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Satoko Fujii & Natsuki Tamura
Depois de aqui ter revisto 6 discos de Jazz Avantgarde vindos do Japão, da Libra Records, eis que me chegam às mãos mais algumas das gravações de Satoko Fujii e do seu marido Natsuki Tamura. Mais uma vez o digo, eu não sou nenhum connaiseur do estilo, nem sou músico para discutir aspectos técnicos, sou apenas um ávido fã e coleccionador de música. Sem restrições de estilos. É boa ou má música (tendo em conta os tons de cinzento, não apenas os brancos e pretos), apenas isso. É, portanto, nessa perspectiva, que passo então a descrever esses discos e o seu conteúdo, por ordem cronológica.
Natsuki Tamura – A Song For Jyaki (1998) – Leo Lab Records
Apenas um músico, o próprio Tamura. Um único instrumento musical, o trompete. São 12 temas, composições ou experiências sonoras no dito instrumento. Ultrapassa os 55 minutos de duração. Pode ser algo monótono, aborrecido ou até mesmo enervante, isto se não forem, ou trompetistas, ou fãs de Jazz em todas as suas vertentes ou fãs de música experimental. Algumas faixas resultam melhor que outras. É daqueles discos que devem ter dado mais gozo ao músico de tocar e gravar do que o resultado final dará ao ouvinte. De qualquer modo, como já disse, há algumas faixas que até resultam bem. Ouçam, tirem as vossas conclusões, escolham os vossos temas preferidos. É necessário mente aberta, acima de tudo, para encarar este disco. 65% Leo Lab Records: www.atlas.co.uk/leorecords/
Natsuki Tamura – White & Blue (1999) – Buzz Records
Tamura (trompete) alia-se a Jim Black (bateria, percussão, faixas 1 a 5) e Aaron Alexander (bateria, percussão, faixas 6 a 10). São 10 temas, todos com o mesmo título, “White & Blue”, apenas diferindo na numeração que segue o título. Muito experimental, ligeiro, e com algo que eu não gosto muito no Jazz, e até na música clássica, e que me faz fugir a sete pés, que é, muitos espaços em “branco” (leia-se: silêncio ou quase silêncio). Mais um daqueles discos que devem ter dado mais gozo aos intervenientes do que o que o resultado final dará ao ouvinte. Saliento algumas faixas que me agradam mais como 5, 6, 7 e 9. 50% Challenge / Buzz Records: http://www.challenge.nl/
Natsuki Tamura Quartet – Hada Hada (2003) – Libra Records
O Natsuki Tamura Quartet é 100% Japonês e é composto pelo próprio Tamura no trompete, Takayuki Kato na guitarra, Satoko Fujii no sintetizador e Takaaki Masuko na bateria. O estilo anda numa linha de Jazz Rock algo experimental e psicadélico com toques exotica, lounge e ainda de bandas sonoras de filmes de terror / suspense / thriller / film noir. São 8 composições de Tamura em cerca de 51 minutos de duração. De referir que a masterização foi feita por Tatsuya Yoshida, baterista dos Japoneses Ruins. Gostei do que ouvi. Até agora o disco que mais gostei deste pacote promocional. Para fãs dos estilos acima descritos e, porque não, também de Industrial. 85% Libra Records: http://www2s.biglobe.ne.jp/~Libra/
Satoko Fujii feat. Paul Bley – Something About Water (2004) – Libra Records
Discos a solo de músicos de Jazz incomodam-me logo à partida. Ora, aí vem algo extremamente monótono, pleno de exercícios masturbatórios que vão dar um gozo enorme ao músico e a ninguém mais, penso logo. Ora, neste “Something About Water” ficamos a meio caminho. A senhora tem formação superior em conservatório, e isso pode ser mau ou bom. Por um lado, sabe o que está a fazer, tanto em termos de composição como de execução, mas o resultado final pode soar muito mecânico e desprovido de emoção, peça fundamental em todo o tipo de arte. Não é o que acontece aqui, e isto não soa de todo frio e calculista, pelo contrário, nota-se alguma alma. Se és fã ou músico, estas composições ao piano irão agradar-te, senão, foge a sete pés. Não é que eu não goste, isto até está muito bem feito, e há aqui algumas passagens bem agradáveis ao ouvido, mas não é a minha predilecção. De qualquer modo, tenho de dar o crédito à senhora e dar-lhe alguns pontos extra. Falta ainda referir que em 8 dos 11 temas Satoko Fujii é acompanhada por Paul Bley e que as gravações são de 1994/1995. 75% Libra Records: http://www2s.biglobe.ne.jp/~Libra/
Tamura + Sharp + Kato + Fujii – In The Tank (2005) – Libra Records
Quarteto que engloba Natsuki Tamura no trompete, Elliot Sharp no saxofone soprano e guitarra, Takayuki Kato na guitarra e Satoko Fujii no piano. A gravação foi feita ao vivo no Sakura-mate em Kumagaya, no Japão, a 20 de Março de 2001. São 4 faixas puramente experimentais, que perfazem 68 minutos de som. Este pode ser arquivado lado a lado com o anterior, “Hada Hada” do Natsuki Tamura Quartet, sem qualquer problema. A parte gráfica ficou a cargo do artista Japonês Shikikatsu Nakamura, o qual se baseou nas gravações para criar uma instalação de arte, incorporando anamorfose. Tudo o que seja nesta linha experimental é sempre bem-vindo da minha parte. 80% Libra Records: http://www2s.biglobe.ne.jp/~Libra/ / Shikikatsu Nakamura: www.d3.dion.ne.jp/~shiki
Satoko Fujii Quartet – Angelorn (2005) – Libra Records
Quarteto 100 Japonês ldierado por Satoko Fujii (piano) e que inclui o seu marido Natsuki Tamura (trompete), Takeharu Hayakawa (baixo) e Tatsuya Yoshida (baterista dos Japoneses Ruins). Aqui segue-se um formato mais Jazz Rock com toques progressivos. Este é mesmo o meu disco favorito de todo este pacote. Todas as faixas são fantásticas! Recomendo vivamente a fãs de Jazz Avantgarde, Jazz Rock, Rock Progressivo, música de fusão e experimental, e de nomes como Ruins, Miriodor, Univers Zero, Soft Machine, Hamster Theatre, Ornette Coleman, etc. 95% Libra Records: http://www2s.biglobe.ne.jp/~Libra/
Satoko Fujii Orchestra NY – Undulation (2006) – P.J.L.
Mais um daqueles que eu gosto. Jazz bem mexido, com toques de fusão, Jazz Rock e Progressivo. A Satoko Fujii Orchestra NY inclui no seu alinhamento os seguintes músicos: Oscar Norriega e Briggan Krauss no alto sax, Ellery Eskelin e Tony Malaby no tenor sax, Andy Laster no baritone sax, Natsuki Tamura, Herb Robertson, Steven Bernstein e Dave Ballou no trompete, Curtis Hasselbring, Joey Sellers e Joe Fiedler no trombone, Satoko Fujii no piano, Stomu Takeishi no baixo e Aaron Alexander na bateria. Desculpem-me os termos em Inglês mas não sei como se chamam os instrumentos em Português. As composições são todas de Satoko Fujii mas foram feitas a pensar nos músicos. Passo a explicar. Em cada um dos temas há dois solistas, e todos os músicos têm a sua oportunidade de improvisar sobre o trabalho de Fujii. Ao longo de 8 temas em pouco mais de 1 hora temos a oportunidade de desfrutar das capacidades de cada um dos músicos envolvidos. Gosto das composições, gosto dos solos, gosto de todo o conceito. E o que gosto mais, não só neste disco, mas em todos os anteriores, é que é tudo gravado em apenas um dia de sessão. Nada mais! O que sai na altura é o mais puro, natural, directo e espontâneo. Recomendo vivamente. 90% Libra Records: http://www2s.biglobe.ne.jp/~Libra/
Double Duo – Crossword Puzzle (2007) – Libra Records
Natsuki Tamura – A Song For Jyaki (1998) – Leo Lab RecordsApenas um músico, o próprio Tamura. Um único instrumento musical, o trompete. São 12 temas, composições ou experiências sonoras no dito instrumento. Ultrapassa os 55 minutos de duração. Pode ser algo monótono, aborrecido ou até mesmo enervante, isto se não forem, ou trompetistas, ou fãs de Jazz em todas as suas vertentes ou fãs de música experimental. Algumas faixas resultam melhor que outras. É daqueles discos que devem ter dado mais gozo ao músico de tocar e gravar do que o resultado final dará ao ouvinte. De qualquer modo, como já disse, há algumas faixas que até resultam bem. Ouçam, tirem as vossas conclusões, escolham os vossos temas preferidos. É necessário mente aberta, acima de tudo, para encarar este disco. 65% Leo Lab Records: www.atlas.co.uk/leorecords/
Natsuki Tamura – White & Blue (1999) – Buzz RecordsTamura (trompete) alia-se a Jim Black (bateria, percussão, faixas 1 a 5) e Aaron Alexander (bateria, percussão, faixas 6 a 10). São 10 temas, todos com o mesmo título, “White & Blue”, apenas diferindo na numeração que segue o título. Muito experimental, ligeiro, e com algo que eu não gosto muito no Jazz, e até na música clássica, e que me faz fugir a sete pés, que é, muitos espaços em “branco” (leia-se: silêncio ou quase silêncio). Mais um daqueles discos que devem ter dado mais gozo aos intervenientes do que o que o resultado final dará ao ouvinte. Saliento algumas faixas que me agradam mais como 5, 6, 7 e 9. 50% Challenge / Buzz Records: http://www.challenge.nl/
