Tuesday

Good Riddance – Remain In Memory / The Final Show (2008) – Fat Wreck Chords

12 anos depois da sua formação, os Good Riddance dão por encerrada a sua carreira. A surpresa não é nenhuma pois, quando Russ Rankin embarcou na aventura Only Crime, já se falava no fim dos GR. Como o título indica, este é o registo daquela que foi a última actuação ao vivo dos GR. 27 de Maio de 2007 é a data. Santa Cruz, Califórnia, o berço dos GR (e ironicamente a sepultura), o local. São 30 temas (mais intro) que percorrem toda a carreira da banda Norte-Americana. Depois de 7 discos de estúdio, vários EPs e 7”s, eis o último registo de sempre (será?) daquela que é, na minha modesta opinião, uma das melhores bandas de Punk Rock / Hardcore melódico da Califórnia e de toda USA. Um DVD também não ficava nada mal, assim como umas notas da banda incluídas no livrete (única falha do disco), mas mesmo assim “Remain In Memory” consegue fechar com chave de ouro estes 12 anos de muita contestação, reivindicação, diversão e Punk Rock. Pode ser que no futuro tenhamos direito a um DVD ou a um disco de raridades. Forte, rápido, enérgico, conseguimos sentir o calor no meio do mosh pit, o suor a correr pelo corpo, os refrões cantados a plenos pulmões a toda a nossa volta. Parece mesmo que estamos lá. Mas, por muito bom que seja este disco ao vivo, deixa sempre aquele amargo de boca. Porquê? Precisamente por marcar o fim de uma banda genial. E eu, infelizmente, nunca tive a hipótese de os ver ao vivo. 85% www.myspace.com/goodriddance / http://www.fatwreck.com/
RDS

Ficam aqui as declarações do vocalista Russ Rankin:
“On a hectic day in late May 2007 one of the most exhausting and exhilarating chapters in my life came to a close. We’d played San Diego the previous night and with a set list of almost 30 songs, my voice was starting to go on strike. We had to be at the venue in Santa Cruz early for extra sound checks due to the live recording so I found myself leaving my hotel room in Hollywood around 6:00am for the 6 hour drive north. I was exhausted (hadn’t gotten back to Hollywood after the San Diego show until about 3:00am the previous night) and very concerned about my voice. After a whirlwind load-in and soundcheck the show finally got underway. As was expected the guest list was a nightmare and we weren’t happy about the barricade in front of the stage but the show ended up going off just about as flawlessly as one could hope for. As the last note of the final song echoed and decayed into the still, night air I was overwhelmed with a sense of gratitude for what we were able to achieve and experience during the band’s career. It was an emotional moment for me and it served to punctuate an unforgettable evening and a bittersweet event for the band and thousands of our fans. All I can say is “Thank You” to everyone who supported us through the years and I hope you enjoy this documentation of our final show.”

Thursday

Zero Tolerance #22 – Mar/Apr. 2008

Já se encontra disponível o novo número da revista Britânica Zero Tolerance. Este número 22, respeitante aos meses de Março e Abril, faz capa com os Suecos Meshuggah. Além da banda Sueca, a ZT #22 inclui Death Angel, Cavalera Conspiracy, Children Of Bodom, Bauhaus, Diamanda Galas, CCCC, Porcupine Tree, Dismember, Jarboe & Justin Broadrick, entre muito outros. As habituais críticas a CDs, DVDs, livros, jogos e as secções técnicas, ajudam a preencher as 128 páginas. Desta feita não temos direito a 1 CD bónus, mas sim a 2! Ao todo são 33 bandas / temas que incluem, entre outros, Meshuggah, Cavalera Conspiracy, Septic Flesh, Corporation 187, Aghast, Warpath, Destructor 666, Isole, Averse Sefira ou Dismember. O preço é de £3.30 (preço original, não sei ao certo em Euros, é só fazer o câmbio).
http://www.ztmag.com/
RDS

