Friday

11º Cercal Rock

Olivion Circle + The Chapter

Smartini


Cold Meat Industry - Live In Australia (Trailer)

Extreme Aggression Fest III


London After Midnight


Corvux Corax






Forever In Terror - Entrevista

- Forever In Terror (meaning of the name, short bio, discography, highlights, …):
The name means people in this world will live Forever In Terror of what is to come… Eventually it will be the end. We formed 4 years ago in 8th grade and have worked our asses off ever since to make it to the top. We recorded and released a 3 song demo that was released under our old name of 7th Plague. That demo got us signed to Metal Blade Records. We just released our first full length entitled “Restless in the Tides” worldwide this June. Check it out and come see us on tour!

- “Restless In The Tides” (rehearsing / writing process, recording process, label, …):
We had a good while to work on this album. It was a slow but fun and challenging process for all of us. The recording was done over our Christmas break from High School in Dec. of 06. It features our friend Mark Hunter from Chimaira on vocals for the song “In the face of the Faceless” it kicks ass.

- Lyrics (influences, subjects, ideas, messages, …):
My lyrics are mostly just the everyday bullshit and feeling we all deal with. Its like a stress relief to sit and write how I feel instead of just being a complete dick all the time. haha. Some songs are about hatred towards my father, if there is a god, suicide, a girl, many different things.

- Album frontcover / artwork (who, why, meaning, …):
It was done by a well known artist from Cleveland, OH. His name is Derek Hess he owns Strhess Clothing and The Strhess Tour (Shadows Fall, Poison The Well, Murder By Death) etc. He created the painting for us after we told him the meaning of the album. He did a great job. It means you are always being pulled by the tides of life. This way and that. Its the process of being so frustrated with everything and there is nothing you can do to stop or change the process of life. Your restless.

- Live tour to promote the new record:
We need a solid booking agent. We tour as much as possible!

- Musical (and other) influences:
Kiss, At The Drive-In, The Mars Volta, Through The Eyes Of The Dead, Circa Survive, Glass Casket, GlassJaw, Into The Moat, From A Second Story Window, August Burns Read, Unearth, The Black Dahlia Murder, more…

- Metalcore. Your opinion:
Just a name and a title for people who have nothing better to do then critic and ridicule music. Its lame as hell. If its heavy then its FUCKING METAL. Fuck all your core bullshit. That can be shoved up who ever created that’s ass!

- Final Message:
F-OFF! Hahah just playing. Thanks so much for this interview. Its been great. Please check out our debut album to get the shit knocked out of you!
“Restless In The Tides” in stores NOW on METAL BLADE RECORDS
www.myspace.com/fitmetal

Later – Chris Bianchi FIT

Tuesday

DANCING FERRET DISCS

Information Society – Synthesizer (2007) – Hakatak / Dancing Ferret Discs
Information Society é um proejcto Norteamericano que se move nas linhas do Electropop dos 80s com toques de EBM e Electrogoth. Este trabalho reúne 13 temas na linha já referida e as influências variam desde o Electropop de Depeche Mode ou De/Vision, passando pela vertente dançante de Assemblage 23, Apoptygma Berzerk, VNV Nation, Covenant, Icon Of Coil ou NamNamBulu. Não é mau de todo mas soa muito lugar comum e até algo kitsch (leia-se: electrónica dos 80s já fora de moda). Mas isso até lhe dá um certo ar de graça. De qualquer modo, fãs dos nomes já referidos podem encontrar pontos de interesse neste “sintetizador” encontrado algures no sótão lá de casa, já cheio de aranhas e com um forte cheiro a mofo. Falta ainda referir que este é um licenciamento da Hakatak International à Dancing Ferret Discs para o mercado Norteamericano e Europeu. 70% http://www.hakatak.com/ / http://www.informationsociety.us/ / www.myspace.com/informationsociety / http://www.dancing-ferret.com/

Carfax Abbey – It Screams Disease (2007) – Dancing Ferret Discs
Mais um projecto Norteamericano. A capa é logo a primeira cosia que chama a atenção. OK, o que é que vai sair daqui? Pensei logo eu. Pensei logo em aproximações ao Metal Gótico, mas não, estava enganado, ou pelo menos em parte. Os Carfax Abbey (belo nome!) tocam uma fusão de Rock Industrial com Gótico e algum Metal (pelo menos em algum do peso que marca a sonoridade banda). Uma toada roqueira marca todo o disco que, além da toada Electro / Industrial, tem um ambiente marcadamente negro e denso. Quase todas as bandas que tentam fazer este tipo de sonoridade, e que eu tenho ouvido nos últimos tempos, falham redondamente nos seus intentos. Não é este o caso, conseguindo os Carfax Abbey criar um disco forte, coeso, negro e agressivo. Não é uma obra-prima do estilo, é até bem cliché, mas safa-se muito, muito bem. Ao todo são 13 temas em cerca de 55 minutos que irão agradar a fãs de nomes como Ministry, Nine Inch Nails (antigo), Front Line Assembly, Killing Joke, Revolting Cocks, KMFDM, Marilyn Manson (antigo), Die Krupps ou Das Ich. 75% http://www.carfaxabbey.com/ / www.myspace.com/carfaxabbey / http://www.dancing-ferret.com/

Irfan – Seraphim (2007) – Prikosnovénie / Noir / Dancing Ferret Discs
Irfan é um projecto da Bulgaria que assenta a sua sonoridade numa fusão de Ethereal e música étnica e ancestral. A música dos Irfan é carregada de emoção, intensa, bela e com muita alma. Aos diversos instrumentos tradicionais alia-se uma voz angelical que nos transporta para outros tempos e locais exóticos. Um disco que me agradou imenso e que eu recomendo vivamente a amantes deste tipo de sonoridades e não só. A edição original é da Prikosnovénie, tendo eu em mãos um licenciamento para o território Norteamericano da responsabilidade da Noir Records, uma subsidiária da Dancing Ferret Discs. Para fãs de Loreena McKennitt, Dead Can Dance, Louisa John-Krol, The 3rd And The Mortal, Ataraxia, In The Nursery, Black Tape For A Blue Girl, Gor ou Dwelling, entre outros. 90% http://www.irfanmusic.com/ / www.myspace.com/irfantheband / http://www.prikosnovenie.com/ / http://www.noir-records.com/ / http://www.dancing-ferret.com/

