Wednesday

Magnolia – Falska Vägar (2008) – Transubstans

No activo desde 1994, esta banda Sueca, com nome inspirado num tema dos Blue Cheer, tem em “Falska Vägar” a segunda proposta de estúdio. Esta rodela inclui 10 temas em pouco mais de 42 minutos de Bluesy Hard Rock com inspiração nos finais dos 60s e inícios dos 70s. As influências passam por Cream, November, Mountain, Free ou Blue Cheer. É retro mas não soa forçado como o resto das propostas que por aí andam nos tops, sendo o som dos Magnolia puro, pleno de alma e espírito (e outra coisa não se poderia esperar de uma edição Transubstans). Estes tipos bem poderiam ter crescido no intervalo temporal acima mencionado que não ficariam nada deslocados. As letras em Sueco ainda ajudam a dar outro colorido à música da banda. Gosto quando uma banda canta na sua língua materna, seja qual for o estilo musical. Além disso, a gravação num estúdio analógico ajudou a conseguir aquele som cheio mas cru, bem necessário ao estilo. Vale a pena a audição. 80% www.myspace.com/magnoliarock / http://www.recordheaven.net/ / www.myspace.com/transubstans / http://recordheaven.blogspot.com/
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Magnolia - Stanna Till! @ Tantogården/Stockholm 7/12-2007

Barr – Skogsbo Is The Place (2008) – Sakuntala / Transubstans

Esta é a estreia em longa duração dos Barr. Depois de um bem recebido EP em 2007, os Suecos assinam com a Sakuntala, uma recém criada sub-etiqueta da Transubstans, e representam a 1ª edição da mesma. Barr é um sexteto acústico que pratica um interessante Folk psicadélico de descendências Fairport Convention, Popol Vuh, Pentangle e Heron. Sete canções de embalar psicadélicas, segundo a denominação da banda para as suas composições, resultaram de uma sessão de dois dias e duas noites. São cerca de 44 minutos de música inspirada, pura, plena de espírito. É pena o som ter ficado muito “moderno”, limpo e com uma orientação quase Pop em alguns momentos; uma certa crueza e toque 70s lo-fi poderiam ter resultado muito melhor. De qualquer maneira, gostei do que ouvi e recomendo. Para fãs das bandas acima mencionadas ou outras mais recentes como Circulus, Porcupine Tree ou Pain Of Salvation (na sua faceta mais calma). 65% http://www.barrmusic.se/ / www.myspace.com/barrmusic / http://www.recordheaven.net/ / www.myspace.com/transubstans / http://recordheaven.blogspot.com/
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Barr - Sound And The Fury @ Stockholm Café

Concertos











Saturday

Nailed – Hatred, Failure & The Extinction Of Mankind (2008) – Anticulture

Este é o segundo álbum de estúdio dos britânicos Nailed. São 8 temas em pouco mais de 30 minutos de duração. Death Metal old-school, com toques de Grindcore e Gore, brutal, rápido, intenso, é o que nos apresentam. As influências passam por bandas Norte-Americanas, tanto da velha escola como da nova, tais como Suffocation, Malevolent Creation, Dying Fetus, Nile, Deicide, Cannibal Corpse, etc. A secção rítmica é competente mas nada de extraordinário, das guitarras saem bons riffs de Death Metal mas que deixam uma certa sensação de déja-vú, a voz tem um tom Gore mas acaba por saturar pois não há grande versatilidade. Não me interpretem mal, isto é um disco potente, mas que soa igual a tantos outros. Mediano. Talvez para curtir ao vivo. 55% www.myspace.com/naileddeathmetal / http://www.anticulture.co.uk/
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Nailed - Hatred, Failure & The Extinction of Mankind (Live)

