Monday

Dornenreich – In Luft Geritzt (2008) – Prophecy

Eviga, responsável pelo projecto Austríaco Dornenreich, está de volta com um novo trabalho. Desta feita faz-se acompanhar por Inve. Esta nova proposta intitula-se “In Luft Geritzt” e direcciona a sonoridade da banda para territórios mais Folk do que o anterior “Durch Den Traum” de 2006. Folk, Dark Folk, Ambient e Neoclassical são alguns dos termos para categorizar estes 10 temas (pouco mais de 44 minutos). Negra, melancólica, intensa, sentida, é assim a música de Dornenreich. Eviga encarrega-se da voz (quase sempre num tom sussurrado), da guitarra acústica e das percussões, enquanto que Inve encarrega-se do violino. Gostei do anterior, mas este chama-me mais a atenção, talvez por ser mais orgânico, mais visceral, mais sentido. Gostei muito e recomendo a fãs de Dark Folk, Pagan Folk, música acústica e world music em geral. Atenção à já habitual (na Prophecy) edição especial dupla. 85% http://www.dornenreich.com/ / http://www.prophecyproductions.de/
RDS

Sunday

Concertos

Mourning Beloveth – A Disease For The Ages (2008) – Grau

Os Irlandeses Mourning Beloveth estão de volta com o seu quarto trabalho. Este é composto por 5 temas que são executados ao longo de 56 minutos. Doom / Death arrastado, depressivo, pesado, intenso, com uma melodia cativante e um certo toque épico é o que nos apresentam. A dualidade voz gutural / limpa (num tom épico) é outro dos atractivos. Como a própria nota de imprensa refere, aqui não há vozes femininas ou teclados, apenas puro Doom da velha escola. Salvo raras excepções, ultimamente não tenho ouvido álbuns na linha Doom que me chamassem verdadeiramente a atenção. Este novo opus dos Mourning Beloveth é, na minha modesta opinião, uma obra-prima. Fãs dos inícios de bandas como Anathema, My Dying Bride e até Paradise Lost; bandas numa linha mais tradicional Heavy / Doom como Witchfinder General e Candlemass; ou ainda nomes mais recentes como Primordial ou os “nossos” Desire, vão apreciar esta negra obra de arte. Aconselho vivamente aos maníacos do género. 90% http://www.mourningbeloveth.com/ / www.myspace.com/mourningbeloveth / http://www.grau.cd/
RDS

Friday

At The Soundawn – Red Square: We Come In Waves (2008)

“Red Square: We Come In Waves” marca a estreia em longa duração dos Italianos At The Soundawn. O disco foi produzido por Riccardo Pasini, responsável por trabalhos de Ephel Duath, The Secret ou Slowmotion Apocalypse. Fusão de Hardcore e Emo, com alguns toques de Sludge, Post-Rock, algum Metal e até passagens ambientais e de Jazz, os 7 temas que o compõem marcam apenas 29 minutos no cronómetro. E não é necessário muito mais. A intensidade que marca este registo não seria fácil de digerir por um período de tempo mais prolongado. Pesado, intenso, denso, emotivo, negro. Estes são alguns dos adjectivos que podem descrever “Red Square”. Muito bom. As eclécticas influências vão desde Neurosis a Shai Hulud, passando por Isis ou até Radiohead. 70% http://www.atthesoundawn.com/ / www.myspace.com/atthesoundawn / http://www.lifeforcerecords.com/ / www.myspace.com/lifeforcerecords
RDS

