Wednesday

Diesel-Humm! – Stop The War (2007) – Radical Records

“Stop The War” é a estreia em longa duração dos Diesel-Humm! O disco foi editado em 2007 mas só agora me chega às mãos um exemplar do mesmo. Ao todo são 13 temas que percorrem o caminho do Hard Rock clássico, mas com uma roupagem moderna. A produção é a habitual no género, limpa e perceptível, mas um som algo mais cheio poderia beneficiar a banda, principalmente na bateria que ficou “limpa” demais (e um pouco alta), na minha opinião. De qualquer modo, o som está muito acima daquilo que se ouve noutras produções nacionais. Quanto à música em si, o disco torna-se algo repetitivo a meio caminho, mas mesmo assim temos temas muito fortes como a abertura “Harmonic Pain”, “(Stop) No More War”, “Strange Soul” ou “Diesel What?”. Apesar da corrente velha escola dos Diesel Humm! a banda não tem medo de experimentar coisas diferentes como o violino em “Harmonic Pain” ou os samplers electrónicos em “Strange Soul” e “Looking For Promise Land”. A balada “One More Time” é algo frouxa e melosa e poderia ter ficado melhor, mas “Falen Deep Inside” já soa mais a “power ballad” roqueira e a voz feminina ajuda muito ao produto final. A passagem rap em “Monster Of Silence” está algo desenquadrada, mas em “Devils Woman” já está melhor enquadrada. “Stop The War” tem os seus altos e baixos mas, no geral, é um disco agradável de se ouvir. Recomendado a fãs de Hard Rock dos 80s, Glam Rock e bandas Alemãs e Nórdicas do género. 65% http://www.diesel-humm.com/ / www.myspace.com/dieselhumm
RDS

Monday

The Business + Stigma + Mata Ratos + ...


Talisma – Quelque Part (2008) – Unicorn

Para não variar muito nas edições da Unicorn, uma banda Canadiana, com letras em Francês e orientação musical Progressiva. Nesta terceira entrega os Talisma oferecem 10 temas de Rock Progressivo com deambulações experimentais que lhe dão outro colorido. Na sua maioria são temas instrumentais, mas alguns beneficiam de voz feminina. Alternando entre os momentos mais calmos ou acústicos e o caos controlado, passagens ambientais negras (algumas quase Industriais) e outras mais coloridas, entre a faceta mais roqueira e a mais sinfónica, os Talisma são passíveis de agradar às várias facções do Prog-Rock. Gosto do álbum no geral mas o tema “Od” é potentíssimo! Se todo o disco fosse assim… Mas este tema vai de encontro aos meus gostos pessoais, até porque o álbum é extremamente heterogéneo e todos irão encontrar um tema mais à sua maneira. Para quem gosta do seu Rock Progressivo mais audaz, experimental e aventureiro. 80% http://www.talismamusic.com/ / www.myspace.com/dofleurent / www.myspace.com/markdiclaudio / http://www.unicorndigital.com/
RDS
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Talisma - L'Empalé (Live, Saint-Jerome, Quebec, 2003)

Direction – Est (2008) – Unicorn

Mais uma banda Canadiana a assinar pela Unicorn. Estes também cantam em Francês e têm a sua base musical no Progressivo tradicional. Os Direction conseguem no entanto ser mais roqueiros que a generalidade dos companheiros de editora. Por terem uma faceta mais Rock, os Direction conseguem imprimir outra dinâmica ao seu som que não está presente na maioria das bandas Progressivas hoje em dia. Pelo menos nas que enveredam por caminhos mais tradicionais. As suas influências derivam de nomes como Rush, Genesis, Led Zeppelin, Yes ou Pink Floyd. A produção, apesar de não se poder apontar falhas, poderia ter tomado outro caminho. Esta 4º entrega em longa duração dos Direction poderia ter beneficiado de um som mais cheio. Fora isto, o álbum tem os seus pontos de interesse e fica recomendado a fãs dos nomes acima citados. 70% http://www.legrooupedirection.com/ / http://www.unicorndigital.com/
RDS

Jelly Fiche – Tout Ce Que J’Ai Rêvé (2008) – Unicorn

Este é o disco de estreia dos Canadianos Jelly Fiche. Nove temas fazem a ponte entre Pink Floyd, Génesis e Jethro Tull. A banda aponta ainda nomes como King Crimson, Beatles, Queen, David Bowie ou Gentle Giant entre as suas principais influências. Progressivo com fortes influências de Rock sinfónico, psicadélico dos 60s, Folk e Jazz é o que nos apresentam nestes 63 minutos de música. A fusão de sonoridades resulta num produto homogéneo que me cativa. Faz-me lembrar as bandas Suecas dos 70s. Apesar de, pessoalmente, não gostar do som da língua Francesa, aqui soa algo exótico e adiciona outro factor de interesse ao disco. Há aqui muito trabalho de composição e nota-se o gosto e intensidade com que os músicos reproduzem essas composições. Intenso, forte, melódico, psicadélico por vezes. Gostei. 70% http://www.jellyfiche.com/ / www.myspace.com/jellyfiche / http://www.unicorndigital.com/
RDS