Blindead – Autoscopia: Murder In Phazes (2008) – Foreshadow

Eu adoro notas de imprensa. São tão presunçosas! Esta que acompanha “Autoscopia: Murder In Phazes”, o segundo disco dos Polacos Blindead, é inacreditável. Com afirmações do género “um disco de grandiosas proporções, paralelo a Panopticon ou The Eye Of Every Storm”, “Cult Of Luna… poderia pensar-se que o trono do Post-Metal já estava conquistado, mas os Suecos vão ter de partilhar os louros com os Blindead” ou ainda “predestinado a tornar-se um dos mais importantes álbuns da história do Post-Metal”, como é que se pode levar a sério uma banda ou um disco? Isto, claro, numa rápida análise do que me chegou às mãos, antes de ouvir o disco propriamente dito. Este é, como já referi, o segundo trabalho em longa duração dos Polacos, mas é o meu primeiro contacto com a sua música. E a banda satisfaz as expectativas? Sem dúvida alguma! O disco é intenso, sufocante, brutal, negro. Os Blindead fazem o balanço perfeito entre o lado mais lo-fi, cru, obscuro, denso, pesado e o mais melódico, suave, aberto, iluminado. À vertente Post-Metal de inspiração Neurosis, Isis ou Cult Of Luna aliam-se ainda toques industriais que me fazem lembrar bandas como Godflesh, Fudge Tunnel ou Head Of David, assim como umas pitadas de Doom, Psychedelic, Prog e até Viking. Uma hora dividida em 7 temas (apelidadas de “Phaze”, de I a IV) que me agradaram imenso e que recomendo a fãs, como é óbvio, de todas as bandas anteriormente mencionadas neste texto. 85% http://www.foreshadow.pl/ / http://blindead.net/ / www.myspace.com/blindead
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Blindead - Phaze I: Abyss (Live in Warsaw 18.06.2008)

Monday

Checksound #8 - Outubro 2008

O oitavo número da revista online "Checksound", respeitante ao mês de Outubro de 2008, já se encontra disponível para download. A revista é composta pelas habituais reportagens fotográficas, críticas a discos (algumas também parte integrante da Fénix Webzine) e outros items de interesse musical. A menina que faz capa (e reportagem fotográfica) é, desta feita, uma das Suicide Girls (não aconselhável a menores de 18 anos, portanto). O endereço é o mesmo de sempre: http://www.checksound.eu/

Bison B.C. – Quiet Earth (2008) – Metal Blade Records

Este é o segundo disco para os Canadianos Bison e o primeiro para a Metal Blade. 8 temas em cerca de 44 minutos fazem uma fusão brutal de Thrash, Sludge, Stoner e Crust. Som ultra pesado, sujo, agressivo, sem concessões, é assim que os Bison se apresentam. A secção rítmica é devastadora, os riffs de guitarra são bem pesados, a voz é grave e arranhada (faz lembrar o Xico dos Portugueses Dawnrider), e é tudo descarregado a um ritmo alucinante. Mas não é só peso e brutalidade porque sim, porque tem de ser, pois há muitas ideias fantásticas que mantêm “Quiet Earth” fresco até ao fim. Além de não haver um único momento de descanso também não há um momento “morto”, mantendo-se o disco interessante de início ao fim. Rapidamente passamos de uma secção “groovy” com tendências Stoner a uma mais rápida linha Thrash / Speed, ou de um compasso arrastado Doom / Sludge a uma Lina mais melódica com fortes influências NWOBHM, sempre com aquela crueza Punk / Crust / Sludge. Altamente recomendado a fãs de High On Fire, Mastodon, Buzz-Oven, Melvins, Soilent Green, Bongzilla, Logical Nonsense ou Today Is The Day. 90% www.myspace.com/bisoneastvan / http://www.metalblade.de/
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Bison B.C. - Live

Bison - Interview Hardtimes.ca

Unearth – The March (2008) – Metal Blade Records

Novo trabalho de estúdio para os Unearth. São mais 10 faixas de Metalcore em pouco mais de 44 minutos. E é isso mesmo, mais 10 faixas, nada de novo, nada de fresco, nada de interessante. Não é que os Unearth não tenham boas ideias ou não as concretizem, mas o estilo já está mais que saturado e, por muito que se façam as coisas bem, não chega. Acontece com todas as correntes musicais: tornam-se populares, chegam a um ponto de saturação, muitas bandas cessam funções, ficam apenas as melhores bandas (que acabam por fazer adaptações à sua sonoridade). Os Unearth ainda não estão na fase da progressão musical (no sentido de incorporar novas ideias). Balanço perfeito entre as costelas Hardcore e Thrash, as partes mais rápidas e as mais “groovy” com os típicos “breakdowns”, a faceta mais agressiva e a mais melódica. Mas… falta aquele “je ne sais quoi”. É um disco bom mas igual a tantos outros, tanto da discografia Unearth como da corrente Metalcore. Apenas para fãs acérrimos que ainda não saturaram do estilo. 65% http://www.unearth.tv/ / www.myspace.com/unearth / http://www.metalblade.de/
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Unearth - The March" - Trailer

Sunday

E-compilações nacionais / Magazines online

Duas novas e-compilações cheias de bandas nacionais estão disponíveis para download gratuito nos respectivos websites. Também duas revistas direccionadas para o universo do Metal estão disponíveis em formato pdf, uma delas com compilação em mp3.

