Monday

Bison B.C. – Quiet Earth (2008) – Metal Blade Records

Este é o segundo disco para os Canadianos Bison e o primeiro para a Metal Blade. 8 temas em cerca de 44 minutos fazem uma fusão brutal de Thrash, Sludge, Stoner e Crust. Som ultra pesado, sujo, agressivo, sem concessões, é assim que os Bison se apresentam. A secção rítmica é devastadora, os riffs de guitarra são bem pesados, a voz é grave e arranhada (faz lembrar o Xico dos Portugueses Dawnrider), e é tudo descarregado a um ritmo alucinante. Mas não é só peso e brutalidade porque sim, porque tem de ser, pois há muitas ideias fantásticas que mantêm “Quiet Earth” fresco até ao fim. Além de não haver um único momento de descanso também não há um momento “morto”, mantendo-se o disco interessante de início ao fim. Rapidamente passamos de uma secção “groovy” com tendências Stoner a uma mais rápida linha Thrash / Speed, ou de um compasso arrastado Doom / Sludge a uma Lina mais melódica com fortes influências NWOBHM, sempre com aquela crueza Punk / Crust / Sludge. Altamente recomendado a fãs de High On Fire, Mastodon, Buzz-Oven, Melvins, Soilent Green, Bongzilla, Logical Nonsense ou Today Is The Day. 90% www.myspace.com/bisoneastvan / http://www.metalblade.de/
RDS
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Bison B.C. - Live

Bison - Interview Hardtimes.ca

Unearth – The March (2008) – Metal Blade Records

Novo trabalho de estúdio para os Unearth. São mais 10 faixas de Metalcore em pouco mais de 44 minutos. E é isso mesmo, mais 10 faixas, nada de novo, nada de fresco, nada de interessante. Não é que os Unearth não tenham boas ideias ou não as concretizem, mas o estilo já está mais que saturado e, por muito que se façam as coisas bem, não chega. Acontece com todas as correntes musicais: tornam-se populares, chegam a um ponto de saturação, muitas bandas cessam funções, ficam apenas as melhores bandas (que acabam por fazer adaptações à sua sonoridade). Os Unearth ainda não estão na fase da progressão musical (no sentido de incorporar novas ideias). Balanço perfeito entre as costelas Hardcore e Thrash, as partes mais rápidas e as mais “groovy” com os típicos “breakdowns”, a faceta mais agressiva e a mais melódica. Mas… falta aquele “je ne sais quoi”. É um disco bom mas igual a tantos outros, tanto da discografia Unearth como da corrente Metalcore. Apenas para fãs acérrimos que ainda não saturaram do estilo. 65% http://www.unearth.tv/ / www.myspace.com/unearth / http://www.metalblade.de/
RDS
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Unearth - The March" - Trailer

Sunday

E-compilações nacionais / Magazines online

Duas novas e-compilações cheias de bandas nacionais estão disponíveis para download gratuito nos respectivos websites. Também duas revistas direccionadas para o universo do Metal estão disponíveis em formato pdf, uma delas com compilação em mp3.

A primeira compilação é “Circulo De Fogo #6 – Selvagem” e, como o título indica, trata-se já do 6º volume. Metal, Punk, Hardcore, Gótico e Progressivo têm o seu lugar nesta “selvajaria”. Material recente e material clássico, há um pouco de tudo. As bandas incluídas neste volume são: Phil Mendrix, Smiles 'N' Cries, The Other Side, R12, Diesel-Humm!, Sean Rose, Factory Of Dreams, DeepSkin, The Last Of Them, New Mecanica, Echidna, For The Glory, ThanatoSchizO, Gwydion, Burning Sunset, Extreme Unction, Irae, Downthroat.
As anteriores edições também podem ser descarregadas no mesmo endereço.
http://www.circulodefogo.com/

O website “Heavy Metal Pt Is The Law” lança também uma e-compilação, neste caso o 1º volume. A orientação é mais Hard Rock, Heavy e Power clássico. As bandas incluídas são: Fantasy Opus, Attick Demons, Dawnrider, Gargula, Drakkar, Ironsword, Crystal Dragon, Lostland, Mindfeeder, Rising Force, Shivan, The 7th Circle, Timeless, STS Paranoid.
http://www.heavymetalpt.com/

