Tuesday

Union Mac – Lost In Attraction (2007) – Escape Music

Union Mac é um projecto formado por dois músicos Suecos (voz e guitarra) e complementado por um baterista e um teclista de sessão. Quando ouço falar em Hard Rock melódico ou com inspirações nos 80s fico um pouco de pé atrás, isto porque habitualmente este tipo de bandas e projectos deixa sempre muito a desejar. Não há grandes canções, nem temas com refrões memoráveis, nem melodias e riffs cativantes, a voz é apenas aceitável (na maior parte dos casos), etc. Mas, neste caso, assim que carreguei no “play”, a surpresa foi enorme! Grandes malhas, belas melodias, uma voz fantástica, riffs e melodias bem sacadas às 6 cordas, secção rítmica potente, teclados bem encaixados e inventivos, som poderoso quanto baste mas limpo, é tudo perfeito nesta estreia “Lost In Attraction”! Há imenso tempo que não ouvia um disco tão bom de Hard Rock de influências oitentistas. A banda tem a sua identidade própria mas alguns dos nomes que podem ser associados, apenas para ajudar o leitor a localizar-se, podem ser: Journey, Saga, Whitesnake, Survivor ou Europe. E pensem apenas nas melhores fases dessas bandas! Essencial para os amantes deste tipo de sonoridade! RDS
95%
Escape Music: www.escape-music.com

BlackSunrise – Engulf The World In Frozen Frames (2007) – Raging Planet Records

Segundo disco para os Portugueses BlackSunrise. A sonoridade do primeiro disco mantém-se, fusão de Death (vertente nova escola Sueca), Thrash (um pouco de old-school e um pouco da nova vaga), Hardcore e breves passagens pelo Emocore (“In The Land Of The Blind”) e até Doom (“A Lifetime Of Winter” e “Reborn”). São no total 10 temas mais introdução e dois interlúdios acústicos, tudo numa contagem de tempo que se acerca dos 43 minutos. Como disse anteriormente, a sonoridade da banda mantém-se a mesma da estreia “The Azrael”, embora aqui esteja mais refinada, os temas estão mais pesados mas simultaneamente mais melódicos. Secção rítmica poderosa, alguns riffs e solos de guitarra bem sacados com contraste velha escola / nova escola, boas melodias a contrastar com o poder e brutalidade. Fecha-se o disco em toada instrumental Doom / Ambiental. Mais um capítulo do livro BlackSunrise em particular e do Metal nacional em geral a ter em atenção. RDS
85%
Raging Planet Records: www.ragingplanet.web.pt
BlackSunrise: www.myspace.com/blacksunrise

Sonic Reign - Entrevista

1 – This debut album “Raw Dark Pure” was released through your own label Sovereignity Productions but now it’s being re-released by Metal Blade Records. How did you ended up signing with them?
We had big problems in promoting the album ourselves and also could not find a distribution partner to work with. Just when we were thinking of how we could get the album the attention it deserved Metal Blade called us. They somehow got a copy of “raw dark pure” which was strange for us since we did not send any promos to any labels. Well to cut a long story short, they were amazed by the album and offered us a deal right away. We had big discussions inside the band and also with the Metal Blade staff since we needed to make sure to have absolute degree of freedom in all creative issues. They included everything we wanted to the contract so we signed.

2 – Are you satisfied with this new album, the songs, the recording process, production, final product?
Absolutely. Only the recording process sucked pretty much. The recordings endured over one year for diverse reasons and we also faced many technical issues since this was the first real big production we did in our studio. But when I listen to the album now I know that it was worth every fucking minute in the studio.

3 – Your approach to Black Metal is similar to the early Satyricon, and we can even read in the MB website “Sonic Reign pick up were Satyricon left off after Rebel Extravaganza“. Are you ok with this kind of comparisons?
Labels and fans need comparisons, especially when a previously unknown band such as Sonic Reign is promoted. That is ok for me although I think we have a lot more to offer than just a Satyricon influence. Everyone listening to “Raw Dark Pure” will agree to that.

