Friday

Smartini - FNAC Braga 30 Janeiro


Colhões de Ferro III


V/A – Thrashing Like A Maniac (2008) – Earache

Já todos conhecemos o “sentido de oportunidade” da Earache dos últimos anos! Ora, esta é mais umas dessas oportunidades! Aproveitando o ressurgimento do Thrash Metal old-school, a Earache lança esta colectânea que contém 16 bandas/temas. Algumas fazem parte do seu catálogo, outras provêm de outros editoras e há ainda espaço para algumas mais Underground (que o serão por pouco tempo mais, pela tendência!).
Inicia com força pelas mãos dos jovens Bonded By Blood (escolheram o seu nome a partir do mítico disco dos Exodus que foi lançado e nenhum deles ainda havia nascido! Exodus e Death Angel como referências fortes). Os Evile não deixam abrandar, com um estilo bem mais agressivo. Os Municipal Waste, amados por uns e odiados por outros, trazem algum Crossover (DRI, Nuclear Assault, Suicidal Tendencies, Ratos de Porão, etc). Também numa linha Crossover temos os SSS e os Gama Bomb. Dekapitator não inclui novatos na sua formação, ex-membros de Exhumed deixam o Death Metal de lado para “thrashar” um pouco (ou muito!), som mais agressivo e crú. Fueled By Fire é outra banda a destacar e seguem uma linha mais Speed Metal, tal como os Dekapitator. Com um som mãos sujo, “dark” e “evil” (a lembrar bandas como Possessed, Obituary, Death, Venom, ainda antes de existir o termo Death Metal) temos os Warbringer, Merciless Death e Toxic Holocaust. Os Decadence são mais nova escola mas não escondem o seu gosto pela velha escola, e têm uma mulher nos “berros”! Outros nomes que não deixam créditos por mãos alheias são Deadfall, Lazarus, Mutant e Violator. Há ainda tempo para uma malha dos extintos Send More Paramedics. Pois é, já há uma baixa desta nova onda Thrash!
Thrash Metal, diversão, mulheres, cerveja, festas, bermudas, zombies, mosh, slam dancing, stage-diving, há um pouco de tudo nesta rodela, que é cinzenta por fora, mas que dentro tem muita cor.
Apesar de não conseguir deixar de pensar em algum oportunismo por parte da Earache, tenho que recomendar esta compilação porque as bandas são todas fantásticas, resultando “Thrashing Like A Maniac” num sampler perfeito do que se faz no género no século XXI.
Para destacar o efeito saudosista há ainda edições em vinil normal preto e especial em vinil laranja. Além disso, o disco inclui uma fanzine como bónus. Quão 80s é isso, hem?!
Para fãs do Thrash Metal dos 80s e nomes como Exodus, Nuclear Assault, Anthrax, Megadeth, Metallica, Forbidden, Death Angel, DRI, … (inclui aqui a tua banda de eleição do Thrash dos 80s). 80% http://www.myspace.com/thrashinglikeamaniac / http://www.earache.com/
RDS

Distribuido em Portugal por Compact Records: http://www.compactrecords.com/

Fight – K5 The War Of Words Demos (2007) – Metal God Entertainment

Actualmente, e aproveitando o reavivar da chama Judas Priest, o senhor Rob Halford está a editar algum material raro dos projectos que levou a cabo no tempo que esteve fora dos Priest. Este é mais um desses registos. Trata-se aqui de maquetes e gravações de ensaios dos temas que viriam a fazer parte do disco de estreia do projecto Fight. Este registo marca também o aparecimento da editora Metal God Entertainment, formada pelo próprio Halford. Estes temas não mudam muito do produto final que viria a figurar no disco oficial, apenas têm uma sonoridade mais crua e dura. Algumas destas versões primárias como “Into The Pit”, “Nailed To The Gun”, “Kill It” ou “For All Eternity” agradam-me mais que as versões finais mais “polidas” que acabaram por integrar o disco. Para este registo foi apenas feita uma remistura multi-track destas faixas por Roy Z. Além dos temas já conhecidos, incluem-se 5 temas que não chegaram a fazer parte de “War Of Words” e que, só por si, valem a aquisição deste produto. Ao todo são 16 faixas com variações de som algo extremas que chegam a incomodar um pouco. No entanto, como o título indica, isto são “demos”, logo direccionadas para fãs “diehard” do Metal God e coleccionadores. Como curiosidade, o K5 no título refere-se ao nome que foi colocado nas fitas que incluíam estas gravações, pois se alguém via o nome Halford ou Fight escrito em algum lado não resistiria a ouvir. Daí terem colocado o nome K5 para “despistar” e afastar os curiosos.
Este CD não é aconselhado a quem quer tomar o primeiro contacto com Fight. Para isso, direcciono-vos para os registos de estúdio. Apenas para fãs do Metal God. 70% http://www.robhalford.com/ / http://www.halfordmerchandise.com/ / http://www.halfordmusic.com/ / www.myspace.com/robhalford
RDS
-
Distribuido em Portugal por Compact Records: http://www.compactrecords.com/