A Ancient Ceremonies tem novo número, é já o 15º, está disponível para download no formato pdf e faz-se acompanhar de uma compilação em mp3. A orientação é a mesma de sempre: Black, Death, Thrash., Grind, Doom.
Revista em pdf + compilação em mp3 (160kbps): www.ancientceremonies.com/issue15_zip.php
Revista apenas: www.ancientceremonies.com/issue15_pdf.php
http://www.ancientceremonies.com/ / http://www.blogger.com/www.myspace.com/ancientceremonies

A revista Luso-Brasileira Horns Up vai já no 3º volume (Outubro / Novembro 2008) e inclui entrevistas a Bleeding Through, Krisiun, Confronto, Paura, Echidna, Raunchy, Misery Index, One Hundred Steps; 43 críticas a CDs; e reportagens dos concertos: Alliance Fest, ABC PRO HC 11, GAS Festival, Agnostic Front, All Shall Perish.
Os números anteriores ainda se encontram disponíveis.
http://www.hornsup.net/

Rat City Riot + Reltih + Radio 99 + The Levities


March Of Metal 2008


Friday

Report Suspicious Activity – Destroy All Evidence (2008) – Alternative Tentacles

Novo trabalho para a actual aventura musical de Vic Bondi (Articles Of Faith). A este juntam-se membros de Jawbox, Burning Airlines, Kerosene 454. O disco anterior tinha alguns pontos de interesse mas estava mais direccionado para um Rock simples e directo, nada que se destacasse e fizesse valer o passado musical de Bondi. Neste novo “Destroy All Evidence” os Report Suspicious Activity voltam à carga com 15 temas de fusão Rock, Punk e Hardcore com influências de Rollins Band, Fugazi, Minor Threat, Black Flag, Jesus Lizard, Articles Of Faith, etc. Entre temas mais roqueiros, outros rápidos de inspiração Hardcore e alguns mais experimentais (linha Washington Post-Punk), os RSA descarregam cerca de 44 minutos bem intensos, enérgicos, inspirados e apelativos com letras baseadas, na sua maioria, nos actuais cenários socio-políticos Norteamericano e mundial. Gostei da variedade de sonoridades incluídas no disco, que nos podem levar de um tema rapidíssimo a um acústico sem se notar uma heterogeneidade absurda, muito pelo contrário, o disco soa bem homogéneo. Gostei também da apresentação geral do álbum em digipack, a representar uma carteira de fósforos (e uma verdadeira como bónus) dentro de um plástico de provas forenses. Nada politicamente correcto, portanto. Recomendo vivamente. 90% www.myspace.com/reportsuspiciousactivity / http://www.vicbondi.com/ / http://www.alternativetentacles.com/
RDS
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RSA - Lisptick On A Pig

Grady – Y.U. So Shady? (2008) – Alternative Tentacles

Esta é a reedição por parte da Alternative Tentacles da demo-CD de 2004 do “power” trio Texano Grady. Os 11 temas originais foram remisturados por Gordie (vocalista / guitarrista, ex-Big Sugar, Canadá), re-sequenciados por Jello Biafra e complementados por 2 temas ao vivo não presentes na edição original. Blues / Southern / Punk ‘N’ Roll bem sujo, puro, cheio de espírito é o que nos apresentam nestes 56 minutos. Há já muito tempo que não ouvia algo do género tão pesado, cru e intenso. Imaginem uma fusão entre nomes tão díspares como Queens Of The Stone Age, Dead Kennedys, John Lee Hooker, Motörhead, AC/DC, D.O.A., Fu Manchu, Nashville Pussy ou ZZ Top e têm uma ideia da sonoridade Grady. Gostei muito e recomendo a fãs dos nomes acima citados. 85% http://www.shadygrady.net/ / www.myspace.com/gradyaustin / http://www.alternativetentacles.com/
RDS
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Live @ Red Dog Bar, Ontario, Canada, March 7 2008