4 – What kind of subjects influenced you to write the lyrics for “Raw Dark Pure”?
I am influenced by what's happening in the world, by what lies behind the masks we're all wearing, by what drives us to act as we act and by the vast field of existentialism. I don't like fantasy lyrics, I am not interested in a “reality” that has nothing to do with the reality we're all living in.

5 – Do you have a tour prepared to promote the record?
No. We don't have the time for such an undertaking. It is not easy to find the time to rehearse with Sonic Reign, so we can't waste it on touring, we keep creating music, that is much more interesting for us right now.

6 – You can leave now a final message if you want to.
Thank you very much for the support. Cheers go out to our fans. We salute you!

Entrevistador: RDS
Entrevistado: Ben (Vocals / Guitars)

Metal Blade: www.metalblade.de
Sonic Reign: www.sonicreign.de

# Neo-Folk

Mais um local na internet onde podem fazer o download de material devidamente autorizado pelas bandas. O website Italiano "# Neo-Folk" tem 4 (2 são duplas) colectâneas online de Neo-Folk / Dark Folk / Industrial com muitas bandas do género (entre as quais uma Portuguesa, Sangre Cavallum). Podem fazer o download das colectâneas aqui: www.neo-folk.it/productions/productions.htm
A página principal, onde podem encontrar entrevistas, críticas, cultura, etc, encontra-se aqui: www.neo-folk.it
Boas escutas! RDS

Monday

Fonzie - Crashin' Down (Movieplay 2007)

Fonzie – Shout It Out (2007) – Movieplay

Ora, uma crítica aos Fonzie nesta webzine, esses vendidos, pensam vocês. E porquê não? Eu não sei bem o que pensar dos Fonzie. Vendidos? Hum… Isso tem sempre muito que se lhe diga. Nem sequer vou entrar por aí, senão transformava esta crítica numa crónica sobre o assunto. Por um lado gosto de algumas coisas que eles fazem, mas por outro, detesto algumas das coisas que eles fazem. Têm algumas ideias boas, outras são do mais puro lugar-comum do género. Desde o início que os Fonzie me deixam a pensar se são uma boa banda que toca este género de música porque gostam ou se o fazem porque vende. Tiveram sucesso porque lutaram para isso ou porque, mais uma vez, o género vende? Eu penso que é um pouco de ambos. Gostam daquilo que fazem e lutaram para conseguir o que conseguiram, mas por outro lado também esticam um bocado o factor sorte e oportunidade. E fazem bem. Que músico é que não quer viver da sua música? Poucos músicos conseguiram tornar-se grandes nomes, respeitados, com uma legião de fãs enorme, objecto de culto, sem fazer concessões. Pouquíssimos. Apenas alguns génios, pioneiros ou que venderam a alma ao diabo tal como o fizeram alguns músicos de Blues e Rock (mitos ou não, acreditando ou não, estes fazem parte da cultura musical moderna, e um bocado de misticismo e romantismo sempre dão outra dimensão à obra musical). Ora, este novo disco dos Fonzie é apresentado como o mais pesado da banda. Aqui o “pesado”… bom, não pensem já que estão a tocar Hardcore agora ou algo do género. Tem alguns riffs de guitarra mais puxados, alguns temas mais rápidos, algumas influências aqui e ali de Hard Rock (nos solos) e até algum Heavy Metal, mas apenas isso, alguns pózinhos. A verdade seja dita, eu também nunca fui muito fã deste estilo, preferindo o lado mais cru e pesado do Punk Rock melódico. De qualquer maneira, há aqui algumas coisas que me chamam a atenção e me prendem a atenção e me obrigam a continuar a ouvir, mas depois vêm outras coisas que me dão cabo dos nervos e quase que me levam a partir o leitor aos murros e pontapés. Hum... Depois desta dissertação e de ouvir o disco 3 vezes seguidas continuo sem saber o que pensar dos Fonzie. E este nome? Fonzie? Nem sei se é engraçado e original, ou se é meio aparvalhado e infantil. Ao vivo até gosto, é enérgico, potente, mais pesado, muita adrenalina. E vocês o que pensam? Já agora deixem os vossos comentários. RDS
75% ?! Hum… Ainda vou mudar de opinião!
Fonzie: www.fonzietime.com

