Saturday

Concertos
















Robin Taylor – Isle Of Black (2008) – Transubstans Records

Nunca tinha ouvido falar deste senhor mas, pelo que parece, este é já o seu 11º disco a solo. Além de discos a nome próprio, este é também responsável pelos projectos Taylor’s Universe e Taylor’s Free Universe. Pouco mais de 42 minutos distribuídos por 6 faixas instrumentais é o que nos apresenta em “Isle Of Black”. Sinceramente, não encontrei motivo algum de interesse neste disco. Fusão de Krautrock, electrónica, Jazz e Progressivo, o material aqui contido além de ser muito simples é extremamente derivativo e lugar-comum, resultando apenas em desinteressantes deambulações e experiências sonoras por parte de Robin Taylor. É daquele tipo de trabalhos experimentais que dá gozo a um músico e o ajudam a evoluir como tal, mas que para o público em geral tem valor (quase) nulo. Os apreciadores do género poderão vir a encontrar algo de fabuloso que me tenha escapado mas, para já, isto não me diz nada. 35% www.progressor.net/robin-taylor / http://www.recordheaven.net/ / www.myspace.com/transubstans
RDS

Faith – Blessed? (2008) – Transubstans Records

Os Faith são Suecos e, apesar de vários hiatos, existem desde 1984. Além de um 7” em 1986, não editaram mais nada até 2003, altura em que primeiro disco viu a luz do dia (ou as trevas da noite!). Este é já o terceiro, “Blessed?”, e o primeiro através da Transubstans. Ao todo são 9 temas em pouco mais de 50 minutos de Doom Rock bem negro, depressivo, melancólico, épico, ora arrastado ora mais groovy, com toques Folk (muito) e de psicadelismo (algum). Gosto muito deste tipo de Doom com fortes influências de 70s Heavy Rock e com voz limpa e épica. A vertente Folk também ajuda muito ao ambiente místico, denso, cru e orgânico do disco. Ao núcleo duro de guitarra / baixo / bateria junta-se ainda um violino e um nyckelharpa (um instrumento tradicional Sueco). Para não variar nas edições desta editora, mais uma pérola que me chega às mãos. Aconselho vivamente a fãs de Heavy Doom Rock Metal e de nomes como Black Sabbath, Pentagram, Saint Vitus, Trouble, Candlemass, Black Widow, Leaf Hound ou Sir Lord Baltimore. 90% http://www.faitharmy.com/ / www.myspace.com/faith2ya / http://www.recordheaven.net/ / www.myspace.com/transubstans
RDS

Me First And The Gimme Gimmes – Have Another Ball! The Unearthed A-Sides Album (2008) – Fat Wreck Chords

Este é já o 7º disco dos Gimme Gimmies, uma banda composta por elementos de NOFX, Lagwagon, Swingin’ Utters ou Foo Fighters e que se dedica a fazer versões de clássicos Pop numa linha Punk Rock melódico. Mas não estamos aqui a falar de uma nova gravação. O primeiro disco, “Have Another Ball” de 1997, era previsto ser duplo, o que não chegou a acontecer. Pois, estas gravações a que temos direito agora são as originais que viriam a fazer o 2º disco e que, devidamente remisturadas e remasterizadas, aqui estão finalmente disponíveis para os fãs do projecto. É mais do mesmo o que, para mim, já começa a cansar. Um disco ou dois é engraçado mas, mais do que isso, já é esticar a corda ao limite. Versões Punk de temas de Elton John, Neil Diamond, Jonh Denver, temas “kitsch” dos 70s ou, ainda pior, Country, não são assim tão engraçados como poderá parecer à primeira. E então se chegarmos ao exagero… Para ouvir uma vez e guardar no armário. Apenas para os completistas destas coisas do Punk Rock melódico. 40% http://www.gimmegimmes.com/ / http://www.fatwreck.com/
RDS

