Tuesday

Dark Elf – Mar De Sueños (2006) – Self Released

Os Dark Elf são Espanhóis e tocam Heavy / Power Metal tradicional, tal como ele é apreciado na vizinha Espanha. Quase todo o Heavy Metal que vem da Espanha tem uma grande falha, que é a produção. Ultimamente a coisa tem-se vindo a compor, mas mesmo assim, ainda há aquele tipo de produções que fazem os discos parecer maquetes caseiras. Neste “Mar De Sueños” a coisa nem é assim tão má, mas mesmo assim, uma produção melhor seria bem mais benéfica para a banda. O álbum também peca por ser muito longo, ultrapassando os 70 minutos. Como já referi, o que nos é apresentado é Heavy Metal tradicional com certos toques Power Metal e Neoclássicos. Há ainda uma ligeira vertente Folk / Celta que provém talvez do uso de flauta. Há por aqui algumas boas ideias a todos os níveis, a parte instrumental é acima da média e as vozes, partilhadas entre o guitarrista e a flautista, são muito melhores do que o habitual registado “esganiçado” de pretensos vocalistas de Heavy Metal a puxar pelas gargantas e a desafinar a torto e a direito. A capa é um pouco primitiva, a fazer lembrar aquelas capas da década de 80, mas adequa-se à música, também apoiada nessa década dourada do Heavy mundial. Uma banda acima da média mas ainda jovem e que precisa de mais rodagem ao vivo, além de alguma experiência de garagem e de estúdio. 65% http://www.darkelfmusic.tk/ / www.myspace.com/darkelfmusic
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Airtime – Liberty Manifesto (2007) – Escape Music

Este é um projecto de Rik Emmett e Michael Shotton, os quais se conheceram num espectáculo orquestral no qual estavam a prestar as suas vozes. Já conheciam, e eram apreciadores, dos passados musicais um do outro em Triumph e Von Groove. Começaram a compor algum material juntos e o resultado final é este mesmo “Liberty Manifesto”, o qual é agora lançado sob a designação Airtime. Hard Rock bem melódico e com algumas inspirações clássicas, AOR, 80s Arena Rock e até Progressivas. O disco foi gravado apenas pelos dois músicos, encarregando-se Emmett das vozes, guitarras e baixo, enquanto que Shotton ficou a cargo da bateria, percussões, teclas e vozes de apoio. Um grandioso disco de Hard Rock melódico dos 80s transportado para o século XXI. Alguns temas a encher, isso é verdade, mas a grande maioria revela um excelente trabalho de composição. Para fãs de bandas como Led Zeppelin, Journey, Rush, Queen, Triumph, Survivor, Europe, Marillion, entre outras. 75% http://www.escape-music.com/
RDS

Michael Harris – Ego Decimation Profile (2007) – Lion Music

Esta é uma reedição do disco de 1996 “Ego Decimation Profile “ de Michael Harris. A ideia era remisturar e remasterizar o disco, o qual foi lançado numa altura em que as produções eram mais secas, conseguindo assim um som mais cheio e forte. Este é um dos discos mais “pesados” do guitarrista, com uma forte veia metálica, aliando ainda pormenores vindos do progressivo, Jazz, música de fusão, Funk e Neoclássico. Aconselhado a apreciadores de Hard ‘N’ Heavy de cariz instrumental apoiado na guitarra. 80% http://www.michaelharrisguitar.com/ / www.myspace.com/michaelharrisguitar / http://www.lionmusic.com/ / www.myspace.com/lionmusiclabel
RDS

Sin Dealer – Dying To Live (2007) – Self Released

No outro dia chegou-me às mãos esta estreia auto-financiada dos Canadianos Sin Dealer, “Dying To Live”. Ora, pensei eu, mais uma banda do típico Hard Rock Norteamericano / Canadiano desinspirado, sem qualquer tipo de ideias ou atractivos, com uma produção caseira. Enganei-me redondamente. O disco inclui 10 temas em pouco mais de 44 minutos e meio de orientação Hard Rock com influências de Southern e Stoner Rock. Algumas ideias de Heavy Rock dos 70s e apontamentos mais doomy / sludgy dão o ar de sua graça ocasionalmente. Grandes riffs de guitarra, bem potentes mas sem esquecer uma certa melodia cativante, secção rítmica pesadona e cheia de groove, voz grave e arranhada. Ora, depois de ler a nota de imprensa, é que passou a ser do meu conhecimento de que os membros de Sin Dealer já têm um passado forte com bandas como Sea Of Green, Sons Of Otis, Plasma Blast e Edwin & The Pressure. Não se trata propriamente de novatos. Os primeiros nomes que vêm à cabeça ao ouvir Sin Dealer são Godsmack, Corrosion Of Conformity, Alice In Chains, Brand New Sin, Cathedral e até mesmo Gorefest (na sua fase mais roqueira). Outras influências e congéneres a apontar podem ser AC/DC, Motörhead, Lynyrd Skynyrd. Steppenwolf, Molly Hatchet, Johhny Cash, Black Label Society ou Clutch. Um must para qualquer Hard Rocker que se preze! Uma edição de autor? O que andam as editoras a fazer? Rock ‘N’ Roll up your ass! 90% www.myspace.com/sindealer / http://www.metalqueenmgmt.ca/
RDS