Natsuki Tamura Quartet – Hada Hada (2003) – Libra RecordsO Natsuki Tamura Quartet é 100% Japonês e é composto pelo próprio Tamura no trompete, Takayuki Kato na guitarra, Satoko Fujii no sintetizador e Takaaki Masuko na bateria. O estilo anda numa linha de Jazz Rock algo experimental e psicadélico com toques exotica, lounge e ainda de bandas sonoras de filmes de terror / suspense / thriller / film noir. São 8 composições de Tamura em cerca de 51 minutos de duração. De referir que a masterização foi feita por Tatsuya Yoshida, baterista dos Japoneses Ruins. Gostei do que ouvi. Até agora o disco que mais gostei deste pacote promocional. Para fãs dos estilos acima descritos e, porque não, também de Industrial. 85% Libra Records: http://www2s.biglobe.ne.jp/~Libra/
Satoko Fujii feat. Paul Bley – Something About Water (2004) – Libra RecordsDiscos a solo de músicos de Jazz incomodam-me logo à partida. Ora, aí vem algo extremamente monótono, pleno de exercícios masturbatórios que vão dar um gozo enorme ao músico e a ninguém mais, penso logo. Ora, neste “Something About Water” ficamos a meio caminho. A senhora tem formação superior em conservatório, e isso pode ser mau ou bom. Por um lado, sabe o que está a fazer, tanto em termos de composição como de execução, mas o resultado final pode soar muito mecânico e desprovido de emoção, peça fundamental em todo o tipo de arte. Não é o que acontece aqui, e isto não soa de todo frio e calculista, pelo contrário, nota-se alguma alma. Se és fã ou músico, estas composições ao piano irão agradar-te, senão, foge a sete pés. Não é que eu não goste, isto até está muito bem feito, e há aqui algumas passagens bem agradáveis ao ouvido, mas não é a minha predilecção. De qualquer modo, tenho de dar o crédito à senhora e dar-lhe alguns pontos extra. Falta ainda referir que em 8 dos 11 temas Satoko Fujii é acompanhada por Paul Bley e que as gravações são de 1994/1995. 75% Libra Records: http://www2s.biglobe.ne.jp/~Libra/
Tamura + Sharp + Kato + Fujii – In The Tank (2005) – Libra RecordsQuarteto que engloba Natsuki Tamura no trompete, Elliot Sharp no saxofone soprano e guitarra, Takayuki Kato na guitarra e Satoko Fujii no piano. A gravação foi feita ao vivo no Sakura-mate em Kumagaya, no Japão, a 20 de Março de 2001. São 4 faixas puramente experimentais, que perfazem 68 minutos de som. Este pode ser arquivado lado a lado com o anterior, “Hada Hada” do Natsuki Tamura Quartet, sem qualquer problema. A parte gráfica ficou a cargo do artista Japonês Shikikatsu Nakamura, o qual se baseou nas gravações para criar uma instalação de arte, incorporando anamorfose. Tudo o que seja nesta linha experimental é sempre bem-vindo da minha parte. 80% Libra Records: http://www2s.biglobe.ne.jp/~Libra/ / Shikikatsu Nakamura: www.d3.dion.ne.jp/~shiki
Satoko Fujii Quartet – Angelorn (2005) – Libra RecordsQuarteto 100 Japonês ldierado por Satoko Fujii (piano) e que inclui o seu marido Natsuki Tamura (trompete), Takeharu Hayakawa (baixo) e Tatsuya Yoshida (baterista dos Japoneses Ruins). Aqui segue-se um formato mais Jazz Rock com toques progressivos. Este é mesmo o meu disco favorito de todo este pacote. Todas as faixas são fantásticas! Recomendo vivamente a fãs de Jazz Avantgarde, Jazz Rock, Rock Progressivo, música de fusão e experimental, e de nomes como Ruins, Miriodor, Univers Zero, Soft Machine, Hamster Theatre, Ornette Coleman, etc. 95% Libra Records: http://www2s.biglobe.ne.jp/~Libra/
Satoko Fujii Orchestra NY – Undulation (2006) – P.J.L.Mais um daqueles que eu gosto. Jazz bem mexido, com toques de fusão, Jazz Rock e Progressivo. A Satoko Fujii Orchestra NY inclui no seu alinhamento os seguintes músicos: Oscar Norriega e Briggan Krauss no alto sax, Ellery Eskelin e Tony Malaby no tenor sax, Andy Laster no baritone sax, Natsuki Tamura, Herb Robertson, Steven Bernstein e Dave Ballou no trompete, Curtis Hasselbring, Joey Sellers e Joe Fiedler no trombone, Satoko Fujii no piano, Stomu Takeishi no baixo e Aaron Alexander na bateria. Desculpem-me os termos em Inglês mas não sei como se chamam os instrumentos em Português. As composições são todas de Satoko Fujii mas foram feitas a pensar nos músicos. Passo a explicar. Em cada um dos temas há dois solistas, e todos os músicos têm a sua oportunidade de improvisar sobre o trabalho de Fujii. Ao longo de 8 temas em pouco mais de 1 hora temos a oportunidade de desfrutar das capacidades de cada um dos músicos envolvidos. Gosto das composições, gosto dos solos, gosto de todo o conceito. E o que gosto mais, não só neste disco, mas em todos os anteriores, é que é tudo gravado em apenas um dia de sessão. Nada mais! O que sai na altura é o mais puro, natural, directo e espontâneo. Recomendo vivamente. 90% Libra Records: http://www2s.biglobe.ne.jp/~Libra/
Double Duo – Crossword Puzzle (2007) – Libra RecordsUfa! Finalmente o último disco a revisar! Este Double Duo foi um projecto de ocasião única, de improviso ao vivo e que estava composto por dois duos (daí a designação) de piano / trompete. Os músicos intervenientes foram Angelo Verploegen (trompete, idealizou o projecto), Misha Mengelberg (paino), Natsuki Tamura (trompete) e Satoko Fujii (piano). São dois temas improvisados ao vivo no Bimhuis em Amsterdão, na Holanda, que foram transmitidos e gravados pela rádio VPRO, a 22 de Setembro de 2005. A duração atinge os 43 minutos e meio. Como qualquer sessão de improviso, tem os seus pontos altos e baixos. Há certas passagens que funcionam melhor, outras que nem por isso. Serve sobretudo como testemunho do que foi aquela noite, com estes 4 fantásticos músicos, e das suas capacidades como intérpretes, compositores e as suas capacidades de improvisar sob pressão (leia-se: ao vivo). 75% Libra Records: http://www2s.biglobe.ne.jp/~Libra/
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RDS
Labels:
Avantgarde,
CD,
Experimental,
Japão,
Jazz,
Jazz Rock,
Progressive,
Psychedelic
V/A – Gallaecian Metal Compilation 2CD (2007) – Falcatruada
Duplo CD vindo da Galiza e que engloba 26 bandas / temas das mais variadas facetas do mundo do Metal: Hard Rock, Heavy, Thrash, Death, Black, Doom, Crossover, Progressivo, Gothic Metal, etc. Esta é uma edição que pretende promover e divulgar a cena Underground actual da Galiza, no que ao Metal diz respeito.A iniciativa é de louvar e o mesmo devia ser feito em Portugal. Já houve em tempos essa preocupação mas deixou-se morrer. O pouco que se faz hoje em dia ou não tem a máxima qualidade, faltando-lhe algum trabalho extra para tornar a edição num objecto essencial e de culto, ou então são as habituais colectâneas on-line gratuitas, que não têm o mesmo factor de sedução que o CD, LP ou K7 nas nossas próprias mãos. Alguém ainda se lembra da mítica colectânea em duplo LP “The Birth Of A Tragedy”? Eu tenho um exemplar, he, he! Saudosismos à parte, continuo com a crítica a este lançamento.
O som é extremamente heterogéneo, o que é normal num lançamento deste género, mas isso não é o pior, o pior é mesmo o som de gravação de algumas bandas ser mesmo muito mau! Algum do material provém de discos e outro de maquetes. Ora, algumas das maquetes parecem mesmo ser ter sido gravadas no local de ensaio. Hoje me dia não há desculpa para esse tipo de som péssimo! Isso era nos bons velhos tempos em que ainda se tinha que lutar para fazer algo minimamente decente! Hoje até no quarto, no próprio computador se grava material com boa qualidade! Pessoalmente, gosto mais de algumas bandas que de outras, mas aqui isso não interessa, o que interessa mesmo é a divulgação da cena Galega de Metal. Cada um que compre, ouça, e escolha as suas preferências. Depois é só seguir as pisadas dessas bandas.
O livrete inclui um pequeno texto introdutório, fotografias das bandas, assim como informações básicas das mesmas (morada, website, discografia e line-up). Nem precisa de mais nada, está bom assim mesmo! As bandas envolvidas são (por alinhamento nos CDs): Trashnos, Codename, Tevra, Orfos, The Mirage, Sister Moon, Freedom Xlave, Ardegan, Talesien, Estrella Negra, The Fishfuckers, Icewind, In-Verno, Shroud Of Tears, Fallen Sentinel, Kathaarsis, Karnak, Descent, Skydancer, Unreal Overflows, Esenia, V-Zero, To Nowhere, Brokenflow, FaZE, Neira.
Uma colectânea para a Galiza, Espanha, Portugal e o mundo. 80%
RDS
AZTEC MUSIC
A Aztec Music é uma editora Australiana direccionada, maioritariamente, para re-redições de clássicos Australianos da década de 70 / inícios dos 80s, nas linhas do Hard, Heavy, Progressive e Classic Rock. Tenho em mãos 9 dessas re-edições, as quais passo a apresentar.