The Real McKenzies – Off The Leash (2008) – Fat Wreck Chords

Os Canadianos Real McKenzies voltam à carga com 13 novos temas de estúdio neste “Off The Leash”. O estilo é o mesmo de sempre, sem tirar nem pôr, mas isso não é necessariamente mau. A única diferença é que neste novo trabalho estão com um som mais “radio friendly” e com um som polido demais, mas não demasiado que vá assustar os fãs de longa data. A habitual fusão de Punk melódico e melodias Folk Escocesas dos últimos 14 anos continua a agradar. Guitarra fortes mas com muita melodia, secção rítmica segura, kilts, gaitas-de-foles, voz entre o arranhado e o melódico, uísque escocês e muita diversão, são estes os ingredientes para a festa. Este não é o meu disco favorito da banda mas ouve-se bem. Mais um para os fãs da banda e de nomes como Pogues, Dubliners, Flogging Molly, Green Day, Gogol Bordello ou Dropkick Murphys. 70% http://www.realmckenzies.com/ / http://www.fatwreck.com/
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Monday

Artworx + Mindfeeder - Ponto de Encontro - 4 de Julho


Umeed - Concertos


Indies Records

A Indies Records da República Checa vai passar a colocar online um disco por mês, completamente gratuito. Para isso basta irem à página oficial e fazer o download. Aqui fica a mensagem da editora:
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"There is new service available for our customers on http://www.indies.eu/ - visitors can download one CD for free (see an article: Every month one tittle from Indies Scope Records for free). Every month one title from Indies Scope Records for free: http://www.indies.eu/en/info/536/every-month-one-title-from-indies-scope-records-for-free/".
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O primeiro disco, Steak! "Meat-House Chicago I.R.A." (lendária banda Hardcore da R. Checa), já está disponível neste endereço:
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Além disso têm algumas novidades a ser editadas brevemente:
Gipsy.cz - Reprezent (romano hip hop style) -http://www.indies.eu/en/alba/193/reprezent/
Cankisou - Le la (etno world beat) - http://www.indies.eu/en/alba/183/le-la/
Terne Chave - More, Love (gipsy urban music) -http://www.indies.eu/en/alba/174/more-love/
Budoar Stare Damy - Dobrou noc, svetlo (alternative rock) -http://www.indies.eu/en/alba/184/dobrou-noc-svetlo/
Minach - Zimoriavky (jazz chanson) -http://www.indies.eu/en/alba/160/zimomriavky/
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Sunday

The Rotted – Get Dead Or Die Trying (2008) – Metal Blade Records

Devido a diversas mudanças de formação, e até de sonoridade, os Britânicos Gorerotted decidiram mudar o seu nome para The Rotted (como já eram apelidados pelos fãs). Novo nome, novo trabalho, nova sonoridade, nova vida. Apesar de todas estas mudanças não se pode falar propriamente de uma viragem brusca, mas sim de uma progressão natural em relação a aquilo que tinham vindo a fazer. “Get Dead Or Die Trying” é, portanto, o digno sucessor do anterior “A New Dawn For The Dead” (Metal Blade, 2005), afirmando um passo em frente no som Rotted mas sem esquecer o passado.
Punk, Crust, Death, Grind, Black, Doom Rock, tudo faz parte da amálgama sonora dos The Rotted, passando as influências pelo Death / Grind / Gore de nomes como Cannibal Corpse, Napalm Death, Carcass; pelo Punk / Crust de Discharge, Exploited ou GBH; ou até o som mais tradicional de Motörhead ou Black Sabbath.
Fantásticas ideias retiradas de todos os quadrantes musicais já referidos; riffs ora mais viscerais ora mais técnicos; secção rítmica extremamente técnica, complexa e versátil; voz também ela muito versátil; são estes os ingredientes que formam a música dos Rotted, tudo encimado por um som consistente, poderoso e limpo mas com aquele toque cru e visceral necessário ao género. A gravação, mistura e masterização de Russ Russell (Napalm Death, Exploited, Lock Up, Dimmu Borgir) são uma mais valia para esse resultado final. Russell foi ainda assistido nas gravações por James Dunkley (Blaze Bailey, Crass, Fields Of The Nephilim, Crowbar). Quanto à capa, responsabilidade de Mick Kenney (Gorerotted, Napalm Death, Annal Nathrakh), não sei porquê mas faz-me lembrar o Punk de 77, em especial os Sex Pistols mas, de certa forma, encaixa na perfeição no som da banda.
O anterior disco já era um portento da música extrema do século XXI e, pensava eu, era quase impossível de ultrapassar mas os Rotted conseguiram-no com este “Get Dead Or Die Trying”. Um dos melhores discos de música extrema que tive o prazer de ouvir nos últimos anos. Recomendo vivamente! 95% www.myspace.com/therotted / www.myspace.com/gorerottedmetal / www.myspace.com/mbpreview / http://www.metalblade.de/ / www.myspace.com/metalbladeeurope
RDS