Destinity – The Inside (2008) – Lifeforce Records

Os Franceses Destinity têm em “The Inside” o seu quinto disco. É isso mesmo, o quinto. Por alguma razão ficaram na sombra das bandas conterrâneas. Pode ser que esta recente ligação à Lifeforce Records lhes traga alguma exposição mais alargada. São 10 temas, em pouco mais de 47 minutos, de Thrash / Death técnico com toques orquestrais e muita melodia. O som é pesado quanto baste mas tem muita melodia. Tem a brutalidade do Death Metal e a crueza do Thrash mas tem uma vertente técnica bem patente, já habitual aliás nas bandas Francesas. As partes orquestrais bem épicas adicionam ainda outra dimensão à música dos Destinity. A gravação, mistura e masterização foi feita por Jacob Hansen na Dinamarca, por isso, já sabem o que esperar. Embora o som tenha ficado algo derivativo do estilo, hoje em voga diga-se de passagem, o trabalho de Hensen é sempre exemplar. Gostei muito do material aqui contido. Fãs de nomes tais como Hypocrisy, Soilwork, Strapping Young Lad, Mnemic, The Arcane Order ou Gojira irão encontrar aqui pontos de interesse. 85% http://www.destinity.net/ / www.myspace.com/destinity / http://www.lifeforcerecords.com/ / www.myspace.com/lifeforcerecords
RDS

Thursday

Soilent Green – Inevitable Collapse In The Presence Of Conviction (2008) – Metal Blade Records

Os Norteamericanos Soilent Green estão de volta com um novo trabalho de estúdio. Desta vez a edição é feita via Metal Blade, a sua nova editora. São 11 novos temas, em cerca de 42 minutos, de fusão Death, Grind, Sludge, Stoner, Southern Rock e Hardcore. A produção do disco esteve a cargo de Erik Rutan, por isso, já sabem o que esperar em termos de som. Um som poderoso quanto baste mas limpo o suficiente para ouvir tudo o que se vai passando neste “caos” sonoro. Confesso que a primeira vez que ouvi estes SG, há dez anos com “Sewn Mouth Secrets” (1998), achei estranha a fusão de estilos. Hoje já estou mais “calejado” nas diversas vertentes exploradas pela banda, daí já conseguir desfrutar na sua plenitude a descarga Grind / Sludge. Pesado, poderoso, brutal. Ora mais rápido nas descargas Grindcore, ora mais balançado e groovy na vertente Sludge / Southern. As restantes influências dão ainda outra cor ao quadro geral. Um disco ao mais alto nível daquilo que a banda consegue fazer. Aconselho vivamente aos fãs da banda e a fãs de música extreme em geral! 85% http://www.soilentgreen.net/ / www.myspace.com/soilentgreen / http://www.metalblade.de/
RDS

Concertos






















Tuesday

Checksound #2 - Abril 2008

Já se encontra disponível o número 2 da revista online Checksound. Além do forte conteúdo fotográfico, incluem-se também muitas críticas a discos. Metal, Punk, Hardcore, Gótico são alguns dos estilos abrangidos. Uma especial atenção ao panorama nacional marca presença. Alguns dos reviews mais recentes do Fénix também se encontram por lá. É gratuita e o download pode ser feito neste link: http://www.checksound.eu/

Monday

Siena Root – Far From The Sun (2008) – Transubstans Records

“Far From The Sun” é um disco de 2008 mas que parece ter sido gravado há mais de 30 anos. Hard Rock descendente dos grandes nomes dos 70s com toques psicadélicos e algum Blues é o que estes Suecos nos apresentam neste novo disco. Muito groove, funk, blues, sons orientais, folk, psicadelismo, e o típico som Hammond, tudo faz parte da sonoridade Siena Root que constitui estes 53 minutos bem retro. Influências de nomes como Led Zeppelin, Deep Purple, Jethro Tull, Cream, Hendrix, Iron Butterfly, Montrose, Thin Lizzy, Blue Cheer, Jefferson Airplane, Grateful Dead, Captain Beyond ou Sir Lord Baltimore são notórias. Descortinam-se ainda uns toques de NWOBHM circa 79/80. A Suécia tem sido prolífica nos últimos anos em termos de bandas retro linha 70s Hard Rock. E não só em termos de quantidade mas também de qualidade. Os Siena Root são mais um nome a adicionar a essa lista. Recomendo. 80% http://www.sienaroot.com/ / www.myspace.com/sienaroot / http://www.recordheaven.net/ / www.myspace.com/transubstans
RDS

