Friday

Ebola – Infernal Revelation (2008) – Old Temple

Disco de estreia para os Polacos Ebola. Em apenas 27 minutos somos assaltados por 9 temas de puro Satanic Death Metal bem agressivo, potente, rápido, sujo e cru. Riffs e solos bem old school aliam-se a uma secção rítmica potente e segura, encimados por uma voz bem demoníaca. A orientação musical é algo lugar-comum no género, mas há aqui um notório trabalho de composição, e excelentes riffs de guitarra, que os distanciam de inúmeros projectos que vagueiam no Underground Death / Black Europeu actual. Aos 9 temas originais aliam-se ainda 4 faixas (intro + 2 interlúdios + outro) de industrial / ambient da responsabilidade do projecto Horologium. Como habitual na Old Temple, a edição é de luxo, apresentando-nos o CD num digipack de cartão com livrete de 24 páginas, com todas as cópias numeradas à mão. É pena o meu ser apenas um promocional. Mas tenho o CD e isso já é muito bom! Uma excelente aposta para os fãs do género. 85% www.myspace.com/eboladeathmetal / http://www.oldtemple.com/
RDS

Thursday

Soniq Theater - Interview + Review

1 – Can you resume the history of Soniq Theater in a few words?
After my demise from my previous band Rachel’s Birthday in 1997 I decided to continue making music on my own. So far I released 8 albums in 8 years, from 2000 to 2008, and as I do it all alone the music is never played live but through the years reviewed in numerous magazines and played in about 80 radios.

2 – Are you satisfied with this new album “Life Seeker”, the songs, the recording process, production, final product?
As on every Soniq Theater album, the songs are written in different years, the oldest is from 1989 and the newest from 2008. The most of the old songs are produced in the recent time, but there are also some original recordings from 1998. The recording process and the production is like on the previous albums as I didn’t change my system. More to that topic see below at the 4th question. I think it’s once again a good blend of songs, and may the listeners decide if this one is a strong or a weaker Soniq Theater album.

3 – Your music is a blend of several styles, from Progressive to Symphonic, from Electronic to Classical, and even some Hard Rock. Which bands do you listen to and influence you to write music for Soniq Theater? And books? And movies?
Far too many bands and artists to mention them all here, but the most known and important: Kansas, Yes, Genesis, ELP, Dream Theater, Rick Wakeman, Tangerine Dream, Vangelis, classical music of Bach, Händel, Mozart, Mendelssohn and Bruckner. I’m open-minded to other music genres, like fusion, world music, folk, film-music, soundscape music…Books: of course the Lord of the Rings and other fantasy stories…science fictions, esoteric and spiritual books (not very known). I like documentary films of all regions of the earth (and universe), you may have noticed that I have also cosmic and geographical themes in my songs.

4 – All the music released so far under the moniker Soniq Theater was composed, performed, produced, mixed, mastered and self-released by yourself. Can you explain this one-man-band and do-it-yourself process?
First of all, the music is not programmed on computer but really played on the keys and then edited. I have a MIDI-setup of a masterkeyboard, including a sequencer, and some keyboards and soundmodules connected via MIDI. If I have finished a song, I store it on discette and record it on DAT-tapes. And from that DAT-tapes, I record the songs for an album on a master-CD-R, and from that CD-R I burn all the copies.

5 – Can you explain some of the subjects explored in the lyrics in “Life Seeker”?
There are only three songs with a few lyrics, the title track “Life Seeker” is about a man who survived a bad illness, and is looking for new experiences, the second one “Hot House” is a tribute to the beauties of the man-magazine Penthouse, the third “Odd times and strange days”, if I wrote this, I really was in a strange mood, and I thought that this one is gonna be really very progressive.