Monday

Dark Sky – Empty Faces (2008) – AOR Heaven

Este é já o 4º disco de estúdio para os Alemães Dark Sky. Um grande discaço de Hard Rock com uns tomates do tamanho do mundo é isso que temos aqui meus senhores! São 11 temas, entre as quais uma fabulosa versão hard-rock de “Maniac” de Michael Sembello, de puro Hard Rock com muitos elementos “old school” mas com uma orientação bem moderna. Boas ideias, guitarradas do caraças, melodias “catchy”, solos fabulosos, secção rítmica bem potente e segura, voz forte mas com muita melodia. A grande virtude dos Dark Sky é conseguirem escrever grandes malhas, com identidade, com muito potencial radiofónico mas sem perder aquele “feeling” Hard Rock puro. A maior parte dos temas tem refrões bem orelhudos, daqueles que ficam bastante tempo na cabeça após a audição do CD, tais como “Hand Up”, “Empty Faces” ou ainda a já referida “Maniac”. Recomendo vivamente! 85% http://www.dark-sky.de/ / http://www.aorheaven.com/
RDS

Em retrospectiva:
Dark Sky – Living & Dying (2005) – AOR Heaven
O gozo com que ouvi o novo trabalho deste Germânicos fez-me ir procurar a sua anterior oferta no meio do pó do armário dos CDs. “Living & Dying” soa mais 80s do que o novo disco, é mais melódico e tem uma certa aproximação AOR. Contém também grandes malhas com refrões memoráveis como “Save Our Souls”, “Living & Dying”, “Back Again”, “Play The Game” ou “Cute Little Lies”. Prefiro o novo trabalho mas, de qualquer modo, este não fica muito atrás da novidade “Emtpy Faces”. A (re)descobrir urgentemente.
70%
RDS

Soul Doctor – That’s Live! (2008) – Metal Heaven

Primeiro disco ao vivo para os Alemães Soul Doctor. “That’s Live!” é composto por 13 temas, retirados dos 4 discos de estúdio da banda, gravados entre 2005 e 2007, supostamente na Europa (apenas se ouvem apresentações de temas em Alemão). Não sou particularmente fã deste tipo de “manta de retalhos”, preferindo a gravação de um único concerto, no entanto, o disco está feito de modo a parecer um único espectáculo, e o som foi retocado em estúdio para dar essa sensação. Não gosto deste tipo de discos semi-live. A interacção com o público na sua língua materna também corta algum do feeling para quem não fala alemão. Hard Rock de linhagem tradicional e roqueira, longe das tendências mais pesadas do género é o que nos apresentam. Há algum peso, isso é verdade, mas a melodia e o feeling roqueiro é que comandam. Não sei porquê, este tipo de bandas faz-me lembrar uma concentração motard. Não é bem o meu estilo mas, para os apreciadores de nomes como AC/DC, Rose Tattoo, Scorpions, Whitesnake, Tygers Of Pan Tang, Saxon, e outros que tais, vão gostar com certeza. Fica ainda a informação de que existe uma edição dupla na qual se tem direito a um 2º disco com raridades. 65% http://www.souldoctorrocks.com/ / www.myspace.com/souldoctorrock / http://www.metalheaven.net/
RDS

