Friday

Banshee And Something Else We Can't Remember - Press Release


Assemblent - Heartwork (Nemesis 06)

Defying Control - In The Middle Of Life (2007)

Defying Control – Reflection (2007) – We Are All Liars / Go Off The Beaten Tracks / Rolling Anarky

Álbum de estreia para os Portugueses Defying Control. Eu já tinha gostado da maquete que eles me haviam enviado há uns tempos atrás e, por isso mesmo, aguardava com alguma expectativa, ou uma nova maquete, ou um disco de estreia. Ora aqui está o disco, o qual é uma edição conjunta de 3 editoras de distintas proveniências, e com distribuição nacional via Rastilho e Compact. Este disco segue na mesma linha da maquete que eu já conhecia, fusão de Punk Rock com algum Hardcore (na sua linha mais melódica), alguns toques de Metal (uns riffs aqui e ali) e até mesmo algum Emo (notória em passagens mais calmas). Para uma rápida descrição da sonoridade da banda, imaginem os Satanic Surfers com algumas passagens à la Metallica fase “Master Of Puppets”. Por vezes vêm à memória os extintos Gibberish (o tema “Turn It Off” faz mesmo lembrar estes portugas). Há por aqui ainda um par de participações especiais de membros de Switchtense e Devil In Me que servem apenas como isso mesmo, participações de amigos, pois estas não trazem nada de novo à faixa em questão, apenas um sentido de união no Underground nacional, o qual é sempre bemvindo e saudado fervorosamente. Não é nada de novo mas está bem feito e há aqui boas ideias bem executadas. Bem mais interessante do que o que algumas bandas Portuguesas andam a fazer sob a designação de Punk Rock. Ao todo são pouco mais de 33 minutos divididos em 10 faixas direccionados para quem gosta do material dos inícios da Epitaph e da Fat Wreck, ou seja, aquele Punk Rock bem rápido e com muita melodia, assim como para fãs de Satanic Surfers, NOFX, Bad Religion, Snuff, Screeching Weasel, Suicidal Tendencies, Ignite, Guns ‘N’ Wankers, Funeral For A Friend, Lagwagon, Trivium, entre outros. RDS
80%
Defying Control: www.defyingcontrol.com / www.myspace.com/defyingcontrol

Goatwhore "Forever Consumed Oblivion" (Metal Blade 06)

Union Mac - Entrevista

1. Brief History:
Kristoffer and Mikael met in a mutual project called Mixtur wich was a production group designed to write and produce music to different events. In this project we were going to make a modern sound 80ies rock for a record company but instead of doing that “Union Mac” was created…

2. General Concept:
The idea of Union Mac was to have a red line of inspiration from everything through the 70, 80, 90ies rock era but with a more modern touch and some kind of unik sound to it.
We wanted to shake up the konventionell sound a little bit so to speak.

3. Bands / projects, previous / present:
Kristoffer have been working a lot with different bands and projects along the years souch as Prisoner, Rainmaker, Sayit, Radioactive, etc, while Mikael mostly have been working with his own ideas and participated on different local projects in Sweden.
For now we are headed towards our second album with Union Mac.

4. "Lost In Attraction" (comments):
The process has been quite long since we both work in different areas and have familys etc to take in to consideration but it also has been a creative journey to remember and to be inspired by for the next album.

5. Lyrics:
The lyrics are intended to effect people in a positive way by saying that life is hard but you are not alone in it. I have tried to reflect on feelings that we all struggles with in the ordinary life.
Why? Well my philosophy on this is that if you are going to take time out of your life to write something you should have something of importance to say and at least try to do it right (don’t know if i succeded).
Influences therefore are everything and everyone, we are all influenced by each other I think.

6. Live Shows:
None so far, but you never know.

7. Future Projects:
Union Mac 2 for now then we´ll see.

8. Final Message:
We only hope that we can spread some joy to the rock-audience out there and thank everyone that support us by buying the album.
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Entrevistador: RDS
Entrevistado: Kristoffer (Vocals, Keyboards)

