Sunday

Divinefire – Farewell (2008) – CM Sweden / Rivel Records

Este é já o 4º trabalho dos Suecos Divinefire. Infelizmente, e como o título do álbum indica, este é o último disco da banda. Como se costuma dizer, quando um cisne está a morrer, o seu último canto é o mais belo. Pois, este é o “canto do cisne” dos Divinefire. O mais épico, o mais sinfónico, o mais pesado, o mais rápido, o mais groovy, o mais melódico, o aprimorar da fórmula e, portanto, o melhor dos 4 discos. O único senão, pelo menos para mim, é a constante e abusiva vertente cristã no conteúdo lírico. Mas se alguém tem problemas com isso, apenas lhe posso recomendar o seguinte (que foi o que eu fiz): concentrem-se apenas na parte instrumental e já têm material mais que satisfatório para vos ocupar os sentidos. Para quem não conhece ainda (“shame on you”) os Divinefire tocam um Metal sinfónico bem épico, algures entre o Power Metal mais melódico e o Metal mais extremo. Recomendo a fãs de Therion, Symphony X, Narnia, Yngwie Malmsteen, Haggard, Nightwish, At Vance, e outros que tais. 85% http://www.divinefire.net/ / http://www.cmsweden.com/ / http://www.rivelrecords.com/ / http://www.germusica.com/
RDS

Saturday

Austrian Death Machine – Total Brutal (2008) – Metal Blade Records

Austrian Death Machine é um projecto solo de Tim Lambesis dos As I Lay Dying. O disco “Total Brutal” é exclusivamente “dedicado” a Arnold Schwarzenegger e aos seus filmes. Sempre com muito humor, por vezes até a rondar o ridículo (humor tipicamente Norte-Americano diria eu), ao longo de pouco mais de 38 minutos vão desfilando temas como “Get To The Choppa”, “I Am A Cybernetic Organism, Living Tissue Over (Metal) Endoskeleton” ou “Screw You (Benny)”. A interligar os temas temos várias passagens faladas pelo próprio Arnold (a voz é mesmo parecida!). Supostamente o vocalista da banda é o sr.universo/actor/governador. O som? Thrash Metal da velha escola com toques Crossover / Hardcore e algumas influências mais modernas. Tim Lambesis compôs, produziu e gravou quase tudo no disco, à excepção de alguns solos gravados por amigos. A música é brutalíssima, Thrash / Crossover do melhor, linha Exodus, Nuclear Assault, SOD, DRI e até nomes mais recentes como os próprios As I Lay Dying. A nível lírico, a coisa até tem graça por momentos, mas depois esgota-se e acaba por retirar algum valor à parte musical. A capa, desenhada por Ed Repka (Megadeth, Death, Nuclear Assault, Atheist, etc), reflecte bem essa componente velha guarda, típica dos discos do estilo nos 90s. Um disco deste levado mais a sério teria um lugar cimeiro no actual cenário metálico e, principalmente, neste presente reviver do Thrash old school. Uma mera curiosidade, talvez, mas que vale a pena experimentar. 70% http://www.metalblade.de/
RDS

Wednesday

V/A - "Círculo de Fogo #5 Convergências" - Disponível online para download gratuito

V/A - "CÍRCULO DE FOGO #5 CONVERGÊNCIAS"

download + info @ http://www.circulodefogo.com/
[metal rock punk hardcore gothic prog]

Visitem http://www.circulodefogo.com/ e façam o download (gratuito & autorizado) da e-compilação "CÍRCULO DE FOGO #5 CONVERGÊNCIAS".
Contém 18 bandas portuguesas, direccionadas para as várias tribos do metal, do rock, do punk, do hardcore, do gótico e do progressivo: Banshee And Something Else We Can't Remember, Casablanca, Concealment, Damien's Trail Of Blood, Dead Meat, Dinosaur, Epping Forest, Gargula, Heavenly Bride, If Lucy Fell, Last Hope, MaNtRa Projekt, Project Creation, Qwentin, Rolls Rockers, Secrecy, The Godiva, X-Cons.

