Friday

COP International: Dawn Of Ashes / Destroid / Heimataerde / Reaper

Dawn Of Ashes – The Crypt Injection (2007) – Cop Int.
Segundo disco de originais destes Norteamericanos. 11 novos temas e 3 remisturas (Grendel, Aesthetic Perfection, Nurzery Rhymes) de EBM / Horror-Electro. Ritmos fortes, agressivos, voz ríspida e distorcida, samples também eles agressivos. Algo lugar comum mas cativante na mesma. Não fazem nada de novo ou original mas fazem-no bem. 70% http://www.dawnofashes.com/ / http://www.myspace.com/dawnofashes

Destroid – Loudspeaker (2007) – Cop Int.

Segundo disco deste projecto de Daniel Myer (Haujobb, Architect). EBM mais dançável e easy listening que o anterior disco em revisão. Tem alguns toques electrogoth e 80s electropop que lhe dão uma roupagem mais acessível. Por vezes torna-se acessível demais para o seu próprio bem. Há aqui algumas coisas interessantes, mas há outras (muitas) que servem apenas para “encher” o disco. Algo repetitivo também. Para saudosos dos 80s. 65% http://www.destroid.de/ / http://www.myspace.com/destroidmusic

Heimataerde – Leben Geben Leben Nehmen (2007) – Cop Int.
Novo trabalho para estes Germânicos Heimataerde. Fusão Dark Electro com ritmos EBM fortes mas dançáveis e sonoridades medievais. “Leben Geben Leben Nehmen” (“Live Give Live Take”) inclui 12 temas mais acessíveis que os apresentados em lançamentos anteriores, mas nem por isso deixam de ser interessantes. Inclui participações de Solitary Experiments e Henrik Iversen (ex-NamNamBulu). 75% http://www.heimataerde.de/ / http://www.myspace.com/heimataerde

Reaper – The Devil Is Female (2007) – Cop Int.
Vassi Vallis (NamNamBulu, Frozen Plasma, Combichrist) regressa com o seu projecto Reaper. São 11 faixas a distribuir entre material novo, um tema ao vivo e remisturas (Grendel, Shnarph!, Revolution By Night e outros). Electro / EBM forte e dançável. Gosto do material aqui incluído, no entanto, enerva-me um bocado ouvir o mesmo tema muitas vezes seguidas, apesar de serem remisturas. Vale pelo material novo aqui apresentado. 70% http://www.reaper-music.de/ / http://www.myspace.com/reapermusic

Cop International:
www.copint.com / www.myspace.com/copint

RDS

Thursday

Beyond The Void – Gloom Is A Trip For Two (2008) – Endzeit Elegies / Avasonic / Rough Trade

Este é já o terceiro trabalho deste banda Germânica de Dark Rock / Gothic Metal, mas é apenas o meu primiero contacto com eles. “Gloom Is A Trip For Two” contém 12 novos temas em cerca de 50 minutos. É mesmo esse o problema deste disco, a sua duração. Retirando 2 ou 3 temas que estão a “encher” um bocado, o resultado final seria muito mais satisfatório e não maçaria tanto. O que aqui está, está bem feito, embora um pouco cliché do género, mas bem conseguido. A banda consegue criar temas com refrões memoráveis e melodias cativantes, e isso distingue-os, de certa maneira, dos seus pares. As associações a nomes como The 69 Eyes, Charon, Lacrimas Profundere, Sisters Of Mercy, Type O Negative ou The Cult são mais que obrigatórias. Muito derivativo e cliché, mas não consigo deixar de ouvir. É viciante. Para quem não gosta do género, afaste-se o mais rapidamente possível. Para quem gosta, esta é uma boa proposta, enquanto aguardam pelo novo disco da vossa banda de eleição. 70% http://www.beyondthevoid.com/ / www.myspace.com/bevoid / http://www.endzeitelegies.com/ / http://www.sureshotworx.de/
RDS