Buffalo – Volcanic Rock (1973, Re-release 2005) – Aztec Music
Uma das maiores bandas da cena Heavy Rock dos 70s na Austrália. Este é o segundo disco e, na minha modesta opinião, a obra-prima destes “aussies”. O disco foi devidamente remasterizado a partir dos masters originais e inclui um livrete de 24 páginas repleto de material interessante. Além dos temas da versão original, incluem-se aqui 2 bónus, uma versão single de “Sunrise (Come My Way)” em mono, e uma versão ao vivo de 73 de “Shylock” de 1973. Heavy Psych Rock com muito groove, uma toada doomy em certos momentos e riffs geniais. Todos os temas são fantásticos mas os meus favoritos são o tema de abertura “Sunrise” e o explosivo “Shylock”. 90%
Buffalo – Mother’s Choice (1976, Re-release 2006) – Aztec Music
Quarto disco para os Buffalo. À semelhança do anterior, este disco também foi remasterizado e inclui um livrete de 20 páginas com muita informação, fotografias, entrevistas, etc. Neste álbum mudam um pouco o seu estilo, deixando para trás algum do Hard Rock setentista que os caracterizava e abrangendo um som mais Southern Rock, com alguns toques de Rock ‘N’ Roll dos 60s. Não é sonoridade que me agrade muito mas há aqui alguns bons temas como “Long Time Gone”, “Honey Babe”, “Lucky” ou a versão de “Sweet Little Sixteen” do mestre do Rock ‘N’ Roll Chuck Berry (há ainda outra versão deste senhor no disco, “Little Queenie”). Uma nova fase dos Buffalo, apenas para os apreciadores do género ou fãs die-hard dos Buffalo. Os temas bónus são “The Girl Can’t Help It” (B-Side de “Little Queenie”) e “On My Way” (B-Side de “Lucky”). 70%
Buffalo – Average Rock ‘N’ Roller (1977, Re-release 2006 – Aztec Music
Quinto e último trabalho antes da dissolução da banda. Este já não conta com a participação do baixista Pete Wells, o qual, insatisfeito com a direcção musical, saiu para formar os míticos Rose Tattoo, trocando as 4 pelas 6 cordas. A reedição segue os mesmos padrões das anteriores com os temas remasterizados, bónus e livrete com 20 páginas repletas de informação e fotografias. O som deste último capítulo na discografia dos Buffalo é muito mais orientado para o Rock ‘N’ Roll dos 60s mencionado atrás. Houve uma tentativa conscienciosa de fazer um disco mais comercial. Mais uma vez, não é o tipo de música a que os fãs de Buffalo estavam habituados, daí os dois últimos discos não serem, mesmo hoje em dia, tão aclamados como os 3 primeiros. De qualquer modo, temas como “You Say”, “Average Rock ‘N’ Roller” ou “Bad News” são boas faixas de Rock clássico. O fantástico semi-épico “Heroe Suite” encerra o disco, e até metaforicamente a carreira dos Buffalo, em grande. Como bónus temos dois temas pertencentes a um single a solo do vocalista David Tice, datado de 1976. São duas versões, “I Don’t Want To Spoil The Party” dos Beatles e “Sweet Little Rock ‘N’ Roller” de Chuck Berry. Apenas para fãs dab nada e completistas. 70%
Rainbow Theatre – The Armada (1975, Re-release 2006) – Aztec Music
Reedição do fantástico disco de estreia dos Rainbow Theatre, devidamente remasterizado, com livrete de 20 páginas plenas de informação e fotografias, além de um tema extra. Ao todo são 5 temas (mais o bónus faz 6) em que se faz uma fusão de Rock Progressivo com Jazz Rock e música clássica, sempre com uma toada teatral e de ópera rock. As influências passam por nomes tão diversos como Stravinsky, Wagner, King Crimson, Mahavishnu Orchestra, entre outros. Épicos temas que rondam os 14 e 15 minutos de duração alternam como interlúdios de minuto e meio naquela que é uma obra-prima da cena progressiva, de Austrália em particular e dos 70s em geral. A fechar este CD temos o épico “Icarus (From Symphony No.8)”, composto por Julian Browning, guitarrista da banda, e gravado em 1996, não pela banda, mas pela Melbourne Grammar Symphony Orchestra, conduzida por Martin Rutherford. Recomendo vivamente! 100%
Kahvas Jute – Wide Open (1971, Re-release 2006) – Aztec Music
Mais uma reedição que segue os parâmetros habituais da Aztec Music, ou seja, tudo muito bem feito, remasterizado, livrete completo, bónus. Os Kahvas Jute têm em “Wide Open” um colosso de proporções épicas de Psychedelic Hard Rock mas, como o título do álbum indica, livre de incluir outros géneros como Progressive, Blues, Jazz e Acid Folk. São 9 temas do registo original e 5 bónus ao vivo (entre estes uma versão de “Politician” dos Cream), os quais foram gravados numa reunião de 2005 (futuramente disponível em DVD). Até hoje um dos álbuns mais procurados da cena progressiva Australiana, vê finalmente uma edição digna. Recomendo vivamente aos fãs de Progressive / Psychedelic / Jazz Rock. Para quem não sabe, desta mesma banda saiu o senhor Bob Daisley, o qual tocou o baixo para nomes como Rainbow, Black Sabbath, Ozzy Osbourne, Gary Moore, Uriah Heep, etc. 95%
Cybotron – Implosion (1980, Re-release 2006) – Aztec Music
Terceiro disco, e último, para os Australianos Cybotron, datado de 1980. São 6 fantásticos temas de fusão Prog e Krautrock aqui devidamente remasterizados, com 20 páginas repletas de informação, entrevistas, fotografias, acompanhados de 6 temas extra, cindo deles do incompleto e nunca editado álbum de 1981, “Abbey Moor”, e o outro uma curiosa versão de “Peter Gunn Theme“ de Henry Mancini. Estes temas do álbum não editado foram deliberadamente compostos com base numa aproximação mais comercial da música dos Cybotron. Não me agrada tanto o resultado final como o do disco principal, mas é interessante a versão de guitarra de “Eureka”. “Implosion”, esse sim, é um disco fabuloso que eu recomendo a todos os apreciadores de nomes como Pink Floyd, Tangerine Dream, Can, Neu, Faust, Kraftwerk, Amon Düül II, Goblin e Zombi. 95%

Buffalo – Volcanic Rock (1973, Re-release 2005) – Aztec MusicUma das maiores bandas da cena Heavy Rock dos 70s na Austrália. Este é o segundo disco e, na minha modesta opinião, a obra-prima destes “aussies”. O disco foi devidamente remasterizado a partir dos masters originais e inclui um livrete de 24 páginas repleto de material interessante. Além dos temas da versão original, incluem-se aqui 2 bónus, uma versão single de “Sunrise (Come My Way)” em mono, e uma versão ao vivo de 73 de “Shylock” de 1973. Heavy Psych Rock com muito groove, uma toada doomy em certos momentos e riffs geniais. Todos os temas são fantásticos mas os meus favoritos são o tema de abertura “Sunrise” e o explosivo “Shylock”. 90%
Buffalo – Mother’s Choice (1976, Re-release 2006) – Aztec MusicQuarto disco para os Buffalo. À semelhança do anterior, este disco também foi remasterizado e inclui um livrete de 20 páginas com muita informação, fotografias, entrevistas, etc. Neste álbum mudam um pouco o seu estilo, deixando para trás algum do Hard Rock setentista que os caracterizava e abrangendo um som mais Southern Rock, com alguns toques de Rock ‘N’ Roll dos 60s. Não é sonoridade que me agrade muito mas há aqui alguns bons temas como “Long Time Gone”, “Honey Babe”, “Lucky” ou a versão de “Sweet Little Sixteen” do mestre do Rock ‘N’ Roll Chuck Berry (há ainda outra versão deste senhor no disco, “Little Queenie”). Uma nova fase dos Buffalo, apenas para os apreciadores do género ou fãs die-hard dos Buffalo. Os temas bónus são “The Girl Can’t Help It” (B-Side de “Little Queenie”) e “On My Way” (B-Side de “Lucky”). 70%
Buffalo – Average Rock ‘N’ Roller (1977, Re-release 2006 – Aztec MusicQuinto e último trabalho antes da dissolução da banda. Este já não conta com a participação do baixista Pete Wells, o qual, insatisfeito com a direcção musical, saiu para formar os míticos Rose Tattoo, trocando as 4 pelas 6 cordas. A reedição segue os mesmos padrões das anteriores com os temas remasterizados, bónus e livrete com 20 páginas repletas de informação e fotografias. O som deste último capítulo na discografia dos Buffalo é muito mais orientado para o Rock ‘N’ Roll dos 60s mencionado atrás. Houve uma tentativa conscienciosa de fazer um disco mais comercial. Mais uma vez, não é o tipo de música a que os fãs de Buffalo estavam habituados, daí os dois últimos discos não serem, mesmo hoje em dia, tão aclamados como os 3 primeiros. De qualquer modo, temas como “You Say”, “Average Rock ‘N’ Roller” ou “Bad News” são boas faixas de Rock clássico. O fantástico semi-épico “Heroe Suite” encerra o disco, e até metaforicamente a carreira dos Buffalo, em grande. Como bónus temos dois temas pertencentes a um single a solo do vocalista David Tice, datado de 1976. São duas versões, “I Don’t Want To Spoil The Party” dos Beatles e “Sweet Little Rock ‘N’ Roller” de Chuck Berry. Apenas para fãs dab nada e completistas. 70%
Rainbow Theatre – The Armada (1975, Re-release 2006) – Aztec MusicReedição do fantástico disco de estreia dos Rainbow Theatre, devidamente remasterizado, com livrete de 20 páginas plenas de informação e fotografias, além de um tema extra. Ao todo são 5 temas (mais o bónus faz 6) em que se faz uma fusão de Rock Progressivo com Jazz Rock e música clássica, sempre com uma toada teatral e de ópera rock. As influências passam por nomes tão diversos como Stravinsky, Wagner, King Crimson, Mahavishnu Orchestra, entre outros. Épicos temas que rondam os 14 e 15 minutos de duração alternam como interlúdios de minuto e meio naquela que é uma obra-prima da cena progressiva, de Austrália em particular e dos 70s em geral. A fechar este CD temos o épico “Icarus (From Symphony No.8)”, composto por Julian Browning, guitarrista da banda, e gravado em 1996, não pela banda, mas pela Melbourne Grammar Symphony Orchestra, conduzida por Martin Rutherford. Recomendo vivamente! 100%
Kahvas Jute – Wide Open (1971, Re-release 2006) – Aztec MusicMais uma reedição que segue os parâmetros habituais da Aztec Music, ou seja, tudo muito bem feito, remasterizado, livrete completo, bónus. Os Kahvas Jute têm em “Wide Open” um colosso de proporções épicas de Psychedelic Hard Rock mas, como o título do álbum indica, livre de incluir outros géneros como Progressive, Blues, Jazz e Acid Folk. São 9 temas do registo original e 5 bónus ao vivo (entre estes uma versão de “Politician” dos Cream), os quais foram gravados numa reunião de 2005 (futuramente disponível em DVD). Até hoje um dos álbuns mais procurados da cena progressiva Australiana, vê finalmente uma edição digna. Recomendo vivamente aos fãs de Progressive / Psychedelic / Jazz Rock. Para quem não sabe, desta mesma banda saiu o senhor Bob Daisley, o qual tocou o baixo para nomes como Rainbow, Black Sabbath, Ozzy Osbourne, Gary Moore, Uriah Heep, etc. 95%
Cybotron – Implosion (1980, Re-release 2006) – Aztec MusicTerceiro disco, e último, para os Australianos Cybotron, datado de 1980. São 6 fantásticos temas de fusão Prog e Krautrock aqui devidamente remasterizados, com 20 páginas repletas de informação, entrevistas, fotografias, acompanhados de 6 temas extra, cindo deles do incompleto e nunca editado álbum de 1981, “Abbey Moor”, e o outro uma curiosa versão de “Peter Gunn Theme“ de Henry Mancini. Estes temas do álbum não editado foram deliberadamente compostos com base numa aproximação mais comercial da música dos Cybotron. Não me agrada tanto o resultado final como o do disco principal, mas é interessante a versão de guitarra de “Eureka”. “Implosion”, esse sim, é um disco fabuloso que eu recomendo a todos os apreciadores de nomes como Pink Floyd, Tangerine Dream, Can, Neu, Faust, Kraftwerk, Amon Düül II, Goblin e Zombi. 95%


Coloured Balls – Ball Power (1973, Re-release 2006) – Aztec MusicColored Balls – Heavy Metal Kid (1974, Re-release 2006) – Aztec Music
Lobby Loyde – Obsecration (1976, Re-release 2006) – Aztec Music
Banda Australiana de Hard Rock / Rock ‘N’ Roll / Proto-Punk que lançou estes dois discos e uma série de singles. A denominação da banda era, originalmente, Coloured Balls, mas na altura do segundo álbum deixaram cair o “U”, devido a um erro por parte do desenhador da capa. Entre os dois discos temos toda a discografia da banda, desde 1972 a 1975, os dois álbuns, os singles, um single nunca antes editado e ainda um tema ao vivo. 38 temas ao todo. A juntar à música, o habitual livrete completíssimo, em ambos discos. Uma banda incompreendida no seu tempo, diversas pressões que a levaram a acabar, tornou-se um marco na história do Rock Australiano.
