Wednesday

John Schooley And His One Man Band - One Man Against The World (2007) - Voodoo Rhythm Records

John Schooley é do Texas (USA), ex-membro de nomes bandas como The Revelators e Fantastic Hard Feelings, e este disco é o seu novo trabalho de estúdio a nome próprio. Como a própria designação do projecto indica, esta é uma "one man band", mas tem por aqui alguns convidados a dar outro colorido a certos temas com a introdução de violoncelo p.ex. Blues Trash com toques de Rock ‘N’ Roll mais sujo e alguma atitude descomprometida mais Punk. A edição está cargo da independente Suiça Voodoo Rhythm Records, editora direccionada para este tipo de sonoridades. O disco tem certos pontos de interesse mas não chega a ser nada de espectacular nem ousado, e nem o próprio Schooley o deve pretender. Simples, directo, sujo, Trashy Rock ‘N’ Blues na sua pura essência. Apenas para apreciadores do género. RDS
70%
Voodoo Rhythm Records: www.voodoorhythm.com

Friday

V/A - "Círculo De Fogo #2 Ritual" (2007)

07/07/07
V/A - "CÍRCULO DE FOGO #2 RITUAL" (2007)
DOWNLOAD + INFO (+ FAQ) @ http://www.circulodefogo.com/

Visitem http://www.circulodefogo.com/ e façam o download (gratuito & autorizado) da compilação on-line "CÍRCULO DE FOGO #2 RITUAL", direccionada para as várias tribos do metal, do rock, do punk, do hardcore, do gótico e do progressivo. Contém 18 bandas portuguesas: Alkateya, Bizarra Locomotiva, Colisão Frontal, Decayed, Defying Control, [F.E.V.E.R.], Filii Nigrantium Infernalium, Mata-Ratos, Men Eater, Obscenus, Prophecy Of Death, Shadowsphere, Tara Perdida, The SymphOnyx, Timeless, Underneath, Urban Tales e We Were Wolves.

Thursday

[F.E.V.E.R.] - 4st (2007) - Raging Planet Records + Discografia

Finalmente temos direito ao disco de longa duração dos [F.e.v.e.r.], depois de dois EPs, um single, um disco de remisturas, várias participações em colectâneas / tributos e dois anos de trabalho árduo de composição, ensaio, experimentação e gravação. A banda sofreu diversas mutações ao longo da sua curta vida, não tendo medo algum de mudar e experimentar coisas novas, recusando terminantemente a reger-se pelas regras da indústria, fazendo tudo à sua maneira, à sua própria velocidade, e este novo trabalho é a prova disso mesmo. Fusão de elementos de Rock, Metal, gótico, Pop e electrónica, a música da banda Portuguesa não fica nada a dever ao que se faz lá fora, muito pelo contrário, é de uma qualidade superior ao que ouvimos (ou não) diariamente na rádio como sendo o novo “big hit”. A música deste quinteto tem tudo para agradar ao pessoal do Metal, do Rock e até do Pop, sempre com uma tendência moderna, vanguardista, contemporânea. Para não variar, foi tudo feito pela própria banda nos Urban Insect Studios (dos próprios), tendo ficado a produção e gravação a cargo de Fernando Matias (voz) e João Queirós (sintetizadores e guitarras), a produção executiva a cargo de Luís Lamelas (guitarra) e toda a arte gráfica (como nos registos anteriores) responsabilidade de Filipe von Geier (baixista). Fale-se em atitude DIY! A banda completa-se ainda com Pedro Cardoso na bateria. A única tarefa que foi atribuída a alguém de fora da banda foi a masterização que ficou a cargo de Tom Baker (Nine Inch Nails, Ministry, Rob Zombie, Marilyn Manson, etc). Podem-se descortinar alguns nomes que influenciaram a banda nesta sua actual vertente musical mas, a banda consegue absorver essas mesmas influências e dar-lhe a sua visão bem pessoal, conseguindo assim um som que, pode não ter muito de original, mas que tem muita personalidade e atitude. Um dos melhores álbuns a nível nacional dos últimos anos. RDS
95%

DISCOGRAFIA:

