconselhado a fãs de Nasum, Suffocation, Deicide, Malevolent Creation, entre outros do género. RDS
75%
Relapse Records: www.relapse.com
Coldworker: www.coldworker.com

Lost Cherrees – Free To Speak… (2006) + In The Very Beginning 2CD (2006) – Mortarhate / Cherry Red

Os Lost Cherrees são uma banda de Anarcho Punk britânica formada em 1981 (na altura com a designação Zyclon C, mudada no ano seguinte para Lost Cherrees), editaram 3 EPs e um LP e separaram-se em meados da década de 80. Em 2003 voltaram a juntar-se e voltaram à mesma editora, a Mortarhate. O que aqui temos são duas das mais recentes edições da Mortarhate Records (agora com ligação à Cherry Red), trata-se do novo disco de originais dos Lost Cherrees “Free to Speak… But Not To Question” e do duplo CD “In The Very Beginning… The Studio & Live Recordings 1982-1985”.O primeiro, como já referido, é o novo de originais. O estilo é o mesmo de sempre, embora se note aqui uma produção mais cuidada, sinais dos tempos, claro! Mas isso não quer dizer que o som esteja polido como num disco de Pop, a crueza que se quer neste tipo de sonoridade está presente. A capa não é grande coisa, mas o disco vem num digipack que sempre dá outro aspecto. São mais 16 temas em pouco mais de 54 minutos para este regresso às edições discográficas.O segundo título é um duplo que contém todas as edições oficiais dos 80s (os 3 EPs e o LP) e mais um sem conta de raridades, entre as quais as 3 demos da banda, algum material ao vivo nunca antes editado (incluindo o último concerto que deram antes de se separarem) e temas de compilações. O som, como devem imaginar, varia muito de registo para registo, mas isso não interfere nada na audição destas pérolas do Anarcho Punk britânico, o som quer-se como era na altura nas edições originais! Este disco também vem num belo digipack com livrete com as letras. Ao todo são 65 temas em mais de 2 horas e meia de história musical anarquista.Comprem estes dois discos e ficam com toda a discografia dos Lost Cherrees. Mas se quiserem optar por um dos dois títulos, então que seja a antologia dupla. Essencial para todos os ouvintes de Anarcho Punk e bandas como Conflict, Icons Of Filth, Subhumans, Rudimentary Peni, Flux Of Pink Indians, Chumbawamba e DIRT. Atenção também a um DVD da banda que está para ser lançado. RDS
80% - 100%
Mortarhate Records: www.mortarhate.com
Cherry Red Records: www.cherryred.co.uk
Lost Cherrees: www.lostcherrees.com

Total Chaos – Freedom Kills (2007) – People Like You

Há 18 anos no activo, estes Punks Norteamericanos não param e depois da colectânea anterior “17 years of… chaos” eis que lançam um novo registo, este “Freedom kills”. O estilo dos Total Chaos é muito ecléctico pois tanto temos temas de puro Punk da escola Norteamericana, bem brutal e sujo, como a seguir temos material mais virado para o estilo de 77, mais cantarolável, deixando ainda pelo meio algumas influências de Crossover de inícios da década de 90 e alguns toques Crust. O álbum começa com a introdução de cerca de 3 minutos e meio “S.O.S. America”, spoken-word com sons de fundo de guerra, o título diz tudo; segue-se “Final solution” um tema bem cru velha escola Norteamericana, o tipo de cenas a figurar nas páginas da velhinha Profane Existence, continua assim por mais dois temas; segue um dos temas que mais gosto do disco, “Horrorvision”, mais Hardcore / Crust; primeira surpresa, uma versão de “Attitude” dos Misfits, a seguir temos “What you gonna do”, um tema mais roqueiro, Rock ‘N’ Roll / Streetpunk, tema que serviu de videoclip de apresentação; segue mais som cru em dois temas; segunda surpresa, “Freedom kills”, o tema título, um tema que bem poderia estar num disco dos Ministry; continua com mais pancadaria durante 2 temas; segue um tema mais Streetpunk / Oi! com refrão cantarolável; acaba em mais uma versão, desta feita “We’re not gonna take it” dos Twisted Sister. O álbum mantém-se bem rápido e puxado desde o início até ao fim mas, pelo meio temos algumas oportunidades de “respirar” um pouco, em alguns dos temas que, como já referi, são mais atípicos. Nada de mais neste disco novo dos Total Chaos, é mais do mesmo, mas é mais do bom! RDS
80%
People Like You Records: www.peoplelikeyourecords.com
Total Chaoswww.totalchaospunx.com

