Tuesday

In Ria Rocks! – Quinta do Ega, Vagos – 13 de Setembro de 2008

A terceira edição do In Ria Rocks! teve lugar na Quinta do Ega, Vagos, no passado Sábado dia 13 de Setembro. As bandas que fizeram o cartaz foram The Godiva, Echidna, Gwydion, Oblique Rain e Hyubris. Em curtas linhas passo a fazer a descrição do mesmo. http://www.rockinria.net/

The Godiva: Death melódico de meados dos 90s, linha Crematory, Cemetary, Dark Tranquility e Nightfall. O som é algo datado mas nota-se que a banda gosta do que faz, e até o faz bem. Mas no palco são muito parados. Falta alguma rodagem ao vivo. O som, esse estava péssimo, mas isso foi problema que persistiu durante todo o festival. Assim é difícil ter uma ideia mais elaborada do trabalho da banda, tanto em termos de composição como de “performance” ao vivo. De qualquer modo, bom “aquecimento” para o resto festival. www.myspace.com/thegodiva

Echidna: Thrash / Death linha Sueca. Poderoso. Enérgico. Muita garra e atitude. Gostei. É pena mais uma vez o som estar nojento. A banda parecia estar a partir tudo lá em cima do palco mas, nós cá em baixo não conseguíamos captar nem metade dessa energia. O que poderia ter sido uma actuação devastadora, foi seriamente prejudicada pelo som. Mas gostei e espero vê-los novamente em palco em melhores condições. www.myspace.com/echidna

Gwydion: Outra actuação que poderia ter sido fabulosa mas que sofreu por causa de, adivinhem, o som terrível. Mesmo assim a banda deu o tudo por tudo. Gostei muito. O som Pagan / Folk / Viking dos Gwydion é festivo, movimentado, apelativo. Influências directas da cena Sueca: Finntrolll, Moonsorrow e até Norther. Cerveja na mão, punho no ar. Muita atitude, garra e diversão a rodos. Foi a primeira e única banda a usar a, algo pindérica (tipo grupo de baile), plataforma em frente ao palco. Mas fizeram-no com estilo! Espero vê-los ao vivo noutras condições. www.myspace.com/gwydionmetal

Oblique Rain: Ehem… tenho que repetir? Pois é. O som de orientação Progressiva com toques semi-góticos dos Oblique Rain tem de ser ouvido em óptimas condições para poder ser apreciado na sua plenitude. Algo parados em palco, isso é verdade. A voz também me pareceu algo monótona e linear. No disco não me soava assim. Para quem não conhece, Porcupine Tree, Opeth (faceta mais calma), Anathema (som actual) e Katatonia (som actual) são nomes a apontar. Poderia ter sido mais interessante mas, mesmo assim, agradável. www.myspace.com/obliquerain

Hyubris: Muito bom. O som ligeiro, melancólico e de orientação Folk / Gótica não se imaginaria, à partida, motivo para festa. Pois eu estava bem enganado, a banda conseguiu animar bastante as reduzidas hostes que fizeram da Quinta do Ega a sua noite de Sábado (devia haver muito “metaleiro” nas discotecas!). O ponto alto da noite. Gostei da presença em palco, da atitude e do tom alegre e festivo com que encararam a sua actuação. O péssimo som e a fraca afluência de público poderiam ter retirado algum ânimo aos músicos, mas isso não aconteceu. Aliás, todas as bandas se comportaram como se de uma ocasião única se tratasse este In Ria Rocks! Assim vale a pena sair de casa e ir apoiar a cena! www.myspace.com/hyubrismusic

Pontos Negativos: O péssimo som (por favor, para a próxima contratem alguém que saiba o que está a fazer) que não beneficiou nem bandas nem público. O início tardio (habitual nos concertos em Portugal) que levou a que a festa acabasse mais tarde que o esperado. A fraca afluência de público (se não há, queixam-se; se há, não aparecem).

Pontos Positivos:
A atitude positiva das bandas, (escasso) público e organização. Isto sim parecia um festival Underground em toda a sua plenitude. Mais um festival de Metal a ser feito em Portugal (continuem, eu estarei lá para o ano!). A organização parecia estar bem oleada e as coisas não falharam muito. Para o ano há mais e melhor.