01. CASABLANCA - "The perfect meal"
02. X-CONS - "Far away"
03. QWENTIN - "Casualty friday"
04. MANTRA PROJEKT - "Jaya Shiva Shankara Bhôm"
05. LAST HOPE - "Estás acabado!"
06. IF LUCY FELL - "Lady Sam" [EDIT VERSION]
07. SECRECY - "Another dimension" [UNRELEASED]
08. HEAVENLY BRIDE - "Wonder"
09. PROJECT CREATION - "Flying thoughts"
10. BANSHEE AND SOMETHING ELSE WE CAN'T REMEMBER - "This place is a zoo"
11. ROLLS ROCKERS - "Bitch"
12. GARGULA - "V12"
13. DINOSAUR - "Life is for the living"
14. DAMIEN'S TRAIL OF BLOOD - "Fake times"
15. CONCEALMENT - "Resonance"
16. THE GODIVA - "Spiral"
17. EPPING FOREST - "Sphinx's riddle"
18. DEAD MEAT - "Smell over the rotten pussy"

Download em:

http://www.circulodefogo.com/

Checksound #5 - Julho 2008

O número #5 da revista online Checksound, respeitante ao mês de Julho de 2008, já está disponível. Como habitual, algumas das críticas apresentadas no Fénix podem ser lá encontradas, além de muito outro material de interesse. O download do pdf é no mesmo local de sempre: http://www.checksound.eu/

The Battalion – Stronghold Of Men (2008) – Dark Essence / Karisma

The Battalion é uma nova banda Norueguesa que inclui ex-elementos de bandas como Old Funeral, Taake, Borknagar, Grimfist, Bombers, etc. Depois de um 7” eis que surge o disco de estreia através da Dark Essence. 36 minutos e meio de Black / Death / Thrash bem old-school é o que nos apresentam nestes 11 temas. Ruidoso, cru, sujo, agressivo, sem regras. É assim o som deste Battalion. Nomes como Iron Maiden, Motörhead, Venom, Possessed, Celtic Frost, Discharge, Amebix, GBH, Sodom, Kreator (inícios), Sepultura (inícios), Destruction, Nuclear Assault, e outros que tais, não são estranhos a estes senhores. Gostei do som, gostei da atitude, gostei da alma (bem negra., como se quer!). Muito bom! Recomendado a fãs do Thrash / Death da velha escola. Realce ainda para uma participação especial de Abbath dos Immortal. 85% www.myspace.com/thebatallion666 / http://www.karismarecords.no/ / http://www.darkessencerecords.no/
RDS

Helheim – Kaoskult (2008) – Dark Essence / Karisma

“Kaoskult” é o novo trabalho de estúdio dos Helheim, veteranos do Viking Metal Norueguês. Ao todo são 41 minutos divididos em 9 novos temas. O estilo é o mesmo de sempre, portanto, mais Viking Metal do mais alto nível, mas neste “Kaoskult” estão muito mais épicos e sinfónicos do que antes. Além desta vertente épica mais acentuada, os Helheim introduzem na sua música alguns momentos progressivos e experimentais, factor que aumenta o interesse em “Kaoskult”. Este trabalho marca o regresso do teclista Lindheim à banda, assim como o regresso às letras na língua mãe (apenas duas faixas são vocalizadas em inglês). Outros pontos de interesse são as participações especiais dos vocalistas Marius Lynghjem (Corvine), Royce (HellHikers) e Bjornar Nilsen (Vulture Industries, também produtor deste disco). Recomendo vivamente a fãs da banda, de Viking Metal e das últimas propostas mais Avantgarde vindas da Noruega. 80% http://www.helheim.com/ / www.myspace.com/helheimnorway / http://www.karismarecords.no/ / http://www.darkessencerecords.no/
RDS

Tuesday

Concertos




The Rotted - Interview

1 – New record, new band name. Why did you decided to change the name from Gorerotted to The Rotted?
It’s basically due to a combination of things that have made it clear to us that we’re not Gorerotted anymore. There’s only Tim and me left from the first album now, our sound has expanded hugely, the gore lyrics have gone and it just feels like we’ve done everything we wanted to with Gorerotted. Starting again as The Rotted has given us all a new enthusiasm and a new sense of freedom, and any limitations Gorerotted had put on us have gone. We’ve laid our old band to rest in a respectful manner, and we’ll always be proud of the things we did in those days, but now we’re looking to the future.