Devil In Me – Brothers In Arms (2007) – Sons Urbanos

Sick Of It All. É logo o primeiro que nos vem à cabeça ao ouvir estes Portugueses Devil In Me. E se isso não bastasse, temos aqui participação especial de Lou Keller e Craig Setari da já referida banda Norteamericana. Além destes também se encontra por aqui uma participação de Martijn dos No Turning Back, além de alguns músicos nacionais, entre eles Ex-Peão dos Dealema (numa versão hip hop lo-fi de “God’s gonna cut you down” de Johnny Cash) e músicos de bandas como Easyway, For The Glory, SK6. Hoje em dia também parece ser hábito masterizar os discos fora de Portugal por nomes conhecidos, neste caso trata-se de Alan Douches, senhor que já trabalhou com Misfits, Madball, entre outros. Paga-se um pouco mais mas, o autocolante na caixa do CD com o nome da pessoa em questão e das bandas com quem já trabalhou vale a pena! Dito isto, e para que não digam que já estou a deitar abaixo a banda, passa-se a referir alguns dos aspectos positivos. O som dos Devil In Me, como já referido atrás, segue a linha dos SOIA, ou seja, NY Hardcore duro, potente, ora com groove ora mas rápido. Em cerca de 33 minutos são apresentados 12 temas (mais intro) bem tocados, poderosos, e com atitude. O que aqui está é bom, muito bom, sim senhor, mas será que precisamos de mais uma banda de Hardcore Nova-Iorquino que nem de Nova Iorque é? Mas isso é o de menos, eles têm o direito a tocar o estilo que gostam, e havendo fãs, a música é sempre bemvinda. Mais uma vez, o aspecto negativo, a colagem aos SOIA! A voz, as estruturas, as melodias, as letras típicas (união, coragem, força, etc). Para os fãs do estilo e da já referida banda veterana, isto é um “must”, para todos os outros, mantenham-se a uma certa distância, mas que seja minimamente perto, até porque os DIM revelam potencialidades, basta apenas que lhes dêem tempo para que encontrem a sua rota. Um segundo álbum pode marcar essa diferença entre a veneração a uma banda e a identidade própria. RDS
70%
Sons Urbanos Records: www.myspace.com/sonsurbanos
Devil In Me: www.myspace.com/devilinme
Xuxa Jurássica: www.xuxajurassica.com

Friday

RAM – Forced Entry (2005) – Black Path Metal Recordings

Eu andava um pouco ansioso por ouvir este álbum de estreia dos RAM. A maquete “Sudden Impact” de 2003 já me tinha deixado de certa forma excitado com o som retro destes Suecos (Gotemburgo). Agora que tenho oportunidade de ouvir o CD posso dizer honestamente que não desilude, pelo contrário, os RAM estão melhores que antes. Heavy Metal do mais puro, de orientação retro (na linha das bandas americanas dos 80s, vindo Helstar à cabeça), som cru, com grandes riffs e solos de guitarra como manda a tradição, secção rítmica poderosa, voz tipicamente 80s, rápido, furioso mas com a melodia típica do Heavy Metal. Há até em certos momentos uma toada mais épica reminiscente de bandas como Omen ou Manilla Road. Sem grandes rodeios, directamente ao assunto! O som é alto e poderoso mas mantém aquela crueza das gravações analógicas de antigamente. Até a capa é simples mas dentro do espírito. Há muito tempo que não ouvia uma banda encarnar tão bem o espírito do Metal dos 80s. Nada de novo ou original, mas dá um prazer enorme de ouvir! Faixas a destacar, bom, não posso destacar uma pois são todas boas! 45 minutos de puro paraíso metálico! Para fãs de bandas como Judas Priest, Iron Maiden, Manowar, Helstar, Virgin Steele, Iced Earth, Manilla Road, Omen, etc. RDS
90%
Black Path Metal Recordings: www.black-path.com
RAM: www.ram-metal.com