Jenx – Fuseless (2008) – Massacre Records / Sure Shot Worx

A França está a alcançar, cada vez mais, um lugar de destaque no Metal Europeu. Depois de inúmeras bandas Francesas terem conseguido o seu lugar ao sol, eis que surge mais uma a dar cartas. Os Jenx apresentam na sua estreia de longa duração, “Fuseless”, 11 temas (mais 2 bónus) plenos de poder, peso, groove e melodia. Fusão de Metal Industrial com Thrash Metal de tendências modernas estes 53 minutos denotam influências de nomes como Morgoth, Meshuggah, Fear Factory, Filter, Mnemic, Fudge Tunnel, Godflesh, Treponem Pal ou Transport League. Fazem-me lembrar os bons tempos do Metal de fusão e contornos industriais de meados da década de 90. Gostei muito. Um nome a ter em conta no panorama metaleiro Europeu. Aconselhável a fãs dos nomes acima citados. 80% http://www.jenxnoise.com/ / http://www.myspace.com/jenxnoise / http://www.massacre-records.com/ / http://www.sureshotworx.de/
RDS

Monday

Kneeldown – Volcano (2008) – Edição de Autor

Kneeldown é um trio oriundo de Ponte de Sor. Este é o seu segundo EP, após “06:51 AM” de 2003. Ao todo são 30 minutos distribuídos por 5 temas. Fusão Thrash e Hardcore de influências tão diversas como Pantera, Meshuggah, 2 Ton Predator, Rage Against The Machine, Morgoth, Grip Inc., Metallica ou ainda de bandas Lusas como Ramp, Painstruck, Strain, Goblin, Anger, Squad, aliada a melodias e ambientes oriundos do Rock alternativo de nomes como Tool, Alice In Chains, Godsmack ou Muse.
Um trabalho elaborado de composição, ideias fantásticas bem encaixadas, riffs e melodias de guitarra fabulosos, secção rítmica forte e competente. O peso do Thrash intercala-se com secções mais ambientais, tudo condimentado com um forte groove de descendência Hardcore. A isto alia-se uma capa e apresentação geral fantásticas.
Quando li que este EP de apresentação tinha sido gravado no local de ensaio, pensei logo “ok, mais uma demo gravada directamente para um gravador caseiro, com uma porcaria de som”. Estava bem enganado. Já ouvi gravações profissionais com um som bem execrável. Esta gravação caseira, longe de ser perfeita, serve bem os seus propósitos promocionais. Tem um peso e crueza necessários ao estilo, mas mantendo um som bem nítido. A masterização ficou a cargo de Nexion K, (guitarrista de Reaktor).
Hoje em dia as bandas Lusas estão muito melhores do que há uns anos atrás e têm vindo a ser editados alguns registos dignos de realce. Este “Volcano” faz parte dessa lista de lançamentos. Onde é que param as editoras? À procura da next big thing? De música tipo pastilha elástica que cola e sabe bem, mas que passado pouco tempo perde o sabor e a elasticidade? Bah! DIY forever! Cabe a nós, público, apoiar este tipo de bandas como os Kneeldown. Aconselho vivamente este volcão pleno de poder! 80% http://www.kneeldown.net/ / http://shop.kneeldown.net/ / www.myspace.com/kneeldown
RDS