Wednesday

Diesel-Humm! – Stop The War (2007) – Radical Records

“Stop The War” é a estreia em longa duração dos Diesel-Humm! O disco foi editado em 2007 mas só agora me chega às mãos um exemplar do mesmo. Ao todo são 13 temas que percorrem o caminho do Hard Rock clássico, mas com uma roupagem moderna. A produção é a habitual no género, limpa e perceptível, mas um som algo mais cheio poderia beneficiar a banda, principalmente na bateria que ficou “limpa” demais (e um pouco alta), na minha opinião. De qualquer modo, o som está muito acima daquilo que se ouve noutras produções nacionais. Quanto à música em si, o disco torna-se algo repetitivo a meio caminho, mas mesmo assim temos temas muito fortes como a abertura “Harmonic Pain”, “(Stop) No More War”, “Strange Soul” ou “Diesel What?”. Apesar da corrente velha escola dos Diesel Humm! a banda não tem medo de experimentar coisas diferentes como o violino em “Harmonic Pain” ou os samplers electrónicos em “Strange Soul” e “Looking For Promise Land”. A balada “One More Time” é algo frouxa e melosa e poderia ter ficado melhor, mas “Falen Deep Inside” já soa mais a “power ballad” roqueira e a voz feminina ajuda muito ao produto final. A passagem rap em “Monster Of Silence” está algo desenquadrada, mas em “Devils Woman” já está melhor enquadrada. “Stop The War” tem os seus altos e baixos mas, no geral, é um disco agradável de se ouvir. Recomendado a fãs de Hard Rock dos 80s, Glam Rock e bandas Alemãs e Nórdicas do género. 65% http://www.diesel-humm.com/ / www.myspace.com/dieselhumm
RDS

Monday

The Business + Stigma + Mata Ratos + ...


Talisma – Quelque Part (2008) – Unicorn

Para não variar muito nas edições da Unicorn, uma banda Canadiana, com letras em Francês e orientação musical Progressiva. Nesta terceira entrega os Talisma oferecem 10 temas de Rock Progressivo com deambulações experimentais que lhe dão outro colorido. Na sua maioria são temas instrumentais, mas alguns beneficiam de voz feminina. Alternando entre os momentos mais calmos ou acústicos e o caos controlado, passagens ambientais negras (algumas quase Industriais) e outras mais coloridas, entre a faceta mais roqueira e a mais sinfónica, os Talisma são passíveis de agradar às várias facções do Prog-Rock. Gosto do álbum no geral mas o tema “Od” é potentíssimo! Se todo o disco fosse assim… Mas este tema vai de encontro aos meus gostos pessoais, até porque o álbum é extremamente heterogéneo e todos irão encontrar um tema mais à sua maneira. Para quem gosta do seu Rock Progressivo mais audaz, experimental e aventureiro. 80% http://www.talismamusic.com/ / www.myspace.com/dofleurent / www.myspace.com/markdiclaudio / http://www.unicorndigital.com/
RDS
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Talisma - L'Empalé (Live, Saint-Jerome, Quebec, 2003)

Direction – Est (2008) – Unicorn

Mais uma banda Canadiana a assinar pela Unicorn. Estes também cantam em Francês e têm a sua base musical no Progressivo tradicional. Os Direction conseguem no entanto ser mais roqueiros que a generalidade dos companheiros de editora. Por terem uma faceta mais Rock, os Direction conseguem imprimir outra dinâmica ao seu som que não está presente na maioria das bandas Progressivas hoje em dia. Pelo menos nas que enveredam por caminhos mais tradicionais. As suas influências derivam de nomes como Rush, Genesis, Led Zeppelin, Yes ou Pink Floyd. A produção, apesar de não se poder apontar falhas, poderia ter tomado outro caminho. Esta 4º entrega em longa duração dos Direction poderia ter beneficiado de um som mais cheio. Fora isto, o álbum tem os seus pontos de interesse e fica recomendado a fãs dos nomes acima citados. 70% http://www.legrooupedirection.com/ / http://www.unicorndigital.com/
RDS

Jelly Fiche – Tout Ce Que J’Ai Rêvé (2008) – Unicorn

Este é o disco de estreia dos Canadianos Jelly Fiche. Nove temas fazem a ponte entre Pink Floyd, Génesis e Jethro Tull. A banda aponta ainda nomes como King Crimson, Beatles, Queen, David Bowie ou Gentle Giant entre as suas principais influências. Progressivo com fortes influências de Rock sinfónico, psicadélico dos 60s, Folk e Jazz é o que nos apresentam nestes 63 minutos de música. A fusão de sonoridades resulta num produto homogéneo que me cativa. Faz-me lembrar as bandas Suecas dos 70s. Apesar de, pessoalmente, não gostar do som da língua Francesa, aqui soa algo exótico e adiciona outro factor de interesse ao disco. Há aqui muito trabalho de composição e nota-se o gosto e intensidade com que os músicos reproduzem essas composições. Intenso, forte, melódico, psicadélico por vezes. Gostei. 70% http://www.jellyfiche.com/ / www.myspace.com/jellyfiche / http://www.unicorndigital.com/
RDS