Sunshine Blind – Rewind 2CD (2007) – Dancing Ferret Discs
Sunshine Blind foi uma banda de Rock Gótico dos USA que existiu entre 1991 e 1997, fazendo ainda algumas digressões com diferentes membros entre 97 e 98, gravando um terceiro disco em 2003, acabando a sua carreira definitivamente em 2004. Ora, este “Rewind” não é mais do que a recuperação dos dois primeiros discos, “Love The Sky To Death” de 1995 e “Liquid” de 1997. Além dos álbuns originais incluem-se aqui algumas faixas bónus tais como sobras de estúdio, temas ao vivo e temas de compilações, assim como um vídeo. O belíssimo livrete contém uma extensa biografia da banda e fotografias, mas peca pela falta de informação sobre as faixas extra. Quem já leu algumas das minhas críticas sabe que eu tenho alguma apetência para este tipo de reedições e recuperações de material esgotado e raridades. É este o caso, não só pelo carácter histórico da edição mas também pela música em si, 90s Gothic Rock da mais alta qualidade.
Já agora pode-se referir que esta foi mais uma das inúmeras bandas que foi “vítima” das já conhecidas manias de Andrew Eldritch dos Sisters Of Mercy, algo que porventura, iria ditar o fim precoce do projecto.
São 30 faixas em 2 horas e 20 minutos de pura negridão, saudade e melancolia que eu recomendo a góticos e coleccionadores em geral. 95% http://www.sunshineblind.com/ / http://www.dancing-ferret.com/

Críticas por RDS

LION MUSIC

Angel Of Eden – The End Of Never (2007) – Lion Music
Este é o novo projecto de Roger Staffelbach, guitarrista dos Artension. Nesta nova aventura juntam-se a Roger o vocalista Carsten “Lizard” Schulz (Evidence One, ex-Domain), o teclista Mistheria (solo, Bruce Dickinson) e o baterista Rami Ali (Evidence One). Além da banda principal, o álbum conta com a participação de Steve DiGiorgio (ex-Testament, ex-Death, ex-Iced Earth, etc) que gravou todas as partes de baixo, John West (ex-Royal Hunt), David Shankle (David Shankle Group, ex-Manowar) e Ferdy Doernberg (Axel Rudi Pell). Em “The End Of Never” são apresentados 10 temas (mais 1 faixa bónus, uma fantástica versão de “You Don’t Remember, I’ll Never Forget” de Yngwie Malmsteen) de Metal Neoclássico. Riffs e solos de guitarra fantásticos, secção rítmica poderosíssima, vocalizações soberbas, é isto que este Anjo Do Éden nos oferece em pouco mais de 51 minutos. À típica sonoridade Heavy Neoclássico adicionam ainda algum do poder e velocidade do Power Metal Europeu assim como melodias e coros saídos dos 80s (tanto do Heavy como do típico Rock oitentista e até mesmo de musicais). Há já muito tempo que não ouvia um disco de Heavy / Power / Neoclássico que me fizesse vibrar tanto quanto este. Já o ouvi 3 vezes e não o pretendo retirar de perto do leitor tão cedo! Uma boa aposta para fãs de nomes como Artension, Yngwie Malmsteen, Royal Hunt, Survivor, Gamma Ray, Helloween, Symphony X, Virgin Steele, At Vance, Edguy, Kamelot, Epica, etc. 95% http://www.angelofeden.com/ / www.myspace.com/angelofedenband / http://www.rogerstaffelbach.com/ / www.lionmusic.com/angelofeden.htm

MCM – 1900 Hard Times (2007) – Lion Music
Este é um projecto que reúne 3 excelentes músicos da cena Hard ‘N’ Heavy, já com créditos firmados, Alex Masi (guitarra, loops), Randy Coven (baixo) e John Macaluso (bateria), daí a designação do MCM (Masi-Coven-Macaluso). Este é um disco que reúne 12 faixas gravadas ao vivo em diversos locais. A música de MCM é 80% de improviso, sem qualquer regra musical ou estruturas pré-fabricadas a restringir a criatividade dos músicos envolvidos, numa total liberdade de execução. O resultado é uma mescla de Hard Rock, Heavy Metal, Rock Progressivo, Jazz, Fusion e inclusive Drum ‘N’ Bass e música étnica. Desenganem-se os que já estão a pensar que isto deve ser um mero exercício demonstrativo de potencialidades técnicas, de músicos para músicos, algo perfeitamente aborrecido para o mero ouvinte. Nada disso, os MCM conseguem criar excelentes instrumentais de Hard / Heavy / Jazz / Fusion / Progressive que se ouvem muito bem. São cerca de 57 minutos de pura liberdade artística que irá agradar a fãs de qualquer um dos géneros acima mencionados. 85% http://www.alexmasi.net/ / http://www.randycovensite.com/ / http://www.johnmacaluso.com/ / www.lionmusic.com/mcm1900.htm

Palace Terrace – Flying Through Infinity (2007) – Lion Music
Palace Terrace é um projecto do guitarrista George Bellas (ex-Ring Of Fire, Mogg/Way). A este alia-se o tenor Jonathan R Marshall e o percussionista Sasha Horn. “Flying Through Infinity” é um disco conceptual, a história narra a viagem de uma alma pelo infinito do Universo, é uma história de introspecção da condição humana, nada que não se tenha já feito, portanto. A nível musical, lidamos aqui com um misto de Metal Neoclássico, Progressivo, e Hard ‘N’ Heavy tradicional, sempre com aquele ambiente cinematográfico, teatral e épico, típico de disco conceptual. Bellas é responsável por quase tudo no álbum, desde o conceito, composição, orquestrações, produção, assim como quase todos os instrumentos musicais. A nível lírico, como já referi, nada de novo; a nível musical, nada de surpreendente ou extraordinário. A nota de imprensa é um desfilar de termos técnicos musicais, o que dá a entender, e é mesmo isso que acontece, que a maior preocupação foi a de gravar algo perfeito a nível técnico, ficando a “alma” da coisa algo esquecida. Além disso, o som é algo mecânico e frio, algo que a mim particularmente me faz muita confusão. Apenas para fanáticos deste tipo de discos. Para mim, mais um disco mediano, entre tantos outros. 55% http://www.palaceterrace.com/ / http://www.georgebellas.com/ / www.myspace.com/palaceterrace / www.myspace.com/georgebellas / www.lionmusic.com/palaceterrace.htm

