Friday

Tesco Organisation / Hau Ruck!

Anenzephalia – Ephemeral Dawn (2007) – Tesco Organisation: Este disco foi originalmente editado em 1996, numa edição limitada a 750 exemplares, e já se encontra esgotado desde então. A Tesco reedita-o agora em 2007 em formato digipack com livrete a acompanhar. Este género de recuperações são sempre bem-vindas e esta o é com certeza! Trata-se aqui de 11 faixas, na sua maioria, gravadas ao vivo entre 1992 e 1995. Power Electronics e Industrial são as designações principais às quais se podem juntar ainda Dark Ambient e Experimental. Apenas aconselhado a fãs do género. 80% http://www.tesco-germany.com/

Apoptose – Schattenmädchen (2007) – Tesco Organisation: Terceiro disco para os Apoptose. Ao longo dos anos, alguns destes temas têm visto a luz do dia em compilações, outros nunca foram editados. Em 2006 os Apoptose juntam-se ao autor cyberpunk Japonês Kenji Siratori para dar uma nova roupagem a estas faixas e iniciar a gravação deste disco. Os temas foram remisturados, regravados e renomeados para este efeito. Neste trabalho, o projecto usa pela primeira vez “spoken word”. Usam-se tanto o japonês como o alemão e o inglês. As 7 faixas aqui incluídas remetem-nos para um mundo desolado e moribundo, sem luz do dia e oxigénio. As letras remetem-nos para o submundo de megacidades Japonesas, as profundezas das vias de informação electrónicas e ainda pesadelos de crianças. O disco vem com uma apresentação soberba, num digipack de 6 painéis com livrete. Dark Ambient, Martial e Experimental são as palavras de ordem em “Schattenmädchen” (“criança da sombra”), uma obra-prima. 90% http://www.apoptose.net/ / http://www.myspace.com/apoptose / http://www.tesco-germany.com/

Naevus – Silent Life (2007) – Hau Ruck! / Tesco Distribution: Edição da Austríaca Hau Ruck, este é já o 5º trabalho dos Naevus, mas o 1º como um quarteto. Lloyd (voz, guitarra acústica, teclas) e Joanne (baixo, acordeão, teclas) vêm-se agora acompanhados por Greg Ferrari (Womb, Bedsit Injury) na guitarra eléctrica e John Murphy (Knifeladder, Shining Vril, SPK, The Associates, etc.) na bateria e percussão. Em 4 das faixas deste disco contam ainda com a participação de Rose McDowall (Strawberry Switchblade, Sorrow, Coil, etc); noutras duas contam com a voz e/ou teclas de David E. Williams (cantautor norteamericano); e outras duas incluem ainda o violino de Matt Howden (Sieben, Sol Invictus, Raindogs, etc.). O CD vem num belo digipack (eu já disse que venero este formato?) com um livrete de 16 páginas com as letras, informações e fotografias. São 45 minutos divididos em 8 faixas de Neo-Folk / Neoclassical da mais alta qualidade. Um verdadeiro achado este. Não conhecia o projecto antes, por isso, ainda tenho 4 discos por ouvir. Se forem tão bons quanto este…! Mas ainda vou demorar um pouco pois ainda estou preso a esta pérola! 95% http://www.naevus.co.uk/ / www.myspace.com/naevus / http://www.hauruck.org/ / http://www.tesco-germany.com/

The Red Chord - Dread Prevailed (Metal Blade 2007)

As I Lay Dying - Nothing Left (Metal Blade 2007)

LUPUS LOUNGE

Helrunar – Baldr Ok Íss (2007): Eu talvez não seja a pessoa mais indicada para escrever umas linhas sobre discos de Black Metal. Não é o meu género de eleição e, tirando algumas bandas, não ouço muito material do género. No entanto, tenho aqui estes novos lançamentos da Lupus Lounge e tenho de dar um tempo a isto. Os Helrunar apresentam 10 temas de Black Metal Nórdico a meio-tempo com ambientes negros e frios numa tentativa, segundo o comunicado de imprensa, de estabelecer o contraste entre fogo e gelo. O disco foi gravado em apenas 5 dias e foram usados muitos “takes” directos para manter o espírito e a espontaneidade das gravações. Como disse, não é o meu estilo de eleição, mas este disco até me está a agradar. Não se trata do típico Black Metal Nórdico, incluindo certos trejeitos Folk e Pagan Metal que lhe dão outra cor. Nessa palete de cores incluo branco (gelo), vermelho (fogo), sépia (a toada Folk / Pagan / vintage) e, claro, cinzento e negro (próprios do Black Metal). Além da edição simples há a salientar a edição especial com DVD (agora deixaram-me curioso, o meu promocional não traz o DVD, arrrggghhh!). 80% http://www.helrunar.com/

Farsot – IIII (2007): Ok, estou tramado! Mais Black Metal Nórdico. E este é mesmo do que eu não gosto! Rápido, com blastbeats a torto e a direito, frio, intenso, com certas passagens mais lentas e ambientais, voz típica, “melodias” de guitarra típicas. Muito lugar-comum para o seu próprio bem. Talvez os amantes do género encontrem aqui pontos de interesse mas eu fico de fora! Gostei apenas dos interlúdios industriais e da capacidade de experimentar um pouco no tema final “Thematik: Trauer” (pouco mais de 20 minutos de duração). É o álbum de estreia, pode ser que o próximo tenha mais identidade e inovação. 50% http://www.farsot.de/

Drautran – Throne Of The Depths (2007):
Fecho esta sequência de críticas a discos da Lupus Lounge com Pagan Metal Germânico. Após 8 anos da edição da sua estreia auto-financiada “Unter dem Banner de Nordwinde” eis que surge o sucessor “Throne Of The Depths”. São 8 temas que não resultam tão bem quanto pode parecer à primeira. Não há propriamente uma fusão de estilos. Os temas iniciam e/ou fecham com passagens Folk / Pagan e o “grosso” da faixa é um Black Metal pouco inspirado, desinteressante e monótono. Ao fim de um par de faixas torna-se cansativo e até mesmo incomodativo. Volto a usar a frase que usei na crítica acima; talvez os amantes do género encontrem aqui pontos de interesse mas eu fico de fora! 40% http://www.drautran.com/

Lupus Lounge: http://www.lupuslounge.com/

LION MUSIC

Dogpound – III (2007): Como o título pode dar a entender, este é o 3º trabalho dos Suecos Dogpound. Hard Rock melódico com certas nuances de AOR. A produção ficou a cargo de Peter Tägtgren nos seus Abyss Studios e está irrepreensível. Som forte e cheio mas mantendo a faceta melódica da banda bem patente. Não é bem o meu estilo de banda, tende muito para os temas mais lentos, mas há por aqui uns temas bem “catchy”, apelativos e cantaroláveis. No entanto, mais temas “uptempo” não lhes faziam mal nenhum e ao vivo eram capazes de resultar bem lado a lado com estes “midtempo” / “slowtempo”. Ao todo são 14 temas que podem agradar a amantes do lado mais melódico do Hard Rock, Glam Rock e AOR. 65% http://www.dogpound.da.ru/ / www.myspace.com/dogpoundsweden / www.lionmusic.com/dogpound3.htm