“…Of Human Bondage” EP (2001) - Raging Planet: O primeiro lançamento. Um EP. Intro, Interlude, Outro e 4 temas. Rock / Metal com toques industriais (faceta rock da coisa, claro), samplers electrónicos e tonalidades góticas. Já indicava grandes potencialidades, incluía grandes temas, faltava apenas o aperfeiçoamento da música em si e do conceito geral do projecto. Foi reeditado um par de anos depois com dois vídeos (já a introduzir o aproveitamento de potencialidades do CD) e duas versões, “London Dungeon” (Misfits) e “Hellraiser” (Motörhead / Ozzy Osbourne). 70%

“Iconflict” EP (2003) - Raging Planet: Mais um EP. Mais uma vez, Intro, Interlude, Outro e 4 temas. A mesma faceta musical do registo anterior mas aperfeiçoada e com um pouco mais de experimentalismo. Mudança de vocalista. Adição de baterista. O aspecto gráfico foi substancialmente melhorado. Mais uma vez, as tarefas ficam quase todas nas mãos da banda. Faixa multimédia com videoclip. 80%
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“Electronics” Remix CD (2005) - Thisco: Única edição fora da Raging Planet. Disco de remisturas. Os temas dos EPs com novas roupagens. A demonstrar a mentalidade aberta dos membros da banda. Nomes envolvidos no projecto (apenas nacionais!): Bizarra Locomotiva, Shhh..., The Ultimate Architects, Moonspell, Mofo, Sci-Fi Industries, Aenima, Mécanosphère. Apesar de não ser um novo trabalho de estúdio de [F.e.v.e.r.], contém ideias novas que adicionam outra dimensão ao material da banda. Ecléctico como se espera de uma edição do género. Passa-se da electrónica ao experimental, seguindo pelo Rock e Metal. 80%

“Bipolar [-]” Single (2006) - Raging Planet: Tema de avanço para o novo trabalho. A versão aqui incluída não inclui bateria (daí ser baptizada de [-] ). Versão em trio de cordas do tema-título por Corvos. Remisturas por Martin Rev (Suicide) e pelos próprios [F.e.v.e.r.] (com a participação dos Corvos), uma versão midi e uma faixa com samples para que possamos fazer a nossa própria remistura em casa. Faixa multimédia com vídeo. Mais uma vez, a banda a apresentar o seu trabalho de uma maneira diferente, com a vontade de inovar sendo bem notória. 75%

Colectâneas / Tributos (não tenho, nem conheço, tudo o que a banda editou extra discos a nome próprio, mas aqui fica o que possuo e conheço):
- “20 Anos De Tarantula - Tributo” 2CD (2001) - Recital Records: Apenas uma pequena introdução de 1.18 sob a designação The Fever Experience. Simples. Nada de mais. 60%
- “Our Voices - A Tribute To The Cure” 2CD (200?) - Équinoxe Records: Versão Electro / Goth / Rock do tema “Disintegration”. A melodia do original está lá mas o ambiente geral está mais roqueiro. Gostei. 75%
- “Portuguese Nightmare - A Tribute To The Misfits” (2005) - Raging Planet: A versão de “London Dungeon” que já estava na reedição do EP de estreia. Gosto da versão, mas ainda faz parte da fase mais “primária” da banda, o som ainda precisava de um pouco mais de trabalho. 65%
- “E Se Depois - Tributo A Mão Morta” (2007) - Raging Planet: Ainda não ouvi, mas estou curioso! Como fã de Mão Morta, aguardo com expectativa este tributo. Mais um tempito e já lêem aqui uma crítica ao mesmo!

RDS

Raging Planet: www.ragingplanet.web.pt / www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal

Há Alma - Downloads

Eis o 5º capítulo do “Livro da Alma”. “Todos Mortos” marca o início da Parte 2 – A Arte da Coragem. “Sniper” seguir-se-á… e outros mais, depois!
Os 4 temas da Parte 1 foram remisturados e também já podem ser escutados nos sítios oficiais dos “há alma”, na Internet (http://www.haalma.pt - http://www.myspace.com/haalma - http://www.youtube.com/haalma). Entretanto o colectivo continua à procura de editora.

Here it is the 5th chapter of the “Book of the Soul”. “Todos Mortos” (All Dead) marks the beginning of Part 2 - The Art of the Courage. “Sniper” will follow… and other more, later!
The 4 themes of Part 1 were remixed and can already be listened in the official sites of “há alma”, in the Internet (http://www.haalma.pt - http://www.myspace.com/haalma - http://www.youtube.com/haalma). However, the band continues to seek for a label.