Além da reedição de todo o material dos Coloured Balls, a Aztec Music também reeditou o disco a solo de Lobby Loyde (vocalista / guitarrista), “Obsecration” (segundo parece, apenas gravaram em noites de lua cheia, ao longo de 3 meses). Além do álbum inclui-se como bónus um single a solo de 1975, assim como o EP nunca antes editado “Too Poor To Die”, sob a designação Lobby Loyde & Southern Electric. No álbum principal a sonoridade é mais experimental, psicadélica e dark, enquanto que no single é mais 60s Rock e no EP é mais Hard / Psych Rock dos 70s.
Indispensável para coleccionadores. 80%
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Labels:
70s Hard Rock,
CD,
Krautrock,
Progressive Rock,
Psychedelic,
Symphonic Rock
Nemo - x4
Nemo – Immersion Publique – Live (2005) – Quadrifonic
Nemo – Si Partie 1 (2006) – Quadrifonic
Nemo – Si Partie II: L´Homme Idéal (2007) – Quadrifonic
Nemo – Les Enfants Rois (CDS 2007) – Quadrifonic
Os Nemo são Franceses e tocam Progressive Rock / Metal com influências jazzísticas, de fusão e alguns toques sinfónicos, totalmente vocalizado em Francês. Pelas capas dos discos anteriores suponho que o nome da banda venha de algum fascínio pela obra de Jules Verne, e em especial de “As 20.000 léguas submarinas” (onde aparece o personagem mais famoso de Jules Verne, o enigmático Capitão Nemo).
Em 2005 lançaram o seu disco ao vivo “Immersion Publique” (75%), o qual contém 8 temas em cerca de 58 minutos. O som não é dos melhores mas também não é mau, pelo contrário, soa como um verdadeiro álbum ao vivo e não soa plástico (leia-se: sobre-produzido posteriormente em estúdio). O público é que, ou era pouco, ou pouco entusiasta, porque quase não se ouve. Gostei do que ouvi, mas não posso adiantar muito mais porque não conheço os temas de estúdio. Os discos ao vivo nunca são a melhor maneira de uma pessoa se introduzir à música de uma banda, daí eu passar à frente, aos discos de estúdio novos, até porque este já é datado de 2005.
Segue “Si”, um trabalho conceptual, dividido em duas partes, baseado numa história fictícia sobre manipulação genética. A primeira parte, “Si Partie
I” (80%) é lançada em 2006, contém 5 temas que atingem os 58 minutos de duração. A abertura com “Douce Morte” (2 partes) faz-se em tons sinfónicos e depois prossegue na linha Progressiva. “Ici, Maintenant” é mais lento e introspectivo, tendo apenas um pequeno acesso de “fúria” mais para o final, para acabar novamente de modo semi-acústico. A dualidade introspecção / “fúria” (a recair mais nesta última) regressa em “Miroirs”, tema ligado ao anterior, linha progressiva / sinfónica. “Si”, o tema título, ronda os 8 minutos, inicia lento e mais calmo, dualidade que a banda explora muito neste trabalho, sendo a segunda metade mais apoiada nas guitarras. Fecha-se em grande com “Apprentis Sorciers” de 20 minutos e dividido em 5 partes ou capítulos. É o tema mais heterogéneo, experimental e ousado deste disco. O meu favorito.
“Si Partie II” (85%) é lançada no ano seguinte, 2007, contém 10 temas em 56 minutos e meio, e é mais baseado no formato de canção que o seu predecessor. Pode ser ouvido faixa a faixa ou como um todo (as faixas estão ligadas entre si). O estilo não muda muito, mas aqui adoptam uma atitude mais roqueira e directa, em contraste com a inclinação sinfónica da 1ª parte. Em certas alturas é também mais experimental e ousado que o anterior, o qual segue uma orientação mais linear e clássica do estilo. A produção também sofreu um acréscimo de qualidade. O complemento perfeito para a 1ª parte.
Para finalizar, o single “Les Enfants Rois” (85%), o qual foi lançada pouco antes da 2º parte de “Si”. Além do tema título retirado do álbum, inclui-se uma fantástica versão sinfónica de “Diary Of A Madman” de Ozzy Osbourne e um instrumental inédito para o single. O tema título é o mais roqueiro da banda até hoje, uma nova faceta dos Nemo. Um pequeno complemento para a dupla acima descrita.
http://www.nemo-world.com/ / www.myspace.com/prognemo / http://www.quadrifonic.com/ / http://www.jplouveton.com/
RDS
Nemo – Si Partie 1 (2006) – Quadrifonic
Nemo – Si Partie II: L´Homme Idéal (2007) – Quadrifonic
Nemo – Les Enfants Rois (CDS 2007) – Quadrifonic
Os Nemo são Franceses e tocam Progressive Rock / Metal com influências jazzísticas, de fusão e alguns toques sinfónicos, totalmente vocalizado em Francês. Pelas capas dos discos anteriores suponho que o nome da banda venha de algum fascínio pela obra de Jules Verne, e em especial de “As 20.000 léguas submarinas” (onde aparece o personagem mais famoso de Jules Verne, o enigmático Capitão Nemo).
Em 2005 lançaram o seu disco ao vivo “Immersion Publique” (75%), o qual contém 8 temas em cerca de 58 minutos. O som não é dos melhores mas também não é mau, pelo contrário, soa como um verdadeiro álbum ao vivo e não soa plástico (leia-se: sobre-produzido posteriormente em estúdio). O público é que, ou era pouco, ou pouco entusiasta, porque quase não se ouve. Gostei do que ouvi, mas não posso adiantar muito mais porque não conheço os temas de estúdio. Os discos ao vivo nunca são a melhor maneira de uma pessoa se introduzir à música de uma banda, daí eu passar à frente, aos discos de estúdio novos, até porque este já é datado de 2005.Segue “Si”, um trabalho conceptual, dividido em duas partes, baseado numa história fictícia sobre manipulação genética. A primeira parte, “Si Partie
I” (80%) é lançada em 2006, contém 5 temas que atingem os 58 minutos de duração. A abertura com “Douce Morte” (2 partes) faz-se em tons sinfónicos e depois prossegue na linha Progressiva. “Ici, Maintenant” é mais lento e introspectivo, tendo apenas um pequeno acesso de “fúria” mais para o final, para acabar novamente de modo semi-acústico. A dualidade introspecção / “fúria” (a recair mais nesta última) regressa em “Miroirs”, tema ligado ao anterior, linha progressiva / sinfónica. “Si”, o tema título, ronda os 8 minutos, inicia lento e mais calmo, dualidade que a banda explora muito neste trabalho, sendo a segunda metade mais apoiada nas guitarras. Fecha-se em grande com “Apprentis Sorciers” de 20 minutos e dividido em 5 partes ou capítulos. É o tema mais heterogéneo, experimental e ousado deste disco. O meu favorito.
“Si Partie II” (85%) é lançada no ano seguinte, 2007, contém 10 temas em 56 minutos e meio, e é mais baseado no formato de canção que o seu predecessor. Pode ser ouvido faixa a faixa ou como um todo (as faixas estão ligadas entre si). O estilo não muda muito, mas aqui adoptam uma atitude mais roqueira e directa, em contraste com a inclinação sinfónica da 1ª parte. Em certas alturas é também mais experimental e ousado que o anterior, o qual segue uma orientação mais linear e clássica do estilo. A produção também sofreu um acréscimo de qualidade. O complemento perfeito para a 1ª parte.