Herege Warfare Productions

A Herege Warfare Productions, que até 2006 se chamava Hell War Productions, é maioritariamente uma tape label com espaço ainda para algumas fanzines, merchandising (patchs, pins, …) e o ocasional vinil. Black, Death, Thrash e Speed da velha escola, de inspirações 80s, atitude DIY e espírito Undeground são as características e áreas de trabalho. Para mais informaçõesm, podem baixar o primeiro número da Herege Warfare Prod Newsletter nesta localização: http://www.mediafire.com/?ou21jmjtjsc
Das várias edições que fazem parte do seu catálogo, tenho 9 para apresentar. Por ordem alfabética:
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Crystalline Darkness “Melancólica Nostalgia” (Tape 2008): Edição conjunta com a Antihumanism Label da Bélgica. Banda Lusa. Black Metal execrável, de garagem, com toques Doom e Ambiental. Som de gravação péssimo que provoca dor nos ouvidos e dor de cabeça. Material demasiado monótono. Dispenso. 10%
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Evoked Curse “Merciless Revenge” (Tape 2006): Trio Finlandês. Demo de 2006. Black Metal com toques Thrash / Speed. Inspirações oitentistas. Gostei do som. Fez-me lembrar as bandas do género do Underground Europeu de meados da década de 90. Inclui versão de “Hitler The Messiah” dos Húngaros Angel Reaper. Infelizmente não tenho acesso às letras, e digo isto porque o título da faixa atrás não me inspira muita confiança. Espero não estar a divulgar uma dessas execráveis bandas de NSBM. A dúvida nisto leva-me a deixar a pontuação em aberto. ??%
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Flagelador “A Noite Do Ceifador” (Tape 2008): Trio Brasileiro. Edição em K7 do já existente disco em formatos CD e LP. Intro + 8 temas + 2 bónus para a tape (uma versão de “Evil Has No Boundaries” de Slayer e um tema da demo de 2002). Thrash / Speed oitentista com som cru, agressivo, forte. Vocalizações em português. Não gosto do sotaque e pronúncia Brasileiros, mas aqui soa muito bem. Inspirações Venom, Slayer (inícios), Motörhead, Discharge, Iron Maiden (inícios), WASP, Agent Steel, Abattoir, Exciter, Anvil, Raven, Destruction, Kreator, Sodom. Gostei muito. 85%
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Front Beast “Black Spells Of The Damned” (Tape 2007): Edição em K7 do disco. Inclui tema bónus, exclusivo para esta edição. One man band. Alemanha. Mais Black Metal lo-fi, sujo, cru. Alguns toques Thrash. Gravação caseira detestável que em nada ajuda. Até tem algumas ideias porreiras, mas não chegam para fazer o todo. 20%
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Havok “The Ostentation Of The Eternal Chaos” (Tape 2007): Brasil. Death / Grind. Deicide, Vital Remains, Vomit Remnants, Cannibal Corpse e Vomitory são nomes a apontar como influências. Som bem Undergorund, sujo, gutural, gore, pesadão. Gostei do que ouvi. No entanto, não sei porque é que as bandas mais Underground inclinam sempre para o lado mais “evil” da coisa. Umas letras mais Gore e menos “evil” davam mais uns pontinhos extra. Assim vou ter de reduzir a pontuação. 65%
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Inferium “Demo 2008” (Tape 08): Trio Lusitano. Demo editada em conjunto com a Antihumanism Label. Caixa de ritmos na máxima rotação, sem descanso. Black Metal cru, frio, caótico. Inspiração Nórdica. Nunca entendi este tipo de caos sonoro disfarçado de trve ou cvlt. Torna-se demasiado monótono ao fim de algum tempo. Felizmente só são 4 temas (+ intro, interlúdio e outro). Mesmo assim é muito. A melhor faixa é o interlúdio. Dispenso. 15%
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Odium Perpetuum / D.O.R. “United In Hate & Pain” (Tape 2006): Split com duas one-man-band Lusas de Black Metal. As one man bands fazem-me logo franzir o sobrolho. Sujo, crú, maléfico, de inspiração Nórdica. Trve ou Cvlt ou como lhe queiram chamar. Eu já não sou grande apreciador de Black Metal, e então quando é assim tão mau, pior. E as gravações caseiras nojentas ainda pior. Lixo sonoro disfarçado de música e com os rótulos trve ou underground a servirem de desculpa. 5%
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V/A “Os Seis Caminhos Para A Verdade” (Tape 2006): Split tape com 6 bandas de Black Metal Luso. Irae – som execrável, tanto musical como de gravação. Lixo puro! Satanize – Não tão mau como os anteriores. A maldita caixa de ritmo ataca de novo. Dispenso. Black Howling – voltamos ao som execrável. O som magoa nos ouvidos. Fora! Cripta Oculta – Apesar do som de baixa qualidade, chama a atenção. Mas só mesmo ouvindo mais material da banda para formar uma ideia concreta. Mons Veneris – Mais Black de garagem. Som nojento. Próximo. Vermen – Outra igual às anteriores e a tantas outras. O som péssimo também não ajuda muito. No geral: execrável. 1%
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Xerión “Na Búsqueda Do Primixenio” (Tape 2008): Black Metal da Galiza. Edição conjunta com a Antihumanism Label. 5 temas (2 de estúdio, 2 ao vivo e uma versão dos Primigenium). Mais Black Metal de inspiração Nórdica. Este já me chamou a atenção. Nota-se algum trabalho de composição. Algumas boas ideias, bons riffs, secção rítmica forte, excelentes músicos em termos técnicos. Não é bem o meu estilo, mas admito que está bem feito. Os temas ao vivo, gravados na Covilhã em 2007, é que estão com um som de merda e estragam o conjunto. 60% http://www.otronodexerion.com/