Escape Music: www.escape-music.com
GerMusica: www.germusica.com

Tuesday

Montreal - Post-Crucifixion (2007) - Flyer promocional


Lucifer Was - Press Release


Lucifer Was – The Divine Tree (2007) – Transubstans Records

Os Lucifer Was surgiram nos inícios de 1969, em Oslo, Noruega, influenciados por bandas de Hard Rock mais duro e de temáticas ocultas como o eram os Black Sabbath, Black Widow ou Coven. Separaram-se em 1974 (com uma curta reunião ao vivo em 77) sem gravar um disco que fosse. Após 20 anos e depois de descobrirem uma cassete perdida lá pelos armários de casa, voltaram a reunir-se. Desde então editaram 3 álbuns, todos pela Transubstans, sendo o primeiro de 97 constituído por temas dos primórdios da banda, regravados para o efeito. Este “The Divine Tree” é já o 4º disco da banda, e o mais recente, constituído por 6 temas cujas durações variam entre os 5.07 e os 10.56. Heavy Rock setentista com toques Bluesy, Prog e Folk; flauta, mellotron e órgão Hammond (como manda a lei do género) a adornar a base tipicamente Rock de guitarras e secção rítmica; tudo condimentado com letras de temáticas ocultas. Soa a 70s mas incrivelmente não soa datado. As ideias de antanho são transportadas para os nossos dias com uma mestria inigualável. Há já imenso tempo que eu não ouvia um disco de cariz retro tão bem gravado, bem tocado, com excelentes ideias e com todo o espírito de uma das décadas mais prolíficas em qualidade e quantidade do Rock, Hard Rock e Progressivo. Recomendo, recomendo e recomendo! RDS
95%
Transubstans: www.recordheaven.net / www.myspace.com/transubstans
Lucifer Was: www.luciferwas.com / www.geocities.com/luciferwas (Fansite)

Pig Destroyer – Phantom Limb (2007) – Relapse Records

Mas que puta de álbum! É mesmo isso que nos passa pela cabeça e nos sai dos lábios durante a primeira audição a esta descarga! Instantes após a curta introdução somos arremessados à parede por uma dose de brutalidade pura em forma de som e ficamos sem saber o que nos atingiu. A base é Grindcore mas há por aqui ornamentações de Thrash, Death e Hardcore. O som é bem pesado e rápido quanto baste mas os Pig Destroyer não alinham na brutalidade sonora apenas por isso mesmo, indo buscar influências a vários quadrantes da música extrema, ouvindo-se muitos riffs de guitarra claramente inspirados no Thrash old school da década de 80 e inícios de 90, algum Hardcore, Crust, Sluge e alguns apontamentos mais Death Metal do que Grind. Ao longo de todo o álbum ouvimos várias mudanças de ritmos, riffs, ideias, e não necessariamente de tema para tema., mas até nos próprios temas, tudo sempre com grande destreza musical e muita imaginação. E como depois da tempestade vem a bonança, o disco fecha com um “tema” mais ambiental, como que a dar-nos um pouco de descanso após tanta porrada que acabamos de levar. Item essencial na discografia de todo o apreciador de música extrema! RDS
95%
Relapse Records: www.relapse.com / www.relapse.com/ecards/PD/
Pig Destroyer: www.pigdestroyer.net

Thursday

Nailed Skull (netlabel): V/A Nails To Your Skull + Requiem Laus

Mais uma netlabel a surgir no panorama nacional. Esta é dirigida para as sonoridades de peso. Para já a Nailed Skull tem duas edições virtuais, uma colectânea chamada "Nails To Your Skull", que contém 21 bandas de diversas proveniências (maioritariamente Portuguesas), e uma promo de 2006 dos Madeirenses Requiem Laus.
Já agora, através do website dos Requiem Laus também podem fazer o download da referida promo e das duas maquetes anteriores.

Nailed Skull: www.nailedskull.com
Requiem Laus: www.requiem-laus.com

V/A "Nails To Your Skull": www.nailedskull.com/nailedskull001.htm
Requiem Laus "Promo 2006": http://www.nailedskull.com/nailedskull002.htm

Bons downloads!

V/A - Falésia (2007)

A netlabel Portuguesa Enough, em associação com a revista Elegy Ibérica apresentam "Falésia", uma compilação tripla de dark ambient inteiramente constituida por contribuições de projectos musicais de origem Portuguesa. Serve esta compilação, disponivel para download gratuito no site da Enough, como demonstração da diversidade, quantidade e qualidade do dark ambient e géneros circundantes que se produzem e ouvem em Portugal do ano 2007.
O link da Enough, onde podem baixar muito mais música electrónica, completamente gratuita: http://enoughrecords.scene.org/