6 – The cover artworks in your CDs are always very simple and the CDs are released in CD-R format. Are you trying to keep it as simple as possible without spending too much money and avoid working with a label?
Well, I have my experiences with labels, not the best ones I admit. Apparently, no label that I contacted was willing to release the Soniq Theater music, I understand their reasons, one-man band, too artificial sound, no natural instruments, too diverse styles of music, and so on…
So I decided to do it all alone. I admit, that I’m no designer and the artwork is really simple, but through the years I found out, that most people simply want to hear music, and don’t care too much about the artwork.
And yes, the releases are only on CD-R, because in the opposite of the labels, who want to sell a perfect product, my intention is, to spread my music as far as possible, and the best way is through radios. So reality proved, that it was good enough to be played on about 80 radios. All radio-DJs that I send my music accept the CD-R format and play the music. So what…

7 – How do you see the Progressive and Symphonic Rock scenes nowadays? Which bands, labels, festivals, magazines do you look up to and recommend?
Well, I’m only connected to the scene by the web. I don’t go to festivals or watch bands live. In the web there are really some great websites and webzines for progressive rock (of course yours)
I watch and listen sometimes webradios playing prog all day, for example Delicious Agony and Aural Moon. So I get a good impression about what’s going on in the scene. And I can say much is going on through the web, my whole Soniq Theater project would have been lost without the internet.

8 – You can leave now a final message or say something important we forgot.
Music was my first love and it will be my last,
the music of the future, the music of the past
(John Miles)

Questions: RDS
Answers: Alfred Mueller

Soniq Theater: www.soniqtheater.de

Soniq Theater – Life Seeker (CD-R 2008) – Self Released
Novo trabalho a solo do Alemão Alfred Mueller. São 10 novos temas, em cerca de 50 minutos e meio, de fusão Progressivo, Sinfónico e Electrónico com alguns toques clássicos, world music e Rock. Nomes a apontar como influências poderão ser Vangelis, John Carpenter, Tangerine Dream, King Crimson, Yes, Kraftwerk, Rick Wakeman, Mike Oldfield, Mark Snow e bandas sonoras de sintetizador dos 80s (lembram-se daqueles filmes de terror e sci-fi dos 80s?). A primeira parte do disco é muito boa, mas depois a meio começa a perder alguma qualidade, passando a soar a banda sonora de sintetizador do mais kitsch possível. Estão aqui alguns dos melhores temas alguma vez gravados por este músico Alemão, mas também estão aqui alguns dos piores! Tirando alguns sons mais kitsch que lhe dão um ar mais “pindérico”, a maioria deste material é de alta qualidade. Se não vos incomodar a vertente electrónica do Progressivo, ou até, se for mesmo essa a vossa predilecção, então esta é uma excelente aposta. 70% http://www.soniqtheater.de/
RDS

Metalpoint (Porto) - 14 de Março


SFAL Jovem - 15 de Março


Tuesday

Crow Tongue – Ghost:Eye:Seeker (2008) – Dark Holler / Hand Eye

Esta é a estreia de longa duração dos Crow Tongue. Ao todo são 3 temas (divididos em 8 partes) ao longo de pouco mais de 51 minutos. Drone, Acid-Folk, Free-Folk, Noise e Tribal fazem parte da sonoridade destes Norteamericanos que se baseiam em instrumentos feitos pelos próprios, e algum material electrónico, para fazer a sua música. O disco inicia com “Ghost Eye Gaze”, divido em 5 partes, numa linha Drone com cantos shamanicos e influências Free-Folk e Noise. Segue “Seeker”, dividido em 2 partes, numa linha mais primitiva, mais tribal, mais espiritual, com tablas, dulcimer e a vertente electrónica reduzida ao mínimo. Fecha com “Candle, Corpse And Bell” num registo Dub com guimbri e tabla. “Ghost:Eye:Seeker” é um disco difícil de digerir, em especial se não se está acostumado a este tipo de sonoridades. Para quem não gosta deste tipo de material, mantenha-se afastado, não é com os Crow Tongue que vai passar a gostar. Se ser uma obra-prima, se Drone e Tribal são as vossas direcções em termos musicais, então estas 3 peças são apelativas o suficiente para vos agradar. 70% http://www.lostgospel.com/ / http://www.somedarkholler.com/
RDS

