Monday

The Black Halos – We Are Not Alone (2008) – People Like You Records

Ah, mais um álbum de originais destes Canadianos! Toda a sua discografia é fabulosa. Este novo “We Are Not Alone” não foge à regra. O estilo é o mesmo de sempre, não há nenhuma mudança em relação ao passado, não há experimentações. E isso é não é propriamente mau. Pelo contrário. Para uma banda destas, mais do mesmo significa mais do melhor. Fusão Punk, Rock ‘n’ Roll, Glam e Hard Rock. Sex Pistols, Vibrators, New York Dolls, Social Distortion, Johnny Thunders, AC/DC, Tattoo Rose, Motörhead, Ramones, Kiss, Johnny Cash, MC5, Backyard Babies, Rancid e Bouncing Souls, tudo no mesmo caldeirão. São 12 novos temas sing-a-long, descontraídos, divertidos, cheios de alma, divididos em cerca de 41 minutos produzidos pelo conceituado Jack Endino (Nirvana, Soundgarden). Aconselhável a fãs do género. Rock ‘N’ Roll Up Your Ass! 75% http://www.blackhalos.net/ / www.myspace.com/blackhalos / http://www.peoplelikeyourecords.com/
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Burning Skies – Greed. Filth. Abuse. Corruption (2008) – Lifeforce Records

Terceiro trabalho para os britânicos Burning Skies. Nesta nova proposta enveredam por um estilo mais brutal, violento e pesado que nos predecessores “Murder By Means Of Existence” e “Desolation”. As influências Hardcore ainda abundam, mas o estilo é muito mais Death / Black / Grind. Já me tinham chamado a atenção nas anteriores propostas, mas neste “Greed. Filth. Abuse. Corruption” estão muito mais ao meu gosto. Aprimoraram a fórmula e neste momento encontram-se no topo da sua forma. Riffs incisivos, secção rítmica brutal, vocalizações alternadas entre o guttural, o gritado e um registo mais “core”. Para fãs de Morbid Angel, Suffocation, Cannibal Corpse, Converge, Slipknot, Job For A Cowboy, Neaera, Regurgitate ou Nasum. Aconselho vivamente! 80% www.myspace.com/burningskies / http://www.lifeforcerecords.com/
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Sideblast – Flight Of A Moth (2008) – Cyclone Empire / Sure Shot Worx

Fiquei assombrado, quando li na nota de imprensa, que esta banda existe apenas desde 2004 e já tem este nível de qualidade, em termos de composição e técnica musical. Estes novatos Franceses apresentam na sua estreia “Flight Of A Moth” uma fabulosa fusão de Thrash, Death, Grind, Black e Industrial / Symphonic Metal. Dez temas (e um bónus, uma versão de “Arise” dos Sepultura) perfazem pouco mais de 43 minutos de violência sonora. Mais extremo que isto é muito difícil! Secção rítmica devastadora, ultra-técnica, brutal; riffs de guitarra agressivos e incisivos; voz ora gutural ora mais gritada mas sempre no extremo; e teclas / samplers épicos, sinfónicos, intensos, quasi-cinematográficos a encimar todo este caos. Numa linha similar, podemos destacar o que os Biomechanical tentaram fazer, mas sem um resultado positivo. Até mesmo a singular versão de “Arise”, a fechar o disco, está soberba, tendo conseguido a banda transpor o tema na perfeição para o seu universo. Para fãs de Strapping Young Lad, Fear Factory, Emperor, Behemoth, Morbid Angel, Gojira, Biomechanical, Nasum e Slipknot. 95% www.myspace.com/sideblast / http://www.cyclone-empire.com/ / www.myspace.com/cycloneempire / http://www.sureshotworx.de/
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The Scourger – Dark Invitation To Armageddon (2008) – Cyclone Empire / Sure ShotWorx