The Gourishankar – Close Grip (2008) – Unicorn

Este é o disco de estreia de 2003 dos Russos Gourishankar. Depois do bem sucedido “2nd Hands”, em 2007, a Unicorn avança com e reedição a estreia auto-financiada que se encontra indisponível actualmente. Aos 7 temas originais adiciona-se um tema extra. A música dos Gourishankar é amplamente influenciada pelo Progressive / Symphonic Rock dos 70s mas incorpora outras ideias que podem ir da electrónica à Pop. Há aqui boas ideias bem encaixadas; as performances dos músicos são irrepreensíveis; e a banda consegue balançar bem todas as vertentes da sua música, não sendo demasiado calma e ambiental que desagrade aos fãs de Rock, nem demasiado “pesada” que afaste os fãs do Progressivo tradicional (até podia ter guitarras mais fortes, isso sim). Não temos nada de fenomenal em “Close Grip” mas é agradável de se ouvir. 70% http://www.gourishankar.com/ / http://www.unicorndigital.com/
RDS
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Gourishankar - Endless Drama ("2nd Hand", 2007) - Fanvideo

Snarling Adjective Convention – Bluewolf Bloodwalk (2008) – Unicorn

Este é o disco de estreia dos Canadianos Snarling Adjective Convention. Sete temas, na sua maioria instrumentais, fazem a fusão de Jazz Avantgarde, Rock Progressivo experimental, ambientes negros e sinistros que remetem para o universo do Dark Ambient ou das bandas sonoras do terror dos 40s/50s e “film noir”, assim como de algum Metal e Rock Psicadélico. Apesar da sua orientação maioritariamente jazzística, não deixam de soar roqueiros, fortes, intensos. Muito mais negros e densos do que as habituais bandas de Prog / Fusion, por natureza mais alegres e espirituais, estes SAC conseguem imprimir ambientes bem sinistros às suas composições. Apenas o tema título foge um pouco a esta fórmula tendo uma forte orientação Funky mais alegre. Gostei muito e recomendo a fãs de material Avantgarde mais negro. Um disco que irá agradar a fãs de nomes tão díspares como John Zorn, King Crimson, Miles Davis, Ornette Coleman, Bernard Herrmann, Carl Stalling, Franz Waxman, Angelo Badalamenti, The Mahavishnu Orchestra, Taal, Kayo Dot ou Shub Niggurath. 85% http://www.snarlingadjectiveconvention.com/ / www.myspace.com/snarlingadjectiveconvention / http://www.unicorndigital.com/
RDS

Heavenwood - Entrevista

1 – Desde o último álbum “Swallow” (datado de 1998) até este novo trabalho houve um interregno enorme que passou por problemas com a anterior a editora (a Germânica Massacre), mudanças de formação, etc. Pelo meio houve tempo para um promo-CD em 2007 e alguns concertos esporádicos (que muita gente pensava serem de reunião, mas a banda nunca acabou propriamente, não é assim?). O que é se tem passado comos Heavenwood neste últimos 10 anos?
Estes anos de “silêncio” serviram de meditação musical por assim dizer no seio dos HEAVENWOOD enquanto alguns membros da banda trilharam caminhos alternativos em termos musicais, serviu também para o grupo analisar determinados assuntos fulcrais correspondentes á carreira da própria banda. Penso que toda a gente inserida neste meio musical tem a noção que as labels são um terreno pantanoso quando previamente não são efectuados acordos de comum interesse mas uma vez que acredito no lema " o que não nos mata torna-nos mais fortes " isso sim é que interessa no final de contas.
10 anos serviram no final de contas para idealizar, estruturar, compor, produzir e gravar este nosso terceiro álbum “Redemption”.

2 – Descreve os processos de composição e gravação deste disco de estreia “Redemption”.
O novo álbum dos HEAVENWOOD teve uma pré-produção massiva, intensiva em termos de composição e estruturação dos riffs e melodias características da banda com as letras, linhas vocais de forma a soar no final a “cara com coroa”.
A banda teve vários meses a pre-produzir vários temas antes de entrar no ULTRASOUND Studios com o Daniel Cardoso, trabalho esse desempenhado apenas entre os 3 elementos que são o núcleo forte dos HEAVENWOOD em 2008. Quanto entramos no ULTRASOUND studios tínhamos um esboço bem delineado do que queríamos em relação á sonoridade do novo álbum dos HEAVENWOOD, sabíamos que com a colaboração do Daniel Cardoso na Bateria todos os temas iriam ganhar uma maior dimensão em termos musicais e sonoros. Em termos vocais o album está apetrechado de pormenores o que por si só deu muito trabalho a toda a equipa envolvida. Partimos então para os FASCINATION STREET STUDIOS na SUÉCIA e com o JENS BOGREN misturamos e masterizamos um tema por dia de forma meticulosa. Muita mais gente esteve envolvida neste processo para o novo álbum dos Heavenwood desde o apoio da nossa Editora actual (Recital Records), todo o esforço e empenho da Avantegarde Management, Rita Carmo com uma sessão de fotografias desta fantástica fotógrafa nacional até ao designer JMELLO do Brasil.
Curioso o facto de várias nacionalidade estarem envolvidas nesta arte que fazemos!

