Monday

Nocte Obducta – Sequenzen Einer Wanderung (2008) – Supreme Chaos Records

Dois temas apenas fazem este disco. “Teil 1” tem 23m06s e “Teil 2” tem 20m53s. Metal vanguardista é o que nos apresenta esta banda Germânica no activo desde 1995. Infelizmente, este é o “canto do cisne” pois a banda separou-se oficialmente durante o ano de 2008. Mas, antes de morrer, o cisne canta por uma última vez, e esse é o mais belo de todos os seus cantos. Nestes 44 minutos de arte no seu estado mais puro, os Nocte Obducta levam-nos numa viagem inesquecível. Atmosférica, psicadélica, hipnótica, melódica, depressiva, intensa, experimental. É assim a música do extinto sexteto teutónico. Uma verdadeira obra-prima! Para os amantes de cenas Avantgarde, Post-Rock e Progressivas. 95% http://www.nocte-obducta.de/ / www.myspace.com/nocteobducta / http://www.s-c-r.de/
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Cheeno – The Next Step Will Be The Hardest (2008) – Prevision Music

Cheeno resulta da colaboração de alguns membros de Autumnblaze com a vocalista Jennie Kloos. Este é o primeiro disco de longa duração e inclui 17 temas em cerca de 71 minutos de duração. Rock alternativo com alguns toques de Metal e voz feminina é o que nos apresentam neste disco conceptual com história ficcional. Guano Apes, Die Happy, The Gathering, Autumn ou a extinta banda Portuguesa Carbon-H são alguns dos nomes que me vêm à cabeça. Há aqui algumas ideias boas que poderiam ter sido melhor exploradas, além disso, a repetição das mesmas é levada ao extremo e cansa; a voz também não tem versatilidade e torna-se monótona ao fim de alguns temas. Ao 5º ou 6º tema já estamos saturados. Fora do leitor, já! 20% http://www.cheeno.de/ / www.myspace.com/cheenorock / http://www.prevision-music.com/
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Crisis Never Ends – Kill Or Cure (2008) – Prevision Music

Começaram pelo Hardcore. Hoje em dia dizem tocar Metal moderno. É mais uma banda a fazer a fusão de Metal e Hardcore (não quero estar a usar o maldito termo mais uma vez!). São 11 temas. São 11 dores de cabeça. Extremamente insípido, derivativo, aborrecido. A voz sempre gritada rapidamente começa a tomar de assalto os nervos de qualquer um. Há muitas outras bandas do género a fazer isto de uma forma mais interessante. Fora! 10% http://www.crisisneverends.de/ / www.myspace.com/crisisneverends / http://www.prevision-music.com/
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Transcending Bizarre? – The Serpent’s Manifolds (2008) – DissonArt Productions

Segundo longa-duração para os Gregos Transcending Bizarre?. 10 temas em cerca de 47 minutos fazem a fusão de um Black Metal orquestral com ideias vanguardistas e ambientes cinematográficos da área do terror e fantasia. As influências provêm de quadrantes tão distintos como Dimmu Borgir, Danny Elfman, Nightwish, Solefald, Arcturus, Laibach ou Amorphis. Pesado e brutal quanto baste mas com muita melodia; ideias interessantes bem executadas que mantêm o ouvinte atento; e os bem encaixados ambientes épicos e sinistros que dão outra dimensão ao som Transcending Bizarre. Não é uma obra-prima mas está bem perto disso. A banda apresenta muitas potencialidades e o próximo álbum pode mesmo vir a ser algo genial. É esperar para ver. Para já, este “The Serpent’s Manifolds” irá manter-vos bem ocupados. Aconselho vivamente! 90% http://www.transcendingbizarre.com/ / www.mysace.com/transcendingbizarre / www.myspace.com/dissonartproductions
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Transcending Bizarre? - Cell (Live)

V/A – Trip In Time Vol. 3 – Psychedelic Adventures On Planet Earth (2008) – Trip In Time