Forgodsfake - Entrevista

1 - Biografia PT:
- Oriundos da margem sul, Almada, formados em inícios de 2006, os FORGODSFAKE transportam backgrounds provenientes de algumas bandas reconhecidas no panorama de peso nacional, como Shrapnel (nome pelo qual eram conhecidos no passado), Painstruck, Straight Shot, Judged By Greed. Praticando uma fusão entre o thrash, metal-core e a melodia, surgem com o álbum de estreia "Life Or Debt" em meados de 2007, com a produção a cargo de Daniel Cardoso nos UltraSound Studios em Braga e edição a cargo da DFX MEDIA, apresentando este novo trabalho na 2ª edição indoor do Festival Alta Tensão, tour nacional encabeçada pelos Dinamarqueses Mnemic, que percorreu Portugal de norte a sul, terminando na ilha de S. Miguel, Açores. Finais de 2007, e após uma boa temporada de concertos, é altura de voltar a dar asas à veia criativa e começar a compor para o sucessor de "Life Or Debt" com previsão para finais de 2008, não deixando de lado as actuações ao vivo e a divulgação desta nova banda, que tenciona continuar a ter sempre muito para dar ao público. Ainda há muito para vir...
-
2 - "Life Or Debt":
- O álbum foi fruto de cerca de um ano de composição, onde, naturalmente tivémos momentos de pouca, muita e extrema inspiração. Grande parte dos temas surgiram de ideias expontâneas, que a seguir foram desenvolvidas e trabalhadas, com adição de novas ideias que se fundiram, discutiram, alteraram... enfim, trata-se de trabalho de equipa que resulta num tema final, que no fundo só se dá propriamente por terminado na fase de gravação. Isto porque existem muitas coisas que surgem em conjunto com o produtor, que dá ideias, sugere maneiras diferentes de compor uma determinada parte do tema, que geralmente contribui bastante para um bom resultado final, e nesse sentido, o Daniel Cardoso fez um excelente trabalho, pelo que tencionamos continuar a trabalhar com ele. O último tema do álbum, "Outro", que é um instrumental semi-acústico, teve a colaboração do Tiago Rosa, que inseriu umas linhas de violoncelo, adicionando ao tema um grande ambiente de serenidade. A colaboração surgiu através de uma sugestão do Daniel Cardoso, que então contactou o Tiago, que concordou em participar no nosso tema.
-
3 - Letras, temáticas:
- As temáticas das letras rondam geralmente aspectos gerais da vida real, opiniões, liberdade de expressão, situações que nos rodeiam e com as quais todos acabamos por ser confrontados. No geral, são mensagens positivas de apelo a viver bem e com garra, mensagens essas transmitidas por vezes de uma forma agressiva, que mostram a maneira como os Forgodsfake encaram determinadas situações.
-
4 - Capa do disco:
- O conceito e design da capa de "Life Or Debt", foram elaborados por mim (Miguel Borrego) em conjunto com o designer da More Agency, o Pedro, que acrescentou vários elementos a todo o artwork, que resultaram num aspecto muito profissional, no entanto, também foi resultado de ideias provenientes de todos os membros da banda, que foram sendo transpostas para o papel, até sair algo consistente. A imagem frontal mostra-nos objectos em cima de uma mesa, que são os opostos uns dos outros: temos uma soqueira, uma navalha, um copo