Aqui d'el-Rock / Há Alma:

Sunday

No Use For A Name – All The Best Songs (2007) – Fat Wreck Chords

O título já diz tudo. Este disco serve de comemoração dos 20 anos de carreira dos Norteamericanos NUFAN e reúne 24 temas de todos os álbuns da banda, além de 2 temas nunca antes editados. Pioneiros neste tipo de sonoridade mais melódica do Punk Rock / Skate Punk, os NUFAN mantiveram-se sempre no activo e este lançamento é uma celebração dessa teimosia em tocar a música que gostam. Nunca fui grande fã deste tipo de sonoridades e há poucas bandas que me agradem neste espectro, a não ser nomes como Bad Religion, Pennywise, e poucos mais, mas nomes como NUFAN, Lagwagon, NOFX e outros numa linha mais melódica, ou “cheesy” como dizem os Norteamericanos, orientada para os adolescentes, nunca foram o meu forte. De qualquer modo, duas décadas não são coisa para brincar, e isso apenas abona a favor dos mesmos, indicando que estão a fazer isto por gosto, que altos e baixos não os assustam (e já passaram por muitos), desde que os deixem tocar Punk Rock melódico. E podemos entrar na discussão do “ isto não é Punk” / “isto é Punk” / ”True Punk Vs Punk-Pop”, mas acho que não vale a pena. A atitude está lá toda, e se isso não é Punk, o que será? Venham mais 10 anos (pelo menos)! Falta ainda referir que o disco vem acompanhado de um livrete recheado de fotografias de todas as épocas da banda, estórias de membros / ex-membros, etc. Infelizmente o meu promocional não tem nada disso! Um documento essencial para os fãs da banda e ouvintes de Punk Rock melódico em geral. RDS
85%
Fat Wreck Chords: www.fatwreck.de / www.fatwreck.com

Three – The End Is Begun (2007) – Metal Blade Records

Novo trabalho para esta banda Norteamericana que mudou o seu nome do simples algarismo, 3, para a palavra inglesa que o designa, Three. “The End Is Begun”, o quarto disco da banda de NY, é mais pesado, mais Rock, mais progressivo e mais obscuro no geral que o seu antecessor “Wake Pig”, mas sem perder o carácter introspectivo de sempre. Além das facetas Rock (muito) e Metal (pouco) que serve de base para as suas deambulações, os Three incluem na sua música diversas tonalidades que vão desde o Progressivo ao Rock alternativo da década de 90. Sabores orientais, jazzísticos, funky, acústicos e de bandas-sonoras linha Danny Elfman (ou da sua banda dos 80s Oingo Bongo) emprestam ao prato final um sabor adicional, reservado apenas a gostos mais refinados. No anterior disco havia já alguns temas que me chamavam a atenção, com alguns pormenores que me fascinavam mas, este novo registo inclui muito mais material nessas linhas, quase como se me tivessem lido a mente e tivessem feito um álbum mais a meu gosto. O único senão, pelo menos para algumas pessoas que, como eu, não aguentam durante muito tempo material tão “leve” e introspectivo, é a duração excessiva do disco, cerca de 57 minutos divididos em 13 faixas. Como bónus temos ainda uma versão acústica do tema “Dregs” a fechar o disco (faixa 14). Para fãs de Coheed And Cambria, Porcupine Tree, Tool, Danny Elfman, Oingo Bongo, Arena, Faith No More (na sua faceta mais “leve”), entre outros. Recomendo vivamente! RDS
85%

Tuesday

Consortium Project IV - Trailer Video (Metal Heaven 07)

Strike Anywhere - Instinct (Fat Wreck Chords 07)

Strung Out - Calling (Fat Wreck Chords 07)

Mad Caddies - State Of Mind (Fat Wreck Chords 07)

TGR's Free Metal Albums

Existe mais um local na internet onde podem fazer dowload gratuito, e devidamente autorizado pelas bandas, de álbuns e maquetes de Metal. Inclui bandas de diversas proveniências, com especial atenção para terra Lusas. Este é o endereço: http://freemetalalbums.blogspot.com/
Força com o projecto!
RDS