Comentários por: RDS

Herege Warfare Productions:
hellwarprod@gmail.com

Monday

The Black Halos – We Are Not Alone (2008) – People Like You Records

Ah, mais um álbum de originais destes Canadianos! Toda a sua discografia é fabulosa. Este novo “We Are Not Alone” não foge à regra. O estilo é o mesmo de sempre, não há nenhuma mudança em relação ao passado, não há experimentações. E isso é não é propriamente mau. Pelo contrário. Para uma banda destas, mais do mesmo significa mais do melhor. Fusão Punk, Rock ‘n’ Roll, Glam e Hard Rock. Sex Pistols, Vibrators, New York Dolls, Social Distortion, Johnny Thunders, AC/DC, Tattoo Rose, Motörhead, Ramones, Kiss, Johnny Cash, MC5, Backyard Babies, Rancid e Bouncing Souls, tudo no mesmo caldeirão. São 12 novos temas sing-a-long, descontraídos, divertidos, cheios de alma, divididos em cerca de 41 minutos produzidos pelo conceituado Jack Endino (Nirvana, Soundgarden). Aconselhável a fãs do género. Rock ‘N’ Roll Up Your Ass! 75% http://www.blackhalos.net/ / www.myspace.com/blackhalos / http://www.peoplelikeyourecords.com/
RDS

Burning Skies – Greed. Filth. Abuse. Corruption (2008) – Lifeforce Records

Terceiro trabalho para os britânicos Burning Skies. Nesta nova proposta enveredam por um estilo mais brutal, violento e pesado que nos predecessores “Murder By Means Of Existence” e “Desolation”. As influências Hardcore ainda abundam, mas o estilo é muito mais Death / Black / Grind. Já me tinham chamado a atenção nas anteriores propostas, mas neste “Greed. Filth. Abuse. Corruption” estão muito mais ao meu gosto. Aprimoraram a fórmula e neste momento encontram-se no topo da sua forma. Riffs incisivos, secção rítmica brutal, vocalizações alternadas entre o guttural, o gritado e um registo mais “core”. Para fãs de Morbid Angel, Suffocation, Cannibal Corpse, Converge, Slipknot, Job For A Cowboy, Neaera, Regurgitate ou Nasum. Aconselho vivamente! 80% www.myspace.com/burningskies / http://www.lifeforcerecords.com/
RDS

Sideblast – Flight Of A Moth (2008) – Cyclone Empire / Sure Shot Worx

Fiquei assombrado, quando li na nota de imprensa, que esta banda existe apenas desde 2004 e já tem este nível de qualidade, em termos de composição e técnica musical. Estes novatos Franceses apresentam na sua estreia “Flight Of A Moth” uma fabulosa fusão de Thrash, Death, Grind, Black e Industrial / Symphonic Metal. Dez temas (e um bónus, uma versão de “Arise” dos Sepultura) perfazem pouco mais de 43 minutos de violência sonora. Mais extremo que isto é muito difícil! Secção rítmica devastadora, ultra-técnica, brutal; riffs de guitarra agressivos e incisivos; voz ora gutural ora mais gritada mas sempre no extremo; e teclas / samplers épicos, sinfónicos, intensos, quasi-cinematográficos a encimar todo este caos. Numa linha similar, podemos destacar o que os Biomechanical tentaram fazer, mas sem um resultado positivo. Até mesmo a singular versão de “Arise”, a fechar o disco, está soberba, tendo conseguido a banda transpor o tema na perfeição para o seu universo. Para fãs de Strapping Young Lad, Fear Factory, Emperor, Behemoth, Morbid Angel, Gojira, Biomechanical, Nasum e Slipknot. 95% www.myspace.com/sideblast / http://www.cyclone-empire.com/ / www.myspace.com/cycloneempire / http://www.sureshotworx.de/
RDS