de whiskey e depois temos uma rosa e um terço a contrastarem completamente. Com isso representamos as hipocrisias, extremos e dilemas que estão à nossa volta . É como se fosse a história de uma pessoa aparentemente serena, calma e com as suas crenças, que chega a casa e tira do bolso vários dos seus objectos pessoais, que espalha na sua mesa, enche o seu copo de whiskey e relaxa no sofá, retirando a sua "máscara de bonzinho" do dia a dia e revelando o seu lado hipócrita, sombrio e agressivo, que vai contra tudo aquilo que apregoa e tenta impor. O nome da banda assenta no mesmo conceito, que apesar de ser um trocadilho a partir da expressão For God's Sake, não é de todo de carácter religioso, nem anti-religioso, é apenas uma expressão que define bem a hipocrisia e as dualidades presentes na vida. O nome do álbum "Life Or Debt" significa "Vida ou Dívida" e representa as escolhas que se pode ter na vida: podemos ir pelo lado por vezes mais difícil, mas que nos dá uma Vida para viver, ou então, pelo lado mais fácil e ao mesmo tempo mais obscuro e maléfico, o que nos deixa em dívida para com a vida.
-
5 - Influências musicais:
- Os 5 elementos dos FGF (Ricardo Pedro - Voz, Miguel Borrego e Alexandre Carvalho - Guitarras, João Madeira - Baixo, Nuno Silva - Bateria), trazem backgrounds musicais de estilos muito variados, desde o mais suave ao mais brutal, todos temos influência de algum estilo musical que o outro elemento não tem tanto, e isso cria uma fusão de todas essas influências, que vai resultar no nosso estilo, que tem como plataforma o Metal inspirado em bandas como Machine Head, Metallica, Meshuggah, Pantera, Unearth, Killswitch Engage, fundindo um pouco de todos os nossos backgrounds.
-
6 - Concertos de promoção ao disco:
- No fundo, desde que o disco foi lançado, todos os concertos têm sido uma promoção. Comecámos com essa promoção em Julho, durante o Festival Alta Tensão, onde foi precisamente lançado o álbum, no início da tour. Depois disso, fizémos várias datas com os For The Glory e temos vindo a promover "Life Or Debt" o mais que pudemos. Temos algumas datas actualmente a serem tratadas, que a seu tempo divulgaremos pelo nosso MySpace www.myspace.com/forgodsfake.
-
7 - Projectos para o futuro:
- Para já estamos a entrar em fase de composição para um novo trabalho, que esperamos comcluir no fim deste ano de 2008. No entanto, não iremos parar a nível de concertos, continuando a divulgar "Life Or Debt". Um dos nossos objectivos é ir além fronteiras e fazer os possíveis para conseguirmos (brevemente, esperamos), organizar uma tour para o estrangeiro e podermos divulgar muito mais o nosso trabalho lá fora, e nada melhor para isso, do que tocar bastante para lá do nosso país.
-
8 - Mensagem final:
- Que se faça boa música nacional, porque há muitas bandas excelentes para isso, apenas não têm as portas necessárias abertas, portanto é preciso batalhar para as abrir. Há que acreditar e gostar verdadeiramente do que se faz, independentemente do estilo musical, comercial ou não, porque só assim se consegue alcançar a força para conseguir vingar neste pequeno meio que é o nosso país.
-
Miguel Borrego.
FORGODSFAKE
-
http://www.myspace.com/forgodsfake