Saturday

8º Festival São Silvestre Jovem


We Are The Damned – The Shape Of Hell To Come (2008) – Raging Planet Records

We Are The Damned inclui no line-up 4 (ex)elementos de bandas como From Now On, Painstruck, Devil In Me, Twentyinchburial e BlackSunrise. “The Shape Of Hell To Come” (quantas variações deste título já vimos?) é o disco de estreia produzido, misturado e masterizado pelo Dinamarquês Palle Schultz. Na nota de imprensa refere-se “são a personificação e o exemplo de música pesada sem compromissos nem clichés, um género desvalorizado em Portugal desde sempre”; “não cedendo a moralismos musicais a líricos”; “vontade inabalável e honesta de triunfar”; “fazendo dos WATD uma banda única em Portugal”; “premiado com um grammy… Palle Schultz”. O típico exagero de nota de imprensa. Não estou com isto já a dizer que a banda, ou o disco em revisão, são maus. Já lá vamos. Apenas estou a salientar o exagero a as frases chavão com que as bandas são apresentadas. Não é uma banda única. Clichés tem muitos. Demais até. Que sejam honestos naquilo que fazem e que tenham de triunfar, não ponho em causa. E em relação a “música pesada sem compromissos nem clichés, um género desvalorizado em Portugal desde sempre”, isso é perfeitamente discutível. É até pretensioso da parte da banda apresentar-se como o único caso do género em Portugal. Mais uma vez, exageros de nota de imprensa.
Agora, quanto à banda e ao disco propriamente ditos. 12 temas originais e uma versão de “Parasite” dos Kiss, fazem estes 55 minutos. Mescla de Thrash, Death, Hardcore, Punk, Sludge, Stoner e Hard Rock, entre outros subgéneros da música pesada. A excessiva fusão de géneros e a heterogeneidade apresentada em “The Shape Of Hell To Come” são demais para o seu próprio bem. Durante quase 1 hora de música podemos discernir influências tão diversas como Converge, Venom, Poison The Well, Arch Enemy, Misfits, Motorhead, Refused, Satyricon, Mastodon, Black Sabbath, Botch, Raised Fist ou High On Fire, entre muitos outros. A diversidade nos backgrounds dos elementos da banda, acredito.
Não é um mau disco, pelo contrário, tem até bastantes pontos positivos mas, como já referi, a sua heterogeneidade e o facto de ser algo derivativo não abonam em seu favor. Mesmo assim, muito acima daquilo que todos os dias vem de fora e de tudo aquilo que enche as famigeradas tabelas de venda. Prefiro 10 vezes esta proposta dos WATD do que toda a tabela de vendas Portuguesa. 65% www.myspace.com/wearethedamned / http://www.ragingplanet.pt/ / www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal
RDS

Riding Pânico – Lady Cobra (2008) – Raging Planet Records

Depois de um EP (um nome pomposo para uma demo dizem eles), surge o disco de estreia deste sexteto. O disco foi produzido pelo baixista da banda, Makoto Yagyu (também membro de If Lucy Fell), nos Black Sheep Studios em Mem Martins. A mistura por Chris Common (These Arms Are Snakes / Minus The Bear) e a masterização por Ed Brooks (Pearl Jam / REM / Mark Lanegan) foram feitas em Seattle. Como convidados especiais temos Eduardo Raon (harpa, Hypnotica) e Daniela Rodrigues (violoncelo). Três guitarras, baixo, bateria e teclados fazem estes 9 temas instrumentais de Rock. É apenas isso: Rock. Podem atribuir-lhe inúmeros prefixos ou sufixos: pós, ambiental, psicadélico, hipnótico, melódico, emocional, experimental, progressivo, instrumental, … É tudo isso. E muito mais. É o planeta Rock circundado por todos esses satélites naturais. Ocasionalmente passam perto alguns cometas e poeiras cósmicas. Isis, Godspeed You! Black Emperor, Ulver, Pelican, Mogwai, Sigur Rós, Tool, são alguns dos óbvios nomes de referência. Pode ser um disco difícil para quem não tem por eleição a música instrumental. Mas também pode ser um desafio. Com resultados finais gratificantes, acreditem. 85% www.myspace.com/ridingpanico / http://www.ragingplanet.pt/ / www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal
RDS