Para finalizar, o single “Les Enfants Rois” (85%), o qual foi lançada pouco antes da 2º parte de “Si”. Além do tema título retirado do álbum, inclui-se uma fantástica versão sinfónica de “Diary Of A Madman” de Ozzy Osbourne e um instrumental inédito para o single. O tema título é o mais roqueiro da banda até hoje, uma nova faceta dos Nemo. Um pequeno complemento para a dupla acima descrita.http://www.nemo-world.com/ / www.myspace.com/prognemo / http://www.quadrifonic.com/ / http://www.jplouveton.com/
RDS
Friday
V/A - "Círculo De Fogo #3 Pulsar"
V/A - "CÍRCULO DE FOGO #3 PULSAR"DOWNLOAD + INFO @ http://www.circulodefogo.com/
Data De Edição: 13/10/2007
Visitem http://www.circulodefogo.com/ e façam o download (gratuito & autorizado) da compilação on-line "CÍRCULO DE FOGO #3 PULSAR".Contém 18 bandas portuguesas, direccionadas para as várias tribos do metal, do rock, do punk, do hardcore, do gótico e do progressivo: Assemblent, BlackSunRise, Bulldozer, BudHi, Drakkar, Dr. Zilch, Ethereal, Forgotten Suns, Millennium, Morbid Death, Namek, Painted Black, Prison Flag, Skypho, The Fire, Theriomorphic, Vittrah, Witchbreed.
Wednesday
METAL HEAVEN
The Steve Grimmet Band – Personal Crisis (2007) – Metal Heaven
Este é o novo projecto de Steve Grimmet, conhecido pela sua única e poderosa voz, e por ter feito parte de bandas como Grim Reaper (3 discos), Onslaught (um disco) e Lionsheart (um disco). Nesta nova aventura Grimmet alia-se a Ian Nash (Lionsheart), Ritchie Walker e Pete Newdeck (The Shock, Paul Di’Anno). Hard ‘N’ Heavy poderoso mas muito melódico com reminiscências da década de 80 e algum AOR é o que esta Steve Grimmet Band nos apresenta em cerca de 50 minutos divididos em 11 faixas. Riffs fantásticos, solos deslumbrantes, melodias e coros cativantes, secção rítmica poderosa e segura e, claro, a voz exemplar de Steve Grimmet. O disco foi produzido por Dennis Ward (Pink Cream 69) e Pete Newdeck. Há ainda a salientar participações especiais de Eric Ragno (teclas, Jeff Scott Soto) e Carsten Schulz (Evidence One). Um dos melhores discos de Hard Rock / AOR / Heavy Metal melódico que ouvi nos últimos anos. Aconselha-se tanto aos fãs da velha guarda como aos mais novos aliados do som eterno. 95% http://www.metalheaven.net/
Road To Ruin – Road To Ruin (2007) – Metal Heaven
RIIR é um novo projecto do guitarrista Lars Chriss (Lion’s Share) e do baixista / teclista Sampo Axelsson (Glenn Hughes, Lion’s Share). A estes juntaram-se posteriormente Thomas Broman (Electric Boys, Glenn Hughes, Audiovision, Hughes Turner Project, John Norum) na bateria e Matti Alfonzetti (Skintrade, Jagged Edge, Alfonzetti) na voz. A ideia principal era utilizar as ideias que tinham que não cabiam nos Lion’s Share (mais numa linha Heavy Metal), e que eram mais direccionadas para o Hard Rock dos 70s e 80s, na linha de bandas como Rainbow, Thin Lizzy, Whitesnake, Deep Purple, Led Zeppelin, Black Sabbath. A estreia homónima está aí e contém 9 temas de Hard Rock duro, balançado e com algum peso mas sempre com muita melodia. Tem bons riffs e solos de guitarra, melodias e refrões cativantes, uma secção rítmica segura e uma voz melódica mas com uma certa aspereza necessária ao estilo. Não é o melhor disco do estilo dos últimos anos, mas destaca-se de tantos outros que vão sendo editados hoje em dia. Destaco temas como “The Only One”, “Face Of An Angel”, “Pleasure And Pain” ou “Walk The Line”. Para os fãs do Hard Rock mais tradicional e das bandas já mencionadas. 70% http://www.roadtoruin.org/
Vengeance – Same/Same… But Different (Alive) (2007) – Metal Heaven
Este veterano quinteto Holandês já deu muitas cartas na cena Hard Rock Europeia e mundial nos seus 24 anos de existência. Quem gosta deste tipo de Hard Rock mais tradicional e melódico já os deve conhecer com certeza; quanto ao resto do pessoal, bom, a banda também não é das mais populares, sendo mais uma banda de culto que uma banda de massas, mas esta é uma boa oportunidade para os ficar a conhecer. “Same/Same... But Different” foi gravado na sua última digressão Europeia com Axel Rudi Pell e Sinner. Os Vengeance fazem aqui uma espécie de “best of”, incluindo temas clássicos como “Arabia” ou “She Is The Woman” alternados com material do seu mais recente disco de estúdio “Back In The Ring”. A mistura foi feita por Michael Voss (Mad Max, Voices Of Rock). Apenas para os aficionados do estilo e nomes como AC/DC, Thin Lizzy, Deep Purple, Europe, Saxon, etc. 70% http://www.vengeanceonline.nl/ / www.myspace.com/vengeancebackinthering
Empire – Chasing Shadows (2007) – Metal Heaven
Este é já o 4º disco do projecto Empire do guitarrista Alemão Rolf Munkes. A banda mantém-se quase a mesma com Munkes, o baixista Neil Murray (Ex-Gary Moore, Ex-Black Sabbath, Ex-Whitesnake) e o baterista Mike Terrana (Rage, Masterplan, Axel Rudi Pell, etc), com a excepção de já não estar no micro Tony Martin (ex-Black Sabbath) mas sim outro dotado das cordas vocais, Doogie White (ex-Ritchie Blackmore's Rainbow, Yngwie Malmsteen, Cornerstone). “Chasing Shadows” é a continuação lógica de “Raven Ride”, um disco que já me havia agradado imenso (deve haver um crítica por aí algures). Excelentes riffs, melodias cativantes, solos fantásticos, uma voz soberba e, nem se devia referir, pois devia estar implícito, uma secção rítmica irrepreensível! O disco foi produzido pelo próprio Munkes nos seus Empire Studios e inclui 10 temas em pouco mais de 48 minutos plenos de Hard ‘N’ Heavy com bases tradicionais mas com um som moderno. Irá com certeza agradar tanto a fãs da velha guarda como aos mais novos. 85% www.myspace.com/empirerocksyou
Este é o novo projecto de Steve Grimmet, conhecido pela sua única e poderosa voz, e por ter feito parte de bandas como Grim Reaper (3 discos), Onslaught (um disco) e Lionsheart (um disco). Nesta nova aventura Grimmet alia-se a Ian Nash (Lionsheart), Ritchie Walker e Pete Newdeck (The Shock, Paul Di’Anno). Hard ‘N’ Heavy poderoso mas muito melódico com reminiscências da década de 80 e algum AOR é o que esta Steve Grimmet Band nos apresenta em cerca de 50 minutos divididos em 11 faixas. Riffs fantásticos, solos deslumbrantes, melodias e coros cativantes, secção rítmica poderosa e segura e, claro, a voz exemplar de Steve Grimmet. O disco foi produzido por Dennis Ward (Pink Cream 69) e Pete Newdeck. Há ainda a salientar participações especiais de Eric Ragno (teclas, Jeff Scott Soto) e Carsten Schulz (Evidence One). Um dos melhores discos de Hard Rock / AOR / Heavy Metal melódico que ouvi nos últimos anos. Aconselha-se tanto aos fãs da velha guarda como aos mais novos aliados do som eterno. 95% http://www.metalheaven.net/
Road To Ruin – Road To Ruin (2007) – Metal HeavenRIIR é um novo projecto do guitarrista Lars Chriss (Lion’s Share) e do baixista / teclista Sampo Axelsson (Glenn Hughes, Lion’s Share). A estes juntaram-se posteriormente Thomas Broman (Electric Boys, Glenn Hughes, Audiovision, Hughes Turner Project, John Norum) na bateria e Matti Alfonzetti (Skintrade, Jagged Edge, Alfonzetti) na voz. A ideia principal era utilizar as ideias que tinham que não cabiam nos Lion’s Share (mais numa linha Heavy Metal), e que eram mais direccionadas para o Hard Rock dos 70s e 80s, na linha de bandas como Rainbow, Thin Lizzy, Whitesnake, Deep Purple, Led Zeppelin, Black Sabbath. A estreia homónima está aí e contém 9 temas de Hard Rock duro, balançado e com algum peso mas sempre com muita melodia. Tem bons riffs e solos de guitarra, melodias e refrões cativantes, uma secção rítmica segura e uma voz melódica mas com uma certa aspereza necessária ao estilo. Não é o melhor disco do estilo dos últimos anos, mas destaca-se de tantos outros que vão sendo editados hoje em dia. Destaco temas como “The Only One”, “Face Of An Angel”, “Pleasure And Pain” ou “Walk The Line”. Para os fãs do Hard Rock mais tradicional e das bandas já mencionadas. 70% http://www.roadtoruin.org/
Vengeance – Same/Same… But Different (Alive) (2007) – Metal HeavenEste veterano quinteto Holandês já deu muitas cartas na cena Hard Rock Europeia e mundial nos seus 24 anos de existência. Quem gosta deste tipo de Hard Rock mais tradicional e melódico já os deve conhecer com certeza; quanto ao resto do pessoal, bom, a banda também não é das mais populares, sendo mais uma banda de culto que uma banda de massas, mas esta é uma boa oportunidade para os ficar a conhecer. “Same/Same... But Different” foi gravado na sua última digressão Europeia com Axel Rudi Pell e Sinner. Os Vengeance fazem aqui uma espécie de “best of”, incluindo temas clássicos como “Arabia” ou “She Is The Woman” alternados com material do seu mais recente disco de estúdio “Back In The Ring”. A mistura foi feita por Michael Voss (Mad Max, Voices Of Rock). Apenas para os aficionados do estilo e nomes como AC/DC, Thin Lizzy, Deep Purple, Europe, Saxon, etc. 70% http://www.vengeanceonline.nl/ / www.myspace.com/vengeancebackinthering
Empire – Chasing Shadows (2007) – Metal HeavenEste é já o 4º disco do projecto Empire do guitarrista Alemão Rolf Munkes. A banda mantém-se quase a mesma com Munkes, o baixista Neil Murray (Ex-Gary Moore, Ex-Black Sabbath, Ex-Whitesnake) e o baterista Mike Terrana (Rage, Masterplan, Axel Rudi Pell, etc), com a excepção de já não estar no micro Tony Martin (ex-Black Sabbath) mas sim outro dotado das cordas vocais, Doogie White (ex-Ritchie Blackmore's Rainbow, Yngwie Malmsteen, Cornerstone). “Chasing Shadows” é a continuação lógica de “Raven Ride”, um disco que já me havia agradado imenso (deve haver um crítica por aí algures). Excelentes riffs, melodias cativantes, solos fantásticos, uma voz soberba e, nem se devia referir, pois devia estar implícito, uma secção rítmica irrepreensível! O disco foi produzido pelo próprio Munkes nos seus Empire Studios e inclui 10 temas em pouco mais de 48 minutos plenos de Hard ‘N’ Heavy com bases tradicionais mas com um som moderno. Irá com certeza agradar tanto a fãs da velha guarda como aos mais novos. 85% www.myspace.com/empirerocksyou