Wednesday

Dan Kaufman – Force Of Light (2007) – Tzadik

Dan Kaufman, o mentor dos Barbez (NY, USA), faz-se aqui acompanhar pelos membros da sua banda de origem, assim como de alguns músicos convidados. As composições são da sua autoria e as letras são poemas de/ou baseados na obra de Paul Celan. Este era um poeta Judeu que sofreu na pele as atrocidades da segunda guerra mundial e dos nazis. Passou anos em campos de concentração, perdeu os pais nestes, acabando por cometer suicídio em França, afogando-se no rio Siena. A sua obra baseia-se precisamente nos horrores do holocausto e na sua própria vivência do mesmo. É tido como um dos grandes escritores do século XX. Este disco é parte integrante da “Radical Jewish Culture” da Tzadik e inclui 8 temas, em cerca de 56 minutos, que vão beber ao Jazz, avantgarde, neo-clássico, klezmer e post-rock. Tudo isto condimentado com spoken words dos poemas de Paul Celan. Emotivo, forte, negro, denso. A perfeita banda sonora para a vida (e morte) de Paul A. Anschel. Recomendo vivamente! 90% http://www.barbez.com/ / http://www.myspace.com/barbez / http://www.tzadik.com/

The Pussybats - Promotional CD (2007)

Este é um CD promocional com 5 temas dos Alemães The Pussybats. Além dos 5 temas áudio, o CD inclui uma faixa multimédia com mais algumas faixas em mp3, vídeo para um dos temas, entrevista em vídeo e algumas informações adicionais. Gothic Rock bem forte, roqueiro, melódico, com toques Glam e Hard Rock. A primeira banda que vem à cabeça é mesmo The 69 Eyes, tanto a nível instrumental como vocal. A banda aponta ainda nomes como Backyard Babies, AC/DC, The Sisters Of Mercy ou Johnny Cash. Refiro ainda passagens que remetem para Fields Of The Nephilim. Na vertente estética há uma fusão de The 69 Eyes com Mötley Crüe. Gostei do que ouvi, mas a descarada colagem à já referida banda Finlandesa é demasiado forte para o seu próprio bem. Pode ser que num próximo trabalho consigam uma identidade própria. O potencial está lá. Aguarda-se o disco de estreia e o que de bom (ou mau) nos poderá trazer. 65% http://www.thepussybats.com/ / www.myspace.com/thepussybats / http://www.extratours-konzertbuero.de/booking/thepussybats.html
RDS

Daniele Brusaschetto – Circonvoluzioni (2007) – Bosco Records

Novo trabalho de estúdio para o italiano Daniele Brusaschetto. São 10 novos temas em cerca de 36 minutos de duração. Este trabalho está mais calmo que os anteriores, mais introspectivo, ambiental e com passagens acústicas, não deixando, no entanto, a vertente experimental e industrial por mãos alheias. Não é o meu trabalho favorito de Daniele, preferindo a sua fase inicial mais industrializada, no entanto, há aqui temas que seguem uma vertente que me agrada como “Animali esausti”, “Cimènt”, “Female” ou “Black Synthetic”. Além do formato físico em CD, este encontra-se disponível em mp3 para download. Aliás, toda a discografia de estúdio do músico, em nome próprio (exceptuando colaborações e projectos paralelos), encontra-se disponível para download gratuito. No website da editora Bosco (responsabilidade do Daniele) também se encontram todas as edições para descargas de modo gratuito. Para apreciadores de Industrial, experimental, avantgarde e electrónica. 70% http://www.danielebrusaschetto.com/ / www.myspace.com/brusaschetto / http://www.boscorec.com/
RDS

SWR Warm Up Sessions 2008




Monday

V/A – Portugal Índio Contra As Comemorações Dos Descobrimentos (06) & Compilação Antimilitarista Ibérica (06) – Deflagra