Lion Music: www.lionmusic.com / www.myspace.com/lionmusiclabel

RAGING PLANET RECORDS

Qwentin – Première! (2007) – Raging Planet Records
Disco de estreia para os Portugueses Qwentin. Rock enérgico é o que nos apresentam nestes 12 temas (+1 escondido). Qwentin é um contador de histórias que acredita que todas as línguas do mundo podem ser perceptíveis se a isso nos predispusermos. Daí as letras serem apresentadas em diversas línguas como castelhano, português, inglês, italiano, francês, holandês e até esperanto. As 12 faixas são apresentadas como se de filmes, curtas-metragens ou peças teatrais se tratasse (daí o título do álbum). Até os músicos são apresentados como Bárány, Drepopoulos, Gospodar, Morloch e Qweon, todos com o mesmo nome de família “Qwentinsson”. Os próprios créditos do disco estão escritos numa linguagem que me parece fusão de diversas línguas reais e alguma ficção. Em termos musicais não é nada de novo, original ou arrojado. Rock simples, directo, com toques de Metal, Emo, Pop e Ska, mas com algumas boas ideias e interlúdios como “trailer de Aqui” ou “intervalo” a incrementar a teatralidade da sua música. Teatralidade essa que segundo parece, transportam para as suas actuações ao vivo, misto de concerto Rock, drama teatral e projecções de vídeos. Chamou-me a atenção, aguardo pois a oportunidade de constatar isso “in loco”. À primeira audição vêm logo à cabeça nomes como Blasted Mechanism, Abstrakt Circkle, Zen, Mr Bungle, Secret Chiefs 3, Tub Ring, entre outros. Falta ainda referir a participação de Rui Duarte dos Ramp no tema “Mind (The) Thieves”. Esta “estreia” (usando o título do disco) contém algumas boas ideias e um forte potencial, mas um pouco mais de rodagem ao vivo e de garagem irá trazer-nos, com certeza, um segundo disco bem mais interessante. Aguardo ansiosamente. 75% http://www.qwentin.com/

Banshee And Something Else We Can’t Remember – This Place Is A Zoo (2007) – Raging Planet Records
Finalmente o disco de estreia desta banda de Ska-Punk-Core. Após um EP em 2004 e alguns anos de rodagem ao vivo, eis que a banda se encontra na altura certa para a estreia em disco de longa-duração. Hoje em dia é habitual que as bandas gravem logo o disco sem passarem pela fase de maquetes, actuações, amadurecimento a nível musical e composicional, daí muitos dos discos de estreia serem autênticas desgraças. Não foi o que aconteceu a estes Banshee. Por isso mesmo este disco de estreia demonstra uns Banshee que sabem o que estão a fazer com os seus instrumentos, que sabem escrever temas de Punk Rock / Skacore, que denotam trabalho e empenho naquilo que fazem. Ao todo são 10 temas em cerca de 46 minutos (com desnecessário espaço em branco para faixa escondida e brincadeira final) que trazem à memória nomes como Mad Caddies, Sublime, Voodoo Glow Skulls, Less Than Jake, Catch 22 e outros que tais. O disco foi trabalhado num espaço de 2 anos em dois estúdios da área de Lisboa e depois foi colocado nas mãos de Eddie Ashworth (Sublime, Long Beach Dubstars, Pennywise, etc) para as misturas e nas de Jason Livermore e Bill Stevenson (NoFX, Less Than Jake, MxPx, Lagwagon, Good Riddance, Propagandhi, etc) para a masterização. Apesar das descaradas influências e da desnecessária faixa escondida, um excelente álbum de Skacore feito em Portugal. 80% http://www.drunkbuthappy.com/ / www.myspace.com/basewcr

Rizoma – Insistir No Zero (2007) – Raging Planet Records & Babuíno Discos
A banda é composta por 3 ex-Toranja. O disco de estreia deste projecto Rizoma segue uma linha similar à da sua antiga banda, Pop / Rock com o tradicional formato de canção e vocalizações em português. Alguns temas são mais roqueiros como “Mundo Estranho”, “Gritas Contente”, “Amor Obtuso” ou “Clínica Do Senso” (estes dois últimos com um cheiro a Rock Português dos 80s). Há ainda tempo para uma faixa escondida linha rock psicadélico. Algumas ideias são boas, outras são muito lugar-comum e outras não resultam de todo. Um álbum muito heterogéneo que passa do Pop “mainstream” ao Rock 80s, do acústico ao Blues Rock, sempre sem qualquer lógica. Material mais linear e homogéneo, algumas ideias mais fracas deixadas de lado, e os Rizoma podem conseguir um segundo disco bem mais interessante. Para já, um disco mediano, que passará despercebido no meio de tantos outros com material mais apelativo e que desafia os sentidos do ouvinte. 55% www.myspace.com/rizomapt