Total Chaos – 17 Years Of… Chaos (2006) – People Like You

Como o título indica, esta é uma colectânea que celebra os 17 anos dos Norte-americanos Total Chaos. Ao todo são 28 temas em pouco mais de 70 minutos que abarcam toda a discografia destes Punk Rockers das terras do Tio Sam, entre os quais alguns temas novos e algumas raridades, além de um videoclip (que eu não tenho mo meu CD promocional, mas que já saquei no website de PLY), com oscilações de sonoridade entre o Punk de 77, o Anarcho Punk britânico, o Punk Norte-americano dos 80s e algumas aproximações ao Hardcore old school. É pena que estes Total Chaos não sejam tão conhecidos aqui na Europa, mas espero que esta edição pela Germânica People Like You ajude a revelar este grande nome do Punk de além-mar aqui no velho continente. Os verdadeiros fãs de Punk old school já devem conhecer e ter os discos todos, para os outros, bom, se são fãs de Exploited, GBH, Conflict, Icons Of Filth, etc, vão gostar disto. Esta colectânea é uma boa proposta, tanto para os ouvintes de longa data, como para possíveis novos fãs. Deixem-se de Emo-Punk e bandas da “moda” que se dizem Punks, isto é que é a verdadeira cena! RDS
90%
People Like You Records: www.peoplelikeyourecords.com
Total Chaos: www.totalchaospunx.com

Saturday

Thisco - Entrevista

1 – Em primeiro lugar apresenta-te a refere as tuas funções na Thisco.
Luís van Seixas e desempenho as funções de A&R dos artistas nacionais, trato da logística dos eventos da Thisco e masterizo grande parte das edições.
Fernando Cerqueira e sou basicamente o promotor nacional / internacional e trato dos assuntos com os artistas estrangeiros.

2 – Podes fazer um pequeno resumo da história da Thisco, como, quando e porquê surgiu, quem é que está envolvido, o que é que já editaram, actividades paralelas.
LvS: A Thisco comemora presentemente os cinco anos de existência, tem o envolvimento de todos os músicos nacionais até agora editados, uma vez que colaboram financeiramente com as edições, e paralelamente desenvolve eventos com outras editoras / associações / projectos / DJs / VJs / etc. designados por Samizdataclub.

3 – Qual é o objectivo principal da Thisco?
LvS: Fazer chegar e um número maior de pessoas a música e as ideias de artistas nacionais, fundamentalmente lá para fora.

4 – A Thisco não é uma editora propriamente dita mas sim uma associação cultural. Como é que se transformou a Thisco numa associação cultural?
LvS: Penso que é um passo natural. A estrutura da Thisco promovia sem lucros o seu catálogo, a Thisco Associação Cultural consegue pequenos apoios para edições, promove ainda mais artistas, e chega um pouco mais longe na divulgação e promoção.