3 – O disco foi produzido, misturado e masterizado por Jens Bogren nos Fascination Street Studios na Suécia. Porque optaram por estes estúdios e este produtor?
Porque nos identificamos com o seu " quadro musical ", procuramos muito sinceramente evitar os clichés sonoros actuais que passam por álbuns demasiadamente comprimidos em termos sonoros. Os HEAVENWOOD com “Redemption” pretendem soar a analógico, dinâmico, a banda… uma sonoridade aberta… metaforicamente falando… de braços abertos… espaço… ar… e de facto o JENS BOGREN é na actualidade o melhor produtor europeu neste tipo de sonoridade!

4 – O Daniel Carvalho (Head Control System, ex-Sirius), além de gravar a bateria no disco, teve também um papel activo na produção. Como é que surgiu a sua colaboração com os Heavenwood?
Uma vez que pretendíamos e acreditávamos que em Portugal conseguiríamos captar, gravar e produzir o álbum em condições ao ouvir alguns trabalhos do Daniel juntamos o útil ao agradável. Foram quase dois meses de trabalho intenso de toda a gente envolvida onde a equipa ULTRASOUND se dedicou de alma e coração ao novo álbum dos HEAVENWOOD. Muito trabalho caros amigos. Muito trabalho mesmo!

5 – O disco tem diversas colaborações especiais: Jeff Waters (Annihilator), Gus G (Firewind) e Tijs Vanneste (Oceans Of Sadness). Como surgiram estas colaborações? Que extra adicionaram estes músicos à faixa em questão?
As colaborações aparecem mais uma vez de forma metafórica uma vez que os temas estão identificados com os músicos convidados em termos musicais ou líricos (contextos). No caso do JEFF WATERS tivemos a intenção de compor um tema mais pesado que o usual dos HEAVENWOOD (espreitar um pouco das nossas raízes DISGORGED). Enviamos a pré-produção e conceito lírico do tema ao Jeff sendo prontamente aceite a sua participação ao identificar-se muito com a qualidade musical da banda. No caso do GUS G pretendíamos compor um tema dedicado ás grandes culturas na Historia da Humanidade e em “One Step to Devotion” ela é dedicada à Grécia… o GUS G dos FIREWIND era uma opção lógica e acertada. Uma vez que ele conhecia bastante bem os HEAVENWOOD pelo sucesso do “DIVA” e “SWALLOW” na sua terra natal houve de imediato uma forte empatia neste desafio. Quanto ao Belga TIJS VANNESTE dos OCEANS of SADNESS no tema “Obsolete”, fomos contactados pelo Tijs a agradecer o facto de saber que os HEAVENWOOD estavam a preparar um novo álbum, com fã de longa data da banda. Conversa puxa conversa propus o desafio de me ajudar a terminar o tema “Obsolete” imediatamente aceite por ele ao partilharmos gostos e culturas musicais foi de facto fácil transmitir para a fita esta nossa empatia.

6 – Sobre que assuntos incidem as letras contidas neste disco?
Amor… amor nas suas mais variadas formas de expressão, a dualidade que muitos seres humanos ainda não descobriram neles próprios, um caminho e um ciclo. Acredito que quem compreender o pouco desta frase, muito assim lhe dirá…

7 – A capa do disco (tanto a da primeira edição como a da segunda) segue o estilo dos álbuns anteriores. Quem foi o responsável? Estão satisfeitos com a apresentação geral do álbum?
O design do novo álbum dos HEAVENWOOD foi desenvolvido pelo JMELLO Design do Brasil, sim estamos satisfeitos.

8 – A vossa sonoridade tem passado por mutações sucessivas desde os tempos dos Disgorged até hoje. Actualmente, quais são as vossas influências musicais, assim como outro tipo de influências externas à música (literatura, cinema, arte, sociedade, etc)?
No que respeita a mutações musicais, bom… ainda bem que sim… sinal de evolução a todos os niveis. Em termos de influências musicais sou pouco ou nada estereotipado por isso estabeleço um limite muito simples em termos de gostos musicais: há boa música e há música má.
Aprecio imenso Ridley Scott, David Lynch, Stanley Kubrick porque vêem e sentem para além do horizonte!
No que respeita á literatura sou um leitor muito espiritual e todos os caminhos devem ser percorridos ou pelo menos experimentados desde a Filosofia á Teosofia entre outras correntes. Aleister Crowley e Fernando Pessoa são muito fortes por motivos não tão óbvios para quem os lê...existe algo mais para além do óbvio!
Aprecio muito ouvir Michael Tsarion e sua visão sobre a Humanidade, Osho, entre outros… a sabedoria não ocupa lugar!