The Ocean – Precambrian (Proterozoic) (2007) – Metal Blade

“Precambrian” é o sucessor do disco de 2005 “Aeolian”. Este novo trabalho é duplo, contendo um MCD de cerca de 22 minutos sub-intitulado “Hadean / Archaean” e um segundo disco de 62 minutos sub-intitulado “Proterozoic”. Infelizmente, apenas tenho acesso ao segundo disco, pois os promocionais enviados pela Metal Blade apenas incluem esta “segunda parte” do álbum.
O colectivo Alemão continua a explorar a sua característica visão artística da música. Além de todos os músicos envolvidos no projecto, há ainda espaço para participações especiais de elementos de bandas como Converge, Old Man Gloom, Cave In, Integrity, Breach, Textures, etc, e ainda membros da Berlin Philharmonic Orchestra, num total de 26 músicos! Guitarra, baixo, bateria, percussões, vozes, violino, violoncelo, saxofone, piano e outros instrumentos marcam a sua presença. Uma faixa como “Rhyacian / Untimely Meditations" chega a ter 84 pistas diferentes na mistura! Além disso, ao vivo apresentam também um arrojado conceito visual a acompanhar a performance musical.
O estilo continua o mesmo dos álbuns anteriores, fusão de Metal, Hardcore, Sludge, Doom e ambientes cinemáticos. Depois da dupla “Fluxion” / “Aeolian”, estes surgem com um duplo disco baseado no período Precâmbrico e nas suas distintas fases, estando as faixas divididas em 5 eras, com os períodos subordinados a serem encarnados pelas diversas faixas do disco. Em termos líricos o disco foi influenciado pelo autor Franco-Brasileiro Proto-Surrealista Lautréamont e a sua obra “Cantos de Maldoror”.
O “artwork” é, mais uma vez, obra de Martin Kvamme, conhecido pelo seu trabalho com os trabalhos dos projectos de Mike Patton (Fântomas, Tomahawk, Patton/Kaada) e do anterior “Aeolian”.
Mais uma obra do colectivo The Ocean que conjuga inúmeros elementos e que tem de ser absorvida como um todo: música, letras, capa, imagens, passagens literárias, etc. Tenho de adquirir o trabalho na sua globalidade (como já referi, o promocional apenas inclui o 2º disco e nada de capa e livrete) para o poder apreciar na sua plenitude. Para já, esta “amostra” já me deixou a salivar pelo resto! Mais uma etapa que irá agradar aos seus fãs e apreciadores de nomes como Isis, Neurosis, Cave In, Cult Of Luna, Botch, Old Man Gloom, Coalesce e até David Lynch. 85% http://www.metalblade.de/ / www.theoceancollective.com

RDS

Rosemary – Tracks For A Lifetime (EP 2006) – Minimal Chords

Os Rosemary são Franceses e este é o seu novo trabalho de estúdio, depois de outros 7 registos (entre demos, gravações ao vivo, etc). Ao todo são 8 temas que não chegam aos 25 minutos de duração. Até parece que estou de novo nos inícios da década de 90 e no liceu. A minha camisa de flanela atada à cintura, as calças de ganga apertadas e já todas gastas, as primeiras bebedeiras, as festas, os primeiros concertos. Porquê esta sensação? Os Rosemary fazem lembrar uma única banda e, para restringir ainda mais, apenas uma fase da sua carreira. Os Nirvana! Mas não os de “Nevermind” ou “In Utero” mas sim os Nirvana mais apunkalhados da fase “Bleach” e “Incesticide”. E isso é mau? Se fosse lançada na altura, esta maquete até nem seria levada a sério no meio de tantas outras bandas iguais. Ainda se lembram da inundação de bandas, maquetes e discos de Grunge que se deu em todo o mundo? Pois hoje até soa muito bem, com um certo tom de melancolia, é certo, mas até nem soa datada mas sim fresca e cheia de força e vigor! A gravação foi feita no seu local de ensaio mas está com bom som e mantém até aquela aspereza típica do género. Soa forte, descomprometido, com um ambiente de diversão. Depois de tantos registos de demonstração, falta o disco de estreia! Para os saudosistas e rockers em geral. 85% http://www.minimalchords.org/ / www.myspace.com/myfavoriteonerosemary
RDS