Críticas por RDS

V/A – Tributo A Mão Morta – E Se Depois… (2007) – Raging Planet Records

1 – Dead Combo – Aum: Versão instrumental. Um tema sinistro como é “Aum” transformado numa fusão canção de embalar / Easy-Listening / Fado. Boa abertura de disco.
2 – WrayGunn – E Se Depois: Esquisito ouvir este tema Rock numa versão Electro Tango / Blues Rock. A visão dos WrayGunn deste tema. No mínimo interessante. Voz feminina.
3 – CineMuerte – Chabala: Versão Electropop / Gótico / Rock pelas mãos deste duo. Uma transformação do original ao Universo bem característico de CineMuerte. A voz feminina adiciona uma outra dimensão ao refrão. Gostei muito.
4 – Dr. Frankenstein – Anjos Marotos / Marraquexe (Pç. Das Moscas Mortas): Mais uma versão particular. Fusão de dois temas. Surf Rock instrumental com passagens spoken-word em tom lo-fi. Gostei. Simples mas funcional.
5 – The Temple: Budapeste (Sempre A Rock & Rollar): Uma das melhores versões. Este clássico, um dos mais conhecidos pelo público em geral, é aqui transformado num típico tema The Temple. Se não conhecesse o original diria que é mesmo um tema dos Temple. Fantástico!
6 – Bunnyranch – As Tetas Da Alienação: Blues Rock / Retro Rock. Os BunnyRanch apoderam-se do tema dos Mão Morta e fazem-no seu. Gostei.
7 – Balla – Oub’Lá: Um tema Rock tão forte como este, com uma letra agressiva, soa esquisito numa versão Electropop / Easy-Listening / Cabaret. A letra já não soa tão agressiva, anárquica, politicamente incorrecta mas sim… sarcástica, dissimulada, perigosa. Gostei da dicotomia letra / (novo) instrumental.
8 – Volstad – É Um Jogo: Outra das minhas versões favoritas. Versão Gótica / Dark Rock. A letra soa mais negra, intensa e depressiva. Muito bom!
9 – Houdini Blues – Charles Manson: Já conhecia esta. Por mais que ouça esta versão, soa-me sempre extremamente esquisita. Os Mão Morta numa linha Funk Rock / Disco-Sound / Electropop. O refrão está fantástico, o resto da letra é que soa desenquadrada e perde algum do seu sentido. Outra visão particular.
10 – [F.e.v.e.r.] – Vamos Fugir: Uma das melhores versões! Fantástico! Industrial Rock / Electro Metal / Gótico. Mais uma transformação do original ao universo característico da banda.
11 – D’Evil Leech Project – Cão Da Morte: Eu não consigo pensar noutro tema que se enquadrasse melhor naquilo que os D’Evil Leech fazem. Parece que este tema foi composto de propósito, tanto a nível instrumental como lírico, para o Electro / Industrial / Death Metal destes senhores. Gostei.
12 – The Ultimate Architects – Bófia: Versão Electro / Experimental / Industrial / Dark para “Bófia”. Gostei do resultado final. Letra muito bem enquadrada no instrumental de cariz electrónico. Uma outra maneira de ouvir os Mão Morta.
13 – Acromaníacos – Reví A Malvada Prima: Hardcore. Não sou grande fã do humor brejeiro dos Acromaníacos (o meu é mais linha Britânica, sarcástico, menos directo) mas esta versão está muito boa. Com o avançar do disco ouvem-se 1001 maneiras de refazer o universo Mão Morta, já por si bem ecléctico.
14 – Demon Dagger – Anarquista Duval: Thrash Metal. Outra que já conhecia. Já tinha ouvido ao vivo. Na altura soou apenas um pouco mais pesada que o original, nada mais. Esta versão de estúdio já me soa muito melhor. Gosto muito.
15 – Mécanosphère – Istambul (Um Grito): Adolfo (metade integrante deste projecto) a participar no tributo à sua própria banda. Uma oportunidade para ele de dar outra roupagem a este particular tema de “Mutantes S.21”. Ficou ainda mais esquisito. Parece Einstürzende Neubauten dos primórdios! Uma fabulosa versão esta.
16 – TwentyInchBurial – Em Directo (Para A Teelvisão): Versão Hardcore / Metalcore para um tema de tendência Pop. Mais uma das 1001 maneiras atrás referidas. Há outras mais interessantes, mas esta também está boa.

Desabafos Pessoais: Então ninguém se lembrou de fazer versões de “Lisboa”, “Barcelona”, “Quero Morder-Te As Mãos” ou “Maria Oh Maria”? É certamente difícil escolher entre toda a discografia dos Bracarenses! Os Moonspell não estavam para integrar este tributo? Seria interessante. Um calendário preenchido, com certeza. Este é um tributo a uma banda alternativa pelos instrumentos e vozes de bandas alternativas, mas seria interessante ouvir uma versão de Mão Morta pelos Xutos & Pontapés. Talvez num outro tributo mais “mainstream” que nunca se virá a concretizar (suspiro). Tantas bandas ficaram de fora que poderiam fazer versões interessantíssimas. Questões de logística, temos de compreender. Talvez um segundo volume num futuro próximo.

Considerações Finais: É interessante verificar que nenhuma das versões é igual ao original. Todas elas são introduções dos temas originais aos universos das bandas. A sensação geral é de que se está a ouvir uma compilação normal, com temas originais, e não um tributo. É assim que se presta tributo, pela assimilação de influências, ideias e consequente reinterpretação, não pela cópia descarada. Ponto positivo para todas as bandas por esta abordagem.
Além dos 16 temas áudio, inclui-se aqui uma faixa multimédia com dois vídeos para temas deste tributo, The Temple e Houdini Blues.
Falta ainda referir que as ilustrações foram cedidas pela artista plástica Ana Lima-Netto. Não tenho o livrete completo, mas a capa adequa-se na perfeição ao universo Mão Morta.

Balanço Final: Positivo.
Percentagem: 90%

Crítica por RDS

Raging Planet Records: www.ragingplanet.web.pt / www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal

SUDDEN DEATH RECORDS

V/A – Vancouver Complication (1979 – 2005) – Sudden Death Records
Há compilações e compilações. Esta é uma daquelas que fez todo o sentido na altura em que foi lançada, que representava uma cena local, numa determinada época. Era válida na altura do seu lançamento e ainda o é hoje em dia, embora em contextos diferentes. Este é o tipo de compilações que sobrevive ao tempo e, a cada segundo que passa, à medida que os anos passam, o seu valor documental aumenta. “Vancouver Complication” representa o Punk e a New Wave de finais da década de 70 em Vancouver (uma das bandas é “outsider”). E aqui não é só o valor documental da colectânea, das bandas e das faixas incluídas que está a ser avaliado, pois a música continua a soar fresca após 28 anos. As bandas aqui incluídas são: Pointed Sticks, Exxotone, D.O.A., Active Dog, Wasted Lives, Subhumans, U-J3RK5, No Fun, The Dishrags, BIZ, K-Tels (pre-The Young Canadians), The Shades, Tim Ray & A.V., Private School, { e }. Além das faixas originais, incluem-se 5 bónus de Tim Ray & The Druts, The Dishrags e Rude Norton, todas da altura. No livrete temos as imagens originais do livrete do vinil, assim como informações sobre as faixas e um texto escrito por Phil Smith (vocalista dos Wasted Lives) relatando todas as venturas e desventuras da feitura desta peça de história musical. Fez-se ainda uma actualização da capa, do branco/preto do original passa a vermelho/preto (explicações no livrete). Indispensável! 100%