9 – O disco foi lançado pela Recital. Como é que surgiu esta colaboração? Porque é que a banda optou por esta editora emparticular? E fora de Portugal, qual é a situação em relação à edição de “Redemption”?
A RECITAL records ofereceu todas as condições exigidas pelos HEAVENWOOD perante este novo álbum contra as condições que nos foram ofertadas por editoras fora de Portugal. A RECITAL aceitou este desafio assim como nós ao estarmos a exportar em grande escala um grupo e uma editora nacional. Tudo é possível com trabalho logicamente!
Em termos internacionais temos a sólida FOCUSION Promotions da Alemanha para trabalhar além fronteiras este novo álbum dos HEAVENWOOD. “Redemption” tem lançamento internacional a 17 de Outubro e no que respeita a Portugal a 1ª edição limitada com oferta de bilhete para os concertos oficiais de apresentação na CASA DA MÚSICA ou CINE TEATRO DE CORROIOS esgotou em pouco tempo!

10 – Como é que estamos de concertos de promoção ao disco? E em relação a outro tipo de promoção, tais como entrevistas, rodagem em rádios, e outras?
Os HEAVENWOOD irão apresentar o novo álbum “Redemption” oficialmente em Portugal dia 22 de Novembro na CASA DA MÚSICA (Porto) e dia 29 de Novembro no CINE TEATRO DE CORROIOS (Lisboa). Estão a surgir datas em Portugal, Espanha e Roménia para além de novas datas a serem confirmadas de forma a promovermos e retomarmos a inúmeros locais / clubes europeus por onde HEAVENWOOD deixou a sua marca.
Em termos de entrevistas nacionais e internacionais teremos o nível de promoção e exposição que o grupo abraçou desde o “Diva” e “Swallow”.

11 – Tendo já alguns anos nisto do Underground Português e do cenário Europeu do Metal, como vês a cena Underground nacional hoje em dia? Que bandas, editoras, promotores de concertos, revistas e outros da cena musical podes realçar? E a nível Europeu e mundial?
Muita parra pouca uva… Falta calma e objectividade a muita gente quando os horizontes pretendidos são altos.
A nível Europeu ou Mundial existe um mecanismo automatizado que permite gravar, lançar e promover álbuns ou bandas em “tempos-record” e que infelizmente até ao momento Portugal não se preparou para tal, é uma pena.... agora questiono eu: foram os HEAVENWOOD que estiveram parados 10 anos?!

12 – Tens agora espaço para deixar uma última mensagem aos leitores da Fénix.
Um forte abraço musical em nome de toda a banda, boas viagens e “quadros musicais” ao som de “Redemption” e não deixem de visitar o nosso Myspace oficial em www.myspace.com/heavenwood

Perguntas: RDS
Respostas: Ricardo Dias (Voz / Guitarra Solo)

www.www.myspace.com/heavenwood / http://www.recitalrecords.com/ / www.myspace.com/recitalrecords / http://www.avantegarde-mngt.com/ / www.myspace.com/lachispadelamuerte

Thursday

Misery Index – Traitors (2008) – Relapse

Os Misery Index estão de volta com o sucessor do fabuloso “Discordia” de 2006. “Traitors” continua na mesma linha de sempre, fusão de Death Metal, Grindcore, Hardcore e algum Crust com aquele travo “old-school” mas com uma abordagem moderna. As influências continuam lá todas e são sempre as mesmas, passando pelo Death / Grind da velha escola de Napalm Death, Terrorizer, Brutal Truth ou Suffocation, até ao Crust / Core de Assuck, His Hero Is Gone ou Disrupt. É mesmo deste tipo de Death Metal que eu gosto, não daqueles irritantes ataques de blastbeats do início ao fim de um disco (também os há aqui mas de uma forma mais equilibrada). Riffs surpreendentes a voar em todas as direcções, ritmos demolidores que nos criam palpitações no peito, tudo encimado por uma voz grave a meio caminho entre o gutural e a linha Hardcore. Não mudou mesmo nada no som dos Misery Index. Reciclar e regravar. Mas isso interessa mesmo? Nem sempre a repetição de ideias é algo de negativo (que o digam os AC/DC ou os Motörhead). É fixe, é brutal, é “groovy”, é rápido, é viciante, tem alma a rodos. Que se há-de fazer? Curtir e deix’andar. Isto incita mesmo a entrar num quente e suado “moshpit” com os “horns up” bem alto e a fazer “headbanging” como se não houvesse amanhã. Venham mais discos destes. E penso que consegui chegar ao fim da crítica sem escrever um único palavrão. Acreditem que é o que apetece mesmo dizer ao ouvir “Traitors”. Foda-se! Não resisti. 80% http://www.miseryindex.com/ / www.myspace.com/miseryindex / http://www.relapse.com/
RDS
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Misery Index - Conquistadores ("Discordia", Relapse 2006)