Wednesday

Smartini - 8 Fev. Tertúlia Castelense


The Divine Baze Orchestra – Once we Were Born... (2008) – Transubstans Records

A Sueca Transubstans continua na sua procura de novos nomes que venerem o Rock feito nos 70s. Este é mais um desses achados. Os Suecos The Divine Baze Orchestra têm em “Once we were born...” 10 malhas de grande qualidade. Fusão de Hard Rock setentista, Progressivo e alguns toques Jazz / Blues / Folk e “late” 60s Psychedelia. Influência directa de nomes do 70s Hard Rock como Deep Purple, Uriah Heep ou Budgie, do ProgRock como King Crimson e até de Jazz-Rock / Fusion como Mahavishnu Orchestra, Miles Davis ou Soft Machine. Pesado, forte, com um alto feeling roqueiro, mas muito melódico e com toques experimentais a apimentar a coisa. Por momentos puxa um bocado ao Dark Heavy Rock de bandas como Black Sabbath, Pentagram, LeafHound ou Lovecraft. Gostei de tudo, das guitarras (grandes riffs e melodias), secção rítmica (forte, segura, mas Prog / Jazz o suficiente para se manter interessante), mas particularmente da voz (um toque algo dramático que aumenta a intensidade e feeling) e do uso inteligente do mellotron (gosto do som quando bem encaixado, que é o caso). Aconselho vivamente a todo o fã do 70s Hard Rock. 85% http://www.thedbo.com/ / www.myspace.com/thedivinebazeorchestra / www.myspace.com/transubstans / http://www.recordheaven.net/
RDS

Harlots – Betrayer (2008) – Lifeforce Records

Este é o terceiro trabalho para os Norteamericanos Harlots e o primeiro através da Lifeforce. Mais Tech-Metal / Mathcore vindo do outro lado do Atlântico. Ao todo são 9 temas em cerca de 44 minutos. Os 3 primeiros temas (“The Weight Unweighable”, “Avada Kedavra” e “Full Body Contortion”) são verdadeiros ataques de fúria e agressividade. Brutal, pesado, veloz, mas extremamente técnico. Ao quarto tema, “Dried Up Goliathan”, aumenta-se a duração (8.27) e opera-se uma mudança de sonoridade. Abrandam, tornam-se mais ambientais, mais sludge, outro tipo de intensidade. Contrasta com os 10 minutos anteriores mas, no conceito global do disco, encaixa tudo muito bem. Continua a descarga Math / Tech em “Building An Empire Towards Destruction” e “Consensus For The Locus Of Thought” (este pessoal e os títulos longos!). Em “This Is A Test, No Flesh Should Be Spared” já começamos a saturar. Começa a soar tudo igual. Em “The Concept Of Existence” os Harlots conseguem o melhor tema deste trabalho. Finaliza com os 12 minutos de “Suicide Medley”. Na linha de “Goliathan”, um tema lento, mais ambiental, quase psicadélico, mas com uma intensidade que rivaliza com os temas mais brutais. Acaba de forma mais brutal. Eliminando dois ou três temas mais rápidos e adicionado outro na linha mais sludge / doom / ambient, este disco ficaria muito melhor e não saturava tanto. Não traz nada de novo a um estilo que já está a saturar, mas também não compromete. Já ouvi muito melhor nesta mesma linha, mas também já ouvi coisas mesmo más. Este fica um pouco acima da média. Para fãs de nomes como Converge, The Dillinger Escape Plan, Neurosis, Meshuggah, The Ocean, Mastodon ou Job For A Cowboy. 70% http://www.myspace.com/harlots%20/ http://www.lifeforcerecords.com/
RDS

Anti-Demos-Cracia - 18 anos depois!

18 anos depois, a Anti-Demos-Cracia (1990-1994) está de volta às edições.

Fevereiro (já disponível): Título Póstumo ao vivo no Porto em 1988.
Março: dois concertos dos Título Póstumo em Coimbra, registados também no ano de 1988.
Abril: está agendada uma compilação com projectos Portugueses.

E mais há-de vir...