2 – Are you satisfied with this new album “Get Dead Or Die Trying”, the songs, the recording process, production, final product?
Yes, very, when we were in the rehearsal studio at the beginning of the year the songs just took on this whole new life. I don’t think any band should release an album that they’re not totally satisfied with and that doesn’t feel completely relevant to them. We’re all 100% behind this album and everything that went into it

3 – In the recording process you worked with producer Russ Russell and James Dunkley. How did you ended up working with them? Are you satisfied with their work?
We found a video documentary about Russ on the internet when we were looking for producers, and after watching him talk about his work and after seeing how much enthusiasm and skill he has, we knew we wanted to work with him. We wanted a crisp and clear production, but we didn’t want a robotic, lifeless production like a lot stuff we hear these days, when everything’s been totally processed. This sounds like a band playing, it’s a very organic record, very intense, and very aggressive. But it’s also very catchy and musical too.

4 – Right now, your music is a blend of several styles, Punk, Crust, Thrash, Death, Grind, Black and even some Classic Rock and Heavy Doom. Which bands do you listen to and influence you to write music for The Rotted? And books? And movies?
There’s no specific bands that we’ve taken ideas from, it’s not been a case of hearing someone doing something that we like and then trying to incorporate it into our work, but more the fact that the styles we’re all into is obviously going to have shaped the way we write, so our music’s basically a mix of extreme metal, punk and rock, or any decent guitar-based music, like you said. I don’t feel anyone should surpress anything when writing, I think all of your personality should go into your music, and if you’re into a range of styles, you shouldn’t discount certain ideas just to fit into a specific genre or to appeal to a specific group of people. Write from the heart and write what you believe in and your music will come out interesting and passion filled.

5 – “Get Dead Or Die Trying” is a funny title (and so are some of the song titles). What does it means? What kind of subjects influenced you to write the lyrics for this record?
It’s basically the idea that in order to live a fulfilling life on this earth, we sometimes do things that are bad for our mental and physical wellbeing. It’s something we’re all guilty of, it’s kind of like the whole ‘killing yourself to live’ idea. It sums up the ideas behind pretty much every song on the record. Lots of things that have actually happened to me have influenced what I write, it makes much more sense that I tell of the horrors of reality than of made up horror and violence. Speaking of things I’ve experienced first hand means I can offer a more genuine and intense performance than if I were to simply sing about made up subjects I have no real experience of.

6 – The cover artwork by Mick Kenney is awesome. I don’t know why but it reminds me of 77 Punk style and, mainly, Sex Pistols. What does it mean? Is it connected somehow with the lyrics?
It’s based on the lyrics to the song Get Dead Or Die Trying, it’s about being out on the street, alone, broke, desperate and just not wanting to be a part of the society that walks on by, but instead drinking yourself to death and taking the easy way out. The British flag is there because we have a very British sound, and we’re paying homage to the incredible metal and punk bands that were spawned on our tiny island. My lyrics are about life here in London, so it fits with us perfectly

7 – Do you have a tour prepared to promote the record?
We have some summer festivals like Wacken and Summer Breeze, but right now we’re working on a full European tour. We want to take this album to as many people as possible and we’re all very focused on just getting back on the road right now.

8 – You have now some space for a final message.
I’d like to say thank you to everyone who’s supported us over the years, especially those who can see what we have done as being a positive thing. I hope everyone new to the band will get a chance to see us live and have as good a time as we always do. We’ve only been to Portugal once but we’d love to come back and party with you guys again.

