Monday
Indies Records
Sunday
The Rotted – Get Dead Or Die Trying (2008) – Metal Blade Records
Punk, Crust, Death, Grind, Black, Doom Rock, tudo faz parte da amálgama sonora dos The Rotted, passando as influências pelo Death / Grind / Gore de nomes como Cannibal Corpse, Napalm Death, Carcass; pelo Punk / Crust de Discharge, Exploited ou GBH; ou até o som mais tradicional de Motörhead ou Black Sabbath.
Fantásticas ideias retiradas de todos os quadrantes musicais já referidos; riffs ora mais viscerais ora mais técnicos; secção rítmica extremamente técnica, complexa e versátil; voz também ela muito versátil; são estes os ingredientes que formam a música dos Rotted, tudo encimado por um som consistente, poderoso e limpo mas com aquele toque cru e visceral necessário ao género. A gravação, mistura e masterização de Russ Russell (Napalm Death, Exploited, Lock Up, Dimmu Borgir) são uma mais valia para esse resultado final. Russell foi ainda assistido nas gravações por James Dunkley (Blaze Bailey, Crass, Fields Of The Nephilim, Crowbar). Quanto à capa, responsabilidade de Mick Kenney (Gorerotted, Napalm Death, Annal Nathrakh), não sei porquê mas faz-me lembrar o Punk de 77, em especial os Sex Pistols mas, de certa forma, encaixa na perfeição no som da banda.
O anterior disco já era um portento da música extrema do século XXI e, pensava eu, era quase impossível de ultrapassar mas os Rotted conseguiram-no com este “Get Dead Or Die Trying”. Um dos melhores discos de música extrema que tive o prazer de ouvir nos últimos anos. Recomendo vivamente! 95% www.myspace.com/therotted / www.myspace.com/gorerottedmetal / www.myspace.com/mbpreview / http://www.metalblade.de/ / www.myspace.com/metalbladeeurope
RDS
Monday
Dark Sky – Empty Faces (2008) – AOR Heaven
RDS
Em retrospectiva:
Dark Sky – Living & Dying (2005) – AOR HeavenO gozo com que ouvi o novo trabalho deste Germânicos fez-me ir procurar a sua anterior oferta no meio do pó do armário dos CDs. “Living & Dying” soa mais 80s do que o novo disco, é mais melódico e tem uma certa aproximação AOR. Contém também grandes malhas com refrões memoráveis como “Save Our Souls”, “Living & Dying”, “Back Again”, “Play The Game” ou “Cute Little Lies”. Prefiro o novo trabalho mas, de qualquer modo, este não fica muito atrás da novidade “Emtpy Faces”. A (re)descobrir urgentemente. 70%
RDS
Soul Doctor – That’s Live! (2008) – Metal Heaven
RDS
50 Frases Assacínicas
Assacínicos:1 - Assacínicos: vivem numa cave e de vez em quando saem e regressam
2 - Ninguém Sabe Mas Tenho Medo…: de não regressarmos um dia
3 - … Foi Tudo Por Tua Culpa: que te auto-editámos
4 - Música: a próxima que vamos construir, é sempre a melhor
5 - Letras: o martírio de, só por vezes, ter imaginação para tal
6 - Estúdio: um stress muito bom
7 - Ao vivo: fumo ou não fumo? Bebo ou não bebo?...
8 - Rastilho: se não arder a bomba não explode
9 - Edição de Autor: dá mais gozo
Universos Musicais:
10 - Punk: è pena existirem poucos
11 - Hardcore: poucas ou nenhumas bandas, quando as há verdadeiramente o movimento “hardcore” da moda critica-as
12 - Metal: faz mais barulho que a madeira
13 - Gótico: movimento fantasioso, bom para fugir à merda da realidade
14 - Industrial: metal sem distorção
15 - Underground: só existe dissociado do mainstream, portanto para aqueles que se convencem de alternativos, o underground é será sempre uma miragem.