D.O.A. – Punk Rock Singles 1978-99 (2007) – Sudden Death Records
Nova compilação para os Canadianos D.O.A. Esta inclui diversos singles de 7 polegadas editados desde 1978 até 1999. Ao todo são 26 temas em cerca de 68 minutos. No booklet incluem-se notas do próprio Joe “Shithead” Keithley acerca de cada um dos lançamentos aqui contemplados, assim como as respectivas capas. A capa é uma adaptação da original do 7” de 1981 “Positively D.O.A.”. Pena é que não contenha mesmo todos os 7”s da banda. A apresentação da edição está feita. A música? Quem já conhece, não necessita de introduções. Quem ainda não conhece (deviam ter vergonha!), esta é uma boa maneira de ficar a conhecer esta mítica banda Punk do Canadá. Para fãs da banda, coleccionadores, Punks no geral e meros curiosos. Indispensável! 95%

Joe Shithead Keithley And His Band Of Rebels (2007) – Sudden Death RecordsNovo trabalho a solo para o vocalista / guitarrista dos D.O.A. Aqui Joe troca o Punk Rock da sua banda de origem para fazer uma incursão no Rock ‘N’ Roll mais tradicional, simples e directo, mas sempre com um carácter contestatário e de intervenção, como convém. Influências de Ska, Punk e Rockabilly não são estranhas ao som desta Band Of Rebels, a qual é constituída por 14 amigos de Joe. Ao tradicional trio guitarra / baixo / bateria alia-se em algumas faixas instrumentos como saxofone, contrabaixo, teclas e violino. Além dos 12 temas originais (todos compostos por Joe Keithley) temos duas versões, uma de “Born To Be Wild” dos Steppenwolf e “Goodnight Irene” dos Leadbelly. A música aqui contida não é nada de novo ou original, nem é nada de transcendental, por isso mesmo não é tão cedo que irão ouvir algum destes temas na rádio ou TV. No entanto, transpira garra, atitude, espírito, energia, diversão e muito “amor à camisola”, que é o que faz falta a muita da música de hoje em dia. Um divertido álbum de Rock ‘N’ Roll para ouvir com amigos, num Sábado à noite, a beber umas cervejas, a jogar uma partida de bilhar. Nada mais que isso. 65%


Outros lançamentos da Sudden Death:

D.O.A. – War And Peace: D.O.A. 25th Anniversary Anthology (2003) – Sudden Death Records: Como o título indica, uma antologia comemorativa dos 25 anos de existência desta lenda do Punk Rock Canadiano. Abrange toda a carreira da banda, desde 1978 a 2001. Livrete com letras, fotografias, discografia e árvore de genealógica. Um “must-have”! 100%
D.O.A. – Bloodied But Unbowed: The Damage To Date 1978-83 (2006) – Sudden Death Records: Re-edição remisturada do original de 1983, lançado na altura pela Alternative Tentacles. Como o título indica, uma colectânea dos 5 primeiros anos de vida. Para quem ainda não tem este item, uma boa oportunidade de o adquirir. 90%
D.O.A. – War On 45: March To The End (2005) – Sudden Death Records: Mais uma re-edição. Este foi originalmente editado em vinil de 12” pela Faulty Recs. Além dos temas originais, há aqui a adição de faixas na mesma temática (letras anti-guerra) pertencentes a discos lançados após o EP original, perfazendo 18 malhas. 90%
D.O.A. – Live Free Or Die (2004) – Sudden Death Records: O último de originais destes Canadianos. A linha musical é sempre a mesma, Punk Rock com garra, furioso, de intervenção, algum Ska e Reggae a apimentar a coisa. As habituais covers também não faltam. Mais um capítulo na longa carreira dos D.O.A. 80%
Pointed Sticks – Perfect Youth (2005) – Sudden Death Records:
Re-edição do original de 1980. 4 temas como bónus. New Wave / Punk / Post-Punk Canadiano. Gosto muito deste disco. Ainda hoje em dia se ouve com gosto. 85%
Young Canadians – No Escape (2005) – Sudden Death Records: Disco que reúne a discografia completa destes Punks Canadianos (1979-1980). A faixa da colectânea “Vancouver Complication” (quando ainda se chamavam The K-Tels), os EPs “Automan”, “Hawaii” e “This Is Your Life”, além de temas ao vivo nunca antes editados. O livrete inclui biografia, discografia, informações dos temas e fotografias. Indispensável! 100%
The Modernettes – Get It Straight (2005) – Sudden Death Records: Mais Punk Canadiano. Disco que reúne o EP “Teen City”, o EP “View From The Bottom” remisturado, algumas faixas do LP “Gone But Not Forgotten” e diversas raridades ao vivo, incluindo temas do último concerto da banda em 83. Material desde 80 a 83. Edição original de 1995, re-editada 10 anos mais tarde com 5 faixas extras. Indispensável! 100%
Schulz – What Apology (2006) – Sudden Death Records:
Nova aventura de Guenter Schulz (ex-KMFDM, guitarra, baixo, programação) com a companhia de Jeff Borden (voz e letras). Rock Industrial de inspiração KMFDM, Ministry, Lard, Young Gods, Stabbing Westward e Nine Inch Nails. 75%