Wednesday

Heavenwood – Redemption (2008) – Recital

Finalmente temos direito a um novo trabalho dos Heavenwood. Depois de uma promissora estreia com “Diva” em 1996 e a confirmação com o fabuloso “Swallow” em 1998, seguiu-se um interregno que durou quase 10 anos. No ano passado surgiu um novo trabalho promocional e alguns concertos esporádicos. Em Dezembro desse mesmo ano a banda assinou contrato com a Portuguesa Recital, nascendo agora em Setembro de 2008 o fruto dessa colaboração. Os Heavenwod estão de volta com toda a força e “Redemption” traz 10 novos temas de Dark Rock / Gothic Metal que em nada ficam a dever às anteriores propostas. Conseguem até fazer a ponte entre o registo Gothic / Doom / Death melódico de “Diva” e o registo mais limpo de Dark / Gothic Rock / Metal de “Swallow”, balançando na perfeição todas as vertentes e facetas da banda. À semelhança deste último, “Redemption” tem também participações especiais, neste caso de Jeff Waters (Annihilator), Gus G (Firewind) e Tijs Vanneste (Oceans Of Sadness). Com produção, mistura e masterização de Jens Bogren nos Fascination Street Studios na Suécia, assim como uma ajuda do baterista de sessão Daniel Cardoso (Head Control System, ex-Sirius), o disco tem um som forte, cheio e pesado, mas limpo o suficiente para se conseguir perceber todo o trabalho instrumental e de vozes. Excelentes riffs/solos/melodias de guitarra, secção rítmica forte e coesa, voz versátil, boas ideias bem executadas, ambientes ora negros ora melódicos, o disco tem um pouco de tudo para agradar os fãs do género. O estilo é o mesmo de sempre mas não soa datado, podendo ser considerado o sucessor natural de “Swallow” e, sem dúvida alguma, o passo em frente em relação a essa proposta. Gostei muito do disco e estou ansioso por os voltar a ver ao vivo, agora com este novo material. 90% www.www.myspace.com/heavenwood / http://www.recitalrecords.com/ / www.myspace.com/recitalrecords / http://www.avantegarde-mngt.com/ / www.myspace.com/lachispadelamuerte
RDS
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Heavenwood - Obsolete

Star Fucking Hipsters – Until We’re Dead (2008) – Fat Wreck Chords

Este é um super projecto de Nova Iorque que envolve membros de Leftover Crack, The Slackers, Choking Victim, The Degenerics ou World Inferno Friendship Society. Três homens e duas mulheres fazem parte da banda (gosto sempre de enfatizar o envolvimento de mulheres em bandas alternativas). Muito à semelhança dos Leftover Crack, estes Star Fucking Hipsters fazem uma fusão de estilos, com as letras sociopolíticas de Sturgeon (vocalista dos L.C.) a marcar presença. Um álbum heterogéneo que vai do Streetpunk ao Ska, passando pelo Hardcore e até algum Crust. Entre temas mais rápidos, mais calmos, mais melódicos, mais sujos, mais dançáveis, há um pouco de tudo em “Until We’re Dead”. Além da fusão de géneros, a dualidade voz masculina / feminina é outro dos factores de heterogeneidade do projecto. Não sou grande adepto deste tipo de misturas mas os SFH fazem-no bem e o disco soa coeso. Soa puro, directo, sincero. Não sendo nada de transcendental, o disco ouve-se bem de início ao fim. Direccionado para os fãs de Leftover Crack, Citizen Fish, NOFX, The Slackers, Conflict, Subhumans, etc. 70% www.myspace.com/starfuckinghipsters / http://www.fatwreck.com/
RDS
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SFH - Immigrants And Hypocrites (Live @ 20th anniversary of the 1988 Tompkins Square Riots at TSP on August 3rd, 2008)