5 – Como é que surgiu a colaboração com a Fonoteca Municipal? Com essa ligação as vossas edições tornam-se mais baratas para vocês e, por conseguinte, para as pessoas que as compram. Como é que funciona essa colaboração?
LvS: Há cerca de sete anos conheci a Fonoteca Municipal de Lisboa e o Paulo Brás. Falei do meu desejo de editar, mesmo que por conta própria os Sci Fi Industries. Ele disse-me que a Gráfica da C.M.Lisboa poderia disponibilizar-se para fazer as capas. Assim começou o apoio que tem sido fundamental para a continuidade das edições.
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6 – As pessoas têm a hipótese de se inscreverem como sócios e têm direito a todas as edições desse ano da Thisco, assim como a outros bónus. Podes esclarecer as pessoas como é que isso funciona?
LvS: Pelos 30 euros de quotização anual o associado recebe as edições desse ano (nunca menos de 8, e já chegaram a ser 12...), a t´shirt oficial do ano correspondente, e restante material promocional (pins, crachás, cartazes, flyers, catálogos...). As inscrições são feitas, regra geral por mail, os pagamentos por NIB e o associado recebe em casa as edições à medida em que vão saindo.

7 – Esse método não é prejudicial financeiramente para a Thisco?
LvS: Prejudicial seria ficarmos em casa a ver televisão, ou a fazer música que nunca ninguém ouviria! Actualmente a auto edição de 1000, 500 ou 200 CDs é acessível à bolsa de quase todos os projectos e bandas nacionais. Pela Thisco tem-se a mais valia de estarem criados canais de divulgação internacional. Podemos dizer, em jeito de confissão, que a expedição de material / CDs promocionais para o estrangeiro é o gasto mais relevante nas finanças da Thisco!

8 – A Thisco é relativamente recente mas já tem no seu catálogo nomes como Merzbow, KK Null ou Von Magnet. Como é que surgiram estas colaborações?
Fernando: Por estranho que pareça dou-me mais facilmente com artistas estrangeiros do que com os portugueses que muitas vezes colocam obstáculos a colaborações e com os estrangeiros, aqueles que mencionas chegam ao ponto de incentivar as edições, as edições foram sugeridas por eles e alguns deles conheço-os de outras andanças.

9 – O aspecto gráfico das vossas edições é muito cuidado, a apresentação dos discos é excelente. Quem é que se trata desta parte das edições, que é responsável pelas capas e livretes?
LvS: Temos tido vários colaboradores: Carlos Proença e Carlos Galvão (autores das primeiras edições), João Diogo e Paulo Brás (os mais solicitados e atentos colaboradores) e recentemente Mig "Flat Opak" que como ilustrador que é, tem feito um trabalho gráfico muito interessante (Shock of This Light, Sloppy Seconds). Alguns músicos apresentam já a parte gráfica como foi o caso do Merzbow, (F.E.V.E.R.), Ghoak, Ryiaz Master,...

10 – Além das vossas edições em CD, também têm algum merchandising e também distribuem material de outras editoras. Que editoras é que têm e que tipo de merchandising?
Fernando: Não propriamente, de outras editoras o que fazemos é a promoção de editoras estrangeiras em Portugal e em casos especiais fazemos alguma distribuição, mas de somente das suas produções discográficas.

11 – Quais são as próximas edições e actividades da Thisco para a segunda metade de 2006 / início de 2007?
LvS: Prestes a sair estão In Tempus "Luna Sapiens" um projecto muito sério de David Reis (ex-Phantom Vision, ex-Trauma); a compilação "Ryiaz Master" com grandes nomes da electrónica mundial às voltas com uma caixa de ritmos de tablas, o split cd "Seek an Thistroy!" que junta o veterano TatsuMaki (dos VortexSoundTech de Braga) com os estreantes Devhour (Santo Tirso) e City of Industry (Barreiro), que como o título indica aponta para uma atitude mais combativa e agressiva, musicalmente falando. O Slow Soldier (Coimbra) irá sair também em breve, bem como a banda sonora do espectáculo "Deadline Now" por Phil Von (dos franceses Von Magnet). Está prevista uma compilação com artistas da região de Tomar que confirmará os talentos emergentes – Beeper, Urb, U-Clix, Katsumoto, Waste Disposal Machine,...