Supreme Soul – Love And Shadows EP (2007) – Edição De Autor

Os Supreme Soul são de Lisboa e este é o seu segundo trabalho de estúdio. Nesta rodela prateada apresentam-nos 6 temas em meia hora de duração. Depois de iniciarem as suas actividades numa sonoridade mais direccionada para as pistas de dança, operam uma mudança para um estilo mais Pop / Rock, mas sem esquecer de todo a vertente electrónica. O resultado final reverte, numa primeira audição, para uns Depeche Mode mais electrónicos. Numa análise mais cuidada encontram-se rastos de outras influências como New Order, Joy Division, Kraftwerk, Apoptygma Berzerk, ambientes e melodias muito próximas do Electrogoth, inspirações Electropop dos 80s ou até mesmo alguns toques de Darkwave e Electroclash. Mesmo antes de ouvir o disco, depois de ter conhecimento do seu passado mais “dançável”, assustei-me um pouco e pensei que iria ouvir algo muito comercial, direccionado para as tabelas e pistas de dança. Felizmente enganei-me e deparei-me com 6 faixas de Electropop de qualidade acima da média. Estas faixas em nada ficam a dever ao que fazem nomes bem mais conhecidos do género. Gosto em particular da vertente 80s e do ambiente mais negro com inclinações góticas. Da minha parte, se eles mantiverem estas vertentes e não fugirem para territórios mais, direi “vulgares” e lugar-comum, da electrónica, ficarei atento ao que a banda fará no futuro. Aguardo então o disco de estreia com ansiedade! Uma boa aposta para apreciadores dos projectos e estilos acima enunciados. 80% http://www.supremesoul.com/ / www.myspace.com/supremesoul
RDS

Oblique Rain - Entrevista + "Isohyet"

1 – Oblique Rain (curta biografia, pontos altos, discografia, etc):
O projecto Oblique Rain nasceu no início do ano 2004 pelas mãos de Flávio Silva e César Teixeira, mas só no final de 2005 começou a ganhar os contornos que apresenta actualmente. Até essa altura tínhamos feito diversas tentativas de constituir “a banda”, mas todos os músicos se revelaram de alguma forma desajustados. Com todas essas experiências negativas acabamos por nos dedicar à composição, esquecendo por algum tempo a formação do “line-up”.
Já em meados de 2006 com quase todo o material pronto para dar início às gravações de “Isohyet”, surgiram os parceiros que viriam a partilhar dos nossos devaneios musicais e desta forma assumir o projecto como banda. O Daniel Botelho (Baixo) e o André Ribeiro (Guitarra) juntaram-se a nós e a empatia que se criou entre todos foi pura magia.

2 – “Isohyet” (processos de composição e gravação):
O “Isohyet” começou a nascer em Dezembro de 2005 com o tema “Sights”. Foi este que deu o mote para a composição do álbum. Foi como se finalmente, passados quase dois anos do início do projecto, tivéssemos encontrado o rumo que tanto procurávamos. Em pouco mais de 6 meses concluímos a fase de composição de todo o álbum, à excepção de um tema que foi concluído já no início de 2007.
Em Maio de 2007 dá-se a entrada nos Estúdios USS (Ultra Sound Studios), produzido e misturado por Daniel Cardoso (Head Control System / Ex.Sirius).
Na falta de um baterista, Daniel Cardoso assumiu também as tarefas de gravação das baterias e tem tocado connosco ao vivo.

3 – Letras (influências, temas, mensagens):
As letras de Oblique Rain são baseadas em vivências pessoais de experiências próprias e/ou observadas. O conceito de “Isohyet” roda em torno da auto-exclusão, isolamento e rejeição em relação ao estado decadente, a quase todos os níveis, da realidade que nos rodeia, mas aborda também outros temas de índole mais pessoal e aí teria de ser o Flávio a pronunciar-se porque todas as letras foram escritas por ele, à excepção da “Nothing’s Silence”, que teve a colaboração do nosso amigo Miguel Barbosa.