Armageddon - Nova vida em fórum + Compilação Online

Após mais uns tempos de paragem o Armageddon.com.sapo.pt voltou em versão fórum. O projecto continuará somente neste formato, sendo assim mais fácil a interacção e a participação de todos os visitantes do Armageddon. Há diversas opções no fórum, incluindo divulgação de bandas/editoras/imprensa, downloads de lançamentos nacionais, entrevistas e reviews realizadas pelo projecto e muitos outros conteúdos que o podem ser útil. Visita, cria uma conta para que possas participar e não deixes este projecto morrer!
http://www.armageddon.com.sapo.pt/
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Além disso, a Armageddon disponibilizou mais uma compilação de Metal nacional, online, completamente grátis. Este tipo de iniciativas são cada vez mais e são mais que bemvindas, por isso mesmo, aqui vai a minha saudação às pessoas que empreendem as iniciativas e às bandas que disponibilizam o seu material sem reservas! Isto sim é o verdadeiro espírito! Vamos lutar contra a indú$tria di$cográfica!
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RDS

Monday

Suspyre – A Great Divide (2007) – Nightmare Records

Este é o segundo álbum para os Suspyre (e primeiro para a Nightmare), e divide-se em duas partes: Opus II “The Alignment Of Galaxies” e Opus III “The Origin Of A Curse”. Não sei muito sobre a banda pois apenas tenho acesso a um pequeno texto incluído no promocional. Pelos nomes dos músicos imagino que sejam dos USA e, pelos títulos das duas partes do disco e dos temas, imagino que este seja um disco conceptual, talvez a continuação da estreia (visto que aqui não existe um Opus I). Tirando todos estes pormenores (sim, porque a música é o mais importante afinal de contas) vamos à parte instrumental propriamente dita. Fusão de Heavy, Power, Progressivo e alguma música de orientação clássica, jazzística e de fusão, temas longos balançando com temas mais curtos, passagens mais orquestrais em perfeita harmonia com o Heavy Metal tradicional e o Metal Progressivo. Os elementos de Suspyre são todos excelentes músicos e compositores e nestas 12 faixas conseguiram criar um fantástico disco de Metal moderno de fusão com música erudita. Aconselho vivamente a fãs deste tipo de sonoridades. RDS
80%
Nightmare Records: www.nightmare-records.com

Last Winter – Under The Silver Of Machines (2007) – Lifeforce Records

Os Norteamericanos Last Winter são a tentativa da Lifeforce de tornar o seu catálogo mais ecléctico, introduzindo no mesmo sonoridades mais melódicas. Os Last Winter lançam então pela dita editora Alemã o seu segundo disco intitulado “Under The Silver Of Machines”. Doze temas fazem a ligação entre Emo, Rock alternativo e algum Punk Rock melódico, tudo sempre com uma orientação no sentido de canção Pop. Tenho de confessar que não sou grande fã deste tipo de sonoridades, mas aqui a música é até enérgica o suficiente para me agradar, tem boas melodias, e o espírito no geral não é assim tão depressivo como na maioria das bandas do género. Não é disco para eu ouvir todos os dias mas tenho de admitir que está bem feito. Está muito melhor que a maioria dos trabalhos do género que infestam o mercado discográfico hoje em dia. Um pouco mais de “peso” (leia-se Metal e/ou Hardcore) faria com que o meu interesse na banda aumentasse mas, esses são os meus gostos pessoais, e cada um tem os seus! Para fãs do género, uma boa aposta. Para quem não vai muito “à bola” com música de tendências Emo, afastem-se a todo gás! RDS
70%
Lifeforce Records: www.lifeforcerecords.com

Coffin Nails – Live And Rockin’ (2007) & “Psycho Killers” comp. (2007) – Anagram / Cherry Red

