Tuesday

Ascension Of The Watchers - Interview + Live 06

Ascension Of The Watchers – Numinosum (2008) – 13th Planet Records

Por esta altura, já todos devem saber que este é o projecto de Burton C. Bell dos Fear Factory, projecto esse que vai sendo trabalhado desde há 5 anos até à data. Além do referido músico, o projecto envolve também John Bechdel (Ministry, Fear Factory, Prong, Killing Joke) e Edu Mussi (Echoes And Shadows). Contam-se também participações de Al Jourgensen (Ministry, Revolting Cocks), o falecido Paul Raven (Ministry, Prong, Killing Joke) e Ben Bell. “Numinosum” é o disco de estreia, depois de um EP disponível apenas via online, e foi produzido pela banda em conjunto com Al Jourgensen. Ao longo dos 11 temas que compõem este disco, Burton C. Bell explora uma sonoridade que vai desde o Ambient ao Dark Folk, passando pela electrónica inspirada nos 80s e inclusive algumas passagens mais Goth / Dark. Alguns temas são mais inspirados que outros mas, mesmo não sendo uma obra-prima, não é um disco assim tão mau quanto isso. Para apreciar algum do material aqui contido (e repito, apenas algum!) basta ter uma mente aberta e não pensar muito no passado musical deste senhor.
Inicia bem com “Ascendant” num registo Dark / Industrial. “Evading” e “Residual Presence” continuam bem, com tendências 80s Dark / Gothic Rock e a característica voz de Bell. “Canon For My Beloved” inicia com o crispar de um vinil, gostei, mas depois segue uma orientação que não me agrada muito, fusão de canção linha songwriter / ambiental. O final já é mais intenso e agrada-me um pouco. “Moonshine” tem uma certa influência Folk / Pop. Não é mau, mas também não convence. “Mars Becoming” é um dos melhores temas, a par dos dois primeiros, e tem uma orientação muito Dark Folk / Industrial / 80s Dark Goth. Gostei muito. “On The River” é muito Pop. Não gostei do resultado final. “Violet Morning” é o pior tema deste trabalho. Um tema acústico, linha songwriter, muito “Popzito”, desenxabido, muito lindinho, “kitsch” ou, em português correcto, foleiro e azeiteiro ao máximo. “Like Falling Snow” puxa para o lado electro do trabalho. Linha trip hop mas com batidas mais fortes. Não gostei do resultado final. “Sounds Of Silence” é uma versão do original de Simon & Garfunkel. A escolha do tema já não é a mais certa. A orientação Ambient da versão também não ajuda muito. Fecha-se com “Quintessence”, um tema experimental / ambiental que ultrapassa os 9 minutos de duração e que se prolonga quase até aos 16 minutos com som de crispar de vinil para, finalmente, acabar com um refrão Gospel. Algo inútil e não tão bem conseguido este tema final.
Um disco mais heterogéneo do que poderia parecer à primeira. Essa é uma característica que poderia ser uma mais valia para este tipo de sonoridades mais “calmas” mas que, aqui, apenas serve para descer mais uns pontos pela falta de qualidade de alguns temas. Além disso, a excessiva duração do disco ainda lhe retira mais uns pontos.
Se estavam à espera de algo mais “pesado”, desenganem-se, esta é a outra faceta do conhecido músico. Ou alias, talvez a sua verdadeira identidade. Aliás, ele sempre afirmou que não é um “metalhead” de raiz. A audição do trabalho e consequente satisfação (ou falta dela), fica à vossa inteira responsabilidade. 60% http://www.thewatchers.org/ / http://www.myspace.com/aotw / http://www.thirteenthplanet.com/

RDS

Distribuido em Portugal por Compact Records: http://www.compactrecords.com/

Dinosaur + Powersource

Uma mensagem do caro amigo Dico:
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Caros amigos,
Informo-os de que na minha página MySpace, localizada em http://www.myspace.com/dico_metal_incandescente, encontram para download gratuito alguns registos que gravei com os Dinosaur e Powersource, que incluem fotos e artigos de imprensa. Estão igualmente disponíveis outros trabalhos em que participei.
Um abraço,
DicoDinosaur

March Of Metal Fest - ADIADO!