Como o título indica, este é já o terceiro volume desta compilação da editora Trip In Time. As 18 bandas provenientes de vários cantos do globo preenchem quase 79 minutos de música. Psychedelia, Space Rock, Krautrock, Stoner, Rock ‘N’ Roll, Funk Rock e Folk Rock são os caminhos tomados pelas bandas, sempre com a ideia do ambiente retro 60s/70s bem presente. A colectânea serve o seu propósito, ou seja, dar a conhecer os nomes envolvidos a quem a ouve. Há um pouco de tudo e qualquer pessoa pode encontrar pontos de interesse. Deixo essa escolha à mercê de cada um. As minhas escolhas recaem em The People, Ginger, Fuzz Manta, Mother And Sun, The Magnificent Brotherhood ou Crystal Caravan, por exemplo. 65% http://www.tripintime.de/ / www.myspace.com/tripintime
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Serpentina Satélite – Nothing To Say (2008) – Trip In Time

Novo trabalho para os Serpentina Satélite do Perú. Depois do EP auto-financiado “Long Play”, estes assinam com a Trip In Time e dessa união surgem 5 novos temas sob o título “Nothing To Say”. Maioritariamente instrumental, o som dos Serpentina Satélite navega nos mares do 70s Psychedelic, Krautrock e Space Rock, sempre com fortes influências de Hawkwind. Outros nomes a assinalar como influência podem ser Pink Floyd, Acid Mothers Temple ou Kyuss. Sinceramente, o que ouvi não me chamou muito a atenção, está bem feito, sem dúvida, mas soa algo derivativo. Quando puxam um bocado mais pelas guitarras conseguem um som mais roqueiro e agrada, mas na maior parte do tempo lida-se com ambientes psicadélicos com fórmulas levadas ao extremo da repetição. Não me surpreendeu, mas pode ser que agrade a fãs do género. 65% http://www.serpentinasatelite.com/ / www.myspace.com/serpentinasatelite / http://www.tripintime.de/ / www.myspace.com/tripintime
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Sunday

Irmandade Metálica Vol. III (2008)

Já se encontra disponível para download mais uma compilação do fórum Irmandade Metálica.
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Alinhamento:
01 Angriff - Killing for Living
02 Anonymous Souls – Patrimony
03 Artworx - My Promised Land
04 Atomik Destruktor - Atomik Destruktion
05 Deathland - Shadow of Chaos (Live)
06 Dinosaur - Noise On Peace
07 Disassembled - Just a Phase
08 Endamage - Of Truth and Wisdom
09 Fried Chicken & Gasoline - Hold me Tight
10 GoldenPyre - Crawl to the Abyss
11 Memorial Death – Freedom
12 PhaZer – Benediction
13 Powersource - My Inner Fears
14 PussyVibes - The Ourém Zombie Incident
15 Rorcal - Duplicate The Stream Theora
16 Scars Of The Mind - Skulls in the Grave
17 Slaughter Störm - Slaughterstorm (Usurper cover)
18 Vertigo Steps - Serpent's Irony

Link para download: http://www.rapidspread.com/file.jsp?id=w2xo7s41r6

Façam o download e apoiem as bandas.
http://irmandademetalica.com/
http://www.myspace.com/irmandademetalica
http://br.youtube.com/user/irmandademetalica

Thursday

The Firstborn – The Noble Search (2008) – Major Label Industries

Chegou-me às mãos finalmente o novo disco dos The Firstborn que, confesso, estava ansioso por ouvir depois de tantas boas críticas que li. “Será que a expectativa é tão alta que vou ter uma desilusão?”, pensei eu. Felizmente não foi o que aconteceu pois “The Noble Search” está a um nível superior a “The Unclenching Of Fists”. O disco anterior estava muito bom mas tinha pormenores que a mim me faziam repelir o epíteto de disco do ano, como muita gente o vaticinou. Uma delas era a produção pois “The Unclenching Of Fists” tinha um som algo “apagado”, sem força e vitalidade. Outra era a saturação de sons externos à banda base, com muitos “samplers” e sons adicionais. Essas duas falhas (na minha modesta opinião) foram aqui colmatadas e o disco soa forte e poderoso, mas limpo e audível. A componente étnica (musicalmente falando) é real e não “samplada”, está melhor encaixada e soa mais orgânica. Orgânica; é a essa a melhor palavra para descrever a produção deste álbum. Quanto à componente lírica, continua na mesma linha do anterior, com o vocalista Bruno Fernandes a apoiar-se na sua recente paixão pela filosofia Budista. Os diversos convidados especiais também ajudam ao colorido de “The Noble Search”: Vorskaath (Zemial) na percussão, Luis Simões (Saturnia) na cítara, Hugo Santos (Process Of Guilt) e Proscriptor (Absu) nas vozes. O que os Firstborn haviam prometido na anterior proposta está aqui concretizado na sua plenitude. Fica ainda a informação de que por cada CD vendido, 50 cêntimos reverterão a favor da luta de libertação do Tibete. 95% http://www.thenoblesearch.com/ / www.myspace.com/unclenchedfists / http://www.majorlabelindustries.com/
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The Firstborn Live @ Caos Emergente 2008