D.O.A. – Live At The Assassination Club (2006) – Cherry Red

Este novo lançamento da Cherry Red contém filmagens raras de um evento em Bierkeller, Leeds, Inglaterra, a 17 de Fevereiro de 1984, que incluia os Punks Canadianos D.O.A. É cerca de uma hora ao vivo de Punk Rock / Hardcore politizado destes veteranos formadps em 1978 e ainda no activo. Este é o primeiro DVD dos D.O.A. e estes estão aqui no seu melhor com uma actuação intocável. A produção do vídeo não é das melhores mas não também não está assim tão má, considerando que esta é uma gravação semi-profissional, o som está bom e limpo o suficiente para ouvir a excelente actuação do quarteto. Além da actuação dos D.O.A. temos como bonus videos de 3 outras pessoas que actuaram nessa mesma noite, os poetas Seething Wells, Mensi e o músico Spartacus R. Infelizmente não consigo entender a maioria dos poemas devido à pronúncia acentuada dos performers, mas Spartacus R toca uma interessante música chamada “Africa” com uma inteligente letra intervencionista. Mas claro, o prato principal aqui é mesmo D.O.A. A Cherry Red conseguiu recuperar mais uma pérola da história do Punk e nós agradecemos imenso. Fortemente recomendado a todos os Punks! RDS
90%
Cherry Red: www.cherryred.co.uk
D.O.A.: www.suddendeath.com/doa/

Fleshies – Scrape The Walls (2006) – Alternative Tentacles

Os Fleshies são de Oakland (USA) e este é o seu novo trabalho. 17 temas de East Bay Punk com muito espírito Garage / Rock ‘n’ Roll old school, com influências por aqui e por ali de Hardcore ou Stoner Rock. Entre os 17 temas encontra-se uma versão de “Happy Hunting Ground” dos Sparks, a qual conta com a participação vocal de Jello Biafra. O som é sujo o suficiente para manter o espírito Rock’ n’ Roll, mas há algumas partes com melodia que evitam que ou ouvinte se canse de tanta crueza de som. Não sendo um álbum inovador, mesmo assim é um bom álbum de Garage Punk lo-fi, sujo, rápido e com muito espírito. 35 minutos que acabam rapidamente mas depois de ouvir isto bem alto (como eu recomendo) não vão querer massacrar mais os ouvidos (no bom sentido, claro!). A capa e o livrete é que poderiam ser mais cuidados, parecem muito amadores, tipo maquete de banda de garagem. Ou talvez seja essa a intenção.Para fãs de MC5, Butthole Surfers, Dwarves, Zeke, Pufball, The Hellacopters e até mesmo Amen. RDS
80%
Alternative Tentacles: www.alternativetentacles.com

I Object – Teaching Revenge (2006) – Blacknoise / Alternative Tentacles

Este álbum é uma edição conjunta da Alternative Tentacles de Jello Biafra e da Blacknoise Recordings de Brad Logan (F-Minus, Leftover Crack). Trata-se do novo registo dos nova-iorquinos I Object, uma banda de Hardcore liderada por uma mulher na voz. Bom Hardcore rápido com produção suja, mais virado para o Punk, a fazer lembrar o material da década de 90, com letras directas e interventivas. Os I Object são uma banda com uma atitude muito DIY, editando o seu próprio material sonoro e merchandising e marcando digressões e concertos sem intermédio de managers ou editoras. Este álbum não contém código de barras precisamente para manter essa atitude DIY e uma certa distância do mainstream. Não é um disco imprescindível mas mesmo assim é um bom álbum que vai apelar aos fãs do lado mais Underground e DIY do Hardcore e de bandas mais activistas. Só é pena o álbum apenas durar uns escassos 19m07s, demorei mais tempo a escrever esta crítica que a ouvir o álbum. Mas é claro que tem que ser assim, os álbuns de Hardcore muito longos tornam-se aborrecidos. Se tens 20 minutinhos da tua vida para dispensar, aproveita e ouve este disco. RDS
80%
Alternative Tentacles: www.alternativetentacles.com
Blacknoise Recordings: www.blacknoise.net
I Object: www.i-object.com