Light Pupil Dilate - Interview

1 – With this new wave of insane, complex and technical Mathcore / Tech-Metal with Progressive and Jazz influences, aren’t you scared that Light Pupil Dilate can be labelled as “just one more trying to jump into the train”? How would you say LPD differs from the rest of those bands and what do you to have to offer?
Our music isn’t too complex and technical. We focused more on writing cohesive songs for Snake Wine, rather than just playing a bunch of cool sounding parts together. Snake Wine is really just a rock record w/ some teched out drums. A lot of the bands that play techmetal type stuff are METAL dudes. Eric and I are definitely not metal dudes. A good bit of the stuff we listen to is not metal. We just get hyped and pissed and what we write ends up being heavy, and Mr. Metal Mike Green constructs metal beats for the rock songs we write. It seems to work out well that way. Both Eric and I are pretty snotty and sarcastic, and you can see that in our lyrics.

2 – Are you satisfied with this new album, the songs, the recording process, production, final product?
We love this album and the songs. We can’t wait to put out the next one. The final product’s pretty awesome too, except that the distributor put a big fat ugly sticker over half of the cover art, which is pretty fucking stupid.

3 – There is a wide range of genres mixed up here and it seems that you have influences from several musical styles (Metal, Punk, Progressive, Post-Rock, etc) and bands like Sepultura, Slayer, Mastodon, King Crimson, Jesus Lizard, Fugazi, Man Or Astroman?, Dysrhythmia, Don Caballero, Converge, etc. What kind of bands do you listen and influence you to write music for LPD?
I like bands with strong bass presence, Eric likes bands with strong guitar presence, and Green likes bands with strong drum presence. We fight and play against each other to make our music. We listen to SOOOOOOOOOOOOOO many bands collectively, it’s hard to say. This week I’ve listened to Morphine, Techno Animal, Joy Division, Swervedriver, The Birthday Party, Helmet, Shiner, Seam, Arcwelder, 16 Horsepower, Mermen, Nels Cline, Godflesh, Deep Turtle, Demilich, and Wayne Shorter. I think I heard Eric listening to Schplongle, Berlin, and Panda Bear this week. Mike Green said he likes Gorillaz to me the other day. I think we’re all enamoured by the masterful songcrafting of Right Said Fred, that queen can write a song! We listen to and consume a ton of music, but it really doesn’t affect our writing very much. Songs just ooze out slowly like puss from an open wound. LPD is a big infected scabby mess of sound.

4 – Lifeforce Records is a label more focused on Thrash / Death / Metalcore, but they started to expand their catalogue signing a different array of bands like LPD. How did you ended up signing with Lifeforce?
Drew from Lifeforce America came and saw one of our arena shows in south Georgia, either in Griffin or Peachtree City. He was blown away by the huge amount of people there to see us, who were all moshing and singing all the words to all the songs… before the album was even released. He was blown away by the fact a small band like us has such a huge following with such die-hard fans and knew we’d be a cash-cow ripe for exploitation.

5 – What kind of subjects influenced you to write the lyrics for “Snake Wine”?
My lyrics half based on personal/life experiences and half abstract and weird. Eric’s are probably the same, but his lyrics tend to be a bit more abstract than mine. All the lyrics are very personal and very dark. We don’t write happy lyrics.

6 – The cover artwork for this record is quite enigmatic. Who is responsible for the front cover and what does it mean? Is it connected somehow with the lyrics?
The front cover is a snake skull was drawn up by an old roommate. The whole album has a snake motif, “Snake Wine”. Snake Wine is fucking menacing and creepy… which parallels a lot of the style of music we write and play, we thought it’d be a perfect title. And it is totally fitting. Snake Wine is liquor that Vietnamese folks cut open live snakes and bleed them into the booze, then stuff the body of the snake in the bottle.

7 – Do you have a tour prepared to promote the record?
We went on a DIY tour of the east coast/Midwest USA with another Lifeforce band Harlots, last fall. We’re working on another DIY tour for the US again this spring, and hopefully we’ll be hitting Europe this fall if everything works out right. Cross your fingers.