Questions: RDS
Answers: Ben McCrow, Vocals

www.myspace.com/therotted / www.myspace.com/gorerottedmetal / www.myspace.com/mbpreview / http://www.metalblade.de/ / www.myspace.com/metalbladeeurope

Saturday

Concertos
















Robin Taylor – Isle Of Black (2008) – Transubstans Records

Nunca tinha ouvido falar deste senhor mas, pelo que parece, este é já o seu 11º disco a solo. Além de discos a nome próprio, este é também responsável pelos projectos Taylor’s Universe e Taylor’s Free Universe. Pouco mais de 42 minutos distribuídos por 6 faixas instrumentais é o que nos apresenta em “Isle Of Black”. Sinceramente, não encontrei motivo algum de interesse neste disco. Fusão de Krautrock, electrónica, Jazz e Progressivo, o material aqui contido além de ser muito simples é extremamente derivativo e lugar-comum, resultando apenas em desinteressantes deambulações e experiências sonoras por parte de Robin Taylor. É daquele tipo de trabalhos experimentais que dá gozo a um músico e o ajudam a evoluir como tal, mas que para o público em geral tem valor (quase) nulo. Os apreciadores do género poderão vir a encontrar algo de fabuloso que me tenha escapado mas, para já, isto não me diz nada. 35% www.progressor.net/robin-taylor / http://www.recordheaven.net/ / www.myspace.com/transubstans
RDS

Faith – Blessed? (2008) – Transubstans Records

Os Faith são Suecos e, apesar de vários hiatos, existem desde 1984. Além de um 7” em 1986, não editaram mais nada até 2003, altura em que primeiro disco viu a luz do dia (ou as trevas da noite!). Este é já o terceiro, “Blessed?”, e o primeiro através da Transubstans. Ao todo são 9 temas em pouco mais de 50 minutos de Doom Rock bem negro, depressivo, melancólico, épico, ora arrastado ora mais groovy, com toques Folk (muito) e de psicadelismo (algum). Gosto muito deste tipo de Doom com fortes influências de 70s Heavy Rock e com voz limpa e épica. A vertente Folk também ajuda muito ao ambiente místico, denso, cru e orgânico do disco. Ao núcleo duro de guitarra / baixo / bateria junta-se ainda um violino e um nyckelharpa (um instrumento tradicional Sueco). Para não variar nas edições desta editora, mais uma pérola que me chega às mãos. Aconselho vivamente a fãs de Heavy Doom Rock Metal e de nomes como Black Sabbath, Pentagram, Saint Vitus, Trouble, Candlemass, Black Widow, Leaf Hound ou Sir Lord Baltimore. 90% http://www.faitharmy.com/ / www.myspace.com/faith2ya / http://www.recordheaven.net/ / www.myspace.com/transubstans
RDS

Me First And The Gimme Gimmes – Have Another Ball! The Unearthed A-Sides Album (2008) – Fat Wreck Chords

Este é já o 7º disco dos Gimme Gimmies, uma banda composta por elementos de NOFX, Lagwagon, Swingin’ Utters ou Foo Fighters e que se dedica a fazer versões de clássicos Pop numa linha Punk Rock melódico. Mas não estamos aqui a falar de uma nova gravação. O primeiro disco, “Have Another Ball” de 1997, era previsto ser duplo, o que não chegou a acontecer. Pois, estas gravações a que temos direito agora são as originais que viriam a fazer o 2º disco e que, devidamente remisturadas e remasterizadas, aqui estão finalmente disponíveis para os fãs do projecto. É mais do mesmo o que, para mim, já começa a cansar. Um disco ou dois é engraçado mas, mais do que isso, já é esticar a corda ao limite. Versões Punk de temas de Elton John, Neil Diamond, Jonh Denver, temas “kitsch” dos 70s ou, ainda pior, Country, não são assim tão engraçados como poderá parecer à primeira. E então se chegarmos ao exagero… Para ouvir uma vez e guardar no armário. Apenas para os completistas destas coisas do Punk Rock melódico. 40% http://www.gimmegimmes.com/ / http://www.fatwreck.com/
RDS