Mind’s Eye – A Gentleman’s Hurricane (2007): Novo trabalho para os Suecos Mind’s Eye. Este trabalho conceptual é apresentado num formato triplo com CD, banda desenhada e DVD com “making of”. Infelizmente, o meu promocional só comporta o CD, daí eu não poder escrever umas linhas sobre os restantes formatos. A música continua na mesma linha, Metal Progressivo com influências tanto da velha escola como da nova escola. No entanto, este é o trabalho mais pesado do trio até à data. Heavy / Power bem pesado de contornos Progressivos, melódico, com uma toada épica a acompanhar o conteúdo lírico, mas com um forte sentido de canção. A componente lírica é uma espécie de policial / thriller acerca dos desabafos de um assassino contratado por uma ordem secreta, isto é, o tipo de novela tão em voga hoje em dia. Resta ainda referir a participação vocal de Mia Coldheart das hard-rockers Crucified Barbara. Os fãs da banda não vão ficar desiludidos, muito pelo contrário, assim como os fãs deste tipo de Neo-Prog / Prog-Metal. Para quem ainda não conhece a banda, aconselho vivamente esta obra-prima. 85% http://www.roundrec.com/ / www.myspace.com/eyeofthemind / www.lionmusic.com/agh.htm

Vendetta – Tyranny Of Minority (2007): Disco de estreia pelo recém-formado projecto do guitarrista / vocalista Britânico Edward Box. Hard ‘N’ Heavy de inspirações oitentistas. Os 12 temas aqui apresentados não maus de todo mas não trazem nada de novo. É material pouco inspirado, lugar-comum, sem malhas a destacar, solos / ritmos / melodias pouco inspirados. Parece-me ser um trabalho feito um bocado à pressa e não me agrada muito o resultado final. Talvez tenham tentado manter o espírito da coisa mais directo e simples mas, penso que fracassaram e lançaram um álbum muito abaixo da média, sem força para rivalizar com algumas pérolas (poucas!) que vão sendo lançadas hoje em dia no mesmo género. Além disso, detesto a produção do disco, ficou com um som muito plástico e sem vitalidade, em especial a bateria que ficou muito abafada e sem força. Próximo! 50% http://www.vendetta-theband.com/ / www.myspace.com/nosafehole / www.lionmusic.com/tyranny.htm

Lion Music: http://www.lionmusic.com/ / www.myspace.com/lionmusiclabel / www.youtube.com/LionMusicFinland

Monday

Simone Fiorletta - Entrevista

- Simone Fiorletta (short bio, discography, highlights, …):
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Endorsement: “D’Orazio Strings” “Jim Reed Guitars”
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At seven year-old I got near the music studying piano with the M°. Gianluca Spalvieri (an European level pianist). At twelve I bought my first electric guitar studying first as self-taught person then taking private lessons. Among the various studies, I frequented the triennial course given by Percento Musica in Rome where I "knew" the instrument with teachers such as Umberto Fiorentino, Franco Ventura, Massimiliano Rosati, Stefano Micarelli and others. At the same time, for two years, I studied flamenco guitar with Roberto Valle. In the last times, now and then, I take lessons with Micarelli and Rosati.

DISCOGRAPHY AND WORKS:
Between 1998 and 2001 I recorded four demo: two as guitar player ( Infinite Dreams and Souls ) and two with Moonlight Comedy (…And The Moonlight Dispelled A Mistery and Second Shadow ), thanks to which I received several proposals by different Italian and international labels. In September 2004 was released the first Moonlight Comedy album ( The Life Inside ) produced by Legend Music in Rome and distributed in 26 nations by Lion Music (www.lionmusic.com) , the Finnish label. In October 2004, the Milanese label Videoradio released in Italy my first album (The Beginning).After the success of both the albums ( The Life Inside appreciated by world criticism and The Beginning that got the first place among the more downloaded albums of Vitaminic ) I have had the honor to sign a Lion Music contract as guitar player; so in September 2005 I released Parallel Worlds , my second album, this time a worldwide distribution. This album has got for various weeks the Top10 in Germany, Norway and in the famous American Guitar9.
In February 2006 I start the recordings of the new Moonlight Comedy album, relesead by Lion Music in February 2007.
At the same time I was working for my new album with:
Andrea De Paoli ( Labyrinth ) – Keyboard;
Pasko ( Loredana Bertè , Cans – Hammer Fall ) – Bass;
Tony Liotta ( Santana, Sting, Tina Turner, Chick Corea and many more) – Drums.

My new album will be released in July 2007 by the same Lion Music.

Always in 2007 / 2008 I will be present on the new album of the big Tony Liotta's Human Steps , with international fame artists.

In 2000 I was the guest in a Neil Zaza's live in concert in Rome.
I work also as session in different studios in Italy, playing also different musical styles.
Since October 2004 I'm a founder partner of the Music Station, center of music lessons, I'm the electric guitar teacher, concert hall and two studios.

- “My Secret Diary” (writing process, recording process, guest musicians, label, …):

MSD was born because, as all my works, I want play my life, my emotions. I love talking about me writing instrumental songs, so I am always the only author of my works. Generally I write songs starting from a rhythmic guitar line to program drum and bass. When it's done the song skeleton I begin to think about the melodic line of the soloist. Sometimes I demand that my drum'n'bass ideas were respected while if I know the potentialities of my musicians I let they express themselves.
In this album I am surrounded by exceptional musicians. For the whole album I am supported by Andrea De Paoli (Labyrinth) on the keyboards, Pasko (Cans) on the bass and the legendary Tony Liotta (Santana, Sting and more) on the drums and percussions.
I have also had a good special guest in a song: William Marino (Mina, Sandy Marton and more) who play the solo in "Good Bye".
This album has also been released by the excellent Finnish Lion Music.

- Album frontcover / artwork (who, why, meaning, …):
The whole artwork is by Armando Pizzuti, good graphic artist as well as bass player of my Prog Metal Band Moonlight Comedy (http://www.moonlightcomedy.com/ - www.myspace.com/moonlightcomedy).
"My Secret Diary" cover represents a hand that holds among the fingers a little diary, to give the idea of something personal, not visible to the others, with a background that recalls some emotions transfered in the songs.

- Live tour to promote the new record:
Now I don't want to do a real tour because I'm making a tour with the Moonlight Comedy, but this doesn't want to say that I won't make promotional live for this album.

- Musical (and other) influences:
Talking about soloist guitar player I love a lot Joe Satriani, Neil Schon and Neil Zaza, anyway in my works I simply try to play all my emotions, my feelings.