8 – One final question. Why “Light Pupil Dilate”?
Cause we fuckin’ rule, that’s why!

9 – You have now some space for a final message.
Body Massage.
http://www.youtube.com/watch?v=Ww3GTNv9hHk
Seriously. Body Massage MACHINE.

www.myspace.com/lightpupildilate / http://www.lifeforcerecords.com/

Questions: RDS
Answers: M. Chvasta

Friday

COP International: Dawn Of Ashes / Destroid / Heimataerde / Reaper

Dawn Of Ashes – The Crypt Injection (2007) – Cop Int.
Segundo disco de originais destes Norteamericanos. 11 novos temas e 3 remisturas (Grendel, Aesthetic Perfection, Nurzery Rhymes) de EBM / Horror-Electro. Ritmos fortes, agressivos, voz ríspida e distorcida, samples também eles agressivos. Algo lugar comum mas cativante na mesma. Não fazem nada de novo ou original mas fazem-no bem. 70% http://www.dawnofashes.com/ / http://www.myspace.com/dawnofashes

Destroid – Loudspeaker (2007) – Cop Int.

Segundo disco deste projecto de Daniel Myer (Haujobb, Architect). EBM mais dançável e easy listening que o anterior disco em revisão. Tem alguns toques electrogoth e 80s electropop que lhe dão uma roupagem mais acessível. Por vezes torna-se acessível demais para o seu próprio bem. Há aqui algumas coisas interessantes, mas há outras (muitas) que servem apenas para “encher” o disco. Algo repetitivo também. Para saudosos dos 80s. 65% http://www.destroid.de/ / http://www.myspace.com/destroidmusic

Heimataerde – Leben Geben Leben Nehmen (2007) – Cop Int.
Novo trabalho para estes Germânicos Heimataerde. Fusão Dark Electro com ritmos EBM fortes mas dançáveis e sonoridades medievais. “Leben Geben Leben Nehmen” (“Live Give Live Take”) inclui 12 temas mais acessíveis que os apresentados em lançamentos anteriores, mas nem por isso deixam de ser interessantes. Inclui participações de Solitary Experiments e Henrik Iversen (ex-NamNamBulu). 75% http://www.heimataerde.de/ / http://www.myspace.com/heimataerde

Reaper – The Devil Is Female (2007) – Cop Int.
Vassi Vallis (NamNamBulu, Frozen Plasma, Combichrist) regressa com o seu projecto Reaper. São 11 faixas a distribuir entre material novo, um tema ao vivo e remisturas (Grendel, Shnarph!, Revolution By Night e outros). Electro / EBM forte e dançável. Gosto do material aqui incluído, no entanto, enerva-me um bocado ouvir o mesmo tema muitas vezes seguidas, apesar de serem remisturas. Vale pelo material novo aqui apresentado. 70% http://www.reaper-music.de/ / http://www.myspace.com/reapermusic

Cop International:
www.copint.com / www.myspace.com/copint

RDS

Thursday

Beyond The Void – Gloom Is A Trip For Two (2008) – Endzeit Elegies / Avasonic / Rough Trade

Este é já o terceiro trabalho deste banda Germânica de Dark Rock / Gothic Metal, mas é apenas o meu primiero contacto com eles. “Gloom Is A Trip For Two” contém 12 novos temas em cerca de 50 minutos. É mesmo esse o problema deste disco, a sua duração. Retirando 2 ou 3 temas que estão a “encher” um bocado, o resultado final seria muito mais satisfatório e não maçaria tanto. O que aqui está, está bem feito, embora um pouco cliché do género, mas bem conseguido. A banda consegue criar temas com refrões memoráveis e melodias cativantes, e isso distingue-os, de certa maneira, dos seus pares. As associações a nomes como The 69 Eyes, Charon, Lacrimas Profundere, Sisters Of Mercy, Type O Negative ou The Cult são mais que obrigatórias. Muito derivativo e cliché, mas não consigo deixar de ouvir. É viciante. Para quem não gosta do género, afaste-se o mais rapidamente possível. Para quem gosta, esta é uma boa proposta, enquanto aguardam pelo novo disco da vossa banda de eleição. 70% http://www.beyondthevoid.com/ / www.myspace.com/bevoid / http://www.endzeitelegies.com/ / http://www.sureshotworx.de/
RDS