The Real McKenzies – Off The Leash (2008) – Fat Wreck Chords

Os Canadianos Real McKenzies voltam à carga com 13 novos temas de estúdio neste “Off The Leash”. O estilo é o mesmo de sempre, sem tirar nem pôr, mas isso não é necessariamente mau. A única diferença é que neste novo trabalho estão com um som mais “radio friendly” e com um som polido demais, mas não demasiado que vá assustar os fãs de longa data. A habitual fusão de Punk melódico e melodias Folk Escocesas dos últimos 14 anos continua a agradar. Guitarra fortes mas com muita melodia, secção rítmica segura, kilts, gaitas-de-foles, voz entre o arranhado e o melódico, uísque escocês e muita diversão, são estes os ingredientes para a festa. Este não é o meu disco favorito da banda mas ouve-se bem. Mais um para os fãs da banda e de nomes como Pogues, Dubliners, Flogging Molly, Green Day, Gogol Bordello ou Dropkick Murphys. 70% http://www.realmckenzies.com/ / http://www.fatwreck.com/
RDS

Monday

Artworx + Mindfeeder - Ponto de Encontro - 4 de Julho


Umeed - Concertos


Indies Records

A Indies Records da República Checa vai passar a colocar online um disco por mês, completamente gratuito. Para isso basta irem à página oficial e fazer o download. Aqui fica a mensagem da editora:
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"There is new service available for our customers on http://www.indies.eu/ - visitors can download one CD for free (see an article: Every month one tittle from Indies Scope Records for free). Every month one title from Indies Scope Records for free: http://www.indies.eu/en/info/536/every-month-one-title-from-indies-scope-records-for-free/".
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O primeiro disco, Steak! "Meat-House Chicago I.R.A." (lendária banda Hardcore da R. Checa), já está disponível neste endereço:
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Além disso têm algumas novidades a ser editadas brevemente:
Gipsy.cz - Reprezent (romano hip hop style) -http://www.indies.eu/en/alba/193/reprezent/
Cankisou - Le la (etno world beat) - http://www.indies.eu/en/alba/183/le-la/
Terne Chave - More, Love (gipsy urban music) -http://www.indies.eu/en/alba/174/more-love/
Budoar Stare Damy - Dobrou noc, svetlo (alternative rock) -http://www.indies.eu/en/alba/184/dobrou-noc-svetlo/
Minach - Zimoriavky (jazz chanson) -http://www.indies.eu/en/alba/160/zimomriavky/
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Sunday

The Rotted – Get Dead Or Die Trying (2008) – Metal Blade Records

Devido a diversas mudanças de formação, e até de sonoridade, os Britânicos Gorerotted decidiram mudar o seu nome para The Rotted (como já eram apelidados pelos fãs). Novo nome, novo trabalho, nova sonoridade, nova vida. Apesar de todas estas mudanças não se pode falar propriamente de uma viragem brusca, mas sim de uma progressão natural em relação a aquilo que tinham vindo a fazer. “Get Dead Or Die Trying” é, portanto, o digno sucessor do anterior “A New Dawn For The Dead” (Metal Blade, 2005), afirmando um passo em frente no som Rotted mas sem esquecer o passado.
Punk, Crust, Death, Grind, Black, Doom Rock, tudo faz parte da amálgama sonora dos The Rotted, passando as influências pelo Death / Grind / Gore de nomes como Cannibal Corpse, Napalm Death, Carcass; pelo Punk / Crust de Discharge, Exploited ou GBH; ou até o som mais tradicional de Motörhead ou Black Sabbath.
Fantásticas ideias retiradas de todos os quadrantes musicais já referidos; riffs ora mais viscerais ora mais técnicos; secção rítmica extremamente técnica, complexa e versátil; voz também ela muito versátil; são estes os ingredientes que formam a música dos Rotted, tudo encimado por um som consistente, poderoso e limpo mas com aquele toque cru e visceral necessário ao género. A gravação, mistura e masterização de Russ Russell (Napalm Death, Exploited, Lock Up, Dimmu Borgir) são uma mais valia para esse resultado final. Russell foi ainda assistido nas gravações por James Dunkley (Blaze Bailey, Crass, Fields Of The Nephilim, Crowbar). Quanto à capa, responsabilidade de Mick Kenney (Gorerotted, Napalm Death, Annal Nathrakh), não sei porquê mas faz-me lembrar o Punk de 77, em especial os Sex Pistols mas, de certa forma, encaixa na perfeição no som da banda.
O anterior disco já era um portento da música extrema do século XXI e, pensava eu, era quase impossível de ultrapassar mas os Rotted conseguiram-no com este “Get Dead Or Die Trying”. Um dos melhores discos de música extrema que tive o prazer de ouvir nos últimos anos. Recomendo vivamente! 95% www.myspace.com/therotted / www.myspace.com/gorerottedmetal / www.myspace.com/mbpreview / http://www.metalblade.de/ / www.myspace.com/metalbladeeurope
RDS