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Echidna – Insidious Awakening (2008) – Rastilho

Com tantas bandas a surgir todos os dias, actualmente é difícil acompanhar o Underground nacional. O nome Echidna não me era estranho mas, ainda não tinha tido a oportunidade de ouvir a sua música. E de repente surge o disco de estreia! Já? Perguntei eu. Hoje em dia é muito mais fácil para as bandas editar um disco, enquanto que há uns anos atrás estas tinham de batalhar, ensaiar, compor, gravar maquetes e tocar ao vivo (muito!) antes da estreia em longa duração. Depois, lá poderia surgir o disco para as melhores. Hoje as coisas estão mais facilitadas. Isso pode ser bom ou pode ser mau pois, como sabem, muitas bandas ainda verdes gravam discos que são autênticos desastres. Cada vez que ouço um disco desses e me lembro das fantásticas bandas que não passaram da maquete… Enfim, melancolias à parte, falemos dos Echidna. O que falei há pouco aplica-se neste caso? Não. A banda pode ser jovem mas já tem um som coeso, forte e seguro. As influências são mais que óbvias mas, para um primeiro disco, podemos dizer que isso é quase obrigatório. Esperemos que no segundo os Echidna consigam alcançar um som mais próprio e deixem de ser uma promessa para se tornar numa confirmação. Pela amostra contida em “Insidious Awakening”, isso é uma forte possibilidade. O Thrash / Death da banda de V.N. Gaia deve muito a nomes da cena Sueca como (ahem!) At The Gates, The Haunted, The Crown, Darkane, Soilwork (antigo), Edge Of Sanity, ou outros como Lamb Of God e Cataract. Têm boas ideias que conseguem concretizar na perfeição, fantásticos riffs e solos de guitarra (um dos pontos fortes), secção rítmica segura e demolidora, e uma voz crua e áspera que faz lembrar Tomas Lindberg. Gravado na Fábrica do Som por Daniel Carvalho, masterizado por Daniel Cardoso nos Ultra Sound Studios e produzido por ambos e a própria banda, o disco tem um som perceptível e potente mas com aquela crueza necessária ao género. Gostei muito do que ouvi e aguardo ansiosamente o tal novo trabalho de confirmação. Para já, recomendo. 80% http://www.echidnaband.com/ / www.myspace.com/echidna / http://www.rastilho.com/ / http://www.rastilhorecords.com/ / www.myspace.com/rastilho
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Saturday

Rosolina Mar meets Trumans Water – Split (2007) – Robotradio Records

Split entre os Italianos Rosolina Mar e os Norte-Americanos Trumans Water. Em cerca de 29 minutos podemos ouvir 3 temas originais e uma remistura, para cada banda. Temos ainda uma faixa multimédia com dois vídeos animados. Ambas navegam nas águas do Indie / Post-Rock, sempre com a habitual dose de experimentalismo associada ao género. Sonic Youth, Mudhoney, Godspeed You! Black Emperor, Fugazi ou Jesus Lizard são nomes a apontar no rol de influências. Gostei de todo o material áudio, dos vídeos, do digipack (regra geral, nas edições da Robotradio a apresentação é cuidada) e da ideia de alternar os temas das bandas. Não é dos melhores lançamentos da editora, mas mantém a fasquia bem alta. 70% http://www.trumanswater.com/ / http://www.rosolinamar.com/ / http://www.robotradiorecords.com/
RDS
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Rosolina Mar - Mingozo Di Mingozo (Promoclip 05)
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Truman's Water @ Cardiff's Clwb Ifor Bach; February 1st, 2008

Putiferio – Ate Ate Ate (2008) – Robotradio Records

Esta é a estreia dos Italianos Putiferio (italiano para pandemónio, caos, confusão). São 7 temas em cerca de 35 minutos. Quanto às influências destes Putiferio, podemos falar em Melvins, Neurosis, Jesus Lizard, Mr Bungle, Fantômas, Merzbow, Mars Volta ou Zeni Geva, por exemplo. Post-Rock / Hardcore / Sludge / Noise sempre com muito peso e uma forte base de experimentalismo sem limites. Gostei muito. Estou a ver que a Robotradio só lança material de alta qualidade. Passei a ser fã da editora e das suas bandas. Recomendo a fãs das bandas acima citadas. 85% www.myspace.com/putiferio / http://www.robotradiorecords.com/
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PUTIFERIO @ VENETIAN INSUSTRIES - 25-4-2008