Wednesday

Smartini - 8 Fev. Tertúlia Castelense


The Divine Baze Orchestra – Once we Were Born... (2008) – Transubstans Records

A Sueca Transubstans continua na sua procura de novos nomes que venerem o Rock feito nos 70s. Este é mais um desses achados. Os Suecos The Divine Baze Orchestra têm em “Once we were born...” 10 malhas de grande qualidade. Fusão de Hard Rock setentista, Progressivo e alguns toques Jazz / Blues / Folk e “late” 60s Psychedelia. Influência directa de nomes do 70s Hard Rock como Deep Purple, Uriah Heep ou Budgie, do ProgRock como King Crimson e até de Jazz-Rock / Fusion como Mahavishnu Orchestra, Miles Davis ou Soft Machine. Pesado, forte, com um alto feeling roqueiro, mas muito melódico e com toques experimentais a apimentar a coisa. Por momentos puxa um bocado ao Dark Heavy Rock de bandas como Black Sabbath, Pentagram, LeafHound ou Lovecraft. Gostei de tudo, das guitarras (grandes riffs e melodias), secção rítmica (forte, segura, mas Prog / Jazz o suficiente para se manter interessante), mas particularmente da voz (um toque algo dramático que aumenta a intensidade e feeling) e do uso inteligente do mellotron (gosto do som quando bem encaixado, que é o caso). Aconselho vivamente a todo o fã do 70s Hard Rock. 85% http://www.thedbo.com/ / www.myspace.com/thedivinebazeorchestra / www.myspace.com/transubstans / http://www.recordheaven.net/
RDS

Harlots – Betrayer (2008) – Lifeforce Records

Este é o terceiro trabalho para os Norteamericanos Harlots e o primeiro através da Lifeforce. Mais Tech-Metal / Mathcore vindo do outro lado do Atlântico. Ao todo são 9 temas em cerca de 44 minutos. Os 3 primeiros temas (“The Weight Unweighable”, “Avada Kedavra” e “Full Body Contortion”) são verdadeiros ataques de fúria e agressividade. Brutal, pesado, veloz, mas extremamente técnico. Ao quarto tema, “Dried Up Goliathan”, aumenta-se a duração (8.27) e opera-se uma mudança de sonoridade. Abrandam, tornam-se mais ambientais, mais sludge, outro tipo de intensidade. Contrasta com os 10 minutos anteriores mas, no conceito global do disco, encaixa tudo muito bem. Continua a descarga Math / Tech em “Building An Empire Towards Destruction” e “Consensus For The Locus Of Thought” (este pessoal e os títulos longos!). Em “This Is A Test, No Flesh Should Be Spared” já começamos a saturar. Começa a soar tudo igual. Em “The Concept Of Existence” os Harlots conseguem o melhor tema deste trabalho. Finaliza com os 12 minutos de “Suicide Medley”. Na linha de “Goliathan”, um tema lento, mais ambiental, quase psicadélico, mas com uma intensidade que rivaliza com os temas mais brutais. Acaba de forma mais brutal. Eliminando dois ou três temas mais rápidos e adicionado outro na linha mais sludge / doom / ambient, este disco ficaria muito melhor e não saturava tanto. Não traz nada de novo a um estilo que já está a saturar, mas também não compromete. Já ouvi muito melhor nesta mesma linha, mas também já ouvi coisas mesmo más. Este fica um pouco acima da média. Para fãs de nomes como Converge, The Dillinger Escape Plan, Neurosis, Meshuggah, The Ocean, Mastodon ou Job For A Cowboy. 70% http://www.myspace.com/harlots%20/ http://www.lifeforcerecords.com/
RDS

Anti-Demos-Cracia - 18 anos depois!

18 anos depois, a Anti-Demos-Cracia (1990-1994) está de volta às edições.