The Gourishankar – Close Grip (2008) – Unicorn

Este é o disco de estreia de 2003 dos Russos Gourishankar. Depois do bem sucedido “2nd Hands”, em 2007, a Unicorn avança com e reedição a estreia auto-financiada que se encontra indisponível actualmente. Aos 7 temas originais adiciona-se um tema extra. A música dos Gourishankar é amplamente influenciada pelo Progressive / Symphonic Rock dos 70s mas incorpora outras ideias que podem ir da electrónica à Pop. Há aqui boas ideias bem encaixadas; as performances dos músicos são irrepreensíveis; e a banda consegue balançar bem todas as vertentes da sua música, não sendo demasiado calma e ambiental que desagrade aos fãs de Rock, nem demasiado “pesada” que afaste os fãs do Progressivo tradicional (até podia ter guitarras mais fortes, isso sim). Não temos nada de fenomenal em “Close Grip” mas é agradável de se ouvir. 70% http://www.gourishankar.com/ / http://www.unicorndigital.com/
RDS
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Gourishankar - Endless Drama ("2nd Hand", 2007) - Fanvideo

Snarling Adjective Convention – Bluewolf Bloodwalk (2008) – Unicorn

Este é o disco de estreia dos Canadianos Snarling Adjective Convention. Sete temas, na sua maioria instrumentais, fazem a fusão de Jazz Avantgarde, Rock Progressivo experimental, ambientes negros e sinistros que remetem para o universo do Dark Ambient ou das bandas sonoras do terror dos 40s/50s e “film noir”, assim como de algum Metal e Rock Psicadélico. Apesar da sua orientação maioritariamente jazzística, não deixam de soar roqueiros, fortes, intensos. Muito mais negros e densos do que as habituais bandas de Prog / Fusion, por natureza mais alegres e espirituais, estes SAC conseguem imprimir ambientes bem sinistros às suas composições. Apenas o tema título foge um pouco a esta fórmula tendo uma forte orientação Funky mais alegre. Gostei muito e recomendo a fãs de material Avantgarde mais negro. Um disco que irá agradar a fãs de nomes tão díspares como John Zorn, King Crimson, Miles Davis, Ornette Coleman, Bernard Herrmann, Carl Stalling, Franz Waxman, Angelo Badalamenti, The Mahavishnu Orchestra, Taal, Kayo Dot ou Shub Niggurath. 85% http://www.snarlingadjectiveconvention.com/ / www.myspace.com/snarlingadjectiveconvention / http://www.unicorndigital.com/
RDS

Heavenwood - Entrevista

1 – Desde o último álbum “Swallow” (datado de 1998) até este novo trabalho houve um interregno enorme que passou por problemas com a anterior a editora (a Germânica Massacre), mudanças de formação, etc. Pelo meio houve tempo para um promo-CD em 2007 e alguns concertos esporádicos (que muita gente pensava serem de reunião, mas a banda nunca acabou propriamente, não é assim?). O que é se tem passado comos Heavenwood neste últimos 10 anos?
Estes anos de “silêncio” serviram de meditação musical por assim dizer no seio dos HEAVENWOOD enquanto alguns membros da banda trilharam caminhos alternativos em termos musicais, serviu também para o grupo analisar determinados assuntos fulcrais correspondentes á carreira da própria banda. Penso que toda a gente inserida neste meio musical tem a noção que as labels são um terreno pantanoso quando previamente não são efectuados acordos de comum interesse mas uma vez que acredito no lema " o que não nos mata torna-nos mais fortes " isso sim é que interessa no final de contas.
10 anos serviram no final de contas para idealizar, estruturar, compor, produzir e gravar este nosso terceiro álbum “Redemption”.