Bandas / Artistas:
16 - Mão Morta: se cantassem em inglês não nos comparariam, banda portuguesa de maior qualidade na actualidade
17 - Zeca Afonso: bom cantor, ficava apenas mal de capa e batina
18 - Sérgio Godinho: grande poeta e um dos primeiros rappers portugueses
19 - Mata Ratos: não aprecio, mas admiro a persistência
20 - Censurados: conheço-os apenas de “vista”
21 - Peste & Sida: afinal, mesmo que preferíssemos ECU´S… tivemos que levar com os euros
22 - Mler Ife Dada: a melhor banda portuguesa de sempre
23 - É M’as Foice: foice e ainda bem que não voltou
24 - Bizarra Locomotiva: banda de culto - bom
25 - Nihil Aut Mors: saudades de movimentos do género
26 - Belle Chase Hotel: não tenho pachorra para eles
27 - Alien Squad: a referência da terra – malta humilde e generosa - candidatos a Velha Guarda
28 - The Birthday Party: Nick Teenager
29 - Nick Cave & The Bad Seeds: Nick Senhor
30 - Bauhaus: na escola um rufia deu-me um estalo por lhe dizer de um modo invejoso que os betinhos é que gostavam dessas bandas (aquelas t-shirt´s eram caras e as calças elásticas justas também), mais tarde ao conhecer Bauhaus vim a adorá-los
31 - Tom Waits: o gajo quando era miúdo já tinha aquela voz?!!...se tinha, cresceu na solidão…gosto muito.
32 - Diamada Galás: women power
33 - Lydia Lunch: fala bem e canta mal.
34 - Nina Hagen: bela mulher de tomates, descarada.
35 - Einsturzende Neubauten: inovadores
Literatura:
36 - Kafka: retratou ao máximo a insegurança e a descompensação psíquica que (ainda) somos levados a viver nos tempos que correm
37 - Fernando Pessoa: urbano-depressivo iluminado
38 - J.R.R. Tolkien: não me consigo concentrar na leitura das suas obras, não nutro qualquer interesse por fadas, gnomos, hobbits e todos essas criaturas imaginárias
39 - Jules Verne: conheço relativamente as suas boas obras, nunca me despertou muito interesse
40 - Henry Miller: um escritor sincero, aquilo que todos os outros gostariam de ser, falta-lhes a coragem
Cinema:
41 - David Lynch: ver um dos seus filmes é sempre um bom exercício ao raciocínio interpretativo
42 - David Cronenberg: em miúdo passei muitas noites sem dormir por causa de “A Mosca”
43 - Alfred Hitchcock: adoro!
44 - Tim Burton: estilo único que apesar de conhecer bem consegue sempre surpreender-me
45 - Emir Kusturika: o verdadeiro Underground
46 - Quentin Tarantino: grandes diálogos quotidianos filosóficos. Realizador assumidamente feminista. Adoro esse seu lado.
47 - Monty Python: na comédia quando não se produz mais cai-se na saturação e já não me riu quando os vejo.
Geral:
48 - Portugal: Portugal…do que é que estás à espera?!...País de saloios que não trocava por outro
49 - Política: os nossos patrões existem, mesmo para quem pensa que não os tem, é deprimente.
50 - Religião: aquilo de que o país menos precisa para sair da ignorância
Assacínicos: www.myspace.com/assacinicos / http://www.assacinicos.blogspot.com/
Saturday
Checksound #4 - Junho 08
Murdering Tripping Blues – Knocking At The Backdoor Music (2008) – Raging Planet
RDS
Flesh – Worship The Soul Of Disgust (2008) – Pulverised Records
RDS
Sathanas – Crowned Infernal (2008) – Pulverised Records
RDS
Hail Of Bullets – …Of Frost And War (2008) – Metal Blade Records
RDS
Friday
Soilent Green - Interview

Very satisfied, they have done an amazing job for us. We had finished up our contract with Relapse and we both had a mutual feeling of wanting to part ways. A lot of the folks at Metal Blade have been fans for years, so they swooped in and we are completely happy with the change so far.
2 – Are you satisfied with this new album “Inevitable Collapse In The Presence Of Conviction”, the songs, the recording process, production, final product?
Yeah we are very proud of the new record. The recording process was our smoothest ever. I was all just a real good time. WE had a lot of drama we had to come to terms with and this album was a way to leave all the negativity behind. A true cleansing.
3 – The album was produced by Erik Rutan. How did you ended up working with him? Are you satisfied with his work?
We are more than satisfied. We have been friends with Erik before he recorded us. We met him when we toured with Morbid Angel and hit it off. We talked then about recording us. Once we did Confrontation with him we knew would want to go back and this time it went even smoother. He has the ability to record the organic tones that we like. He is an awesome producer and friend.