4 – Capa do disco (quem, porquê, significado, …):
Criado por Marina Soares, o “artwork” de “Isohyet” remete para a ideia do isolamento e rejeição explicadas na questão anterior. Repare-se no indivíduo de costas voltadas e no reforço do seu isolamento com a faixa vertical mais iluminada, que ao mesmo tempo significa um isolamento “especial”. “Isohyet” por si só significa, num mapa meteorológico, “uma linha que une dois pontos de igual precipitação”, o que significa que isola ou destaca um determinado espaço.

5 – Influências musicais e outras:
Opeth, Porcupine Tree, Katatonia, Pink Floyd, Dream Theater, musica clássica, musica celta, entre muitas outras.
Fernando Pessoa.

6 – Independent Records:
A Independent Records serviu apenas de veículo para a edição do disco, dado que se tratou de uma edição de autor em toda a linha. É possível que venham a fazer alguma promoção do disco, mas num âmbito muito limitado.
Por essa razão e porque pretendemos encetar uma parceria real com uma editora, estamos já em fase avançada de negociação com outra editora com vista à edição do nosso segundo álbum.

7 – Concertos de promoção ao disco:
Hellmeirim Rock – Almeirim (27 de Agosto de 2007)
Velha Guarda Metalfest – Porto (29 de Setembro)
Timeout Bar – Ovar (12 de Outubro de 2007)
Cine-Teatro - Corroios (21 de Dezembro de 2007)
Indycat Piano Bar – Medas Gondomar (29 de Dezembro de 2007)

8 – Mensagem final:
Gostaríamos de agradecer a todos os que nos têm apoiado neste arranque do nosso projecto. Esperamos continuar a surpreendê-los no futuro. Obrigado à Fénix Webzine pelo apoio na divulgação do nosso trabalho.

Entrevistador: RDS
Entrevistado: César Teixeira (Guitarra)
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Oblique Rain – Isohyet (2007) – Edição De Autor / Independent Records
Este é o trabalho de estreia dos Portugueses Oblique Rain. Trata-se de um disco auto-financiado que inclui 7 temas em cerca de 47 minutos. Metal Progressivo é a orientação musical da banda. As influências mais notórias são Porcupine Tree, Katatonia (material mais recente) e Opeth (na sua faceta mais ligeira). Boa técnica musical, tal como se requer no estilo, melodias cativantes, voz melódica e segura (com ocasional passagem por um registo gutural), ambiências fortes. O ambiente geral é muito emotivo e melódico mas a banda não esquece a componente metaleira, marcando presença alguns riffs mais fortes e uma secção rítmica poderosa. Até mesmo a produção, habitualmente algo “frouxa” no Metal em Portugal, é acima da média (cortesia de Daniel Cardoso dos Head Control System / ex-Sirius, o qual, aliás, gravou as partes de bateria). Apesar das influências bem demarcadas, a banda consegue um trabalho bem interessante. Acredito que num segundo registo a banda conseguirá assimilar melhor as suas influências e gravar um disco ainda melhor do que este, pois potencialidades não lhes faltam. No geral, gostei muito deste disco. Há já algum tempo que não ouvia um disco de Progressive Metal com esta qualidade, feito em Portugal. Um trabalho que irá agradar a fãs dos nomes já citados ou outros como Marillion, Ayreon, Tool, Three, Dream Theater e até mesmo Audioslave. 85%
RDS
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V/A – Metal Assault 2007 Vol.1 (DVD 2007) – Nuclear Blast