Dois novos lançamentos da Anagram (subsidiária da Cherry Red) para a sua Psychobilly Collectors Series. O primeiro é um disco ao vivo dos Coffin Nails, “Live And Rockin”, datado de 1990, com edição original da extinta Link Records. Esta reedição não traz nada de novo, temas extra isto é, sendo apenas isso mesmo, uma reedição, mas nem por isso menos bemvinda. Muito pelo contrário, todas estas reedições do material da extinta Link Records por parte da Anagram são mais que saudades pela comunidade Psychobilly de todo o mundo. Como já disse antes, este é um disco ao vivo, é composto por 13(!) temas de Psychobilly rápido, alto e selvagem. Som óptimo para um álbum ao vivo, grandes malhas, muita atitude. O livrete inclui um texto escrito por Simon Nott da Big Cheese Magazine e é complementado por fotografias da banda. Para coleccionadores e fãs da velha escola do Psychobilly / Neo-Rockabilly. RDS
80%
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O segundo CD é uma colectânea com 25 temas de várias bandas, a saber: The Sharks, Frantic Flintstones, Sugar Puff Demons, Batfinks, The Meteors, Neck-Valve, Coffin Nails, Demented Are Go, The Bad Detectives, Stagefrite, Luna Vegas, Hayride To Hell e Tailgators. A particularidade é que as letras são todas baseadas em assassinos em série, reais ou imaginários. O conceito é até interessante mas, para quem já tem os álbuns originais, este CD não traz nada de novo. Trata-se de apenas mais uma junção de vários temas de Neo-Rockabilly / Psychobilly, tendo como base o tal conceito geral. Além disso, as constantes variações de som não ajudam nada à globalidade da compilação. Uma boa oportunidade para as bandas menos conhecidas de verem o seu nome ao lado do de alguns veteranos. Chamaram-me a atenção os Neck-Valve, uma fusão interessante de Death / Grind e Psychobilly. Apenas para coleccionadores. RDS
60%
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Cherry Red: www.cherryred.co.uk

Manitou – No Signs Of Wisdom (2007) – Metal Heaven

Terceiro álbum para os Finlandeses Manitou em 10 anos de carreira. Heavy Metal do mais puro e tradicional mas com um som moderno. Os Manitou trazem os “lugares-comuns” do estilo das décadas de 80 e 90 directamente parta o século XXI e dão-lhe uma roupagem mais contemporânea. Os álbuns anteriores já eram muito bons mas este está uma verdadeira preciosidade de Heavy Metal! Grandes riffs de guitarra, secção rítmica bem explorada, não se limitando ao habitual apoio às guitarras, uma voz potente mas com muita melodia, boas ideias bem exploradas, refrões memoráveis, coros, está tudo perfeito nestes 9 temas. Este terceiro trabalho marca também uma mudança de editora, passando a banda da conterrânea Firebox para a germânica Metal Heaven. Espero que este disco sirva de plataforma de lançamento mundial para esta excelente banda de Metal melódico, pois esta tem-se mantido um pouco Underground até hoje. Para quem gosta do seu Metal mais tradicional e puro, mas que não gosta muito do som retro (a não ser os clássicos que se ouvem sempre, não é?) esta é uma boa aposta. RDS
90%
Metal Heaven: www.metalheaven.net

Barafunda Total – Um Passo Para Crescer (2007) – Edição De Autor

“Um Passo Para Crescer” é o álbum de estreia dos Portugueses Barafunda Total, disco com edição de autor, atitude DIY, de resto, habitual hoje em dia. Ao todo são 12 temas em pouco mais de 35 minutos de duração plenos de força, velocidade, atitude e letras de intervenção. Som potente, grandes riffs de guitarra (por vezes sacados ao Metal / Crossover), secção rítmica forte, velocidade, alguma melodia a balançar com a agressividade natural do estilo. O disco transpira Hardcore feito em Portugal por todos os poros, denotando claras influências de Mata Ratos, Trinta & Um, Censurados, Tara Perdida, Alcoore, X-Acto, etc, lembrando fortemente o Hardcore dos 90s em Portugal, talvez a fase mais prolífica do estilo em terras lusas. Indo além dos “lugares-comuns” do estilo (bem presentes nestas 12 faixas), os Barafunda Total não têm medo de experimentar incluindo aqui e ali algumas ideias, bem encaixadas por sinal, como voz feminina (Joana Anta, “O Céu É O Limite”, com letra inspirada num poema de Ricardo Reis, pseudónimo de Fernando Pessoa) ou trompete (R. Parro, “Verdade Distorcida”), além de incorporarem algumas influências de Punk e Metal a condimentar um pouco mais o seu som. Além das participações atrás referidas temos também a voz de Dr. Bifes de Dr.Bifes E Os Psicoprátas em “Cadeira Do Poder” e de Serralha dos Acromaníacos em “Palhaçada geral”. O disco foi gravado, produzido, masterizado, e muito bem como habitualmente diga-se já, pelo Sarrufo nos Estúdios Crossover. Observação positiva para a capa, assim como o resto da apresentação visual desta rodela prateada, que está fantástica. Recomendo vivamente! RDS
85%