RDS
METAL BLADE RECORDS
The Black Dahlia Murder – Nocturnal (2007) – Metal Blade RecordsMais um disco de estúdio para os prolíficos The Black Dahlia Murder. Há que aproveitar enquanto está dar! Neste novo “Nocturnal” a banda deixa para trás alguns dos seus trejeitos Metalcore para abraçar uma sonoridade vincadamente Death / Black. É o que está a acontecer com a maioria das bandas do famigerado género, deixam para trás a fusão Metal / Hardcore, a qual já está a morrer em termos de popularidade, para redireccionarem a banda para outros campos mais específicos (Hardcore mais puro, Thrash, Death Metal mais brutal ou Death melódico linha escandinava, etc). O resultado final não é lá muito satisfatório, oferecendo-nos os TBDM 10 novos temas em cerca de 35 minutos do mais básico Death Metal com trejeitos Black e ainda alguns apontamentos mais melódicos e uns toques de Hardcore. Sabem tocar? Sim, sem dúvida. E o álbum está com um som fantástico. Mas e a originalidade? Ou, pelo menos, algo com mais substância. Lá nos USA pode até ser um “must” para os putos mas aqui na Europa, a cosia não pega. Não é que seja mau de todo mas, tendo em conta o seu trajecto, discos anteriores, enquadramento na dita cena já moribunda em particular e no cenário pesado em geral… deixa muito a desejar! E se tivermos ainda em conta o sucesso que a banda está a ter e a forma como a Metal Blade os está a tentar vender… Como se costuma dizer, estão-nos “vender gato por lebre”. Não que eu goste também muito de lebre mas sempre é melhor que o desgraçado do felino que foi atropelado nas traseiras do restaurante! 50% http://www.metalblade.de/ / http://www.myspace.com/blackdahliamurder
Demiricous – Two (Poverty) (2007) – Metal Blade RecordsMais uma banda vinda dos USA, mas esta com uma orientação mais old-school para a sua música. Este é já o segundo disco, depois de “One (Hellbound)”. A estreia era boa sim, mas nada de mais, apenas uma cena retro destinada a agradar os fãs da velha escola, eu incluído. Mas este novo trabalho está soberbo, muito melhor que o anterior. Ao todo são 12 novos temas debitados em 40 minutos (a típica duração dos álbuns de antanho, a capacidade de um vinil). Thrash Metal da velha escola dos 80s com toques de crossover e Death Metal da Florida de inícios da década de 90 e alguma atitude e crueza sonora do punk / core / crust da mesma altura. Riffs, melodias, solos, secção rítmica, voz, está tudo soberbo. Juntem no mesmo saco Slayer, Sepultura, Kreator, Nuclear Assault, DRI, Ratos De Porão, Napalm Death, Malevolent Creation, Demolition Hammer, Entombed, Amebix, Discharge, etc, e têm uma ideia deste 2º capítulo dos Demiricous. A isso aliem a produção exemplar do produtor Erik Rutan (Cannibal Corpse, Through The Eyes Of The Dead, Nile, Cellador) e têm uma bomba de “Street Metal” (como a banda denomina a sua sonoridade). 95% http://www.metalblade.de/ / http://www.demiricous.com/ / www.myspace.com/demiricous
Paths Of Possession – The End Of The Hour (2007) – Metal Blade RecordsO anterior disco dos Paths Of Possession, “Promises In Blood”, havia-me agradado imenso. Death Metal melódico com influências da cena Sueca e algum Heavy Metal mais tradicional. A linha continua a mesma neste “The End Of The Hour” mas o resultado final não é tão satisfatório como na proposta anterior. Mas não deixa de ser um óptimo disco de Heavy / Death melódico! No que diz respeito à parte lírica, este é um disco conceptual sobre os horrores surreais que um homem experimenta na guerra, na morte e no além e que o inserem numa espécie de estado de semi-Deus que pode ter a capacidade de consumir a vida tal como a conhecemos. Mais uma vez a banda trabalhou com Erik Rutan (Hate Eternal, Cannibal Corpse, Goatwhore, Nile, Through The Eyes Of The Dead) e a materização ficou a cargo de Alan Douches (Nile, Sepultura, Mastodon). Para quem já conhece, é mais do mesmo, para quem não conhece ainda, é uma boa forma de verificar a sonoridade da banda e outra vertente de George “Corpsegrinder” Fisher dos Cannibal Corpse (também vocalista deste Paths Of Possession). A 11º faixa não está listada no disco e parece-me ser uma cover, alguém consegue descortinar alguma informação acerca disto? 70% http://www.metalblade.de/ / http://www.pathsofpossession.com/ / www.myspace.com/pathsofpossession
RDS
Labels:
CD,
Crossover,
Death Metal,
Melodic Death,
Speed Metal,
Thrash Metal
PEOPLE LIKE YOU RECORDS
Mad Sin – 20 Years In Sin Sin… (2CD, 2007) – People Like You
Como o título indica, este duplo disco marca a celebração dos 20 anos de pecado dos Germânicos Mad Sin. O primeiro CD inclui 13 temas de estúdio, entre os quais 6 temas novos e alguns B-Sides. No segundo CD temos uma gravação ao vivo em Hollywood, na sua digressão norte-americana no ano passado, além de dois vídeos ao vivo no Full Force 2006 na Alemanha. O primeiro CD peca pela sua curta duração, apenas 37 minutos, o que é pouco para 20 anos de actividade e diversos discos de estúdio. No segundo CD temos então a vertente ao vivo da banda, bem mais selvagem que em estúdio, mas aqui soa sobre-produzida (a gravação foi feita por Moses Schneider, produtor dos Beatsteaks) e com o público a soar exagerado (adicionado posteriormente em estúdio como habitualmente nos discos ao vivo?). Quanto aos dois vídeos, esses já nos dão a verdadeira essência “live” dos Mad Sin; alto, rápido, selvagem, cru. Se a parte áudio fosse assim… No geral, é uma boa forma de celebrar 20 anos de psychobilly / punk / rock ‘n’ roll mas, se o disco de estúdio incluísse mais temas e o disco ao vivo soasse mais “verdadeiro” (nem que o som fosse mais cru), então seria perfeito. De qualquer modo, os fãs vão gostar e, para quem não conhece, é uma boa forma de entrar no mundo Mad Sin. 75% http://www.peoplelikeyourecords.com/ / http://www.madsin.de/ / www.myspace.com/madsin / http://www.destiny-tourbooking.com/
Peter Pan Speedrock – Pursuit Until Capture (2007) – People Like You
Novo trabalho para este trio Holandês de speedrock. Já lá vão 7 álbuns (a contar com este) desde 1997. Em pouco mais de meia hora este power-trio debita 12 novos temas (e uma versão de “Sick Boy” dos GBH) de rock ‘n’ roll / rockabilly / punk / hard rock / speedrock bem alto, rápido, agressivo, sujo e cru. O som está limpo e nítido mas com aquela aspereza necessária ao género, alto e potente, cortesia do senhor Tomas Skogsberg, na Suécia. Já tinha ouvido falar da banda antes, mas ainda não tinha tido um contacto directo com a sua música, e este disco despertou-me o interesse para o seu fundo de catálogo. Nada de novo por aqui, apenas mais do mesmo, rock ‘n’ roll com raízes na velha escola. E isso é mau? Não, muito pelo contrário. Rock ‘N’ Roll up your ass! Para fãs de nomes como Ramones, Vibrators, Sex Pistols, Kiss, Motorhead, Zeke, Psychopunch, Jon Spencer Blues Explosion, Hellacopters, Gluecifer, Therapy?, entre outros. 80% http://www.peoplelikeyourecords.com/ / http://www.peterpanspeedrock.nl/
Mad Marge And The Stonecutters – Liberated! (2007) – People Like You
Porque é que todas as vocalistas de bandas de Psychobilly soam como a Gwen Stefani (ex-No Doubt)? Não é que isso seja necessariamente mau, mas já é muita coincidência. Bem, pelo início da minha crítica já ficaram a saber duas coisas, que se trata de uma banda de Psychobilly (a meio-tempo) e que tem uma mulher na “frente de batalha” (a Mad Marge). Este é o terceiro disco para a banda, o primeiro para a PLY. Contém 11 temas em cerca de 37 minutos. Não é do mais original que já se ouviu no género, até porque isso é difícil, mas o que fazem, fazem-no bem. Pode é tornar-se um pouco monótono para quem não gosta muito do género ou para quem procura algo diferente ou inovador na cena Psychobilly. Para fãs de HorrorPops, Thee Merry Widows, The Living End, Beatsteaks, Mad Sin e até mesmo No Doubt (nos seus melhores momentos). 70% http://www.peoplelikeyourecords.com/ / www.myspace.com/thestonecutters
Como o título indica, este duplo disco marca a celebração dos 20 anos de pecado dos Germânicos Mad Sin. O primeiro CD inclui 13 temas de estúdio, entre os quais 6 temas novos e alguns B-Sides. No segundo CD temos uma gravação ao vivo em Hollywood, na sua digressão norte-americana no ano passado, além de dois vídeos ao vivo no Full Force 2006 na Alemanha. O primeiro CD peca pela sua curta duração, apenas 37 minutos, o que é pouco para 20 anos de actividade e diversos discos de estúdio. No segundo CD temos então a vertente ao vivo da banda, bem mais selvagem que em estúdio, mas aqui soa sobre-produzida (a gravação foi feita por Moses Schneider, produtor dos Beatsteaks) e com o público a soar exagerado (adicionado posteriormente em estúdio como habitualmente nos discos ao vivo?). Quanto aos dois vídeos, esses já nos dão a verdadeira essência “live” dos Mad Sin; alto, rápido, selvagem, cru. Se a parte áudio fosse assim… No geral, é uma boa forma de celebrar 20 anos de psychobilly / punk / rock ‘n’ roll mas, se o disco de estúdio incluísse mais temas e o disco ao vivo soasse mais “verdadeiro” (nem que o som fosse mais cru), então seria perfeito. De qualquer modo, os fãs vão gostar e, para quem não conhece, é uma boa forma de entrar no mundo Mad Sin. 75% http://www.peoplelikeyourecords.com/ / http://www.madsin.de/ / www.myspace.com/madsin / http://www.destiny-tourbooking.com/