A primeira compilação é “Circulo De Fogo #6 – Selvagem” e, como o título indica, trata-se já do 6º volume. Metal, Punk, Hardcore, Gótico e Progressivo têm o seu lugar nesta “selvajaria”. Material recente e material clássico, há um pouco de tudo. As bandas incluídas neste volume são: Phil Mendrix, Smiles 'N' Cries, The Other Side, R12, Diesel-Humm!, Sean Rose, Factory Of Dreams, DeepSkin, The Last Of Them, New Mecanica, Echidna, For The Glory, ThanatoSchizO, Gwydion, Burning Sunset, Extreme Unction, Irae, Downthroat.
As anteriores edições também podem ser descarregadas no mesmo endereço.
http://www.circulodefogo.com/

O website “Heavy Metal Pt Is The Law” lança também uma e-compilação, neste caso o 1º volume. A orientação é mais Hard Rock, Heavy e Power clássico. As bandas incluídas são: Fantasy Opus, Attick Demons, Dawnrider, Gargula, Drakkar, Ironsword, Crystal Dragon, Lostland, Mindfeeder, Rising Force, Shivan, The 7th Circle, Timeless, STS Paranoid.
http://www.heavymetalpt.com/

A Ancient Ceremonies tem novo número, é já o 15º, está disponível para download no formato pdf e faz-se acompanhar de uma compilação em mp3. A orientação é a mesma de sempre: Black, Death, Thrash., Grind, Doom.
Revista em pdf + compilação em mp3 (160kbps): www.ancientceremonies.com/issue15_zip.php
Revista apenas: www.ancientceremonies.com/issue15_pdf.php
http://www.ancientceremonies.com/ / http://www.blogger.com/www.myspace.com/ancientceremonies

A revista Luso-Brasileira Horns Up vai já no 3º volume (Outubro / Novembro 2008) e inclui entrevistas a Bleeding Through, Krisiun, Confronto, Paura, Echidna, Raunchy, Misery Index, One Hundred Steps; 43 críticas a CDs; e reportagens dos concertos: Alliance Fest, ABC PRO HC 11, GAS Festival, Agnostic Front, All Shall Perish.
Os números anteriores ainda se encontram disponíveis.
http://www.hornsup.net/

Rat City Riot + Reltih + Radio 99 + The Levities


March Of Metal 2008


Friday

Report Suspicious Activity – Destroy All Evidence (2008) – Alternative Tentacles

Novo trabalho para a actual aventura musical de Vic Bondi (Articles Of Faith). A este juntam-se membros de Jawbox, Burning Airlines, Kerosene 454. O disco anterior tinha alguns pontos de interesse mas estava mais direccionado para um Rock simples e directo, nada que se destacasse e fizesse valer o passado musical de Bondi. Neste novo “Destroy All Evidence” os Report Suspicious Activity voltam à carga com 15 temas de fusão Rock, Punk e Hardcore com influências de Rollins Band, Fugazi, Minor Threat, Black Flag, Jesus Lizard, Articles Of Faith, etc. Entre temas mais roqueiros, outros rápidos de inspiração Hardcore e alguns mais experimentais (linha Washington Post-Punk), os RSA descarregam cerca de 44 minutos bem intensos, enérgicos, inspirados e apelativos com letras baseadas, na sua maioria, nos actuais cenários socio-políticos Norteamericano e mundial. Gostei da variedade de sonoridades incluídas no disco, que nos podem levar de um tema rapidíssimo a um acústico sem se notar uma heterogeneidade absurda, muito pelo contrário, o disco soa bem homogéneo. Gostei também da apresentação geral do álbum em digipack, a representar uma carteira de fósforos (e uma verdadeira como bónus) dentro de um plástico de provas forenses. Nada politicamente correcto, portanto. Recomendo vivamente. 90% www.myspace.com/reportsuspiciousactivity / http://www.vicbondi.com/ / http://www.alternativetentacles.com/
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RSA - Lisptick On A Pig