Saturday

Consortium Project IV - Children Of Tomorrow (2007) - Metal Heaven

Inicialmente, o Consortium Project do vocalista Ian Parry (Elegy) era para ser uma trilogia mas, como podem ver, o referido músico deve ter gostado imenso do que fez nos 3 discos do projecto e quis continuar a saga. A nível lírico, CP IV continua onde o terceiro capítulo acabou, dando uma continuação lógica a esta obra conceptual. O primeiro disco "Criminals & Kings" (1999) era um excelente disco de Progressive Metal e havia chamado a minha atenção para o projecto. O segundo "Continuum In Extremis" (2001) seguia na mesma linha mas tinha mais inclinações Heavy / Power. Já o terceiro "Terra Incognita (The undiscovered world)" (2003) estava muito colado ao anterior em termos instrumentais, mas também tinha os seus pontos de interesse. Não era tão bom, mas era uma continuação (e final) válida para a trilogia. Agora temos um novo disco, mais variado em termos musicais, Progressive Metal, Hard Rock, Heavy, Power, Rock sinfónico, há um pouco de tudo nestes 11 temas. Para não variar, Ian Parry rodeou-se de excelentes músicos de diversas proveniências, de bandas como Elegy, Within Temptation, Winters Bane, CP III, etc. Não são tantos convidados como nos lançamentos anteriores mas são todos excelentes músicos. Para não variar, este novo trabalho tem selo de uma editora diferente de todos os anterioes. 4 discos em 4 editoras. Vai ser muito difícil, no futuro, adquirir toda a saga, a não ser que seja reeditada numa única editora; talvez numa caixa com todos os discos ou qualquer produto do género. Para quem gostou dos anteriores, aqui está a continuação. Para quem não conhece o projecto, este não é o disco indicado para se iniciar no Consortium Project. Ou até pode ser! Este é um grande disco de Heavy / Power / Progressive que vos poderá agradar. De qualquer maneira, o meu conselho é ir adquirindo / ouvindo por ordem de lançamento. RDS
80%
Metal Heaven: www.metalheaven.net
Ian Parry: www.ianparry.com

Dekapitator - The Storm Before The Calm (2007) - Relapse Records

Mais uma aposta da Relapse na área do Thrash Metal old-school, depois de terem apostado nos Rumpelstiltskin Grinder e de terem editado a preciosidade que foi o seu disco "Buried in the frontyard…". E estes Dekapitator seguem a mesma linha? Sim. E também conseguem, de uma maneira um pouco diferente dos Rumpelstiltskin Grinder, transmitir o espírito dos tempos de antanho. Encontram-se por aqui muitos pontos de interesse, riffs bem sacados às 6 cordas, as mudanças de ritmo inconstantes típicas do Thrash Metal da velha escola, a velocidade, o peso e, claro, o próprio espírito da coisa. Parece mesmo que estamos perdidos algures na década de 80. O único problema é mesmo a colagem aos Exodus, principalmente na voz. As influências passam pelos nomes óbvios, principalmente Norteamericanos da década de 80, como os já referidos Exodus, Nuclear Assault, Megadeth (primeiros álbuns), Hexx, Flotsam & Jetsam, Metallica ("Kill ‘Em All"), Slayer (antigo), DRI, etc. A produção do disco acompanha o espírito saudosista. Um bom álbum de Thrash / Speed Metal da velha escola feito no século XXI aconselhado, principalmente, a saudosistas mas também a apreciadores de Thrash no geral. Falta ainda referir que a banda inclui membros e ex-membros de bandas como Repulsion, Exhumed, Cretin e Citizen; este é o seu segundo disco de estúdio, e ainda que este trabalho foi editado também em vinil (ah, um exemplar desses nas minhas mãos! O velhinho vinil!). RDS
85%
Relapse Records: www.relapse.com
Dekapitator: www.myspace.com/dekapitator