Sudden Death Records:
http://www.suddendeath.com/

Friday

The Roxx – Unleash Your Demon (2007) – Rockville Music / Point Music / GerMusica

Os veteranos Germânicos The Roxx formaram-se em 1984 e desde então já invadiram a cena Hard ‘N’ Heavy com diversos discos de originais e ao vivo. Podem-se contar três fases distintas na carreira da banda, sendo esta a terceira. Este é o novo trabalho de estúdio e intitula-se “Unleash Your Demon”. 10 temas em pouco mais de 46 minutos de Hard Rock com toques de Heavy Metal dos 80 e algum Glam Rock à mistura, é o que estes The Roxx nos oferecem. Não é bem o meu estilo mas há aqui algumas ideias muito boas, embora seja tudo feito com um tipo de humor que não é bem o meu. Não só a nível de apresentação e letras mas também, e pior, a nível musical. A capa e apresentação geral do disco poderiam estar melhor mas, lá está, talvez não seja o meu tipo de humor e eu não aprecie a coisa no seu todo. Parece-me muito aligeirado e pouco sério. É claro que o Rock ‘N’ Roll deve ser, acima de tudo, diversão mas, mesmo assim... Tirando tudo isso ficavam com um disco do caraças! Para quem gosta de Hard Rock retro via 80s mas com um som moderno, de uma atitude aligeirada e divertida em relação ao Hard Rock e de nomes como Mötley Crüe, Ratt, Judas Priest, Twisted Sister, Gwar, Wasp (na sua vertente mais Glam), Alice Cooper (inícios dos 90s), entre outros. Os outros afastem-se porque vão detestar. 70% http://www.theroxx.info/ / www.myspace.com/therwalroxx / http://www.rockville-music.com/

Inhumate – At War With… (DVD 2007) – Grind Your Soul

O som? Os Inhumate são Franceses e tocam um Grindcore perfeitamente primitivo e influenciado pelos dois primeiros discos de Napalm Death (até parte do logótipo da banda e reminiscente desses tempos). Lembro-me de ouvir o disco de estreia destes tipos (devo ter isso por aí em K7 com capa fotocopiada) e, ao que parece, não evoluíram nada. A nível musical, nada de relevante. O DVD? Este retrata um concerto dado pela banda a 15 de Outubro de 2005, em Strasbourg, o qual serviu para comemorar os 15 anos da banda. A apresentação está muito boa e há uma boa qualidade de vídeo (5 câmaras, a edição está muito boa) e áudio (o som está potente). O concerto? Quanto ao concerto em si, o vocalista parece exagerar todos os seus movimentos e atitudes, faz cara de mau, bate com o microfone na cabeça repetidamente, tudo como se isso aumentasse a agressividade e intensidade da música. Apenas o faz parecer um perfeito lunático! Passados 10 minutos de iniciar a actuação há uma invasão de palco e toda aquela gente fica por lá até ao final da actuação, apenas a abanar a cabeça e a fazer monte. Se não fossem as 5 câmaras instaladas para a gravação vídeo, nem se viam os músicos durante toda a actuação. Parece-me tudo demasiado exagerado, apenas para ficar no DVDzito comemorativo! E nem falo na minha aversão a ouvir a língua Francesa! Mas isso já tem a ver comigo, não tem nada a ver com o DVD e a banda. Em resumo? A captação áudio / vídeo está perfeita. A apresentação está muito boa. A música da banda, bem, há algumas faixas bem conseguidas, mas há outras propostas bem mais interessantes por esse mundo fora, a fazer este tipo de Grind old-school. O concerto, como já disse, parece-me tudo muito exagerado, e então o público que assentou arraiais no palco dá-lhe um ar mais de paródia do que de concerto brutal. Além dos 48 minutos desta actuação, temos como bónus 5 temas ao vivo de diversas fases da banda, com imagem e som sofrível em todos os casos. Há bootlegs e bootlegs, e estes são dos maus. Para os fãs da banda e maníacos do Grindcore apenas. 60% http://www.inhumate.com/ / www.myspace.com/inhumate

V/A – Adriano, Aqui E Agora, O Tributo (CD+DVD 2007) – Movieplay

Assim que recebi o e-mail a promover este disco, fiquei logo entusiasmado e com vontade de ouvir o tributo. Solicitei um promocional e eis que aqui estou eu a ouvir o dito. Infelizmente, fiquei profundamente desiludido! A escolha dos músicos envolvidos não foi a melhor (responsabilidade de Henrique Amaro da Antena 3) e as próprias versões ficaram muito aquém do que se poderia fazer com a música de Adriano Correia de Oliveira. As rendições são maioritariamente de cariz electrónica e os originais perdem muito neste formato, tanto em espírito como em ambiente geral.
As faixas aceitáveis são “Tejo que levas as águas” pela voz de Tim dos Xutos & Pontapés, “Trova do vento que passa” pelos Dead Combo com a voz de Ana Deus dos Três Tristes Tigres, “Cantar para um pastor” por Raquel Tavares, “Fala do homem nascido” por Nuno Prata (ex-Ornatos Violeta) ou “Balada da esperança” por Shahryar Mazgani. A voz de Margarida Pinto dos Coldfinger é fantástica mas a versão de “Charamba” fica muito abaixo da média. Não me falem sequer aberrações como “E alegre se fez triste” por Cindy Kat, “O sol préguntou à lua” por Micro Áudio Waves, “Menina dos olhos tristes” por Valete ou “Rosa de sangue” por Pedro Laginha (o homem até pode ser bom actor, mas para cantar… lá está, a escolha das pessoas envolvidas). O tributo feito há uns anos atrás a José Afonso resultou muito melhor a todos os níveis. Até mesmo o tributo a Variações, não sendo perfeito, está uns furos acima deste.
Além do CD, inclui-se aqui um DVD com dois vídeos. O primeiro contém uma série de entrevistas à família, Manuel Alegre, e outros amigos do falecido músico, no qual se fala da vida e obra de Adriano, em cerca de 35 minutos. Poderia estar melhor mas tem apontamentos interessantes que valem a pena e um certo cuidado a nível visual que me agradou imenso. Um documentário completo, com estas entrevistas incluídas e um pouco mais de trabalho seria mais interessante. Mesmo assim, tem o seu certo interesse. O outro vídeo contém pequenas entrevistas aos músicos envolvidos no disco de tributo. Um complemento à biografia e ao CD, apenas isso. Para ver uam vez e já está.
Diz-se na nota de imprensa que “a voz de Adriano estava, até agora, abafada […] agora não devido à censura, mas por obra e graça de uma ingratidão manifestada num Alzheimer colectivo”. Pois, mas é difícil recordar a obra de Adriano através dos velhos vinis já gastos, ou num gira-discos que já não funciona, ou até mesmo através de reedições em CDs que, ou são de tiragens limitadas, ou não se encontram à venda em lado algum. Além disso é difícil recordar este e outros nomes da década de 70, da música de cariz interventivo do pré-25 de Abril, quando apenas se fala à boca cheia de José Afonso (a ele todo o seu mérito!), parecendo que nunca chegou a existir outro músico intervencionista em Portugal!
Ai Portugal, que falta de cultura, que falta de respeito pelo passado. Boa música, pergunte-se ao Zé Povinho, são os artistas “pimba”, é o Quim Barreiros, é o Emanuel, é o Toy, são os Anjos ou os Santamaria. Cultura? “Reality shows” repletos de gente sem o mínimo sinal de inteligência, “talk shows” com temas absurdos e com qualquer “palhaço” que lá queira ir demonstrar as suas habilidades (ou a falta delas!), os “Malucos do Riso” que riso nenhum me provocam, muito pelo contrário, isso é a ordem do dia no Portugal de hoje! Mas nem me vou esticar por aqui senão não paro de escrever!
Adriano faleceu a 16 de Outubro de 1982, tinha 40 anos de idade. 25 anos passaram desde então e que se fez? Este tributo muito abaixo da mediania, com versões que parecem ter sido feitos à pressa, para despachar e partir para outra. A reedição da obra original, completa, devidamente remasterizada, isso sim, era um tributo! 40% http://www.adrianocorreideoliveira.com/