- Final Message:
First of all I would anticipate you that I'm working with Milan Polak (Billy Sheehan, Paul Gilbert, Marty Friedman and more) on vocals and guitars, Andrea De Paoli (Labyrinth) on the keyboards, Domenico Citriniti and Armando Pizzuti (Moonlight Comedy) on the bass, Tony Liotta, Andrea Scala (Moonlight Comedy) and Marco Aiello on the drums. I thank you and all your readers to have spent part of your time with me. I invite you to visit http://www.simonefiorletta.it/ or www.myspace.com/simonefiorletta

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Entrevistador: RDS
Entrevistado: Simone Fiorletta
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Lion Music: http://www.lionmusic.com/

Aeon - Entrevista

- Aeon (short bio, discography, highlights, …):
The band was formed in 1999 by four members from the newly broken up band, Defaced Creation. Since then 1 MCD and 2 full length albums has been made. The MCD "Dark Order" was released 2001, it was originally recorded as a demo but Necropolis record wanted to release it anyway. In 2005 we released our first full length album "Bleeding the false" thru Unique Leader Records. This album did get very good response from both fans and critics. And now (September 2007) we are releasing our second full length album "Rise to dominate" thru Metal Blade records. One highlight worth mentioning was the European tour we did with Cannibal Corpse and Prostitute Disfigurement last year. That was awesome.

- “Rise To Dominate” (writing process, recording process, label, …):
It was mainly me and Zeb who did write all the music at home. (Except for one song that Max did). Recording the ideas as pre-productions with programed drums on a computer. And when the idea is taking form, we upload it to a file server so all the other band-members can listen to it and give feedback. And when the song-idea is developed into something that almost would be considered a whole song, Tommy takes the idea and writes lyrics and creates all the vocal patterns for it. And after that, it's trying it out in the rehearsal-room, often making some small changes to make it perfect.

We did record the whole album in about 3,5 weeks at the "Empire Studio". After that, we sent the whole project down to Unisound Studio and Dan Swanö for some mixing & mastering. He was done after about 10 day and the result was awesome. Dan was really easy to work with and he did understand exactly what we where looking for. I am sure we will be working with him again in the future.

It's no other label than Metal Blade Records who is releasing this album, and that feels so damn good. Metal Blade is the label that we have always wanted to be on, and now we are. They are doing a killer job so far and i can do nothing but praise them.

- Dan Swanö & Unisound Recordings. Why and how?:
We wanted to try something new this time around and Lord K from "The Project Hate" always praised Dan for the great job he has done with their last albums. And with all rights... the "Project Hate" albums sounds awesome. So we simply asked Dan if he wanted to mix & master our album and he sure did. We are more than happy with the result, i think it sounds amazing.

- Album frontcover / artwork (who, why, meaning, …):
Who... it's me who have done the cover + all artwork on this album as-well as the previous one "Bleeding the false". Why, its just dark, evil & demonic...The meaning with it...Well... Hell Awaits, come walk with us, my friend.

- Live tour to promote the new record:
We where supposed to go on Metal Blade Record's 25th Anniversary North American tour in September / October but was forced to cancel it. This is due to a decision made by Nils (drummer) to not go on the tour since it would conflict with upcoming Dark Funeral shows / tour + some personal family business that made him make this decision. This is all very bad since it's a really great tour with good bands and all. But i'll hope new great opportunities will come along later on.

- Musical (and other) influences:
Ohh man... it can be everything from some classic symphonic shit to 80's hard-rock and forward the most brutal death metal there is. It depends on what mood i am in. Other influences can everyday stuff that pisses me off, cool horror movies or whatever. And one other thing... myself with a fat guitar-sound... Thats fucking inspiring. Just to play guitar with a massive guitar-sound brings forth the most evil riff's.

- Final Message:
Keep supporting death metal, and if you downloads albums of the net... at least buy the fucking ones you really like. Cheers!
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Entrevistador: RDS
Entrevistado: Daniel Dlimi
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Desaster - Entrevista

- Desaster (short bio, discography, highlights, …):
Desaster’s history is going back to the year 1988 when two young Metal- possessed maniacs wanted to follow the path of bands like VENOM, HELLHAMMER or DESTRUCTION (whose song „Total Desaster“ gave the band its name) – to play some fucking Black Metal without compromises was their aim. After playing the still remembered first live gig in ’89 (which marked the official beginning of the band), DESASTER had to manage serious line- up problems in 1990 before Infernal, the only remaining member of the original line- up, found the right warriors to continue. Okkulto (v) and Odin (b) joined the pack back then in 1992. After the two demos “The Fog of Avalon” (1993) and “Lost in the Ages” (1994) Merciless Records released a split- 7” with UNGOD in 1995, the band´s vinyl-debut. In 1996 the first album “A Touch of medieval Darkness” was released and the band got great response from all over the world. On DESASTER’s following output, the “Stormbringer” mini- album in 1997, the new beast on the drums, Tormentor, can be heard for the first time. One song of the limited “Ride on for Revenge” picture- single of 1998 found it’s way on the “Thrashing Holocaust”- compilation CD released by American Necropolis Records in 1999. “Hellfire’s Dominion”, the second album, was released in 1998. A special killer on the album was the neck breaking Speed Metal hymn “Metalized Blood” which included guest vocals of Wannes of PENTACLE, Lemmy of the old German Speed Metal kings VIOLENT FORCE and Toto of LIVING DEATH, one of the band’s all-time faves! During the recording sessions of the 2nd album DESASTER also recorded their contribution to a SODOM tribute CD called “Homage to the Gods”. The band celebrated it’s 10th anniversary in late 1999 with the “Ten Years of total DESASTER” double- LP, again a vinyl-only release! Another split- EP, this time in the rare 10” format and with the Dutch metal-fighters of PENTACLE, was released on DESASTER´s new label Iron Pegasus in 2000. The 3rd full- length album “Tyrants of the Netherworld” was then released in 2000. In summer 2001 DESASTER contributed the song “Darkness and Evil” with Gezol himself on guest- vocals for a Brazilian SABBAT tribute- LP. After the band had played several festival- shows (e.g. Fuck The Commerce and Wacken Open Air) vocalist Okkulto decided to leave the band, but was soon replaced by the new shouter Sataniac who used to be the main man in the German Black/ Thrash band DIVINE GENOCIDE. The “Souls of Infernity”- 7” (2001) was the farewell- release of the old singer Okkulto. After the release of the 4th album “Divine Blasphemies” in 2002 the show in Sao Paulo/ Brazil in front of 900 maniacs was a special highlight of 2003. The Brazilian show was released as double LP/ CD and DVD on the Brazilian Label Mutilation Records. After the change to Metal Blade Records the 5th album “Angelwhore” was released, also available on vinyl on Iron Pegasus Rec.
After countless gigs in Germany and outside (England, Finland, Ireland, Sweden, The Netherlands, Switzerland...), a Mini- tour through Croatia, Serbia, Hungary, Austria and Slovenia and the South American Tour through Brazil, Peru and Colombia, the band released a 12” vinyl single called “Infernal Voices” with one new song, the re-recorded “Fields of triumph” and a coverversion of UNLEASHED´s “Before the creation of time”. In May 2007 DESASTER entered the Harrows Studio, Holland (Asphyx, Pentacle, Occult, Soulburn etc.) to record the 6th studio album “666 - Satan’s Soldiers Syndicate”. The new album shows again the band´s typical thrashing, blacking riff metal without mercy where there is no space for any innovation and modern elements! It’s what Desaster is all about: “A FIST IN YOUR FACE METAL ATTACK”! Beware and be prepared for sharp riffs, pounding drums, roaring bass and screaming hell...
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- “666 Satan’s Soldiers Syndicate” (writing process, recording process, label, …):
We recorded “SSS” in May 2007 in the Netherlands. After we finished the song writing process, which took more or less 9 month. The studio “Harrows”, where bands like Asphyx, Soulburn, Pentacle, Flesh made Sin etc. recorded their records, is a really “releaxed” one... so we really liked the feeling there... CD version will be released on METAL BLADE GERMANY and the LP version will be released by IRON PEGASUS RECORDS