Este é já o segundo disco para estes Finlandeses. The Scourger é composto por ex-elementos de Gandalf, The Wake e Divine Decay. “Dark Invitation To Armageddon” é uma potentíssima descarga de Thrash Metal a meio caminho entre o tradicional e o moderno. Ao todo são 12 temas (mais intro) em cerca de 1 hora de claras influências Destruction, Sodom, Exodus, Slayer, Testament, Sepultura, Grip Inc., The Chasm e The Haunted. Os riffs e melodias de guitarra são do mais fantástico que já ouvi nos últimos tempos, chegando mesmo a contrastar com os novos trabalhos de Exodus. A secção rítmica é demolidora, rápida, brutal. E a voz rasgada ainda aumenta mais a violência sonora a que estamos sujeitos. Com todo este ressurgimento do Thrash Metal a que estamos sujeitos hoje em dia (que é bemvindo), é bom ouvir bandas com este nível e esta qualidade, e não apenas mais uma igual a tantas outras. Não que os The Scourger sejam inovadores, pois no Thrash Metal já está tudo mais ou menos definido, não deixando muito lugar para manobras, mas os Scourger fazem-no com um à vontade e uma qualidade superior deveras surpreendentes. E como a cereja no topo do bolo temos a fantástica capa desenhada por Joe Petagno (famoso pelas suas capas para os míticos Motörhead). Este é mesmo um daqueles álbuns que não nos deixa ficar impassíveis e nos obriga a um “headbanging” intenso, a sacar da nossa “air guitar” e a manter os “horns up” bem alto. Para os maníacos do Thrash e nem só. 90% http://www.thescourger.net/ / www.myspace.com/thescourger / http://www.cyclone-empire.com/ / www.myspace.com/cycloneempire / http://www.sureshotworx.de/
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Freevil – Freevil Burning (2007) – Nastified Productions

Ex e actuais elementos de Denata, Witchery, Seance, Phanatos e Satanic Slaughter formam este novo projecto de Metal moderno Sueco. Fusão de Thrash, Death, Black e Industrial Metal, a estreia “Freevil Burning” oferece 10 temas, em pouco mais de 44 minutos. Descargas metaleiras pesadíssimas, rápidas, com muito groove, e ambientes bem intensos e épicos quasi-cinematográficos. Riffs incisivos, melodias cativantes, secção rítimica forte e segura, voz demoníaca e sons sintetizados bem épicos. Esta é um das propostas mais cativantes que já ouvi nos últimos tempos. Grandes malhas? Todo o disco é uma grande malha de início ao fim. Para fãs de Denata, Witchery, King Diamond, The Haunted, Children Of Bodom, Arch Enemy, Dimmu Borgir, Cradle Of Filth, Centinex, Devin Townsend Band, Notre Dame ou Hypocrisy. 85% http://www.freevil.se/ / www.myspace.com/freevil
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M-PeX – Phado (2007) – Thisco / Fonoteca Municipal

M-PeX é Marco Miranda. Marco Miranda é M-PeX. “Phado” é a sua estreia de longa duração. Nove temas preenchem esta rodela cinzenta. Mas apenas cinzento é o suporte físico pois o conteúdo é colorido. Ou talvez nem tanto. Reencarna-se em “Phado” uma alma Lusa negra, depressiva, sonhadora, outonal, ora quente ora fria, plena de Saudade. “Phado” faz uma fusão do tradicional, do Fado, do som característico da guitarra Portuguesa e das tradições Lusas com o moderno, urbano, frio, distante, através da electrónica, seja ela de carácter ambiental, experimental ou ainda dos domínios do drum’n’bass. Alguns temas, como “The Cloud’s Whispering Song” ou “Phadistikal” soam muito Pop, algo brejeiros até, mas temas como “Phado Menor”, “Hydheia”, “Melodias De Saudade” ou “Balada Do Tejo” valem a pena a viagem a que Marco nos convida neste “Phado” que é bem seu, mas que tem muito do nosso (e dele). Para colocar ao lado de discos de Dwelling, In Tempus, Gnomon, Mandrágora ou Samuel Jerónimo. Altamente recomendável. 90% www.myspace.com/mpex / http://www.thisco.net/ / http://fonoteca.cm-lisboa.pt/
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Gnomon – Gnomon (EP 2006) – Edição de Autor