50 Frases Assacínicas

Assacínicos:
1 - Assacínicos: vivem numa cave e de vez em quando saem e regressam
2 - Ninguém Sabe Mas Tenho Medo…: de não regressarmos um dia
3 - … Foi Tudo Por Tua Culpa: que te auto-editámos
4 - Música: a próxima que vamos construir, é sempre a melhor
5 - Letras: o martírio de, só por vezes, ter imaginação para tal
6 - Estúdio: um stress muito bom
7 - Ao vivo: fumo ou não fumo? Bebo ou não bebo?...
8 - Rastilho: se não arder a bomba não explode
9 - Edição de Autor: dá mais gozo

Universos Musicais:
10 - Punk: è pena existirem poucos
11 - Hardcore: poucas ou nenhumas bandas, quando as há verdadeiramente o movimento “hardcore” da moda critica-as
12 - Metal: faz mais barulho que a madeira
13 - Gótico: movimento fantasioso, bom para fugir à merda da realidade
14 - Industrial: metal sem distorção
15 - Underground: só existe dissociado do mainstream, portanto para aqueles que se convencem de alternativos, o underground é será sempre uma miragem.

Bandas / Artistas:
16 - Mão Morta: se cantassem em inglês não nos comparariam, banda portuguesa de maior qualidade na actualidade
17 - Zeca Afonso: bom cantor, ficava apenas mal de capa e batina
18 - Sérgio Godinho: grande poeta e um dos primeiros rappers portugueses
19 - Mata Ratos: não aprecio, mas admiro a persistência
20 - Censurados: conheço-os apenas de “vista”
21 - Peste & Sida: afinal, mesmo que preferíssemos ECU´S… tivemos que levar com os euros
22 - Mler Ife Dada: a melhor banda portuguesa de sempre
23 - É M’as Foice: foice e ainda bem que não voltou
24 - Bizarra Locomotiva: banda de culto - bom
25 - Nihil Aut Mors: saudades de movimentos do género
26 - Belle Chase Hotel: não tenho pachorra para eles
27 - Alien Squad: a referência da terra – malta humilde e generosa - candidatos a Velha Guarda
28 - The Birthday Party: Nick Teenager
29 - Nick Cave & The Bad Seeds: Nick Senhor
30 - Bauhaus: na escola um rufia deu-me um estalo por lhe dizer de um modo invejoso que os betinhos é que gostavam dessas bandas (aquelas t-shirt´s eram caras e as calças elásticas justas também), mais tarde ao conhecer Bauhaus vim a adorá-los
31 - Tom Waits: o gajo quando era miúdo já tinha aquela voz?!!...se tinha, cresceu na solidão…gosto muito.
32 - Diamada Galás: women power
33 - Lydia Lunch: fala bem e canta mal.
34 - Nina Hagen: bela mulher de tomates, descarada.
35 - Einsturzende Neubauten: inovadores

Literatura:
36 - Kafka: retratou ao máximo a insegurança e a descompensação psíquica que (ainda) somos levados a viver nos tempos que correm
37 - Fernando Pessoa: urbano-depressivo iluminado
38 - J.R.R. Tolkien: não me consigo concentrar na leitura das suas obras, não nutro qualquer interesse por fadas, gnomos, hobbits e todos essas criaturas imaginárias
39 - Jules Verne: conheço relativamente as suas boas obras, nunca me despertou muito interesse
40 - Henry Miller: um escritor sincero, aquilo que todos os outros gostariam de ser, falta-lhes a coragem

Cinema:
41 - David Lynch: ver um dos seus filmes é sempre um bom exercício ao raciocínio interpretativo
42 - David Cronenberg: em miúdo passei muitas noites sem dormir por causa de “A Mosca”
43 - Alfred Hitchcock: adoro!
44 - Tim Burton: estilo único que apesar de conhecer bem consegue sempre surpreender-me
45 - Emir Kusturika: o verdadeiro Underground
46 - Quentin Tarantino: grandes diálogos quotidianos filosóficos. Realizador assumidamente feminista. Adoro esse seu lado.
47 - Monty Python: na comédia quando não se produz mais cai-se na saturação e já não me riu quando os vejo.