2 – Descreve os processos de composição e gravação deste disco de estreia “Redemption”.
O novo álbum dos HEAVENWOOD teve uma pré-produção massiva, intensiva em termos de composição e estruturação dos riffs e melodias características da banda com as letras, linhas vocais de forma a soar no final a “cara com coroa”.
A banda teve vários meses a pre-produzir vários temas antes de entrar no ULTRASOUND Studios com o Daniel Cardoso, trabalho esse desempenhado apenas entre os 3 elementos que são o núcleo forte dos HEAVENWOOD em 2008. Quanto entramos no ULTRASOUND studios tínhamos um esboço bem delineado do que queríamos em relação á sonoridade do novo álbum dos HEAVENWOOD, sabíamos que com a colaboração do Daniel Cardoso na Bateria todos os temas iriam ganhar uma maior dimensão em termos musicais e sonoros. Em termos vocais o album está apetrechado de pormenores o que por si só deu muito trabalho a toda a equipa envolvida. Partimos então para os FASCINATION STREET STUDIOS na SUÉCIA e com o JENS BOGREN misturamos e masterizamos um tema por dia de forma meticulosa. Muita mais gente esteve envolvida neste processo para o novo álbum dos Heavenwood desde o apoio da nossa Editora actual (Recital Records), todo o esforço e empenho da Avantegarde Management, Rita Carmo com uma sessão de fotografias desta fantástica fotógrafa nacional até ao designer JMELLO do Brasil.
Curioso o facto de várias nacionalidade estarem envolvidas nesta arte que fazemos!

3 – O disco foi produzido, misturado e masterizado por Jens Bogren nos Fascination Street Studios na Suécia. Porque optaram por estes estúdios e este produtor?
Porque nos identificamos com o seu " quadro musical ", procuramos muito sinceramente evitar os clichés sonoros actuais que passam por álbuns demasiadamente comprimidos em termos sonoros. Os HEAVENWOOD com “Redemption” pretendem soar a analógico, dinâmico, a banda… uma sonoridade aberta… metaforicamente falando… de braços abertos… espaço… ar… e de facto o JENS BOGREN é na actualidade o melhor produtor europeu neste tipo de sonoridade!

4 – O Daniel Carvalho (Head Control System, ex-Sirius), além de gravar a bateria no disco, teve também um papel activo na produção. Como é que surgiu a sua colaboração com os Heavenwood?
Uma vez que pretendíamos e acreditávamos que em Portugal conseguiríamos captar, gravar e produzir o álbum em condições ao ouvir alguns trabalhos do Daniel juntamos o útil ao agradável. Foram quase dois meses de trabalho intenso de toda a gente envolvida onde a equipa ULTRASOUND se dedicou de alma e coração ao novo álbum dos HEAVENWOOD. Muito trabalho caros amigos. Muito trabalho mesmo!

5 – O disco tem diversas colaborações especiais: Jeff Waters (Annihilator), Gus G (Firewind) e Tijs Vanneste (Oceans Of Sadness). Como surgiram estas colaborações? Que extra adicionaram estes músicos à faixa em questão?
As colaborações aparecem mais uma vez de forma metafórica uma vez que os temas estão identificados com os músicos convidados em termos musicais ou líricos (contextos). No caso do JEFF WATERS tivemos a intenção de compor um tema mais pesado que o usual dos HEAVENWOOD (espreitar um pouco das nossas raízes DISGORGED). Enviamos a pré-produção e conceito lírico do tema ao Jeff sendo prontamente aceite a sua participação ao identificar-se muito com a qualidade musical da banda. No caso do GUS G pretendíamos compor um tema dedicado ás grandes culturas na Historia da Humanidade e em “One Step to Devotion” ela é dedicada à Grécia… o GUS G dos FIREWIND era uma opção lógica e acertada. Uma vez que ele conhecia bastante bem os HEAVENWOOD pelo sucesso do “DIVA” e “SWALLOW” na sua terra natal houve de imediato uma forte empatia neste desafio. Quanto ao Belga TIJS VANNESTE dos OCEANS of SADNESS no tema “Obsolete”, fomos contactados pelo Tijs a agradecer o facto de saber que os HEAVENWOOD estavam a preparar um novo álbum, com fã de longa data da banda. Conversa puxa conversa propus o desafio de me ajudar a terminar o tema “Obsolete” imediatamente aceite por ele ao partilharmos gostos e culturas musicais foi de facto fácil transmitir para a fita esta nossa empatia.