O blogue Deflagra reeditou em CD duas das compilações, da primeira metade da década de 90, do colectivo Crack! Inicialmente editadas em K7, estas compilações são “Portugal Índio Contra As Comemorações Dos Descobrimentos” (1992) e “Compilação Antimilitarista Ibérica” (1994). A primeira, tal como título indica, é composta apenas por bandas nacionais. Incluem-se Alcoore, Noites De Nevoeiro, X-Acto, Desordeiros, Hipocondríacos, Inkisição, Evisceration, Subcaos, P.V.L.A., Culto (O)Culto, K.E.G., Corrosão Caótica e Humor Cáustico. Bandas de Punk, Hardcore, Grind e Experimental reuniram-se para demonstrar o seu desagrado para com o questão retratada no título da colectânea. A segunda já reúne bandas Portuguesas e Espanholas. Arrghh!!!, Barrakos, Simbiose, Foragidos Da Placenta, Ostakulo, Kuero, Ezin Izan, Kloakao, Booby Trap, K.N.O., Caos Social, Mol e Estado De Sítio. Mais uma vez o título indica a causa em questão. Em termos estilísticos esta colectânea não foge muito do universo Punk / Hardcore / Crust.
A descrição dos originais está feita. E quanto à reedição em CD? Quando soube disto fiquei logo em pulgas para ouvir este material de novo. Tenho a “Portugal Índio…” no formato original em K7, mas a “Antimilitarista”, infelizmente, nunca cheguei a adquirir. Ora, o que aqui se encontra não são edições profissionais. Passaram as fitas originais para o formato digital, de um modo caseiro e não muito competente, gravaram em CD-Rs, “formataram” as capas e livretes originais para o formato CD, fotocopiaram, rasgaram (sim, porque vêm rasgadas e não cortadas à tesoura, sequer) e “voilá”, está feita a reedição.
Isto pode ser visto pelas duas perspectivas. Os originais já eram edições Underground, K7s gravadas, capas fotocopiadas. Aqui mantém-se o carácter Underground. O que interessa são os temas subjacentes, os ideais, a causa. Até porque os temas em questão ainda se mantêm actuais. Por outro lado, estas peças de histórias do cenário Underground Português e Espanhol mereciam outro tratamento, melhor apresentação, melhor som. Quanto mais não fosse pelo devido respeito às bandas incluídas. Além disso, o preço unitário é exagerado tendo em conta este tipo de apresentação geral. 10 euros é mesmo muito. A minha modesta opinião, é claro! Conseguia-se fazer melhor com o mínimo de recursos, pois hoje em dia está tudo mais facilitado, e ainda se vendia por uns 5 ou 6 euros.
De qualquer modo, está-me a dar um gozo enorme reviver todas estas bandas e faixas, pois eu vivi o Underground com mais intensidade na primeira metade da década de 90, daí ter apanhado toda esta onda de bandas, editoras, colectivos, etc.
Aconselhado a quem viveu esses tempos, quem tem os originais em K7, amantes da M.M.P. e Underground, coleccionadores e saudosistas.
Já agora, nos CDs refere-se que as gravações podem ser copiadas, alteradas ou difundidas, sendo apenas necessário registar apenas a fonte. Por isso mesmo, espalhem estas peças de história, não as deixem morrer!

Para comprar os CD-Rs ou para mais informações, contactem o Nunes Zarelleci do Deflagra:

http://deflagra.blogspot.com/

Zarelleci: Apartado 1623 – 4108-007 Porto.
zarelleci@gmail.com

Zero Tolerance # 021 – Jan/Feb 2008

Já está disponível nos escaparates o novo número da revista Britânica Zero Tolerance. A capa deste #21 é feita com os míticos Hellhammer. Justificação para isto é a reedição das suas demos em CD e a inclusão de uma conversa com Tom Gabriel Fisher sobre a mítica banda Suiça. Nas 128 páginas que compõem a revista incluem-se entrevistas e artigos a bandas como Deicide, Hate Eternal, Forefather, Alestorm, Rotten Sound, Hate, Draconian, Devilish Impressions, Vesania, Electric Wizard, Earth, Dillinger Escape Plan, Black Dahlia Murder, Ted Maul, entre outros; artigos sobre o Metal Irlandês (passado, presente, futuro), o Black Metal mais Underground, a falecida Wendy O Williams e uma previsão de 2008; assim como as habituais críticas a CDs, DVDs, concertos, etc. Como habitual, temos ainda direito a um CD gratuito. Nesta nova rodela prateada podemos destacar Rotten Sound, Asesino, Hate, Devilish Impressions, Hellhammer, Forefather, Biomecyhanical, Draconian, To-Mera e Alestorm, num total de 16 bandas/temas.
Para mais informações: http://www.ztmag.com/