Gnomon é a palavra universal para o ponteiro do relógio do sol. Gnomon é também um septeto de carácter instrumental oriundo de Joane, Norte De Portugal. Este é o seu trabalho de apresentação, homónimo, datado de 2006 e alinhado em 3 fantásticas composições (uma delas dividida em 4 actos), em pouco mais de 21 minutos. Fusão de progressivo, Jazz, Folk e Celta, a música dos Gnomon vai beber a fontes tão diversas como Rão Kyao, Júlio Pereira, Carlos Paredes, Zeca Afonso, Petrus Castrus, Banda Do Casaco ou Filarmónica Fraude. Ainda bem que muitas bandas e projectos deste género estão a surgir um pouco por todo o país. Cria-se, nestes projectos, uma ponte entre a tradição musical, a poesia, as paisagens, a história, a alma Lusa e o moderno, urbano, progressista. Projectos como Gnomon, assim como Dwelling, Mandragora, M-PeX, In Tempus, Thragedium, Moonspell e outros tantos, insistem em manter vivas as tradições Lusas, de uma maneira ou doutra, cada um à sua maneira, conferindo-lhe nouvas roupagens, mais modernas, para assim a manter fresca e saudável. Altamente recomendável. 90% www.myspace.com/gnomongnomon
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Flagellum Dei – Under The Mighty... (2007) – Bloody Productions

Não sou grande apreciador de Black Metal, principalmente deste tipo de vertente mais crua, “evil” e Underground, mas toda a banda nacional é bemvinda no Fénix. É precisamente nessa perspectiva, de leigo na matéria, que vou escrever esta crítica. Nunca tinha ouvido a banda antes e, ao que parece, este é já o segundo disco de originais, além de algumas demos e eps. “Under The Mighty...” foi editado pela Espanhola Bloody Productions no final de 2007 e contém 7 temas de Black Metal de inspiração nórdica, crú, agressivo, selvagem, frio. Secção rítmica poderosa e agressiva, riffs old-school dos 80s, uma voz demoníaca e ambientes negros e gélidos fazem parte do som dos Flagellum Dei. A influência Thrash Metal old-school dos 80s (linha Germânica) agrada-me imenso, assim como alguma melodia que faz a sua aparição de vez em quando e algumas passagens mais Dirty ’n’ Sleazy Rock ’n’ Roll / Crust (Motörhead, Discharge ou Extreme Noise Terror a surgirem como possíveis influências). A produção está soberba, tendo ficado o disco com um som potente e nítido, mas crú o suficiente como se quer no género. Influência directa de nomes como Hellhammer, Venom, Mayhem, Darkthrone, Dark Funeral, Bathory (vertente Black), Destruction (antigo), Sodom (antigo), Motörhead, etc, o som dos Flagellum Dei de original tem pouco, mas não fica atrás de muitas bandas do género que pululam por essa Europa fora, muito pelo contrário. Há muito tempo que não ouvía um disco do género que me despertasse algum interesse. Faz-me lembrar o clássico disco de estreia dos Decayed, “The Conjuration Of The Southern Circle”. Para quem não morre de amores pelo género, este disco não vos vai fazer mudar de ideias, mas para quem gosta, uma escolha mais que acertada. 75% www.myspace.com/flagellumdei / http://www.bloodyprod.com/
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Skewer – Whatever (Demo 2007) – Edição de Autor

“Whatever” é o segundo registo de demonstração dos Portugueses Skewer. Seis temas em pouco mais de 18 minutos compõem este novo trabalho. A linha musical? Uma cópia descarada dos primórdios dos Nirvana. “Bleach”, “Incesticide” e algumas coisas, poucas, de “Nevermind”. “Stayed”, “Slunk You Know Me” e “Fake Me” levam essa onda muito ”Bleach” e “Incesticide”. As guitarras, os ritmos, a voz, tudo faz lembrar a extinta banda de Seattle. Mas com menos de metade da qualidade. “Wash You Away” e “Save Me From Myself” seguem a mesma linha mas têm um som de gravação diferente das restantes faixas, estão mais baixas, e soam a gravações de ensaios. “Cyborg Insurrection” é um instrumental simplicíssimo, desinteressante, frouxo, resultado de uma qualquer jam session, parecendo ter sido composto, ensaiado e gravado em apenas uma tarde de gozo. Tem uns toques de Sonic Youth dos inícios. Mas isso também não chega para os safar. A capa linha Korn também não ajuda nada. Ainda tentei ouvir a primeira Demo, mas essa é ainda pior, uma gravaçaõ de um ensaio. Está disponível para downlaod gratuito no myspace da banda, caso se queiram aventurar. Para os interessados, a Demo (ou EP como é apresentado pela banda, pois parece que hoje em dia ninguém grava Demos mas sim EPs), está disponível através dos contactos da banda e da Belivie / Virgin (França). Eu dispenso. Prefiro ir desenpoeirar os meus discos de Nirvana e seus contemporâneos de Seattle. 10% http://skewer.com.sapo.pt/ / http://www.myspace.com/skewerband / http://www.virginmega.fr/musique/album/ske...91198,page1.htm
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Forgodsfake + WATD + Miss Lava