Monday

Dark Sky – Empty Faces (2008) – AOR Heaven

Este é já o 4º disco de estúdio para os Alemães Dark Sky. Um grande discaço de Hard Rock com uns tomates do tamanho do mundo é isso que temos aqui meus senhores! São 11 temas, entre as quais uma fabulosa versão hard-rock de “Maniac” de Michael Sembello, de puro Hard Rock com muitos elementos “old school” mas com uma orientação bem moderna. Boas ideias, guitarradas do caraças, melodias “catchy”, solos fabulosos, secção rítmica bem potente e segura, voz forte mas com muita melodia. A grande virtude dos Dark Sky é conseguirem escrever grandes malhas, com identidade, com muito potencial radiofónico mas sem perder aquele “feeling” Hard Rock puro. A maior parte dos temas tem refrões bem orelhudos, daqueles que ficam bastante tempo na cabeça após a audição do CD, tais como “Hand Up”, “Empty Faces” ou ainda a já referida “Maniac”. Recomendo vivamente! 85% http://www.dark-sky.de/ / http://www.aorheaven.com/
RDS

Em retrospectiva:
Dark Sky – Living & Dying (2005) – AOR Heaven
O gozo com que ouvi o novo trabalho deste Germânicos fez-me ir procurar a sua anterior oferta no meio do pó do armário dos CDs. “Living & Dying” soa mais 80s do que o novo disco, é mais melódico e tem uma certa aproximação AOR. Contém também grandes malhas com refrões memoráveis como “Save Our Souls”, “Living & Dying”, “Back Again”, “Play The Game” ou “Cute Little Lies”. Prefiro o novo trabalho mas, de qualquer modo, este não fica muito atrás da novidade “Emtpy Faces”. A (re)descobrir urgentemente.
70%
RDS

Soul Doctor – That’s Live! (2008) – Metal Heaven

Primeiro disco ao vivo para os Alemães Soul Doctor. “That’s Live!” é composto por 13 temas, retirados dos 4 discos de estúdio da banda, gravados entre 2005 e 2007, supostamente na Europa (apenas se ouvem apresentações de temas em Alemão). Não sou particularmente fã deste tipo de “manta de retalhos”, preferindo a gravação de um único concerto, no entanto, o disco está feito de modo a parecer um único espectáculo, e o som foi retocado em estúdio para dar essa sensação. Não gosto deste tipo de discos semi-live. A interacção com o público na sua língua materna também corta algum do feeling para quem não fala alemão. Hard Rock de linhagem tradicional e roqueira, longe das tendências mais pesadas do género é o que nos apresentam. Há algum peso, isso é verdade, mas a melodia e o feeling roqueiro é que comandam. Não sei porquê, este tipo de bandas faz-me lembrar uma concentração motard. Não é bem o meu estilo mas, para os apreciadores de nomes como AC/DC, Rose Tattoo, Scorpions, Whitesnake, Tygers Of Pan Tang, Saxon, e outros que tais, vão gostar com certeza. Fica ainda a informação de que existe uma edição dupla na qual se tem direito a um 2º disco com raridades. 65% http://www.souldoctorrocks.com/ / www.myspace.com/souldoctorrock / http://www.metalheaven.net/
RDS

50 Frases Assacínicas

Assacínicos:
1 - Assacínicos: vivem numa cave e de vez em quando saem e regressam
2 - Ninguém Sabe Mas Tenho Medo…: de não regressarmos um dia
3 - … Foi Tudo Por Tua Culpa: que te auto-editámos
4 - Música: a próxima que vamos construir, é sempre a melhor
5 - Letras: o martírio de, só por vezes, ter imaginação para tal
6 - Estúdio: um stress muito bom
7 - Ao vivo: fumo ou não fumo? Bebo ou não bebo?...
8 - Rastilho: se não arder a bomba não explode
9 - Edição de Autor: dá mais gozo