Fall Of Serenity – The Crossfire (2007) – Lifeforce Records

Novo trabalho para os Alemães Fall Of Serenity. Algumas mudanças de formação ocorreram nos últimos tempos, passando o baixista a vocalista, o guitarrista a baixista e admitindo um novo guitarrista para o lugar vago. A sonoridade não mudou muito em comparação com o anterior “Bloodred Salvation” de 2006 (também através da Lifeforce), Thrash Metal com toques de Death e Hardcore. O disco foi produzido e gravado por Ralf Müller (Maroon, Heaven Shall Burn, Impending Doom, etc) no Rape Of Harmonies Studio, à semelhança do anterior disco, e foi misturado e masterizado por Dan Swanö (Edge Of Sanity, etc) nos seus Unisound. Depois de terem tido como convidado Leif Jensen dos Dew-Scented no disco anterior, neste novo capítulo os Germânicos contam com a participação de Sabina Classen dos veteranos Holy Moses. Algures entre o Thrash Metal da Bay Area e o Germânico, o Death Metal e uma sonoridade mais moderna, os 10 temas de “The Crossfire“ não dão descanso aos ouvidos mais incautos. Não é dos melhores álbuns do género mas está muito acima da média e está pontos acima do que já fizeram antes. Para colocar na estante ao lado de discos de Dew-Scented, Darkane, Hatesphere, Holy Moses, Heaven Shall Burn, The Haunted, Misery Index, etc. 75% http://www.fallofserenity.com/ / www.myspace.com/fallofserenity / http://www.lifeforcerecords.com/

ANGEL AIR RECORDS

Stackridge – Something For The weekend (2007) – Angel Air Records
Depois de ter aqui escrito umas linhas sobre as reedições remasterizadas dos discos dos 70s destes britânicos Stackridge, tenho a oportunidade de “fechar o ciclo” com este “Something For The Weekend”. Trata-se do disco gravado aquando da reunião na segunda metade da década de 90. Além da edição original de 1998, incluem-se aqui 4 temas extra, num total de 18 em pouco mais de 1 hora de música. O estilo não mudou muito daquele que tinham nos 70s, o que pode ser bom ou mau, dependendo do ponto de vista. No entanto, os poucos toques progressivos e sinfónicos que tinham são aqui deixados de lado para apostar numa sonoridade tipicamente Pop Britânico. A marca característica dos Stackridge está lá, o seu estilo de composição, o seu sentido de canção Pop simples mas com estilo, ambiência e humor Britânicos. 1998 não seria talvez o melhor ano (ou década até) para editar algo do género. Nos 80s isto teria sido muito melhor aceite. No entanto, os fãs da banda agradeceram essa mesma reunião e este álbum. Apesar de não ser o melhor dos seus trabalhos, este disco é superior a muitas das coisas que se fizeram na Pop do Reino Unido nos últimos anos, incluindo a tal banda com os dois irmãos que andam sempre ás turras (não me vou rebaixar a usar o nome aqui). Além da música temos direito a um booklet com as letras e um texto sobre a reunião e respectivo disco. Para fãs de Stackridge, Beatles e Pop Britânico clássico em geral. 80% http://www.stackridge.net/ / http://www.angelair.co.uk/

Carmen – The Gypsies / Widescreen (2CD, 2007) – Angel Air Records
Os Carmen surgiram na década de 70 com a sua peculiar fusão de Rock, Progressivo e Flamenco. Editaram 3 discos, abriram para nomes como ELO, Golden Earring, Blue Osyter Cult ou Santana e chegaram a fazer uma digressão em 1974, pelos USA, como banda de suporte dos míticos Jethro Tull. Esta é uma reedição remasterizada do terceiro e último trabalho, “The Gypsies”. Além dos 9 temas originais temos direito a dois bónus, “Flamenco fever” o segundo single da banda e “Only Talking To Myself”, um tributo a John Glascock (o baixista da banda que faleceu em 1979, depois de ter saído dos Carmen tocou com os Jethro Tull até falecer vítima de cancro). Este “canto do cisne” dos Carmen contém fantásticos temas como “Daybreak”, “High Time”, “Joy” ou o bombástico tema título “The Gypsies”. Além deste disco, inclui-se aqui o álbum “Widescreen” de David Allen, vocalista e guitarrista da banda. Allen começou a compor este material em meados da década de 90, trabalho que lhe levou 10 anos a completar e só agora vê edição oficial. “Widescreen” inclui 11 temas de fusão de Flamenco com electrónica e Jazz. Nada que possa agradar ao fã “diehard” de Rock, mas com alguma abertura de mente, é até um disco a ouvir com alguma atenção. Respectivamente: 80% & 70% http://www.angelair.co.uk/