Samuel Jerónimo – Rima (2006) – Thisco

Já li várias críticas a este disco (e ao anterior de Samuel Jerónimo) e todas elas são verdadeiros ensaios filosóficos. Os críticos de música dão o gosto ao dedo e escrevem e descrevem o que o comum dos mortais não quer, nem consegue perceber. A sensação que dá ao ler esse tipo de críticas é que, a música em revisão, não está ao alcance de qualquer um. Como se os discos e a música neles contidos fossem representados por essas mesmas palavras. A música (como outro tipo de arte) é uma linguagem universal e não é necessário nenhum tipo de explicação racional e/ou filosófica para a entender e sentir. Todas as pessoas têm a sua reacção única à arte, seja ela música, pintura, escultura, literatura, etc. Posto isto, passo a fazer a minha crítica, simples e directa, apenas para dar a conhecer ao leitor o que é que está contido em “Rima”, em termos musicais e de temática geral. Assim, o leitor fica logo a saber se está no seu território no que diz respeito aos gostos musicais, ou não! E se não é seu género musical, pode ser que fique curioso com o conceito inerente à obra.“Rima” é a segunda parte de uma trilogia (Trilogia da Mudança) iniciada em “Redra Ända Endre De Fase” (Thisco 2004) e que terá fecho com o próximo “Ronda” (título provisório). Em “Rima” temos 4 faixas, todas intituladas “Verso” (e numeradas de 1 a 4), em cerca de 44 minutos de duração. As faixas ímpares são exercícios de minimalismo electro-acústico / ambiental / industrial que contrastam com as faixas pares, as quais são peças clássicas executadas ao órgão. Existe portanto, em primeira análise, uma rima alternada, isto pensando no sentido de um poema escrito, no qual os versos ímpares fazem uma rima, assim como os versos pares também o fazem entre si. Numa segunda análise existe uma certa dicotomia entre o passado, a herança cultural / musical, as tradições (representadas pelas faixas pares) e o progresso, a sociedade moderna, a evolução (representadas pelas faixas ímpares). No livrete que acompanha o CD, Samuel Jerónimo explica o sentido desta dicotomia musical e “temporal”, a qual, se adquirirem o CD, poderão ler. Depois de lida a explicação do Samuel, ouvido o disco, e tirado as minhas conclusões, a minha simplista análise e resumo da ideologia de “Rima” pode resumir-se do seguinte modo: a interligação do passado com o presente, e do presente com o futuro (e este por sua vez ao passado), sem apagar o que se fez no passado com a criação da nova arte, incorporando-a isso sim, e acumulando numa mesma obra várias estéticas distanciadas entre si pelo tempo (e pelas próprias diferenças inatas). Isto daria muito mais “pano para mangas” mas, como já referi, leiam a explicação incluída no livrete do CD, depois ouçam o disco e tirem as vossas próprias conclusões. Gostei muito mais da música e conceito deste disco do que do anterior (também com os seus pontos de interesse), o qual é, a par com a faixa “Fuga Transfigurada”, o meu trabalho de eleição de Samuel Jerónimo. Uma obra avantgarde / modernista / pós-modernista, criada por um jovem músico Português que já deu provas da sua genialidade musical, e que recomendo vivamente a mentes abertas. RDS
90%
Thisco: www.thisco.net
Samuel Jerónimo: http://jeronimosamuel.no.sapo.pt

In Tempus – Luna Sapiens (2007) – Thisco

In Tempus é um projecto que foi formado em 2003 por David Reis (ex-guitarrista de Phantom Vision) e que inclui Pedro Morcego (Phantom Vision), Jorge Oliveira (Secrecy), André Ventura (Roncos Do Diabo), Elisabete Barros, Pedro Antunes, entre outros. A música dos In Tempus vai beber tanto à música tradicional Portuguesa como à música de origem medieval e ao Gótico, transportando-nos no tempo até outras eras, neste território hoje apelidado de Portugal, às antigas tradições e heranças Lusas, através de poesia, cânticos, mas sempre com uma toada intervencionista. Uma espécie de “Cantigas de Escárnio e Maldizer” do século XXI. Para levar a cabo esta tarefa utilizaram instrumentos acústicos e tradicionais como a guitarra Portuguesa e clássica, piano, além dos habituais instrumentos do formato de banda (guitarra eléctrica, baixo, bateria), aliados a uma componente electrónica. Existe no entanto uma certa dicotomia tradição / progresso, o que se consegue através dessa fusão de elementos tradicionais e instrumentos acústicos com elementos modernos (electrónica). Gostei do que ouvi, mas torna-se um pouco monótono a partir do meio do disco. Falta qualquer coisa, não sei o quê! Ainda assim, uma boa aposta que pode agradar a apreciadores de música tradicional Portuguesa, Folk e Gótico. Uns pontos acima do projecto Megafone e do que João Aguardela tentava fazer nessa altura. Não é uma obra-prima imaculada, mas a ideia é bem-vinda neste mar de marasmo que é a música Portuguesa hoje em dia; e um segundo disco irá confirmar se o projecto tem pernas para andar, ou se irá ficar apenas por este registo. O único senão para já é a apresentação, uma simples capa a branco e preto com o logotipo da banda e o título, isto a adornar uma simples invólucro de cartão, acompanhado por um livrete fotocopiado. Um trabalho destes merecia um trabalho gráfico e de apresentação muito mais cuidado! Falta ainda referir que este disco é dedicado à preservação do Lobo Ibérico. RDS
75% (+)
Thisco: www.thisco.net
In Tempus: www.myspace.com/intempus