- Guest musicians in the new record:
Guestvokills from Mister A.A. Nemtheanga and Sir Proscriptor McGovern on “Tyranizer” and guestsolo from Ashmedi (Melechesh) on “Angel Extermination”.

- Album frontcover / artwork (who, why, meaning, …):
The front and backcover artwork was done this time by Mr. Kris Verwimp. We like his work he did for bands like Absu. He is a really great painter! Meaning? Listen to the music, chekc out the coverartwork and make your own opinion!

- Live tour to promote the new record:
We’ll play a couple of single gigs this and next year. That’s all... no bigger tour or something like this... we all have regular jobs, so it isn’t easy to get so much holidays... but we also prefer playing some single gigs at weekends... to keep the feeling alive.. otherwise it can start working like a daily job! And that sucks!!!!!!!!

- Musical (and other) influences:
SLAYER, KREATOR, SODOM, VENOM, RAZOR, HELLHAMMER and all other bands we listen to!

- Final Message:
Thanxx for this interesting interview... headbangers outthere check out our website http://www.total-desaster.de/ or www.myspace.com/desasterofficial BANG OR BE BANGED!!!


Entrevistador: RDS
Entrevistado: Tormentor

Fleshcrawl - Entrevista

Fleshcrawl (short bio, discography, highlights, …): Fleshcrawl was founded in spring 1986 by Stefan Hanus and Bastian Herzog. After some bandname issues, the first 7" EP "Lost in a Grave" on Morbid Records was recorded in 1991. In 1993 Fleshcrawl’s second album "Impurity" was produced in Dan Swanö's Unisound Studio. FLESHCRAWL received great reviews from the international press for their brutal and uncompromising Death Metal sound, not to mention their highly powered live shows. They proved their power at the Easter Bash Tour ’95 where they were joined by Deicide, Cathedral and Brutal Truth. In December ’95 FLESHCRAWL recorded their third album "Bloodsoul” being followed by their fourth album "Bloodred Massacre" in 1997 – both recorded at Abyss Studios by Peter Tägtgren.

After the release of "Bloodred Massacre", FLESHCRAWL cut the ties with Black Mark and went on a four week European Tour with Vader and Kataklysm, also participating in festivals with Cannibal Corpse and Dark Funeral. Back from the tour, FLESHCRAWL signed a contract with Metal Blade Records. In January 2000 "As Blood Rains from the Sky - We Walk The Path Of Endless Fire" - produced at Fredman Studios in Gothenburg - was released. In September 2001 the band entered Studio Underground in Västeras, Sweden, to produce album No. 6 - “Soulskinner”. A premiere took place in November 2002: FLESHCRAWL played their first tour of Japan supporting Hypocrisy from Sweden.

In November 2003, FLESHCRAWL again headed up to Studio Underground in Sweden to record album No. 7, entitled “MADE OF FLESH”, which musically kicks off where “Soulskinner” ended.

“Structures Of Death” (writing process, recording process, label, …): The songwriting for Structures of Death began in early 2006. After some private problems during 2006 the songwriting process was hold on ice for a while. After leaving all problems successfully behind, we continued where we stopped. Writing killer riffs vor some ass kicking old school death metal! This time Mike and Olli took over the most part of songwriting due to the leaving of Tobias Schick in 2005.

For the first time in the bands history we didn´t record in Sweden, but in the Studio Toninfusion in our home city Ulm/Germany with Martin Schmitt behind the desk. The clear and heavy rough mixes proved our decision to be right! Pelle Saether at Studio Underground in Västeras, Sweden mixed and mastered the album once again and delivered the perfect job!

Album frontcover / artwork (who, why, meaning, …): The whole artwork and booklet design was done by Uwe Jarling again. He is a real professional in graphics design and drawing. Mike came up with some ideas and shortafter the first drafts of the artwork were done! Again Uwe proved that he is the perfect man for the job and delivered an intense artwork. There is no special meaning behind the artwork, it´s just evil, dark and death metal!

The Four Horsemen “Rockin’ Is My Business”. Why?: Back in 2002 we had a show at the Wacken Open Air and we were placed in the same hotel as a band called “Alabama Thunderpussy”. We had 3 great days of party and drinking together with those guys. Tobias came up with their cd and had the idea to cover the Song “Rockin is ma' business”. We tried it at our rehearsals and created a death-grooving rotn´roll cover of this song. After finishing the records we found out that this song wasn´t originally written by Alabama Thunderpussy. But anyway it´s a cool cover and a tribute to those party days and the guys at Alabama Thunderpussy. You rock!

Live tour to promote the new record: Well, nothing is planned yet but chances are good to go on tour maybe in early/mid 2008 to support “Structures of Death”! We hope to see you there!

Musical (and other) influences: Of course a lot of scandinavian/swedish death metal bands like Dismember and Entombed influenced our style from the early days on. During the years we developed our own way of swedish death metal which you can easily hear if you compare the early albums to those of the last years. I for myself am influenced mostly by more melodic stuff like older In Flames or At the Gates. That´s maybe an explanation why Structures of Death includes a little more melodies than the former albums.

Final Message: Thanks a lot for the interview and we hope to see you on tour or a show somewhere to drink some booze and have a great time! Check out Structures of Death and leave a message at our Page at http://www.fleshcrawl.net/!
Entrevistador: RDS
Entrevistado: Oliver Grbavac - Guitars

Judder And The Jack Rabbits – All In (2007) - Cherry Bomb Recordings

Esta é a primeira aposta da recém formada Cherry Bomb, subsidiária da Cherry Red. Os Judder And The Jack Rabbits são Britânicos e esta é a sua estreia. O som da banda é uma fusão de Psychobilly com a agressividade do Punk / Hardcore. A produção é abaixo da média, a voz é extremamente irritante, é monótono, desinteressante e enfadonho. Aliás, mais do que enfadonho, torna-se mesmo irritante! A tudo isso adicionem uma capa, livrete e logótipo da banda merdosos quanto baste! A meia hora mais mal passada que podem ter! Fora! 25% www.myspace.com/judderandthejackrabbits / http://www.cherryred.co.uk/
RDS