Lucertulas – Tragol De Rova (2007) – Robotradio Records

Este é já o segundo disco dos Lucertulas. Juntem no mesmo caldeirão nomes como Neurosis, Today Is The Day, King Crimson, Atari Teenage Riot, Jesus Lizard, Mudhoney, Botch, At The Drive-In ou Jon Spencer Blues Explosion e têm uma ideia do som dos Lucertulas. Post-Hardcore / Post-Rock / Noise / Industrial e outros que tais são os terrenos que a banda Italiana explora. Mais pesado e caótico que os companheiros de editora Hell Demonio, este trio descarrega 8 temas em pouco mais de 26 minutos. São 8 malhas bem pesadas, caóticas, experimentais e progressivas. Gostei e recomendo a fãs dos nomes acima citados. 85% www.myspace.com/lucertulas / http://www.robotradiorecords.com/
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Lucertulas live Arco Festa della Musica

Hell Demonio – Discography (2008) – Robotradio & Wallace

Este é já o segundo trabalho dos Italianos Hell Demonio. Não se deixem enganar pelo título porque isto não é um daqueles discos que reúne toda a discografia de uma banda, mas sim um novo de originais. Aliás, a estreia já se intitulava “Greatest Hits”. Um sentido de humor apurado, portanto. Post-Punk, Post-Rock, Indie, Emo-Rock e mais qualquer coisa na mesma linha. Uma banda que não estaria nada deslocada no catálogo de uma Dischord ou uma Touch & Go. The Stooges, Fugazi, Jesus Lizard, At The Drive-In, The (International) Noise Conspiracy ou Jon Spencer Blues Explosion são nomes a apontar nas influências directas da banda. Temas curtos, directos, potentes, melódicos, dançáveis, com som cru. Original? Não muito. Há aqui algumas ideias interessantes, bem executadas mas, já ouvimos muita coisa nesta linha nos discos das bandas acima mencionadas. Mas isso nem interessa porque o que os Hell Demonio fazem é sempre com muita garra, atitude, gosto e adrenalina a rodos. E isso, hoje em dia, faz falta a muitas bandas. Gostei muito destes 26m13s (10 temas!). Recomendo. 85% http://www.helldemonio.com/ / www.myspace.com/helldemonio / http://www.robotradiorecords.com/ / http://www.wallacerecords.com/
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Hell Demonio @Interzona 21/03/08, DISCOGRAPHY Release Party

Thursday

Verzivatar – In The Shadow Of Sombre Clouds (2008) – Old Temple

Os Verzivatar são da Hungria e esta é a sua estreia em longa-duração. Cerca de 31 minutos, divididos por 4 temas, preenchem este CD. Black Metal cru, agreste, frio, agressivo, brutal; é isto que nos propõem. Mas, e originalidade? Pouca ou nenhuma. Mas também já se torna difícil, em qualquer género musical, e então em um tão limitado com é o Black Metal, ainda pior. Mas talvez não seja esse o propósito dos Verzivatar. A voz é irritante, quase sempre gritada e com um tom agudo insuportável. A bateria parece ter sido gravada no local de ensaio, pois tem algum eco e aquele som “choco” sofrível. As guitarras também não vão muito além do básico no género. Não sei, talvez seja a minha aversão a este tipo de Black Metal mais “raw” mas, não gostei nada disto. Próximo! 30% www.myspace.com/verzivatar / http://www.oldtemple.com/
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Inferis – In The Path Of Malignant Spirits (2008) – Old Temple