Fevereiro (já disponível): Título Póstumo ao vivo no Porto em 1988.
Março: dois concertos dos Título Póstumo em Coimbra, registados também no ano de 1988.
Abril: está agendada uma compilação com projectos Portugueses.

E mais há-de vir...

Informações e downloads gratuitos de novidades e material raro: http://antidemoscracia.blogspot.com/ http://www.myspace.com/antidemoscracia

Monday

V/A - "Círculo De Fogo #4 Melomania" (2008)

V/A - "CÍRCULO DE FOGO #4 MELOMANIA"
download + info @ http://www.circulodefogo.com/
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data de edição: 04/02/2008
[metal rock punk hardcore gothic prog]
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Visitem http://www.circulodefogo.com/ e façam o download (gratuito & autorizado) da e-compilação "CÍRCULO DE FOGO #4 MELOMANIA". Contém 18 bandas portuguesas, direccionadas para as várias tribos do metal, do rock, do punk, do hardcore, do gótico e do progressivo: Anti-Clockwise, [Before The Rain], DawnRider, ForGodsFake, Guernica Havoc, Holocausto Canibal, In Solitude, Malevolence, Profusions, Rebellion, Reptile, Simbiose, Teia, The AllStar Project, Thee Orakle, The No-Counts Doctrine Of Mayhem, The Sorcerer, WinterMoon.

Outras e-compilações disponíveis @ http://www.circulodefogo.com/:

"CÍRCULO DE FOGO #1 ATAQUE": Angriff, Assacínicos, AtlantheA, Azagatel, Barafunda Total, Decreto 77, Dr. Salazar, EnChanTya, Ho-Chi-Minh, Hyubris, Mindfeeder, Process Of Guilt, Raw Decimating Brutality, Sanctus Nosferatu, Tantra, The Ransack, TwentyInchBurial, Web.

"CÍRCULO DE FOGO #2 RITUAL": Alkateya, Bizarra Locomotiva, Colisão Frontal, Decayed, Defying Control, [F.E.V.E.R.], Filii Nigrantium Infernalium, Mata-Ratos, Men Eater, Obscenus, Prophecy Of Death, Shadowsphere, Tara Perdida, The SymphOnyx, Timeless, Underneath, Urban Tales, We Were Wolves.

"CÍRCULO DE FOGO #3 PULSAR": Assemblent, BlackSunRise, Bulldozer, BudHi, Drakkar, Dr. Zilch, Ethereal, Forgotten Suns, Millennium, Morbid Death, Namek, Painted Black, Prison Flag, Skypho, The Fire, Theriomorphic, Vittrah, WitchBreed.

Light Pupil Dilate – Snake Wine (2008) – Lifeforce Records

LPD é um power trio Norteamericano e este é o seu segundo trabalho, após a estreia “Cascades” em 2003 (auto-produzido e editação de autor). A sonoridade dos LPD vai beber a diversas fontes: a vertente mais tradicional do Metal (Sepultura, Slayer), a mais moderna (Mastodon, High On Fire, The Ocean), Rock Progressivo (King Crimson, Yes), Rock alternativo Norteamericano dos 90s (Jesus Lizard, Fugazi, Man Or Astroman?), Rock / Metal instrumental e técnico (Dysrhythmia, Don Caballero, Ahleuchatistas), Punk melódico (Hot Water Music), Punk mais tradicional (NoMeansNo) ou Hardcore (Converge, Botch). Esta amálgama de nomes e estilos pode dar a entender que a música dos LPD é demasiado heterogénea para o seu prórpio bem. Pois as estão enganados. A banda consegue criar uma sonoridade homogénea neste “Snake Wine”, oferecendo-nos 9 temas que nos conseguem manter atentos do iníco ao fim do disco. Uma espécie de post-punk meets tech-metal mas com uma atitude bem Rock ’n’ Roll. A produção está irrepreensível e ficou a cargo da própria banda em parceria com Matt Washburn (Mastodon, Norma Jean). Uma boa surpresa estes Light Pupil Dilate. Só não leva mais pontos por alguma colagem excessiva a Mastodon. 90% www.myspace.com/lightpupildilate / http://www.lifeforcerecords.com/
RDS