Burst – Lazarus Bird (2008) – Relapse

Os Suecos Burst estão de volta com um novo trabalho de estúdio. Três anos após a última entrega, estes regressam com um oponente de peso para o fantástico “Origo”. Em vez de jogar pelo seguro e gravar um “Origo Pt. 2”, o quinteto concentrou-se em compor “Lazarus Bird”, um álbum mais maduro, mais técnico, mais trabalhado a nível de pormenores. Se a confirmação já havia sido feita com o anterior disco, este “Lazarus Bird” é o passo em frente (ou aliás, dois passos em frente, diria eu). Estão mais progressivos, estão mais psicadélicos, estão mais apetecíveis. A dualidade caos/calma, força/fragilidade, peso bruto/melodia, continua presente e, sem dúvida alguma, mais vincada neste novo esforço colectivo. E falo mesmo em esforço colectivo porque toda a banda está a um nível superior. A voz esta muito mais versátil; as guitarras estão fabulosas com riffs/solos/melodias soberbos; a secção rítmica está potente mas sempre com aquela vertente progressiva e técnica. A fusão de Hardcore, Metal, Progressive Rock e Psychedelic Rock poderá agradar a fãs de Opeth, Mastodon, Porcupine Tree, Anathema, Amorphis, Isis, The Mars Volta, Botch ou Coalesce, entre outros. Muito bom! 90% http://www.burst.nu/ / www.myspace.com/burstrelapse / http://www.relapse.com/
RDS
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Burst - Sculpt The Lives ("Prey On Life", Relapse 2003)

Tuesday

Zero Tolerance #025

A nova edição da revista Britânica Zero Tolerance está nas bancas. Trata-se do número 25 e inclui nomes como Gojira, Enslaved, Kampfar, Cynic, Dragonforce, Lustmord, Bloodbath, Amon Amarth, Benediction, entre outros. As habituais 146 páginas estão recheadas de música extrema, críticas a discos, entrevistas, crónicas, etc. A isto juntam-se dois CDs plenos de material extremo que passam por algumas das bandas acima mencionadas, Psycroptic, Warpath, The Haunted, Gama Bomb, SSS, etc, num total de 31 temas! O preço é de £3.30, o que deverá rondar os 5 euros em Portugal.

Concertos Underground







Thursday

The Creepshow – Run For Your Life (2008) – People Like You

“Run For Your Life” é o novo trabalho de estúdio dos The Creepshow. Dez faixas fazem a fusão de Horrorbilly com um Punk Rock bem acelerado e enérgico. Som cru, sujo e agreste mas com muita melodia é o que nos oferecem. O contrabaixo dá-lhe aquele som “arranhado” característico da cena Psychobilly, enquanto que o Piano lhe confere uma certa melodia crua e alguns sons mais “fantasmagóricos”. A dualidade voz feminina e masculina adiciona mais diversidade ao som Creepshow. O imaginário 50s Horror / B-Movies / Pin-Up / Comic Books já habitual neste tipo de bandas também marca presença. Não é nada de transcendental mas gostei do que ouvi. Para fãs de Misfits, Horrorpops, Meteors, Mad Sin, The Cramps, The Living End e outros que tais. 70% http://www.thecreepshow.org/ / www.myspace.com/thecreepshow / http://www.peoplelikeyourecords.com/
RDS
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The Creepshow - Take My Hand
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The Creepshow - Demon Lover (Live on Edmonton TV, Canada)

Adam West – ESP: Extra Sexual Perception (2008) – People Like You

Os Adam West estão de volta com mais uma descarga de Rock ‘N’ Roll / Punk / Hard Rock. São 12 novos temas rápidos, groovy, enérgicos, crus, agrestes, barulhentos, selvagens, puros. O som dos Norte-Americanos continua na mesma, portanto. E isso é óptimo! Para quem ainda não conhece (o quê?), imaginem uma fusão de 60s Psychedelic Rock, 60s Garage Punk, Punk ‘77, 70s Heavy Rock, Hard Rock / Punk da cena Australiana dos 70s e bandas como Motörhead, AC/DC, Rose Tattoo, MC5, Misfits, Black Sabbath, Stiff Little Fingers, Vibrators, Radio Birdman e Iggy & The Stooges. A produção crua e suja, tipo ensaio na garagem, ajuda muito ao espírito “old-school” e pureza da música. Riffs fabulosos, ritmos que convidam ao movimento, voz rouca, atitude a rodos. Nunca os vi ao vivo mas deve ser uma festa! Punho fechado no ar, cerveja na mão, cara de mau (com um sorriso a escapar pelo canto da boca), muito suor e “headbanging”. Estão vivos e recomendam-se! 80% www.fandangorecs.com/adamwest / www.myspace.com/adamwestrocks / http://www.peoplelikeyourecords.com/
RDS
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Adam West - You´re My Solar Flare

V/A – Bound For The Bar Festival Tour DVD (2008) – People Like You

Mais uma edição em DVD da Germânica People Like You. Infelizmente não tenho acesso ao produto de venda mas sim a um promocional com parte do material. O som também não é o do produto final (espero que o DVD não tenha este som quase “apagado”). Mesmo assim, tenho aqui muito material para avaliar esta edição. As bandas incluídas são Peter Pan Speedrock (extractos de dois concertos diferentes, 5 temas), The Peacocks (9 temas), Angel City Outcasts (3 temas), The Grit (2 temas), Chip Hanna & The Berlin Three (2 temas) e Far From Finished (3 temas). Além dos excertos das actuações de cada uma das bandas, temos ainda direito às habituais passagens rápidas tipo documentário com rápidas entrevistas, “making of’s” e cenas de bastidores. 8 videoclips (aos quais não tenho acesso) de nomes do catálogo PLY fazem também parte dos extras. Pela amostra que tenho em mãos, nota-se que houve um trabalho cuidado em todos os pormenores. Gosto da ideia de intercalar todos os ingredientes (caso usem a opção “play all”). O único senão é não ter legendas (pelo menos o meu promocional) e nas entrevistas às bandas Alemãs não consigo captar nada. Mais uma vez, é pena não ter acesso ao resultado final. 70% http://www.peoplelikeyourecords.com/
RDS