Wednesday

Cloudscape – Crimson Skies (2006) – Metal Heaven

Este é já o segundo álbum desta banda sueca de Metal neoclássico com uma forte orientação para o Metal Progressivo. Já tinha gostado do primeiro álbum homónimo (editado em 2005 pela Metal Heaven) e este está ainda melhor. O primeiro álbum continha temas dos primórdios da banda junto com temas compostos na altura, mas este novo trabalho já contém apenas temas compostos de propósito para o álbum, daí soar mais homogéneo. As influências neoclássicas continuam por cá., embora este álbum seja mais Progressivo e muito mais melódico que o anterior, até com alguns refrões a roçar o AOR, mas sempre sem perder pitada de peso. O som de produção é similar pois o disco foi gravado no mesmo estúdio, Roastinghouse Studios, com o mesmo produtor Pontus Lindmark e Anders “Theo” Theander como produtor executivo. A capa também segue o mesmo estilo da anterior, tendo sido desenhada pela mesma pessoa, Mattias Norén. Como se costuma dizer, em equipa vencedora não se mexe, e foi exactamente o que fizeram os Cloudscape.O grande problema é que, apesar dos temas serem bons, não têm uma certa identidade que os distinga do próximo e/ou do anterior, e passado um bocado o álbum torna-se um pouco monótono, e como tem uma duração de uma hora (a maioria dos temas ultrapassa os 5 minutos), a meio do álbum já nos parece que nunca mais vai acabar e só nos apetece carregar no stop. Entre 40 a 45 minutos teria sido mais rentável, com menos temas, ou então encurtando um pouco os temas. Mesmo assim um bom álbum de Heavy / Power / Prog com boas ideias e agradável de ouvir. RDS
78%
Metal Heaven: www.metalheaven.net
Cloudscape: www.cloudscape.se
GerMusica: www.germusica.com

Cloudscape - Entrevista

1 – This new album is more into Progressive Metal than the debut, but also more melodic. It just came out like this or did you really wanted to write it this way?
We didn´t have a certain formula for “Crimson skies” except for making it a bit more progressive, dynamic and varied. In general I think “Crimson skies” is more melodic, atmospheric and progressive compared to our debut. I also think that we have created a unique sound for Cloudscape with “Crimson skies” that resembles our musical base. However, I think and hope that the people and fans who liked our debut will like “Crimson skies” as well.

2 – “Cloudscape” included some songs from your early days as a band, but this new record was entirely composed now. Does this affected the way you composed the songs and how the final product sounds?
Well, we composed the new songs for “Crimson skies” the exact way like on the debut but, we have found ourselves musically and we feel more comfortable in our songwriting now. We were also more inspired in the studio during the recordings of “Crimson skies” because of the fact that all songs were “new”. On the debut there were as you say a few songs that were quite old and, we were kinda tired of those songs due to all years of rehearsing. They did turn out great in the studio and we are very satisfied with them but, it´s funnier to perform those songs live compared to playing/practising them in the rehearsalstudio.

3 – How would you say this new album differs from the debut?
The musical style is the same but, “Crimson skies” is more thoughtout, varied, melodic and dynamic. Still as heavy as the debut thou.

4 – The cover artwork was once again made by Mattias Norén. Did you loved the debut’s artwork and wanted him to do the new one, or did you wanted to maintain a sense of continuity with a similar artwork?
We love all of Mattias work so, choosing him to do our new artwork was obvious. We will most likely hire him to create our third album artwork as well.

5 – You are also preparing a side project called Planet Alliance to be released soon through Metal Heaven. How did you started it, what kind of style has the band and who is in the band?
The style is also melodic metal but, not as progressive as Cloudscape. In general I think fans of Cloudscape will like the “Planet Alliance” album as well. It all started by German label “Metal Heaven” contacting Anders “Theo” Theander at Roastinghouse productions and asked him if he could put together a projectband with me on vocals. Me and Theo discussed what musicians we wanted to include in the line up so, me and Magnus Karlsson started to compose songs for the album and Bob Daisley and Janne Stark provided with a few songs as well.
The line up in Planet Alliance are:
(Me) Mike Andersson (Cloudscape)
Magnus Karlsson (Allen/Lande Project, Starbreaker)
Bob Daisley (ex Ozzy Osbourne, Gary Moore)
Anders Johansson (ex Yngwie J. Malmsteen, Hammerfall)
Carl-Johan Grimmark (Narnia, Rob Rock)
Magnus Rosén (Hammerfall)
Janne Stark (Locomotive Breath, Overdrive)
Jaime Salazar (Allen/Lande Project, ex Flower Kings)
And special guest: Mattias “IA” Eklundh (Freak Kitchen).