Geral:
48 - Portugal: Portugal…do que é que estás à espera?!...País de saloios que não trocava por outro
49 - Política: os nossos patrões existem, mesmo para quem pensa que não os tem, é deprimente.
50 - Religião: aquilo de que o país menos precisa para sair da ignorância


Assacínicos: www.myspace.com/assacinicos / http://www.assacinicos.blogspot.com/

Saturday

Checksound #4 - Junho 08

Já se encontra disponível para download o número 4 da revista online Checksound. Como habitual, algumas das críticas deste Fénix encontram-se por lá. O link para download da revista em formato pdf é o mesmo de sempre:
http://www.checksound.eu/

Murdering Tripping Blues - Uncontrollable Nervous Boogie (2008)

Murdering Tripping Blues – Knocking At The Backdoor Music (2008) – Raging Planet

Este é o disco de estreia de Murdering Tripping Blues, um power trio composto por Henry Leone Johnson, Johnny Dynamite e Mallory Left Eye. 10 temas fazem a fusão de um Rock ‘N’ Roll bem “old school” com Blues Rock e algum Punk. É bem “trashy”, “lo-fi” e algo psicadélico por vezes, mas sempre sem perder a força necessária para agradar a fãs de uma linha mais limpa. Do Chuck Berry à Blues Spencer Explosion, dos Kyuss aos Queens Of The Stone Age, dos Stooges aos MC5, dos (International) Noise Conspiracy aos Fu Manchu, do R.L. Burnside ao Johnny Cash, as influências da banda abrangem um pouco de tudo. Algumas participações apimentam a coisa ainda mais: o coro do trio de DJs “The Vanity Sessions”, a cantora / actriz Patrícia Andrade, The Infernal Secret Choir e ainda Luís Lamelas e Fernando Matias dos [F.e.v.e.r.]. Quem disse que já não se faz bom Rock ‘n’ Roll? Muito melhor do que algum do material revivalista que tem inundado as rádios e tabelas de vendas por esse mundo fora nos últimos anos. Aqui o espírito soa legítimo, nada de saltar para a carruagem da moda e ver no que dá. Recomendo vivamente! 85% http://www.myspace.com/murderingtrippingblues / http://www.ragingplanet.web.pt/ / www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal
RDS

Flesh – Worship The Soul Of Disgust (2008) – Pulverised Records

Flesh é o projecto a solo de Pete Flesh (Deceiver, Thrown, ex-Maze Of Torment) e este é o seu novo trabalho intitulado “Worship The Soul Of Disgust”. Pete gravou as vozes, guitarras e baixo, tendo Flingan actuado como baterista de sessão. Death / Black linha old school, negro, intenso, cru e com os dois pés firmemente apoiados no Underground é o que Pete nos traz nestes 9 temas. Nada de novo ou original, apenas os clichés do género em toda a sua plenitude. Mas isso não é necessariamente mau, se as coisas forem feitas na perfeição, como é o caso deste disco. A gravação e as misturas foram realizadas por Tommy Tagtgren nos Abyss Studios. A masterização ficou a cargo de Nicklas Rudolfsson (Runemagick, ex-Deathwitch, ex-Swordmaster). A capa bem simples mas bem old school, a fazer lembrar as capas das maquetes de meados dos 90s, é da autoria de Erik Sahlstrom (Maze Of Torment, General Surgery). Recomendo apenas aos fãs “diehard” do estilo; os outros afastem-se rapidamente desta descarga directa, pura e crua de Death / Black. 70% www.myspace.com/peteflesh / http://www.puverised.net/
RDS