Thursday

Panchrysia – Deathcult Salvation (2008) – Karisma / Dark Essence

“Deathcult Salvation” é já o terceiro álbum para os Belgas Panchrysia e o primeiro através da Dark Essence. Participações especiais de Mortuus (Marduk, Funeral Mist) e Leen De Haes (Bint) marcam presença. Black Metal denso, negro, com ambientes gélidos e fantasmagóricos. Toques de Thrash dão o seu ar de graça. Este tipo de Black Metal consigo ouvir e apreciar em toda a sua plenitude, em contraste com a linha blastbeat infinito / caixa de ritmos / guitarrista em início de aprendizagem / one-man-band / etc. O som, como mandam as regras no género, é cru, sujo, agressivo, mas poderoso e nítido o suficiente para se poder ouvir na perfeição tudo o que se vai passando a nível instrumental. Também como habitual no género, estes 9 temas nada trazem de novo. Como se costuma dizer “vira o disco e toca o mesmo”. Mais do mesmo, mas do bom. Sim, porque este álbum está bem acima da média do que se vai fazendo hoje em dia no cenário Black Metal. Prefiro “Deathcult Salvation” do que 100 discos de Trve Black. Mas isso é a minha modesta opinião, que pode ou não contar para alguma coisa. Gosto de pensar que sim. Não quero influenciar ninguém com a minha inexistente infinita sabedoria, apenas dar umas dicas. E esta é uma boa dica, acreditem! 70% http://www.panchrysia.be/ / www.myspace.com/panchrysia / http://www.karismarecords.no/ / http://www.darkessencerecords.no/
RDS

Dead To This World – First Strike For Spiritual Renewance (2008) – Karisma / Dark Essence

Depois de uma maquete e dois 7”s, eis que Iscariah (ex-Immortal, Necrophagia) assina com a Dark Essence e edita o disco de estreia do seu projecto solo Dead To This World. Conta com a ajuda de Kvitrafn (ex-Gorgoroth) na bateria, tendo ainda como convidados especiais Stud Bronson (na voz, ex-Old Funeral, The Battalion) e Jason Healey (letras, Atomizer). “First Strike For Spiritual Renewance” foi gravado nos Conclave e nos Eartshot Studios com o produtor Bjornar E. Nielsen. Contém 9 temas linha Black / Death / Thrash de contornos old-school, som cru, arranhado, mas límpido e poderoso o suficiente. O que se pode esperar de um álbum do género? Uma descarga descomprometida de Metal negro e sujo da velha escola, inspiração directa de Venom, Bathory, Hellhammer, Possessed e outros que tais. Nada de novo. Nada de original. Nem é esse o propósito. Gostei do que ouvi embora, como já referi, não seja nada de novo. Tudo isto já foi feito antes e de uma forma melhor até. Mas também já se fez muito pior. Black / Thrash bem acima da média para os fanáticos do género. 70% www.myspace.com/deadtothisworld / http://www.karismarecords.no/ / http://www.darkessencerecords.no/
RDS

Wednesday

Deadline – We’re Taking Over! (2008) – People Like You

Este é já o quinto disco para os Britânicos Deadline (no momento com metade da banda com nacionalidade Francesa). Não se trata de um novo trabalho de originais, mas sim uma mescla de 4 temas novos e 13 ao vivo (gravados na Alemanha). O produto final terá ainda a inclusão de dois vídeos na secção multimédia. Nos novos temas, o estilo é o mesmo de sempre, fusão de Hardcore melódico, Punk Rock, algum Rock ‘n’ Roll tradicional e umas pitadas de Skacore. Um disco ao vivo não traz nada de novo. São os mesmos temas de sempre, mas tocados ao vivo, mais rápidos, mais fortes, e com o público a berrar os refrões. Mais uma vez, como habitual nas gravações ao vivo, a banda afirma que estas estão livres de “overdubs” e cortes feitos em estúdio. É o que toda a gente diz. Mas estas afirmações parecem-me verdadeiras. Nota-se que este é uma verdadeira gravação ao vivo. Não vai trazer novos fãs à banda. Como qualquer disco ao vivo, pretende traduzir apenas o que a banda é em palco. Trata-se, portanto, de uma edição direccionada única e exclusivamente para fãs da banda. 80% http://www.deadline-uk.com/ / www.myspace.com/deadlineuk / http://www.peoplelikeyou.de/
RDS