Area51 – Ankh (2005, Black-listed) & “Daemonicus” (2008, Aprights)

Os Area51 são uma banda de Neoclassical Metal do Japão com voz feminina. As influências variam entre nomes do Heavy tradicional (Rainbow, Impellitteri), Heavy Neoclássico (Yngwie Malmsteen, Royal Hunt, Stratovarius), nomes mais recentes do Symphonic Metal de vocalização feminina (Epica, After Forever) e compositores clássicos (Chopin, Paganini).

O guitarrista Yoichiro Ishino formou a banda em 2003 e em 2005 já lançaram a estreia em longa-duração “Ankh” (Black-listed Records). Nove malhas compõem este disco que foi considerado, pela mítica revista Japonesa Burrn!, um dos 6 melhores álbuns de Neoclassical Metal daquele país. As influências são mais que óbvias mas há aqui boas ideias, bons riffs e melodias de guitarra, uma secção rítmica competente sem chegar a ser muito técnica, uma componente sinfónica bem encaixada, letras em Japonês (é sempre aplaudido quando uma banda canta na sua língua materna) e, finalmente, a fantástica voz de Kate. Não é nada de transcendental mas gostei do que ouvi. 75%

Em 2008 é editado o segundo de originais, “Daemonicus” (Aprights). São mais 10 faixas na mesma linha musical mas com uma notória evolução, tanto na composição como na execução. Conseguem balançar bem a sua música alternando entre o material mais rápido e o “midtempo”, entre momentos mais agressivos e os mais melódicos e sinfónicos, entre ideias mais simples e outras mais elaboradas. O único problema é a produção. É a típica produção Japonesa que deixa os instrumentos com um som algo frio e mecânico. Mas, salvo raras excepções, este tipo de som final também se pode ouvir nos seus parceiros Europeus. Continuam a não ser uma mais valia para o cenário Heavy Metal internacional, mas são uma boa escolha para quem gosta do género. O tema que de destaque, e que encerra o álbum, é com certeza “Lord Knows” o qual tem uma duração de 16m39s e tem a colaboração vocal de Rob Rock dos Impellitteri. Heavy / Power / Prog / Symphonic no seu melhor. 80%

Outras edições da banda: “Area51” (Demo 2003), Extended Wings / Sky Above Clouds (Single 2004), “Close To… You And Me” (Single 2007) e “Area51 SMD” (EP 2008, este é uma edição especial para o Brasil com 5 temas do disco de estreia).

Area51: http://www.area51-web.com/

RDS

Tuesday

In Ria Rocks! – Quinta do Ega, Vagos – 13 de Setembro de 2008

A terceira edição do In Ria Rocks! teve lugar na Quinta do Ega, Vagos, no passado Sábado dia 13 de Setembro. As bandas que fizeram o cartaz foram The Godiva, Echidna, Gwydion, Oblique Rain e Hyubris. Em curtas linhas passo a fazer a descrição do mesmo. http://www.rockinria.net/

The Godiva: Death melódico de meados dos 90s, linha Crematory, Cemetary, Dark Tranquility e Nightfall. O som é algo datado mas nota-se que a banda gosta do que faz, e até o faz bem. Mas no palco são muito parados. Falta alguma rodagem ao vivo. O som, esse estava péssimo, mas isso foi problema que persistiu durante todo o festival. Assim é difícil ter uma ideia mais elaborada do trabalho da banda, tanto em termos de composição como de “performance” ao vivo. De qualquer modo, bom “aquecimento” para o resto festival. www.myspace.com/thegodiva

Echidna: Thrash / Death linha Sueca. Poderoso. Enérgico. Muita garra e atitude. Gostei. É pena mais uma vez o som estar nojento. A banda parecia estar a partir tudo lá em cima do palco mas, nós cá em baixo não conseguíamos captar nem metade dessa energia. O que poderia ter sido uma actuação devastadora, foi seriamente prejudicada pelo som. Mas gostei e espero vê-los novamente em palco em melhores condições. www.myspace.com/echidna