The Outcasts – The Punk Singles Collection (1995) - Anagram / Cherry Red

Mais uma colectânea da responsabilidade da Anagram, uma subsidiária da Cherry Red. Esta faz parte da sua Punk Collectors Series. É datada de 1995 mas só agora é que me chegou às mãos. Os Outcasts formaram-se em 1977 em Belfast (Irlanda do Norte) e findaram as suas actividades em 1986. Para a história do Punk mundial deixaram uma série de singles, EPs e discos. Este CD reúne os seus singles, num total de 25 faixas e 77 minutos de pura rebeldia. O livrete inclui uma pequena biografia da banda e discografia completa. Poderá não ser uma banda essencial mas faz parte da história do Punk Irlandês e este CD é uma perfeita introdução a estes foragidos. 85% http://www.cherryred.co.uk/
RDS

Wednesday

MISCELÂNEA

Alcest – Souvenirs D’Un Autre Monde (2007) – Prophecy: À primeira audição não gostei nada destes “souvenirs” dos Alcest. Por isso mesmo tenho adiado a escrita desta crítica. Entretanto tenho lido diversas críticas a este trabalho e todas elas são favoráveis e as pontuações são altíssimas! Pensei: “bom, tenho de dar uma oportunidade a isto, afinal de contas tenho de escrever alguma coisa!”. Pois a minha opinião não mudou nada! Continuo a não achar graça nenhuma a isto e não percebo o porquê de toda a gente a atribuir pontuações elevadas. A nota de imprensa refere uma “aplicação de Slowdive e Yann Tiersen aos Burzum”. Hum…!? Sinceramente, não vejo a razão de tanto alarido. 30% http://alcest.prophecyprodutions.de/ / http://www.alcest-music.com/ / http://www.prophecy.cd/

Corde Oblique – Respiri (2005) – Ark Records: O disco é datado de 2005 mas só agora me chegou às mãos. E ainda por cima nem me enviaram uma biografia ou nota de imprensa. Mas, como gostei tanto disto, vou arriscar uma pequena crítica. Este projecto Italiano pratica uma sonoridade baseada em música tradicional, ou “world music” como lhe queiram chamar, com toques de medieval, neoclássico, dark folk e gótico. Instrumentos acústicos, violino, piano, passagens ambientais, ritmos tribais, spoken word, vozes operáticas, vozes sussuradas, sons de mar, há de tudo um pouco. Para quem gosta deste tipo de sonoridades mais calmas. 85% http://www.arkrecords.net/

Lily’s Puff – Heaven Frowns (2007) – Ark Records: Projecto Italiano que mistura electrónica ambiental e experimental com Pop e material acústico. Este tipo de material tem de ser bem feito e os músicos têm de ter algumas ideias originais senão, não resulta. É o que acontece com estes Lily’s Puff. Até há por aqui algumas ideias interessantes mas, ou não foram bem utilizadas, ou então perderam o seu efeito e impacto ao lado de tantas faixas desinteressantes. Safam-se 2 ou 3 temas. 25% http://www.lilyspuff.net/ / http://www.arkrecords.net/


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MISCELÂNEA

Battlelore – Evernight (2007) – Napalm Records: Novo trabalho para os incansáveis seguidores de Tolkien. O novo trabalho “Evernight” segue a mesma linha musical dos anteriores, um Metal de proporções épicas e orquestrais, com certas influências góticas, pesado mas melódico, com vozes guturais masculinas intercaladas por vozes melódicas femininas. As letras seguem a mesma orientação e influência, o mundo criado pelo mestre da fantasia literária, Tolkien. Não é o melhor disco da banda, isso é certo, mas é um bom disco de Epic Metal. 75% http://www.napalmrecords.com/

Intense – As Our Army Grows (2007) – Napalm Records: Quando li no promocional a designação Power Metal fiquei logo desconfiado, pensei que o que me iria sair aqui era mais do mesmo, com certeza. Estava enganado. Isto é Heavy / Power do melhor, bem old-school, pesado quanto baste, boas ideias, bons riffs, solos fantásticos, melodias e ambiências épicas cativantes, secção rítmica competente. Influência directa do Heavy / Power Norteamericano da década de 80 e de bandas como Helstar, Metal Church, Iron Maiden, Iced Earth, Cloven Hoof, Manilla Road, Omen, entre outros. Para os fanáticos do US Power Metal dos 80s. 80% http://www.napalmrecords.com/

Anaal Nathrakh – Eschaton (2006) – Season Of Mist: Os fãs da facção mais extrema do Metal não necessitam de introduções aos Anaal Nathrakh. Para quem não conhece, passo a apresentar. Este novo disco (o terceiro) traz 9 novos temas de Black / Death / Grind do mais extremo possível cuspidos em pouco mais de 35 minutos de pura devastação demoníaca. Aqui e ali há introduções de alguma melodia musical e vocal, a qual apenas ajuda a aumentar a intensidade da música do AN. Participações especiais de Shane Embury (Napalm Death) e Attila Csihar (Mayhem). Ficam já avisados: isto é apenas aconselhável aos fanáticos do extremo da música! 85% http://www.season-of-mist.com/

Red Harvest – A Greater Darkness (2007) – Season Of Mist: Este é já o décimo(!) lançamento da nada Norueguesa. Apocalyptic Industrial Paranoia Metal é uma das descrições sugeridas pela própria banda. Metal Industrial para simplificar, diria eu. 10 novos temas em pouco mais de 51 minutos de Metal Industrial bem pesado, intenso, obscuro, apocalíptico, experimental. Se acham que conseguem aguentar…! 90% http://www.season-of-mist.com/

Jesus On Extasy – Holy Beauty (2007) – Drakkar / Focusion: Os Jesus On Extasy apresentam um Rock Industrial de contornos góticos e electrónicos, influência directa de nomes como Marilyn Manson, Assemblage 23, KMFDM, Tiamat, Evereve, entre outros. E de onde são os JOE? Alemanha, pois claro! Isto é tudo tão “cliché”, está tudo tão certinho e tão limpinho, as partes electrónicas / dançáveis são “catchy”, as influências góticas estão na dose certa, as letras são do mais simples possível (chegam a ser infantis até). E não digo isto tudo no sentido positivo, muito pelo contrário! Parece que foi tudo orquestrado para dar certo, está tudo tão bem estudado para vender. Isto chega a ser tão “kitsch” (ou “apimbalhado”, se quiserem) que até pode dar certo! Nem sei se estou a odiar ou se isto se está a entranhar aos poucos. Resta ouvirem e tirarem as vossas próprias conclusões. Resta ainda referir que o disco fecha com uma remistura de “Assassinate Me” (um dos temas mais “kitsch” que já ouvi neste género!) pelos KMFDM. 75% http://www.focusion.de/


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The Danse Society International – Looking Through (2007) - Anagram / Cherry Red