Thee Merry Widows – The Devil’s Outlaws (2008) – People Like You

Novo trabalho de estúdio para as Californianas Thee Merry Widows. Já por aqui falei no disco de estreia (re-edição da PLY) e pouco mais há a acrescentar ao que já disse. Imaginem as protagonistas de “Faster Pussycat Kill Kill” de Russ Meyer, adicionem muitas cores (em contraste com o branco / preto do filme), um visual 50s pin-up girl e uma banda sonora Psychobilly salpicada com algumas doses de Surf, Horrorpunk e Garage / Trash / Rockabilly. Temas a meio tempo marcam este segundo trabalho desta que é a primeira banda Norteamericana de Psychobilly totalmente feminina.
A nível musical, tal como o primeiro disco, continua a não ser nada de original mas, a atitude, o glamour e o gozo com que debitam estes 12 temas estão lá! E isso já é muito bom. Falta a muitas bandas esse gosto pela música. 70% http://www.merrywidowsmusic.com/ / www.myspace.com/theemerrywidowsmusic / http://www.peoplelikeyou.de/
RDS

Tuesday

Phanatos – Opus 2 (2007) – Phanatos Productions

Phanatos é a designação artística de um músico Sueco (agora parte integrante dos Freevil) e este é o seu novo trabalho a solo. Phanatos é responsável pela composição, arranjos, letras, vozes e interpretação de todo o material aqui contido. As vozes femininas que ocasionalmente dão o ar de sua graça são da responsabilidade de Karin Ljungberg. Gótico, neoclassical, darkwave, ambient e film music são as vertentes exploradas nos 8 temas que compõem este “Opus 2”. Alguns elementos de Folk, música oriental e 70’s Progressive são também utilizados. Metade dos temas são vocalizados e a outra metade é instrumental. Agradável de se ouvir, épico, obscuro, intenso, belo, quase hipnótico. Há muito tempo que não ouvia algo no género tão bem feito como este Opus. Influências e familiaridades com outros nomes? Não sei dizer. “Opus 2” é único, sem ser propriamente original. É refrescante, sem ser novo. É excepcional, sem uma obra-prima. Recomendo a fãs dos géneros acima citados e nomes como Goblin, Daemonia, Ataraxia, Howard Shore, Saviour Machine, Dead Can Dance, Enya, Vangelis, In The Nursery, Ordo Rosarius Equilíbrio ou Raison D’Être. 85% http://www.phanatos.com/ / www.myspace.com/phanatosrealm
RDS