Senser – Live At The Underworld (DVD+CD 2006) – Ignite Music

Este é o primeiro DVD oficial dos Britânicos Senser. A edição data já de 2006 mas só agora me chega às mãos um exemplar para revisão. Trata-se da gravação de uma actuação no The Underworld, localizado em Camden, Inglaterra, a 6 de Outubro de 2005. Ao todo são 11 temas em pouco menos de 1 hora de duração, entre os quais “States Of Mind”, “Age Of Panic”, “Eject”, “Return To Zombie Island”, “Formula Milk”, “Resistance Now” ou o novo “End Of The World Show”. Uma edição do referido concerto, parece-me, pois há alguns cortes. A gravação é semi-profissional, com uma atitude independente DIY bem notória, mas com óptima imagem e som. A imagem tem aquele toque de bootleg mas com um nível de qualidade elevado. O som está potente e nítido mas mantém a crueza de uma actuação ao vivo. É pena ter sido gravado num local de pequenas dimensões e o pouco público não ajudar muito à festa. Cerca de 95% das gravações vídeo estão direccionadas para o palco, e as poucas que nos deixam ver o público, não demonstram muita emoção por parte do mesmo. Emoção é algo que não falta ao bem regressado Heitham Al Sayed que canta, curte e domina o (diminuto) palco. Quanto à outra voz da banda, Kerstin Haigh, está não parecia estar nos seus dias e pouco se mexia. Falta-lhe presença em palco, pelo menos nesta actuação em particular, pois eu já ví Senser ao vivo, aquando do segundo disco (apenas com Kerstin na voz) e a rapariga mexia-se bem. Bom, num palco diminuto como este também não podem operar milagres. Mas Heitham safa a situação muito bem.
É pena o DVD incluir apenas a actuação e não trazer alguns extras como vídeos promocionais ou entrevistas, ficaria mais completo. Mas claro, estamos a falar de uma edição independente, feita com um baixo orçamento. Não temos extras mas temos direito a um CD bónus com a versão áudio do DVD. De qualquer modo, um “must” para qualquer fã da banda. Mantenham-se atentos aos próximos passos da banda pois o novo trabalho já está quase pronto. Para já podem ouvir o single de avanço “End Of The World Show”, disponível para download gratuito no website da editora. 75% http://www.senser.co.uk/ / www.myspace.com/senserband / http://www.imprintmusic.co.uk/
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Antillectual + Part-Time Killer - Lotus Bar 14/03