The Loved Ones – Build & Burn (2008) – Fat Wreck Chords

Segundo disco para os Norteamericanos The Loved Ones. A estreia, “Keep Your Heart” (2006), já continha grandes temas, mas este “Build & Burn” está uns furos acima. Punk Rock melódico com alguns toques de Americana Rock. Os que não conhecem já estão a pensar, “ok, mais uma dessas bandas que vêm os seus temas incluídos nas bandas sonoras de filmes de adolescentes / universitários”. Talvez, mas os Loved Ones fazem o que fazem com muita atitude e com um excelente trabalho de composição que dá lugar a temas fortes, melódicos, com um ambiente positivo. Muitos pontos acima dessas bandas que fazem as tabelas nos USA e que rodam com insistência em canais como a MTV. Fusão de influências e/ou inspirações tão díspares como Hot Water Music, Bruce Springsteen, Bouncing Souls, Tom Petty, Fugazi, Pogues, Jimmy Eat World ou Strike Anywhere. Ao todo são 10 temas em cerca de 34 minutos produzidos por Bryan Kienlen e Pete Steinkopf dos Bouncing Souls. Se não gostam do estilo, então os Loved Ones não vos vão fazer mudar de opinião, mas se gostam, então esta vai ser uma das vossas bandas de eleição. Muito bom. Recomendo. 80% http://www.thelovedonesband.com/ / http://www.fatwreck.com/
RDS

Square – Squared (Demo) (2006) – Edição de Autor

Demo de 4 temas dos Portugueses Square. 90s Thrash / Death com alguns toques de Metal Industrial e Hardcore é o que nos é apresentado. As vocalizações em Português em “Dead Inside” fazem-me lembrar o Rui Sidónio de Bizarra Locomotiva. Dá-lhe um toque algures entre o Metal Industrial da já referida banda e um Hardcore mais metalizado. Já em “Droids” é fácil de descortinar alguma influência Sepultura fase Chaos/Roots, Fear Factory ou Fudge Tunnel. Em ”Not Fall Down” nota-se uma certa aproximação ao Death técnico de uns Cynic ou uns Atheist. ”The Party Is Now” volta a fazer a fusão Thrash, Death técnico e algum Metal Industrial, com influência Sepultura, Fear Factory ou Alchemist à cabeça. Não sei porquê mas os Square fazem-me lembrar muito mais bandas Portuguesas como Strain, Afterdeath, Vertebra, Kormoss, Squad, Demon Dagger ou Shiver do que bandas internacionais mais influentes. Ainda necessita de alguns ajustes aqui e ali mas, pela amostra, uma boa aposta para 2008. 65% www.myspace.com/sqre
RDS

Crematory – Pray (2008) – Massacre Records

Novo trabalho para os mestres do Gothic Metal Alemão. Neste novo disco os Crematory voltam às vocalizações em Inglês, deixando o Alemão que predominava no anterior “Klagebilder” (2006). Mas não foi só esta a mudança. Depois de terem experimentado aproximações ao Gótico de cariz electrónico no anterior álbum, voltam a uma sonoridade mais tradicional, embora não se podendo falar propriamente de um retorno às raízes. Mais Metal, mais pesado, mas mantendo alguma experimentação com samplers e orquestrações. Sinistro e denso, mas com muita melodia. Além disso, a voz limpa do guitarrista Matthias é mais explorada nestes novos 10 temas, o que dá outra dimensão à música. Que se poderá dizer mais de esta influente banda no cenário do Gothic Metal, não só Europeu como também mundial, que não se tenha já dito? Continuam em boa forma e este novo “Pray” é uma prova disso mesmo. Para fãs tanto da fase inicial como da fase mais recente. 80% http://www.crematory.de/ / http://www.massacre-records.com/ / www.myspace.com/massacrerecordseurope / http://www.focusion.de/
RDS