Começo esta pequena crítica por informar de que este não é um DVD de venda directa mas sim uma edição promocional. O DVD inclui um vídeo de cerca de 20 minutos com promoções aos lançamentos da Nuclear Blast no intervalo de Janeiro a Junho de 2007, assim como 7 videoclips do mesmo número de bandas. Muito rapidamente faço uma pequena apreciação destes mesmos promoclips, sendo as pontuações atribuídas à parte vídeo e não ao áudio!
Os Dinamarqueses Mnemic e o tema “Meaningless” iniciam a sequência. Novo disco, novo vocalista, o mesmo estilo de sempre. O clip segue a mesma linha dos anteriores da banda, com imagem futurista e com pequenas “falhas” a dar ideia de filmagem antiga. Não é nada de transcendental mas cumpre a sua função. É muito melhor do que os habituais clips de bandas a tocar na garagem ou num estúdio fechado ou das filmagens ao vivo. 70%
Os Norteamericanos Chimaira e “Resurrection” trazem o habitual vídeo das bandas dos USA, pose de machão saído do ginásio, mulheres com fartos seios, pancadaria, só falta mesmo o carrão de marca. É pena o clip porque a música é até acima da média da nova vaga do NWOAHM. 50%
O Finlandês Marco Hietala (também dos Nightwish) e os seus Tarot apresentam “Ashes To The Stars”. Música fabulosa, refrão memorável, vídeo com imaginário futurista intercalado com filmagens da banda a tocar. Acima da média. Gostei. 70%
Os Noruegueses Sirenia têm em “My Mind’s Eye” o melhor vídeo deste conjunto. E, na minha modesta opinião, também a melhor faixa. O refrão não é memorável, mas sim todo o tema, de início ao fim! O clip também é fabuloso, típico cenário Metal / Rock Gótico. 90%
Os Mendeed e “The Dead Live By Love” aproximam-nos do fim. A banda está a tocar numa floresta e está a nevar. Uma rapariga de branco jaz no chão. O seu espírito ou alam ergue-se do corpo e vagueia pela floresta. Encontra-se com um homem. Isto deve ter alguma ligação à letra da música. Não é mau mas também não é nada de transcendental. 70%
Os Canadianos Kataklysm e “To Reign Again” continuam na sequência. O habitual clip de que falava há pouco com filmagens ao vivo e tema de estúdio por cima. Mais uma forma de promover o novo álbum do propriamente fazer um clip com alguma qualidade e valor artístico. 40%
Para finalizar, a boa disposição dos Knorkator e “Alter Mann”. Vídeo animado. Já havia visto outro clip da banda e era uma curtição. É pena eu não falar alemão, as letras parecem ser hilariantes. E os vídeos seguem as mesmas. Fica o vídeo e a nossa imaginação a correr! 80%
RDS

Nuclear Blast: http://www.nuclearblast.de/

NB distribuída em Portugal por Compact Records: http://www.compactrecords.com/

Nightwish – Dark Passion Play (2007) – Nuclear Blast

Está finalmente disponível o novo trabalho de estúdio dos Finlandeses Nightwish. “Dark Passion Play” inicia uma nova fase na carreira daquela que é uma das mais bem sucedidas bandas de Metal sinfónico com voz feminina. Depois da demissão, em 2005, da anterior vocalista Tarja Turunen, facto que fez correr tanta tinta na imprensa mundial e que gerou uma diversidade de opiniões por parte dos fãs, a banda foi invadida por demos de vocalistas de todos os cantos do mundo. Após uma exaustiva audição a escolha recaiu sobre a Sueca Anette Olzon (ex-Alyson Avenue). A voz de Anette é diferente da de Tarja o que, na minha modesta opinião, foi a melhor escolha a fazer por parte da banda. Escolher uma “copycat” de Tarja seria um enorme erro e ainda daria mais motivo de conversa aos detractores da banda.
Quanto ao novo trabalho em si, este inicia de uma forma inesperada com um tema de cerca de 14 minutos, “The Poet And The Pendulum”, no qual a banda consegue inserir quase todas as suas facetas. A partir daí ouvimos mais 12 temas que passam por todas as facetas da banda, desde a balada com voz angelical (“Eva”, “For The Heart I Once Had”, “Meadows Of Heaven”), passando pelo tema tipicamente Heavy / Power com as vocalizações de Marco Hietala a predominarem (“Master Passion Greed”), o tema de inspiração celta (“The Islander”, “Last Of The Wilds”) e até mesmo os samplers electrónicos à semelhança de “I Wish I Had An Angel” (“Bye Bye Beautiful”) ou o tema épico / orquestral (“Amaranth”, “7 Days To The Wolves”). Há um pouco de tudo para agradar a gregos e troianos, sem ser um álbum heterogéneo tipo manta de retalhos.
A voz de Anette consegue ser angelical ou agressiva, melódica ou mais áspera e roqueira, negra e intensa ou doce e ligeira, conforme a faixas ou partes das mesmas assim o exigem. Além disso tem uma capacidade de alcance fantástica, atingindo notas que seriam difíceis de atingir por outras vocalistas. Na maior parte das vezes faz lembrar vocalistas da década de 80 como Kate Bush, Kim Wilde, Bonnie Tyler, Laura Branigan, Ankie Bagger ou até mesmo as duas vocalistas dos Suecos Abba (Annete fez parte de uma banda de versões dos mesmos). Está aprovada! Agora quero ver a banda ao vivo para poder ouvir como soam os temas antigos na sua voz.
Sendo eu fã da banda desde “Wishmaster”, confesso, já estava a ficar um pouco saturado das vocalizações eruditas de Tarja. Esta nova voz traz uma outra dimensão à música da banda e um novo sopro de vida.
Em termos instrumentais a banda poderia facilmente cair na asneira de criar temas mais comerciais e conseguir o sucesso de uma banda como Evanescence, a qual não tem metade da qualidade musical ou lírica de Nightwish (ou Within Temptation até), e tudo apenas baseado nas polémicas criadas em torno da banda. Não foi o que aconteceu aqui, estando Tuomas Holopainen de parabéns pela sua capacidade de composição (já demonstrada nos álbuns anteriores, aliás), criando temas bem metaleiros / roqueiros mas com identidade e refrões e melodias memoráveis. A orientação geral do disco é bem mais roqueira que a dos anteriores, o que é até uma mais valia para os Nightwish.
Em jeito de finalização, os Nightwish conseguem em “Dark Passion Play”, sem dúvida, um dos seus melhores discos de sempre! São 75 minutos e 45 segundos que não têm um único segundo monótono e, apesar de ser um disco longo, ouve-se muito bem de início ao fim.
Não posso deixar de referir, extra crítica ao disco, que estar a ouvir um tipo a dizer “este é o novo álbum… blah… blah… e este tema intitula-se…” seis ou sete vezes num tema não facilita nada a tarefa do crítico. Assim que possível, vou comprar o meu exemplar original!
95%
http://www.nightwish.com/ / http://www.nuclearblast.de/