Vertigo Steps – Vertigo Steps (2008) – Edição De Autor

Este é o disco de estreia homónimo dos Vertigo Steps, um projecto da responsabilidade de Bruno A. dos Arcane Wisdom. Bruno é aqui acompanhado pela bateria de Daniel Cardoso (Head Contol System, Sirius), o baixo fretless de Alexandre Ribeiro (Bleeding Display, Desire, Grog) e a voz do Finlandês Niko Mankinen (Misery Inc.). Como convidados especiais conta-se com Stein R. Sordal (Green Carnation, voz principal em um dos temas), Sophie (Understream), Rui Viegas e André Vasconcelos (ambos ex-vocalistas de Arcane Wisdom). Ao todo são 10 temas em cerca de 50 minutos de Dark Metal com passagens atmosféricas, progressivas, experimentais e certos toques de Post-Rock. “Vertigo Steps” pauta pelo ambiente intenso, carregado e melancólico das suas faixas. Peso, balanço e muita melodia marcam a música do projecto com aproximações ao universo de nomes como Green Carnation, Anathema, Arcturus, Winds, Opeth, Orphaned Land, Amorphis ou até Porcupine Tree. Mais um grande disco a surgir no panorama Underground nacional. Um nome a ter em conta no futuro. 85% http://www.vertigosteps.com/ / www.myspace.com/vertigosteps / http://cdbaby.com/cd/vertigosteps
RDS
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Vertigo Steps - Fire Eaters

Waste Disposal Machine – Interference (2008) – Thisco

Já se encontra disponível o álbum de estreia dos Waste Disposal Machine, “Interference”. Este é composto por 13 faixas (uma introdução, 8 temas originais e 4 remisturas) e perfaz os 54m20s de duração. Depois de vários lançamentos em formato demo e participações esporádicas em compilações, os WDM assinam pela Thisco para a edição do primeiro longa duração. A fusão de Rock Industrial, Electro, Gótico, Metal e EBM faz a sonoridade WDM. As influências (ou aproximações ao universo de) são tão díspares como Nine Inch Nails, Front 242, Front Line Assembly, Das Ich, Young Gods, Skinny Puppy, Assemblage 23, Die Krupps, Ministry, Rammstein ou Deathstars. Os temas são tão diferentes entre si que o disco poderia resultar numa amálgama de sonoridades tão heterogéneas que comprometeriam o todo. Felizmente, não é isso que acontece, todas as ideias e influências foram tão bem digeridas e “Interference” soa coeso, forte, maduro, mantendo o ouvinte atento e interessado do início ao fim. Mais uma prova de que em Portugal também se fazem coisas interessantes e de alta qualidade, fazendo frente, e até suplantando, o lixo que vem lá de fora e que pulula nos tops nacionais. Agora, só falta mesmo o apoio por parte do público, porque a banda já fez a sua parte. Comprem o disco e vão aos concertos, apoiem os WDM para que não lhes aconteça o mesmo que muitas outras bandas Portuguesas exemplares que caíram no esquecimento e, eventualmente, desapareceram. Para colocar na prateleira dos discos nacionais ao lado de [F.ev.e.r.], Bizarra Locomotiva, Haus En Factor ou Sci-Fi Industries. 95% http://www.wdm-web.com/ / http://wastedisposalmachine.blogspot.com/ / www.myspace.com/wastedisposalmachine / http://www.thisco.net/
RDS
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Waste Disposal Machine - I Sing The Body Electric (Excerto do Live VJing)