Informações e downloads gratuitos de novidades e material raro: http://antidemoscracia.blogspot.com/ http://www.myspace.com/antidemoscracia

Monday

V/A - "Círculo De Fogo #4 Melomania" (2008)

V/A - "CÍRCULO DE FOGO #4 MELOMANIA"
download + info @ http://www.circulodefogo.com/
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data de edição: 04/02/2008
[metal rock punk hardcore gothic prog]
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Visitem http://www.circulodefogo.com/ e façam o download (gratuito & autorizado) da e-compilação "CÍRCULO DE FOGO #4 MELOMANIA". Contém 18 bandas portuguesas, direccionadas para as várias tribos do metal, do rock, do punk, do hardcore, do gótico e do progressivo: Anti-Clockwise, [Before The Rain], DawnRider, ForGodsFake, Guernica Havoc, Holocausto Canibal, In Solitude, Malevolence, Profusions, Rebellion, Reptile, Simbiose, Teia, The AllStar Project, Thee Orakle, The No-Counts Doctrine Of Mayhem, The Sorcerer, WinterMoon.

Outras e-compilações disponíveis @ http://www.circulodefogo.com/:

"CÍRCULO DE FOGO #1 ATAQUE": Angriff, Assacínicos, AtlantheA, Azagatel, Barafunda Total, Decreto 77, Dr. Salazar, EnChanTya, Ho-Chi-Minh, Hyubris, Mindfeeder, Process Of Guilt, Raw Decimating Brutality, Sanctus Nosferatu, Tantra, The Ransack, TwentyInchBurial, Web.

"CÍRCULO DE FOGO #2 RITUAL": Alkateya, Bizarra Locomotiva, Colisão Frontal, Decayed, Defying Control, [F.E.V.E.R.], Filii Nigrantium Infernalium, Mata-Ratos, Men Eater, Obscenus, Prophecy Of Death, Shadowsphere, Tara Perdida, The SymphOnyx, Timeless, Underneath, Urban Tales, We Were Wolves.

"CÍRCULO DE FOGO #3 PULSAR": Assemblent, BlackSunRise, Bulldozer, BudHi, Drakkar, Dr. Zilch, Ethereal, Forgotten Suns, Millennium, Morbid Death, Namek, Painted Black, Prison Flag, Skypho, The Fire, Theriomorphic, Vittrah, WitchBreed.

Light Pupil Dilate – Snake Wine (2008) – Lifeforce Records

LPD é um power trio Norteamericano e este é o seu segundo trabalho, após a estreia “Cascades” em 2003 (auto-produzido e editação de autor). A sonoridade dos LPD vai beber a diversas fontes: a vertente mais tradicional do Metal (Sepultura, Slayer), a mais moderna (Mastodon, High On Fire, The Ocean), Rock Progressivo (King Crimson, Yes), Rock alternativo Norteamericano dos 90s (Jesus Lizard, Fugazi, Man Or Astroman?), Rock / Metal instrumental e técnico (Dysrhythmia, Don Caballero, Ahleuchatistas), Punk melódico (Hot Water Music), Punk mais tradicional (NoMeansNo) ou Hardcore (Converge, Botch). Esta amálgama de nomes e estilos pode dar a entender que a música dos LPD é demasiado heterogénea para o seu prórpio bem. Pois as estão enganados. A banda consegue criar uma sonoridade homogénea neste “Snake Wine”, oferecendo-nos 9 temas que nos conseguem manter atentos do iníco ao fim do disco. Uma espécie de post-punk meets tech-metal mas com uma atitude bem Rock ’n’ Roll. A produção está irrepreensível e ficou a cargo da própria banda em parceria com Matt Washburn (Mastodon, Norma Jean). Uma boa surpresa estes Light Pupil Dilate. Só não leva mais pontos por alguma colagem excessiva a Mastodon. 90% www.myspace.com/lightpupildilate / http://www.lifeforcerecords.com/
RDS