Distribuído em Portugal por Compact Records: http://www.compactrecords.com/

Biomechanical – Cannibalised (2007) – Earache

Terceiro trabalho de originais para os Londrinos Biomechanical. São 10 faixas de Metal ultra-técnico com tendências Cyber (linha Fear Factory, Mnemic, Strapping Young Lad), progressivas e de “film music”. Pesado, potente, rápido, brutal. A voz está a meio caminho entre Ron Halford fase “Painkiller” e Devin Townsend nos seus SYL, com um toque de Phil Anselmo era Pantera. Aliás, a banda não se fica por aqui na “ligação” aos Judas Priest, tendo sido este disco misturado por Chris Tsangarides (o qual co-produziu com a banda o referido disco de 1990). Às já referidas bandas pode-se ainda aliar nomes como Nevermore (na técnica e saturação de pormenores) ou King Diamond (vozes e alguns ambientes). Isto é tão intenso e rápido, com tantas coisas a acontecer ao mesmo tempo (leia-se: muito boas ideias e assimilação de influências) que acaba por se tornar um pouco saturador. Apesar de ser muito bom., é algo cansativo de ouvir. Além disso, os “blips” deste promocional que tenho em mãos não ajudam nada! Apenas para os ouvidos mais “calejados”. De qualquer maneira, fãs dos nomes já referidos irão gostar deste disco. 70% http://www.earache.com/

Distribuído em Portugal por Compact Records: http://www.compactrecords.com/

Nora – Save Yourself (2007) – Trustkill

Este é o terceiro e novo trabalho para os Norteamericanos Nora. Depois da banda ter passado por diversos problemas, após o lançamento de “Dreamers And Deadmen” de 2003, e do vocalista Carl Severson se ter mantido ocupado com a sua Ferret Records, eis que surge este novo “Save Yourself”. São 10 temas de típico Hardcore Norteamericano, algures entre o peso e agressividade do NYHC e as influências do Thrash da velha escola, com alguma influência Sludge aqui e ali. Faz-me lembrar a fúria das bandas dos inícios da Victory Records (antes de passar a editar Emo) conjugada com a imediatez dos riffs Thrash. Metalcore estão vocês a pensar? Não é bem o estilo dessas bandas hoje em voga. Aqui utilizaria mais o termo Crossover (lembram-se dos inícios da década de 90?). Não é o melhor álbum do género mas é uma boa aposta para os fãs de bandas como Slayer, Sick Of It All, Earth Crisis, At The Drive-In, All Out War, Most Precious Blood, Hatebreed, Shutdown ou Converge. 80% http://www.norarockmachine.com/ / http://www.trustkill.com/