Sathanas – Crowned Infernal (2008) – Pulverised Records

Estes veteranos do Underground Norte-Americano, no activo desde 1988, estão de volta com um novo disco. 11 temas de Black Death Thrash na linha old school, negro, demoníaco e intenso é o que nos apresentam em 41 minutos. Os riffs, os solos, a secção rítmica, a voz, tudo remete para o Underground mais negro dos finais dos 80s e meados dos 90s. Fantásticos riffs, melodias bem negras, secção rítmica potente e imaginativa, voz bem demoníaca, são os ingredientes que fazem o todo. A aliar à música temos ainda a fabulosa capa da autoria de Kristian Wahlin, responsável por capas de Emperor, At The Gates, Therion, Bathory, Edge Of Sanity e até King Diamond. Para fãs de bandas como Venom, Possessed, Slayer (inícios), Usurper, The Chasm, Acheron, Necrophobic, Hypocrisy (inícios) e outros que tais. 85% http://www.sathanas.net/ / www.myspace.com/sathanasmetal / http://www.puverised.net/
RDS

Hail Of Bullets – …Of Frost And War (2008) – Metal Blade Records

Hail Of Bullets é uma superbanda composta por Martin van Drunen (voz, Pestilence, Asphyx, Bolt Thrower), Theo van Eekelen (baixo, Houwitzer), Ed Warby (bateria, Gorefest), Paul Baayens e Stephan Gebédi (guitarras, Thanatos). A estreia em longa-duração “…Of Frost And War” é um disco conceptual sobre a frente do Leste durante a 1ª guerra mundial. Ao todo são 11 faixas de Death Metal bem old-school, cru, sujo, agressivo, poderoso, ora mais rápido, ora mais balançado. Fãs de lendas como Autopsy, Bolt Thrower, Gorefest, Dismember, Pestilence, Asphyx, Thanatos, Death ou Celtic Frost têm aqui cerca de 53 minutos bem (des)agradáveis. A mistura e masterização de Dan Swanö nos seus Unisound Studios conferem à gravação uma aura old-school que lhe assenta que nem uma luva. Mas não pensem que isto soa datado ou nostálgico, muito pelo contrário, soa bem fresco (ou podre, como preferirem) e actual. A adicionar a isto tudo ainda temos a fantástica capa cortesia de Evil Mickey (Gorerotted, The Monolith Deathcult, etc) que se coaduna na perfeição com o conteúdo lírico. Um “must” para fãs do estilo. Recomendo vivamente! 90% http://www.hailofbullets.com/ / www.myspace.com/hailoffuckenbullets / http://www.metalblade.de/
RDS

Friday

Soilent Green - Interview

1 – New record, new label. How did you ended up signing with Metal Blade? Are you satisfied with their work with the band so far?
Very satisfied, they have done an amazing job for us. We had finished up our contract with Relapse and we both had a mutual feeling of wanting to part ways. A lot of the folks at Metal Blade have been fans for years, so they swooped in and we are completely happy with the change so far.

2 – Are you satisfied with this new album “Inevitable Collapse In The Presence Of Conviction”, the songs, the recording process, production, final product?
Yeah we are very proud of the new record. The recording process was our smoothest ever. I was all just a real good time. WE had a lot of drama we had to come to terms with and this album was a way to leave all the negativity behind. A true cleansing.

3 – The album was produced by Erik Rutan. How did you ended up working with him? Are you satisfied with his work?
We are more than satisfied. We have been friends with Erik before he recorded us. We met him when we toured with Morbid Angel and hit it off. We talked then about recording us. Once we did Confrontation with him we knew would want to go back and this time it went even smoother. He has the ability to record the organic tones that we like. He is an awesome producer and friend.

4 – Your music is a blend of several styles, from Grindcore to Death, from Sludge to Southern Rock, from Punk to 70s Heavy Rock, and even some Funk Rock. Which bands do you listen to and influence you to write music for Soilent Green? And books? And movies?
I usually lately have been listening to anything but metal to get my influences. A lot of blues and r/b, also I’m a huge jazz fan. Al Green, Curtis Mayfield. Coltrane, Miles Davis, Charlie Patton, Howling Wolf are a few of our favourites. Movies and books I read are not really direct influences on our music.