Esta é uma re-edição do terceiro e último disco dos Goth Rockers Britânicos The Danse Society International (denominação neste disco pois anteriormente tinham a simples designação Danse Society). O disco foi originalmente lançado em 1986 e vê agora uma re-edição na Goth Collectors Series da Anagram / Cherry Red. Apenas o álbum original, nada de temas extras, o que é pena mas, de qualquer modo, só o facto de termos novamente acesso a esta pérola do Rock Gótico Britânico dos 80s já é muito bom. Destaque para o livrete que contém um interessante e esclarecedor texto sobre a banda escrito por Alex Ogg, além de discografia completa e detalhada. Essencial! 90% http://www.cherryred.co.uk/
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STONER ROCK / ROCK ‘N’ ROLL / PSYCHEDELIC

Tia Carrera – Heaven / Hell EP (Arclight Records, 2007): Tia Carrera era uma actriz de filmes de série B. Tia Carrera é uma banda Norteamericana de Heavy Rock / Stoner instrumental com carácter de improviso. Estes 3 temas foram gravados em sistema analógico para manter o espírito dos 70s. São cerca de 33 minutos de música recomendados apenas a fãs de Stoner / Doom / Psych instrumental. 75% http://www.1970tiacarrera.com/ / www.myspace.com/tiacarrera / http://www.arclightrecords.com/

Amplified Heat – Amplified Heat EP (Arclight Records, 2007): O disco foi originalmente lançado em 2003 pela própria banda, numa edição de 200 exemplares, e vê em 2007 re-edição por parte da Arclight. O disco contém os 5 temas originais e 2 temas da mesma sessão de gravação. São cerca de 32 minutos de Rock ‘N’ Roll / Blues Rock / Punk / Hard Rock bem cru, simples e directo. Imaginem uma fusão de George Thorogood, Motorhead, Dead Kennedys, Hawkwind, Jon Spencer Blues Explosion, R.L Burnside e Screaming Jay Hawkins e terão uma pequena ideia. 80% http://www.amplifiedheat.com/ / www.myspace.com/amplifiedheat / http://www.arclightrecords.com/

Causa Sui – Free Ride (Elektrohasch Records, 2007): Psychedelic Stoner Rock de proveniência Dinamarquesa. Neste segundo disco são apresentados 7 temas em pouco mais de 52 minutos plenos de psicadelismo e muito rock ‘n’ roll. Segundo a nota de imprensa, os Causa Sui fazem a fusão da furiosa loucura de Jimi Hendrix com o Hard Rock dos Blue Cheer, o espírito selvagem de Iggy Pop e o Krautrock dos Alemães Can. Adicionem ainda Monster Magnet, MC5 e 13th Floor Elevators à mistura. Não anda muito longe disto, não! Para os apreciadores de Rock Piscadélico. 75% http://www.causasui.com/ / http://www.elektrohasch.de/

Sgt. Sunshine – Black Hole (Elektrohasch Records, 2007): Mais Rock Psicadélico, este já mais influenciado pelos 60s e com toques progressivos e algumas influências latinas. Este trio multinacional (Cuba, Chile, Suécia) não me agradou particularmente mas também não é mau de todo. Há aqui algumas ideias boas em “Black Hole”, algum experimentalismo e um certo sentimento de jam session. Apenas para os fanáticos do psicadelismo. 70% http://www.elektrohasch.de/

Josiah – No Time (Elektrohasch Records, 2007): Fecho com chave de ouro esta sequência de discos com estes Britânicos Josiah. Heavy / Stoner Rock do mais alto calibre é o que se pode encontrar nestes 9 temas. Temas ora rápidos bem roqueiros, ora lentos e bem doomy. O peso doomy dos Black Sabbath encontra-se a meio caminho com a rapidez e crueza dos Motörhead, os Led Zeppelin contribuem com alguns riffs e os Blue Cheer e os Pentagram emprestam à equação um toque Bluesy / Sludge. Gosto de todo o disco mas em particular de “Time To Kill”, grande malha da Rock ‘N’ Roll a todo o gás! 85% http://www.josiahrock.co.uk/ / http://www.elektrohasch.de/
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PROGROCK RECORDS

Amarok – Sol De Medianoche (2007): Sétimo disco de originais para os Espanhóis Amarok. Fusão de Rock Progressivo com música mediterrânica, música celta e algum Jazz. Aos habituais instrumentos do Rock aliam-se ainda acordeão, flautas, didgeridoo, saxofone, violino, trompete, entre outros, além de cântico tibetano. Os temas são vocalizados em espanhol, catalão e inglês (pela primeira vez na história da banda). A toda esta panóplia de influências e inspirações aliam-se ainda as fantásticas letras sobre a cabala, eremitas, criaturas do mito de Cthulhu, o livro das 1001 noites, etc. Após 10 temas originais temos ainda direito a uma versão étnica de “Abaddon’s Bloero” de Emerson, Lake & Palmer. Recomendo aos amantes do Progressivo de orientação étnica, Progressivo em geral, world music em geral e qualquer pessoa com mente suficientemente aberta para poder desfrutar desta peça de arte na sua plenitude. 90% http://www.amarokweb.com/ / www.myspace.com/amarokspain / http://www.progrockrecords.com/

Dial – Synchronized (2007): O projecto Sueco / Holandês inclui no seu núcleo duro Kristoffer Gildenlöw (Pain Of Salvation, Lana Lane, Dark Suns), Liselotte “Lilo” Hegt e Rommert van der Meer (ambos de Cirrha Niva), além das participações de Devon Graves, Dirk Bruinenberg e Eugenia Lackey. “Synchronized” é o disco de estreia e inclui 11 temas de Rock Alternativo com toques Progressivos, Góticos, Industriais e New Wave. À primeira audição não me chamou muito a atenção mas, agora com uma audição mais cuidada para escrever esta crítica, começo a descobrir pormenores, sons, melodias e outros pontos de interesse na música dos Dial. Não é uma audição fácil, aviso desde já! Mas assim que se entra no espírito, o nosso trabalho e processo de compreensão torna-se recompensador. É caso para dizer “primeiro estranha-se, depois entranha-se”. Para fãs de bandas tão díspares como Pink Floyd, Björk, Pain Of Salvation, Cirrha Niva, The Gathering (fase mais recente), Paatos, Anathema (fase mais recente), Antimatter, etc. 85% www.myspace.com/thebanddial / http://www.progrockrecords.com/

Invisigoth – Alcoholocaust (2007): Disco de estreia para o duo Cage e Viggo Domino, o qual compôs, produziu, misturou e masterizou este “Alcoholocaust”. Apenas se inclui a percussão de gizzi em duas faixas. Fusão de Metal progressivo e Art Rock, muito experimental mas direccionado para a criação de ambientes e melodias, criando uma espécie de banda sonora épica. A sonoridade deste projecto Invisigoth é original e fresca mas, para vos dar uma linha de orientação, pode-se referir Pain Of Salvation, assim como o trabalho de músicos como Devin Townsend ou Henning Pauly (Chain, Frameshift). Recomendo a fãs de sonoridades mais épicas, seja ProgRock, Metal, Rock ou Score Soundtrack. Atenção à faixa final, uma peculiar versão de “No Quarter” dos Led Zeppelin. 90% www.myspace.com/invisigothmusic / http://www.progrockrecords.com/