Friday

Signs Of One – Innerlands (2008) – Unicorn Records

“Innerlands” é o segundo disco, primeiro através da Unicorn, dos Canadianos Signs Of One. Este é um disco conceptual dividido em 14 faixas, todas interligadas, que ultrapassam os 70 minutos de música e que assentam num Rock Progressivo com toques sinfónicos. O habitual nestes projectos é possuir excelentes músicos, saídos de conservatórios e escolas de música conceituadas, talvez com prémios já atribuídos, daquele tipo de pessoa que nunca larga o seu instrumento e está sempre a tocar e a ensaiar. Juntam-se todos e o que vão tocar? Rock Progressivo, pois claro! “Vamos lá mostrar que tocamos todos pá caraças”. E depois os discos são meros exercícios masturbatórios sem qualquer tipo de alma ou mais valia para o género em particular e a música em geral. É um pouco o que acontece aqui. Algumas boas ideias, muita técnica e destreza musical, a voz muito certinha e típica do género e, mais uma vez, a produção limpinha, fria, mecânica, com as arestas todas bem limadas. Resultado final: mais de uma hora de aborrecimento. Não me interpretem mal, isto até está bem feito, mas é muito lugar-comum. Já se fez, já se viu, já era. No fim não nos lembramos de um refrão, de uma melodia, de uma passagem que seja. Para ouvir este tipo de trabalhos, prefiro ir buscar os clássicos dos Rush, Yes, Marillion, Genesis, Jethro Tull, Pink Floyd, e outros que tais. Nesse caso sei que estou a ouvir pioneiros e mestres na sua arte. Mais um para os completistas do ProgRock. Apenas para os fãs acérrimos do género. 65% http://www.signsofone.com/ / www.myspace.com/signsofone / http://www.unicorndigital.com/
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Errorhead – Modern Hippie (2008) – Lion Music

O projecto Errorhead é composto por 3 músicos de sessão, a saber: Marcus Deml (Guitarra & Voz, tocou com Bobby Kimball dos Toto, Saga, Kingdom Come, Nena, 3P, Simon Collins filho de Phil Collins, Rick Astley, Laith Aldeen e outros), Frank Itt (Baixo, tocou com Terence Trent D’Arby, Jule Neigel, Jasper Van’t Hof) e Zacky Tsoukas (Bateria, tocou com John Hayes, Billy Sheehan, Helmut Zerlett). Contam ainda com a participação de Robbie Smith (Voz), Tom Aeschbacher (Teclas) e Melanie Stahlkopf (Coros). Quando sou confrontado com um projecto deste género, composto por músicos de sessão, com vastos currículos e imensa experiência musical, fico logo de pé atrás. Porquê? Porque a maior parte das vezes temos de levar com “jam sessions” feitas em estúdio, que devem ter dado um gozo enorme às pessoas envolvidas, é certo, mas que a nós, meros ouvintes, não vai dar gozo algum. Levamos com toda a sua técnica musical e pouca (ou nenhuma) alma! Infelizmente, é com que acontece em “Modern Hippie”, pelo menos em parte. Nota-se que os músicos se divertiram, como já referi, ao gravar este conjunto de temas, mas falta qualquer coisa. Podem ser excelentes músicos, muito tecnicistas, mas quando se trata de compor, falta-lhe aquela faísca que muitos outros têm e que torna a sua música especial. Funk Rock, Progressive, Blues, Rock e World Music é a fusão praticada nos 13 temas que compõem “Modern Hippie”. Adicionem no mesmo caldeirão o grande Hendrix, Jeff Beck, Frank Zappa, Living Colour, Infectious Grooves e Primus, retirem a genialidade dos mesmos, e têm os Errorhead. Ao vivo até deve ser interessante e divertido. Em disco, eu dispenso. Apenas para músicos, pois esses gostam deste tipo de trabalhos. 65% http://www.errorhead.com/ / www.myspace.com/marcusdeml / http://www.lionmusic.com/
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Sauron – Hornology (2008) – Old Temple

Depois de um interregno de 7 anos, os Polacos Sauron voltam à carga com o seu 4º trabalho de Satanic Black Metal. Pouco mais de 38 minutos divididos em introdução e 6 temas compõem este regresso. Black Metal old school bem rápido e agressivo é o que nos apresentam estes Sauron, mas não nos apresentam nada de novo ou interessante. Há por aqui algumas ideias boas, mas não chegam para fazer o todo. Não é mau de todo, mas também não acrescenta nada ao já saturado cenário Black Europeu. É um Black Metal algo primitivo e lugar-comum. Mesmo assim, superior a outras propostas do género que já tive o desprazer de ouvir. Os fãs do género vão gostar, tendo aqui mais um disco para adquirir com a já habitual capa e apresentação geral em preto. Ganham alguns pontos pelo nome da banda, Sauron, referência ao mestre do mal criado por Tolkien. Pergunto apenas, porque é que nestas questões relacionadas com Tolkien e, em particular, “O Senhor Dos Anéis”, as bandas de Heavy / Power escolhem sempre os nomes relacionados com os heróis e locais onde estes vivem, e as bandas de Death / Black escolhem sempre os relacionados com o lado “evil”? Hum… dava uma tese interessante! Falta ainda referir que o disco é editado em formato de livro com uma apresentação de luxo, apanágio das edições Old Temple. 60% http://www.oldtemple.com/
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Ebola – Infernal Revelation (2008) – Old Temple