Distribuído em Portugal por Compact Records: http://www.compactrecords.com/

FullMoonChild - Concurso Muralhas Rock II


HallowFest 07


Infected Records DIY

A Infected Records DIY vai iniciar uma nova série de lançamentos.
Estamos em busca de boas bandas de todo o mundo, com o objectivo de lançar em formato CD-R, edições limitadas a 77 cópias, numeradas á mão, sem fins lucrativos e a baixo preço, completamente DIY (do it yourself) e com boa música.
Metade dos lucros das vendas de cada um destes lançamentos vão reverter para algumas instituições que lutem e defendam direitos humanos e/ou animais.
Já existem algumas confirmações.
Para as vendas dos primeiros lançamentos desta série já existe uma instituição para a qual vão reverter metade das vendas.
A União Zoófila de Lisboa, uma instituição sem fins lucrativos e não governamental, fundada em 1951, que alberga e acolhe cães e gatos abandonados e mal tratados, tendo neste momento nas suas instalações cerca de 800 animais (sendo na sua maioria cães). Enfrentando problemas e necessidades básicas, como por exemplo, reserva de comida para os animais a terminar, a UZ precisa de ajuda. Podem ver mais sobre esta instituição em www.uniazoofila.org.
A nível de bandas contactadas, estão já confirmados 3 lançamentos.
*MONIKERS, de Orlando, Estados Unidos. www.myspace.com/monikers
*ALBERT FISH, de Lisboa, Portugal. www.myspace.com/albertfish77
*AZIA, de Barcelos, Portugal. www.myspace.com/aziapunkbcl
Mais noticias e novidades acerca destes lançamentos, capas, alinhamentos e preços em breve. Mantenham-se atentos. Interessados em reservar algum destes lançamentos desde já, e ajudar a União Zoófila dessa forma, podem fazê-lo através do e-mail infected_records@yahoo.com ou em www.myspace.com/infectedrecordsdiy . Mantenham a chama viva. Mantenham este movimento útil e saudável. Até breve, J.
INFECTED RECORDS DIY - distro & label & promoter from Portugal - www.myspace.com/infectedrecordsdiy

Vulture Industries - Entrevista

1 – Vulture Industries (origin and meaning of the band’s name, short bio with highlights, discography, etc):
The origin of the name VI one of two alternatives we came up with before the fist concert with this lineup. There was really no other reason for picking up that name other than we considered it cool and fit our music.
VI emerged from the remains of the gothic metal band Dead Rose Garden, after changing close to all of the members VI first appeared March 2004 at Piggtrådfestivalen, The Barb Wire Festival, in Bergen. Since then the EPs “The Enemy Within” 2004 and “The Benevolent Pawn” 2005 were released before the recording of The Dystopia Journals started. By that time VI was independent, no signing had yet been done, so the whole recording process was run by our vocalist and programmer, Bjørnar E. Nilsen.

2 – “The Dystopia Journals” (writing & recording process):
Some of the songs on TDJ are from the EPs, so the material dates back at least 3 years, but the newest songs are written and arranged during the recording process. The writing process usually starts out as sketches on Bjørnar or Øyvind’s computers, these are handed round to the other members for fine tuning and testing out. The next phase is the rehearsals room, trying out the different parts, fitting new and removing parts that don’t fit. We normally use a lot of time on this, so when we came to recording the last 3 songs they were not finished yet. So we spent a lot of time in studio trying the new stuff out and adjusting the sounds to fit the other recordes songs. The fist songs were recorded 2 and 3, starting out early august 2006, finishing the last songs close to summer 2007.

3 – Lyrics (influences, themes, messages…):
The lyrics is Bjørnar’s work, he has a huge interest in classic poets, especially those with the darkest or perhaps clearest views upon life I think, not that he is a gloomy guy himself, he is like the rest of us happy campers. But he has a vivid imagination, and comes up with the strangest thoughts. His ideas for the lyrics for TDJ came up by chance he says, there was this “I” person that showed up, turning the process into a kind of a concept-album. But that was never intended when he started out. I think the lyrics speak for themselves, but themes are struggle with inner demons and wish for individuality, the themes are complex but the messages are not hidden. One might interpret them individually, Bjørnar always says that people should think for themselves, and that is perhaps part of the message?

4 – Helge Jordal and the album frontcover:
When we were discussing what the album cover should look like, a lot of ideas were tossed around in the band, many of the ones we didn’t use were really good too, maybe we can use them on the future albums. Anyway, Bjørnar and Maja (who designed the album cover and booklet) came up with the idea of picturing a man so full of inner struggle that he ends up strangling himself.
It was Bjørnar’s idea to contacting Helge Jordal, who is an acclaimed actor here in Norway. He had both the face and skills to show the contrasts between the furious and anxious sides of the same man. I think he did an excellent job, and he was a very cool guy as well. I guess the song “Path of infamy” is the inspiration behind this whole concept.