Friday

D3O - Box Tour


Thrashmania 5


Gazua – Convocação (2008) – Edição de Autor

Finalmente o disco de estreia dos Gazua! Ainda me lembro do gozo que me deu ouvir a demo que me enviaram há um par de anos. O meu grande medo na altura foi: “ok, é porreiro, mas daqui a nada estão a acabar por falta de apoio de editora e público”. Ainda bem que me enganei e a banda insistiu e persistiu. Infelizmente, não houve nenhuma editora a apostar neles e tiveram que lançar isto por conta própria. O que é que andam as editoras a fazer? Lançar bandas pré-fabricadas saídas de telenovelas juvenis? Bah! Em frente! Essa triste história já nós conhecemos. O disco está nos escaparates e isso é que interessa. Agora cabe ao público Português apostar neles, comprar o disco, comprar t-shirts e outro merchandising, marcar concertos com eles e ir aos mesmos.
Gazua é um power-trio, na verdadeira ascensão do termo, composto por João (voz / guitarra, ex-Corrosão Caótica, ex-Carbon-H, ex-No-Counts), Paulinho (baixo, ex-Jardim Do Enforcado, ex-M.A.D., ex-Spitz Buben, actualmente nos Kamones) e Quim (bateria, ex-Condenação Pacífica, ex-Civic) que não gravou a bateria no disco mas que faz parte da banda actualmente. O passado dos 3 membros já fala por si!
Em relação à gravação propriamente dita, resta apenas dizer que foi feita nos estúdios Crossover com o Sarrufo. Tudo o que tem saído destes estúdios, com mão do Sarrufo, tem uma qualidade inegável. Som forte, poderoso, limpo, mas com aquela crueza necessária ao género. Até a capa e toda a apresentação do disco estão sublimes. E vem em formato digipack, um formato que eu adoro e que prefiro em detrimento da normal caixa de plástico.
“Convocação” inclui 10 temas de puro Rock ‘N’ Roll / Punk Rock em cerca de 35 minutos que remetem para os primórdios de Xutos & Pontapés, Censurados e Peste & Sida, revelando também influências de nomes míticos como Ramones, Clash, New York Dolls, Patti Smith, Motörhead, AC/DC, Rose Tattoo, Thin Lizzy, MC5, Sex Pistols, entre outros. Abre em força com “Se tens vontade de gritar”, um tema potente, rápido, com melodia e refrão sing-a-long contagiantes, a lembrar Censurados no seu melhor; seguem “Morres devagar” e “Fazia tudo outra vez” a trazer à memória os Xutos dos 80s; “Evolução (1974)” traz de volta a velocidade num registo mais agressivo e mais Punk; “Sair da escuridão” é um forte candidato a hit-single; “O que é que estás aqui a fazer” continua com o pé no pedal, Peste & Sida / Censurados à memória; “Mil dedos” é mais lenta mas não perde a força do Rock tradicional, cru e puro; “Freneticamente falando” traz como convidado João Pedro Almendra (vocalista dos Peste & Sida); “Punição” tem uma batida fortíssima; fecha-se o ciclo (sim, porque ao acabar voltamos a carregar play e reiniciar o disco!) com “Vou explodir” com mais um refrão cantarolável.
Uns segundos de silêncio… O quê? Já acabou? Carrega no play depressa! Quero mais! Não deixes baixar a adrenalina! Ainda estou de braços no ar com a minha “air guitar”, a riffar como se não houvesse amanhã!
Para colocar ao lado de “No One To Follow” dos Anti-Clockwise, outro do género que também respira Rock por todos os poros. Infelizmente passou algo despercebido neste marasmo que a cena musical nacional actualmente! Esperemos que não aconteça o mesmo a este “Convocação”.
Um forte candidato a disco do ano em Portugal E só agora começou 2008. O Rock não morreu em Portugal! Estão todos convocados para a celebração. Dá-lhe Gás(zua)! Rock ‘N’ Roll Up Your Ass!!! RDS
95%

Thursday

Waste Disposal Machine + Urb + Synergy


Woven Wheat Whispers

A Woven Wheat Whispers é um portal com muita informação sobre Folk, em todas as suas vertentes, tradicional, Dark, experimental, Wyrd, celta, Rock, etc. Além da informação têm um extenso catálogo de venda online.
-
Além do material de venda, têm vários álbuns, EPs e compilações disponíveis para download gratuito que podem ser encontrados nesta ligação:
-
Para os iniciados, aconselho vivamente as 3 excelentes compilações:
-

Gazua - Entrevista

1 – Fala-me um pouco da história dos Gazua desde a sua concepção até à data.
Os Gazua tiveram um arranque um pouco atribulado... A banda começou por minha iniciativa e do Fred (ex baixista de censurados), e nessa altura tinhamos o Pedro Cardoso na bateria (que participa neste disco como convidado). Deram-se alguns concertos, e depois da saída do Fred por falta de disponibilidade para um projecto a tempo inteiro a banda sofreu algumas alterações à formação até chegar aquilo que é hoje. O Paulinho surge através de um amigo em comum, e o Quim trabalhava nos estúdios em que nós ensaiávamos. Desde há um ano que temos esta formação fixa, e por isso estava na hora de avançarmos para o disco.