Persephone’s Dream – Pyre Of Dreams (2007): Os Persephone’s Dream são Norteamericanos e praticam um Rock Progressivo com certos toques de Heavy Metal e Gótico. Já me tinham chamado a atenção com os discos anteriores “MoonSpell” (1999) e “Opposition” (2001) mas na altura achava que ainda faltava limar algumas arestas. Pois, parece que foi o que fizeram neste novo trabalho, representando este disco um passo em frente para a banda. O intervalo de 6 anos entre discos também deve ter ajudado a amadurecer estas composições. Outra diferença é que hoje em dia a banda não conta com uma vocalista feminina, mas duas! As letras são baseadas em fantasia, mitologia e ficção-científica, sendo um bom exemplo disso a letra de “Temple In Time”, uma faixa conceptual dividida em 5 partes e que se baseia na Ilha de Avalon e no Rei Artur. Além das duas vozes femininas temos ainda a oportunidade de ouvir a participação de DC Cooper em duas faixas (além de fazer coros noutros temas e co-produzir o disco com o guitarrista / teclista Rowen Poole). 80% http://www.persephonesdream.com/ / http://www.progrockrecords.com/

Puppet Show – The Tale Of Woe (2006): Após 9 anos da edição da sua estreia “Traumatized”, os Norteamericanos Puppet Show voltam à carga com o seu novo de originais “The Tale Of Woe”. O disco foi produzido pela própria banda, foi misturado por Terry brown (Rush, IQ, FM; Fates Warning) e foi masterizado por Peter J. Moore (Cowboy Junkies, Crash Test Dummies). O estilo da banda não foge muito daquilo que foi feito na década de 70 pelos nomes clássicos do género, Yes, Génesis, Van Der Graaf Generator, Rush, Emerson Lake & Palmer, etc, mas com uma aproximação ao Neo-Prog. Não haja dúvida de que são excelentes músicos mas, estes 6 temas aqui apresentados não fogem muito a aquilo que já se conhece do género. Não se aventuram muito, não experimentam coisas novas ou diferentes, não fazem fusões, é apenas mais do mesmo. Essa não é a ideologia inicial e básica do Progressivo. Prefiro então ouvir os clássicos. Mesmo assim, se gostam do vosso Progressivo old-school, sem muitas “invenções” ou fusões, este disco deve ser perfeito para vocês. 65% http://www.puppetshow.com/ / http://www.progrockrecords.com/

Shadow Circus – Welcome To The Freakroom (2007): Disco de estreia para os Norteamericanos Shadow Circus. Rock Progressivo teatral com influências dos Genesis dos inícios, com toques de Pop Britânica linha The Beatles. Há aqui e ali um certo gosto Country que a mim não me agrada nada. A voz então, soa a cantor Country meio desafinado. 6 temas em 45 minutos de duração. Não é nada de novo ou original, nada de surpreendente nem em termos de execução musical nem em termos de composição. Apenas para completistas que gostam de ter tudo o que é rotulado de Progressivo. Muito abaixo da média. Próximo! 40% http://www.shadowcircusmusic.com/ / http://www.progrockrecords.com/

Starcastle – Song Of Times (2007): Mais uma banda com som da velha escola mas com uma diferença, estes são mesmo da velha escola! Para quem não sabe, os Starcastle editaram 4 discos entre 1976 e 1978, os quais venderam entre todos mais de 1 milhão de exemplares. Depois de muitos anos voltam a juntar-se e começam a compor novos temas. Em 2004 o baixista / teclista Gary Strater deixa o mundo dos vivos mas a banda continua a trabalhar nos temas e acaba a gravação deste disco “Song Of Times”. Rock Progressivo típico da década de 70 mas com um som mais moderno. Não é o melhor disco de Prog Rock de sempre, mas é um bom disco e tem o espírito da já referida década. Afinal de contas eles estiveram “lá” e fizeram parte de tudo! Para os fãs da velha escola e dos Starcastle. Nota de destaque para o tema “Master Machine”, grande malha de Rock Sinfónico. 75% http://www.starcastlemusic.com/ / http://www.progrockrecords.com/

The Third Ending – The Third Ending (2007): Disco de estreia para esta banda da Tasmania. Influências assumidas de nomes como Porcupine Tree, Pink Floyd, Spock’s Beard e Dream Theater. Há aqui algumas boas ideias mas apenas isso não chega, ainda têm muito trabalho pela frente. Na globalidade o disco é desinteressante e monótono e o facto de ter uns longos 54 minutos de duração não ajuda nada. Uma autêntica perda de tempo! 35% http://www.thethirdending.com/ / http://www.progrockrecords.com/


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METAL BLADE RECORDS – SETEMBRO 2007

As I Lay Dying – An Ocean Between Us (2007): Os AILD não me tinham chamado a atenção com os seus discos anteriores, não eram nada de especial a meu ver, o que faziam, faziam-no bem mas, eram iguais a tantas outras bandas, nada de mais. Ao ouvir pela primeira vez este disco levei uma estalada porque não estava prevenido contra o que iria ouvir. O novo trabalho dos AILD encontra-se a um nível muito superior em relação aos seus anteriores discos. Mais pesado, mais rápido, mais agressivo (mas com muita melodia à mistura) e com um trabalho de composição mais cuidado. O som devastador deste disco deve-se em parte também ao excelente trabalho de produção de Adam D (Killswitch Engage) e à mistura do mestre Colin Richardson (Carcass, Machine Head, etc). Ao peso do Thrash de orientação moderna aliam-se algumas influências do Hardcore mais pesado, alguns trejeitos Death (com alguns blastbeats e dar o seu ar de graça) e muita melodia de guitarra inspirada no Heavy Metal mais tradicional. Chamem-lhe Metalcore. Chamem-lhe Thrash. Chame-lhe Deathcore. Chamem-lhe o que quiserem mas, lá que é uma puta de um álbum de música extrema, lá isso é! Sério candidato a um dos discos do ano! Recomendo vivamente! 95% http://www.asilaydying.com/ / www.myspace.com/asilaydying / http://www.metalblade.de/

Aeon – Rise To Dominate (2007): São Suecos e este é o seu segundo disco, primeiro para a Metal Blade. Death Metal rápido, brutal, técnico, com algum groove à mistura e uma certa melodia. Os 12 temas disponíveis em “Rise To Dominate” são de uma qualidade elevada mas os Aeon a mim parecem-me iguais a tantas outras bandas de Death técnico. Além disso, 45 minutos é muito tempo para um álbum destes. Acaba por se tornar um pouco monótono após algumas faixas. De qualquer modo, não nego a qualidade da parte instrumental, é um disco acima da média (o que hoje em dia já é dizer muito) e os fãs do estilo devem experimentar. 70% http://www.aeon666.com/ / http://www.myspace.com/aeon666 / http://www.metalblade.de/