Violet Tears – Brezee Of Solitude (2008) – Ark Records

Os Violet Tears são Italianos e este é o seu segundo disco (após o MCD “Fragments Of Broken Dreams” de 2000 e a estreia de longa duração “Cold Memories & Remains” de 2006). A sonoridade dos VT anda pelos territórios do Gótico, Ethereal, Darkwave e Dark Rock. As influências da cena Gótica e Batcave dos 80s é notória, mas os VT têm uma aproximação mais Ethereal do género do que propriamente Rock. Negro, depressivo, melancólico. Gosto do material aqui contido. No entanto, há um som sintetizado, constante e demasiado agudo, na maioria dos temas, que me dá cabo dos nervos. Juro que à primeira audição pensei que as colunas estavam danificadas! Mas não, é mesmo da música. Esse é apenas o ponto negativo que me leva a atribuir uma pontuação baixa a este disco. De outro modo, seria extremamente recomendável. Poderá agradar a fãs de nomes como Ataraxia, Opera Multi Steel, Skeletal Family, Danse Society, Aenima, Dwelling, Madredeus ou os extintos Actvs Tragicvs, entre outros. 65% http://www.violettears.com/ / http://www.arkrecords.net/
RDS

Senser "End of the world show" - Free Online Single

Os Britânicos Senser encontram-se actualmente a trabalhar no novo álbum que irá ser editado em Maio ou Junho. Para já encontra-se disponível para download gratuito o single de avanço “End Of The World Show”. Podem baixar a faixa nesta ligação: http://www.imprintmusic.co.uk/artists/senser/downloads.html
Enquanto não é lançado o novo trabalho, ainda está disponível para venda o DVD / CD ao vivo “Live At The Underworld”. Mais informações nos websites oficiais: www.imprintmusic.co.uk / www.senser.co.uk / www.myspace.com/senserband

Ancient Ceremonies #14

Encontra-se já disponível o novo número da revista Portuguesa Ancient Ceremonies. Trata-se do número 14 (Janeiro – Março 2008) e inclui 100 páginas escritas em inglês recheadas de entrevistas e reportagens com Obituary, Mayhem, Dimmu Borgir, Marduk, Dodheimsgard, Immolation, Desaster, Loits, Facebreaker, Corpus Christii, Nastrond, Gwydion, Gris, October Falls, Demigod, Ars Manifestia, Locus Mortis, Emptiness, Pantokrator, Anterior, Devilish Impressions, After Forever, Janvs, Reverence, The Vision Bleak, Foscor e Alastor. Inclui também as habituais críticas a CDs, demos, DVD e concertos. Também parte integrante da revista é o habitual CD compilação que inclui 19 bandas / temas. Está disponível para download gratuito um ficheiro com a revista em pdf e um ficheiro com a revista e o CD compilação em mp3 (128kbps). Mais informações e download em: http://www.ancientceremonies.com/

Monday

Hate Eternal – Fury & Flames (2008) – Metal Blade Records

Este é o novo trabalho, já o quarto, para a banda de Erik Rutan (ex-Morbid Angel) e Alex Webster (Cannibal Corpse). A linha é a mesma de sempre, Death Metal ultrabrutal e técnico tipicamente Floridiano. A voz, os riffs, os solos, os ritmos, é tudo do mais típico Death brutal vindo da já referida região Norteamericana. É mais do mesmo. Mas é mais do bom e do melhor! São 10 novos temas distribuídos ao longo de 40 minutos de duração. Mais uma vez, a produção ficou a cargo do próprio Erik Rutan e está irrepreensível. Forte, poderosa, brutal e cristalina. A capa também está fabulosa e segue a linha dos trabalhos anteriores. Os fãs da banda não irão ficar desiludidos, com certeza. Quem já conhece, sabe o que esperar, e quem não conhece, já está mais que na hora de tomar contacto com este nome de peso. Quem não gosta deste tipo de sonoridade, mantenha-se afastado porque não é aqui que vai encontrar motivos para passar a gostar. Para fãs apenas! 80% http://www.hateeternal.com/ / http://www.myspace.com/haeteternal / http://www.metalblade.de/
RDS