12 – Como é que vês o estado actual da cena da música electrónica, em Portugal e no geral?
LvS: Muita gente a fazer, menos gente a ouvir, a vertente dançavel é a mais notabilizada e a vertente experimental eclético-fashionista detêm notoriedade efémera. Lá fora existe uma perspectiva mais abrangente da música electrónica e estamos trabalhar para que a electrónica Portuguesa ganhe o seu espaço por mérito próprio.

13 – O que é que tens ouvido ultimamente e que recomendas ao leitores da webzine?
LvS: Os dinamarqueses Spleen United, os velhinhos belgas Klinik, Lightning Bolt, Foetus, Boy Kill Boy, o último maxi dos (F.E.V.E.R.), e muitas demos e edições de autor que chegam à Thisco....

14 – Queres deixar uma última mensagem aos leitores da webzine?
LvS: Não neguem à partida uma Sciencia que desconhecem....

Entrevistador: RDS
Entrevistados: Luis van Seixas / Fernando Cerqueira

Thisco: www.thisco.net

Friday

Dead To Me - Special Professional (Fat Wreck 06)

Symphorce - Entrevista

1 – The new album is more diverse than the previous records. We can listen to the usual Symphorce style but some tracks are way more Thrashy, some are more melodic with a traditional Hard Rock approach and we even have a couple of Gothic Metal oriented tunes. Did it just came out like this or did you really wanted to write this kind of eclectic songs?
We didn’t plan the sound of our new album. We all wanted to record a new Symphorce album and like you wrote, we did. You can hear it in every single song. We’re Symphorce, we’re back, and we’re gonna kick some ass…. But we didn’t remain standing. We’ve never been a band who let sound one album like a previous one. Listen to the last 4 Albums and you will see an evolution. This record is the result of it. Everybody of us has a different and wide spreaded taste of music. If something sounded well, we took it. Why should we limit our music? Metal is a style with a lot of influences. We took most of them…

2 – Are you satisfied with this new album, the songs, the recording process, production, final product?
Yeesssssssssss… we are. This album includes everything we felt: Rawness, aggressions, sentimentality. I like the mixture between the smooth electronic parts and the brutal guitar riffs. Even the preproduction sounded very well. The sound was terrible, but you could feel the result. Right after that, everything went very fast. The studiojob wasn’t easy going, we recorded as fast as possible, but everybody did a great job. I think, more time would not lead to a better sound. We’ve been prepared very well and everything succeeded.

3 – Once again, like in the previous record “Godspeed”, Dennis Ward produced the album. Why did you decide to work with him again?
He knows exactly what he’s doing… and the recording process with him was amazing. He is so fast in recording that the musician can work concentrated only on his own playing. You have nearly no time between the single takes. And if You listen to “Godspeed”, You’ll understand why we choose Dennis once again…

4 – There were some line-up changes and now you have a new drummer, Steffen Theurer. What happened and how did you found this new member?
Sascha wanted to concentrate on his new drumschool. He is living in a small town near Paderborn, It took a lot of time and money to come for rehearsels, photoshootings, recording sessions etc. So it was the only way for him to realize his school. There is no struggle and the whole band whishes him the best. Steffen is a good friend of mine since years. He only played in a cover band and wanted to make own music. The other band members knew Steffen as well. So we decided to let him play a part of the Budapest show (a good friend of the band played the first part of the show). He did a great job. He got one week to learned the songs and no rehearsel. We had a lot of fun on stage and it was interesting how the songs sounded in another new drum version… hahahaha…

5 – The cover artwork is in the same vein than the previous records so, this is already a Symphorce trademark. Who draws the cover artworks?
Travis Smith… he send us this cover and it fits really good to the music… I love it…

6 – The lyrical side in this record seems way darker than before. What kind of subjects influenced you to write the lyrics for “Become Death”?
Andy wrote the lyrics. I‘m convinced that he was influenced from the music, which is much darker than the songs so far. Andy always wrote lyrics about live. Things that happened in his live. Note: It was not easy for the band in the last few years. Our music is not made for narrow-minded people. You said in the first question that our music is diverse. Yes, it is, and it always was. It is still Symphorce, but it involves a lot of influences and styles.Andy agitated a lot for the band. Often he told us what he wanted to do but that’s not possible because of some businessman who “be aware of everything about music”… This might be a reason for the dark lyrics…

7 – Do you have a tour prepared to promote the record?
Not yet. We’d be lucky to present the new record live. We’rer checking a few options, keep an eye on our website. If not, we’re gonna play some single shows…

8 – You can leave now a final message if you want to.
For all the metal fans: Stay open minded. Don’t believe everything the Medias wants to tell you… We can change and reach a lot. And we should!!!