Esta é a estreia em disco de longa duração dos Chilenos Inferis. São 8 temas novos mais 2 da Demo-CD “Destroying The Light”, regravados para o efeito, em cerca de 47 minutos. Quanto às letras de orientação Satanista (ou Satânica, como queiram), além de serem algo simplistas em termos de conteúdo e da própria língua inglesa (os Sul-Americanos não conseguem encaixar o Inglês), não são do meu agrado. Nem Satanistas nem Cristãs. Nem 8 nem 80. Fora isso, se falarmos apenas na parte instrumental, a coisa já se compõem. Death Metal bem brutal, sempre a abrir mas com diversas variações de ritmo e melodia que não deixam saturar, cativando assim o ouvinte do início ao fim. Som tipicamente Sul-Americano com toques Thrash / Speed mais agressivo, ambientes negros e uma crueza que lembra as bandas Brasileiras dos inícios dos 90s. Além disso, a produção está fenomenal, mantendo um som cru e agreste mas com a nitidez suficiente para se ouvir o que vai acontecendo a nível instrumental. Gostei. Mas já esperava isso de uma edição Old Temple, ou seja, material de alto nível, capa/apresentação com formato diferente do habitual e as habituais letras infernais, é claro… mas isso já é outra conversa. Nada de transcendental, mas irá com certeza agradar aos fãs do género. Morbid Angel, Deicide, Vital Remains, Malevolent Creation, Sarcofago, The Chasm, Usurper ou Sepultura (inícios) podem ser nomes a apontar. 75% www.myspace.com/inferischile / http://www.oldtemple.com/
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Kush – Nah, Tellus Wh’t Kush Means Yer Great Sausage (1975 / 2008) – Aztec Music

Esta é a reedição do 2º disco dos Australianos Kush, “Nah, Tellus Wh’t Kush Means Yer Great Sausage”, datado de 1975. Depois de ter reeditado a estreia “Presents Snow White… And The Eight Straights”, a Aztec Music completa a coisa com esta sequela. Como sempre, estas reedições da Aztec são de luxo, com livrete completo (capas originais, fotos, biografia/histórias várias, letras, etc) e temas extra. Neste disco temos, além dos 6 temas originais, mais 11 bónus a saber: um single de 1975 de Geoff Duff & Kush, o single a solo de 1977 de Geoff Duff, o edit do single “I’m Your Football”, um tema nunca antes editado intitulado “Hey Sam” e 5 temas ao vivo em 1977.
Sinceramente, isto é demasiado Funky para o meu gosto. Se ainda tivesse uma forte componente Psych / Folk / Prog, a coisa seria mais agradável. Ou então se a orientação Funk fosse mais linha banda sonora de filme Blaxploitation, mas não, é do mais vulgar e piroso. Ainda por cima está repleto de um humor meio piroso e saloio. O som dos Kush, pelo menos neste 2º disco, já que não conheço o anterior, situa-se algures entre os Earth, Wind & Fire, o R’N’B / Soul / Funk da Motown, Frank Sinatra, James Brown e algum Folk-Prog (pouco). Começa muito Funky com “Come Down” e “I’m Your Football”. Só ao 3º tema, “Out Of My Tree”, é que temos algum vislumbre de Rock. No 4º tema, “What Do Mountains Say”, voltamos ao Funk mas já com alguma componente Prog-Rock. O prato forte do disco é o semi-épico “Dream On (Parts I, II and III)” com os seus 11 minutos de Prog / Folk / Soul. Gostei. Segue-se “Mr. Plod” a fechar o alinhamento original com um Prog / Funk / Swing jeitoso. A par do anterior, as duas melhores malhas do álbum. Pelo que li em diversas fontes, a estreia atrás mencionada é muito superior. Pois, infelizmente, esta proposta não me abriu o apetite para ir verificar a anterior. Quanto aos extras, seguem a linha Funk / Soul / Jazz e servem apenas para complementar a reedição. Nada de extraordinário. Para fãs e completistas apenas. 60% http://www.aztecmusic.com/
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Monday

Gallus Sonnoris Musicalis - Music Festival


Toxic Holocaust – An Overdose Of Death… (2008) – Relapse

Esta é uma one-man-band da responsabilidade de Joel Grind. O novo trabalho “An Overdose Of Death…” é o primeiro através da Relapse e contém 13 temas em pouco mais de 36 minutos e meio. A base do som Toxic Holocaust é o Thrash Metal dos 80s, mas descortinam-se por aqui elementos Punk / Core / Crust que lhe dão um ar mais cru e sujo. A isto alia-se ainda uma roupagem Rock ‘N’ Roll mais descontraída. Algures entre Motörhead e Venom, Slayer (inícios) e Discharge, Celtic Frost (inícios) e Exploited, Bathory e D.R.I. As influências são mais que notórias e assentam exclusivamente na velha escola. Apesar de não ser nada de transcendental, gostei do que ouvi e está a dar-me um gozo enorme “voltar atrás no tempo”. A salientar a produção crua e suja a fazer lembrar as produções de antanho, cortesia de Jack Endino (Nirvana, Soundgarden, Zeke, High On Fire, Dwarves). Para os amantes do som retro Metal / Thrash / Black / Punk / Crust dos 80s. 75% http://www.toxicthrashmetal.com/ / www.myspace.com/toxicholocaust / http://www.relapse.com/
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Toxic Holocaust - Wild Dogs