The Loved Ones – Build & Burn (2008) – Fat Wreck Chords

Segundo disco para os Norteamericanos The Loved Ones. A estreia, “Keep Your Heart” (2006), já continha grandes temas, mas este “Build & Burn” está uns furos acima. Punk Rock melódico com alguns toques de Americana Rock. Os que não conhecem já estão a pensar, “ok, mais uma dessas bandas que vêm os seus temas incluídos nas bandas sonoras de filmes de adolescentes / universitários”. Talvez, mas os Loved Ones fazem o que fazem com muita atitude e com um excelente trabalho de composição que dá lugar a temas fortes, melódicos, com um ambiente positivo. Muitos pontos acima dessas bandas que fazem as tabelas nos USA e que rodam com insistência em canais como a MTV. Fusão de influências e/ou inspirações tão díspares como Hot Water Music, Bruce Springsteen, Bouncing Souls, Tom Petty, Fugazi, Pogues, Jimmy Eat World ou Strike Anywhere. Ao todo são 10 temas em cerca de 34 minutos produzidos por Bryan Kienlen e Pete Steinkopf dos Bouncing Souls. Se não gostam do estilo, então os Loved Ones não vos vão fazer mudar de opinião, mas se gostam, então esta vai ser uma das vossas bandas de eleição. Muito bom. Recomendo. 80% http://www.thelovedonesband.com/ / http://www.fatwreck.com/
RDS

Square – Squared (Demo) (2006) – Edição de Autor

Demo de 4 temas dos Portugueses Square. 90s Thrash / Death com alguns toques de Metal Industrial e Hardcore é o que nos é apresentado. As vocalizações em Português em “Dead Inside” fazem-me lembrar o Rui Sidónio de Bizarra Locomotiva. Dá-lhe um toque algures entre o Metal Industrial da já referida banda e um Hardcore mais metalizado. Já em “Droids” é fácil de descortinar alguma influência Sepultura fase Chaos/Roots, Fear Factory ou Fudge Tunnel. Em ”Not Fall Down” nota-se uma certa aproximação ao Death técnico de uns Cynic ou uns Atheist. ”The Party Is Now” volta a fazer a fusão Thrash, Death técnico e algum Metal Industrial, com influência Sepultura, Fear Factory ou Alchemist à cabeça. Não sei porquê mas os Square fazem-me lembrar muito mais bandas Portuguesas como Strain, Afterdeath, Vertebra, Kormoss, Squad, Demon Dagger ou Shiver do que bandas internacionais mais influentes. Ainda necessita de alguns ajustes aqui e ali mas, pela amostra, uma boa aposta para 2008. 65% www.myspace.com/sqre
RDS

Crematory – Pray (2008) – Massacre Records

Novo trabalho para os mestres do Gothic Metal Alemão. Neste novo disco os Crematory voltam às vocalizações em Inglês, deixando o Alemão que predominava no anterior “Klagebilder” (2006). Mas não foi só esta a mudança. Depois de terem experimentado aproximações ao Gótico de cariz electrónico no anterior álbum, voltam a uma sonoridade mais tradicional, embora não se podendo falar propriamente de um retorno às raízes. Mais Metal, mais pesado, mas mantendo alguma experimentação com samplers e orquestrações. Sinistro e denso, mas com muita melodia. Além disso, a voz limpa do guitarrista Matthias é mais explorada nestes novos 10 temas, o que dá outra dimensão à música. Que se poderá dizer mais de esta influente banda no cenário do Gothic Metal, não só Europeu como também mundial, que não se tenha já dito? Continuam em boa forma e este novo “Pray” é uma prova disso mesmo. Para fãs tanto da fase inicial como da fase mais recente. 80% http://www.crematory.de/ / http://www.massacre-records.com/ / www.myspace.com/massacrerecordseurope / http://www.focusion.de/
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For The Glory – Survival Of The Fittest (2007) – Raging Planet Records