Gwydion: Outra actuação que poderia ter sido fabulosa mas que sofreu por causa de, adivinhem, o som terrível. Mesmo assim a banda deu o tudo por tudo. Gostei muito. O som Pagan / Folk / Viking dos Gwydion é festivo, movimentado, apelativo. Influências directas da cena Sueca: Finntrolll, Moonsorrow e até Norther. Cerveja na mão, punho no ar. Muita atitude, garra e diversão a rodos. Foi a primeira e única banda a usar a, algo pindérica (tipo grupo de baile), plataforma em frente ao palco. Mas fizeram-no com estilo! Espero vê-los ao vivo noutras condições. www.myspace.com/gwydionmetal

Oblique Rain: Ehem… tenho que repetir? Pois é. O som de orientação Progressiva com toques semi-góticos dos Oblique Rain tem de ser ouvido em óptimas condições para poder ser apreciado na sua plenitude. Algo parados em palco, isso é verdade. A voz também me pareceu algo monótona e linear. No disco não me soava assim. Para quem não conhece, Porcupine Tree, Opeth (faceta mais calma), Anathema (som actual) e Katatonia (som actual) são nomes a apontar. Poderia ter sido mais interessante mas, mesmo assim, agradável. www.myspace.com/obliquerain

Hyubris: Muito bom. O som ligeiro, melancólico e de orientação Folk / Gótica não se imaginaria, à partida, motivo para festa. Pois eu estava bem enganado, a banda conseguiu animar bastante as reduzidas hostes que fizeram da Quinta do Ega a sua noite de Sábado (devia haver muito “metaleiro” nas discotecas!). O ponto alto da noite. Gostei da presença em palco, da atitude e do tom alegre e festivo com que encararam a sua actuação. O péssimo som e a fraca afluência de público poderiam ter retirado algum ânimo aos músicos, mas isso não aconteceu. Aliás, todas as bandas se comportaram como se de uma ocasião única se tratasse este In Ria Rocks! Assim vale a pena sair de casa e ir apoiar a cena! www.myspace.com/hyubrismusic

Pontos Negativos: O péssimo som (por favor, para a próxima contratem alguém que saiba o que está a fazer) que não beneficiou nem bandas nem público. O início tardio (habitual nos concertos em Portugal) que levou a que a festa acabasse mais tarde que o esperado. A fraca afluência de público (se não há, queixam-se; se há, não aparecem).

Pontos Positivos:
A atitude positiva das bandas, (escasso) público e organização. Isto sim parecia um festival Underground em toda a sua plenitude. Mais um festival de Metal a ser feito em Portugal (continuem, eu estarei lá para o ano!). A organização parecia estar bem oleada e as coisas não falharam muito. Para o ano há mais e melhor.

RDS

Echidna – Insidious Awakening (2008) – Rastilho

Com tantas bandas a surgir todos os dias, actualmente é difícil acompanhar o Underground nacional. O nome Echidna não me era estranho mas, ainda não tinha tido a oportunidade de ouvir a sua música. E de repente surge o disco de estreia! Já? Perguntei eu. Hoje em dia é muito mais fácil para as bandas editar um disco, enquanto que há uns anos atrás estas tinham de batalhar, ensaiar, compor, gravar maquetes e tocar ao vivo (muito!) antes da estreia em longa duração. Depois, lá poderia surgir o disco para as melhores. Hoje as coisas estão mais facilitadas. Isso pode ser bom ou pode ser mau pois, como sabem, muitas bandas ainda verdes gravam discos que são autênticos desastres. Cada vez que ouço um disco desses e me lembro das fantásticas bandas que não passaram da maquete… Enfim, melancolias à parte, falemos dos Echidna. O que falei há pouco aplica-se neste caso? Não. A banda pode ser jovem mas já tem um som coeso, forte e seguro. As influências são mais que óbvias mas, para um primeiro disco, podemos dizer que isso é quase obrigatório. Esperemos que no segundo os Echidna consigam alcançar um som mais próprio e deixem de ser uma promessa para se tornar numa confirmação. Pela amostra contida em “Insidious Awakening”, isso é uma forte possibilidade. O Thrash / Death da banda de V.N. Gaia deve muito a nomes da cena Sueca como (ahem!) At The Gates, The Haunted, The Crown, Darkane, Soilwork (antigo), Edge Of Sanity, ou outros como Lamb Of God e Cataract. Têm boas ideias que conseguem concretizar na perfeição, fantásticos riffs e solos de guitarra (um dos pontos fortes), secção rítmica segura e demolidora, e uma voz crua e áspera que faz lembrar Tomas Lindberg. Gravado na Fábrica do Som por Daniel Carvalho, masterizado por Daniel Cardoso nos Ultra Sound Studios e produzido por ambos e a própria banda, o disco tem um som perceptível e potente mas com aquela crueza necessária ao género. Gostei muito do que ouvi e aguardo ansiosamente o tal novo trabalho de confirmação. Para já, recomendo. 80% http://www.echidnaband.com/ / www.myspace.com/echidna / http://www.rastilho.com/ / http://www.rastilhorecords.com/ / www.myspace.com/rastilho
RDS