Desaster – 666 Satan’s Soldiers Syndicate (2007): Mais um trabalho para adicionar à extensa discografia destes Desaster, nas lides desde 1989. Entre lançamentos de diversos formatos e da responsabilidade de diversas editoras, eis que surge o sexto disco de originais. Eu apenas havia tomado contacto com a música da banda em 2005, aquando da edição de “Angelwhore”, primeiro através da Metal Blade. Na altura não me tinha chamado muito a atenção, era material muito apoiado no old-school, nas raízes do Metal e no Underground, o que me agradava particularmente, mas em termos musicais, soava-me algo “cliché” e “normal”. Mas este novo “Satan’s Soldiers Syndicate” já me está a agradar e muito! Black / Thrash old-school, rápido, crú, obscuro, inspirado por nomes como Venom, Hellhammer e Destruction. De salientar participações especiais de Proscriptor (Absu), A.A. Nemtheanga (Primordial) e Ashmedi (Melechesh). Para os puritanos do género, está é uma boa aposta! 80% http://www.total-desaster.de/ / www.myspace.com/desaster / http://www.metalblade.de/

Fleshcrawl – Structures Of Death (2007): Novo disco para os Suecos Fleshcrawl. Ao ver este CD no mais recente pacote promocional da Metal Blade fiquei logo com água na boca. Já tinha gostado muito do anterior “Made Of Flesh” de 2004, daí a expectativa em relação a este novo. E não fiquei desiludido! O estilo continua o mesmo, Death Metal técnico, ora rápido ora mais groovy, com muita melodia típica do Death Sueco. Inspirações de Hypocrisy, Edge Of Sanity, Entombed, Dismember entre outras bandas da cena Sueca da década de 90 são mais que notórias. Na edição limitada em digipack pode-se encontrar como bónus uma versão de “Rockin’ Is My Business” dos The Four Horsemen, tema que infelizmente não faz parte deste promocional que tenho em mãos. Bem, não se pode ter tudo! Já tenho o disco com o alinhamento principal e isso já é muito bom! 90% http://www.metalblade.de/

METAL BLADE RECORDS: http://www.metalblade.de/

MANITOU MUSIC

Nesta crítica tenho 7 edições da Francesa Manitou Music para vos apresentar. Por ordem alfabética, os primeiros são os Akroma e o seu disco “Sept” (MM 2006). “7” é um disco baseado nos 7 pecados mortais, com 7 faixas, cada uma com 7 minutos de duração, onde são usados 7 diferentes tons, tendo também 7 guitarristas convidados de bandas francesas (além de instrumentistas orquestrais como p.ex. um flautista). Esta é uma all-star band da cena Francesa com membros e ex-membros de bandas como Scarve, Dying Tears, Mortuary, Elvaron, In Terria e Akin. Black metal orquestral de contornos progressivos. A música dos Akroma descreve-se na nota de imprensa como uma fusão entre Cradle Of Filth e Dream Teather. Não iria tão longe mas, a descrição pode dar-vos umas pistas. Aliem a essa descrição uma dualidade voz masculina tipicamente Black Metal (que se torna algo monótona ao fim de um tempo) e feminina angelical. As letras são em francês, o que lhe confere uma aura extra de misticismo. Recomendo. 80% http://www.akroma-metal.net/

Seguem-se os Amphitryon e “Sumphokeras” (MM 2006). A nota de imprensa apresenta a música dos Amphitryon como Symphonic Avantgarde Doom Death. Imaginem os My Dying Bride, Septic Flesh e Therion a compor e tocar no espírito dos compositores clássicos. Resumindo, como base temos uma sonoridade Death / Doom, aliada a uma maneira de compor própria dos compositores clássicos e ritmos tribais, com o aliar de vozes líricas masculina e feminina às típicas vozes guturais Death Metal. À partida o conceito pode parecer difícil de concretizar mas a banda até consegue obter algum resultado satisfatório. Mesmo assim, precisam de mais um pouco de trabalho. 65% http://www.amphitryon-music.com/

Seguimos com os Black Rain. No homónimo “Black Rain” (MM 2006) alia-se o Hard ‘N’ Heavy dos 80s (Wasp, Twisted Sister, Motley Crue, …) com o Heavy / Power europeu (Stratovarius, Hammerfall, …) em 9 temas acima da média. Alia-se, pois, a crueza do som Americano com a melodia do Europeu. Simples, directo ao assunto, sem pretensões de ser a nova coqueluche do Heavy Metal mundial. Títulos como “Gods Of Metal”, “No Life Till Metal” ou “Battlegrounds”, p.ex., reflectem a parte instrumental na perfeição. Heavy Metal! 80% http://blackrain.atspace.com/

DSK “Oppressed / Deformed” (MM 2006). Death Metal meets Hardcore meets Grindcore meets Rock’N’Roll. Pode ser esta a descrição para a música destes Franceses DSK. Uma mistura de todos estes géneros que resulta num disco pleno de brutalidade, velocidade e groove. Imaginem uma fusão das partes mais groovy dos Entombed, Gorefest, Dismember, Bolth Thrower e Convulse(rip). Nada de novo ou original mas bem feito. Gostei. Como bónus temos ainda dois vídeos ao vivo. 75% http://www.ultradsk.com/

Depois de um disco em edição de autor e outros dois pela Adipocere, os Ellipsis lançam este novo “Imperial Tzadik” (MM 2006) pela Manitou. O disco foi produzido e misturado por Terje Refsnes (Morgul, Theatre Of Tragedy, Tristania, etc) e tem como convidado especial o vocalista Tore Otsby (Ark, Conception). A música da banda é uma espécie de Progressive / Avantgarde Metal bem esquizofrénico com toques orquestrais e influências Doom. Gostei muito do que ouvi. Para fãs de nomes como Arcturus, Winds, Solefald, And Oceans, Devin Townsend, etc. 90% http://www.ellipsis-music.com/

“Spleen Metal”. Não sei onde é que as pessoas vão buscar estas designações, mas é assim que a música dos Kemet é descrita na nota de imprensa que acompanha “The Rules Of Equilibrium” (MM 2006). Para vos facilitar a compreensão da música dos Kemet, eu diria que tocam Dark / Alternative / Progressive Metal. Pain Of Salvation, Arcturus, Evergrey, Three, etc, podem ser bandas de referência. Inovadores, emotivos, melancólicos, melódicos mas obscuros quanto baste, passagens progressivas e ambientais, samplers complementares. Gostei do terceiro disco destes Franceses. Vale a pena experimentar. 90% http://kemetmusic.free.fr/

Última banda e último disco. M.Z. “Nostalgic Heroes” (MM 2007). O 5º disco para os M.Z. Primeiro com um vocalista. Os M.Z. praticam um Metal Neoclássico na linha de Yngwie Malmsteen, Royal Hunt, Narnia, Symphony X, At Vance, etc. Não difere muito das bandas atrás descritas, fusão de Heavy / Power com composições de origem clássica / neoclássica. O que está aqui está muito bom mas, é mais do mesmo. Apenas para fãs do estilo. 75% http://www.mz-music.com/

Manitou Music / Thundering Records: http://www.thundering-records.com/

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