Entrevistador: RDS
Entrevistado: Markus Pohl - Guitar

Metal Blade Records: www.metalblade.de / www.metalblade.com
Symphorce: www.symphorce.net

Job For A Cowboy - Embedded (Metal Blade 07)

Job For A Cowboy – Genesis (2007) – Metal Blade Records

A primeira coisa que salta logo à vista é o nome da banda: Job For A Cowboy! Quem é que se iria lembrar desta? Muito aclamados pela sua editora (é o seu trabalho, pois claro!) mas também pela imprensa em geral eis que, após muito trabalho a nível Underground e de Internet (a ferramenta de divulgação máxima hoje em dia!), estes Norte-Americanos vêm o seu álbum de estreia ser editado (após um EP em 2005, “Doom”). Death Metal a meio-tempo muito brutal mas muito colado a Cannibal Corpse para o seu próprio bem. Mas não são propriamente uns clones! Há aqui algumas ideias interessantes que dão outra dimensão à música dos JFAC. Destaco o excelente tema “The Divine Falsehood”, lento e com uma ambiência bem obscura. Um par de “intermezzos” ambientais dão o ar de sua graça pelo meio da brutalidade que é este disco. Além disso ouvi algo que já não ouvia há imenso tempo: fade-in em alguns dos temas! Já ninguém faz isso! De qualquer modo, gostei do disco, bons instrumentistas, som poderoso e uma fantástica capa, isto tudo aliado ao já referido nome peculiar. Uma boa banda de Death Metal? Sim, sem dúvida. A promessa do Death Metal como têm vindo a ser anunciados? Hum…, também não sei se será assim tanto! RDS
80%
Metal Blade Records: www.metalblade.de
Job For A Cowboy: www.myspace.com/jobforacowboy

[F.e.v.e.r.] - Bipolar [-] (Raging Planet 2006)

The Chelsea Smiles - Heart Attack (People Like You 2006)

Cinemuerte - Stuck In A Moment (Raging Planet 2006)

The Generators – Welcome To The End (2007) – People Like You Records

A primeira vez que ouvi estes The Generators fiquei logo fã. Isso aconteceu com o álbum “Excess, betrayal… and our dearly departed” de 2003. Com o disco seguinte “The winter of discontent” de 2005 mantiveram o nível. Este disco que aqui apresento não é o novo, é sim o disco de estreia que vê agora re-edição via People Like You, a editora da banda desde há algum tempo para cá. O disco foi originalmente editado em 1997, celebra-se portanto o seu décimo aniversário. A nova edição contém os 11 temas originais e mais 3 bónus (entre os quais uma versão de “No Feelings” dos Sex Pistols), além de uma capa nova. Para quem ainda não conhece a banda (o quê?! já a correr comprar a discografia toda!) estes Californianos tocam um Rock ‘N’ Roll bem old school com toques de Punk melódico. Este disco de estreia é bem ecléctico (Rock, Punk, Ska, etc), a contrariar um pouco a discografia actual da banda, e não é o meu favoritom, mas mesmo assim encaixa bem no todo e, acima de tudo, foi o álbum que deu o tiro de saída. Muita energia, muita atitude, grandes malhas com refrões inesquecíveis! Sex Pistols, Stooges, Ramones, Vibrators, Buzzcocks ou MC5 podem ser os culpados desta bomba de Rock no seu estado mais puro! Estejam atentos porque eles estão a preparar um novo disco de estúdio e vão entrar em digressão Europeia. RDS
75%
People Like You: www.peoplelikeyou.de
The Generators: www.the-generators.com