Hero Destroyed – Hero Destroyed (2008) – Relapse

Das cinzas dos Norte-Americanos Commit Suicide surgem os Hero Destroyed. Estes iniciam o seu ataque com um EP homónimo através da Relapse. São apenas 7 temas em pouco mais de 22 minutos. E digo apenas porque soube a pouco! O som da banda encontra-se algures entre o Metal / Sludge / Crust mais sujo, pesado e agressivo e o Hardcore / Noisecore de tendências técnicas. Gostei deste balanço entre a vertente crua e suja Sludge / Crust e a vertente mais técnica de linhagem Math / Tech. Riffs bem sujos e rasgados, voz arranhada e grave (algures entre Crowbar e Pro-Pain), secção rítmica demolidora. Falta apenas uma coisa, a meu ver, que é alguns ritmos mais rápidos onda D-Beat / Hardcore. A coisa assim ficava mais brutal. De qualquer modo, esta “amostra” promete! Aguarda-se com expectativa a estreia de longa duração. Para fãs de Crowbar, Pro-Pain, Soilent Green, Melvins, Converge, Burst, Burnt By The Sun, The Dillinger Escape Plan ou Mastodon. 70% http://www.relapse.com/
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Agenda Of Swine – Waves Of Human Suffering (2008) – Relapse

Incluindo no seu line-up elementos de bandas como Benumb (Pete Ponitkoff, vocalista), Vulgar Pigeon (Jeff Lenormand na guitarra, John Gotelli na bateria) ou Alter Ego (Jason Benham, guitarra), estes Agenda Of Swine (completa-se a banda com Emad Jaghab no baixo) apresentam-nos o seu disco de estreia “Waves Of Human Suffering”. São cerca de 35 minutos divididos por 13 temas de fusão Grindcore, Crust e Crossover (inícios dos 90s). Alternando entre o material mais rápido e o mais lento e groovy, entre o material de orientação mais metaleira e o de linhagem Punk / Crust, os Agenda Of Swine conseguem manter o ouvinte atento do início ao fim. O som está suficientemente nítido e poderoso mas mantém a crueza necessária ao género. Para quem gosta do seu Grindcore mais old-school com a mistura certa de elementos Punk e Thrashcore. Para fãs de Napalm Death, Brutal Truth, Benediction, D.R.I., Cryptic Slaughter, Adrenalin O.D., Nausea, Die Kreuzen ou Benumb. 80% www.myspace.com/agendaofswine / http://www.relapse.com/
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Friday

The Adicts – Songs Of Praise (25th Anniversary) (2008) – People Like You

Começaram em 1975 como Afterbirth & The Pinz mas pouco tempo depois mudaram o nome para The Adicts. É a única banda Punk, ainda no activo, que se conseguiu manter sempre com a formação original. Em 2008, além da reedição da clássica estreia “Songs Of Praise” na sua forma original, estes ainda foram para estúdio regravar todos os temas do mesmo. Há 3 edições portanto: gravação original de 1981, regravação de 2008 e edição especial tripla com as duas gravações e um DVD bónus. O que dizer de um clássico como é “Songs Of Praise”? É sempre difícil falar de um disco destes e da sua relevância na época da edição, assim como actualmente. Quem conhece, já sabe, palavras para quê? Quem não conhece, bem, “shame on you”! Já é altura. Há uma pequena discrepância entre o subtítulo e o ano de edição pois 1981 + 25 = 2006, e isto tem lançamento em 2008. Atrasos na edição do mesmo? Talvez. Seja como for, não interessa, já está na rua e devemos estar gratos por isso! O promocional que tenho em mãos contém a regravação. Não muda muito ao que já se conhece, sendo apenas uma revisão com mais mestria instrumental (muitos anos de experiência em cima) realizada com novas tecnologias digitais (em contraste com a analógica de antanho). Mas a original é sempre a original, nenhuma versão actual a pode suplantar, dizem vocês. O espírito muda muito? Pergunto eu. Nada! Parece o mesmo disco! Após estes anos todos a garra, vontade, adrenalina e força ainda estão lá. Soa fresco, novo, válido. Recomenda-se, tanto na forma original como a regravação. E se puderem agarrar a edição especial, não percam a oportunidade! 90% http://www.adicts.us/ / www.myspace.com/adicts / http://www.peoplelikeyourecords.com/
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Monday