Divine Lust – The Bitterest Flavours (2008) – Deadsun Records

Lembro-me da estreia homónima em 2002 e desta me ter chamado a atenção para a fusão Doom e Gothic Metal de inspirações My Dying Bride, Anathema, Sentenced, Crematory e Sundown. Embora algo derivativa e lugar comum, tinha os seus pontos de interesse, assim como um certo cuidado na composição de temas com identidade (o tema de apresentação “Morrigan” vem à cabeça). Após 6 anos de espera (com um EP em 2004 do qual eu não tive conhecimento senão à minutos) surge o sucessor sob a forma desta colecção de 11 temas em 67 minutos. A sonoridade segue a mesma linha de sempre mas desta feita deram especial atenção aos pormenores, sons, ambientes e revelam um trabalho de composição elaborado. Nada foi deixado ao acaso e as ligações entre ideias, riffs, melodias, e mudanças de ritmos, está feita de um modo perfeito e com uma fluidez e à vontade que se espera de uma banda com 10 anos de existência. As colaborações especiais (violino, voz feminina, guitarra Portuguesa), assim como o uso inteligente dos teclados e algumas influências étnicas, ajudam bastante ao ambiente geral do disco. Pesado quanto baste mas com muita melodia; com a força e intensidade do Doom mas com a suavidade dos elementos góticos; sombrio e depressivo mas com o vislumbre da luz ao fundo do túnel. É assim este “The Bitterest Flavours”. Em 2008 os Divine Lust estão, além de mais maduros, bem mais interessantes. Para fãs das bandas acima citadas e outras como o Memory Garden, Candlemass, Lake Of Tears, Tiamat, Beseech, Saviour Machine, Lacrimosa, Depeche Mode (pareceu-me ouvir aqui umas ideias, em especial na voz) ou ainda os Portugueses Heavenwood, Secrecy e Desire. Se ainda havia dúvidas quanto às potencialidades do Divine Lust, estas estão dissipadas com o fabuloso “The Bitterest Flavours”. 95% http://www.divinelust.com/ / www.myspace.com/divinelustband / http://www.deadsunrecords.com/
RDS
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Divine Lust - Morrigan ("Divine Lust", 2002)

Wednesday

Checksound #10

O número 10 da Checksound já está disponível para download em formato pdf ou visualização online. Mais uma vez a heterogeneidade é a palavra de ordem. Algumas das mais recentes críticas disponíveis na Fénix também figuram por lá.
http://checksound.eu/

Sunday

Jello Biafra: Carta Aberta a Barack Obama

Since Election Day, Jello Biafra has been hard at work composing an open letter to President-Elect Barack Obama, which will be submitted via Change.gov, the Obama administration transition site. We posted the letter in its entirety on the Alternative Tentacles website: http://www.alternativetentacles.com/page.php?page=jello_openletter

Concertos











Monday

Anomally – Once In Hell… (2008) – Edição de Autor

“Once In Hell…” é o disco de estreia com edição de autor dos Açorianos Anomally. São 8 temas em pouco mais de 33 minutos e meio que fazem a fusão de Death Metal melódico com ambientes góticos. Reminiscências do Gothic / Death Europeu de meados da década de 90 e nomes como Crematory, Dark Tranquility (antigo), Atrocity ou Paradise Lost (antigo) fazem o som dos Anomally. Algumas influências pouco notórias mas enumeradas pela banda são In Flames, Lamb Of God, As I Lay Dying, Dream Theater ou Metallica, por exemplo. O som está potente mas nítido o suficiente para se ouvir tudo o que se está a passar em termos instrumentais. A típica dualidade voz gutural e limpa está presente, as guitarras alternam entre os riffs mais agressivos e as linhas melódicas, a secção rítmica é forte e coesa, as teclas estão bem encaixadas e não exageram. Gostei também da apresentação geral do CD e, em especial, do toque extra com a etiqueta de morgue. Longe de ser um disco essencial, é um bom disco que faz lembrar a já referida cena Death / Goth de meados dos 90s, mas sem soar datado, como acontece com algumas bandas que seguem esta linha. Vale a pena a audição para quem gosta do género. 70% http://www.anomally.com/ / www.myspace.com/theanomally / Metalicídio (Venda Online do CD)
RDS
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Anomally - No Words From The Dead