Braindrill – Apocalyptic Feast (2008) – Metal Blade Records

Este é o disco de estreia dos Norteamericanos Braindrill. Ao todo são 10 temas, em cerca de 35 minutos, de puro Death / Grind / Gore bem brutal, extremamente técnico e com as habituais letras Gore a acompanhar. Até mesmo a capa não foge ao habitual cenário Gore. Está tudo muito bem tocado, é brutal, é técnico quanto baste, mas ao fim de algum tempo começa a aborrecer. É sempre a mesma fórmula, as mesmas ideias, violência sonora do início ao fim (exceptuando as linhas melódicas no último tema “Sadistic Abductive”). Cannibal Corpse, Suffocation, Carcass, Dying Fetus, Cattle Decapitation, Job For A Cowboy, entre outros, são nomes a apontar no universo Braindrill. Só mesmo para os fãs diehard do género Ah, a Metal Blade aproveitou para criar mais um rótulo para os seus discos. Lembram-se da cena “New Hate” para o Metalcore? Bom, agora é “The new X-treme”. Se isso quer dizer que agora vão direccionar as suas escolhas para as cenas brutais, então temos editora. 70% http://www.metalblade.de/ / http://www.myspace.com/braindrill
RDS

Friday

Estradasphere - Fantasy Impromptu (DVD 07) (The End Records)

Estradasphere – Palace Of Mirrors Live (DVD 2007) – The End Records

Novo lançamento para os Norteamericanos Estradaphere e o segundo desde que estão na The End. Trata-se de um DVD que inclui uma actuação de cerca de 78 minutos de duração, com um set-list de temas originais da banda, uma actuação de abertura na qual interpretaram apenas versões e ainda como bónus um curto documentário de 20 minutos. Em cerca de 1 hora os Estradasphere transformaram ao seu universo temas tão díspares de nomes como Nino Rota, Bernard Hermann, Camille Saint-Saëns, Frédéric Chopin, Bud Powell, Sam Cooke And The Soul Stirrers, além de uma peça original. A música dos Estradaphere é, já por si, ecléctica, e as versões ainda acentuam mais essa vertente do seu trabalho. Depois, os originais, cerca de 1 hora e 18 minutos de uma fusão de Rock, Progressivo, Metal, Jazz, Bebop, clássica, Gospel, world music, surf, bandas sonoras de desenhos animados, entre outros. Tudo serve para apimentar a coisa. Como se isso não bastasse, utilizam mil e um instrumentos para executarem a sua música: violino, contrabaixo, acordeão, trompete, órgão, guitarra, bateria, tsugaru, shamisen, teclas, etc. Além dos 6 músicos, as actuações contaram com os préstimos de um projeccionista, criando um espectáculo multimédia, com variadíssimas projecções a acompanhar a música. Como é descrito na nota de imprensa, este DVD é um épico de psychedelic-sci-fi-gypsy-metal-jazz, chegando a banda em pontos até, a criar subgéneros como Bulgarian Surf, Romanian Gypsy-Metal e Spaghetti Eastern. Para quem já conhece, já sabe o que esperar. Para quem não conhece, vale a pena conferir.
Para fãs da banda, John Zorn e seus projectos, Mike Patton e seus projectos, Secret Chiefs 3, Fanfare Ciocarlia, Melt Banana e material das editoras Tzadik e da Ipecac. 80% http://www.estradaphere.com/ / www.myspace.com/estradasphere / http://www.theendrecords.com/
RDS

Motornoise – Motornoise (2007) – Invasion Rock / Let’s Go To War / Lost Underground