Disco de estreia para os Polacos Ebola. Em apenas 27 minutos somos assaltados por 9 temas de puro Satanic Death Metal bem agressivo, potente, rápido, sujo e cru. Riffs e solos bem old school aliam-se a uma secção rítmica potente e segura, encimados por uma voz bem demoníaca. A orientação musical é algo lugar-comum no género, mas há aqui um notório trabalho de composição, e excelentes riffs de guitarra, que os distanciam de inúmeros projectos que vagueiam no Underground Death / Black Europeu actual. Aos 9 temas originais aliam-se ainda 4 faixas (intro + 2 interlúdios + outro) de industrial / ambient da responsabilidade do projecto Horologium. Como habitual na Old Temple, a edição é de luxo, apresentando-nos o CD num digipack de cartão com livrete de 24 páginas, com todas as cópias numeradas à mão. É pena o meu ser apenas um promocional. Mas tenho o CD e isso já é muito bom! Uma excelente aposta para os fãs do género. 85% www.myspace.com/eboladeathmetal / http://www.oldtemple.com/
RDS

Thursday

Soniq Theater - Interview + Review

1 – Can you resume the history of Soniq Theater in a few words?
After my demise from my previous band Rachel’s Birthday in 1997 I decided to continue making music on my own. So far I released 8 albums in 8 years, from 2000 to 2008, and as I do it all alone the music is never played live but through the years reviewed in numerous magazines and played in about 80 radios.

2 – Are you satisfied with this new album “Life Seeker”, the songs, the recording process, production, final product?
As on every Soniq Theater album, the songs are written in different years, the oldest is from 1989 and the newest from 2008. The most of the old songs are produced in the recent time, but there are also some original recordings from 1998. The recording process and the production is like on the previous albums as I didn’t change my system. More to that topic see below at the 4th question. I think it’s once again a good blend of songs, and may the listeners decide if this one is a strong or a weaker Soniq Theater album.

3 – Your music is a blend of several styles, from Progressive to Symphonic, from Electronic to Classical, and even some Hard Rock. Which bands do you listen to and influence you to write music for Soniq Theater? And books? And movies?
Far too many bands and artists to mention them all here, but the most known and important: Kansas, Yes, Genesis, ELP, Dream Theater, Rick Wakeman, Tangerine Dream, Vangelis, classical music of Bach, Händel, Mozart, Mendelssohn and Bruckner. I’m open-minded to other music genres, like fusion, world music, folk, film-music, soundscape music…Books: of course the Lord of the Rings and other fantasy stories…science fictions, esoteric and spiritual books (not very known). I like documentary films of all regions of the earth (and universe), you may have noticed that I have also cosmic and geographical themes in my songs.

4 – All the music released so far under the moniker Soniq Theater was composed, performed, produced, mixed, mastered and self-released by yourself. Can you explain this one-man-band and do-it-yourself process?
First of all, the music is not programmed on computer but really played on the keys and then edited. I have a MIDI-setup of a masterkeyboard, including a sequencer, and some keyboards and soundmodules connected via MIDI. If I have finished a song, I store it on discette and record it on DAT-tapes. And from that DAT-tapes, I record the songs for an album on a master-CD-R, and from that CD-R I burn all the copies.

5 – Can you explain some of the subjects explored in the lyrics in “Life Seeker”?
There are only three songs with a few lyrics, the title track “Life Seeker” is about a man who survived a bad illness, and is looking for new experiences, the second one “Hot House” is a tribute to the beauties of the man-magazine Penthouse, the third “Odd times and strange days”, if I wrote this, I really was in a strange mood, and I thought that this one is gonna be really very progressive.