6 – What kind of subjects did you used for the lyrics in this record?
Everything, hehe. There´s no red thread on the album lyrically. Each song has it´s own story. The song called “Hope” is about how a parent survives the loss of a child. “Psychic Imbalance” is about a person who suffers a mental breakdown. “Shapeshifter” is about humans living side by side with replicants/aliens but, without being aware of it. The lyrics I write are often about things that people can relate to while Roger Landins lyrics are more “fantasy/horror”.

7 – Do you have a tour already prepared to promote the record?
Not really. We have a few concerts booked but, no tour confirmed yet. A German booker is trying to organize a small tour in Germany later this year but, that ain´t official yet and we don´t know whether it will happen or not right now. We really hope that we will get the opportunity of touring in as many countries as possible to promote “Crimson skies” so, we have to keep our fingers crossed;).

8 – Nowadays the heavy and power scenes are stronger, with lots of new bands, the older ones are reuniting again. What would you say that Cloudscape have to offer that some other Heavy Metal / Power Metal / Progressive Metal bands can’t?
New fresh metal, hehe. Basically our music is influenced by the metalbands from the seventies and eighties but, we do it more “updated”. Francly, I don´t see “music” as competition since it is based on “moods” and “emotions”. We compose the music we love and hope that our fans and listeners will love it as well so, I think it is up to our fans to figure out what Cloudscape can “offer” that older bands don´t;).

9 – Do you want to leave a final message to your fans?
Absolutely, I´m delighted to!!We love you all. Without YOU this would be meaningless. Thanx for all Your support and keep up supporting us:) If you have missed out on Cloudscape please check out our new album called “Crimson skies” and our self-titled debut released in 2005. Please visit us on the internet and say “hi”:
www.cloudscape.se / www.myspace.com/cloudscapemetal
Cheers and stay metal….SPREAD THE WORD!!!
Yours sincerely: Mike Andersson
_
Entrevistador: RDS
Entrevistado: Mike Andersson - Vocals
_
Metal Heaven: www.metalheaven.net
Cloudscape: www.cloudscape.se
GerMusica: www.germusica.com

Tuesday

Anti-Clockwise - Beauty Paranoia (Som Livre 2006)

Memórias: Carbon H - Moral Sin

Avulsed – Reanimations (2006) – Xtreem Music

Este não é o novo álbum dos espanhóis Avulsed, mas sim um lançamento “entre álbuns”. A ideia inicial era um MCD com 2 temas novos, uma regravação de um tema da 1ª demo de 1992, 3 covers (que segundo a banda, representam os 3 principais estilos que influenciam a banda, Heavy Metal (WASP), Thrash Metal (Exodus) e Death Metal (Gorefest)) e finalmente um videoclip ao vivo em França. A ideia alargou-se então a mais 9 temas, 8 covers de temas dos Avulsed tocadas pelo mesmo número de bandas vindas de várias partes do mundo (Terroristars, In Element, Carnavage, Witches Sabbath, Flesh Embraced, Kaothic, Byleth, Abyfs) e uma remistura de “Stabwound Orgasm” feita pelos Zardonic. O disco está dividido em duas parte distintas: “Avulsed tracks” e “Reanimated tracks”.Um lançamento no mínimo original que contém um pouco de tudo e que além de manter os fãs da banda “ocupados” até ser editado o novo de originais, dá a oportunidade às bandas novas de darem a conhecer o seu nome. Os temas novos e a regravação de “Unconscious Pleasure (2006 re-dissection)” estão ao alto nível de sempre dos Avulsed, Death Metal brutal mas com muito groove e alguma melodia. As covers estão bem feitas e as versões aqui apresentadas são melhores que muitas das versões que se ouvem nos mais variados discos de tributo que hoje tanto abundam. A que não esteja tão bem conseguida talvez seja “I Wanna Be Somebody” dos WASP, mas é sempre difícil ouvir um clássico destes em toada Death Metal. “Piranha” dos Exodus está muito boa e “Mental Misery” dos Gorefest também (mas claro, fazer versões dentro do mesmo estilo é quase sempre fácil). As covers de Avulsed aqui apresentadas pelas já referidas bandas também estão muito boas, ao contrário do que se poderia esperar de bandas Underground (confesso que antes de ouvir estava um pouco céptico). Algumas das melhores versões são a dos Terroristars (uma versão Nu-Metal de “Powdered Flesh”), In Element (“Devourer Of The Dead” em linha Black / Doom com teclas), Witches Sabbath (“Blessed By Gore”), Flesh Embrace (“Gorespattered Suicide”) e Kaothic (“uma fantástica versão Heavy / Thrash de “Sweet Lobotomy”). Quanto à remistura pelos Zardonic, eu não sou muito fã disso das remisturas, pois a grande maioria resulta muito mal, arruinando o original por completo, mas esta até está interessante. O vídeo incluído é que poderia estar com melhor qualidade, a compressão é muito grande, mas mesmo assim é sempre bom ter alguma imagem a acompanhar a música. Essencial para os fãs de Avulsed e de música extrema em geral! RDS
85%
Xtreem Music: www.xtreemmusic.com
Avulsed: www.avulsed.com