Há já algum tempo que ouvia falar destes Motornoise mas, infelizmente, nunca tinha ouvido nada deles. Chega-me agora às mãos a sua estreia homónima. A edição é uma colaboração das lojas Invasion Rock e Lost Underground com a editora Let’s Go To War. A banda é constituída pelo Frágil (voz, ex-Renegados de Boliqueime, Speedtrack), Guerra (guitarra, ex-Renegados de Boliqueime, Speeedtrack), Gustavo (bateria, ex-Genocide, Stealing Orchestra, Sikhara, etc), Óscar (baixo, ex-Cagalhões, Cães Vadios, Speedtrack) (Óscar abandonou a banda recentemente e é o Mula dos Deskarga Etílika que está com a banda no momento) e Pupa (saxofone, Here B Dragons). São 12 temas num total de 36m02s de uma particular fusão de Punk Rock, Crust, Hard Rock, Rock’N’Roll e algum Metal. As influências são tão diversas como Motörhead, The Vibrators, The Clash, Ramones, Discharge ou, a nível nacional, nomes como Mata Ratos, Trinta & Um, Simbiose, Anti-Clockwise, Censurados, Gazua, Xutos & Pontapés, Corrosão Caótica ou Acromaníacos. Os Motornoise têm a particularidade de incluir, além do habitual trio Rock guitarra / baixo / bateria, um saxofone que lhes dá um certo ar far-out e alucinado. Grandes riffs de guitarra, secção rítmica potente, ritmos imaginativos, voz crua bem Punk / Rock old school. O disco não maça porque tem uma duração adequada ao estilo e, além disso, os temas balançam entre o Hardcore mais agressivo e o típico tema Hard / Rock ‘n’ Roll, entre o Crust fodidão e o Punk 77, não deixando o ouvinte ficar muito tempo a ouvir a mesma linha. Mas não é por isso que o disco soa heterogéneo, muito pelo contrário, soa bem homogéneo e consistente. Peca apenas pelo livrete algo simplista mas, é claro, estamos a falar de uma edição DIY. A capa está simples mas é eficaz. Fecha-se o disco com uma versão de “Alternar” dos míticos Punks Brasileiros Cólera. Uma boa aposta a adicionar à já longa lista de excelentes discos saídos do Underground nacional nos últimos tempos. 85% www.myspace.com/motornoise
RDS

Chamber Spins 3 – S/T (Demo 2007) – Edição de Autor

Demo de estreia dos Portugueses CS3. Inclui 4 temas de fusão Thrash com Hardcore e algum Rap old-school e Funk Rock à mistura. Por uma estranha coincidência o CD atinge os 13m13s de duração (há supersticiosos por aí?). As influências são tão díspares como Faith No More, Metallica, Living Colour, Suicidal Tendencies, Infectious Grooves, N.W.A., Cypress Hill, Helmet, Dub War, Biohazard, At The Drive-In, Refused ou o material da banda sonora de “Judgement Night”. Há aqui algumas ideias boas e o resultado final agrada-me, não soando tão “xunga” como poderia parecer à primeira. É bem potente, agressivo, tem muito groove e alguma melodia. Nota-se alguma falta de experiência musical mas isso vai ao sítio com o tempo. A garra e a atitude certa estão lá. Além disso, a crueza própria de uma banda jovem, ainda em fase inicial de garagem, dá um certo carisma à gravação. Aguarda-se novo trabalho com material superior e com uma gravação mais profissional. Capacidades para isso estão já demonstradas nesta demonstração! 70% www.myspace.com/chamberspins3music
RDS

Sandalinas - Never Seen Before (Metal Heaven 07)

Thursday

Olvardil Prydwyn And Diana McFadden - The Witch In The Well (1997 / 2006) – Green Crown Productions / Woven Wheat Whispers

Originalmente editado em cassete em 1997 pela Green Crown Productions, este trabalho vê edição digital pela Woven Wheat Whispers em 2006. Este trabalho põe lado-a-lado a harpa e voz de Prydwyn com o violoncelo de Diana McFadden. Além destes instrumentos temos as ocasionais passagens de flauta, mandolim, guitarra e percussões. Mais uma vez, faz-se a fusão do tradicional com o moderno e incluem-se temas originais e adaptações de tradicionais (entre as quais “John Barleycorn”, a abrir o álbum). Algo que chama a atenção em “The Witch In The Well” é o facto de incluir diversas adaptações de temas mais modernos, do Universo Rock 60s/70s, como o são “Lady With a Fan” dos Grateful Dead, “Isle Of Islay” de Donovan, “Pat's Song” e “Porpoise Mouth” ambas de Country Joe & The Fish e, finalmente, “See Emily Play (Games For May)” dos Pink Floyd. Tudo devidamente adaptado ao universo de Prydwyn. O tema título “The Witch in the Well” chega a ser até mais roqueiro que as próprias versões. A edição digital inclui ainda um tema exclusivo, uma remistura de “Fhir a' Bhàta”, tema incluído no anterior “At the Feet of Mary Mooncoin”. Não gosto tanto deste como do anterior, que tem temas mais negros, obscuros e de orientação Dark / Folk / Pagan / Medieval, ao contrário deste que está mais orientado para um Folk psicadélico ou Wyrd Folk. Mesmo assim, vale a pena dar-lhe uma oportunidade, quanto mais não seja pelas particulares versões dos já referidos temas Rock. 70% http://www.wovenwheatwhispers.co.uk/
RDS