5 – “Inevitable Collapse In The Presence Of Conviction” is a strange title (and so are the song titles). What does it means? What kind of subjects influenced you to write the lyrics for this record?
It is the basic idea of no hope. We have had a lot of drama in our history so at the time we had a feeling of why are we still doing this. We had to dig a little and realize why we even started, for the love of playing music. As far as the actual lyrics that is Ben’s department. I just write the music and let him do his thing.

6 – The cover artwork for this record is awesome but quite enigmatic. Who is responsible for the frontcover and what does it mean? Is it connected somehow with the lyrics?
The cover was done by John Van Fleet. He’s a huge icon in the U.S. comic industry. We are old comic nerds so it was an honour to work with him. It is connected somewhat to the concept of no hope. The actual cover is only one out of the three that John did for us. The girl in flight is connected to the very machine that is giving her that gift, symbolizing that no matter how hard you try you are set up for failure.

7 – Do you have a tour prepared to promote the record?
We have been on tour for about 9 weeks so far. We Played with Erik and Hate Eternal then went straight to Death Angel and Godforbid, And now we are with Dethklok. We are doing the only show of the Ozzfest too. We are really happy to be able be still be doing what we do twenty years in.

8 – You have now some space for a final message.
Well thank you for your time. And I guess just that if you did what we do then please if you have the chance come see us live. We like to pride ourselves as a live band and feel that is where we are most comfortable. Thanks again CHEERS!

Questions: RDS
Answers: Brian Patton (Guitar)

http://www.soilentgreen.net/ / www.myspace.com/soilentgreen / http://www.metalblade.de/

Saturday

Assacínicos – …Foi Tudo Por Tua Culpa (2008) – Edição de Autor / Clube Anos 70 À Tarde

Ahhh! Ainda me lembro do 1º disco destes alienados da realidade, “Ninguém Sabe Mas Tenho Medo…” (Rastilho, 2004). “Oh! Ainda se faz deste tipo de material em Portugal? Fantástico!”. Assacínicos? O nome já prometia! A fusão de géneros, as letras, a vocalização, o cheiro de mofo a trazer à memória o Underground nacional dos 90s, estava tudo no ponto. Rock alternativo, Dark, Punk, Hardcore, Metal, uns toques de Rock Industrial e uma loucura fora do normal fazem o todo. Este novo “…Foi Tudo Por Tua Culpa” segue a mesma linha. Faz-me recuar no tempo, numa época em que o Underground nacional era ainda rico em propostas aliciantes. Juntem no mesmo caldeirão Mão Morta, Zeca Afonso, Sérgio Godinho, Mata Ratos, Censurados, Peste & Sida, Mler Ife Dada, É M’as Foice, Bizarra Locomotiva, Nihil Aut Mors, Culto Da Ira, Ocaso Épico, Belle Chase Hotel, Santa Maria Gasolina Em Teu Ventre, Kradiolina Nicotine, Ecos da Cave, … ufa! E nomes fora do panorama nacional? The Birthday Party é certo; e já agora um pouco de Nick Cave e os seus Bad Seeds; Bauhaus, talvez; Tom Waits, pois claro; e adiciono ainda o trio maldito de “femmes fatales” formado por Diamada Galás, Lydia Lunch e Nina Hagen. Einsturzende Neubauten; não me perguntem porquê mas tinha de incluir este nome nesta crítica. Vá-se lá saber porquê! Uma viagem sem retorno é o que se promete na audição desta maldita rodela cinzenta. Nunca mais serão os mesmos. Isso é certo. Não são vocês que não o vão conseguir largar, é ele que não vos vai largar. Larga-me se faz favor! Mas será que eu quero mesmo? Ele passa-me por cima, cilindra-me, sem dó nem piedade, e no fim, com o ventre aberto, as vísceras espalhadas pelo chão, num estado catatónico, mesmo assim, o meu braço direito eleva-se, o dedo indicador a tentar chegar mais uma vez ao botão play. Aaarrgghh! 95% www.myspace.com/assacinicos / http://www.assacinicos.blogspot.com/
RDS