6 – Sobre que assuntos incidem as letras contidas neste disco?
Amor… amor nas suas mais variadas formas de expressão, a dualidade que muitos seres humanos ainda não descobriram neles próprios, um caminho e um ciclo. Acredito que quem compreender o pouco desta frase, muito assim lhe dirá…

7 – A capa do disco (tanto a da primeira edição como a da segunda) segue o estilo dos álbuns anteriores. Quem foi o responsável? Estão satisfeitos com a apresentação geral do álbum?
O design do novo álbum dos HEAVENWOOD foi desenvolvido pelo JMELLO Design do Brasil, sim estamos satisfeitos.

8 – A vossa sonoridade tem passado por mutações sucessivas desde os tempos dos Disgorged até hoje. Actualmente, quais são as vossas influências musicais, assim como outro tipo de influências externas à música (literatura, cinema, arte, sociedade, etc)?
No que respeita a mutações musicais, bom… ainda bem que sim… sinal de evolução a todos os niveis. Em termos de influências musicais sou pouco ou nada estereotipado por isso estabeleço um limite muito simples em termos de gostos musicais: há boa música e há música má.
Aprecio imenso Ridley Scott, David Lynch, Stanley Kubrick porque vêem e sentem para além do horizonte!
No que respeita á literatura sou um leitor muito espiritual e todos os caminhos devem ser percorridos ou pelo menos experimentados desde a Filosofia á Teosofia entre outras correntes. Aleister Crowley e Fernando Pessoa são muito fortes por motivos não tão óbvios para quem os lê...existe algo mais para além do óbvio!
Aprecio muito ouvir Michael Tsarion e sua visão sobre a Humanidade, Osho, entre outros… a sabedoria não ocupa lugar!

9 – O disco foi lançado pela Recital. Como é que surgiu esta colaboração? Porque é que a banda optou por esta editora emparticular? E fora de Portugal, qual é a situação em relação à edição de “Redemption”?
A RECITAL records ofereceu todas as condições exigidas pelos HEAVENWOOD perante este novo álbum contra as condições que nos foram ofertadas por editoras fora de Portugal. A RECITAL aceitou este desafio assim como nós ao estarmos a exportar em grande escala um grupo e uma editora nacional. Tudo é possível com trabalho logicamente!
Em termos internacionais temos a sólida FOCUSION Promotions da Alemanha para trabalhar além fronteiras este novo álbum dos HEAVENWOOD. “Redemption” tem lançamento internacional a 17 de Outubro e no que respeita a Portugal a 1ª edição limitada com oferta de bilhete para os concertos oficiais de apresentação na CASA DA MÚSICA ou CINE TEATRO DE CORROIOS esgotou em pouco tempo!

10 – Como é que estamos de concertos de promoção ao disco? E em relação a outro tipo de promoção, tais como entrevistas, rodagem em rádios, e outras?
Os HEAVENWOOD irão apresentar o novo álbum “Redemption” oficialmente em Portugal dia 22 de Novembro na CASA DA MÚSICA (Porto) e dia 29 de Novembro no CINE TEATRO DE CORROIOS (Lisboa). Estão a surgir datas em Portugal, Espanha e Roménia para além de novas datas a serem confirmadas de forma a promovermos e retomarmos a inúmeros locais / clubes europeus por onde HEAVENWOOD deixou a sua marca.
Em termos de entrevistas nacionais e internacionais teremos o nível de promoção e exposição que o grupo abraçou desde o “Diva” e “Swallow”.

11 – Tendo já alguns anos nisto do Underground Português e do cenário Europeu do Metal, como vês a cena Underground nacional hoje em dia? Que bandas, editoras, promotores de concertos, revistas e outros da cena musical podes realçar? E a nível Europeu e mundial?
Muita parra pouca uva… Falta calma e objectividade a muita gente quando os horizontes pretendidos são altos.
A nível Europeu ou Mundial existe um mecanismo automatizado que permite gravar, lançar e promover álbuns ou bandas em “tempos-record” e que infelizmente até ao momento Portugal não se preparou para tal, é uma pena.... agora questiono eu: foram os HEAVENWOOD que estiveram parados 10 anos?!