The Scourger – Dark Invitation To Armageddon (2008) – Cyclone Empire / Sure ShotWorx

Este é já o segundo disco para estes Finlandeses. The Scourger é composto por ex-elementos de Gandalf, The Wake e Divine Decay. “Dark Invitation To Armageddon” é uma potentíssima descarga de Thrash Metal a meio caminho entre o tradicional e o moderno. Ao todo são 12 temas (mais intro) em cerca de 1 hora de claras influências Destruction, Sodom, Exodus, Slayer, Testament, Sepultura, Grip Inc., The Chasm e The Haunted. Os riffs e melodias de guitarra são do mais fantástico que já ouvi nos últimos tempos, chegando mesmo a contrastar com os novos trabalhos de Exodus. A secção rítmica é demolidora, rápida, brutal. E a voz rasgada ainda aumenta mais a violência sonora a que estamos sujeitos. Com todo este ressurgimento do Thrash Metal a que estamos sujeitos hoje em dia (que é bemvindo), é bom ouvir bandas com este nível e esta qualidade, e não apenas mais uma igual a tantas outras. Não que os The Scourger sejam inovadores, pois no Thrash Metal já está tudo mais ou menos definido, não deixando muito lugar para manobras, mas os Scourger fazem-no com um à vontade e uma qualidade superior deveras surpreendentes. E como a cereja no topo do bolo temos a fantástica capa desenhada por Joe Petagno (famoso pelas suas capas para os míticos Motörhead). Este é mesmo um daqueles álbuns que não nos deixa ficar impassíveis e nos obriga a um “headbanging” intenso, a sacar da nossa “air guitar” e a manter os “horns up” bem alto. Para os maníacos do Thrash e nem só. 90% http://www.thescourger.net/ / www.myspace.com/thescourger / http://www.cyclone-empire.com/ / www.myspace.com/cycloneempire / http://www.sureshotworx.de/
RDS

Freevil – Freevil Burning (2007) – Nastified Productions

Ex e actuais elementos de Denata, Witchery, Seance, Phanatos e Satanic Slaughter formam este novo projecto de Metal moderno Sueco. Fusão de Thrash, Death, Black e Industrial Metal, a estreia “Freevil Burning” oferece 10 temas, em pouco mais de 44 minutos. Descargas metaleiras pesadíssimas, rápidas, com muito groove, e ambientes bem intensos e épicos quasi-cinematográficos. Riffs incisivos, melodias cativantes, secção rítimica forte e segura, voz demoníaca e sons sintetizados bem épicos. Esta é um das propostas mais cativantes que já ouvi nos últimos tempos. Grandes malhas? Todo o disco é uma grande malha de início ao fim. Para fãs de Denata, Witchery, King Diamond, The Haunted, Children Of Bodom, Arch Enemy, Dimmu Borgir, Cradle Of Filth, Centinex, Devin Townsend Band, Notre Dame ou Hypocrisy. 85% http://www.freevil.se/ / www.myspace.com/freevil
RDS

M-PeX – Phado (2007) – Thisco / Fonoteca Municipal

M-PeX é Marco Miranda. Marco Miranda é M-PeX. “Phado” é a sua estreia de longa duração. Nove temas preenchem esta rodela cinzenta. Mas apenas cinzento é o suporte físico pois o conteúdo é colorido. Ou talvez nem tanto. Reencarna-se em “Phado” uma alma Lusa negra, depressiva, sonhadora, outonal, ora quente ora fria, plena de Saudade. “Phado” faz uma fusão do tradicional, do Fado, do som característico da guitarra Portuguesa e das tradições Lusas com o moderno, urbano, frio, distante, através da electrónica, seja ela de carácter ambiental, experimental ou ainda dos domínios do drum’n’bass. Alguns temas, como “The Cloud’s Whispering Song” ou “Phadistikal” soam muito Pop, algo brejeiros até, mas temas como “Phado Menor”, “Hydheia”, “Melodias De Saudade” ou “Balada Do Tejo” valem a pena a viagem a que Marco nos convida neste “Phado” que é bem seu, mas que tem muito do nosso (e dele). Para colocar ao lado de discos de Dwelling, In Tempus, Gnomon, Mandrágora ou Samuel Jerónimo. Altamente recomendável. 90% www.myspace.com/mpex / http://www.thisco.net/ / http://fonoteca.cm-lisboa.pt/
RDS