Deep Eynde – Bad Blood (2007) – People Like You Records

São de Hollywood mas não têm o glamour típico desse local que é a meca do cinema mundial, muito pelo contrário, são uma banda bem obscura. Os Deep Eynde apresentam-nos 13(!) temas de Rock ‘N’ Roll com toques de Horrorpunk e Psychobilly, influenciados por bandas como The Damned, Misfits, Samhain, Ramones, Stooges, entre outros. A grande maioria dos temas tem uma temática lírica direccionada para os maus relacionamentos pessoais e amorosos (“Kiss of violence”, “Date from hell”, “Casualty of love”, “Sik of you”, etc) mas desenganem-se os que já estão a pensar em romantismo ou emotividade, aqui trata-se do lado mais negro do Homem nessas situações, a raiva, o ódio, a vingança. Temas na sua maioria meio-tempo e uptempo que variam entre o Rock ‘N’ Roll, Psychobilly, Hardcore e Horrorpunk, refrões sing-a-long, riffs bem roqueiros, melodia constante mas sempre com um ambiente geral negro. Para os fãs das bandas acima mencionadas e todo o rock’n’roller old school que se preze. RDS
80%
People Like You: www.peoplelikeyou.de
Deep Eynde: www.deepeynde.com

Whiskey Rebels – Create Or Die (2007) – People Like You Records

Terceiro trabalho para os Whiskey Rebels e o primeiro através da germânica People Like You. Fusão de Hardcore old-school com Streetpunk e pinceladas de Oi! Ao todo são 12 temas distribuídos por pouco mais de 32 minutos. O som é cru o suficiente neste tipo de sonoridades mas com poder e com tudo bem perceptível. Muita energia, muita atitude, refrões sing-a-long, riffs bem sacados, voz crua mas com tonalidades mais melódicas. Gostei disto e recomendo! Para fãs de Roger Miret & The Disasters, Rancid, Dropkick Murphys, etc. RDS
80%
People Like You: www.peoplelikeyou.de
Whiskey Rebels: www.whiskeyrebels.com

Twentyinchburial – Radiovenom (2006) – Raging Planet Records

Os Twentyinchburial fazem uma pequena adaptação da sua sonoridade neste novo “Radiovenom”. Ao anterior estilo Screamo / Hardcore passam a introduzir alguns riffs mais Thrash e umas aproximações ao Metalcore, hoje tão em voga. É certo, a mudança de sonoridade não foi assim tão radical, apenas fizeram uns ajustes para ficar mais “actual”, mas mesmo assim fica a sensação de que estão a tentar apanhar o comboio. Também tenho que ser sincero, este tipo de vocalizações Screamo nunca me agradaram, prefiro as vocalizações de Hardcore mais old-school. A este tipo de vocalizações ainda adicionam uns toques mais Emo. Alguns riffs bem sacados às 6 cordas, algumas ideias giras, mas não passa disso. As letras essas, são do mais simples e banal (a letra de “Amo-te” é simplesmente… falta-me o termo). Com tantas gravações e concertos às costas, numa tão curta carreira, deviam saber fazer melhor. A meio do disco já estava farto, sinceramente. A produção, essa está imaculada! Cortesia do senhor Tue Madsen (que também contribui com guitarras e teclados), o nome obrigatório hoje em dia neste tipo de sonoridades. Além disso há aqui colaborações de Jacob Bredahl (Hatesphere) e Sofie Christensen. Mas nem isso safa o disco. Para quem gosta da onda, isto deve ser um petisco, para mim, não! O que é, é bem feito, mas não é nada de soberbo e está longe de ser uma obra-prima da música. O EP de estreia “The Sand Crystal”, isso sim, estava potente e brutal! Mas já lá vai esse tempo. RDS
65%
Raging Planet Records: www.ragingplanet.web.pt
20IB: www.twentyinchburial.com