Coldworker – The Contaminated Void (2006) – Relapse Records

Os Coldworker são o primeiro projecto pós-Nasum. Anders Jakobson fez-se rodear por músicos amigos e iniciou aquilo de que veio a resultar esta banda, Coldworker, e este álbum, “The Contaminated Void”. O que aqui encontramos não anda assim muito longe daquilo a que os Nasum nos habituaram, embora aqui a aproximação seja muito mais Death Metal da linha brutal e com pouca ou nenhuma influência Crust como era patente nos Nasum. Nos cerca de 40 minutos são nos oferecidos 14 temas plenos de brutalidade e com pouca melodia (ainda se podia encontrar alguma nos Nasum, apesar de tudo). Os riffs são bem old-school, a fazer lembrar o Death Metal norteamericano dos inícios da década de 90 e inclusive algumas bandas da mesma época inseridas no catálogo da Britânica Earache. Um álbum destes com 40 minutos é muito longo e chega a cansar de tanta potência, velocidade e intensidade; os temas tornam-se um pouco repetitivos, faltando-lhe alguma variedade de ritmos e riffs de guitarra que façam cada tema destacar-se do anterior; mas mesmo assim é um bom álbum de Death / Grind brutal. Aconselhado a fãs de Nasum, Suffocation, Deicide, Malevolent Creation, entre outros do género. RDS
75%
Relapse Records: www.relapse.com
Coldworker: www.coldworker.com

Lost Cherrees – Free To Speak… (2006) + In The Very Beginning 2CD (2006) – Mortarhate / Cherry Red

Os Lost Cherrees são uma banda de Anarcho Punk britânica formada em 1981 (na altura com a designação Zyclon C, mudada no ano seguinte para Lost Cherrees), editaram 3 EPs e um LP e separaram-se em meados da década de 80. Em 2003 voltaram a juntar-se e voltaram à mesma editora, a Mortarhate. O que aqui temos são duas das mais recentes edições da Mortarhate Records (agora com ligação à Cherry Red), trata-se do novo disco de originais dos Lost Cherrees “Free to Speak… But Not To Question” e do duplo CD “In The Very Beginning… The Studio & Live Recordings 1982-1985”.O primeiro, como já referido, é o novo de originais. O estilo é o mesmo de sempre, embora se note aqui uma produção mais cuidada, sinais dos tempos, claro! Mas isso não quer dizer que o som esteja polido como num disco de Pop, a crueza que se quer neste tipo de sonoridade está presente. A capa não é grande coisa, mas o disco vem num digipack que sempre dá outro aspecto. São mais 16 temas em pouco mais de 54 minutos para este regresso às edições discográficas.O segundo título é um duplo que contém todas as edições oficiais dos 80s (os 3 EPs e o LP) e mais um sem conta de raridades, entre as quais as 3 demos da banda, algum material ao vivo nunca antes editado (incluindo o último concerto que deram antes de se separarem) e temas de compilações. O som, como devem imaginar, varia muito de registo para registo, mas isso não interfere nada na audição destas pérolas do Anarcho Punk britânico, o som quer-se como era na altura nas edições originais! Este disco também vem num belo digipack com livrete com as letras. Ao todo são 65 temas em mais de 2 horas e meia de história musical anarquista.Comprem estes dois discos e ficam com toda a discografia dos Lost Cherrees. Mas se quiserem optar por um dos dois títulos, então que seja a antologia dupla. Essencial para todos os ouvintes de Anarcho Punk e bandas como Conflict, Icons Of Filth, Subhumans, Rudimentary Peni, Flux Of Pink Indians, Chumbawamba e DIRT. Atenção também a um DVD da banda que está para ser lançado. RDS
80% - 100%
Mortarhate Records: www.mortarhate.com
Cherry Red Records: www.cherryred.co.uk
Lost Cherrees: www.lostcherrees.com