Prydwyn - At The Feet of Mary Mooncoin (1995 / 2006) – Lordly Nightshade / Woven Wheat Whispers

Este é o disco de estreia do Norteamericano Olvardil Prydwyn. Originalmente editado em CD pela Lordly Nightshade em 1995, é disponibilizado pela Woven Wheat Whispers em formato digital em 2006. A meio caminho entre escritor de baladas Folk e Bardo medieval, este senhor apresenta em “At The Feet Of Mary Mooncoin” 11 temas de fusão do tradicional com o moderno. Para isso são utilizados instrumentos como o mandolím, guitarra (acústica e eléctrica), e a harpa, instrumento predilecto deste senhor. No topo da parte instrumental está a voz grave e nasalada de Prydwyn que dá um ar de ancestralidade à sua música. Na maior parte das vezes parece que estamos a ouvir gravações de antanho e não uma gravação contemporânea. Ente os temas originais encontram-se temas Folk tradicionais como “The Nobleman's Wedding” e “The Death of Young Andrew” e ainda tradicionais Gaélicos como “Fhir a' Bhàta” e “Tha thìd' agam éirigh” (com os habituais temas de amor, culpa, desespero). Todo o disco é fantástico, mas realço temas que me chamaram mais a atenção como “Naked Beauty” (predominantemente acapella), “In The Darkness” (mais enérgico mas com uma melodia negra), “Fhir a' Bhàta” (um belíssimo tradicional Gaélico), “Somewhere” (mais enérgico) e o fantástico semi-épico “Attis & Cybele” (baseado no poema Latino de Gaius Valerius Catullus, sobre a Deusa Cybele, a partir da tradução do próprio Prydwyn; com uma sinistra narrativa em spoken-word, hipnótico, psicadélico até; o meu favorito de todo o disco). Dark Pagan Folk para fãs de nomes como Sol Invictus, Current 93 ou Loreena McKennitt. 80% http://www.wovenwheatwhispers.co.uk/
RDS

Khvarena – The Spirit Rises (2007) – Projekt / Woven Wheat Whispers

Projecto paralelo que resulta da parceria entre os Franceses Rajna e o Italiano Francesco Banchini (GOR, Ataraxia). A faceta musical é marcada pelas melodias do Médio Oriente, inspirações medievais, a dualidade das vozes feminina / masculina (Jeanne dos Rajna e Francesco) e ainda o uso de diversos instrumentos tradicionais (clarinete, saz, zurna, bendir, riq, derbouka, santoor, flauta, flauta medieval, tampura, udu, swara tampura, crotal, bouzouki, entre outros). Quanto à faceta lírica, a inspiração provém do Zoroastrianismo, a religião pré-Islâmica da Pérsia, e da obra do poeta Persa do século X, Firdausi. O seu épico Shahnameh descreve eventos ligados a reis e heróis das eras Zoroastriana e pre-Zoroastriana. O nome do projecto, Khvarena, e um conceito Zoroastriano, usualmente transcrito como “khvarenah” (“glória divina”). As letras são escritas e cantadas em Italiano e antigo Persa, incluindo-se ainda alguns temas instrumentais. A primeira edição deste disco é um digipack feito de cartão reciclado, do tamanho de um DVD, e limitada a 100 exemplares numerados à mão. Infelizmente, não tive acesso a este belo conjunto, e o que tenho em mãos é apenas a edição digital da Woven Wheat Whispers. Recomenda-se vivamente a fãs de nomes como Dead Can Dance, Ataraxia, GOR, Rajna, Unto Ashes, Arcana, música medieval, do médio oriente e world music em geral. 75% http://www.projekt.com/ / http://www.wovenwheatwhispers.co.uk/
RDS