Stone The Crows – In Concert, Beat Worshop, Germany, 1973 (DVD 2007) – Angel Air
Maggie Bell And Midnight Flyer – Live Montreux July 1981 (DVD 2007) – Angel Air

Os Stone The Crows eram Escoceses e tocavam um Rock dos 70s com voz feminina com uma forte componente Blues, Soul, Rock clássico e toques de Hard Rock. Antes de terem esta denominação chamavam-se Power, conseguiram que o manager dos Led Zeppelin, Peter Grant, fosse até à Escócia vê-los actuar, este decidiu assinar um contrato com eles mas com a condição de mudarem o nome para Stone The Crows. Esta gravação foi feita na Alemanha e é datada de 1973, mas só agora vê edição oficial neste DVD através da Angel Air. Além dos 7 temas registados ao vivo (cerca de 41 minutos), inclui-se aqui uma entrevista actual de 35 minutos com a vocalista Maggie Bell e o baterista Colin Allen, assim como uma biografia da banda.
No segundo DVD em revisão temos Maggie Bell numa carreira solo pós Stone The Crows, aqui acompanhada pela banda Midnight Flyer. Gravação ao vivo datada de 1981, em Montreux. São 13 temas em cerca de 70 minutos nos quais o estilo não muda nada em relação à sua banda de origem. A adicionar ao concerto, temos uma entrevista actual de 19 minutos com Bell e a biografia dos Midnight Flyer.
Não sou grande admirador de Blues, mesmo nesta vertente roqueira, e o estilo “cowgirl” da vocalista não ajuda mesmo nada. Fãs de Blues Rock e Rock setentista irão gostar, isto se não tiverem menos de 35 anos! 70% http://www.angelair.co.uk/

Diesel Park West – Damned Anthems (DVD 2007) – Angel Air
Este DVD inclui mais de duas horas de material dos Ingleses Diesel Park West, concentrado nos seus dois primeiros discos e na fase 89-92. Gravações ao vivo na Alemanha em Fevereiro de 1992, na Suiça em Abril do mesmo ano e na Dinamarca no festival Roskilde a Julho de 1989. Além dessas gravações profissionais incluem-se ainda bootlegs captados pelos fãs de 1988, 1993 e 2004, no total de 22 minutos. Como bónus temos ainda o promo-clip de “Six Days At Ju Ju”, 3 faixas áudio (com galeria de fotos como fundo visual) e biografia. Os Diesel Park West tocam Pop / Rock de final dos 80s e inícios dos 90s, na linha de nomes como U2, INXS, etc. A música da banda não é má de todo, embora seja muito simples e lugar comum, mas tem uma melodia cativante e aquele “feeling” do final dos 80s. De qualquer modo, fãs do Pop / Rock dos 80s / 90s, algures entre os 35 e os 40 anos, este poderá ser um agradável regresso a esses tempos. 70% http://www.dieselparkwest.com/ / http://www.angelair.co.uk/

Yoshida Tatsuya / Satoko Fujii – Erans (2004) – Tzadik

É altura de passar em revista na Fénix mais um trabalho que inclui a pianista Japonesa Satoko Fujii, aqui lado a lado com o baterista dos míticos Ruins, Yoshida Tatsuya. No total são 6 composições da responsabilidade de Yoshida, 5 de Fujii e 2 compartidas. Doze temas são instrumentais, sendo o último uma versão vocalizada do tema de abertura “Feirsttix”. O disco foi gravado por Joe Marciano a 12 de Julho de 2003, misturado e pré-masterizado por Yoshida, produzido pelos dois músicos e com produção executiva de John Zorn. A edição como já deu para ver pelo cabeçalho, é da responsabilidade da Tzadik de Zorn, incluído na sua série “New Japan”. Estes dois virtuosos Japoneses oferecem-nos cerca de 1 hora de fusão Jazz, Avantgarde, Experimental e Progressivo. Tudo isto apenas com piano e bateria. Este é um dos meus discos favoritos da inteira discografia dos dois músicos Japoneses. Para fãs de Satoko Fujii, Yoshida Tatsuya, Ruins, John Zorn, Masada, Naftule’s Dream, Soft Machine, Mahavishnu Orchestra, Ornette Coleman, Ahleuchatistas, Dysrhythmia, etc. 95%

Tzadik: http://www.tzadik.com/
Satoko Fujii / Libra Records: http://www2s.biglobe.ne.jp/~Libra/
Yoshida Tatsuya / Ruins: http://www5e.biglobe.ne.jp/~ruins/ / http://www.skingraftrecords.com/bandhtmlpages/ruinspg.html

Irídio – Endless Way (2007) – Standing Stones / Focusion

Este é o segundo disco para o duo Italiano Irídio, depois do bem recebido “Waves Of Life” de 2004. Valentina Buroni (voz) e Franz Zambon (piano, engenheiro de som) fazem-se acompanhar por 15 músicos de várias nacionalidades e proveniências musicais. Nos 11 temas originais faz-se a fusão de diversos elementos de música celta, étnica, folk e clássica com ideias dark / goth e passagens ambientais. A componente lírica narra a viagem feita por uma jovem no final do século XV. Esta segue o seu pai, um mercador rico, na sua viagem de negócios através da Europa e até ao Médio Oriente, descobrindo assim novos mundos e emoções. Esta viagem é feita ao ritmo de uma música de carácter étnico e espiritual, para a qual contribuem diversos instrumentos tradicionais a clássicos como piano, flauta, bandolim, violino, percussões, saxofone turco, gaita-de-foles, etc. Recomenda-se vivamente a fãs de ethereal / dark / goth, world music, música celta e folk, música medieval, etc. 85% http://www.iridiomusic.com/ / www.myspace.com/iridiomusic / http://www.focusion.de/