4 – Your music is a blend of several styles, from Grindcore to Death, from Sludge to Southern Rock, from Punk to 70s Heavy Rock, and even some Funk Rock. Which bands do you listen to and influence you to write music for Soilent Green? And books? And movies?I usually lately have been listening to anything but metal to get my influences. A lot of blues and r/b, also I’m a huge jazz fan. Al Green, Curtis Mayfield. Coltrane, Miles Davis, Charlie Patton, Howling Wolf are a few of our favourites. Movies and books I read are not really direct influences on our music.
5 – “Inevitable Collapse In The Presence Of Conviction” is a strange title (and so are the song titles). What does it means? What kind of subjects influenced you to write the lyrics for this record?
It is the basic idea of no hope. We have had a lot of drama in our history so at the time we had a feeling of why are we still doing this. We had to dig a little and realize why we even started, for the love of playing music. As far as the actual lyrics that is Ben’s department. I just write the music and let him do his thing.
6 – The cover artwork for this record is awesome but quite enigmatic. Who is responsible for the frontcover and what does it mean? Is it connected somehow with the lyrics?
The cover was done by John Van Fleet. He’s a huge icon in the U.S. comic industry. We are old comic nerds so it was an honour to work with him. It is connected somewhat to the concept of no hope. The actual cover is only one out of the three that John did for us. The girl in flight is connected to the very machine that is giving her that gift, symbolizing that no matter how hard you try you are set up for failure.
7 – Do you have a tour prepared to promote the record?
We have been on tour for about 9 weeks so far. We Played with Erik and Hate Eternal then went straight to Death Angel and Godforbid, And now we are with Dethklok. We are doing the only show of the Ozzfest too. We are really happy to be able be still be doing what we do twenty years in.
8 – You have now some space for a final message.
Well thank you for your time. And I guess just that if you did what we do then please if you have the chance come see us live. We like to pride ourselves as a live band and feel that is where we are most comfortable. Thanks again CHEERS!
Questions: RDS
Answers: Brian Patton (Guitar)
http://www.soilentgreen.net/ / www.myspace.com/soilentgreen / http://www.metalblade.de/
Saturday
Assacínicos – …Foi Tudo Por Tua Culpa (2008) – Edição de Autor / Clube Anos 70 À Tarde
RDS
Silent Planet Promotions
Chegou-me às mãos, recentemente, mais um pacote promocional com vários discos de Hard Rock e Heavy Metal, na linha mais tradicional, por parte da Silent Planet Promotions (http://www.silentplanetpromotions.com/). Alguns destes não são recentes mas, como a boa música não passa do prazo de validade, ainda vêm a tempo e são mais que bemvindos. Passo então a escrever umas breves considerações acerca de cada um dos registos.
Lanfear – Another Golden Rage (2005) – Nightmare Records
Enquanto não chega o novo trabalho de estúdio, os Alemães Lanfear apresentam aqui 11 temas de Heavy Metal tradicional na veia US Heavy / Power, puro, verdadeiro, sentido. Toques de Progressive Metal dão também o seu ar de graça e apimentam a coisa. Nomes como Helstar, Metal Church, Queensryche (inícios), Fates Warning, Iced Earth ou Dream Theater não serão estranhos a quem ouvir os Lanfear pela primeira vez. Grandes riffs e solos de guitarra, uma secção rítmica segura e competente e, acima de tudo isto, uma voz surpreendente. Já se fez melhor é certo, mas também já se fez pior. Longe de ser uma obra-prima, é um excelente disco de Heavy tradicional como já (quase) não se faz. Tem garra, tem alma, tem força, tem o verdadeiro espírito metaleiro. Querem melhor? 85% http://www.thelanfear.com/ / http://www.nightmare-records.com/
Madmen & Dreamers – The Children Of Chidren, An Original Rock Opera (2000)