Saturday

Flagellum Dei - Entrevista

1 – Fala-me um pouco da história dos Flagellum Dei desde a sua concepção até à data.
Sepulchral Winds: Antes de mais quero agradecer à Fénix pelo apoio e interesse em Flagellum dei. Ok, vou deixar aqui a nossa bio para que tu e os nossos fãs possam ficar a conhecer um pouco melhor FD.
Bem, Flagellum dei nasceu no fim do ano de 1998 por Nefastus (vocals) e eu, naquela altura com o nome D.Sabaoth (guitars) e logo no início 1999 juntaram-se ao círculo Vulturius (bass) e Byleth (drums).
Depois de dois anos em ensaios exaustivos, e alguns concertos, foi então que no ano de 2000 cometemos o primeiro pecado ao lançar a primeira promo-tape intitulada “Thy PLague…” e consequentemente, seguiram-se algumas devastações ao vivo…
No ano de 2001 Empress (guitarrs) juntou-se a FD e foi por essa mesma altura que Byleth decidiu sair…sendo substituído logo de seguida por Kako Daemon. Dando assim continuação à marcha de destruição… (Como vez, os problemas de line-up surgem desde muito cedo e estão longe de acabar…) Bom, no decorrer do mesmo ano o segundo pecado foi cometido, ”Victory of Tyranny” é o seu título, desta feita em formato demo-CDr. Passado pouco tempo também Empress saiu.
Durante o ano de 2003 FD entrou em dois discos, um split cd com Lux Ferre e Sterkvind intitulado: “Kult of the Black Flame”, que saiu pela War Prod. Entrámos também numa compilação de bandas Portuguesas denominada: ”Lusitânia Dark Horde” que saiu por outra editora portuguesa chamada Nightmare prod. Poucos meses depois também Vulturius saiu, ele que só viria a ser substituído uns tempos mais tarde…
No fim de 2003 juntou-se a FD mais um membro, Adon Chrisaor (Guitarrs), ele que sem dúvida foi um dos melhores guitarristas na cena Black Metal Undergrund Portuguesa…e crucial no caminho para o primeiro álbum intitulado: “Tormentor Of the False Creator…” que chegou no ano de 2004 pela editora espanhola Bloody Prod. Seguido também de algumas versões em cassete tais como: Incoffin prod. (Thailand) -Alastorex rec (Brasil). Também no mesmo ano foi registada a maior perda… Nefastus, por razões pessoais também deixou a banda, criando um vazio que custou muito a superar, mas como tudo nesta vida miserável tivemos de ultrapassar isso substituindo-o pelo antigo Baterista Byleth.
No fim de 2004, foi finalmente preenchido por Vagantis (Bass) o vazio deixado por Vulturius.
No princípio do ano de 2005 foi feita mais uma alteração, eu (Sepulchral winds) passei para a voz, substituindo assim Byleth na sua última curta passagem por FD. Logo percebi que o meu papel na banda passaria a ser outro e então que decidi alterar o meu nome anteriormente conhecido por D. Sabaoth.
No decorrer do mesmo ano saiu “Victory of a Tyrant Agression” uma reedição da Victory of Tyranny incluindo 6 temas ao vivo em Barroselas em 2003.
No ano de 2006 decidimos chamar mais um Guitarrista, M.v.K foi o escolhido mas como já é costume ele acabou por sair ao fim de alguns messes…
Finalmente no ano de 2007, depois de um ano e meio sem dar um único concerto, e tendo ficado apenas com três na banda (o que para mim é o que está a resultar em pleno) ficámos concentrados apenas e exclusivamente no próximo álbum. Este foi finalmente gravado em Setembro/Outubro de 2007 intitulando-se “Under The Might…”este também saiu pela mesma editora que editou o “Tormentor…of the False Creator”.
As alterações de line-up continuaram… dois meses mais tarde, a última saída foi a de Kako Daemon (Drums) que por razões pessoais decidiu deixar FD. Mas como já é um costume fomos à procura de mais um Guerreiro para o substituir. Sculkrusher (drumer), também membro de outras Bandas como: Panzer Frost e Motorpenis, concordou em juntar forças para levar para a frente esta banda que de momento tem como objectivo gravar o terceiro disco de originais e se tudo correr bem para o ano que vem já haverá novidades…ate lá só há uma coisa a fazer, muito trabalho.

2 – Desde o disco anterior até à edição deste novo houve algumas mudanças de formação. Fala-me um pouco destas atribulações no seio dos Flagellum Dei.
Sepulchral Winds:
Bom, não foi só desde o disco anterior, como vês em cima há alterações de line-up desde o princípio da banda. São este tipo de situações que nos levaram a tal atraso entre o “Tormentor…of the false creator” e o novo “Under the Might…”. São três anos sem novos trabalhos e poucos concertos (o que não é bom para nenhuma banda) e como consequência vem a instabilidade e falta de coesão, como se vinha a demonstrar nos últimos concertos da banda. Bom, mas mesmo com tantas saídas e substituições de membros conseguimos sempre manter um line up, o que foi muito importante para nós, mas sem dúvida que com a actual formação estamos a conseguir uma coesão que à muito não sentíamos, o que é excelente e motivador para o futuro dos Flagellum dei.