Depois do MCD “Drown In Blood” de 2004 (além de dois 7”s em 2003 e 2005), eis que surge, finalmente, o disco de estreia dos For The Glory. São 10 temas (mais intro) de Hardcore metalizado com fortes influências da década de 90 e de nomes como Sick Of It All, Agnostic Front, Hatebreed, Madball, Earth Crisis, Cro-Mags, Born From Pain, etc. Forte, rápido, brutal, sem dó nem piedade. Grandes riffs de guitarra, secção rítmica devastadora, vocalizações extremas. O disco foi gravado por Makoto Yagyu (If Lucy Fell) e Duarte nos Black Sheep Studios, enquanto que a bateria foi gravada por Daniel Cardoso e Angelo Lourenço nos Ultra Sound Studios. A mistura e masterização foram feitas por Jacob Bredahl (Hatesphere, Barcode) nos Smart 'n' Hard Studios na Dinamarca. O disco inclui ainda a participação de Zé Goblin, vocalista dos 31, na faixa “Fallen Mask”, com vocalizações em Português. Um dos inúmeros pontos altos de um disco que faz parte dos grandes lançamentos de 2007, e ainda a rodar com força em 2008, do panorama Hardcore / Punk / Metal nacional. Uma banda e um disco que não ficam atrás de outros nomes mais sonantes do género. “Survival Of The Fittest” não ficaria nada desajustado num catálogo como Deathwish Inc, GSR, Lifeforce ou Victory (dos bons tempos, não o excessivamente Emo de agora). 85% www.myspace.com/fortheglory / http://www.ragingplanet.web.pt/ / www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal
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Dawnrider – Alpha Chapter (2007) – Raging Planet Records

Há já imenso tempo que estava à espera do disco de estreia destes Dawnrider. Já tinha gostado muito do split EP com os War Injun, mas apenas dois temas sabiam a pouco. Na altura pensei: “ok, mais uma excelente banda que vai desaparecer sem deixar rasto, por falta de apoios de público, editoras, media, etc”. É a situação típica em Portugal. Ainda bem que me enganei, e aqui ficam os dois polegares no ar para os Dawnrider pela perseverança e ao Daniel da Raging Planet pela aposta. Quanto ao disco, “Alpha Chapter”, parece que fui o último interessado a ouvir esta preciosidade. Já toda a gente anda a comentar isto na internet. Mas também não vem tarde! E agora não vai sair do leitor tão cedo! São 9 temas, dois deles versões, “I.C.B.M.” dos Amebix e “Shylock” dos Buffalo (por coincidência, o meu tema favorito de toda a discografia dos Buffalo; tem um quê de “Paranoid” não é?). A escolha das versões pode, por vezes, não ser a mais acertada ou, pior ainda, ter como intenção vender mais um par de discos à pala do nome versionado. Aqui, as bandas escolhidas fazem todo o sentido no universo Dawnrider e os temas encaixam na perfeição no conteúdo global. Hard Rock setentista com inclinações Doom Rock é o que nos é apresentado em cerca de 43 minutos de boa música. Influências directas de Black Sabbath, Buffalo, Sir Lord Baltimore, Leaf Hound, Pentagram, Saint Vitus, Witchfinder General, Amebix, Candlemass, Cathedral, e outros que tais. Grandes riffs e melodias sacados às 6 cordas, baixo com som cheio, bateria poderosa, voz arranhada bem puxada lá das entranhas. Ora mais rápido, ora mais doomy e arrastado, mas sempre bem equilibrado. É daqueles discos que nos faz abanar a cabeça de início ao fim e de vez em quando damos por nós com os “horns up” ou a sacar da nossa “air guitar” e a começar a riffar! A fornada de discos de Metal / Punk / Hardcore em Portugal em 2007 (e 2008 prevê-se um bom ano também) foi muito boa, e podem destacar-se muitos discos, mas este fica bem lá no cimo. Só não leva 100% porque isso fica reservado para clássicos mas, daqui a uns anos, “Alpha Chapter” fica destinado a ser um disco de referência no panorama musical nacional. 95% http://www.dawnrider.com/ / www.myspace.com/dawnriderdoom / http://www.ragingplanet.web.pt/ / www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal
RDS