Terry Bogus – Promo EP (2007) – Self released (English Translation)

Facts: Terry Bogus is from the Netherlands. Terry Bogus was born from the ashes of Fake No More, just like the mythogical Phoenix. Fake No More was a Faith No More tribute band. The FNM phantom is here to haunt them. This is their debut EP. The EP is available for free download in their official website.

I. Locked: Energic Rock. Reminiscent of the FNM’s King For A Day / Album Of The Year era. It doesn’t hits the 2 minutes long. Simple but effective. 85%
II. Candy Smile:
More melodic but with some experimental touches. Tomahawk comes to mind. Voice with megaphone. Great chorus. 80%
III. Sospecha De Tu Muerte:
Interlude. Sampled base. Spanish spoken-word. It is so kitsch that it may even work. 60%
IV. One Single Bite:
The Patton phantom. A fusion of Tomahawk from the self titled record and FNM era The Real Thing. Another great chorus. 85%
V. Quaere:
It begins with vinyl scratchings. Softer tune. Lead vocals kinda out of tune. Sci-fi and Hawaiian sounds. Once again, it sounds so kitsch that it functions well. 70%
VI. Running Home:
More experimental oriented tune. The FNM ghost haunting them once again. Reminiscent of their early Funk Rock. The final segment is awesome! Love the final result. 90%
VII. Today Is The Day:
Trip Hop oriented Pop / Rock song. Love the main idea but they didn’t managed to accomplish such a great tune. It lacks something. 65%
VIII. 54321:
The heaviest and most experimental tune in this EP. Epic and orchestral keyboards in the good old fashioned FNM style. I really loved this one. 90%

Final Percentage: 80%
Review: RDS
Connection in the web: www.terrybogus.com

Terry Bogus – Promo EP (2007) – Edição de Autor

Factos: Os Terry Bogus são Holandeses. Os Terry Bogus renasceram das cinzas dos Fake No More, tal como a mitológica Fénix. Os Fake No More eram uma banda de versões de Faith No More. O fantasma FNM está presente para os assombrar. Este é o EP de estreia. O EP está disponível para download gratuito no website oficial.

I. Locked: Rock enérgico. Reminiscente da fase King For A Day / Album Of The Year dos FNM. Não chega aos 2 minutos. Simples mas eficaz. 85%
II. Candy Smile: Mais melódica mas com toques experimentais. Tomahawk vem à cabeça. Voz com megafone. Grande refrão. 80%
III. Sospecha De Tu Muerte: Interlúdio. Base samplada. Spoken-word em espanhol. É tão kitsch que até é capaz de resultar. 60%
IV. One Single Bite:
O fantasma Patton. Fusão Tomahawk do 1º disco com FNM fase The Real Thing. Mais um grande refrão. 85%
V. Quaere:
Inicia com crispar de vinil. Malha mais ligeira. Vocalização meio fora de tom. Sons meio sci-fi meio hawaiano. Mais uma vez, é tão kitsch que até resulta. 70%
VI. Running Home:
Mais experimental. O fantasma FNM mais uma vez a aparecer. Reminiscências dos primórdios Funk Rock da extinta banda. A parte final é fantástica! Gostei do resultado final. 90%
VII. Today Is The Day:
Pop / Rock de contornos Trip Hop. Gostei da ideia mas não conseguiram um resultado satisfatório. Falta qualquer coisa. 65%
VIII. 54321:
A malha mais pesada e experimental do EP. Teclados orquestrais e épicos bem ao estilo de FNM de antanho. Gostei muito desta. 90%

Percentagem Final: 80%
Crítica: RDS

Ligação na rede: http://www.terrybogus.com/