Este é já de 2000 mas só agora tenho a hipótese de o ouvir. Trata-se, como o título indica, de uma “rock opera”. Disco duplo, 33 temas (intros e interlúdios contabilizados), Rock Progressivo de orientação tipicamente white rock / prog / metal (leia-se: cristão). O conceito lírico é algo rebuscado, lamechas, cheio de mensagens de vida, demasiado “bonitinho” e mundano para agradar ao comum apreciador de rock. Eu dispenso. Fica a música, e essa, até agrada. Mas até certo ponto. Rock Progressivo de ambientes sinfónicos, muito calminho, cliché quanto baste, nada de extraordinário. Original como clama o subtítulo? Nem pensar. Apenas para apreciadores “diehard” do género. Os outros afastem-se rapidamente. 40% http://www.madelf.com/ / http://www.madmen-and-dreamers.com/
Saint – Crime Scene Earth (2008) – Armor Records
Novo disco de estúdio para os veteranos Saint, no activo desde meados da década de 80. Hard ‘N’ Heavy duro, cru e com melodia quanto baste. As inspirações Judas Priest são mais que notórias. Ao ponto de cópia descarada, pode dizer-se. Aliás, temos até direito a uma versão de “Invader” da mítica banda Britânica. Black Sabbath (fase 80s), Iron Maiden (fase 80s), Accept e Saxon são outros nomes que podem vir à memória. Há aqui algumas ideias boas mas a colagem aos Priest não lhes dá muita margem para manobra. A produção crua, primitiva e caseira também não ajuda muito. Vale a pena por temas como “The Judas In Me” ou “Lost”. Pouco acima da média. Apenas para fãs e completistas deste tipo de Metal mais old-school e in-your-face. 55% http://www.saintsite.com/
Sandalinas – Living On The Edge (2005) – Nightmare Records
É a segunda vez que me chega às mãos (e ouvidos) este fabuloso disco de Sandalinas. Da 1º vez foi a edição Europeia por parte de Massacre. Ora, esta é a edição Norte-Americana por parte da Nightmare. A diferença está apenas no selo que acompanha o disco, pois de temas extra nada. O Espanhol Sandalinas alia-se aqui ao vocalista Apollo Papathanasio (Firewind) e a músicos de sessão mais que competentes para criar 10 temas de Heavy Metal melódico, forte, intenso. As guitarras estão em clara evidência, mas a voz de Papathanasio está ao mais alto nível e encaixa perfeitamente na música de Jordi Sandalinas. A secção rítmica segura, forte e extremamente flexível ajuda muito a segurar os elementos atrás evidenciados e, pode-se dizer, eleva-los e outro nível. Temas como “All Along The Everglades”, “Follow Me”, “If It Wasn’t For You” ou “The Conqueror” ficam na cabeça muito tempo após a audição. Fãs de Iron Maiden, DIO, Rainbow, Yngwie Malmsteen, Helloween, Europe, Whitesnake, Deep Purple, Masterplan, Jorn ou outros do género vão adorar cada segundo destes 38m30s. Aconselho vivamente. 85% http://www.sandalinas.com/ / http://www.nightmare-records.com/
Stairway – The Other Side Of Midnight (2006) – Self Released
11 temas compõem este disco dos Britânicos Stairway. Heavy Metal de inspiração Britânica (leia-se NWOBHM) com som cru e forte mas melódico quanto baste. Saxon e Iron Maiden (fase Somewhere In Time / Seventh Son) são as duas influências mais fortes. DIO pode ser outro nome a ter em conta. O que aqui está, está bem feito, tem garra, espírito, e soa sincero, lá isso é verdade. Mas será que apenas isso o poderá safar da mediania? Não me parece. Guitarras, voz, secção rítmica, tudo parece estar no ponto certo. Mas falta qualquer coisa que nos leve a abanar a cabeça com mais força e nos faça sacar da nossa “air guitar”. Falta aquele “je ne sais quoi”, como se costuma dizer. De qualquer modo, fãs deste estilo “velha escola” vão gostar. Experimentem e depois digam qualquer coisa. 65% http://www.stairwayonline.co.uk/ / www.myspace.com/stairway
RDS
Tuesday
The Blackout Argument - Smile Like A Wolf - Free Online EP
The band on the release of "Smile Like A Wolf":
"Dear lovers & fighters,
Lifeforce Records PO Box 301172 04251 Leipzig Germany
http://www.lifeforcerecords.com/ - www.myspace.com/lifeforcerecords
Saturday
Gloria Morti – Eryx (2008) – Cyclone Empire
RDS
Mightiest – Bloodyssey 1994-2003 (2CD 2008) – Cyclone Empire
RDS
Transit – Decent Man On A Desperate Moon (2008) – Karmakosmetix
RDS
