Paganini – Medicine Man (2008) – PaZouZou / GerMusica

Marco Paganini já foi vocalista dos Britânicos Tygers Of Pan Tang e dos Alemães Viva. Depois de deixar os Viva, embarcou numa carreira solo, na qual já trabalhou com diversas nomes da cena Hard Rock. Hard Rock melódico de influências Glam e Blues Rock é o que ouvimos nos 11 temas de “Medicine Man”. Nada de original por aqui, soa até datado. Parece que ainda há pessoal que ficou agarrado aos 80s. Não que isso seja mau mas, uma modernização do som não fazia nada mal ao senhor Paganini. A voz faz-me lembrar uma fusão entre Alice Cooper, Tom Keifer (Cinderella) e Jesper Binzer (D.A.D.). Isto já foi feito nos 80s. Para efeitos de saudosismo, eu prefiro ouvir os originais. Para trintões fãs de Alice Cooper (fase Trash / Hey Stoopid), D.A.D., Cinderella, Ramones, Guns ‘N’ Roses, Poison, Quiet Riot ou White Lion, por exemplo, e que viveram a era Glam Rock. 50% http://www.paganini.ch/ / http://www.germusica.com/
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Charing Cross – We Are… Charing Cross (2008) – Metal Heaven

Apesar de terem tido uma breve existência nos 80s e, após isso, uma reformulação em 1993, só em 2008 é que estes Suíços vêem a sua estreia em disco. Produzido pela própria banda, este “We Are… Chring Cross” inclui 12 temas de Hard ‘N’ Heavy com muito Groove, forte, melódico e com boa onda. Infelizmente, o que nos oferecem não é muito original e já foi feito inúmeras vezes por outras bandas. E com resultados bem mais positivos. Mas não me interpretem mal, o que aqui está é bom, mas não atinge a meta do genial. Nem de longe. Alternam entre os temas de Hard Rock mais melódicos e groovy e os temas mais rápidos de Heavy Metal (com algumas tendências Power). Como não podia deixar de ser, a famigerada “power ballad” também marca presença. Pretty Maids, Stratovarius, Europe, Victory, Ratt ou Edguy são nomes a ter em conta quando se fala dos Charing Cross. Ouve-se bem mas acaba por se esgotar rapidamente. Para os completistas e fãs “diehard” do género. 65% http://www.charing-cross.ch/ / http://www.metalheaven.net/
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Dreamtide – Dream And Deliver (2008) – AOR Heaven

Este é já o terceiro disco dos Germânicos Dreamtide e o primeiro para a AOR Heaven. A banda inclui músicos que tocam ou tocaram com Fair Warning, Scorpions ou Uli John Roth. Hard Rock melódico de tendências AOR é o que nos oferecem nestes 14 temas (são 70 longos minutos de música). Excelentes músicos, uma voz fantástica, melodias cativantes, refrões cantaroláveis, tudo faz as delícias do amante deste tipo de sonoridade. Os Dreamtide apostam naquele típico formato de canção que já fazia falta. Hoje em dia todos querem demonstrar uma técnica instrumental exacerbada, com aquelas tendências progressivas, e acabam por se esquecer do mais importante: a canção em si. Gostei do que ouvi mas, como já disse, o álbum é muito longo e peca por isso mesmo. Os “velhinhos” 40 minutos servem o seu propósito. É mesmo necessário encher o CD ao máximo? Então incluam alguns extras em formato multimédia, se a intenção é agradar o consumidor (leia-se: os desgraçados dos fãs que pagam balúrdios por um CD em detrimento de o “baixar” da net). São muitos temas que acabam por saturar e, principalmente, porque a maior parte dos temas alinha na power ballad melosa. Queremos mais “rockers” e menos “ballads”! Para fãs de Scorpions, Whitesnake, Europe, Pretty Maids, Survivor ou Helloween (na sua faceta mais Hard Rock). 65% http://www.dreamtide.de/ / http://www.aorheaven.com/
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Fuck The Facts – Disgorge Mexico (2008) – Relapse