Universos Musicais:
10 - Punk: è pena existirem poucos
11 - Hardcore: poucas ou nenhumas bandas, quando as há verdadeiramente o movimento “hardcore” da moda critica-as
12 - Metal: faz mais barulho que a madeira
13 - Gótico: movimento fantasioso, bom para fugir à merda da realidade
14 - Industrial: metal sem distorção
15 - Underground: só existe dissociado do mainstream, portanto para aqueles que se convencem de alternativos, o underground é será sempre uma miragem.

Bandas / Artistas:
16 - Mão Morta: se cantassem em inglês não nos comparariam, banda portuguesa de maior qualidade na actualidade
17 - Zeca Afonso: bom cantor, ficava apenas mal de capa e batina
18 - Sérgio Godinho: grande poeta e um dos primeiros rappers portugueses
19 - Mata Ratos: não aprecio, mas admiro a persistência
20 - Censurados: conheço-os apenas de “vista”
21 - Peste & Sida: afinal, mesmo que preferíssemos ECU´S… tivemos que levar com os euros
22 - Mler Ife Dada: a melhor banda portuguesa de sempre
23 - É M’as Foice: foice e ainda bem que não voltou
24 - Bizarra Locomotiva: banda de culto - bom
25 - Nihil Aut Mors: saudades de movimentos do género
26 - Belle Chase Hotel: não tenho pachorra para eles
27 - Alien Squad: a referência da terra – malta humilde e generosa - candidatos a Velha Guarda
28 - The Birthday Party: Nick Teenager
29 - Nick Cave & The Bad Seeds: Nick Senhor
30 - Bauhaus: na escola um rufia deu-me um estalo por lhe dizer de um modo invejoso que os betinhos é que gostavam dessas bandas (aquelas t-shirt´s eram caras e as calças elásticas justas também), mais tarde ao conhecer Bauhaus vim a adorá-los
31 - Tom Waits: o gajo quando era miúdo já tinha aquela voz?!!...se tinha, cresceu na solidão…gosto muito.
32 - Diamada Galás: women power
33 - Lydia Lunch: fala bem e canta mal.
34 - Nina Hagen: bela mulher de tomates, descarada.
35 - Einsturzende Neubauten: inovadores

Literatura:
36 - Kafka: retratou ao máximo a insegurança e a descompensação psíquica que (ainda) somos levados a viver nos tempos que correm
37 - Fernando Pessoa: urbano-depressivo iluminado
38 - J.R.R. Tolkien: não me consigo concentrar na leitura das suas obras, não nutro qualquer interesse por fadas, gnomos, hobbits e todos essas criaturas imaginárias
39 - Jules Verne: conheço relativamente as suas boas obras, nunca me despertou muito interesse
40 - Henry Miller: um escritor sincero, aquilo que todos os outros gostariam de ser, falta-lhes a coragem

Cinema:
41 - David Lynch: ver um dos seus filmes é sempre um bom exercício ao raciocínio interpretativo
42 - David Cronenberg: em miúdo passei muitas noites sem dormir por causa de “A Mosca”
43 - Alfred Hitchcock: adoro!
44 - Tim Burton: estilo único que apesar de conhecer bem consegue sempre surpreender-me
45 - Emir Kusturika: o verdadeiro Underground
46 - Quentin Tarantino: grandes diálogos quotidianos filosóficos. Realizador assumidamente feminista. Adoro esse seu lado.
47 - Monty Python: na comédia quando não se produz mais cai-se na saturação e já não me riu quando os vejo.

Geral:
48 - Portugal: Portugal…do que é que estás à espera?!...País de saloios que não trocava por outro
49 - Política: os nossos patrões existem, mesmo para quem pensa que não os tem, é deprimente.
50 - Religião: aquilo de que o país menos precisa para sair da ignorância


Assacínicos: www.myspace.com/assacinicos / http://www.assacinicos.blogspot.com/