2 – Descreve os processos de composição e gravação deste disco de estreia “Convocação”.
A composição deste disco parte de uma série de ideias que vinham já de trás, ainda antes desta formação estar composta. O que fizemos foram alguns arranjos, mas o disco já estava pensado e pronto a arrancar há algum tempo. Em relação à gravação, correu muito bem. Estivemos 16 dias nos estúdios Crossover em Linda-a-Velha a trabalhar com o Zé Pedro Sarrufo, e penso que se encontrou um excelente ambiente de trabalho. E acima de tudo, muito profissional.

3 – Sobre que assuntos incidem as letras contidas neste disco?
Este conjunto de letras têm um cariz muito pessoal, falam muito de persistência, de lutarmos por aquilo em que acreditamos. Falam também das interrelações entre pessoas, e da forma como às vezes é tão difícil alcançar uma harmonia.

4 – Quais são as vossas influências musicais, assim como outro tipo de influências externas à música?
Penso que somos essencialmente três viciados em música. Temos idades compreendidas entre os 34 e 36 anos e estamos metidos nisto até ao pescoço. Eu pessoalmente estou neste momento a ouvir muito os Clash, a Patti Smith, o Wayne Kramer (ex-MC5), Thin Lizzy... o Quim sei que é fã incondicional dos Iron Maiden, Slayer... e o Paulo ouve bandas como Discharge, AC/DC... são gostos variados, temos todos um espectro de gostos musicais muito alargado.

5 – O disco é lançado em regime de edição de autor. Porque é que a banda optou por esta via? Não há editoras a apostar nesta sonoridade ou não surgiu nada entretanto e decidiram levar a vossa avante, não deixando “morrer” o trabalho da banda?
É mesmo essa segunda hipótese. Ninguém se mostrou interessado em investir neste disco, e se essa parte nos teria que caber a nós, então não se justificava ter o selo de um editora. Penso que nesta fase de arranque da banda e com o mercado em baixa não é fácil arranjar quem arrisque um investimento num produto que não dá garantias. Não foi nada que não estivéssemos à espera. Já cá andamos todos há muito tempo, e não vamos deixar de passar a mensagem por uma questão destas.

6 – Como é que estamos de concertos de promoção ao disco? E em relação a outro tipo de promoção, tais como entrevistas, rodagem em rádios, etc?
O lançamento oficial do disco é no dia 16 de Fevereiro na Academia de Linda-a-Velha, e vamos ter uns quantos concertos a partir dessa altura. Antes disso só mesmo o concerto com os Italianos The Cummies no Espaço dos Desastres. Confirmado está também um concerto em Sintra no dia 23 de Fevereiro, e estamos a aguardar umas quantas respostas em relação a alguns concertos no norte e sul do país. Vamos tendo a agenda actualizada no nosso espaço do Myspace. Em relação a rádios o CD já chegou a algumas e sei que tem passado por exemplo na antena 3. As entrevistas vão chegando, mas penso que os meses de fevereiro, março e abril serão mais atarefados nesse sentido.

7 – Como vês a evolução da cena Underground nacional desde que nela entraste até hoje? Que bandas, editoras, promotores de concertos, revistas e outros da cena musical podes realçar?
Acima de tudo realço sempre as iniciativas de pequena dimensão, que se conseguem mexer quase sem meios e o fazem sem a interferência da indústria mais mainstream. De qualquer forma acho que hoje temos que ser melhores para entrar na cena musical. A fasquia subiu muito e isso agrada-me. É difícil ter uma opinião em relação à industria sendo-se músico... achamos sempre que não fazem o suficiente. Quando as bandas começam a crescer é que entendem que muitas vezes tudo se resume a números, e isso é muito desmotivante, mas é isso que faz mexer a indústria. Talvez ache que nos deixamos influenciar demasiado pelo que vem de fora e desvalorizamos muito o que temos cá dentro.

8 – Como é que surgiu a colaboração do João Pedro Almendra dos Peste & Sida?
Bom, este disco fala de persistência, e quem conhecer pessoalmente o João Pedro sabe que ele é um sobrevivente.
Há com certeza outros, mas ele é uma pessoa que reflecte exactamente aquilo que quisemos transmitir com este disco. Já nos conhecíamos, por isso foi simples e estamos muito satisfeitos. Foi sem dúvida uma mais valia.