6 – The cover artworks in your CDs are always very simple and the CDs are released in CD-R format. Are you trying to keep it as simple as possible without spending too much money and avoid working with a label?
Well, I have my experiences with labels, not the best ones I admit. Apparently, no label that I contacted was willing to release the Soniq Theater music, I understand their reasons, one-man band, too artificial sound, no natural instruments, too diverse styles of music, and so on…
So I decided to do it all alone. I admit, that I’m no designer and the artwork is really simple, but through the years I found out, that most people simply want to hear music, and don’t care too much about the artwork.
And yes, the releases are only on CD-R, because in the opposite of the labels, who want to sell a perfect product, my intention is, to spread my music as far as possible, and the best way is through radios. So reality proved, that it was good enough to be played on about 80 radios. All radio-DJs that I send my music accept the CD-R format and play the music. So what…

7 – How do you see the Progressive and Symphonic Rock scenes nowadays? Which bands, labels, festivals, magazines do you look up to and recommend?
Well, I’m only connected to the scene by the web. I don’t go to festivals or watch bands live. In the web there are really some great websites and webzines for progressive rock (of course yours)
I watch and listen sometimes webradios playing prog all day, for example Delicious Agony and Aural Moon. So I get a good impression about what’s going on in the scene. And I can say much is going on through the web, my whole Soniq Theater project would have been lost without the internet.

8 – You can leave now a final message or say something important we forgot.
Music was my first love and it will be my last,
the music of the future, the music of the past
(John Miles)

Questions: RDS
Answers: Alfred Mueller

Soniq Theater: www.soniqtheater.de

Soniq Theater – Life Seeker (CD-R 2008) – Self Released
Novo trabalho a solo do Alemão Alfred Mueller. São 10 novos temas, em cerca de 50 minutos e meio, de fusão Progressivo, Sinfónico e Electrónico com alguns toques clássicos, world music e Rock. Nomes a apontar como influências poderão ser Vangelis, John Carpenter, Tangerine Dream, King Crimson, Yes, Kraftwerk, Rick Wakeman, Mike Oldfield, Mark Snow e bandas sonoras de sintetizador dos 80s (lembram-se daqueles filmes de terror e sci-fi dos 80s?). A primeira parte do disco é muito boa, mas depois a meio começa a perder alguma qualidade, passando a soar a banda sonora de sintetizador do mais kitsch possível. Estão aqui alguns dos melhores temas alguma vez gravados por este músico Alemão, mas também estão aqui alguns dos piores! Tirando alguns sons mais kitsch que lhe dão um ar mais “pindérico”, a maioria deste material é de alta qualidade. Se não vos incomodar a vertente electrónica do Progressivo, ou até, se for mesmo essa a vossa predilecção, então esta é uma excelente aposta. 70% http://www.soniqtheater.de/
RDS

Metalpoint (Porto) - 14 de Março


SFAL Jovem - 15 de Março


Tuesday

Crow Tongue – Ghost:Eye:Seeker (2008) – Dark Holler / Hand Eye

Esta é a estreia de longa duração dos Crow Tongue. Ao todo são 3 temas (divididos em 8 partes) ao longo de pouco mais de 51 minutos. Drone, Acid-Folk, Free-Folk, Noise e Tribal fazem parte da sonoridade destes Norteamericanos que se baseiam em instrumentos feitos pelos próprios, e algum material electrónico, para fazer a sua música. O disco inicia com “Ghost Eye Gaze”, divido em 5 partes, numa linha Drone com cantos shamanicos e influências Free-Folk e Noise. Segue “Seeker”, dividido em 2 partes, numa linha mais primitiva, mais tribal, mais espiritual, com tablas, dulcimer e a vertente electrónica reduzida ao mínimo. Fecha com “Candle, Corpse And Bell” num registo Dub com guimbri e tabla. “Ghost:Eye:Seeker” é um disco difícil de digerir, em especial se não se está acostumado a este tipo de sonoridades. Para quem não gosta deste tipo de material, mantenha-se afastado, não é com os Crow Tongue que vai passar a gostar. Se ser uma obra-prima, se Drone e Tribal são as vossas direcções em termos musicais, então estas 3 peças são apelativas o suficiente para vos agradar. 70% http://www.lostgospel.com/ / http://www.somedarkholler.com/
RDS