Takara – Invitation To Forever (2008) – Progrock Records

Após um interregno de 6 anos os Takara voltam às edições discográficas com “Invitation To Forever”. A banda fundada pelo guitarrista Neal Grusky regressa com novo line-up incluindo o vocalista Brasileiro Gustavo Monsanto (passa a ser o 3º vocalista da banda), o baterista e baixista da banda de Yngwie Malmsteen, Patrick Johannson e Bjorn Englen respectivamente, e o teclista Brook Hansen. Confesso que ao início a voz me fazia alguma confusão, talvez por estar habituado aos outros álbuns de Takara com Jeff Scott Soto (que neste disco contribui com vozes de apoio). Gustavo tem um tom de voz diferente e isso até pode funcionar como uma lufada de ar no som Takara; e além disso tem algo mais de positivo, tem uma boa pronúncia da língua inglesa, coisa rara nos brasileiros (ou outros povos Sul-Americanos). Perderam também alguma da sua orientação Power Metal e sinfónica para abraçar uma sonoridade que deve mais aos Hard Rock melódico dos 80s. Aos poucos lá me fui habituando a este novo trabalho e, longe de ser a salvação do género, é extremamente agradável de se ouvir. Tem peso suficiente para agradar aos metaleiros mais acérrimos, tem muita melodia para atrair os Hard Rockers e aquele travo 80s para os fãs do old-school e AOR. Resumindo, Hard ‘N’ Heavy com toques Power Metal e melodias transportadas directamente dos 80s, é o que encontramos nestes 10 temas (48 minutos). Para fãs de Magnum, Journey, Kansas, Survivor, At Vance ou Yngwie Malmsteen. 80% http://www.takararocks.com/ / http://www.progrockrecords.com/
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Sunday

Con-Dom – The Eight Pillar – A Confession Of Faith (2008) – Functional / Tesco

“The Eight Pillar” foi a estreia em disco dos Britânicos Con-Dom (abreviatura para Control Domination), a qual teve edição em vinil, em1991, através da Tesco. Esta foi a segunda edição da mítica editora Germânica e teve uma tiragem de apenas 300 exemplares. Aqui estão disponíveis pela primeira vez em CD os 5 temas (41m30s), acompanhados por uma reprodução do livrete original (que tinha de ser encomendado em separado) e embalados em formato digipack. O livrete inclui as letras, que foram baseadas na vida e obra do Britânico Thomas Edward Lawrence (o título do disco é derivado da sua obra “The Seven Pillars Of Wisdom”), imagens e um pequeno texto introdutório a Lawrence e a temática geral do disco. O tipo de sonoridade apresentada em “The Eight Pillar” é já comum hoje em dia, mas nos idos de 1991, nos inícios da cena Power Electronics, isto era algo de inovador. A audição deste disco não é nada fácil, isso é certo e, no final da audição ficamos algo confusos e nem sabemos bem onde estamos, de tão extrema que foi a experiência. Apenas para fãs “diehard” de Power Electronics e Industrial. 85% http://www.tesco-germany.com/ / www.myspace.com/tescogermany
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Wertham – Memories From The Pigsty (2008) – Tesco Organisation