Novo trabalho para os canadianos Fuck The Facts. Estes inserem-se num conjunto de bandas da nova cena extrema que faz a fusão de estilos como Grindcore, Crust, Hardcore, Sludge, e tudo o mais que vier à rede. Vale tudo para criar um som extremo mas original (ou com intenções disso). Isto pode ser bom ou pode ser mau. Pode resultar ou não. Depende sempre da banda em questão, da sua motivação, das suas capacidades musicais, da percentagem de cada estilo adicionada à mistura, entre outros factores. E os Fuck The Facts? Não são propriamente novatos, mas também não são veteranos. Não conheço muito bem o corpo da sua obra mas, pelo que ouço neste novo “Disgorge Mexico”, as variáveis acima referidas verificam-se pela positiva. Há capacidades instrumentais, boas ideias bem encaixadas, atitude, espírito. Alternando entre o Grind mais desenfreado, o groove de orientação Sludge / Crust ou passagens mais experimentais, a música dos FTF é tudo menos monótona. Não é das minhas favoritas nesta linha mas é uma boa opção em detrimento de inúmeras bandas com uma tendência mais Metalcore / Deathcore. Estes fogem mais para o lado Grind / Gore / Experimental. Para fãs de nomes como Brutal Truth, Nasum, Misery Index, Converge, Botch, Job For A Cowboy, Gorerotted, The Black Dahlia Murder, The Red Chord, Tragedy ou Integrity. 75% www.myspace.com/fuckthefacts / http://www.relapse.com/ / www.myspace.com/relapserecordseurope
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Wednesday

Deadly Sins – Selling Our Weaknesses (2008) – People Like You

Deadly Sins é mais uma banda saída da cena Punk Rock de Boston e inclui músicos que já fizeram parte, ou colaboraram, em bandas como Dropkick Murphys, Roger Miret & The Disasters, Crash And Burn ou Reach The Sky. O álbum de estreia através de PLY inclui 12 temas de Punk Rock com toques de Hardcore melódico e Streetpunk. A voz feminina não me agrada muito. Não me interpretem mal, pois não tenho nada contra raparigas a liderar bandas, muito pelo contrário mas, salvo raras excepções, não me agrada o tom de voz de uma mulher no Punk e/ou no Hardcore. Além disso, em termos musicais, os Deadly Sins enveredam por um estilo mais Pop-ish e meloso que não me agrada particularmente. Ainda lhe tentam dar um certo som cru, ríspido, de Punk de rua, mas não conseguem resultados positivos. Pode haver quem goste do estilo, com certeza, mas eu nem digo que sim, nem que não. É-me indiferente. Fica a pontuação pelo trabalho desenvolvido e pela vontade que demonstram. 65% http://www.deadlysinstheband.com/ / www.myspace.com/officialdeadlysins / http://www.peoplelikeyourecords.com/
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Born To Lose – Saints Gone Wrong (2008) – People Like You

Os Norte-Americanos Born To Lose regressam com um novo trabalho de estúdio intitulado “Saints Gone Wrong”. A sua fusão de Streetpunk, Rock ‘N’ Roll e Hardcore é a mesma de sempre. E isso é bom, muito bom! Muitos “whoa” para cantarolar junto, muita energia, adrenalina, atitude a rodos, ritmos que involuntariamente põem os nossos membros a mexer, riffs contagiantes. Está tudo na dose certa. São 11 novos temas para ouvir bem alto com os amigos, cerveja na mão, punhos no ar, cabeça erguida, boa disposição e diversão garantidas. Mas o melhor será apanhar os Born To Lose ao vivo e conferir “in loco”. Recomenda-se! 80% http://www.borntoloserocks.com/ / www.myspace.com/borntolose / http://www.peoplelikeyourecords.com/
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