3 – Descreve os processos de composição e gravação deste novo disco “Under The Might…”.
Sepulchral Winds:
Bem, a composição dos novos temas foi um pouco demorada, visto que passámos muito tempo modificar os temas até serem gravados pois queríamos que fosse algo mais diversificado a nível musical e não com uma estrutura sempre igual, não! Desta vez quisemos fazer algo melhor e com mais qualidade (pelo menos na nossa perspectiva está bem melhor). Também a nível de gravação foi muito bom para nós, uma vez que nunca tínhamos gravado nada naquelas condições… mas no final ficámos satisfeitos com o resultado, embora a nível de arranjos pudesse ter ficado um pouco melhor. Penso que valeu bem pelo esforço e mediante as condições monetárias que possuímos não se podia esperar muito melhor… É sem duvida um disco com outra qualidade que até à altura nunca tínhamos feito e penso que a aceitação esta a ser positiva.

4 – Sobre que assuntos incidem as letras contidas neste disco?

Sepulchral Winds: A nível de letras é simples, falam basicamente em anti-cristianismo, blasfémia, ocultismo, morte, etc. são estes os temas que utilizamos. Pelo menos até agora são…

5 – Quais são as vossas influências musicais, assim como outro tipo de influências externas à música?
Sepulchral Winds:
Bom, Os Flagellum dei, foram desde o princípio influenciados muito pelo estilo nórdico de BM. Essa é uma verdade e não adianta fugir disso, há que aceitá-lo. Foi com bandas como: Bathory, Mayhem, Dark Throne, entre outras… que FD assentou a sua estrutura musical e lírica, dando também um toque pessoal que é fundamental e dando também personalidade à banda.
Não quero com isto dizer que vamos estar eternamente agarrados a estas influências, muito pelo contrário… estamos cada vez mais a tentar por isso de parte e tentar dá um toque cada vez mais personalizado a FD, alias, penso que com este novo disco já se vai começando a notar isso…
Quanto a outras influências fora da música, peso que partilhamos os mesmos ideais. Por isso, não acrescentarei muito mais.

6 – A banda edita novamente pela Espanhola Bloody Productions. Como é que surgiu o contacto com a Bloody Prod, em primeiro lugar, e como é a vossa relação com eles?
Sepulchra Winds: Nós conhecemos o Dani da Bloody prod. Em 2000, ainda na altura da promo tape “Thy Plague…” num concerto em Braga, foi desde então que mantivemos relação.
No entanto gravámos a demo “Victory of tyranny” e foi a partir dessa altura que se acentuou mais a nossa relação.
Começámos a trocar correspondência durante algum tempo e daí veio o convite para o lançamento do primeiro álbum. Para nós foi muito bom visto que não foram muitas as bandas que tiveram oportunidade de lançar o primeiro disco por uma editora estrangeira… bom, a relação manteve-se até agora, embora a Bloody Prod seja pequena e sem muitos recursos para suportar as bandas, fizeram o melhor que puderam para que este álbum saiu novamente pela Bloody.
Se a Bloody mantiver o trabalho que tem vindo a fazer com FD, não teremos quaisquer problemas em voltar a trabalhar com eles. Acho que fizeram e estão a fazer um bom trabalho.

7 – Como é que estamos de concertos de promoção ao disco? E em relação a outro tipo de promoção, tais como entrevistas, rodagem em programas de rádios, etc?
Sepulchral Winds:
Bom. Foram só dois os concertos desde a concepção do novo álbum. O primeiro com Corpus Christii e o outro com Enthroned (este já com o novo baterista). Vamos também participar no Extreme Metal Fest na Covilhã dia 22 Março e também na Marinha Grande (Leiria) dia 19 de Abril Com Panzer Frost e Infernum( ambos PT). Estamos à espera de mais propostas e depois logo se vê mediante as condições. Quanto a zines e revistas, o Dani da Bloody prod. Esta a tratar disso, embora nós tenhamos de procurar por nós próprios alguma promoção…como é óbvio. Também vamos respondendo a algumas Entrevistas, mas nada de muito abusivo…Quanto a programas de rádio. Bom, isso é outra coisa…a seu tempo, sim. Porque não? Até ao momento a única ligação que temos com rádios é somente para anunciar concertos e lançamentos… nada de mais.