Saturday

The Ransack – Azrael (2007) – Recital

“Azrael” é o disco de estreia dos Portugueses The Ransack. A sonoridade dos Ransack é típicamente old-school. Bem, não tão ”velha”. Anos 90, refira-se. E isso agrada-me imenso! Foi a década em que crescí e acompanhei o Underground nacional e internacional com mais afinco, marcando-me, por isso mesmo, muito mais. Pela fotografia incluída no livrete, os membros da banda parecem andar na casa do 25-30. Com certeza viveram a cena Death Metal dos 90s, tal como eu. E conseguem transpor esse ambiente para o século XXI e para o seu trabalho, na perfeição. E ainda por cima material com esta qualidade! Ao todo são 11 temas de Death / Thrash apoiados na velha escola. Notam-se influências da cena Britânica dos 90s (Benediction, Bolt Thrower, Napalm Death), toques do Death da Flórida (Malevolent Creation, Suffocation), e algumas aproximações ao Death / Dark Metal Europeu dos 90s (Entombed, Hypocrisy, Rotting Christ, Samael, Misanthrope, Nightfall, Edge Of Sanity). Ransack e o seu Death Metal técnico fazem-me lembrar ainda bandas Portuguesas da época, tais como Thormenthor, Disaffected, Exomortis, Sacred Sin, Genocide, etc. Mas desenganem-se se pensam que o álbum soa retro, muito pelo contrário, soa actual, embora com o devido respeito e gosto pelo Death Metal, nas suas mais variadas vertentes e localizações geográficas, na década de 90. Poderoso, agressivo, riffs e melodias fantásticas, mudanças de ritmos bem executadas, ambiente negro e intenso. Quanto à produção, este é mais um trabalho saído das mãos de Daniel Cardoso, um dos melhores productores actualmente no Metal nacional. Uma excelente surpresa estes Ransack. É pena a apresentação ter ficado um pouco aquém do que se pretendia a acompanhar a música. Um pouco mais de cuidado com a capa e livrete no próximo disco só pode beneficiar. 90% http://www.myspace.com/theransackband
RDS

Forgodsfake – Life Or Debt (2007) – dFX Media

Disco de estreia para os Portugueses Forgodsfake. A banda renasce das cinzas dos Shrapnel e inclui ex-elementos da referida banda e de outros nomes como Painstruck, Straight Shot ou Judged By Greed. Ao todo são 10 temas (mais intro e outro) de Power / Tharsh / Core, algures entre o old school e a new school, em cerca de 44 minutos de duração. Apesar de se poder apontar influências (Sepultura, Testament, Machine Head, Sick Of It All, Slayer, Meshuggah, Arch Enemy, Pantera, Unearth, entre outras) a banda consegue criar um som com alguma identidade. Imaginem uma fusão entre as suas anteriores bandas Shrapnel e Painstruck e, aliado às já referidas influèncias, terão uma pequena ideia da sonoridade destes Forgodsfake. Agressivo mas sem descurar alguma melodia que lhe dá outra côr; ora mais rápido e trashado ora com um groove bem pesado e a puxar dos galões do passado Hardcore. A voz é muito Hardcore para o meu gosto e algo monótona, alguma variação na mesma poderia ser benéfico, não que isso seja um aspecto negativo, apenas não é o meu gosto pessoal, preferindo vocalizações mais Thrash old school. Há alguns contrastes da mesma com linhas vocais mais limpas e melódicas, quase Emo, a cargo de um dos guitarristas e do baixista, algo que também me faz alguma confusão, talvez por lhe dar um certo ar de moda Metalcore / Nu-Metal de contraste vocalização agressiva/melódica. Mais uma vez, a minha opinião pessoal. Pode ser que vos agrade. Já os solos de guitarra, alguns riffs e melodias são bem Thrash old school, gostei. A produção, a cargo de Daniel Cardoso, atribui um som crú e agreste a “Life Or Debt” mas mantém cada peça da engrenagem bem definida, conseguindo-se ouvir na perfeição cada instrumento e linha vocal. Fora alguns pormenores que não me agradam pessoalmente, mas que podem agradar a outros, uma boa surpresa no panorama Metal / Hardcore nacional. 75% http://www.forgodsfake.com/ / www.myspace.com/forgodsfake
RDS