12 – Tens agora espaço para deixar uma última mensagem aos leitores da Fénix.
Um forte abraço musical em nome de toda a banda, boas viagens e “quadros musicais” ao som de “Redemption” e não deixem de visitar o nosso Myspace oficial em www.myspace.com/heavenwood

Perguntas: RDS
Respostas: Ricardo Dias (Voz / Guitarra Solo)

www.www.myspace.com/heavenwood / http://www.recitalrecords.com/ / www.myspace.com/recitalrecords / http://www.avantegarde-mngt.com/ / www.myspace.com/lachispadelamuerte

Thursday

Misery Index – Traitors (2008) – Relapse

Os Misery Index estão de volta com o sucessor do fabuloso “Discordia” de 2006. “Traitors” continua na mesma linha de sempre, fusão de Death Metal, Grindcore, Hardcore e algum Crust com aquele travo “old-school” mas com uma abordagem moderna. As influências continuam lá todas e são sempre as mesmas, passando pelo Death / Grind da velha escola de Napalm Death, Terrorizer, Brutal Truth ou Suffocation, até ao Crust / Core de Assuck, His Hero Is Gone ou Disrupt. É mesmo deste tipo de Death Metal que eu gosto, não daqueles irritantes ataques de blastbeats do início ao fim de um disco (também os há aqui mas de uma forma mais equilibrada). Riffs surpreendentes a voar em todas as direcções, ritmos demolidores que nos criam palpitações no peito, tudo encimado por uma voz grave a meio caminho entre o gutural e a linha Hardcore. Não mudou mesmo nada no som dos Misery Index. Reciclar e regravar. Mas isso interessa mesmo? Nem sempre a repetição de ideias é algo de negativo (que o digam os AC/DC ou os Motörhead). É fixe, é brutal, é “groovy”, é rápido, é viciante, tem alma a rodos. Que se há-de fazer? Curtir e deix’andar. Isto incita mesmo a entrar num quente e suado “moshpit” com os “horns up” bem alto e a fazer “headbanging” como se não houvesse amanhã. Venham mais discos destes. E penso que consegui chegar ao fim da crítica sem escrever um único palavrão. Acreditem que é o que apetece mesmo dizer ao ouvir “Traitors”. Foda-se! Não resisti. 80% http://www.miseryindex.com/ / www.myspace.com/miseryindex / http://www.relapse.com/
RDS
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Misery Index - Conquistadores ("Discordia", Relapse 2006)

Wednesday

Heavenwood – Redemption (2008) – Recital

Finalmente temos direito a um novo trabalho dos Heavenwood. Depois de uma promissora estreia com “Diva” em 1996 e a confirmação com o fabuloso “Swallow” em 1998, seguiu-se um interregno que durou quase 10 anos. No ano passado surgiu um novo trabalho promocional e alguns concertos esporádicos. Em Dezembro desse mesmo ano a banda assinou contrato com a Portuguesa Recital, nascendo agora em Setembro de 2008 o fruto dessa colaboração. Os Heavenwod estão de volta com toda a força e “Redemption” traz 10 novos temas de Dark Rock / Gothic Metal que em nada ficam a dever às anteriores propostas. Conseguem até fazer a ponte entre o registo Gothic / Doom / Death melódico de “Diva” e o registo mais limpo de Dark / Gothic Rock / Metal de “Swallow”, balançando na perfeição todas as vertentes e facetas da banda. À semelhança deste último, “Redemption” tem também participações especiais, neste caso de Jeff Waters (Annihilator), Gus G (Firewind) e Tijs Vanneste (Oceans Of Sadness). Com produção, mistura e masterização de Jens Bogren nos Fascination Street Studios na Suécia, assim como uma ajuda do baterista de sessão Daniel Cardoso (Head Control System, ex-Sirius), o disco tem um som forte, cheio e pesado, mas limpo o suficiente para se conseguir perceber todo o trabalho instrumental e de vozes. Excelentes riffs/solos/melodias de guitarra, secção rítmica forte e coesa, voz versátil, boas ideias bem executadas, ambientes ora negros ora melódicos, o disco tem um pouco de tudo para agradar os fãs do género. O estilo é o mesmo de sempre mas não soa datado, podendo ser considerado o sucessor natural de “Swallow” e, sem dúvida alguma, o passo em frente em relação a essa proposta. Gostei muito do disco e estou ansioso por os voltar a ver ao vivo, agora com este novo material. 90% www.www.myspace.com/heavenwood / http://www.recitalrecords.com/ / www.myspace.com/recitalrecords / http://www.avantegarde-mngt.com/ / www.myspace.com/lachispadelamuerte
RDS
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Heavenwood - Obsolete