Grady – Y.U. So Shady? (2008) – Alternative Tentacles

Esta é a reedição por parte da Alternative Tentacles da demo-CD de 2004 do “power” trio Texano Grady. Os 11 temas originais foram remisturados por Gordie (vocalista / guitarrista, ex-Big Sugar, Canadá), re-sequenciados por Jello Biafra e complementados por 2 temas ao vivo não presentes na edição original. Blues / Southern / Punk ‘N’ Roll bem sujo, puro, cheio de espírito é o que nos apresentam nestes 56 minutos. Há já muito tempo que não ouvia algo do género tão pesado, cru e intenso. Imaginem uma fusão entre nomes tão díspares como Queens Of The Stone Age, Dead Kennedys, John Lee Hooker, Motörhead, AC/DC, D.O.A., Fu Manchu, Nashville Pussy ou ZZ Top e têm uma ideia da sonoridade Grady. Gostei muito e recomendo a fãs dos nomes acima citados. 85% http://www.shadygrady.net/ / www.myspace.com/gradyaustin / http://www.alternativetentacles.com/
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Live @ Red Dog Bar, Ontario, Canada, March 7 2008

Wednesday

Diesel-Humm! – Stop The War (2007) – Radical Records

“Stop The War” é a estreia em longa duração dos Diesel-Humm! O disco foi editado em 2007 mas só agora me chega às mãos um exemplar do mesmo. Ao todo são 13 temas que percorrem o caminho do Hard Rock clássico, mas com uma roupagem moderna. A produção é a habitual no género, limpa e perceptível, mas um som algo mais cheio poderia beneficiar a banda, principalmente na bateria que ficou “limpa” demais (e um pouco alta), na minha opinião. De qualquer modo, o som está muito acima daquilo que se ouve noutras produções nacionais. Quanto à música em si, o disco torna-se algo repetitivo a meio caminho, mas mesmo assim temos temas muito fortes como a abertura “Harmonic Pain”, “(Stop) No More War”, “Strange Soul” ou “Diesel What?”. Apesar da corrente velha escola dos Diesel Humm! a banda não tem medo de experimentar coisas diferentes como o violino em “Harmonic Pain” ou os samplers electrónicos em “Strange Soul” e “Looking For Promise Land”. A balada “One More Time” é algo frouxa e melosa e poderia ter ficado melhor, mas “Falen Deep Inside” já soa mais a “power ballad” roqueira e a voz feminina ajuda muito ao produto final. A passagem rap em “Monster Of Silence” está algo desenquadrada, mas em “Devils Woman” já está melhor enquadrada. “Stop The War” tem os seus altos e baixos mas, no geral, é um disco agradável de se ouvir. Recomendado a fãs de Hard Rock dos 80s, Glam Rock e bandas Alemãs e Nórdicas do género. 65% http://www.diesel-humm.com/ / www.myspace.com/dieselhumm
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Monday

The Business + Stigma + Mata Ratos + ...


Talisma – Quelque Part (2008) – Unicorn

Para não variar muito nas edições da Unicorn, uma banda Canadiana, com letras em Francês e orientação musical Progressiva. Nesta terceira entrega os Talisma oferecem 10 temas de Rock Progressivo com deambulações experimentais que lhe dão outro colorido. Na sua maioria são temas instrumentais, mas alguns beneficiam de voz feminina. Alternando entre os momentos mais calmos ou acústicos e o caos controlado, passagens ambientais negras (algumas quase Industriais) e outras mais coloridas, entre a faceta mais roqueira e a mais sinfónica, os Talisma são passíveis de agradar às várias facções do Prog-Rock. Gosto do álbum no geral mas o tema “Od” é potentíssimo! Se todo o disco fosse assim… Mas este tema vai de encontro aos meus gostos pessoais, até porque o álbum é extremamente heterogéneo e todos irão encontrar um tema mais à sua maneira. Para quem gosta do seu Rock Progressivo mais audaz, experimental e aventureiro. 80% http://www.talismamusic.com/ / www.myspace.com/dofleurent / www.myspace.com/markdiclaudio / http://www.unicorndigital.com/
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Talisma - L'Empalé (Live, Saint-Jerome, Quebec, 2003)