Gnomon – Gnomon (EP 2006) – Edição de Autor

Gnomon é a palavra universal para o ponteiro do relógio do sol. Gnomon é também um septeto de carácter instrumental oriundo de Joane, Norte De Portugal. Este é o seu trabalho de apresentação, homónimo, datado de 2006 e alinhado em 3 fantásticas composições (uma delas dividida em 4 actos), em pouco mais de 21 minutos. Fusão de progressivo, Jazz, Folk e Celta, a música dos Gnomon vai beber a fontes tão diversas como Rão Kyao, Júlio Pereira, Carlos Paredes, Zeca Afonso, Petrus Castrus, Banda Do Casaco ou Filarmónica Fraude. Ainda bem que muitas bandas e projectos deste género estão a surgir um pouco por todo o país. Cria-se, nestes projectos, uma ponte entre a tradição musical, a poesia, as paisagens, a história, a alma Lusa e o moderno, urbano, progressista. Projectos como Gnomon, assim como Dwelling, Mandragora, M-PeX, In Tempus, Thragedium, Moonspell e outros tantos, insistem em manter vivas as tradições Lusas, de uma maneira ou doutra, cada um à sua maneira, conferindo-lhe nouvas roupagens, mais modernas, para assim a manter fresca e saudável. Altamente recomendável. 90% www.myspace.com/gnomongnomon
RDS

Flagellum Dei – Under The Mighty... (2007) – Bloody Productions

Não sou grande apreciador de Black Metal, principalmente deste tipo de vertente mais crua, “evil” e Underground, mas toda a banda nacional é bemvinda no Fénix. É precisamente nessa perspectiva, de leigo na matéria, que vou escrever esta crítica. Nunca tinha ouvido a banda antes e, ao que parece, este é já o segundo disco de originais, além de algumas demos e eps. “Under The Mighty...” foi editado pela Espanhola Bloody Productions no final de 2007 e contém 7 temas de Black Metal de inspiração nórdica, crú, agressivo, selvagem, frio. Secção rítmica poderosa e agressiva, riffs old-school dos 80s, uma voz demoníaca e ambientes negros e gélidos fazem parte do som dos Flagellum Dei. A influência Thrash Metal old-school dos 80s (linha Germânica) agrada-me imenso, assim como alguma melodia que faz a sua aparição de vez em quando e algumas passagens mais Dirty ’n’ Sleazy Rock ’n’ Roll / Crust (Motörhead, Discharge ou Extreme Noise Terror a surgirem como possíveis influências). A produção está soberba, tendo ficado o disco com um som potente e nítido, mas crú o suficiente como se quer no género. Influência directa de nomes como Hellhammer, Venom, Mayhem, Darkthrone, Dark Funeral, Bathory (vertente Black), Destruction (antigo), Sodom (antigo), Motörhead, etc, o som dos Flagellum Dei de original tem pouco, mas não fica atrás de muitas bandas do género que pululam por essa Europa fora, muito pelo contrário. Há muito tempo que não ouvía um disco do género que me despertasse algum interesse. Faz-me lembrar o clássico disco de estreia dos Decayed, “The Conjuration Of The Southern Circle”. Para quem não morre de amores pelo género, este disco não vos vai fazer mudar de ideias, mas para quem gosta, uma escolha mais que acertada. 75% www.myspace.com/flagellumdei / http://www.bloodyprod.com/
RDS