5 – Musical and other kind of influences:
We all have different musical influences in the band; I for one have taken the standard road of a norwegian metalhead: started listen to Metallica, Megadeth and Sepultura at the age of 13, then moved over to more extreme metal, Satyricon, Dissection etc., then maybe eased up a bit when I got a bit older, really listening to everything from Mötley Crüe to Shooter Jennings.
Øyvind and Bjørnar writes most of the music on the album; I tend to think that Øyvind is a bit more into the death and black metal-scene, while Bjørnar is a bit more into the industrial/ horror/ weirdo-scene.. hehe. They both are prog heads though.

Many have compared us to Arcturus, mainly because of Bjørnar’s vocals and the experimental nature of the music. While I can understand that someone can think so, and myself and other members of VI likes Arcturus, I can assure you that this is not intentional. I don’t think we sound very similar, and Bjørnar can’t really sing any other way, the poor bastard J

6 – Dark Essence Records:
Dark Essence resides in our hometown of Bergen, and we know the guys running it, so this makes it easier to have a good contact with the label. They have really done a good job for us so far. I know that Bjørnar also has started cooperation with them, so this is positive for VI as well.

7 – Tour to promote the record:
We have played a number of concerts here in Norway after the album hit the shops. Bergen, Haugesund, Tromsø and Sandnes. We are also going to Oslo early next year. As that is about all the cities we have in Norway (hehe), we are doing a tour around Europe in March.. a total of 17 gigs I think, from Italy to the UK. That will be a blast!

8 – Final Message:
Thanx for giving us this interview! Hope you guys reading will check out our music, buy our album and go apeshit with us in concert! Check out our website (www.vulture-industries.net) for info about future concerts! Cheers!


Entrevistador: RDS
Entrevistados: Kyrre Teigen (bass) q. 1-3, Tor Helge Gjengedal (drums) q. 4-8.

Supreme Soul - Entrevista

1 – Supreme Soul (curta biografia, pontos altos, discografia, etc):
Os Supreme Soul são um grupo de pop/rock electrónico de Lisboa. Depois de alguns anos a produzirmos temas mais direccionados para as pistas de dança, decidimos o ano passado repensar a nossa sonoridade. Sentimos que era necessário caminhar em termos musicais para outras direcções. Surge então o Ep “Vision”, um marco muito importante para a banda, pois quando ouvimos o resultado final, especialmente nas rádios, sentimos que tínhamos atingido os nossos objectivos: um som mais pop/rock, sempre com a electrónica como pano de fundo.
Penso que “Love and shadows” é a consolidação do “Vision”, e representa igualmente o início de uma nova fase: os espectáculos ao vivo.

2 – “Love And Shadows” (processos de composição e gravação):
Relativamente ao processo de composição, os temas foram feitos com base em melodias vocais. Os arranjos e os ambientes sonoros eram criados de acordo com essa melodia (s) vocal e a carga metafórica que as letras transmitem.
A gravação dos temas é feita em tempo real tendo por base uma programação de ritmos, sendo utilizados variados instrumentos, tais como guitarra, piano e sintetizadores.

3 – Letras (influências, temas, mensagens):
“Love and shadows” representa os dois pólos extremos da vida: o amor e a sombra. O amor representa a extravagância, a pureza, o positivo, o expoente máximo da expressão humana. A sombra simboliza o obscuro, as nossas fraquezas e tentações, ou seja, o expoente máximo da fragilidade humana. Penso que as letras do Tiago vão de encontro a essa ideia: relações de amor, sentimentos de perda, etc.

4 – Capa do EP (quem, porquê, significado, …):
A capa do Ep foi elaborada pelo João. Achámos logo que era uma representação muito fiel ao conceito e à mensagem implícita nos temas. Os feixes de luz principais e as suas intersecções representam o amor. Os feixes de luz em segundo plano representam as sombras.

5 – Influências musicais e outras:
De uma maneira geral, sendo arte ou não tudo o que nos sensibiliza, influencia a música que fazemos.
De influências musicais “mais orgânicas” temos: joy division, new order, U2, nick cave and the bad seeds, sétima legião, heróis do mar, the cure, sonic youth, arcade fire, neil young, patti smith, pj harvey , The B`52s, rufus wainright...
De um espectro mais electrónico: depeche mode, kraftwerk, underworld, lcd soundsystem, fisherspooner, entre outros.
O Fado é também uma influência.

6 – Concertos de promoção ao EP:
Estamos a contactar alguns espaços musicais, e já estamos a trabalhar com uma promotora. Muito brevemente já teremos datas confirmadas.

7 – Mensagem final:
“Only love can save you from your own shadow”.

Entrevistador: RDS
Entrevistado: Susana Mogueira (guitarra, piano, voz)