Thursday

Tourettes – Treason Songs (2007) – Armageddon Music

Quando ví a capa deste “Treason Songs” (fantástica!) fiquei logo intrigado sobre o conteúdo do CD. Já tinha ouvido um tema promocional do anterior disco ”Sicksense” (chamavam-se ainda Tourettes Syndrome) e tinha-me chamado a atenção. Não sei se o disco era assim tão bom quanto parecia pela amostra, nunca o cheguei a ouvir todo. Tirei este novo disco da capa promocional. Coloquei no leitor. Carreguei no play. A introdução prometia. A seguir, a pura desilusão. Os Australianos Tourettes (o nome também não ajuda muito) fazem uma mistura esquisita de Death Metal com grooves à la Lamb Of God, toques de Pantera e vocalizações à la Arch Enemy em contraste com vozes limpas mais Heavy Metal. Para ajudar à confusão, há por aqui algumas influências de Grunge (!), Death melódico Sueco e até trejeitos de Metal Progressivo / Avantgarde. Uma verdadeira caldeirada de estilos! A produção também não ajuda muito, tendo o som ficado demasiado crú para o seu próprio bem. Um disco demasiado heterogéneo, de uma banda que ainda não conseguiu assimilar devidamente todos os seus gostos e influências. Faltava-lhes ainda alguma garagem, maquetes e rodagens ao vivo para ganhar experiência, para poder criar algo de consistente e próprio. Este disco não tem capacidade para fazer frente aos milhares de discos de Metal que são lançados hoje em dia. Actualmente qualquer banda consegue gravar e editar um disco facilmente, sem ter que passar pelo penoso (mas gratificante) circuito Underground, como outrora o fizeram as grandes bandas de hoje. Sinais dos tempos. Aguardemos por algum amadurecimento de Tourettes e um terceiro disco muito melhor. Isto é, se conseguirem sobreviver na selva que é a indústria musical hoje em dia! 40% http://www.tourettes.com.au/ / www.myspace.com/tourettessf4l / http://www.armageddonmusic.de/
RDS

Distribuido em Portugal por Compact Records: http://www.compactrecords.com/

Position Parallèle – Position Parallèle (2007) – Hau Ruck! / Tesco

Este é um projecto de Geoffry D. (Dernière Volonté) e Pierre Pi (que também já fez parte dos DV). 80’s Synthpop vocalizado em francês é o que nos é apresentado nestas 8 faixas. Sigue Sigue Sputnik, pela simplicidade da electrónica e alguma atitude naive, e Soft Cell pelas melodias vocais, são os dois nomes que vêm à cabeça. Felizmente, o disco não se arrasta por muito tempo, apenas 36 minutos. E digo felizmente porque o que aqui está é não é nada de especial, muito simples, cliché e parece ter sido feito um bocado à pressa. Algo do género: “vamos lá fazer isto de uma maneira descomprometida e assim sai de forma natural”. E saiu isto. Não tem muito de apelativo, nem para os amantes do género, nem muito menos para outro tipo de ouvidos. E, modesta opinião, a língua francesa não ajuda nada. Ou então sou eu que tenho alguma aversão à sonoridade da língua francófona. E esta capa? A ideia devia ser algo retro, à anos 80, mas o resultado final não é lá muito satisfatório. Isto até mancha o bom nome das duas entidades que põem este disco no mercado. A evitar. A não ser que sejam fãs diehard do género. E mesmo assim, descarto as responsabilidades de vos ter dado a conhecer este disco! E vou já tirar isto do leitor porque me está a fazer alguma confusão na cabeça! 20% http://www.myspace.com/positionparallele / http://www.hauruck.org/ / www.tesco-germany.com/
RDS