Skewer – Whatever (Demo 2007) – Edição de Autor

“Whatever” é o segundo registo de demonstração dos Portugueses Skewer. Seis temas em pouco mais de 18 minutos compõem este novo trabalho. A linha musical? Uma cópia descarada dos primórdios dos Nirvana. “Bleach”, “Incesticide” e algumas coisas, poucas, de “Nevermind”. “Stayed”, “Slunk You Know Me” e “Fake Me” levam essa onda muito ”Bleach” e “Incesticide”. As guitarras, os ritmos, a voz, tudo faz lembrar a extinta banda de Seattle. Mas com menos de metade da qualidade. “Wash You Away” e “Save Me From Myself” seguem a mesma linha mas têm um som de gravação diferente das restantes faixas, estão mais baixas, e soam a gravações de ensaios. “Cyborg Insurrection” é um instrumental simplicíssimo, desinteressante, frouxo, resultado de uma qualquer jam session, parecendo ter sido composto, ensaiado e gravado em apenas uma tarde de gozo. Tem uns toques de Sonic Youth dos inícios. Mas isso também não chega para os safar. A capa linha Korn também não ajuda nada. Ainda tentei ouvir a primeira Demo, mas essa é ainda pior, uma gravaçaõ de um ensaio. Está disponível para downlaod gratuito no myspace da banda, caso se queiram aventurar. Para os interessados, a Demo (ou EP como é apresentado pela banda, pois parece que hoje em dia ninguém grava Demos mas sim EPs), está disponível através dos contactos da banda e da Belivie / Virgin (França). Eu dispenso. Prefiro ir desenpoeirar os meus discos de Nirvana e seus contemporâneos de Seattle. 10% http://skewer.com.sapo.pt/ / http://www.myspace.com/skewerband / http://www.virginmega.fr/musique/album/ske...91198,page1.htm
RDS

Forgodsfake + WATD + Miss Lava


Senser – Live At The Underworld (DVD+CD 2006) – Ignite Music

Este é o primeiro DVD oficial dos Britânicos Senser. A edição data já de 2006 mas só agora me chega às mãos um exemplar para revisão. Trata-se da gravação de uma actuação no The Underworld, localizado em Camden, Inglaterra, a 6 de Outubro de 2005. Ao todo são 11 temas em pouco menos de 1 hora de duração, entre os quais “States Of Mind”, “Age Of Panic”, “Eject”, “Return To Zombie Island”, “Formula Milk”, “Resistance Now” ou o novo “End Of The World Show”. Uma edição do referido concerto, parece-me, pois há alguns cortes. A gravação é semi-profissional, com uma atitude independente DIY bem notória, mas com óptima imagem e som. A imagem tem aquele toque de bootleg mas com um nível de qualidade elevado. O som está potente e nítido mas mantém a crueza de uma actuação ao vivo. É pena ter sido gravado num local de pequenas dimensões e o pouco público não ajudar muito à festa. Cerca de 95% das gravações vídeo estão direccionadas para o palco, e as poucas que nos deixam ver o público, não demonstram muita emoção por parte do mesmo. Emoção é algo que não falta ao bem regressado Heitham Al Sayed que canta, curte e domina o (diminuto) palco. Quanto à outra voz da banda, Kerstin Haigh, está não parecia estar nos seus dias e pouco se mexia. Falta-lhe presença em palco, pelo menos nesta actuação em particular, pois eu já ví Senser ao vivo, aquando do segundo disco (apenas com Kerstin na voz) e a rapariga mexia-se bem. Bom, num palco diminuto como este também não podem operar milagres. Mas Heitham safa a situação muito bem.
É pena o DVD incluir apenas a actuação e não trazer alguns extras como vídeos promocionais ou entrevistas, ficaria mais completo. Mas claro, estamos a falar de uma edição independente, feita com um baixo orçamento. Não temos extras mas temos direito a um CD bónus com a versão áudio do DVD. De qualquer modo, um “must” para qualquer fã da banda. Mantenham-se atentos aos próximos passos da banda pois o novo trabalho já está quase pronto. Para já podem ouvir o single de avanço “End Of The World Show”, disponível para download gratuito no website da editora. 75% http://www.senser.co.uk/ / www.myspace.com/senserband / http://www.imprintmusic.co.uk/
RDS

Antillectual + Part-Time Killer - Lotus Bar 14/03