Direction – Est (2008) – Unicorn

Mais uma banda Canadiana a assinar pela Unicorn. Estes também cantam em Francês e têm a sua base musical no Progressivo tradicional. Os Direction conseguem no entanto ser mais roqueiros que a generalidade dos companheiros de editora. Por terem uma faceta mais Rock, os Direction conseguem imprimir outra dinâmica ao seu som que não está presente na maioria das bandas Progressivas hoje em dia. Pelo menos nas que enveredam por caminhos mais tradicionais. As suas influências derivam de nomes como Rush, Genesis, Led Zeppelin, Yes ou Pink Floyd. A produção, apesar de não se poder apontar falhas, poderia ter tomado outro caminho. Esta 4º entrega em longa duração dos Direction poderia ter beneficiado de um som mais cheio. Fora isto, o álbum tem os seus pontos de interesse e fica recomendado a fãs dos nomes acima citados. 70% http://www.legrooupedirection.com/ / http://www.unicorndigital.com/
RDS

Jelly Fiche – Tout Ce Que J’Ai Rêvé (2008) – Unicorn

Este é o disco de estreia dos Canadianos Jelly Fiche. Nove temas fazem a ponte entre Pink Floyd, Génesis e Jethro Tull. A banda aponta ainda nomes como King Crimson, Beatles, Queen, David Bowie ou Gentle Giant entre as suas principais influências. Progressivo com fortes influências de Rock sinfónico, psicadélico dos 60s, Folk e Jazz é o que nos apresentam nestes 63 minutos de música. A fusão de sonoridades resulta num produto homogéneo que me cativa. Faz-me lembrar as bandas Suecas dos 70s. Apesar de, pessoalmente, não gostar do som da língua Francesa, aqui soa algo exótico e adiciona outro factor de interesse ao disco. Há aqui muito trabalho de composição e nota-se o gosto e intensidade com que os músicos reproduzem essas composições. Intenso, forte, melódico, psicadélico por vezes. Gostei. 70% http://www.jellyfiche.com/ / www.myspace.com/jellyfiche / http://www.unicorndigital.com/
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The Gourishankar – Close Grip (2008) – Unicorn

Este é o disco de estreia de 2003 dos Russos Gourishankar. Depois do bem sucedido “2nd Hands”, em 2007, a Unicorn avança com e reedição a estreia auto-financiada que se encontra indisponível actualmente. Aos 7 temas originais adiciona-se um tema extra. A música dos Gourishankar é amplamente influenciada pelo Progressive / Symphonic Rock dos 70s mas incorpora outras ideias que podem ir da electrónica à Pop. Há aqui boas ideias bem encaixadas; as performances dos músicos são irrepreensíveis; e a banda consegue balançar bem todas as vertentes da sua música, não sendo demasiado calma e ambiental que desagrade aos fãs de Rock, nem demasiado “pesada” que afaste os fãs do Progressivo tradicional (até podia ter guitarras mais fortes, isso sim). Não temos nada de fenomenal em “Close Grip” mas é agradável de se ouvir. 70% http://www.gourishankar.com/ / http://www.unicorndigital.com/
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Gourishankar - Endless Drama ("2nd Hand", 2007) - Fanvideo

Snarling Adjective Convention – Bluewolf Bloodwalk (2008) – Unicorn

Este é o disco de estreia dos Canadianos Snarling Adjective Convention. Sete temas, na sua maioria instrumentais, fazem a fusão de Jazz Avantgarde, Rock Progressivo experimental, ambientes negros e sinistros que remetem para o universo do Dark Ambient ou das bandas sonoras do terror dos 40s/50s e “film noir”, assim como de algum Metal e Rock Psicadélico. Apesar da sua orientação maioritariamente jazzística, não deixam de soar roqueiros, fortes, intensos. Muito mais negros e densos do que as habituais bandas de Prog / Fusion, por natureza mais alegres e espirituais, estes SAC conseguem imprimir ambientes bem sinistros às suas composições. Apenas o tema título foge um pouco a esta fórmula tendo uma forte orientação Funky mais alegre. Gostei muito e recomendo a fãs de material Avantgarde mais negro. Um disco que irá agradar a fãs de nomes tão díspares como John Zorn, King Crimson, Miles Davis, Ornette Coleman, Bernard Herrmann, Carl Stalling, Franz Waxman, Angelo Badalamenti, The Mahavishnu Orchestra, Taal, Kayo Dot ou Shub Niggurath. 85% http://www.snarlingadjectiveconvention.com/ / www.myspace.com/snarlingadjectiveconvention / http://www.unicorndigital.com/
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