Star Fucking Hipsters – Until We’re Dead (2008) – Fat Wreck Chords

Este é um super projecto de Nova Iorque que envolve membros de Leftover Crack, The Slackers, Choking Victim, The Degenerics ou World Inferno Friendship Society. Três homens e duas mulheres fazem parte da banda (gosto sempre de enfatizar o envolvimento de mulheres em bandas alternativas). Muito à semelhança dos Leftover Crack, estes Star Fucking Hipsters fazem uma fusão de estilos, com as letras sociopolíticas de Sturgeon (vocalista dos L.C.) a marcar presença. Um álbum heterogéneo que vai do Streetpunk ao Ska, passando pelo Hardcore e até algum Crust. Entre temas mais rápidos, mais calmos, mais melódicos, mais sujos, mais dançáveis, há um pouco de tudo em “Until We’re Dead”. Além da fusão de géneros, a dualidade voz masculina / feminina é outro dos factores de heterogeneidade do projecto. Não sou grande adepto deste tipo de misturas mas os SFH fazem-no bem e o disco soa coeso. Soa puro, directo, sincero. Não sendo nada de transcendental, o disco ouve-se bem de início ao fim. Direccionado para os fãs de Leftover Crack, Citizen Fish, NOFX, The Slackers, Conflict, Subhumans, etc. 70% www.myspace.com/starfuckinghipsters / http://www.fatwreck.com/
RDS
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SFH - Immigrants And Hypocrites (Live @ 20th anniversary of the 1988 Tompkins Square Riots at TSP on August 3rd, 2008)

Burst – Lazarus Bird (2008) – Relapse

Os Suecos Burst estão de volta com um novo trabalho de estúdio. Três anos após a última entrega, estes regressam com um oponente de peso para o fantástico “Origo”. Em vez de jogar pelo seguro e gravar um “Origo Pt. 2”, o quinteto concentrou-se em compor “Lazarus Bird”, um álbum mais maduro, mais técnico, mais trabalhado a nível de pormenores. Se a confirmação já havia sido feita com o anterior disco, este “Lazarus Bird” é o passo em frente (ou aliás, dois passos em frente, diria eu). Estão mais progressivos, estão mais psicadélicos, estão mais apetecíveis. A dualidade caos/calma, força/fragilidade, peso bruto/melodia, continua presente e, sem dúvida alguma, mais vincada neste novo esforço colectivo. E falo mesmo em esforço colectivo porque toda a banda está a um nível superior. A voz esta muito mais versátil; as guitarras estão fabulosas com riffs/solos/melodias soberbos; a secção rítmica está potente mas sempre com aquela vertente progressiva e técnica. A fusão de Hardcore, Metal, Progressive Rock e Psychedelic Rock poderá agradar a fãs de Opeth, Mastodon, Porcupine Tree, Anathema, Amorphis, Isis, The Mars Volta, Botch ou Coalesce, entre outros. Muito bom! 90% http://www.burst.nu/ / www.myspace.com/burstrelapse / http://www.relapse.com/
RDS
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Burst - Sculpt The Lives ("Prey On Life", Relapse 2003)

Tuesday

Zero Tolerance #025

A nova edição da revista Britânica Zero Tolerance está nas bancas. Trata-se do número 25 e inclui nomes como Gojira, Enslaved, Kampfar, Cynic, Dragonforce, Lustmord, Bloodbath, Amon Amarth, Benediction, entre outros. As habituais 146 páginas estão recheadas de música extrema, críticas a discos, entrevistas, crónicas, etc. A isto juntam-se dois CDs plenos de material extremo que passam por algumas das bandas acima mencionadas, Psycroptic, Warpath, The Haunted, Gama Bomb, SSS, etc, num total de 31 temas! O preço é de £3.30, o que deverá rondar os 5 euros em Portugal.