Peter Pan Speedrock – Pursuit Until Capture (2007) – People Like YouNovo trabalho para este trio Holandês de speedrock. Já lá vão 7 álbuns (a contar com este) desde 1997. Em pouco mais de meia hora este power-trio debita 12 novos temas (e uma versão de “Sick Boy” dos GBH) de rock ‘n’ roll / rockabilly / punk / hard rock / speedrock bem alto, rápido, agressivo, sujo e cru. O som está limpo e nítido mas com aquela aspereza necessária ao género, alto e potente, cortesia do senhor Tomas Skogsberg, na Suécia. Já tinha ouvido falar da banda antes, mas ainda não tinha tido um contacto directo com a sua música, e este disco despertou-me o interesse para o seu fundo de catálogo. Nada de novo por aqui, apenas mais do mesmo, rock ‘n’ roll com raízes na velha escola. E isso é mau? Não, muito pelo contrário. Rock ‘N’ Roll up your ass! Para fãs de nomes como Ramones, Vibrators, Sex Pistols, Kiss, Motorhead, Zeke, Psychopunch, Jon Spencer Blues Explosion, Hellacopters, Gluecifer, Therapy?, entre outros. 80% http://www.peoplelikeyourecords.com/ / http://www.peterpanspeedrock.nl/
Mad Marge And The Stonecutters – Liberated! (2007) – People Like YouPorque é que todas as vocalistas de bandas de Psychobilly soam como a Gwen Stefani (ex-No Doubt)? Não é que isso seja necessariamente mau, mas já é muita coincidência. Bem, pelo início da minha crítica já ficaram a saber duas coisas, que se trata de uma banda de Psychobilly (a meio-tempo) e que tem uma mulher na “frente de batalha” (a Mad Marge). Este é o terceiro disco para a banda, o primeiro para a PLY. Contém 11 temas em cerca de 37 minutos. Não é do mais original que já se ouviu no género, até porque isso é difícil, mas o que fazem, fazem-no bem. Pode é tornar-se um pouco monótono para quem não gosta muito do género ou para quem procura algo diferente ou inovador na cena Psychobilly. Para fãs de HorrorPops, Thee Merry Widows, The Living End, Beatsteaks, Mad Sin e até mesmo No Doubt (nos seus melhores momentos). 70% http://www.peoplelikeyourecords.com/ / www.myspace.com/thestonecutters
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Friday
The Chapter – Into The Abyss (EP, 2007)
Hoje em dia já ninguém chama “maquete” ou “demo” aos seus primeiros registos, mas sim EPs ou MCD’s. Sinais dos tempos. Bom, talvez seja eu que ainda tenho esperanças de que o Underground volte a ser como era antes. Deixemos as divagações e passemos ao que interessa. “Into The Abyss” é o registo de estreia para os Portugueses The Chapter. Nesta rodela prateada são apresentados 4 temas em cerca de 25 minutos. A orientação é Death / Doom com certos trejeitos góticos e até progressivos (poucos) e um pouco de Heavy / Thrash de cariz tradicional. É interessante eu ter referido o Underground de outras eras porque é o que estes 4 temas me fazem lembrar. Os riffs, as melodias, ritmos, voz, ambiências, tudo me faz lembrar as bandas Portuguesas de meados da década de 90. Posso referir nomes (apenas nacionais, como podem ver, e alguns já extintos até) como Moonspell, Desire, Morbid Death, Obscenus, Drawned In Tears, Paranormal Waltz ou Thragedium. Há aqui muitas ideias interessantes, algumas bem aproveitadas, outras assim-assim. Há algumas falhas a nível instrumental que tanto podem ser falta de mais tempo de ensaio e rodagem ao vivo como até alguma falta de experiência em estúdio. A produção também não é das melhores e não ajuda muito. É por isso mesmo que isto apresentado como um MCD perde um pouco, e se fosse apelidado de “demo” ser-lhe-ia dado o devido desconto em relação a estas “falhas”. De qualquer modo, gostei do que estão a tentar fazer e de me terem feito relembrar, ainda que por breves momentos, esses velhos tempos. Acredito que um segundo registo irá apresentar a devida evolução e será muito melhor. Aguardo ansiosamente por novos “capítulos”. Uma banda a ter debaixo de olho. 70% www.myspace.com/mtchapter
American Steel – Destroy Their Future (2007) – Fat Wreck Chords
Nunca tinha ouvido esta banda Norteamericana até agora, altura em que me chegou à caixa de correio este fabuloso “Destroy Their Future”. Trata-se do seu 4º trabalho, o primeiro através de Fat Wreck Chords. Após um hiato de 6 anos, a banda regressa com este novo trabalho, o qual é composto por 12 temas que rondam os 35 minutos. Nota-se que o trabalho de composição é cuidado e há aqui muito boas ideias, bem aproveitadas e executadas, cativantes, com refrões e melodias orelhudos. A banda vai buscar influência a bandas e estilos tão díspares como The Clash, Crass, The Pogues, Pop Punk, Hardcore, Irish Folk, Soul, ou até mesmo o som da mítica editora Motown, entre outros, e isso nota-se perfeitamente na sua música, conseguindo criar estes um som variado mas com um certo grau de homogeneidade, o som American Steel. Recomendo. 85% http://www.americansteel.org/ / http://www.fatwreck.com/ / http://www.fatwreck.de/
Transubstans Records
Burning Saviours – Nymphs & Weavers (2007): Este é já o terceiro trabalho para esta banda Sueca mas o primeiro através da Transubstans. Hard Rock dos 70s com orientação Doom e trejeitos Folk, influências directas de nomes como Black Sabbath, Pentagram, Uriah Heep, Jethro Tull, Deep Purple, Luv Machine e Leaf Hound. Ao todo são 9 temas em cerca de 44 minutos de duração. Ao Hard Rock da banda, pesado mas com muita melodia, alia-se um carácter doomy bem acentuado, dando os trejeitos Folk uma outra cor ao resultado final. Gostei muito destes Burning Saviours e desta proposta “Nymphs & Weavers”. Este disco fez-me ir procurar os outros dois anteriores e, se possível, até as maquetes. Para os fãs das bandas já mencionadas. Recomendo vivamente! 95% http://www.burningsaviours.com/ / www.myspace.com/burningsaviours1 / http://www.recordheaven.net/Transsubstans/index.htm / www.myspace.com/transubstans
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Graveyard – Graveyard (2007): Disco de estreia para os Suecos Graveyard. Hard Rock dos 70s com orientação de Rock psicadélico e influências Folk. São 9 temas que não chegam ao 40 minutos de duração. Descendência bastarda de nomes como Cream, Leaf Hound, Blue Cheer, Iron Butterfly, Luv Machine, Comus, ou mais recentemente os Witchcraft, entre outros. Não tão direccionado para os fãs de Hard Rock setentista (que também irão gostar certamente) mas sim para os amantes de Rock psicadélico (60s/70s). Já ouvi melhor em outras bandas contemporâneas com som retro (já nem falo nas da época) mas o que aqui está é acima da média e, além disso, soa-me honesto e verdadeiro. Vale a pena uma audição atenta e, se for o vosso estilo, comprem. 75% www.myspace.com/graveyardsongs / http://www.recordheaven.net/Transsubstans/index.htm / www.myspace.com/transubstans
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Graveyard – Graveyard (2007): Disco de estreia para os Suecos Graveyard. Hard Rock dos 70s com orientação de Rock psicadélico e influências Folk. São 9 temas que não chegam ao 40 minutos de duração. Descendência bastarda de nomes como Cream, Leaf Hound, Blue Cheer, Iron Butterfly, Luv Machine, Comus, ou mais recentemente os Witchcraft, entre outros. Não tão direccionado para os fãs de Hard Rock setentista (que também irão gostar certamente) mas sim para os amantes de Rock psicadélico (60s/70s). Já ouvi melhor em outras bandas contemporâneas com som retro (já nem falo nas da época) mas o que aqui está é acima da média e, além disso, soa-me honesto e verdadeiro. Vale a pena uma audição atenta e, se for o vosso estilo, comprem. 75% www.myspace.com/graveyardsongs / http://www.recordheaven.net/Transsubstans/index.htm / www.myspace.com/transubstans-
Oresund Space Collective – The Black Tomato (2007): Terceiro disco para este projecto multinacional (Dinamarca, Suécia e USA). São mais 77:11 de improvisação Space Rock / Prog / Psychedelic / Krautrock. Nesta nova proposta são apresentados apenas 3 temas mas estão divididos em 9 faixas. Para quem já conhece o projecto, já sabe o que esperar. Para quem não conhece, pode-se alinhar uma série de nomes de referência como Hawkwind, Gong, Ozric Tentacles, Tangerine Dream, The Spacious Mind ou Hidria Spacefolk, entre outros. É mais do mesmo, mas é mais do melhor que se faz hoje em dia no género. Recomendo! Salienta-se ainda a disponibilização do projecto de todas as suas “jam sessions” no seu “website” oficial, podendo os fãs fazer o “download” gratuito de cerca de 35 horas de material. Além disso, todas as suas actuações ao vivo estão também disponíveis no “website” Live Archive (http://www.archive.org/). 80% http://www.oresundspacecollective.com/ / http://www.recordheaven.net/Transsubstans/index.htm / www.myspace.com/transubstans
Labels:
70s Hard Rock,
70s Heavy Rock,
CD,
Psychedelic,
Space Rock
Tuesday
Satoko Fujii & Natsuki Tamura
Neste fugaz texto irei apresentar seis edições e reedições (remasterizadas em 24 bits) de trabalhos da responsabilidade de Satoko Fujii (piano) e Natsuki Tamura (trompete) em alguns dos seus diversos projectos. São todos trabalhos muito acima da média que irão agradar a amantes de Jazz (tanto na sua vertente tradicional como na sua faceta mais Avantgarde e experimental) e a fãs de música Japonesa no geral. Vêm todos apresentados em caixas de cartão, estilo digipack, com um pequeno livrete de 4 páginas com as informações essenciais. Gosto muito da presentação destes CDs. Quanto à Libra Records, a responsável por estes discos, é uma editora Japonesa de Jazz Avantgarde da responsabilidade da própria Satoko Fujii.