Sci-Fi Industries – Drafts And Crafts (2007) – Thisco

Para quem ainda não conhece o projecto, ou não está ao corrente das novas sonoridades electrónicas que se vão fazendo em Portugal, este é o projecto individual de Luis van Seixas, membro fundador da Thisco. “Drafts And Crafts” é, e não é, o 4º álbum de Sci-Fi Industries. Passo a explicar. Esta rodela prateada feita de acrílico, alumínio e policarbonato inclui temas novos e remisturas de temas de discos anteriores e serve o lançamento para comemorar 10 anos de Sci-Fi Industries. Além dos temas novos / originais, temos aqui as colaborações / remisturas de Xotox, Shhh…, [F.e.v.e.r.], Ah-Cama Sotz, Mimetic, Mikroben Krieg, Flint Class e Structura. Lida-se aqui com electrónica de cariz “artesanal” ou “old-school” em termos de composição e gravação (nada de PC ou Mac) mas contemporânea, moderna, actual, urbana, em termos de ambiência, expressão e resultado final. Ao longo das 16 faixas e dos 77 minutos de duração passa-se pelas várias vertentes da música electrónica, desde Ambiental, Minimal, passando por Power, Noise, algum Electro-Industrial e até mesmo algum Electro-Rock. As influências passam tanto pela electrónica mais primordial, experimental e pioneira de nomes como Iannis Xenakis (p.ex.), a década de 80 e nomes tão díspares como Gary Numan ou Throbbing Gristle, e as tendências mais modernas da década de 90 e século XXI. Tudo isto se deve ao facto das remisturas terem sido feitas por músicos e projectos das mais distintas proveniências geográficas e musicais, com diversas influências e aproximações nos seus trabalhos. O próprio Luís van Seixas deve ter diversas influências de várias décadas e géneros / sub-géneros da música electrónica, o que se reflecte na sua música. Gostei muito desta heterogeneidade que não deixa o disco cair na monotonia habitual neste tipo de registos. Há um pouco de tudo para os apreciadores de boa música de base e/ou inspiração electrónica. Gostei também muito da apresentação, a caixa, a capa, diferente da habitual caixa de CD e livrete interno. Porque não inovar também neste sentido? Não é obrigatório que os CDs venham nas mesmas caixas de sempre! Um registo interessantíssimo e que deve fazer parte da discografia de todo apreciador de música electrónica / avantgarde. RDS
90%
Thisco: http://www.thisco.net/
Sci-Fi Industries: www.myspace.com/scifiindustries

P.S. Também na comemoração dos 10 anos de Sci-Fi Industries, foi lançada uma compilação de 12 temas nunca antes editados chamada "Laocoonte", através da netlabel Enough, a qual podem baixar gratuitamente: ftp://ftp.scene.org/pub/music/groups/enough_records/enrmp115_sci_fi_industries_-_laocoonte.zip
Enough Records: http://enoughrecords.scene.org/

Wednesday

Monstrosity – Spiritual Apocalypse (2007) – Metal Blade Records

Mais um álbum para esta instituição do Death Metal Norteamericano. Depois de muitas mudanças de formação, mudanças de editora e outro tipo de problemas, eis que surge como manifesto de indignação e teimosia em não desaparecer este “Spiritual Apocalypse” através da Metal Blade. Aqui trata-se do mais puro Death Metal old-school de origem Norteamericana, sem fusões ou influências de outros estilos, por mais insignificantes que sejam. Brutal, técnico, rápido, com um certo groove e com alguma melodia (dentro dos parâmetros do Death Metal, claro!). São 10 novos temas num total de 46 minutos em que os veteranos demonstram que quem sabe, sabe, e que os anos de experiência contam, e muito! Um “must” para os amantes do género! RDS
88%
Metal Blade Records: www.metalblade.de
Monstrosity: www.monstrosity.us