9 – Tens agora espaço para deixar uma última mensagem aos leitores da Fénix.
Venham conhecer os GAZUA. Em disco ou ao vivo!!
E de uma maneira geral, não fiquem em casa agarrados aos computadores... vão aos concertos, a outros espectáculos e saiam para os copos com os amigos.
Um abraço a todos!!

Gazua: http://www.myspace.com/gazua

Questões: RDS
Respostas: João (vocalista e guitarrista)

Tuesday

Facebreaker – Dead, Rotten And Hungry (2008) – Pulverised Records

Este é o segundo disco para os Suecos Facebreaker, uma banda que tem como vocalista Roberth “Robban” Karlsson (ex-membro de nomes como Edge Of Sanity, Pan Thy Monium, Incapacity, Ashes ou Darkified). À semelhança da estreia “Bloodred Hell” de 2004 este foi gravado e misturado por Jonas Kjellgren (responsável pelo som de bandas como Scar Symmetry, Carnal Forge ou Centinex) nos seus Black Lounge Studios. Death Metal da velha escola Sueca dos inícios dos 90s. Era isso que tinham em mente os músicos ao formar Facebreaker. Essa preposição ainda se mantém hoje em dia. “Dead, Rotten And Hungry” mantém o espírito da referida altura e de bandas como Nihilist, Carnage, Emtombed, Dismember, Grave, Edge Of Sanity ou até mesmo Repulsion, Impetigo, Carcass, Mortification ou Gorefest. Tudo em referência à dita época, veja-se, pois muitas das bandas mencionadas mudaram a sua sonoridade entretanto. Mas este disco vai mais além da mera proposta saudosista. Os Facebreaker conseguem recriar com mestria o dito sub-género com um som, poder e técnica próprios dos tempos que correm, sem perder, no entanto o ambiente sujo, podre e decadente que se quer e exige. A ajudar à podridão (no bom sentido, claro) temos ainda a capa (e respectiva arte do livrete) da responsabilidade de Mick Kenney dos Anaal Nathrakh. 80% http://www.facebreaker.com/ / www.myspace.com/facebreaker666 / http://www.pulverised.net/ / http://www.sureshotworx.de/

Suicidal Winds – Chaos Rising (2008) – Pulverised Records

Os Suicidal Winds são Suecos e existem já desde 1992. Desde então têm vindo a editar material em diversos formatos, incluindo 4 demos, 3 álbuns, um EP, 2 splits com Bestial Mockery e Gravewurm, assim como um disco ao vivo e um par de 7”s. Actualmente contam no line-up com membros e ex-membros de bandas como Áxis Power, Ill Natured, Psychomantium, Conspiracy, Chtonium ou Azeazeron. “Chaos Rising” é a nova proposta de estúdio destes veteranos da cena Underground e é editada pela Pulverised Records de Singapura. Death / Thrash rápido e brutalíssimo é o que nos oferecem nestes 11 temas. Os temas são curtos, indo desde os 2.34 aos 3.58, não chegando a atingir os 4 minutos sequer em tema algum. Descarga pura e dura, directa ao assunto e sem rodeios, portanto. Riffs old school fantásticos, a fazer lembrar o Death / Thrash / Speed do Underground de finais dos 80s / inícios dos 90s; ritmos rápidos e potentes; vocalizações rasgadas. Uma autêntica descarga de Metal extremo da velha guarda. Único ponto negativo é a utilização de uma faixa final (já fora do alinhamento principal) com cerca de 7 minutos de silêncio seguidos de uma brincadeira de 4 minutos no baixo. Tenho uma certa aversão a este tipo de “enchimentos” de CD. Mas também é a última faixa, quem não quiser, não ouve. De referir ainda a fabulosa capa desenhada pelo artista Chileno Daniel Desecrator e que o disco foi gravado no Studio Evocation sob a achancela de Vesa Kenttäkumpu dos deathsters Evocation. Aconselhado a fãs de Hellhammer, Venom, Destruction, Sodom, Kreator (antigo), Sepultura (antigo), Centinex, Impaled Nazarene, Maze Of Torment, Anasarca, Hypocrisy (antigo), Raise Hell, entre outros. 90% www.myspace.com/suicidalwinds / http://www.pulverised.net/ / http://www.sureshotworx.de/

Ashes - 10º Aniversário