Não sou um connaisseur da matéria, mas gosto de algumas coisas de Jazz, de material Avantgarde e, acima de tudo, música que venha do Japão, um país que me fascina imenso a vários níveis. Aqui vão então críticas simples e directas, baseadas apenas nas impressões e sensações que a música causa, por parte de um leigo na matéria, mas que gosta muito de música. Os aspectos técnicos, esses, deixo-os para os entendidos. A mim interessa-me apenas se é bom ou mau. Se gosto ou não!
Inicio com a referida pianista, Satoko Fujii, e o seu disco a solo “Indication” (Libra, 2004). São gravações de 1996 que são lançadas novamente em 2004. Composições próprias a par de peças de outros compositores, além de um tema tradicional Japonês. Os 50 minutos que compõem o disco podem tornar-se um pouco monótonos para quem, como eu, não está habituado a peças a solo no piano. No entanto, a qualidade é inegável. 70%
Não sou um connaisseur da matéria, mas gosto de algumas coisas de Jazz, de material Avantgarde e, acima de tudo, música que venha do Japão, um país que me fascina imenso a vários níveis. Aqui vão então críticas simples e directas, baseadas apenas nas impressões e sensações que a música causa, por parte de um leigo na matéria, mas que gosta muito de música. Os aspectos técnicos, esses, deixo-os para os entendidos. A mim interessa-me apenas se é bom ou mau. Se gosto ou não!
Inicio com a referida pianista, Satoko Fujii, e o seu disco a solo “Indication” (Libra, 2004). São gravações de 1996 que são lançadas novamente em 2004. Composições próprias a par de peças de outros compositores, além de um tema tradicional Japonês. Os 50 minutos que compõem o disco podem tornar-se um pouco monótonos para quem, como eu, não está habituado a peças a solo no piano. No entanto, a qualidade é inegável. 70%
Continuo com o Satoko Fujii Trio que inclui, além da pianista, Mark Dresser no baixo e Jim Black na bateria. “Illusion Suite” (Libra, 2004) é o disco. Gravado em 2003 e editado no ano seguinte, este inclui 4 composições de Fujii que perfazem pouco mais de 54 minutos. Este já irá agradar um pouco mais os amantes de Jazz Avantgarde mas está um pouco direccionado para a linha tradicional. 80%
“South Wind” (Libra, 2004) é um disco da Satoko Fujii Orchestra. A pianista alia-se a 16 músicos de diversas proveniências. Entre estes inclui-se Natsuki Tamura, o qual assina 2 das 5 composições que compõem aquele que é um dos meus discos favoritos de todo este pacote. A gravação original data de 1997. Amantes de um Jazz mais selvagem, sem regras e sem barreiras, este é para vocês. 95%
Segue-se o Natsuki Tamura Quartet com “Exit” (Libra, 2004). Ao trompetista aliam-se Fujii (piano), Takayuki Kato (guitarra) e Ryojiro Furusawa (bateria). Cinco composições da responsabilidade de Tamura, gravadas em 2003, são-nos apresentadas nesta rodela. Aqui já nos aproximamos da música de cariz experimental com toques ambientais. Para os fãs de experiências sonoras. 85%
“How Many” (Libra, 2004) põe lado-a-lado Natsuki Tamura e Satoko Fujii. As gravações são de 1996. São 12 composições mútuas e mais uma da responsabilidade de cada um dos compositores / músicos. Mais uma vez o lado selvagem, experimental e sem barreiras do Jazz Avantgarde. 85%
Finalizo com o projecto Junk Box e “Fragment” (Libra, 2006). Tamura e Fujii nos seus respectivos instrumentos aos quais se junta o percussionista John Hollenbeck. As composições são todas de Satoko Fujii. As gravações são de 2005. Dez temas plenos de experimentação é o que este projecto nos oferece. Ao contrário da sua designação, isto não é lixo, mas sim material de alta qualidade. Mais uma vez, para amantes de material mais Avantgarde. 90%Recomendo vivamente! RDS
Libra Records: http://www2s.biglobe.ne.jp/~Libra/
Friday
Tesco Organisation / Hau Ruck!
Anenzephalia – Ephemeral Dawn (2007) – Tesco Organisation: Este disco foi originalmente editado em 1996, numa edição limitada a 750 exemplares, e já se encontra esgotado desde então. A Tesco reedita-o agora em 2007 em formato digipack com livrete a acompanhar. Este género de recuperações são sempre bem-vindas e esta o é com certeza! Trata-se aqui de 11 faixas, na sua maioria, gravadas ao vivo entre 1992 e 1995. Power Electronics e Industrial são as designações principais às quais se podem juntar ainda Dark Ambient e Experimental. Apenas aconselhado a fãs do género. 80% http://www.tesco-germany.com/
Apoptose – Schattenmädchen (2007) – Tesco Organisation: Terceiro disco para os Apoptose. Ao longo dos anos, alguns destes temas têm visto a luz do dia em compilações, outros nunca foram editados. Em 2006 os Apoptose juntam-se ao autor cyberpunk Japonês Kenji Siratori para dar uma nova roupagem a estas faixas e iniciar a gravação deste disco. Os temas foram remisturados, regravados e renomeados para este efeito. Neste trabalho, o projecto usa pela primeira vez “spoken word”. Usam-se tanto o japonês como o alemão e o inglês. As 7 faixas aqui incluídas remetem-nos para um mundo desolado e moribundo, sem luz do dia e oxigénio. As letras remetem-nos para o submundo de megacidades Japonesas, as profundezas das vias de informação electrónicas e ainda pesadelos de crianças. O disco vem com uma apresentação soberba, num digipack de 6 painéis com livrete. Dark Ambient, Martial e Experimental são as palavras de ordem em “Schattenmädchen” (“criança da sombra”), uma obra-prima. 90% http://www.apoptose.net/ / http://www.myspace.com/apoptose / http://www.tesco-germany.com/
Apoptose – Schattenmädchen (2007) – Tesco Organisation: Terceiro disco para os Apoptose. Ao longo dos anos, alguns destes temas têm visto a luz do dia em compilações, outros nunca foram editados. Em 2006 os Apoptose juntam-se ao autor cyberpunk Japonês Kenji Siratori para dar uma nova roupagem a estas faixas e iniciar a gravação deste disco. Os temas foram remisturados, regravados e renomeados para este efeito. Neste trabalho, o projecto usa pela primeira vez “spoken word”. Usam-se tanto o japonês como o alemão e o inglês. As 7 faixas aqui incluídas remetem-nos para um mundo desolado e moribundo, sem luz do dia e oxigénio. As letras remetem-nos para o submundo de megacidades Japonesas, as profundezas das vias de informação electrónicas e ainda pesadelos de crianças. O disco vem com uma apresentação soberba, num digipack de 6 painéis com livrete. Dark Ambient, Martial e Experimental são as palavras de ordem em “Schattenmädchen” (“criança da sombra”), uma obra-prima. 90% http://www.apoptose.net/ / http://www.myspace.com/apoptose / http://www.tesco-germany.com/
Naevus – Silent Life (2007) – Hau Ruck! / Tesco Distribution: Edição da Austríaca Hau Ruck, este é já o 5º trabalho dos Naevus, mas o 1º como um quarteto. Lloyd (voz, guitarra acústica, teclas) e Joanne (baixo, acordeão, teclas) vêm-se agora acompanhados por Greg Ferrari (Womb, Bedsit Injury) na guitarra eléctrica e John Murphy (Knifeladder, Shining Vril, SPK, The Associates, etc.) na bateria e percussão. Em 4 das faixas deste disco contam ainda com a participação de Rose McDowall (Strawberry Switchblade, Sorrow, Coil, etc); noutras duas contam com a voz e/ou teclas de David E. Williams (cantautor norteamericano); e outras duas incluem ainda o violino de Matt Howden (Sieben, Sol Invictus, Raindogs, etc.). O CD vem num belo digipack (eu já disse que venero este formato?) com um livrete de 16 páginas com as letras, informações e fotografias. São 45 minutos divididos em 8 faixas de Neo-Folk / Neoclassical da mais alta qualidade. Um verdadeiro achado este. Não conhecia o projecto antes, por isso, ainda tenho 4 discos por ouvir. Se forem tão bons quanto este…! Mas ainda vou demorar um pouco pois ainda estou preso a esta pérola! 95% http://www.naevus.co.uk/ / www.myspace.com/naevus / http://www.hauruck.org/ / http://www.tesco-germany.com/
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Dark Folk,
Experimental,
Industrial,
Martial,
Power Electronics
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