Wertham é um projecto paralelo do Italiano Marco Deplano, líder dos Foresta Di Ferro. Após 10 anos de existência do projecto e alguns lançamentos menores, eis que surge o primeiro longa-duração sob o título “Memories From The Pigsty”. São 8 temas, em cerca de 41 minutos, de fusão Power Electronics e Industrial. Em termos sonoros, Deplano e companhia sabem o que estão a fazer, disso não haja dúvida. A maioria dos projectos do género que tenho ouvido parece ser resultado de frouxas experiências com a sonoridade industrial / power electronics levadas a cabo por pessoas inexperientes na manipulação da maquinaria. Mero ruído com som lo-fi para abafar a inexperiência e falta de ideias, é esse o resultado. Não é o que acontece em Wertham. Isto sim é o que se supõe ser Industrial. Som alto e distinto, frio, intenso, experimental, vocalizações agressivas. No campo lírico deparamo-nos com temas como a violência doméstica, mentalidade do chamado “lixo branco”, cultura do gueto e vida nas ruas em geral. As letras parecem-me algo simplistas e mais descargas puras de ódio que propriamente de intervenção ou cariz socio-político. Enquadram-se bem no estilo do projecto? Talvez. Mas não são o meu tipo de escolha (já o foram). Fora isso, Wertham é um projecto sólido e que eu recomendo a fãs do género. 75% www.myspace.com/xwerthamx / http://www.tesco-germany.com/ / www.myspace.com/tescogermany
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Naevus – Relatively Close To The Sea (2008) – Hau Ruck / Tesco

O anterior disco da banda, “Silent Life” em 2007, já me havia chamado a atenção e, quando vi este CD no pacote que a Tesco me enviou fiquei logo impaciente para o colocar no leitor. Aos mentores do projecto Lloyd James (voz, guitarra acústica, teclas) e Joanne Owen (baixo, acordeão, teclas) junta-se o baterista habitual John Murphy (Knifeladder, Shining Vril). Como convidados especiais temos ainda Matt Howden (Sieben) no violino, Greg Ferrari (Womb) na guitarra eléctrica, Joanna Quail (SonVer) no violoncelo e Arthur Shaw (Cutty Sark) nas teclas. O ex-companheiro de armas Dominic O’Connor também está presente em espírito pois uma das suas composições, “The Troubadour”, nunca antes editada em qualquer forma, foi gravada para este disco. A sonoridade é a típical dos Naevus, um Dark Folk mais “colorido” que o habitual no género, com um sentido de canção Pop e com algumas influências Rock, mas sempre com uma orientação negra e depressiva demarcada. Os 6 primeiros temas seguem esta linha, mas depois somos confrontados com um épico tema de 17m40s intitulado “Go Grow”. Neste, a sonoridade Naevus é acrescida de toques progressivos e psicadélicos de descendência Pink Floyd ou Hawkwind. Fecha-se com um curto tema Folk de 43s. A apresentação geral, como é regra no género, é extremamente cuidada, sendo-nos servido o disco num belo digipack, acompanhado de livrete com 12 páginas com as letras. 90% www.myspace.com/naevus / http://www.hauruck.org/ / http://www.tesco-germany.com/ / www.myspace.com/tescogermany
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Bain Wolfkind – The Swamp Angel (2008) – Hau Ruck / Tesco

O músico Australiano, também membro dos Der Blutarsch, regressa com um novo título, depois do fantástico aperitivo “Wasteland” em 2007. Desta feita é um longa-duração composto por 15 temas em cerca de 52 minutos. Entre a Folk de ambiências negras e sinistras, o Rock cru e sujo, a orientação psicadélica de alguns temas e as obrigatórias influências Dark Folk do seu projecto de origem, Bain Wolfkind oferece a sua visão obscura e depressiva do trabalho de “songwriters” como Johnny Cash, Johnny Thunders ou até Nick Cave. Um rol de convidados ajudam o músico a dar “vida” aos seus temas, através do uso de instrumentos como violino, piano, slide guitar, trompete, entre outros. O som lo-fi a dar a sensação de ter sido gravado num qualquer pub clandestino situado numa cave, decadente, cheio de fumo, whisky e vultos vestidos de negro ajuda ao clima geral de “The Swamp Angel”. Para fãs dos nomes já citados ou outros como Bauhaus, Death In June, Current 93 e In Gowan Ring. Não recomendado a pessoas com tendências suicidas devido ao carácter negro e depressivo do conteúdo musical. Ficam desde já avisados! 85% www.myspace.com/bainwolfkind / http://www.hauruck.org/ / http://www.tesco-germany.com/ / www.myspace.com/tescogermany
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