Total Chaos – Freedom Kills (2007) – People Like You

Há 18 anos no activo, estes Punks Norteamericanos não param e depois da colectânea anterior “17 years of… chaos” eis que lançam um novo registo, este “Freedom kills”. O estilo dos Total Chaos é muito ecléctico pois tanto temos temas de puro Punk da escola Norteamericana, bem brutal e sujo, como a seguir temos material mais virado para o estilo de 77, mais cantarolável, deixando ainda pelo meio algumas influências de Crossover de inícios da década de 90 e alguns toques Crust. O álbum começa com a introdução de cerca de 3 minutos e meio “S.O.S. America”, spoken-word com sons de fundo de guerra, o título diz tudo; segue-se “Final solution” um tema bem cru velha escola Norteamericana, o tipo de cenas a figurar nas páginas da velhinha Profane Existence, continua assim por mais dois temas; segue um dos temas que mais gosto do disco, “Horrorvision”, mais Hardcore / Crust; primeira surpresa, uma versão de “Attitude” dos Misfits, a seguir temos “What you gonna do”, um tema mais roqueiro, Rock ‘N’ Roll / Streetpunk, tema que serviu de videoclip de apresentação; segue mais som cru em dois temas; segunda surpresa, “Freedom kills”, o tema título, um tema que bem poderia estar num disco dos Ministry; continua com mais pancadaria durante 2 temas; segue um tema mais Streetpunk / Oi! com refrão cantarolável; acaba em mais uma versão, desta feita “We’re not gonna take it” dos Twisted Sister. O álbum mantém-se bem rápido e puxado desde o início até ao fim mas, pelo meio temos algumas oportunidades de “respirar” um pouco, em alguns dos temas que, como já referi, são mais atípicos. Nada de mais neste disco novo dos Total Chaos, é mais do mesmo, mas é mais do bom! RDS
80%
People Like You Records: www.peoplelikeyourecords.com
Total Chaoswww.totalchaospunx.com

Total Chaos – 17 Years Of… Chaos (2006) – People Like You

Como o título indica, esta é uma colectânea que celebra os 17 anos dos Norte-americanos Total Chaos. Ao todo são 28 temas em pouco mais de 70 minutos que abarcam toda a discografia destes Punk Rockers das terras do Tio Sam, entre os quais alguns temas novos e algumas raridades, além de um videoclip (que eu não tenho mo meu CD promocional, mas que já saquei no website de PLY), com oscilações de sonoridade entre o Punk de 77, o Anarcho Punk britânico, o Punk Norte-americano dos 80s e algumas aproximações ao Hardcore old school. É pena que estes Total Chaos não sejam tão conhecidos aqui na Europa, mas espero que esta edição pela Germânica People Like You ajude a revelar este grande nome do Punk de além-mar aqui no velho continente. Os verdadeiros fãs de Punk old school já devem conhecer e ter os discos todos, para os outros, bom, se são fãs de Exploited, GBH, Conflict, Icons Of Filth, etc, vão gostar disto. Esta colectânea é uma boa proposta, tanto para os ouvintes de longa data, como para possíveis novos fãs. Deixem-se de Emo-Punk e bandas da “moda” que se dizem Punks, isto é que é a verdadeira cena! RDS
90%
People Like You Records: www.peoplelikeyourecords.com
Total Chaos: www.totalchaospunx.com