8 – Como vês a evolução da cena Underground nacional desde que nela entraste até hoje? Que bandas, editoras, promotores de concertos, revistas e outros da cena musical podes realçar?
Sepulchral Winds:
Bem, a cena actualmente não tem nada a ver com à 6 / 7 anos atrás. Perdeu-se muito a coesão que existia nessa altura, e então com o aparecimento da net, pior… agora é que o pessoal não sai mesmo de casa…
Antigamente as bandas ainda conviviam e partilhavam ideias umas com as outras (Bebedeiras Colectivas…há há), agora isso só acontece quando há concertos ou algo do género, era outro espírito sem dúvida.
Também com a nova geração já instalada…. É bom sinal! É sinal que o Black Metal veio para ficar. Sinceramente é bom ver novos grupos de pessoas a com vontade de fazer algo nesse campo, um pouco à sua maneira mas pronto… (Putos…). Não esquecer que também nós o fomos, em tempos…e acredita que já vi muita coisa ridícula desde que ando no Metal…Bom, mas tudo tem de começar por um princípio.
Que assim seja. Que apareça muitas mais bandas, de BM principalmente. Portugal ainda tem muito para dar a nível de Black Metal.
Bom, como o apoio a FD tem sido quase nulo… tenho poucos nomes a salientar… posso dizer que algumas bandas que nós tínhamos em consideração estão de fora dos nossos olhares, por isso aqui vai uma ou duas: Celtic Dance pelo apoio brutal que nos têm dado ao longo dos tempos (Idealismos à parte), N.H. de Corpus Christii e da Nightmare prod., o Dani Da Bloody prod. Rui da War Prod., Blaspher dos alchoholocaust e Infernum, os irmãos Veiga do Steel Warriors Rebellion( Barroselas metal fest) Entre outras… desculpem se me esqueci de alguém.

9 – Tens agora espaço para deixar uma última mensagem aos leitores da Fénix.
Sepulchral Winds: Bom, não há muito mais para dizer. Quero apenas deixar aqui uma palavra de agradecimento para todos os que nos têm apoiado ao longo dos tempos e que não deixem de acreditar no BM, pelo menos da nossa parte vamos tentar dar sempre o melhor.
Obrigado mais uma vez à Fénix pelo apoio.

A CHAMA DE FLAGELLUM DEI ACIMA DE QUALQUER DEUS…

www.myspace.com/flagellumdei / http://www.bloodyprod.com/

Questões: RDS
Respostas: Sepulchral Winds

Bad Boys For Life Tour 2008 - Corroios 07/04


PowerWorld – PowerWorld (2008) – Metal Heaven

PowerWorld é uma banda Alemã que inclui actuais e ex-elementos de Freedom Call, At Vance e Jaded Heart. Power Metal na linha das suas bandas de origem é o que nos apresentam nesta estreia. São 12 temas em pouco mais de 54 minutos de Power bem melódico, entre o midtempo e o uptempo, com os habituais refrões semi-épicos cantaroláveis. Já se fez muitas vezes. Já se fez melhor. Já se fez pior. O que aqui está, é bem feito, mas não é do melhor que já se ouviu no género. Muito lugar-comum, repetitivo. A produção também não ajuda muito. O som está algo cru, o que não se encaixa muito bem nesta linha musical que requer um som mais polido (sem ser em demasia). Mas, apesar de tudo, não deixa de ser um álbum que se ouve com algum gozo. Mas, no final, não apetece voltar a carregar no play e não nos lembramos de nenhum tema em especial. E nos dias que correm, com tanta proposta similar que se encontra uns furos acima desta, isso é mau. Apenas para fanáticos do género. 60% http://www.powerworld.org/ / http://www.metalheaven.net/
RDS