For The Glory – Survival Of The Fittest (2007) – Raging Planet Records

Depois do MCD “Drown In Blood” de 2004 (além de dois 7”s em 2003 e 2005), eis que surge, finalmente, o disco de estreia dos For The Glory. São 10 temas (mais intro) de Hardcore metalizado com fortes influências da década de 90 e de nomes como Sick Of It All, Agnostic Front, Hatebreed, Madball, Earth Crisis, Cro-Mags, Born From Pain, etc. Forte, rápido, brutal, sem dó nem piedade. Grandes riffs de guitarra, secção rítmica devastadora, vocalizações extremas. O disco foi gravado por Makoto Yagyu (If Lucy Fell) e Duarte nos Black Sheep Studios, enquanto que a bateria foi gravada por Daniel Cardoso e Angelo Lourenço nos Ultra Sound Studios. A mistura e masterização foram feitas por Jacob Bredahl (Hatesphere, Barcode) nos Smart 'n' Hard Studios na Dinamarca. O disco inclui ainda a participação de Zé Goblin, vocalista dos 31, na faixa “Fallen Mask”, com vocalizações em Português. Um dos inúmeros pontos altos de um disco que faz parte dos grandes lançamentos de 2007, e ainda a rodar com força em 2008, do panorama Hardcore / Punk / Metal nacional. Uma banda e um disco que não ficam atrás de outros nomes mais sonantes do género. “Survival Of The Fittest” não ficaria nada desajustado num catálogo como Deathwish Inc, GSR, Lifeforce ou Victory (dos bons tempos, não o excessivamente Emo de agora). 85% www.myspace.com/fortheglory / http://www.ragingplanet.web.pt/ / www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal
RDS

Dawnrider – Alpha Chapter (2007) – Raging Planet Records

Há já imenso tempo que estava à espera do disco de estreia destes Dawnrider. Já tinha gostado muito do split EP com os War Injun, mas apenas dois temas sabiam a pouco. Na altura pensei: “ok, mais uma excelente banda que vai desaparecer sem deixar rasto, por falta de apoios de público, editoras, media, etc”. É a situação típica em Portugal. Ainda bem que me enganei, e aqui ficam os dois polegares no ar para os Dawnrider pela perseverança e ao Daniel da Raging Planet pela aposta. Quanto ao disco, “Alpha Chapter”, parece que fui o último interessado a ouvir esta preciosidade. Já toda a gente anda a comentar isto na internet. Mas também não vem tarde! E agora não vai sair do leitor tão cedo! São 9 temas, dois deles versões, “I.C.B.M.” dos Amebix e “Shylock” dos Buffalo (por coincidência, o meu tema favorito de toda a discografia dos Buffalo; tem um quê de “Paranoid” não é?). A escolha das versões pode, por vezes, não ser a mais acertada ou, pior ainda, ter como intenção vender mais um par de discos à pala do nome versionado. Aqui, as bandas escolhidas fazem todo o sentido no universo Dawnrider e os temas encaixam na perfeição no conteúdo global. Hard Rock setentista com inclinações Doom Rock é o que nos é apresentado em cerca de 43 minutos de boa música. Influências directas de Black Sabbath, Buffalo, Sir Lord Baltimore, Leaf Hound, Pentagram, Saint Vitus, Witchfinder General, Amebix, Candlemass, Cathedral, e outros que tais. Grandes riffs e melodias sacados às 6 cordas, baixo com som cheio, bateria poderosa, voz arranhada bem puxada lá das entranhas. Ora mais rápido, ora mais doomy e arrastado, mas sempre bem equilibrado. É daqueles discos que nos faz abanar a cabeça de início ao fim e de vez em quando damos por nós com os “horns up” ou a sacar da nossa “air guitar” e a começar a riffar! A fornada de discos de Metal / Punk / Hardcore em Portugal em 2007 (e 2008 prevê-se um bom ano também) foi muito boa, e podem destacar-se muitos discos, mas este fica bem lá no cimo. Só não leva 100% porque isso fica reservado para clássicos mas, daqui a uns anos, “Alpha Chapter” fica destinado a ser um disco de referência no panorama musical nacional. 95% http://www.dawnrider.com/ / www.myspace.com/dawnriderdoom / http://www.ragingplanet.web.pt/ / www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal
RDS